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15/07/2016 - 16:33

Psicologia e a Formação para a Saúde é tema de artigo da Ciência e Profissão

Toda semana, um artigo da revista científica é publicado no site e nas redes sociais oficiais do CFP

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulga mais um artigo publicado na edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, publicada recentemente na plataforma da SciELO. O texto desta semana é Psicologia e a Formação para a Saúde: Experiências Formativas e Transformações Curriculares em Debate. Toda semana, o Conselho publicará um artigo do periódico em seu site e nas redes sociais.

O artigo trata de um relato de experiência de estágio básico da disciplina Práticas Integradas de Trabalho, realizada no 7º semestre do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), cujo eixo temático é ‘Psicologia e Saúde’. Essa disciplina tem buscado ampliar a compreensão das concepções e práticas que envolvem os processos saúde-doença-cuidado, a partir da reflexão crítica dos discentes no campo da saúde pública.

A Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou Pedro Renan Santos de Oliveira (Doutorando pela Universidade Federal do Ceará – UFC e docente pela Universidade Estadual do Ceará – Uece). As outras autoras do artigo são Delane Felinto Pitombeira (Doutoranda pela Universidade Estadual do Ceará – Uece e docente pela instituição citada), Alessandra Silva Xavier (Doutoranda pela Universidad de Santiago de Compostela, USC, Espanha, e docente pela Universidade Estadual do Ceará – UECE) e Raimunda Eliana Cordeiro Barroso (docente pela Universidade Estadual do Ceará – UECE).

 

Confira a entrevista: 

O que os motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema?

A formação profissional voltada para o campo das políticas públicas, considerando os diversos enfrentamentos e possibilidades, constitui a nossa grande motivação. Temos passado por mudanças e adaptações frente às diretrizes curriculares, uma vez que a formação abrange um currículo integrado, vivo, e alinhado aos desafios da população brasileira. A Saúde Pública ganha destaque pela importância que a atuação multiprofissional tem assumido no âmbito dos processos de trabalho em saúde, direcionando seu olhar para as necessidades da população. A Psicologia passa, então, a participar dessa atuação de forma mais efetiva, juntamente com outras categorias profissionais, em contextos institucionais diversos, os quais estão ainda mais complexos a partir da perspectiva da Rede de Atenção à Saúde. Avaliamos como sendo importante compartilhar essas discussões e vivências no âmbito da formação em tempos de precarização do SUS, posicionando-nos em defesa das políticas públicas.

 

Quais os resultados que você destaca desse levantamento?

Especificamente sobre a experiência que relatamos, referente ao estagio básico desenvolvido no 7º semestre do curso de psicologia da UECE, que tem como eixo “Psicologia e Saúde”, temos encontrado resultados bastante significativos junto aos nossos estudantes. Embora alguns deles tenham contato com o campo da Saúde Pública mediante projetos de pesquisa e/ou extensão, a ida a campo e interação com os cenários de práticas oferecem a oportunidade de construir novos aprendizados em Psicologia por meio das diversidades de contextos institucionais, de áreas, bem como de práticas profissionais. A possibilidade de contato com diversos serviços, e a disponibilidade e compromisso dos profissionais são fundamentais, não apenas para que a experiência aconteça da melhor forma, mas para estabelecer relação entre os diferentes atores desse processo: profissionais do campo, estudantes e docentes. A compreensão de que há diferentes saberes e “fazeres” em Psicologia, e o respeito diante de cada situação singular encontrada, também são aspectos que podemos destacar. Ressaltamos, ainda, os encontros de supervisão e os estudos articulados com o campo como elementos que se complementam na construção desse processo formativo.

 

Na sua opinião, o que precisa ser feito para melhorar a formação do profissional do (a) psicólogo (a) da área de saúde?

A formação é um desafio permanente. Essa é uma discussão relevante não só na Psicologia, mas em todas as áreas da saúde. Hoje pensamos em como enfrentar os desafios de formar para o Sistema Único de Saúde (SUS), num momento de grande instabilidade política e econômica no país.  É necessário um compromisso dos cursos de graduação com a formação para a Saúde Pública.  É preciso um esforço institucional para sensibilização e preparação de nossos estudantes dentro dessa realidade.  É imprescindível a discussão sobre as políticas, as redes institucionais e de apoio, as contribuições das outras áreas e saberes, além das nuances do próprio campo para efetivarmos uma formação comprometida com o SUS. Pensamos que as reflexões dessas questões, bem como o diálogo entre as diferentes áreas, ainda na graduação, constituem importantes ferramentas para a melhoria da qualidade da formação para a saúde.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.