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Dúvidas frequentes sobre o tema: Portador de necessidade especial

1) Quais testes são indicados na avaliação para portadores de necessidades especiais?

O Conselho Federal de Psicologia – CFP, como órgão regulamentador, orientador e fiscalizador do exercício profissional do psicólogo, não indica testes ou técnicas para uso profissional para não preferir um em detrimento de outro. Cabe, assim, ao profissional investigar qual são os procedimentos, os meios e as técnicas mais adequados para o contexto de seu trabalho, uma vez que o CFP defende a autonomia profissional das (os) psicólogas (os) quanto à escolha dos testes, em consonância com a Resolução CFP nº 002/2003.

Para esclarecimentos de questões técnicas, sugerimos que seja realizada uma consulta em artigos científicos, universidades ou ao Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (Ibap) (www.ibapnet.org.br).

Também acerca do assunto, a Nota Técnica do CFP, intitulada Construção, Adaptação e Validação de Instrumentos para Pessoas com Deficiência, publicada em 2013 e disponível em http://site.cfp.org.br/documentos/nota-tecnica-construcao-adaptacao-e-validacao-de-instrumentos-para-pessoas-com-deficiencia/, informa que na construção e adaptação de testes psicológicos para indivíduos com deficiência faz-se imprescindível o atendimento aos pressupostos teóricos e técnicos inerentes ao processo de construção e adaptação de instrumentos sedimentados na literatura científica da área. A nota menciona também alguns aspectos adicionais que devem ser observados com vistas à manutenção da qualidade psicométrica destes instrumentos.

Quando possível, a consulta a especialistas na área do construto ou a psicólogos que apresentam a deficiência para o qual o teste está sendo adaptado é recomendável. (CFP, 2013)

Assim, a Nota Técnica não recomenda ser feita qualquer adaptação sem prévio estudo, e “nos casos em que o uso dos testes é inapropriado para as características individuais do avaliado, o psicólogo deverá proceder a avaliação com outros recursos reconhecidos pela Psicologia” (CFP, 2013).


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