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23/11/2015 - 17:23

CFP debate gestão integral de riscos e desastres em Simpósio Internacional

O evento é uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde.

Integrantes da Comissão de Emergências e Desastres do Conselho Federal de Psicologia (CFP) participam, nesta segunda (23) e terça-feira (24), do I Simpósio de Saúde Mental e Gestão integral de Riscos e Desastres: “O desastre no foco da saúde mental discutindo e construindo um novo futuro​”, em Brasília.  A proposta do Simpósio é debater as possibilidades de trabalho, estudo, trocas e aprendizado, bem como auxiliar a capacidade de promoção de cuidados em saúde mental e atenção psicossocial em situações de desastres.

Ionara Rabelo, da Comissão do CFP, participou nesta terça-feira da mesa de abertura do evento com o tema “Políticas públicas e desastres”. Para ela, é muito importante que os (as) psicólogos (as) entendam o papel que possuem em situações de desastres e emergências.

“É importante que os psicólogos, as psicólogas que estão nos CREAS, CRAS e nas unidades de saúde possam compreender o papel deles no trabalho com famílias e comunidades mais vulneráveis, e que possam trabalhar o empoderamento para que essas pessoas conheçam o risco, identifiquem e cobrem dos gestores ou dos órgãos públicos uma solução. Além disso, é preciso também que eles participem da elaboração dos planos de contingências, quanto mais os psicólogos e as psicólogas trabalharem na gestão, a partir da prevenção, menos vitimas e menos sofrimento mental a gente vai ter no caso de ocorrência de algum desastre”, enfatiza Ionara Rabelo.

A psicóloga destacou durante sua fala outra preocupação referente ao tratamento dados às famílias em situações como essa. Para ela, os profissionais da área da Psicologia precisam aprender a não “psicologizar” e nem “vitimizar” as pessoas que passaram por um desastre. Ionara aponta que elas precisam ser atoras de sua própria vida, construindo autonomia e laços, e não apenas pensar a Psicologia a partir de um viés clínico.

Participaram também dessa mesa de debate, a representante da Força Nacional do SUS, Júlia Pacheco;  a coordenadora do VIGIDESASTRES, Eliane Lima e Silva; o Coordenador Nacional de Saúde Mental de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori; e o representante do Ministério da Integração Nacional, Élcio Barbosa. O I Simpósio de Saúde Mental e Gestão Integral de Riscos e Desastres é uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde.

Rabelo também criticou o fato de que muito dos profissionais se solidarizam apenas com casos de desastres divulgados pela imprensa, esquecendo a preocupação com localidades que historicamente são vitimas de desastres, como os atingidos por seca e ou cheias em todo o país. “A Psicologia precisa ser crítica, tendo uma atuação ética e politica e fortalecendo o seu fazer em todos os municípios do Brasil e não só naquele que é apontado pela mídia”.

A programação do Seminário contará também com a presença de especialistas da área vindos de países como Cuba, Argentina e Chile. Eles participam nesta terça-feira (24) da mesa de debate com o tema “Elaboração de Estratégias de Saúde Mental em Desastres: Modelos e Configurações de Políticas Públicas de Saúde Existentes”, marcada para as 14h30min. Além da psicóloga Ionara Rabelo, também estão presentes no evento a coordenadora da Comissão de Emergências e Desastres do CFP, Eliana Torga, Débora Noal, Ana Cecilia Weintraub, Samira Younes Ibrahim e Leticia Nolasco.

Para saber mais sobre a programação do segundo dia do seminário acesse: http://pesquisadesastres.wix.com/simposio2015