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Seminário Teórico: A Psicanálise reinventada de Jacques Lacan: a clínica em questão – 2021 – docente Karin de Paula

Desde suas primeiras formulações, Lacan propõe questões fundamentais sobre a prática clínica vigente, seja em relação à proposta dos chamados pós-freudianos, nos anos 50, seja em relação à clínica psicanalítica contemporânea. O ato inaugural da empreitada foi a realização de seu retorno ao texto de Freud, à clínica de Freud, ação da qual decorreu uma revitalização da causa freudiana, a saber, do inconsciente freudiano, que Lacan formalizou como o inconsciente estruturado como linguagem. Para tal inscreveu os operadores Real, Simbólico e Imaginário. Assim, recolocou parâmetros para a clínica, favorecendo haver mais rigor na abordagem do psiquismo, de forma menos descritiva e mais voltada às operações visadas pela prática clínica psicanalítica. Neste contexto, a ideia de reinvenção da psicanálise se coloca como aquela que considera a existência de um giro realizado por Lacan, que inaugura desde seu retorno a Freud, uma série de desdobramentos engendrados ao longo de sua trajetória e, por que não dizer, pertinente aos nossos dias atuais de psicanalistas. É sobre este contexto e seus desdobramentos que proponho nos debruçarmos neste seminário. programa:. 1. O retorno a Freud de Jacques Lacan e o seu? 2. As Primeiras subversões de Lacan de consequências clínicas: O eu e o objeto contingente 3. O Inconsciente freudiano e os operados S.I.R. (Simbólico, Imaginário e o Real) e sua retomada como R.S.I (Real, Simbólico e Imaginário): as consequências clínicas da ênfase dada ao registro chamado Real 4. Transferência, estruturas clínicas e a escuta clínica 5. As diferentes concepções de estrutura e de signo no pensamento clínico de Lacan 6. A linguagem é condição para o Inconsciente e a língua é condição para linguagem 7. Sobre o caminho de Lacan do S.I.R (1953) ao R.S.I. (1975) 8. Transferência como demanda de amor ao dispositivo de Lacan chamado Sujeito Suposto ao Saber (sobre o desejo e sobre o gozo): desejo de analista não é o mesmo que o desejo do analista e nem do desejo de ser analista 9. Do trabalho de transferência à transferência de trabalho: a transmissão da psicanálise