O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, na terça-feira (4), de uma reunião institucional na sede do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), em Brasília/DF. O objetivo foi alinhar o posicionamento das autarquias quanto à regulamentação do uso de animais em processos terapêuticos e à promoção da saúde mental das(os) profissionais das duas categorias.
A conselheira-secretária do CFP, Ana Carolina Freire, se reuniu com Ingrid Bueno, presidente da Comissão Nacional de Saúde Mental do CFMV, que participou de forma remota. O foco principal da audiência foi a análise de Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional sobre animais de suporte emocional, animais de serviço e Intervenções Assistidas por Animais (IAA/Terapia).
Ana Carolina Freire ressaltou que a presença da Psicologia nesse debate é fundamental para garantir que as práticas terapêuticas respeitem as competências técnicas e o rigor científico da profissão. A conselheira explica que a cooperação busca assegurar que o uso de animais em contextos de saúde mental siga critérios técnicos que protejam tanto o paciente quanto o bem-estar do animal.
“O objetivo é estabelecer um posicionamento conjunto que assegure critérios técnicos rigorosos no cuidado em saúde mental e o bem-estar animal, respeitando as competências de ambas as profissões no processo terapêutico”, pontuou a conselheira-secretária do CFP.
Cuidado profissional
Além da pauta animal, a reunião abordou a responsabilidade dos conselhos profissionais diante dos índices de suicídio e autolesão entre seus inscritos. A Comissão de Atenção à Saúde Mental do CFMV pretende fortalecer redes de apoio e prevenção, a partir da experiência acumulada do CFP no cuidado à saúde mental.
A iniciativa visa criar estratégias de cuidado integral para médicas(os)-veterinárias(os) e zootecnistas, categorias que enfrentam altos níveis de estresse ocupacional, utilizando os conhecimentos da Psicologia para estruturar políticas de saúde mental mais eficazes dentro das autarquias.
“A reunião marca o fortalecimento da cooperação institucional para que as decisões legislativas e a políticas de saúde mental sejam pautadas por evidências científicas e pela proteção de todas e todos os envolvidos”, destacou a conselheira-secretária do CFP.