25 anos da Reforma Psiquiátrica: CFP participa de sessão solene e defende financiamento das políticas de saúde mental com foco no cuidado em liberdade

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou na segunda-feira (27) de sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos 25 anos da Lei nº 10.216/2001, que instituiu a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Presidida pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), a atividade reuniu parlamentares, representantes da sociedade civil e instituições públicas para debater os avanços e desafios da política brasileira de saúde mental.

Representando o CFP, a vice-presidenta Thessa Guimarães destacou que o principal desafio na área não está na formulação normativa, mas na sua execução. Embora o marco legal e a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) estabeleçam o cuidado em liberdade como diretriz estruturante, Thessa Guimarães apontou a existência de um descompasso entre a lei e o padrão de financiamento vigente.

Segundo a vice-presidenta, o financiamento público exerce papel determinante na consolidação dos modelos de cuidado. Nesse sentido, é com preocupação que as evidências produzidas por órgãos de controle e pelo próprio CFP indicam a permanência de práticas incompatíveis com os princípios da política pública de saúde mental, o que impõe a necessidade de revisão dos critérios de financiamento e maior responsabilização institucional.

“Seguimos na defesa de uma política pública que garanta cuidado em liberdade e direitos. É fundamental fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e assegurar que os recursos públicos estejam efetivamente alinhados ao cuidado em liberdade, bem como revisar modalidades que não atendem aos critérios da política pública de saúde mental.”

Ainda na avaliação da vice-presidenta, o cenário atual não decorre da ausência de diagnóstico, mas de decisões relacionadas à alocação do fundo público, que produzem efeitos diretos sobre a configuração da política e devem ser analisadas segundo os princípios da administração pública. Nesse sentido, o CFP destacou a necessidade de revisão de normativas da RAPS e de atuação dos órgãos de controle na verificação da conformidade dos investimentos públicos com a finalidade da política de saúde mental.

O deputado federal Pastor Henrique Vieira, autor do requerimento para a realização da sessão solene, ressaltou os avanços da Reforma Psiquiátrica, mas chamou atenção para a permanência de práticas associadas à lógica manicomial.

“Estamos hoje celebrando e lutando para que a Reforma Psiquiátrica seja cada vez mais uma política viva, cuidando das pessoas. Nós entendemos que as comunidades terapêuticas reproduzem uma lógica manicomial, com muitas violações de direitos e violências contra pessoas que estão numa situação já marcada por tantas violações”, afirmou o deputado.

Nesse contexto, a consolidação da Reforma Psiquiátrica depende do alinhamento entre financiamento, normativas e diretrizes legais, com prioridade à expansão da Rede de Atenção Psicossocial e à garantia do cuidado em liberdade. Trata-se de assegurar que a alocação do fundo público observe a finalidade da política de saúde mental. A manutenção de padrões de financiamento incompatíveis com essas diretrizes exige a atuação dos órgãos de controle para garantir a conformidade administrativa e a adequada destinação dos recursos públicos.

 

Dia Internacional da Mulher: garantir direitos, promover saúde mental

Em 8 de março de 1917, operárias de tecelagem na Rússia paralisaram as máquinas para reivindicar trabalho digno, igualdade salarial e direito ao voto. Décadas depois, em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data como Dia Internacional da Mulher.

O sentido histórico permanece atual. Em um País onde a desigualdade e a violência de gênero seguem produzindo mortes e outras graves violações, garantir direitos é uma exigência ética e política de toda a sociedade – e também uma condição para saúde mental.

Em 2024, ao menos 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. A maioria era negra, jovem e assassinada por companheiros ou ex-companheiros. No mesmo período, mais de 51 mil mulheres sofreram violência psicológica e outras 95 mil foram vítimas de stalking.

A violência de gênero não se restringe aos números – e tampouco impacta todas as mulheres do mesmo modo. Raça, classe, território, deficiência, idade e identidade de gênero moldam experiências distintas de violência, exclusão e sofrimento psíquico.

Atenta à dimensão desse desafio, a Psicologia brasileira dispõe de diretrizes e normativas que orientam a atuação profissional nesse campo, inclusive contemplando suas diversas interseccionalidades.

Neste 8 de março, o Conselho Federal de Psicologia reconhece o protagonismo das mulheres no cotidiano da prática e na construção da Psicologia como ciência e reafirma:

– Defender direitos é cuidado.

– Construir igualdade é promover saúde mental.

Conheça algumas diretrizes na área:

  • Nota Técnica CFP nº 25/2025 – sobre a atuação profissional com mulheres em situação de violência
  • Nota Técnica CFP nº 4/2022 – sobre os impactos da Lei nº 12.318/2010 na atuação da Psicologia em disputas de guarda e alegações de alienação parental
  • Resolução CFP nº 8/2020 – sobre o exercício profissional da Psicologia em relação às violências de gênero
  • Referências Técnicas para atuação de psicólogas e psicólogos no atendimento às mulheres em situação de violência
  • Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas, Psicólogos e Psicólogues em Políticas Públicas para População LGBTQIA+
  • Referências Técnicas para atuação de Psicólogas (os) junto às Pessoas Idosas nas Políticas Públicas
  • Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) junto aos Povos Quilombolas
  • Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) Junto aos Povos Indígenas

Conselho Federal de Psicologia reafirma cuidado em liberdade e defesa da Reforma Psiquiátrica brasileira

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou nota de posicionamento em defesa do cuidado em liberdade e da consolidação da Reforma Psiquiátrica brasileira, reafirmando o compromisso da Psicologia com o enfrentamento a todas as formas de manicômios.

No documento, o CFP aponta que a conjuntura atual da saúde mental no Brasil revela a ascensão de um modelo pautado no isolamento social, frequentemente operado por comunidades terapêuticas.

“Esse fenômeno representa uma ruptura com os princípios da Lei nº 10.216/2001 e um retorno à lógica manicomial, agora sob contornos de exploração laboral e cerceamento de liberdade, na contramão dos direitos fundamentais e da dignidade humana”, destaca o texto.

O Conselho Federal de Psicologia ressalta que sua trajetória institucional evidencia uma atuação contundente na defesa da Reforma Psiquiátrica – um compromisso que se consolidou por meio de inspeções nacionais em comunidades terapêuticas e manicômios judiciários, que identificaram e denunciaram violações sistemáticas de direitos fundamentais nesses espaços.

“A partir desses diagnósticos, o CFP avançou na regulamentação da profissão, a exemplo da Resolução CFP nº 13/2019, e na produção de diretrizes clínicas e comunitárias”.

Diretrizes da Psicologia para o cuidado em liberdade

Na nota de posicionamento, o CFP pontua que, orientada pela Lei nº 10.216/2001, a Política Pública Brasileira de Saúde Mental estabelece como eixo normativo a substituição progressiva do modelo asilar por serviços territoriais integrados à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

“Em consonância com esse marco legal, o 12º Congresso Nacional da Psicologia reafirmou o compromisso ético e técnico da categoria ao deliberar pela defesa intransigente do cuidado em liberdade e pelo enfrentamento a novos formatos de manicômios. As diretrizes da instância máxima da profissão rejeitam categoricamente o financiamento público de comunidades terapêuticas de caráter asilar e defendem, de forma inequívoca, o fortalecimento jurídico, político e orçamentário da RAPS”.

No documento, a Autarquia reforça que a Lei nº 10.216/2001 não se destina a justificar a regulamentação do isolamento; pelo contrário, ela promove sua superação progressiva. “Normas que consolidam regimes residenciais de isolamento, ainda que sob o verniz de proteção de direitos, correm o risco de estabilizar institucionalmente um modelo que a legislação exige superar”.

Para o Conselho Federal de Psicologia, a efetiva substituição das estruturas manicomiais e suas vertentes contemporâneas demanda não apenas a regulação normativa, mas a prioridade orçamentária para a RAPS, com a ampliação concreta de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades de Acolhimento e Centros de Convivência orientados pela redução de danos, bem como o fortalecimento da Atenção Primária e a transparência integral na aplicação do fundo público.

“A política pública de saúde mental deve ampliar direitos e liberdade, e não administrar confinamentos que, na prática, respondem à ausência de redes comunitárias efetivas. A integridade da política pública depende da coerência entre a lei, o financiamento e a finalidade do gasto público. Sem isso, a reforma psiquiátrica não se realiza”, destaca o CFP.

Clique no link e confira a íntegra da Nota de Posicionamento.

Plenário 2.0 do CFP toma posse no Conselho Nacional de Direitos Humanos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou nos dias 26 e 27 de fevereiro da 95ª reunião ordinária do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). O órgão reúne representantes do governo e da sociedade civil e tem, dentre suas atribuições, monitorar e sugerir diretrizes para as políticas públicas de direitos humanos no País.

A representação do CFP nesse espaço colegiado passa a ser ocupada pela conselheira federal Vanessa Terena, integrante do Plenário 2.0.

A reunião do CNDH debateu temas como violação de direitos decorrentes de atividades de grandes empreendimentos de mineração, sistema socioeducativo, enfrentamento ao discurso de ódio contra a população em situação de rua, além de condições de trabalho em empresas de call center e o sistema de justiça no Brasil. 

ogo também teve como foco a definição de posicionamentos, recomendações e normativas do CNDH acerca de questões como impacto na garantia, promoção e proteção dos direitos humanos, bem como a definição de um novo fluxo para o acolhimento de denúncias que chegam ao colegiado.

Para a conselheira Vanessa Terena, a presença do CFP no Conselho Nacional dos Direitos Humanos reafirma o compromisso da Psicologia brasileira com a defesa da dignidade humana e com os valores que embasam o Código de Ética Profissional da categoria, ressaltando a defesa da vida e o cuidado integral a partir de uma atuação que contribua para eliminar todas as formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

“A prática da Psicologia precisa ocupar espaços políticos, e é isso que a gente está fazendo aqui: pensando uma Psicologia que vai além da teoria, que pensa a prática do profissional nos territórios”, destacou a conselheira.

Controle social e promoção de direitos

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) é um órgão colegiado de composição paritária entre  representantes do governo e da sociedade civil. Compete ao CNDH, entre suas diversas atribuições, fiscalizar e monitorar as políticas públicas de direitos humanos e o programa nacional na área, com a prerrogativa de sugerir e recomendar diretrizes para a sua efetivação. 

O colegiado pode emitir opinião e posicionamento acerca de atos normativos, administrativos e legislativos de interesse da política nacional de direitos humanos, assim como acompanhar processos administrativos e judiciais que estejam associados a graves violações de direitos.

CFP participa da 86ª Reunião Ordinária do CNDM e reforça compromisso com políticas públicas para as mulheres

O Conselho Federal de Psicologia participou da 86ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Brasília/DF. Na ocasião, a conselheira federal Marcela Acioli destacou a presença da Psicologia nos espaços de controle social como estratégia fundamental para a formulação e o monitoramento de políticas públicas.

“Reafirmamos o papel do CFP no controle social para que a Psicologia atue como voz ativa na defesa dos direitos das mulheres em todo o Brasil, consolidando esta ciência e profissão no enfrentamento a violências e assédios”, pontuou a conselheira.

A pauta da reunião incluiu a  organização interna do colegiado, a definição de representações institucionais e ações estratégicas intersetoriais para 2026 voltadas ao segmento.

A conselheira do CFP ressaltou a reativação das câmaras técnicas essenciais de Legislação e Normas; Assuntos Internacionais; Planejamento e Orçamento; e Enfrentamento ao Racismo.

Também foram discutidos o Pacto Nacional Federativo de Enfrentamento ao Feminicídio e a participação do CNDM na 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW).

Um dos marcos da reunião foi a eleição de uma vice-presidência ocupada pela sociedade civil, cargo instituído pela primeira vez desde a criação do Conselho. A psicóloga e ativista Sandrali Bueno foi escolhida pelo colegiado para a função.

Sobre o CNDM
Criado em 1985 e vinculado ao Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher é um órgão colegiado, de natureza consultiva e deliberativa. Sua missão é promover, em âmbito nacional, políticas que visem eliminar a discriminação e assegurar condições de liberdade e de igualdade de direitos para mulheres, bem como plena participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do País.

Supervisão de estágios na Psicologia: fique por dentro

Em fevereiro de 2025, o Conselho Federal de Psicologia publicou a Resolução CFP nº 05/2025, com diretrizes para a supervisão de estágios em Psicologia. A normativa detalha critérios para psicólogas e psicólogos que atuam como orientadoras(es) e supervisoras(es), com requisitos, atribuições, atividades e parâmetros na área. 

O documento é resultado de um amplo diálogo social e amadurecimento da categoria acerca do estágio na profissão, e foi elaborado por grupo de trabalho que reuniu Conselhos de Psicologia de todo o País. 

A normativa tem como base diretrizes legais já existentes na área – como a Lei de Estágio (Lei n. 11.788/2008) e a Resolução CNE nº 1/2023, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. 

No entanto, duas associações que representam instituições privadas de ensino superior (ABMES e Abrafi) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declarasse inconstitucional a Resolução sobre Estágios na Psicologia. 

O argumento é de que a normativa extrapolaria a competência do Conselho por supostamente interferir na organização do ensino e na autonomia didático-científica das universidades. 

Diante da solicitação das entidades de ensino privado, o STF concedeu parcialmente liminar, que suspender os efeitos de três artigos específicos da Resolução. 

A suspensão desses artigos ocorre até que o mérito da ação receba julgamento final pelo Supremo – o que ainda não tem data para ocorrer. 

No site do CFP, já está disponível a versão atualizada da Resolução sobre Estágios.

Defesa da Psicologia 

O Conselho Federal de Psicologia segue atuante em defesa da Resolução de Estágios e da qualidade do cuidado em saúde mental no Brasil. A regulamentação da área busca coibir práticas como: supervisão de um número excessivo de alunos por uma única docente; utilização de espaços impróprios; impactos na qualidade do serviço oferecido nas clínicas-escolas; e impactos na qualidade da formação profissional

CFP em ação 

Confira medidas que já estão sendo adotadas pelo Conselho Federal de Psicologia na defesa da a Resolução CFP nº 05/2025:

– Reunião com ministros do STF para pontuar a competência do Conselho para a edição de atos normativos, inclusive em matéria de estágio de graduação, considerando se tratar de uma preparação essencial ao exercício profissional. 

– Reunião com Advocacia Geral da União e com a Procuradoria-Geral da República, para alinhamento de entendimentos no parecer a ser emitido no julgamento da ação; 

– Ofícios a todos os Conselhos Regionais de Psicologia para informe da atuação e desdobramentos na área; 

– Parecer em defesa da constitucionalidade da Resolução, emitido pelo professor titular de Direito Constitucional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Daniel Sarmento.

 

CFP marca presença no I Encontro Nacional dos Conselhos Tutelares e reafirma defesa dos direitos da criança e do adolescente

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou na segunda-feira (23), em Brasília/DF,  do I Encontro Nacional dos Conselhos Tutelares para fortalecimento da proteção à primeira infância. A atividade reuniu cerca de 500 participantes, entre conselheiras(os) tutelares, gestoras(es) públicas(os), pesquisadoras(es), técnicas(os) e representantes da sociedade civil de todas as regiões do País.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), o encontro consolidou um espaço estratégico de diálogo e articulação no âmbito do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente.

O Conselho Federal de Psicologia foi representado pela conselheira federal Natália Campos, que também integra o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) pelo CFP.

Na avaliação da conselheira, o encontro é um importante espaço estratégico para o fortalecimento da proteção integral das infâncias e da atuação nos territórios. Além disso, afirmou que a participação do CFP no evento reafirma o compromisso do Conselho Federal de Psicologia com a defesa dos direitos da criança e do adolescente e das políticas públicas em todas as esferas institucionais. “Esse é um espaço estratégico para o Sistema Conselhos de Psicologia na medida em que podemos qualificar o debate em torno do atendimento de crianças e adolescentes, pensando na atuação da psicóloga e do psicólogo,” destaca a conselheira federal.

Durante o evento, receberam destaque temas relacionados a parentalidades e cuidado na primeira infância, planos e estratégias para implementação de políticas públicas, ECA Digital, respeito às atribuições do Conselho Tutelar e os desafios da prática cotidiana.

Controle social
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) é o principal órgão do Sistema de Garantia de Direitos da população infanto-juvenil, a participação do CFP no colegiado ressalta o compromisso social, ético e político da Psicologia com a defesa dos direitos dessa população.

No dia 26 de fevereiro, durante a 344ª assembléia ordinária do Conanda, a conselheira federal Natália Campos destacou a necessidade permanente de fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos por meio da construção e atualização dos planos nacionais de atuação em algumas áreas específicas, inclusive a  de enfrentamento às violências sexuais, pontuando a relevância estratégica da Psicologia nesses debates.

“A presença do CFP nesse espaço é de extrema importância, pois estamos  aqui tanto para qualificar o debate como para aprimorar a atuação das nossas profissionais nesses espaços de atuação, tanto nas políticas públicas como nas instituições e organizações que trabalham diretamente com a infância e a adolescência”, afirmou a conselheira.

O Conselho Federal de Psicologia ocupa assento no Conanda para o biênio 2025/2026, sendo representado por Natália Campos, conselheira federal eleita para o Plenário 2.0 do CFP.

Vai fazer psicoterapia? CFP destaca importância de conferir registro ativo de profissional no Conselho de Psicologia

Quando o assunto é saúde mental, informação de qualidade faz toda a diferença. Por isso, vale ouvir o recado do médico Drauzio Varella, referência em saúde no Brasil, sobre cuidado psicológico na terapia: https://youtu.be/eq_88JanDxU

Além das orientações importantes que ele traz neste vídeo, cabe um complemento fundamental: ao buscar atendimento em psicoterapia, verifique sempre se a(o) profissional tem registro ativo em um Conselho de Psicologia.

O registro é o que assegura formação reconhecida, atuação orientada pelo Código de Ética Profissional e a possibilidade de responsabilização em caso de condutas inadequadas.

Cuidar da saúde mental também é escolher com segurança. Psicologia, só com profissional registrado!

Ah, e para você que é psicóloga(o) e tem interesse no tema: não deixe de acessar o manual “Reflexões e Orientações sobre a Prática da Psicoterapia”, produzido pelo Conselho Federal de Psicologia. O documento traz informações importantes para uma formação e prática profissional ética e tecnicamente qualificadas no campo da psicoterapia.

Acesse o manual do CFP : https://site.cfp.org.br/cfp-lanca-caderno-com-reflexoes-e-orientacoes-sobre-psicoterapia/

Nova gestão do CFP passa a publicar mensalmente as principais deliberações de suas Reuniões Plenárias

Você sabia que o Conselho Federal de Psicologia realiza, mensalmente, Reuniões Plenárias para definir ações e encaminhamentos que impactam o exercício profissional da Psicologia em todo o País?

A Plenária é o principal espaço de deliberação do CFP. É nela que conselheiras e conselheiros analisam e definem medidas nos campos técnico, administrativo e político, orientando a atuação institucional do Conselho e o fazer profissional da categoria.

E tem novidade: a nova gestão do CFP passa a divulgar, de forma regular, os principais encaminhamentos das Reuniões Plenárias. Uma iniciativa que reforça o compromisso com a transparência, o diálogo com a categoria e o fortalecimento da Psicologia como ciência e profissão.

1ª Reunião Plenária da nova gestão CFP

A nova composição do CFP (Gestão 2026–2028) realizou nos dias 30 e 31 de janeiro sua primeira Reunião Plenária deliberativa, na sede do Conselho, em Brasília/DF.

Entre os temas tratados, a definição de um plano de ação para a área de Psicologia no Trânsito, com adoção de medidas como: calendário de reuniões com órgãos técnicos; campanha para sensibilizar sociedade e gestores públicos; análise sobre a viabilidade de medidas jurídicas diante da MP nº 1.327/2025 e da Portaria Senatran nº 927/2025; e atualização das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) em Políticas Públicas de Mobilidade Humana e Trânsito.

Também estiveram em foco questões importantes como: aplicação de IA no contexto da Psicologia; diretrizes em neuropsicopedagogia; atuação como coaching; exercício profissional em comunidades terapêuticas e instituições manicomiais similares. Esses e outros assuntos são temas dos 25 grupos de trabalho de APAF, com a participação do CFP e indicação de novos membros.

Na área de orientação e fiscalização, foram designadas(os) conselheiras(os) para atuar nas relatorias de 22 processos administrativos que tramitam no CFP em grau de recurso e cujos julgamentos estão previstos para o início do próximo mês. 

A Plenária também indicou representantes da Psicologia para atuar em 56 órgãos nacionais colegiados de monitoramento e participação social. São conselhos, comissões e grupos de trabalho nos quais a Psicologia contribui com subsídios técnicos e científicos para políticas públicas em funcionamento em todo o país.

Foram também designados novos membros para atuar em importantes comissões temáticas, como a Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP); a Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS); a Comissão do Sistema de Análise da Compatibilidade de Práticas com a Psicologia (SAPP); a Comissão de Direitos Humanos (CDH/CFP). 

A Plenária deliberou encaminhamentos para produções do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), com avanços em RTs que vão abordar sobre temas como CREAS/SUAS; orientações para gestoras(es) no SUS; Educação Básica; controle social nas políticas públicas.

“Foi uma reunião bastante produtiva e com importantes encaminhamentos em temas urgentes não apenas para a Psicologia, mas também fundamentais para toda a sociedade. O Plenário 2.0, que tem como marca a diversidade representativa da própria profissão e de nosso país, constrói uma agenda de trabalhos com foco na valorização da profissão em seu exercício ético e científico, colocando a Psicologia como agente de promoção do direito à saúde integral e com um foco muito atento às nossas funções institucionais”.

 

CFP defende piso para atendimentos por convênios e aplicativos

Você sabia que, atualmente, há profissionais da Psicologia reembolsados em valores de até R$ 13 por sessão?

Essa realidade precariza as condições de trabalho e pode impactar a qualidade do cuidado em saúde mental ofertado à população.

Está em debate no Congresso Nacional uma sugestão legislativa que propõe fixar um valor mínimo para pagamento de atendimentos psicológicos via aplicativos e convênios.

É a Sugestão Legislativa (SUG) nº 12/2025, que estabelece um piso nacional de R$ 100,00 por atendimento individual em planos de saúde, por meio de convênios; e em Plataformas Digitais.

O texto também propõe reajuste anual pelo INPC e sanções para quem descumprir o valor mínimo.

A proposta está em consulta pública no site do Senado e a participação da categoria e de toda a sociedade é fundamental. Vote “SIM” à SUG nº 12/2025.

O que propõe a SUG 12/2025

A Sugestão Legislativa (SUG) nº 12/2025 estabelece um piso nacional de R$ 100,00 por atendimento individual em Planos de Saúde (convênios) e Plataformas Digitais (aplicativos).

O texto também propõe reajuste anual pelo INPC e sanções para quem descumprir o valor mínimo. A SUG 12/2025 está na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, sob relatoria da senadora Ivete da Silveira (MDB/SC).

Caso aprovada na CDH, a matéria se converte oficialmente em Projeto de Lei (PL).

Participe da consulta pública e vote SIM
A proposta está em consulta pública no site do Senado.  Um volume massivo de votos “SIM” mostra aos parlamentares a importância da proposta e a força da nossa categoria.

Aponte a câmera do seu celular para o QR Code e acesse a plataforma de consulta pública.

Vote “SIM” na consulta da SUG 12/2025.