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30/10/2015 - 11:04

Debate apresenta e discute experiências na construção de Redes de Atenção Psicossocial

Além da apresentação de caso, foram abordados impasses, complexidades e boas práticas na atuação na Rede de Atenção Psicossocial

Debate apresenta e discute experiências na construção de Redes de Atenção Psicossocial

A última mesa coordenada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) na 45ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) teve como tema “Experiências Mineiras de Construção de Redes de Atenção Psicossocial”, que contou com as psicólogas Aparecida Rosângela Silveira, integrante da Comissão de Saúde do CFP, Maria Tereza Peres Andio, coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial no Município de Uberlândia, e Solange Nunes Coelho, coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial no Município de Governador Valadares.

A integrante da Comissão de Saúde do CFP, que coordenou a mesa, fez uma apresentação abrangente do tema e explicou a proposta da mesa em debater atuação, os impasses cotidianos, as complexidades, ações extramuros e ações nas ruas, sistemas de gestão de caos e aposta na redução de danos, além de boas práticas na Rede de Atenção Psicossocial.

Já as coordenadoras da Rede de Atenção Psicossocial no Município de Uberlândia e de Governador Valadares falaram de suas experiências nos municípios em que atuam. Em ambos os casos, as histórias foram de restruturação das redes de atenção psicossocial.

De acordo com Andio, apesar de o processo necessitar reformulação constante, “os princípios da construção da rede em Uberlândia conta fragilidades, mas muitos avanços, que partiram da inciativa de um grupo de trabalhadores que se envolveu na construção da rede na cidade e de forma despersonalizada”.  A aposta, segundo ela, foi na atenção básica, matriciamento e tutorias e princípios congregados, como acolhimento incondicional, baixa exigência, plasticidade dos serviços e vínculo.

Ainda para ela, os marcos desse processo foram a implantação do acolhimento noturno em serviços do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e do processo de desinstitucionalização junto a prestadores, na aposta no controle social e na articulação política, além da pactuação de que as demandas associadas ao uso prejudicial de álcool e drogas não são exclusividade do CAPS.

Coelho também contou como foi a implantação da Rede de Atenção Psicossocial no Município de Governador Valadares, “onde o pedido de internação na cidade era feita pelos vereadores, quando teve início o processo de criação do serviço. Hoje somos referência”, conta.