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08/06/2015 - 10:25

Comissão Nacional de Psicologia nas Emergências e Desastres realizará oficinas regionais

A 1ª oficina sobre Psicologia nas Emergências e Desastres, da série em cada uma das cinco regiões brasileiras, ocorrerá em Goiânia, no mês de agosto

A Comissão Nacional de Psicologia nas Emergências e Desastres realizou reunião, nos dias 2 e 3 de junho, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília, para discussões e encaminhamentos. Entre esses, destacam-se a discussão dos conceitos da Psicologia nas emergências e desastres com vistas para a elaboração de uma nota técnica, que servirá de guia para os profissionais atuantes nesse campo. Também foi definida a realização de uma série de oficinas a serem realizadas em todas as regiões brasileiras.

A primeira dessas oficinas está marcada para o dia 27 de agosto, em Goiânia, com o apoio do Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-09, GO). O evento envolverá profissionais que atuam em emergências e desastres da Região Centro-Oeste e contará com a participação da Secretaria de Defesa Civil. Seu objetivo é de debater os Planos de Contingência para desastres daquele município, como inundações e enchentes, além de uma oficina específica sobre metodologias para empoderamento da comunidade a respeito da percepção de risco.

Nos próximos dias, a comissão fechará o calendário completo das demais oficinas, que serão construídas a partir das peculiaridades de cada Estado.

 Reunião


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Segundo Eliana Torga, integrante da Comissão, primeiro momento da reunião foi para discutir os principais temas e conceitos em  Psicologia nas emergências e desastres, “pois, uma vez que fazem parte da  comissão, representantes do Brasil inteiro, nós precisávamos alinhar os conceitos que a política desta plenária”, destacou.

Para tanto, Torga disse que a comissão optou por trabalhar na conceituação da SENDAI (Conferência Internacional de Emergências e Desastres), cuja perspectiva é da gestão integral do risco e de desastres, que abrange desde a preparação, a prevenção, a resposta, até o pós-desastre, “no caso dos atendimentos, trabalhar em perspectiva linear, em uma linha do tempo, na qual abrange as seguintes fases: na preparação, na prevenção, na resposta e na reconstrução após os desastres”, reforçou.

A psicóloga justifica que a temática das emergências. Segundo ela, era preciso alinhar tudo isso, abordando que, a partir da incorporação das diferentes bases teóricas-metodológicas e de conceitos, será  elaborado um relatório da comissão, que servirá como um guia de psicólogos (as) que trabalham no referido tema.

Ionara Rabelo, também integrante da Comissão Nacional, abordou  como a Psicologia pode se comprometer com as políticas públicas na área de  emergências e desastres, e, tendo por base, os princípios e diretrizes da 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa e Civil e as novas decisões de SENDAI, que compreende a referência internacional para a gestão riscos e desastres.

Ela destacou ainda que é muito importante psicólogas e psicólogos saberem como desenvolver estratégias de gestão de risco para desastres, e para tal podem desenvolver esse trabalho em qualquer instituição, principalmente, aqueles do SUS e SUAS, já que estão presentes em cenários de desastres e lidam diretamente com as famílias em situação de risco ou afetadas por algum desastre. “Então, nós debatemos a proposta de elaboração de uma nota técnica que possa agora atualizar o nosso fazer, principalmente nas políticas públicas. Esta nota técnica juntamente com as oficinas nas diferentes regiões do País, com diferentes realidades e diferentes desastres propiciará a discussão sobre como construir redes de cuidados em situações de desastres. Desta forma, a ideia é capilarizar o que está sendo discutido aqui para que todos os psicólogos e todas as psicólogas possam saber como atuar em um situação de desastre”, esclareceu.​