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19/07/2014 - 8:00

CFP e PF discutem critérios de avaliação psicológica para porte de armas

No Brasil, aproximadamente 1500 psicólogos (as) realizam avaliação psicológica para porte de armas

Coordenadores técnicos da Polícia Federal (PF) estiveram reunidos na última quarta-feira (16), na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), para discutir aspectos quanto à mudança no processo de concessão de porte de armas no Brasil.

A autarquia foi representada pelo conselheiro do CFP João Carlos Alchieri, enquanto pela Polícia Federal participaram Tony Gean Barbosa de Castro (delegado de Polícia Federal-Chefe da DARM/DIREX), Anna Flavia Michelan (delegada de Polícia Federal) e Maria Cristina dos Reis Santiago (psicóloga da Polícia Federal).

João Carlos Alchieri destacou que esta iniciativa é uma cooperação pioneira, pois tem como objetivo desenvolver características de boas práticas com vistas a qualificar ainda mais o trabalho dos (as) psicólogos(as) na avaliação psicológica.

Segundo ele, a parceria é uma forma de buscar maximizar a qualidade no trabalho desses (as) profissionais. Para tanto, o conselheiro do CFP informou que será apresentada na próxima plenária, nos dias 26 e 27 de julho, proposta de manutenção do Grupo de Trabalho (GT) sobre Avaliação Psicológica para porte de armas. Após a plenária deste mês, uma nova reunião entre CFP e técnicos da PF ocorrerá na 2ª quinzena de agosto.

Ajustes

Alchieri informou que, durante a reunião, os técnicos da Polícia Federal apontaram a necessidade de acompanhamento dos (as) psicólogos(as) que fazem avaliação psicológica para porte de armas, basicamente junto às vistorias dos locais e da execução do trabalho. Segundo ele, o grupo da Polícia Federal quis saber como o CFP pode compor um conjunto de indicadores de avaliação, de visitas e de informações sobre o profissional, visando diminuição de gastos públicos e de investimento temporal.

Ele afirmou, ainda, que foram pensadas formas de acompanhamento conjunto entre CFP e PF, principalmente para fornecer à categoria indicadores de desenvolvimento, de competências e de habilidades, a fim de trazer melhorias ao trabalho propriamente dito. “Também vimos possibilidade de cooperação técnica entre ambas as instituições (CFP e PF), de modo a não refazer trabalhos que uma das instituições pode já estar ofertando e, principalmente, diante da necessidade de criarmos indicadores de acompanhamento desse trabalho”, reforçou.

O conselheiro do CFP aponta que hoje, no Brasil, há aproximadamente 1500 psicólogos (as) que realizam avaliação psicológica para porte de armas, e, para tanto, algumas propostas estão sendo pensadas para consecução desses objetivos, como campanhas de esclarecimento e processos de formação continuada.

Segundo Alchieri, “a parceria pode ser o início de um processo de formação continuada interessante para a categoria, porque, em geral, o trabalho do(a) psicólogo(a) em avaliação psicológica é muito exigido e, especificamente ao tema do porte de armas,  pouco tem se ofertado no que diz respeito a aperfeiçoamento. Além disso, a própria Polícia Federal tem muito interesse na formação de profissionais e no aprimoramento técnico do processo de concessão de registro de armas de fogo”, destacou.