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07/05/2013 - 16:42

Nota de esclarecimento

Resolução do CFP não impede atendimento a pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual

Em virtude de uma interpretação errônea da Resolução CFP 001/99 – que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual – o Conselho Federal de Psicologia esclarece que a norma não proíbe as (os) psicólogas (os) de atenderem pessoas que queiram reduzir seu sofrimento psíquico causado por sua orientação sexual, seja ela homo ou heterossexual, e nem tampouco, pretende proibir as pessoas de buscarem o atendimento psicológico.

De acordo com a regulamentação, em seu art. 1º, as (os) psicólogas (os) atuarão segundo os princípios éticos da profissão notadamente aqueles que disciplinam a não discriminação e a promoção e bem-estar das pessoas e da humanidade, o que também está disposto no art. 2º do Código de Ética da profissão, que veda à categoria praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão.

Estão sim proibidos as (os) psicólogas (os) de exerceram qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, e adotarem ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. O que é corroborado pelo Código de Ética que em seu art. 2º, alínea i, que diz que é vedado à categoria induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços.

Ao publicar a Resolução, o CFP atuou de acordo com a sua função de normatização e de regulação da atividade profissional, conforme estabelecido na Lei nº 5.766/71, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia. A tentativa de sustar a norma já foi matéria de decisão judicial da 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que entendeu que a Resolução não viola princípios legais e constitucionais, em maio de 2010.

Por fim, cabe salientar que a norma orienta os profissionais da Psicologia a não se pronunciar e nem participar de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica. De forma alguma, essa orientação fere o direito de liberdade de expressão dos psicólogos, pelo contrário, ela defende o respeito aos direitos humanos e às diferentes formas de manifestação da sexualidade humana.

 

 

Comentários

84 comentários
Eliana Marques - 07/05/2013 19:18

s/c

Apoiamos o CFP, não deixem que essa absurda tentativa de modificação da resolução realmente ocorra, seria um retrocesso terrível para a nossa profissão.

Sérgio Hizidio - 07/05/2013 21:31

Que se puna com rigor os pseudos psicólogos que ao invés de enaltecer a pessoa do homossexual, tente fazê-lo aceitar as heteronormatividades que causam sofrimento aos homossexuais.

Ghabri Liven - 07/05/2013 22:58

Excelente!

Somente os LGBT não gostaram, mais é ótimo para a sociedade, afinal é homem e mulher, é eterno isso. só depois do século atual que resolveram criar mais de 10 tipos de sexos diferentes!

Parabéns CFP!

@Ghabri Liven Mais de 10 tipos de sexo diferentes? Ser homossexual não faz ninguém deixar de ser homem ou mulher, minha senhora. Informe-se antes de vir aqui falar besteira. E o CFP está do lado dos homossexuais, não do lado de pessoas ignorantes como você, então não sei porque a senhora está o parabenizando (aliás, eu desconfio que seja devido a falta de interpretação de texto).

Vejo que isso não é uma questão de opinião, mas de interpretação de texto, que abrange a esfera da coerência e da lógica.

Se o paciente supostamente deseja tratar conflitos sobre sua sexualidade, e deseja conduzir seus desejos de modo a ser heterossexual, em vez de homossexual, e a psicóloga ACEITAR a decisão do paciente – ela pode sim, de acordo com o parágrafo único do artigo 3°, ser cassada.

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Embora seja subjetivo e, na minha opinião, mal escrito, este parágrafo proíbe indiretamente essa forma de “tratamento”, lembrando que nem tudo que se trata na psicologia é doença.

O artigo 3°, SOZINHO, basta-se no entendimento ao despreconceito aos homossexuais, o que perfeitamente apoio. Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.” (Este deve se manter intacto, segundo o PDL proposto pelo deputado)

Nenhum conselho de psicologia no mundo, creio, julga que é errada a decisão individual de um PACIENTE. Vocês não estão apenas vetando nosso trabalho, mas vetando pessoas. Sexualidade não é matemática nem pode ser pura ideologia, cada um sabe de si e ponto. Um Conselho Federal de Psicologia não pode fechar suas regulamentações no quadrado das ideologias atuais, e induzir ao pensamento de que TODO homossexual só será feliz caso se “assuma”. Pode ser verdade para a maioria, mas certamente não é a verdade para TODOS.

Há inúmeros relatos de pessoas, por exemplo, que viviam um conflito entre sua sexualidade e sua religião, e preferiram manter a última e reconduzir seus desejos sexuais, dizendo-se, assim, felizes. Foi o caminho que ele escolheu, e isso é um DIREITO. Agora a psicóloga vai inqueriri-lo a largar sua religião e se “assumir”? Quê que é isso, hein… Quem tem que julgar o que é melhor para si não é o CFP nem a psicóloga, mas o PACIENTE.

E pra fechar com chave de ouro a porta da liberdade, o artigo 4° nos impede de emitir qualquer opinião contrária a respeito em meios de comunicação – opinião esta, que pode ser enquadrada como preconceito, graças a subjetividade do assunto.

A psic. Regina Navarro falou numa entrevista a tv que a tendência da sociedade no futuro é ser bissexual. Isso pode ser considerado ofensivo por muitos brasileiros, imbuídos numa cultura machista e cristã. Por isso, ela deveria se calar? Por que alguém pode se “ofender”? Ela é uma cientista do comportamento, sua hipótese teórica tem base em teorias cientificamente formuladas. E é uma hipótese, não uma verdade absoluta. Agora por que machistas e cristãos podem se sentir ofendidos e homossexuais não? Enquanto conselho, vocês tem por obrigação ser imparciais.

Portanto, além de vetarem pacientes, psicólogas e o fazer científico (que requer desprendimento ideológico, livre pensamento e expressão), sem dúvida alguma, vcs também estão ferindo o direito primário a liberdade de expressão, prevista no artigo V da constituição brasileira.

Sou contra o CFP, e respondendo ao colega acima, RETROCESSO É PRECONCEITO AO CONTRÁRIO, é “enaltecer” uns em detrimento de outros. Se a pessoa quer ou não ser homossexual o problema é dela. LIBERDADE é para todos.

Joyce O., - 08/05/2013 10:18

|^|
Acho que o Ghabri Liven não conseguiu entender muito bem a nota do CFP.
O Conselho é contra a suposta “cura homossexual”.
Profissionais de psicologia ajudam a eliminar a dor, o sofrimento, e não o contrário.
Parabéns pelo posicionamento CFP!

O problema é que a prática é diferente da teoria. Na hora que um Psicólogo atua no sentido de reversão da homossexualidade de quem assim o procurou e assim deseja, a inscrição deste Psicólogo já é logo sujeita a suspensão por processo.
Vide o perpetrado à Marisa Lobo Franco, Rozangela Justino, Silas Malafaia etc.

a fala do deputado João Campos é excelente, explicativa e Silas Malafaia finaliza falando sobre LIBERDADE e a fala do presidente do Conselho de Psicologia dos EUA.
http://www.youtube.com/watch?v=IRNc9eoX3dg

@Michele O senhor Silas Malafaia citou a fala do ex-presidente da APA (American Psychological Association); ele foi presidente da mencionada associação em 1985, e era sim a favor de processos de “reversão” de orientação homossexual. Porém, hoje em dia a APA não recomenda nenhum tipo de “tratamento” para quem quer mudar sua orientação sexual, pois o consenso científico atual é que orientação sexual não se muda, e tentar impor isso a uma pessoa (mesmo que seja por vontade própria dessa pessoa) apenas resultaria em sofrimento e rejeição a si mesmo, dois fatores que podem, e geralmente ocasionam em suicídio.

@Michele E eu acredito que você não tenha entendido muito bem o que o CFP disse. Psicólogo nenhum irá incentivar o seu paciente a “sair do armário” ou “abandonar sua igreja”; ao contrário, apenas dirá a um paciente que é gay que não há nada de errado em ser gay, e que ele deve se aceitar, somente isso.
A partir desse ponto, se o paciente quiser se assumir, ou sair do armário, isso depende dele mesmo, e só dele.

Olá Victor, creio que entendi perfeitamente o que o CFP disse… acho que vc não entendeu. O parágrafo único IMPOSSIBILITA os profissionais de aceitarem esse tipo de escolha do paciente e continuarem a atender, sob o risco de serem cassados, por isso precisa ser sustado. Agradeço pela correção, e sei que a APA tem esse posicionamento, e não o considero errado: o que é errado, é querer que TODAS as pessoas se posicionem assim. Vc está entendendo? Um suicídio também pode acontecer se a pessoa se cobrar a ser homossexual, e isso confrontar seus valores. O grande ponto disso tudo é a liberdade, temos que respeitar escolhas diferentes e parar de julgar se é certo ou errado.

Se quiser, acessa meu blog, tem minha opinião na íntegra… http://queremospsicologia.blogspot.com.br/2013/05/projeto-de-deputado-nao-propoe-terapias.html

Mantenho-me a favor do PDL 234/11.

Luan Lins - 08/05/2013 17:35

Mais claro que isso!?

Devemos entender que independente da nossa ideologia política, religiosa, social ou filosófica, somos os mesmos ante a sociedade e o nosso título profissional nos acompanha!

cassiano - 09/05/2013 12:19

observo,que o debate que a psicologia teria que realmente fazer seria sobre como construir conhecimentos que sejam pautados em uma ciencia, pois essa questão da “liberdade” mascarada para cura gay, que sim! esse projeto pretende isso, não esta pautado em NENHUM estudo cientifico, e esses pseudos-psicologos que acreditam que mundando esses paragrafos vão poder usar alguma tecnica ou algo parecido para tratar o homoafetivo, estara cometendo uma falta ética muito mais constrangedora, que é não tratar a psicologia como ciencia e isso de certa forma charlatanismo….

Estudantepsi - 09/05/2013 13:09

sou estudante de psicologia e concordo profundamente com a @Michele, ela propõe uma abordagem equilibrada ao abordarmos este assunto tão delicado. O que deve nos nortear a lidarmos com as pessoas portadoras de sofrimento devido à sua orientação sexual é procurar compreende-las e auxilia-las na compreensão de suas possibilidades à partir do respeito às suas crenças.
Não existe um consenso ou certezas absolutas com relação ao tema da homosexualidade, não podemos afirmar ser uma doença nem mesmo classificar como normalidade, pois a psicanálise a considera uma “polimorfia” da pulsão, o que se classifica como um desvio quanto ao objeto sexual. Diga-se de passagem o que não deve ser ignorado… No mais acredito que todos devem ser valorizados e resoeitados e que se procirarem aos profissinais para alguma ajuda devem ser acaliados e atendidos segundo as suas necessidades.

Achei perfeitas as colocações da Michele. É incrível como no nosso país querem tolher o DIREITO das pessoas a ter opiniões diferentes e expressá-las. Certos preconceitos são supostamente combatidos fortalecendo-se outros preconceitos (contra quem pensa diferente). Será que isto está correto?

Lourenço - 09/05/2013 16:28

Acho que nem a Michele nem o Ghabri Liven entenderam o posicionamento do CFP. É justamente para resguardar a pessoa de uma violencia contra sua sexualidade e o direito de vive-la que tal resolução foi tomada. É justamente para um psicólogo, na posição do sujeito do suposto saber, não possa tentar deliberadamente mudar a sexualidade da pessoa só por que suas convicções pessoas o levaram a ser contra os homossexuais. Creio que todos que acompanham este site são estudadas, apsar de infelizmente nem todos são esclarecidos, e uma pessoa que estudou psicologia a luz da ciência moderna sabe que essas terapias de regressão não passam de charlatanismo e é impossível um homossexual ser “convertido” ou “transformado” em um heterossexual.
Quanto aos 10 sexos que inventaram neste século, ainda não conheci quem fosse algo diferente de homem ou mulher. Creio estar desatualizado das novas formas de gênero.
O CPF está de parabéns pelo posicionamento e mesmo se o parlamento cancelar esta resolução continuarei levando minha prática guiado por estes princípios.

William Picollo - 09/05/2013 16:51

Parabens ao CRP, mas eu insisto que vcs devem agir rápido e mais firme nessas posições, porque uma Guerra está começando de forma rápida entre “esses” e os que defendem o respeito aos direitos humanos e às diferentes formas de manifestação da sexualidade humana. É lamentável tamanha falta de conhecimento por parte de alguns lideres fanáticos e que estão tirando essa paz e conquistas feitas.

Fernanda - 09/05/2013 17:02

Entendo e concordo com o argumento da Michele. Usar argumentos é o caminho, e não ofensas.

Jayme Lima - 09/05/2013 18:32

O CFP, não trabalha a favor dos profissionais da área Psi. Proibir que qualquer profissional emita sua opinião a respeito de quaisquer assuntos é uma forma de censura.
Em relação a lei, esta não respeita os pacientes que sofrem em relação a sua orientação sexual.
Ninguém pode ser obrigado a assumir ou não seus desejos homo ou hetero sexuais.
A pratica clínica não se baseia nos principios da LGBT (que dentro dos conselhos existem muitos ativistas desta área) nem de religiosos e nem da cultura ou momento socio cultural em que vivemos, mas sim embasados em teorias.
Portanto é um escárnio o que o CFP (ou será LGBT), vem fazendo com os profissionais da área Psi. Não se preocupam com as verdadeira necessidades dos Psicólogos, um exemplo disso existem concursos públicos que oferecem salários abaixo da tabela do CRP. Pq não há a mesma postura e dedicação dos CFP em relação a este assunto?

Marília - 09/05/2013 18:41

@Michele Mas é claro que o CFP impossibilita esse tipo de tratamento! Impossibilita porque não existe! Um psicólogo que diga “ok, vamos lá! já que vc quer, te ajudo a deixar de ser gay” está mentindo pro paciente, porque NINGUÉM DEIXA DE SER GAY. E nem de ser hétero, se fosse o caso. Se os crentes acham que Deus pode curar, que façam na igreja, pronto! Mas não mintam pras pessoas dizendo que é psicologia, porque não é.

@estudantepsi Por favor, estude mais. Você não está entendendo Freud e nem o desenrolar todo da psicanálise desde então.

E o fato de um psicólogo não poder ir na TV dizer que o entendimento do CFP está errado é pra evitar que pessoas incompetentes, que se sentem autorizadas a dizer qualquer coisa, se utilizem do título de psicólogas para dizer coisas que não são psicologia. Se você quiser criar sua própria teoria, existe um caminho pra isso: se chama Universidade, Academia, Ciência, Doutorado e além. Ficar repetindo algo só porque você acha que tá certo, não faz com que se torne válido.

Concordo em número e gênero com a marília.
fico imaginando o psicólogo “transformando” o homo em hetero… auhauhuahau

Concordo com Michele, deve se ter cautela a essas resoluções para que não se torne uma armadilha para quem se dispõe em atender pessoas com tal inquietação, mesmo que diga não há nada de errado em ser gay.

Maira Valadares - 09/05/2013 20:29

Isso tudo não é uma questão simples de opinião. Um Psicólogo tem que atuar com CIÊNCIA e não com opinião de valor!

@Michele Que psicologia funcionalista e adaptacionista é essa que propões? Se o conflito é entre o desejo do sujeito e as pressões externas de um grupo que restringe as liberdades individuais, então devemos fazer o papel de repressores??? “Toma um esquema aqui pra te ocupar e tirar isso da cabeça”. O objetivo da terapia vai ser sempre o “expresso” na queixa? Como é que se deu a composição dessa demanda? Vai ver a consulta é o primeiro espaço onde ele pôde expressar esse desejo, como acha que vai soar um: -“então vamos mudar isso”. E aliás, há muito tempo que os homossexuais são obrigados a reprimir seu desejo para encaixar-se em uma formação social que os discrimina, mas se a intensidade do sofrimento é tal que os leva ao psicólogo para ouvir algo de seu “lugar de saber”, espero que não seja com um profissional que ache que “resolver incongruências” é calar uma dimensão do sujeito, ao invés de permitir repensar seus agenciamentos, os discursos que operam nele e por ele, enfim, perceber o cárcere que permitiu e ajudou a construir para si mesmo e produzir novas formas de ser. E isso, justamente em um momento histórico em que se luta para que esse sujeito possa realizar-se sem ser denominado “expurgo”.

@Marilia e @Maira disseram tudo! Me sinto tão representada por esse conselho!

Paulo Pantarotto - 09/05/2013 20:52

O psicólogo é um profissional como o advogado. Este agente de saúde deve ter como finalidade o que o seu paciente – cliente – deseja e não suas posições homofóbicas ou heterofóbicas. O psicólogo, filosoficamente falando, deve ser neutro para o bom andamento do tratamento.
O gay deve ser feliz como gay e o hetero como hetero, ou a opção que escolher -das mais variadas que existem. O psicólogo deve levar o individuo a felicidade e ao encontro do eu. O psicólogo deve ser um facilitador para a felicidade do ser, quebrando assim os traumas e desvios psíquicos daquele individuo.
O problema da ciência e da religião é posicionamentos acima do individuo. Creio que a nobre profissão de um psicologo é a bênção de promover a volta da alegria do ser. Este é um cientista como também um profissional. Mas posiciono ao lado tanto do profissional quanto do paciente – seja qual preferencia sexual seja.
O que vejo é CFP fez uma regra – determinação – que poda os psicólogos neutros a atenderem o paciente homossexual que não deseja ser homossexual e nem o heterossexual que tem tendências homossexual a ser homossexual. O pior é podar o profissional, de forma antidemocrata de ter sua posição para a produção cientifica ou em entrevistas ou reportagens. Isto quebra a liberdade de expressão.
O que acontece com algumas linhas protestantes e evangélicas é a homofobia. Contudo, eu me posiciono como respeito os homossexuais, amo-os em Cristo, mas não concordo com seus procedimentos. Respeito seu modo de viver como desejo que respeitem os meus. O que está ocorrendo é uma praça de guerra.

Mas peço pelo bom censo que CFP reescreva esta norma com a base na lógica:
O psicólogo é semelhante ao advogado.
O advogado posiciona em defesa do seu cliente, logo, o psicólogo deve posicionar a favor de seu paciente.

O CFP deve servir em bem da ciência, da psicologia e dos psicólogos neutros e sérios.

Paulo Pantarotto

Marília.
O próprio Freud acreditava tanto na reversão da homossexualidade que chegou a tratar uma mulher lésbica e conseguiu realoca-la na heterossexualidade (pesquise e você verá).
Agora quanto a deixar de ser gay é possível sim existem inúmeros casos dentro das igrejas evangélicas e até mesmo alguns dentro da psicologia como o caso
por mim citado acima.
O que é interessante é que até 1999 o CFP aceitava esse tipo de tratamento e de repente desde então deixou de aceitar.Perguntamos então:Será que a psicologia de antes era inferior a de hoje,ou a de hoje está em descrédito com a de antes?

Carolina - 09/05/2013 21:28

Estou vendo que há um problema sério de interpretação, tanto dos que concordam, quanto dos que discordam do CFP.
Vamos ler com mais atenção, pessoal!!!
Para termos opinião temos que saber interpretar!!!
Sou a favor de que ninguém se trata para deixar de ser ou passar a ser homossexual, ponto!

José Machado - 09/05/2013 23:36

Essa troca de ideias sobre o tema bem podia refletir liberdade de expressão se não fosse o discurso contraditório do CFP. Porque a Resolução CFP 0001/99, diz que apenas os que concordam com o Conselho podem se expressar, de forma legítima, publicamente. E para complicar ainda mais, o CFP ainda vem a público com uma suposta “nota esclarecedora” reafirmando a proibição, mas em nome da liberdade! Lamentável.

Concordo com a Michele. O 3º artigo sozinho basta contra o preconceito aos homossexuais. ( Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.) O parágrafo único “Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades” fere, e muito a liberdade de escolha do paciente. Ata as mãos do psicólogo para fazer o paciente feliz. Infelizmente.

“estou cansada de ouvir falar de Freud Jung Engels Marx de intrigas intelectuais rodando em mesa de bar…” Michele também achei coerente, LIDA, lógica E bem INTERPRETADA tua opinião, ELA tem sustentação na ética, na Constituição que é Lei maior e garante respeito a real liberdade. Todos temos o DIREITO de sermos o que quisermos se não estamos ferindo o direito alheio de ser, ter fazer e existir ENTÃO? O QUE SE TEM A DISCUTIR AQUI? todos tem o DIREITO de ser o que quiser e o que PUDER…Cristo amou as pessoas mesmo sem concordar com o que elas faziam e respeitou as diferenças, não fazia acepção de pessoas ele as amava incondicionalmente.Fazer psicologia é zelar pela escolha e bem estar do paciente SOMENTE, é entrar no jogo do amor operando incondicionalmente. Algumas opiniões estão aqui me parecendo apologéticas (rios)gente por favor! Creio que o que vai sobrar futuramente serão os heterossexuais serem discriminados pela escolha e ter que ter LEI para assegurar seus DIREITOS também… quanta bobagem e falta de real DEMOCRACIA. Quanta falta de liberdade de SER e quanta falta de assuntos realmente importante a se discutir, O que se faz com o próprio corpo deveria ser problema pessoal e íntimo de cada um, antes deveríamos nos preocupar com prevenção de AIDS, DST, CANCER, COMBATE A FOME E A MISÉRIA, GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA, CORRUPÇÃO, …e muitos outros que de fato merecem atenção coletivas!

Michele, total apoio às suas colocações… muito pertinentes. O que me parece com essa nota de esclarecimento do CFP, é que as pessoas homoafetivas que sofram psiquicamente por isso podem ser atendidas psicologicamente para reduzir seu sofrimento, mas de maneira nenhuma o psicólogo(a) pode sugerir uma reorientação sexual, né, porque aí já é contra a lei. Ou seja, não vai reduzir o sofrimento dessas pessoas coisa nenhuma…Essa nota de esclarecimento está imbuída de conteúdos subjetivos…

Juliano Correa - 10/05/2013 9:23

Profissionais de psicologia não podem lançar mão de técnicas, procedimentos e propostas terapêuticas que não estejam pautadas e chanceladas pelos achados científicos. Até hoje, nenhuma das pesquisas sobre reorientação sexual demonstrou que isso seja possível. Ou seja, nenhum psicólogo pode prometer a reorientação sexual simplesmente porque a ciência não demonstrou a viabilidade disso. A resolução do CFP, além de reiterar uma das premissas básicas de qualquer profissão, que é o uso exclusivo de procedimentos terapêuticos comprovadamente eficientes, vai além e apresenta como panorama a questão da discriminação e do preconceito contra homossexuais, bissexuais e transgêneros, afirmando também um dos papéis políticos e sociais pertinente à categoria: a luta incansável contra qualquer tipo de sofrimento humano provocado pelo preconceito. Em momento algum nós, psicólogos, somos impedidos de atender homossexuais, apenas não podemos prometer algo que não poderemos, de maneira nenhuma, cumprir. Da mesma forma que nós somos impedidos de propor a reorientação sexual, também não podemos utilizar outras técnicas não-científicas. Eu não posso, por exemplo, propor nem realizar regressão à vidas passadas, uma vez que a ciência não demonstrou nem que existam vidas passadas; não posso propor que, se eu levantar minha mão e a posicionar na testa de uma pessoa, diminuirá ou cessará o sofrimento psíquico de uma depressão, simplesmente porque não há comprovação científica da eficácia deste procedimento. Antes de discutir determinações pautadas na ciência da psicologia, as pessoas deveriam ler e entender esta ciẽncia, apenas isso.

Cristiane S. - 10/05/2013 9:37

Acho tão estranho quando um profissional adere a “cura/mudança de opção sexual”. Uma coisa é atender o indivíduo fazendo escuta, acolhimento, um eco da sua própria fala ou atitudes, até que ele próprio alcance caminhos e vá de encontro aos seus desejos (que não firam a constituição obviamente, neste caso haverá decisões éticas de nossa parte), concretize ou se de conta que quer, mas não consegue bancar (saindo de uma suposta fantasia). Nem sempre é realmente o que a boca nos diz, só o processo vai dizer o que realmente é, e quem vai nos fornecer este saber é o paciente/cliente, não somos videntes, este conhecimento é a posteriori e não a priori nas suas contradições ou certezas, muito me estranha o profissional achar que tem a receita para isso.
Há quem realmente acredita em método técnico que “vira ou desvira” alguém, sem ser pela persuasão, sugestão e alienação???? (isso é perversão heim)
Quem aderir e desejar este “direito” de fazer este processo já começou equivocado (ao meu critério de lógica) já falei isso antes e continuo enfatizando, tem profissional tão narcisista que tem a percepção de se achar um deus, que pode alguma coisa, entenda que: na vida do outro quem pode é o outro, não somos nós, isso é ilusão, fazer o papel de eco para o cliente não nos torna ativos na jornada do outro, é possível ecoar (uso esta palavra para ilustrar melhor) sendo totalmente neutro, oras, se somos neutros por qual motivo queremos direitos? Bom, se corremos o risco de ferir os códigos e leis, logo não estamos sendo neutros, então paremos de querer “salvar o mundo” e enfiar o pé na jaca colocando a culpa CFP, Conselho LGBT, anti-evangélicos, papa e etc., toda esta choradeira pessoal e nada técnica. Hora de muitos colegas começarem a fazer acompanhamento psicológico (com um profissional ético) e perceber que a ciência não é brincar de “meninas super poderosas”.
Eu atendo sim pacientes/clientes com questões de sexualidade e desejos de mudança como qualquer outro tema e sem medo algum, um “sem medo” com muita propriedade e pé no chão, qual o motivo que tantos temem? Momento de sair do papel de “suposto saber” e voltar para si.

Esclarecimento necessário e muito útil, CFP!
Muitos entenderam distorcidamente essa questão e se aproveitaram para criar situações injustas. E é tão simples, eles só precisam ter a informação clara e bem explicada, para que entendam de uma vez por todas que todos podem procurar atendimento psicológico para trabalhar assuntos de sua sexualidade, seja qual for, e que os psicólogos os receberão sem problema algum. O que deveria ter ficado claro para o público desde o começo (talvez estivesse, mas acredito que foi interpretado mal)é que os psicólogos não podem tratar a homossexualidade como patologia e não podem tentar mudar a orientação sexual das pessoas atendidas, mas podem e devem sim ajudar o indivíduo a lidar com sua identidade.

Obs.: só uma pequena correção, no terceiro parágrafo da nota de esclarecimento, onde está escrito “exerceram”, acredito que deva ser “exercerem”.

Ari Reis - 10/05/2013 11:21

O posicionamento do CFP é perfeito, condiz com o pensemento da categoria e com os maiores valores do humanismo, da igualdade e democracia, bem como da defesa dos direitos humanos e das minorias. Todos sabemos o que está se passando atualmente na Comissão de Direitos Humanos da Camara Federal. Cabe à nossa Autarquia manter e disseminar na midia o pensamento firme e humanitário que veio defendendo desde sempre. Precisamos e vamos manter a dignidade e as conquistas de nossa profissão no Brasil

Consultando o dicionário: “significado de Opção:s.f. Faculdade, ação de optar, de escolher entre duas ou várias coisas.
A heterossexualidade bem como a Homossexualidade NÃO SÃO OPÇÕES. Não é como escolher que roupa vestir. Então parem de usar este termo. O correto é ORIENTAÇÃO SEXUAL.
No mais, concordo plenamente com a Marília.

Michelle, concordo plenamente com você! O objetivo do profissional de psicologa é diminuir o sofrimento humano. Se a pessoa não quer ser homossexual, se ela sofre mais por se assumir assim do que tentando se “tratar” (entre aspas porque não é doença, viram?) não podemos forçá-la a ser, mas ajudá-la a entender que a situação dela é mais complicada do que as convencionais e prepará-la para o que vier pela frente.

@Júlia Se por “diminuir o sofrimento” queres dizer que o psicólogo vai atuar como um facilitador para o paciente/cliente compreender e aceitar essa dimensão do desejo, acho que não concordas tanto assim com a Michelle. Ela quer que a normatização do CFP sustente uma situação anômala em que o psicólogo poderá trabalhar em prol de um assujeitamento do paciente a um discurso heterossexualizante. O problema nunca foi a escolha do paciente, por que isso nunca foi problema nas normatizações.

“mais complicada do que as convencionais” ??? Você é psicóloga, Júlia?

O paciente fala do que quiser em terapia, pede ajuda para o que lhe faz sofrer, independente do que seja. O que não pode é psicólogo propor técnicas e instrumentos que visem tratar ou curar homossexualidade. Se a pessoa quiser5 deixar de ser gay e procurar um psicólogo para trabalhar essa questão, ok! O PSICÓLOGO NÃO PODE SE ANTECIPAR À DEMANDA DE SEUS PACIENTES!!!!!!

MARCOS CARDOSO - 10/05/2013 13:05

E minha Opinião esta resolução és sendo HETEROFÓBICA.. não vejo contribuição e sim uma coerção a prática Psicológica..

Lucelia Nobrega - 10/05/2013 13:09

Achei super interessante a divulgação da notícia pois foi bastante proveitoso. Ressaltar ainda que a psicologia sendo comparada a um adolescente em conhecimento, terá muitas mudanças pela frente…o que hoje é verdade, amanhã poderá deixar de ser…
E como psicólogos devemos abranger nossos conhecimentos e aprendermos mais de direito, filosofia e sociologia buscando melhor compreender essas mudanças e poder falar delas com excelência e base teórica. Afinal, o nosso mundo muda constantemente e o que de início parece ser solução pode tornar-se problema e vice-versa. Bom é estarmos atualizados sempre e abertos as mudanças, sejam elas de acordo ou não com nosso ponto de vista.Acredito ainda que o Psicólogo ético com uma boa base de conhecimento não se forma para levantar a sua bandeira, escolha ou ideologia e buscar teorias para sustentá-las e sim para colaborar com estudos para o que seja melhor aos ser humano em geral pois nossa sociedade sofre sempre as consequências. Obrigada CRP por nos deixar sempre informados.

@Michele”Um suicídio também pode acontecer se a pessoa se cobrar a ser homossexual, e isso confrontar seus valores.”

Valores impostos por outras pessoas? Ou por uma igreja, que se posiciosa como possuidora da verdade absoluta? É claro que um homossexual ficará bastante confuso quando entra em contato com esse tipo de informação truncada e parece obvio que irá buscar a cura, sendo que vive num meio que ensina que ser saudável é ser heterossexual!

A psicologia deve ser separada dos interesses religiosos de modo a realmente minimizar o sofrimento psíquico causado não pela orientação sexual em si, mas pela não aceitação social de uma orientação divergente da maioritária. Os deputados pastores não podem usar o argumento e nem as condutas profissionais do psicólogo para embasar suas crenças ou outras questões religiosas. O CFP deve combater esses absurdos!

@anna O PDL 234/11 é a favor da liberdade, tanto do paciente, quanto da psicóloga, e nada mais. Nenhum psicólogo deve induzir o paciente a decidir nada. Entretanto, parece que, segundo o CFP, temos que induzi-lo a se “assumir”; mas se ele próprio quiser o contrário, como em casos como já citei em que o paciente opta por manter crenças religiosas, temos que apoiá-lo e ponto. Isso é liberdade.

@Michele Aceitar o desejo é “assumir”? E por que ele não pode manter sua sexualidade e as crenças religiosas? Vamos reiterar essa proibição? Se no processo terapêutico ele mostre que não conseguirá sustentar seu desejo frente ao seu meio, poderá muito bem optar por reprimir, mas o psicólogo não vai utilizar suas ferramentas para “convencê-lo” de que é hetero, até porque isso não é possível e extremamente anti-ético. Só esse processo empreendido, per si, já prepara o sujeito para lidar com seus conflitos, para não sentir-se um “alienígina”. Para além disso, não é na psicologia que a religião vai pautar e sustentar seus dogmas.

@marco “Ela (opinião do Marcos sobre o que escrevi aqui) quer que a normatização do CFP sustente uma situação anômala em que o psicólogo poderá trabalhar em prol de um assujeitamento do paciente a um discurso heterossexualizante.”

REPITO: o paciente é quem decide ao que ele deve se adaptar, se é a sua crença ou aos seus desejos, caso estejam em conflito. Ou agora somos legisladores das decisões humanas?

NÃO HÁ NENHUMA PROVA CIENTÍFICA DE QUE A SEXUALIDADE É “DEFINITIVA”, e a crença nisso é puramente ideológica. A militância gay, com o apoio do CFP, parece estar instaurando um “preconceito ao contrário”: “tem que assumir que é gay, é condição imutável”. Isso pode ser verdade para muitos mas não é para TODOS! Gente, que dificuldade para entender algo tão simples é essa? Cada um sabe da sua sexualidade!

Portanto, colegas psicólogas, sejamos éticas, respeitemos a escolha do paciente, não temos que concordar com ele, pois como vcs bem sabem, cada um tem o seu caminho, temos que primar por sua felicidade. Só peço um pouco de bom senso da categoria!

@Michele “O paciente é quem decide ao que ele deve se adaptar, se é a sua crença ou aos seus desejos”, e quem é que coloca esse impasse? Nosso trabalho é desmontar isso, concordemos ou não. A escolha se produz nesse processo, o qual vai prosseguir para além do consultório. Se acolhermos de cara o pedido, sem delinear a real demanda, estaremos fazendo um desserviço para o paciente.
“Tem que assumir que é gay, é condição imutável”, quando que o CFP posicionou-se assim? O que é reiterado no P.A. do 3º Art. é que a homossexualidade não vai ser tratada como patologia, ou anormalidade, que é o que significa se montarmos um tratamento com essa finalidade, mas jamais posicionou-se contra um espaço de escuta em que as questões de sexualidade sejam trabalhadas.

Cristiane S. - 10/05/2013 16:53

Perfeito Marco, mais explicado que isso (coisa que para mim e muitos nunca foi preciso o CRP nem ninguém explicar):
“Se no processo terapêutico ele mostre que não conseguirá sustentar seu desejo frente ao seu meio, poderá muito bem optar por reprimir, mas o psicólogo não vai utilizar suas ferramentas para “convencê-lo” de que é hetero, até porque isso não é possível e extremamente anti-ético”
Quem não entendeu, julgo ser uma hipótese de cunho moral (que já inflige à ética profissional).
Falando um pouco de mim…
Quando falo de ética nem falo das “leis” do Conselho, isso é do “pensar” mesmo, se não houvesse, para mim nem faria muita diferença, exceto em casos atípicos de ordem administrativa que já tive dúvidas.
Quando percebo que um caso esbarra na minha subjetividade e moral ao ponto de eu não dar conta e ficar me policiando para não me determinar sobre outro, saio de cena, temos que conhecer nossos limites, tem níveis de perversão que provavelmente eu teria dificuldade com certos “crimes hediondos”, incapacidade minha … não sei se um bom tripé daria conta, em que o meu tempo de assimilação não prejudicasse o paciente/cliente, a questão é poder assumir o que é mais nosso do que o do outro.
Triste quando o profissional não enxerga o próprio movimento (até ai normal é humano) mas nem diante as fomentações sai do papel de defesa.

@marco “quem é que coloca esse impasse? Nosso trabalho é desmontar isso, concordemos ou não. A escolha se produz nesse processo, o qual vai prosseguir para além do consultório. Se acolhermos de cara o pedido, sem delinear a real demanda, estaremos fazendo um desserviço para o paciente.” Em momento algum eu disse “aceitar de cara a demanda”. Quem coloca esse impasse pode ser a sociedade, a família, a religião e, concordo plenamente com vc, cabe a psicóloga, junto ao paciente, analisar toda a situação, criteriosamente, inclusive de modo questionador (e dependendo da abordagem, até investigar mais a fundo, compreender a dinâmica de personalidade e as razões inconscientes envolvidas no contexto). Na verdade, vc descreveu algumas premissas da clínica psicológica que não são novidades para ninguém. E não julgo meus pacientes, “se concordo ou não”, o que interessa é a saúde emocional e a felicidade dele. “Desmontar esse impasse”, porém, cabe ao PACIENTE, a partir das reflexões provindas da psicoterapia, não de “nós”. REPITO: O PACIENTE TEM QUE ACHAR SEU CAMINHO, ELE DECIDE.

“O que é reiterado no P.A. do 3º Art. é que a homossexualidade não vai ser tratada como patologia, ou anormalidade, que é o que significa se montarmos um tratamento com essa finalidade, mas jamais posicionou-se contra um espaço de escuta em que as questões de sexualidade sejam trabalhadas.” Errado, Marco. Toda psicóloga sabe que na psicologia não se tratam apenas doenças e, aliás, tratamos as pessoas. O problema não é o artigo 3°, mas o parágrafo único do art. 3°, que é subjetivo e dá margem a interpretação de que, se a psicóloga prestar atendimento a um paciente que se firma no desejo de reconduzir desejos sexuais (MESMO DEPOIS DE DISCUTIDOS E TRABALHADOS, saiba que isso é possível e como eu disse há inúmeros relatos)e continua a psicoterapia, sendo denunciada, poderá ser cassada.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. (este deve ser alterado pelo PDL)

Caro MARCO Coloco aqui para você,o mesmo que postei antes para a Marília:
O próprio Freud acreditava tanto na reversão da homossexualidade que chegou a tratar uma mulher lésbica e conseguiu realoca-la na heterossexualidade (pesquise e você verá).
Agora quanto a deixar de ser gay é possível sim existem inúmeros casos dentro das igrejas evangélicas e até mesmo alguns dentro da psicologia como o caso
por mim citado acima.
O que é interessante é que até 1999 o CFP aceitava esse tipo de tratamento e de repente desde então deixou de aceitar.Perguntamos então:Será que a psicologia de antes era inferior a de hoje,ou a de hoje está em descrédito com a de antes?

Marcelo Facchinetti - 11/05/2013 3:32

Acredito que, o simples fato de proporcionar tantas dúvidas em sua interpretação, seja indicativo de que esta Resolução CFP 001/99 precise, realmente, ser revista. Uma norma regulamentadora não pode proporcionar interpretações subjetivas; deve ser o mais claro e transparente possível, com pouquíssima margem para interpretações desviantes do contexto original.
Compreendo perfeitamente o que a @Marilia traz como preocupação. Embora muita gente a tenha julgado como defensora da “cura gay”, ela não falou nada sobre isso; muito menos defendeu tal prática. A questão trazida por ela NÃO FOI sobre o psicólogo PROPOR tal direção, mas dele ACATAR a direção apontada pelo paciente. E, uma vez tendo-a acatado, ter sua conduta INTERPRETADA, erroneamente, por pessoas outras, fora da relação psicólogo/paciente.
Ora: basta que o próprio paciente comente com alguém, que está sendo tratado neste sentido, que o psicólogo está encrencado. Vejam: eu falei sobre a interpretação do paciente, não do psicólogo. Não é o psicólogo que estará tratando um homossexual (esse é o tema do assunto) na direção de deixar de ser homossexual; mas, se foi este o desejo expresso pelo paciente, no início do tratamento, será exatamente isso o que ele estará pensando que está acontecendo. Ao menos, na parte inicial de sua terapia. E que não quer dizer que seja exatamente isso, o que o psicólogo estará tratando.
Ora: se em coisas simples, que foram exaustivamente explicadas, ainda há interpretações equivocadas, o que dirá um texto subjetivo, como esta Resolução!

Juliano Del Gobo - 11/05/2013 14:22

Eu apoio este posicionamento que respeita o princípio da dignidade humana, se ocupa da questão de forma distanciada do conhecimento religioso, defende a categoria de legisladores compromissados com visões morais sobre condutas humanas. O psicólogo que apoiar a interferência do legislativo nas resoluções de conselho de classe precisa refletir sobre sua posição. Existe dentro do Sistema Conselhos espaços democráticos para discutir a profissão COREP – CONEP. Sugiro que passe a participar desses espaços e se posicionar. Do contrário estará fazendo coisa outra que Psicologia.

@Michele Então concordamos que o movimento de cassação da psicóloga que citas foi bem fundamentado, visto ela propor a cura gay como proposta de tratamento. Uma orientação metodológica “fria” já preparada para atuar sobre a orientação sexual, longe de enquadrar-se como uma forma de escuta. E é exatamente esse o critério para ferir o P.U. do artigo 3º, razão pelo qual deve manter-se. Lembrando também que a oferta sempre vai definir/modular a demanda, por isso cuidado com o efeito do seu blog, que já está bem enviesado.
@David Sério cara, o teu argumento de autoridade é o Freud em seus primórdios??? A igreja evangélica curou gays? Sorry cara, mas esse é o tipo de dado que não vai computar pra um psicólogo, não sem análise. “Será que a psicologia de antes era inferior a de hoje,ou a de hoje está em descrédito com a de antes?” Isso é pergunta de primeiro semestre de curso, o que tu estas fazendo com ela aqui???

LOliveira - 11/05/2013 17:44

Muito coerente e bem embasado os argumentos de @Michele. Acredito que esse debate deve acontecer sim e ser permeado de bons argumentos para que o CFP seja o mais imparcial possível atuando a favor dos direitos humanos para todos, sem preteridos e sem enviesamento. Essa resolução do CFP 0001/99 precisa ser revista e reformulada. E isso se dará através de muito debate e argumentação. O que acontece é que muitos psicólogos tem até medo de se pronunciar caso tenha algum argumento contrário ao do CFP temendo ser – literalmente – PERSEGUIDO e, quem sabe, até ter o título cassado. O que é contraditório ao discurso da Ciência Psicológica e de um país democrático. Portanto, vamos debater esse assunto com liberdade, com respeito, com bons argumentos, sem perseguição e ofensas! Vamos resolver esse impasse, amadurecer idéias, desconstruir para reconstruir. Somos psicólogos e cada um de nós temos o direito e o dever de contribuir com a Psicologia como Ciência e Profissão.

@marco certamente, embora não seja perfeita, estou segura quanto ao que escrevo em meu blog, aqui, nos jornais ou seja onde for, pois sei do que falo. Entretanto, vc insiste num argumento por mim já derrubado. Colega, como eu já disse acima, exaustivamente: o parágrafo único do art. 3° fala sobre TRATAR HOMOSSEXUALIDADE, e isso dá margens a subjetivas interpretações, o que pode penalizar a psicóloga que respeitar uma decisão de seu paciente, no que concerne a recondução de seus desejos sexuais. Insisto e repito como o @Marcelo Facchinetti: a questão é ACATAR a escolha do paciente, PONTO FINAL.

@david no caso dessa paciente homossexual de Freud, ele não a recolocou na heterossexualidade. Entretanto, explica que quando não é o paciente que busca o tratamento (no caso dela, seus pais a levaram), ou quando o paciente não está disposto a abandonar seu objeto sexual (objeto sexual tem um um significado específico na psicanálise), a retirada da inversão é fadada ao fracasso. Mas Freud afirma que sim, a reversão a heterossexualidade é possível.

Caro Marco,não foi foi minha intenção lhe deixar exaltado a ponto de você perguntar o que eu estou fazendo aqui.
Mas sobre a minha pergunta retórica,o que quis argumentar é que se Freud afirmava que era possível a reversão de um homossexual para a heterossexualidade(desde que o paciente consinta nisso como lembrou a Michele),como é que pode boa parte dos psicólogos de hoje dizerem que não é possível?
Será que os ensinos e argumentos de Freud não servem mais?
Pelo menos até 1999 o CFP acreditava que servia.E se não tivesse existido a tal mudança no já citado ano, todos nós acreditaríamos também que ainda servia.

Marcus Vinícius de Siqueira - 11/05/2013 20:48

Espero que as decisões do conselho sejam soberanas, visto que minha participação em instituições religiosas acontece a vários anos e atualmente vimos que o poder econômico das igrejas e de seus colaboradores vem aumentando significativamente em nosso país querendo controlar todos os parâmetros da vida humana. Tenho visto a infeliz união entre igreja e política fazendo com que pessoas de poder econômico se filiem com a intenção de mandar na ordem publica e na opinião das pessoas-um poder que aliás,fascina por séculos. Eu mesmo sei que recentemente alguns grupos tem financiado as ações do conselho de psicologia em jornadas e acho que a psicologia hoje se tornou um meio estratégico para que alguns grupos se apoderem da palavra psicológica para dominar outros grupos. CUIDADO. Acho que o conselho não deve aceitar dinheiro de outras fontes senão apenas da contribuição que lhe é dirigida a partir das anuidades dos conselhos.
Grato.

@Michele O P.U. só coloca em xeque a possibilidade da determinação do psicólogo sobre o paciente, que se for provado sobre o atendimento que foi o que ocorreu, deve haver processo ético. Do contrário, não vais estar tratando “A” homossexualidade. Um paciente pedir para tratar sua homossexualidade é pedir que o terapeuta presentifique-se e dê um rumo para o tratamento, “torne-me algo que não sou”, demandando do terapeuta ocupar uma posição QUE ELE NÃO PODE OCUPAR! (ISSO É SINTOMA!)
@Marcelo Facchinetti Sim cara, se o paciente comentar que está “tratando” a homossexualidade com certeza o psicólogo “errou a mão”, aí haver a instauração de um processo ético é outra coisa, essas coisas não acontecem levianamente, mas de qualquer forma é um alerta.

Fico por aqui.

Marcos de Almeida - 12/05/2013 19:24

O pensamento do CFP não é o pensamento da categoria. É o pensamento dos conselheiros que estão no poder. Sou clínico comportamentalista, acredito na mudança de comportamento, mas atualmente o CFP para agradar ao poder existente no Brasil, baixou esta norma. Deveriam fazer um plebiscito. Atualmente o CFP só pensa a psicologia como mais um aparato de governo. E vê os profissionais apenas como empregados, não existe politica de apoio aos autónomos.

Vinicius - 12/05/2013 21:07

A resolução é clara; homossexualidade não sendo doença ou patológica, não é passível de tratamento, visto que não há nada que tenha que ser revertido. Ponto só isso. A ideia de que sexualidade pode ser alterada pois não está condizente com “a normalidade” é de cunho expressamente religioso. a QUESTÃO do que deve ser tratado como doença ou não deve ser analisado À Luz da CIÊNCIA. A Resolução é clara, não há interpretações, existem sim pessoas se utilizando de sofismas de cunho religioso para pode derrubá-la, inutilmente. Ainda que o psicólogo ficasse livre para promover a “reorientação sexual”, não saberia como fazer em hipótese alguma, pois nem bases científicas os mesmos os teriam. Em país sério, essa questão jamais seria discutida, se o é aqui é pela falta de laicidade e desenvolvimento na questão dos direitos humanos.

Reitero minhas palavras a de Marília e parabéns CFP !

Marcos Matuchac - 12/05/2013 22:12

Fico inquieto em perceber como algo tão natural ainda é analisado sob tantos conceitos pré-estabelecidos.
Não nos culpo por tantos posicionamentos contrários, afinal nossa ciência é das contradições, das diferenças, das possibilidades, das infinitas possibilidades humanas. O que nos falta às vezes é relembrar o ensino antropológico que nos primeiros anos de graduação corriqueiramente vislumbramos um pouco desse matiz que é o ser humano.
Permaneço assustado, muito! Voltemos aos nossos comentários e vejamos o quão impregnado de nós mesmos eles foram escritos. O que o cliente nos solicita não é o que nós acreditamos, não são nossas verdades, e sim o próprio sujeito, ali diante de nós, aflito para descobrir-se, esperando que o psicólogo o devolva a si mesmo, só isso.
A Psicologia é tão rica, Freud jamais deve ser esquecido. Mas duvido muito que hoje ele se utilizaria dos mesmos conceitos, das mesmas hipóteses, visto que a tecnologia existente na atualidade, as pesquisas neurocientíficas, por exemplo, já nos confirmaram, ou refutaram tantas hipóteses que por falta de “ferramentas” a psicologia não havia provado.
Somos plural, e singulares. E ético é aquele que considera o ser humano, no seu contexto fisiológico, na sua história de vida, e na cultura da qual faz parte. Não podemos esquecer que em muitos países ser homossexual não é doença, é crime. Quer indício maior de que esta questão é também cultural?
Sou feliz por fazer parte de uma ciência que acredita no homem, com suas virtudes e dificuldades, nos seus encontros e desencontros.
Curar o que? Se não é doença. Aceitar o que? Se, Ser homo ou heterossexual não é uma condição cultural, e sim o olhar que temos sobre este sujeito que está inebriado pelos nossos valores.
Portanto aquietemos nossas pré-concepções, suspendemos nossas verdades, para orientarmos o outro a se descobrir, dentro deste matiz que é a sexualidade humana.

@vinicius @marcos não pretendo ser repetitiva, pois minha opinião já está bem explicada nos tópicos acima… mas garanto-lhes que quem fica agitada sou eu, ao ler que quem se posiciona a favor de um PDL para sustar regulamentações mal escritas e subjetivas, tem um posicionamento de cunho religioso. Isso é uma questão de liberdade individual. Um pastor que se autointitula “ex-gay”, num debate do programa da Luciana Gimenez, soltou uma máxima ao presidente da LGBT, que disse que não acreditava na tal reversão (o que pode ser a verdade dele, mas certamente não é a de todos): “vc é que o pior preconceituoso, vc não me aceita porque digo que sou ex-gay? eu não tenho que ser o que vc é, eu tenho que ser o que eu sou”.

Se existem casos de reorientação sexual, não importa que ocorram dentro das em igrejas ou seja onde for, isso é um fenômeno comportamental, portanto não deve ser ignorado e sim ESTUDADO. Somos cientistas, não podemos encerrar um assunto não-encerrado pautados em “ideologias” ou achismos.

e mais uma coisa, a APA (associação americana de psicologia) contra-recomenda terapias de reorientação sexual por falta de estudos na área, mas ela NÃO PROÍBE. mega diferença.

leiam o comentário de um estudante de biologia feito no meu blog, sobre a importância de uma regulamentação BEM ESCRITA:
“Olá, sou o estudante de biologia de novo. Bom, considerando muitos comentários vou dizer o que um conselho faz, pois trabalho em um conselho e vejo gente ser executada, seja eticamente ou judicialmente. Me desculpem aos apoiadores do CFP, mas UMA VÍRGULA pode se será usado contra qualquer profissional se o sistema CFP e CRPs desejarem. É muito lindo quando interpreto textos, mas para o juiz, o que importa é a interpretação que lhe fizerem acreditar. Uma norma não pode de modo algum deixar a MENOR brecha para achismos, e se há contradições há a margem para perseguições sejam qual for. Falo com a segurança de um funcionário de uma Autarquia de Fiscalização Profissional. Se dá margem para interpretar que um psicólogo ser punido por ajudar um paciente, ELE vai ser punido porque quem julga estará interpretando a sua maneira e acabou. Não podemos achar que estamos num conto de fadas. Querem uma noção? Uma lei de 2011 diz que o fato gerador de uma dívida de anuidade de conselho é o registro, e não a atuação. O que o conselho faria se sabe que o profissional não está atuando? Se usasse de bom senso e justiça moral, não cobraria a anuidade, mas não, eles executam judicialmente, pois eles querem a anuidade mesmo que você nunca tenha pisado em um lugar para atuar na área em questão, porque a lei está lá com meia dúzia de palavras dando esse poder a eles. Oras, essa resolução dá margem para mais de uma interpretação? Mudem-na, mas pq não mudam? É para ferrarem SIM com quem eles querem, pois para perseguirem pessoas com outras ideologias basta estar no poder. Uma norma dessa impede sim o psicólogo, pois cada vez que um homossexual chegar para ele pedindo auxílio ele vai lembrar dela e ao invés de preparar um acompanhamento adequado, ele vai adequar o acompanhamento a resolução por MEDO de perder seu registro e ser tachado de homofóbico. Imaginem a situação: Um gay não quer ser gay por qualquer motivo que seja, ele vai ao psicólogo e consegue uma reversão pelo belo trabalho. Esse cara, quando encontrar um outro amigo na mesma situação irá indicar o psicólogo, claro, pois quer ajudar. Só que um outro amigo gay também vê a indicação mas é radical, deixa o amigo ir lá e faz uma denúncia contra esse psicólogo no CRP, GLOBO, BAND……… Pronto: A Manchete: PSICÓLOGO QUERIA CURAR GAYS E PERDE SEU DIREITO DE TRATAR PACIENTES, POIS SER GAY NÃO É DOENÇA. A ditadura começa com pequenas coisas… as ditaduras são ideológicas, não se esqueçam.”

MARIA ANTONIA DA SILVA - 14/05/2013 13:09

Michele, parabéns por suas colocações. você descreveu realmente a coisa como acontece. uma lei não pode deixar margens para interpretação de quem está no poder. Ela tem que ser clara e esta resolução do CFP é restritiva . Ela não deixa que homossexuais procurem tratamento se assim quiserem. O profissional que atender pode tperder o registro e ser exposto a execração pública, o que o CFP (conselho Federal de Psicologia) que alguns chamam de Conselho Fascista de Psicologia faz com muita freqüência e muito holofote, pois a gente vê repreensão de psicólogos até pela internet!!!!

Cristiane S. - 14/05/2013 13:32

“Marcos Matuchac”, até escapa as palavras, e seja qual for será insuficiente quanto ao tocante delas (as suas) em relação ao que penso. Esse: “fico inquieto/assustado” muito bem exemplificado.

Colega Michele, você tem o meu apoio. Você está correta em suas colocações. Como profissionais, respeitamos o direito livre de expressão dos nossos clientes. E temos o dever de auxilia-los conforme suas decisões e não a nossa. Assim como respeitamos todas as areas de escolha do paciente como religião, casamento, profissão, vocação, a sexualidade é uma questão de escolha e se o paciente expressão conflitos referentes a estes e solicita nossa ajuda, nosso dever é facilitar os processos. Tem meu apoio.

Karoline - 14/05/2013 17:17

De acordo com Michele!
Não estamos aqui pra decidir o que eh melhor para ninguem, cada um sabe de si! nosso papel é orientar.
De acordo com Erica.

Vinicius - 14/05/2013 22:05

Sra Michele, novamente, do ponto de vista científico NÃO há bases para uma “REORIENTAÇÃO SEXUAL”. Sim é apenas de cunho religioso seu ponto de vista, quiçá sem fundamento algum. a CFP não pode em hipótese alguma permitir tratamento para algo que não seja doença ainda que haja “CASOS” DE “EX gays” dentro de igrejas as quais não se baseiam na ciência, inclusive temos organizações como EXODUS que já desistiram dessas “terapias” pois não funcionam como o próprio presidente da organização deixa claro. A resolução é clara. Todo paciente tem o direito de uma terapia, mas não para a homossexualidade visto que não É doença NEM PATOLÓGICA, muitos homossexuais sofrem SIM MAS APENAS por não serem aceitos pela sociedade, o problema está aí ! e não em sua sexualidade que é algo totalmente natural e inato ao ser humano, pois homossexualidade trata-se de emoções, sensações ou seja atração, e não algo meramente comportamental. O que o CFP proíbe é TRATAMENTO PARA ALGO QUE NÃO SEJA DOENÇA. Ela tem que impedir que psicólogos de terem a “liberdade” de enganar seus pacientes promovendo algo que não É da competência da psicologia e da comunidade médica mundial, psicólogos que o fazem, sim devem ter seus registros cassados. A OPAS-OMS dá seu parecer como em todo restante do mundo:

“A homossexualidade não é um transtorno nem requer cura. Em consequência, não existe indicação médica para a mudança de orientação sexual”, observou a Diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses Periago.

“O comunicado destaca que há CONSENSO profissional de que homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerado como condição patológica. Contudo, vários órgãos das Nações Unidas constataram a existência de “clínicas” e “terapeutas” que promovem tratamentos que pretendem mudar a orientação sexual de não heterossexuais. Não há estudos científicos que demonstrem eficiência de esforços nesse sentido.”

“Entretanto, há muitos testemunhos sobre graves danos à saúde mental e física que tais serviços podem causar. A repressão da orientação sexual vem sendo associada a sentimentos de culpa, vergonha, depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Como agravante, há um crescente número de relatos de tratamentos degradantes e de violência física e sexual como parte da “terapia”, geralmente oferecida ilegalmente.
O documento faz um apelo para que governos, instituições acadêmicas, associações profissionais e imprensa exponham essas práticas e promovam o respeito à diversidade. “As práticas devem ser denunciadas e sujeitas a SANÇÕES dentro da legislação nacional”, observou Roses.”

http://www.onu.org.br/opasoms-condena-tratamentos-para-curar-homossexualidade/

Em país sério esse questão JAMAIS seria discutida. CFP está de parabéns em total acordo com os avanços da ciência, de toda a comunidade médica mundial.

Opiniões não alteram FATOS.

Vinicius - 14/05/2013 22:10

Sexualidade não é questão de escolha, não mudo minha sexualidade como mudaria de roupa, E isso é questão de FATO. NÃO há bases para uma “REORIENTAÇÃO SEXUAL”. Sim é apenas de cunho religioso seu ponto de vista, quiçá sem fundamento algum. a CFP não pode em hipótese alguma permitir tratamento para algo que não seja doença ainda que haja “CASOS” DE “EX gays” dentro de igrejas as quais não se baseiam na ciência, inclusive temos organizações como EXODUS que já desistiram dessas “terapias” pois não funcionam como o próprio presidente da organização deixa claro. A resolução é clara. Todo paciente tem o direito de uma terapia, mas não para a homossexualidade visto que não É doença NEM PATOLÓGICA, muitos homossexuais sofrem SIM MAS APENAS por não serem aceitos pela sociedade, o problema está aí ! e não em sua sexualidade que é algo totalmente natural e inato ao ser humano, pois homossexualidade trata-se de emoções, sensações ou seja atração, e não algo meramente comportamental. O que o CFP proíbe é TRATAMENTO PARA ALGO QUE NÃO SEJA DOENÇA. Ela tem que impedir que psicólogos de terem a “liberdade” de enganar seus pacientes promovendo algo que não É da competência da psicologia e da comunidade médica mundial, psicólogos que o fazem, sim devem ter seus registros cassados. A OPAS-OMS dá seu parecer como em todo restante do mundo:

“A homossexualidade não é um transtorno nem requer cura. Em consequência, não existe indicação médica para a mudança de orientação sexual”, observou a Diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses Periago.

“O comunicado destaca que há CONSENSO profissional de que homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerado como condição patológica. Contudo, vários órgãos das Nações Unidas constataram a existência de “clínicas” e “terapeutas” que promovem tratamentos que pretendem mudar a orientação sexual de não heterossexuais. Não há estudos científicos que demonstrem eficiência de esforços nesse sentido.”

“Entretanto, há muitos testemunhos sobre graves danos à saúde mental e física que tais serviços podem causar. A repressão da orientação sexual vem sendo associada a sentimentos de culpa, vergonha, depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Como agravante, há um crescente número de relatos de tratamentos degradantes e de violência física e sexual como parte da “terapia”, geralmente oferecida ilegalmente.
O documento faz um apelo para que governos, instituições acadêmicas, associações profissionais e imprensa exponham essas práticas e promovam o respeito à diversidade. “As práticas devem ser denunciadas e sujeitas a SANÇÕES dentro da legislação nacional”, observou Roses.”

http://www.onu.org.br/opasoms-condena-tratamentos-para-curar-homossexualidade/

Em país sério esse questão JAMAIS seria discutida. CFP está de parabéns em total acordo com os avanços da ciência, de toda a comunidade médica mundial.

Opiniões não alteram FATOS.

Anderson - 15/05/2013 18:25

Lembro de um exemplo citado no livro de Contardo Caligaris em “Cartas a um jovem Terapeuta” ele cita “Um mesmo sintoma pode sera razão do sucesso ou do
fracasso de uma existência. Se você sofre de insônia, porque, por exemplo, sua história o condena a ser para sempre a sentinela da casa, pode acontecer que você se torne o responsável noturno mais confiável de uma central nuclear
ou, ao contrário, que você atravesse a vida de café em café”. Para bom entendedor basta substituir a queixa e para onde está direcionado o desejo do paciente. A nossa orientação de trabalho visando amenizar o sofrimento é segundo o desejo do paciente mediante técnicas científicas e não a valores pessoais nossos.

Caros colegas de profissão,
Acredito que a evidência científica deve caminhar junto com a ética profissional, prevalecendo sempre. Mas infelizmente, não é isso que acontece em muitas situações, na realidade ocorre muito charlatanismo, amadorismo, achismo, curandeirismo, casuísmo etc…
De acordo Cristiane S
MARCOS MATUCHAC parabéns pela sua expressão, reitero as suas belas palavras. Por favor colegas, leiam e releiam o que o colega escreveu, diz tudo o que é para ser dito.

Karina Oliveira - 21/05/2013 10:49

Meus caros, o tema debatido é de extrema relevância e devemos nos posicionar com foco nos estudos científicos pertinentes. Reconhecer que o texto está escrito de forma inadequada não significa retirar deste o seu valor. Se considerarmos que o psicológo deve ter como foco de atuação o bem estar do(s) público(s) com os quais se relaciona, cabe permitir que este público tenha liberdade para solicitar ou não uma conduta deste profissional, e em contrapartida o profissional deve ser livre de receios para interagir com seu público.
Re
Volto a dizer reconhecer a inadequação escrita, caractiza um avanço do pensamento científico e não um retrocesso.

Marco seu (s) comentário (s) são excelentes, penso que estamos discutindo detalhes de supostos casos e perdendo a dimensão do trabalho do psicólogo. Mesmo aqueles que falam de liberdade deveriam rever alguns pontos. Psicólogo NÃO DEVE SER PRESCRITIVO com nenhum tipo de comportamento. Esse lance de terapia de reorientação sexual supõe que existe cura gay sim, desta forma vamos construir uma psicologia adaptacionista propondo todo tipo de reorientação para ajustar o sujeito, é isso?! NÃO É TAREFA DE PSICÓLOGO REORIENTAR NADA. ISSO É DECISÃO DO SUJEITO. Não é psicólogo que tem de atuar ou “ajudar” a definir/reorientar ser homo ou ser hetero: Nem transformar homo em hetero nem hetero em homo. Óbvio que ninguém se sentirá feliz de pronto sendo homossexual em mundo que os discrimina, qualquer tipo de discriminação causa sofrimento e nem por isso vamos trabalhar propondo que o sujeito se ajuste a isso ou aquilo…. isso para mim é meio nazista, ideológico. Assim negro para ser aceito tem que se embranquecer, candomblecista para ser aceito tem de virar cristão (reorientado para diminuir sofrimento). A simples oferta a tal terapia já está admitindo, pressupondo cura gay, coisa sem fundamento científico. Michele, você mesma diz que os estudos da sexualidade não são conclusivos, certo? Então por que você acha que deve/pode ofertar um serviço de reorientação sexual que não tem estudos conclusivos que embasem sua validade. Como se pode intervir?? O homossexual pode até querer mudar, isso pode ser assunto de sessão de terapia, mas não será trabalho de psicólogo fazer o paciente crer que o psicólogo pode mudar sua orientação sexual, de que a psicologia possui instrumental teórico-prático para isso. Apesar dos desacordos, acho este debate ótimo, assim podemos amadurecer, revisar nossos estudos, buscar outros para ressignificar nosso aprendizado que anda muito atravessado pelo preconceito.

Marco seu (s) comentário (s) são excelentes, penso que estamos discutindo detalhes de supostos casos e perdendo a dimensão do trabalho do psicólogo. Mesmo aqueles que falam de liberdade deveriam rever alguns pontos. Psicólogo NÃO DEVE SER PRESCRITIVO com nenhum tipo de comportamento. Esse lance de terapia de reorientação sexual supõe que existe cura gay sim, desta forma vamos construir uma psicologia adaptacionista propondo todo tipo de reorientação para ajustar o sujeito, é isso?! NÃO É TAREFA DE PSICÓLOGO REORIENTAR NADA. ISSO É DECISÃO DO SUJEITO. Não é psicólogo que tem de atuar ou “ajudar” a definir/reorientar ser homo ou ser hetero: Nem transformar homo em hetero nem hetero em homo. Óbvio que ninguém se sentirá feliz de pronto sendo homossexual em mundo que os discrimina, qualquer tipo de discriminação causa sofrimento e nem por isso vamos trabalhar propondo que o sujeito se ajuste a isso ou aquilo…. isso para mim é meio nazista, ideológico. Assim negro para ser aceito tem que se embranquecer, candomblecista para ser aceito tem de virar cristão (reorientado para diminuir sofrimento). A simples oferta a tal terapia já está admitindo, pressupondo cura gay, coisa sem fundamento científico. Michele, você mesma diz que os estudos da sexualidade não são conclusivos, certo? Então por que você acha que deve/pode ofertar um serviço de reorientação sexual que não tem estudos conclusivos que embasem sua validade. Como se pode intervir?? O homossexual pode até querer mudar, isso pode ser assunto de sessão de terapia, mas não será trabalho de psicólogo fazer o paciente crer que o psicólogo pode mudar sua orientação sexual, de que a psicologia possui instrumental teórico-prático para isso. Apesar dos desacordos, acho este debate ótimo, assim podemos amadurecer, revisar nossos estudos, buscar outros para ressignificar nosso aprendizado que anda muito atravessado pelo preconceito.

Deivyson Roris de Freitas - 02/07/2013 13:01

Ficou claro para mim que todo este movimento para derrubar esta resolução do CFP foi para dar razão a certos pastores evangélicos que pregam sobre a “cura gay”. Alguns deles, não sei como, se dizem formados em psicologia e, ao meu ver, a queda desta resolução liberaria estes pastores/psi de atenderem uma clientela sem correr qualquer risco de sofrerem processos judiciários. Qual a posição do CFP sobre isso? estes psicólogos/pastores devem sofrer advertências ou até mesmo a cassação do diploma por apoiar este projeto absurdo de “cura gay” nomeada pela mídia??

Não há dispositivo editado pelo CFP que impeça o atendimento, tampouco que proíba o profissional de acolher o sujeito que chega ao consultório, ao hospital, ou a qualquer outro espaço que se encontre o trabalho da Psicologia. Faz-se ainda necessário repetir: não se trata de negar a escuta psicológica a alguém que queira mudar a sua orientação sexual, mas sim, de não admitir ações de caráter coercitivo e dirigidas pelo preconceito, como quando alguns psicólogos afirmam que a homossexualidade pode e deve ser “invertida”. O Psicólogo deve atuar com qualidade técnica e científica, sendo assim um psicólogo nunca foi e nem nunca será capaz de “reorientar a sexualidade” do paciente.

Parabéns pelo CFP. Não podemos deixar que charlatanismo faça parte da conduta do psicólogo, o mesmo deve agir com ética profissional e saber que não se pode usar a ciência psicológica para promover ações que está em total contradição com conhecimento científico atual.

Novamente cabe o conselho federal de psicologia de forma legítima e não o congresso fundamentalista traçar as normas, o código de ética, e os limites técnicos, regulamentando a profissão autorizada por lei. Então ele não só influencia, como determina quais são as atividades clínicas amparadas pela profissão e até quais os testes psicológicos que podem ou não ser utilizados. Assim, se um cliente procura um psicólogo com uma demanda inexistente, ou que extrapole a sua capacitação técnica, cabe ao profissional esclarecê-lo, à luz da ciência.

Só para finalizar a organização pan americana da saúde faz um alerta dessas supostas “terapias de reversão” como um agrave à saúde mental dos homossexuais, ela diz em uma das medidas a serem tomadas;

“Associações profissionais devem criar documentos e resoluções por agências e instituições nacionais e internacionais que aclamam pela despatologização da diversidade sexual e a prevenção das terapias de mudança de orientação sexual”

http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=6803&Itemid=1926

[…] Por fim, cabe salientar que a norma orienta os profissionais da Psicologia a não se pronunciar e nem participar de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica. De forma alguma, essa orientação fere o direito de liberdade de expressão dos psicólogos, pelo contrário, ela defende o respeito aos direitos humanos e às diferentes formas de manifestação da sexualidade humana.” (http://site.cfp.org.br/nota-de-esclarecimento) […]

[…] Nota de esclarecimento sobre atendimento a pessoas com sofrimento relacionado à orientação […]

Silvio de santana mendes - 08/03/2017 0:36

analisando a nota do CFP e os comentarios e peceptivel um clamor por direitos mas muitos esquecem dos deveres.
a um ser superior e divino que todos era prestar contas quer queira ou nao de todos os atos praticados a qui na terra.
portanto e uma questao comportamental e se todos querem direito portanto aqueles que buscam tratamento niguem tem o direito de impedir.como um ser criado creio que so existe homem e mulher um principio divino.

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