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31/03/2026 - 9:00

Ditadura nunca mais! Liberdade, democracia, reparação e direitos são valores que orientam a Psicologia brasileira

Fonte: Gerência de Comunicação/CFP
Ditadura nunca mais! Liberdade, democracia, reparação e direitos são valores que orientam a Psicologia brasileira

Há 62 anos, o Brasil iniciava um dos períodos mais sombrios de sua história: o golpe civil-militar de 31 de março de 1964, que instaurou uma ditadura marcada por perseguições, censura, tortura, assassinatos e desaparecimentos. Um regime de violência de Estado estruturado a partir da suspensão de direitos e da repressão sistemática à população, que atingiu toda a sociedade – e também a Psicologia brasileira, então recém regulamentada.

Ao longo de sua trajetória, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem reafirmado o compromisso ético e político da profissão contra toda forma de violência, reforçando que a defesa da democracia, dos direitos e da vida é inseparável da prática psicológica.

Esse posicionamento se fundamenta nos princípios do Código de Ética, que estabelece que a atuação profissional implica análise crítica e histórica da realidade política, econômica, social e cultural – o que inclui o enfrentamento de práticas autoritárias e violações de direitos.

É um compromisso que também implica a defesa de uma política ativa de memória, verdade e reparação como condição para o enfrentamento das violências estatais e para a não repetição de práticas autoritárias.

Memórias da Psicologia

Em 1997, o CFP instituiu sua Comissão de Direitos Humanos (CDH), posteriormente ampliada para os Conselhos Regionais de Psicologia, consolidando uma política institucional voltada à incorporação permanente dos direitos humanos no ensino, na pesquisa e na prática profissional.

Essa estrutura tornou-se um dos eixos estratégicos da atuação da Psicologia brasileira no enfrentamento às violações de direitos e na afirmação da democracia como condição para o exercício profissional.

Em 2013 a CDH lançou a publicação “A Verdade é Revolucionária” trazendo testemunhos e memórias de psicólogas e psicólogos sobre a ditadura civil-militar brasileira, dedicada a cinco estudantes de psicologia e psicólogas que foram torturadas antes de serem mortos pela ditadura civil-militar brasileira. O livro está disponível neste link.

A memória da ditadura não é apenas um exercício histórico, mas condição para impedir a repetição de práticas autoritárias no presente.

A memória da ditadura não é apenas um exercício sobre o passado – é condição para proteger o presente e o futuro.

Sem memória, não há democracia. Sem democracia, não há cuidado em liberdade.

Ditadura, nunca mais.