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03/11/2021 - 21:38

Nota de pesar – Aaron Beck

Considerado o pai da terapia cognitivo-comportamental, o psiquiatra deixa como legado uma vida de dedicação ao desenvolvimento de tratamentos que tinham como objetivo aliviar o sofrimento de pessoas com problemas no campo da saúde mental.

Nesta semana (1º de novembro) faleceu, aos 100 anos de idade, o psiquiatra norte-americano Aaron Beck.

Considerado o pai da terapia cognitivo-comportamental, o psiquiatra deixa como legado uma vida de dedicação ao desenvolvimento de tratamentos que tinham como objetivo aliviar o sofrimento de pessoas com problemas no campo da saúde mental.

Profissional de extrema influência no mundo, publicou diversos artigos e livros abordando de forma científica temáticas como tratamentos, não farmacológicos, contra a depressão, a ansiedade e outros transtornos, influenciando gerações de psicólogas e psicólogos, inclusive no Brasil.

Seu trabalho contribuiu para a ampliação de um olhar biopsicossocial em relação às pessoas – contextualizando o indivíduo em seu momento atual, visando, ainda, ressignificar aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, incentivando o indivíduo na aprendizagem de novas alternativas funcionais. 

Junto com sua filha Judith Beck, fundou o Instituto Beck de Terapia Cognitivo-Comportamental para fornecer treinamento a praticantes de TCC em todo o mundo. Em comunicado, Judith Beck destaca que “Agora, honramos o legado de meu pai à medida que continuamos seu trabalho e promovemos sua missão de ajudar as pessoas a terem uma vida mais saudável, feliz e significativa”.

Às(aos) profissionais que, em algum momento de sua formação, estudaram os trabalhos de Aaron Beck, fica – entre tantos outros – o aprendizado de que o respeito às opiniões, sobretudo quando não são unânimes, ajuda a construir o caminho do entendimento e da resolução dos desafios que se impõem no campo da ciência.

 

*Crédito da foto: Instagram oficial da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas e Contextuais