O Conselho Federal de Psicologia manifesta sua solidariedade ao povo venezuelano diante dos graves terremotos que atingem diferentes regiões do país, provocando perdas humanas, deslocamentos forçados, sofrimento coletivo e profundas consequências sociais. A Venezuela faz fronteira com Roraima e Amazonas e há uma crescente população de refugiados e imigrantes venezuelanos vivendo em cidades brasileiras.
Neste momento de dor, expressamos nosso respeito às famílias atingidas e reconhecemos o trabalho desenvolvido por profissionais, organizações comunitárias, movimentos sociais e instituições públicas empenhados na proteção da vida, na reconstrução dos territórios e no cuidado às populações afetadas.
Situações de desastre exigem respostas integrais, articuladas e fundamentadas na defesa dos direitos humanos, da dignidade das pessoas e do fortalecimento das políticas públicas. O cuidado em saúde mental deve estar inserido em estratégias amplas de proteção social, reconstrução comunitária e garantia de direitos.
Neste momento, o Conselho Federal de Psicologia conclama o Estado brasileiro, por meio de suas instituições, a responder prontamente à emergência humanitária, colocando à disposição do povo venezuelano os mecanismos de cooperação, assistência técnica, apoio logístico e solidariedade que estiverem a seu alcance, em consonância com os princípios constitucionais da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, da integração latino-americana e da prevalência dos direitos humanos.
O Conselho Federal de Psicologia reafirma, ainda, sua disposição para fortalecer o intercâmbio de experiências, conhecimentos e ações de cooperação com as entidades de Psicologia da América Latina, contribuindo para respostas que promovam cuidado, reconstrução dos vínculos comunitários e proteção da saúde mental das populações atingidas por desastres.
Ao povo venezuelano, expressamos nossa solidariedade, nosso respeito e a convicção de que a integração entre os povos latino-americanos constitui um caminho fundamental para enfrentar coletivamente os desafios humanitários de nosso tempo.