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06/11/2015 - 16:00

CFP se solidariza com afetados de Mariana

Comissão do CFP está mobilizada e em comunicação direta com o município e Defesa Civil do estado de Minas Gerais

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) expressa solidariedade aos afetados e profissionais de Psicologia envolvidos no episódio de rompimento de duas barragens na cidade de Mariana (MG), na noite desta quinta-feira (5).

A Coordenadora de Saúde Mental de Mariana, Karem Rafaela Santos, informou à Coordenadora da Comissão Nacional de Psicologia nas Emergências e Desastres do CFP, Eliana Torga, que a rede de profissionais da região está toda mobilizada para o acolhimento dos (as) afetados (as).

“Neste momento, estão fazendo o mapeamento, triagem e identificação das famílias. Estão obtendo ajuda da rede de Saúde Mental e Assistencial dos municípios vizinhos. Até o momento a rede local está atendendo às necessidades para atendimento aos afetados. Desta forma, não se faz necessário o deslocamento de psicólogos voluntários para a região”, afirma Torga.

Ela informa, ainda, que a Comissão do CFP está mobilizada e em comunicação direta com o município e Defesa Civil do estado de Minas Gerais, oferecendo apoio e orientação técnica que se façam necessários.

Maior rompimento da história

Duas barragens da mineradora Samarco, empresa da Vale do Rio Doce, localizada no distrito de Bento Rodrigues, entre Mariana e Ouro Preto, na região central de Minas Gerais, se romperam na tarde desta quinta-feira (5).

Segundo o Comitê Brasileiro de Barragens, é o maior rompimento da história. O rejeito de lama das barragens inundou Bento Rodrigues completamente.

A população do distrito é estimada em 620 pessoas. Destas, cerca de 500 pessoas ficaram desabrigadas e foram resgatadas. Até o momento, o Corpo de Bombeiros confirma uma morte relacionada ao rompimento das barragens e diz ter encontrado um corpo em Rio Doce, a 100 km do acidente. A corporação trabalha, preliminarmente, com o número de 13 desaparecidos — 12 funcionários de uma empresa terceirizada e um empregado da mineradora.

Imagem: Agência Brasil