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10/10/2017 - 11:47

Encontro marca os 20 anos da Comissão de Direitos Humanos do CFP

“Psicologia e democracia: nenhum direito a menos” foi o tema norteador dos debates do Encontro Nacional das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia

“Psicologia e democracia: nenhum direito a menos”. Esse foi o tema que norteou os debates do Encontro Nacional das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia, realizado no dia 6 de outubro, em Brasília/DF. Na atividade, os 22 Conselhos Regionais presentes e o Conselho Federal de Psicologia assinaram um manifesto convocando psicólogas e psicólogos a se posicionar publicamente contra ações jurídicas e legislativas que representam retrocessos aos direitos da população brasileira.

 

Leia o Manifesto Nenhum Direito a Menos – Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia

 

A atividade também marcou as comemorações dos 20 anos da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CDH-CFP), criada em 7 de agosto de 1997. “Em contexto de retrocessos e de violações de direitos, é essencial ampliar e potencializar esse espaço de discussão e de articulação. Relembrar e comemorar os 20 anos da Comissão de Direitos Humanos é também retomar lutas históricas e, infelizmente, atuais”, explica Ana Luiza Castro, coordenadora da CDH-CFP.

 

Assista o vídeo comemorativo dos 20 anos da CDH-CFP

 

“Psicologia e democracia: nenhum direito a menos” foi tema norteador do Encontro Nacional das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia

 

Na abertura da atividade, o presidente do CFP, Rogério Giannini, falou da importância de que o tema dos direitos humanos seja pensado a partir da perspectiva de articulação do Estado com a sociedade. “É preciso cuidado para que a Psicologia não se transforme em instrumento de opressão, classificatório e de justificação, chancelando o preconceito e o processo discriminatório”.

O diretor-secretário do CFP, Pedro Paulo Bicalho, enfatizou que ”o fortalecimento do Sistema Conselhos de Psicologia passa pela realização de atividades nacionais em conjunto, a exemplo deste encontro, e pelo compartilhamento de pautas coletivas”. Ele também lembrou os 30 anos da “Carta de Bauru”, que tornou a Psicologia protagonista da luta antimanicomial: “A reforma psiquiátrica tem muito de nós”.

“A Psicologia pode ajudar as pessoas a se libertarem dessa mistura de rancores e ódios, ancorados num tempo que já não existe mais e a se abrirem para um tempo acolhedor, que reúna o que a sociedade tem de melhor”, refletiu Paulo Maldos, conselheiro do CFP e membro da Comissão de Direitos Humanos, na conferência “Conjuntura, Psicologia e Direitos Humanos”.

Durante o encontro, as Comissões de Direitos Humanos e do CFP apresentaram as principais ações desenvolvidas e começaram a alinhar a construção de uma política conjunta de direitos humanos para o Sistema Conselhos de Psicologia.

 

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