O Conselho Federal de Psicologia participou da 86ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Brasília/DF. Na ocasião, a conselheira federal Marcela Acioli destacou a presença da Psicologia nos espaços de controle social como estratégia fundamental para a formulação e o monitoramento de políticas públicas.
“Reafirmamos o papel do CFP no controle social para que a Psicologia atue como voz ativa na defesa dos direitos das mulheres em todo o Brasil, consolidando esta ciência e profissão no enfrentamento a violências e assédios”, pontuou a conselheira.
A pauta da reunião incluiu a organização interna do colegiado, a definição de representações institucionais e ações estratégicas intersetoriais para 2026 voltadas ao segmento.
A conselheira do CFP ressaltou a reativação das câmaras técnicas essenciais de Legislação e Normas; Assuntos Internacionais; Planejamento e Orçamento; e Enfrentamento ao Racismo.
Também foram discutidos o Pacto Nacional Federativo de Enfrentamento ao Feminicídio e a participação do CNDM na 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW).
Um dos marcos da reunião foi a eleição de uma vice-presidência ocupada pela sociedade civil, cargo instituído pela primeira vez desde a criação do Conselho. A psicóloga e ativista Sandrali Bueno foi escolhida pelo colegiado para a função.
Sobre o CNDM
Criado em 1985 e vinculado ao Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher é um órgão colegiado, de natureza consultiva e deliberativa. Sua missão é promover, em âmbito nacional, políticas que visem eliminar a discriminação e assegurar condições de liberdade e de igualdade de direitos para mulheres, bem como plena participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do País.