CFP divulga resultado da seleção de pareceristas ad hoc do SAPP para 2026-2028

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulga o resultado da seleção de pareceristas ad hoc do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia (SAPP) para o período de 2026 a 2028.

Ao todo, 39 profissionais foram selecionadas(os) por meio do Edital CFP nº 5/2026. As inscrições foram recebidas até 27 de julho e o resultado do processo seletivo foi homologado pelo Plenário do CFP.

O SAPP tem como finalidade analisar a compatibilidade de práticas com o exercício profissional da Psicologia. Regulamentado pela Resolução CFP nº 15/2023, alterada pela Resolução CFP nº 18/2024, o Sistema conta, em sua composição, com conselheiras(os) do CFP, especialistas indicadas(os) pela Autarquia e especialistas ad hoc selecionadas(os) por meio de chamamento público.

Processo de seleção

Conforme estabelecido no edital, a seleção analisou aspectos como conhecimento sobre formação e atuação profissional em Psicologia e suas interfaces com outros campos; produção acadêmica qualificada ou experiência relacionada aos processos de trabalho indicados para atuação como parecerista; e o domínio de métodos e técnicas de investigação e de práticas em Psicologia.

O processo de seleção foi conduzido pela Comissão Consultiva do SAPP e o resultado homologado na 8ª Reunião Ordinária do XX Plenário do CFP, realizada nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, em Brasília/DF. A publicação no Diário Oficial da União (DOU) ocorrerá em breve.

SAPP e o fortalecimento da Psicologia

Criado pelo Conselho Federal de Psicologia em 2022, o Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia (SAPP) é um instrumento voltado à análise de práticas relacionadas ao exercício profissional da Psicologia. O SAPP busca oferecer parâmetros técnicos, científicos e éticos para subsidiar a análise sobre a compatibilidade dessas práticas com a profissão.

O processo considera, entre outros aspectos, o embasamento teórico, metodológico e técnico da prática analisada; os contextos, territórios e populações envolvidos; a observância aos princípios éticos da Psicologia e aos direitos humanos; e as estratégias utilizadas para avaliação de seus resultados. 

A atuação do Sistema contribui para qualificar as referências sobre práticas relacionadas à Psicologia e fortalecer o compromisso da profissão com o conhecimento científico, a ética e a proteção da sociedade.

Confira as lista de pareceristas ad hoc selecionadas(os):

Adriana Garritano Dourado
Ágata Cristinier Castanheda da Silva
Aine Cacozzi do Espírito Santo
Aline Daniele Hoepers
Angela Helena Marin
Ana Izabel Oliveira Lima
Andreia Costa Rabelo
Arlete Silva Acciari
Barbara Cristina Niero
Charles Cotrena
Cibele Ventura Vieira Satuf
Diego Mendonça Viana
Gilberto do Carmo Solano
Iara Senem
Iraci Gonçalves Guimarães
Jakson Luis Galdino Dourado
Jean Von Hohendorff
Jessica Maria Paixão da Silva
Jhenifer Prescilla Dias Fuzinelli
Josimar Antônio de Alcântara Mendes
Juliana Paula de Oliveira Muchiutti
Katia Nunes Sá
Leonard Almeida de Moraes
Ligia Caroline Pereira Pimenta
Linniker Matheus Soares de Moura
Luiz Eduardo Valiengo Berni
Maíra Lopes Almeida
Mariana Rambaldi do Nascimento
Marta Batista de Souza Neta
Pedro Afonso Cortez
Priscilla Messiane Santos
Rafael Lima Dalle Mulle
Raquel Icassati Almirao
Rhegysmere Myriam Rondon Alves
Rosana Teresinha D Orio de Athayde Bohrer
Stefânio Ramalho do Amaral
Tamiris da Silva Neves
Valéria Gonzatti
Yuri Bruniera Padula

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Psicologia: Ciência e Profisssão lança edital para publicação de artigos sobre Crise Climática e Racismo Ambiental

Com o objetivo de reunir estudos no campo da Psicologia que contribuam para a compreensão e o enfrentamento da crise climática e do racismo ambiental, considerando seus impactos psicossociais, éticos, políticos e territoriais, a Revista Psicologia Ciência e Profissão (PCP) lança edital para publicações de artigos para compor a futura edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) que abordará o tema “Crise Climática e Racismo Ambiental”.

O edital foi lançado e está publicado no Diário Oficial da União (DOU) e as submissões deverão ser realizadas exclusivamente por meio da plataforma da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (https://submission.scielo.br/index.php/pcp/login), de 1° a 15 de outubro de 2026.

Poderão submeter artigos: pesquisadoras/es, docentes, profissionais e estudantes, individualmente ou em coautoria, nacionais ou estrangeiros, desde que observem as Diretrizes para Autores e a Política Editorial do periódico Psicologia: Ciência e Profissão. Conheça-as clicando aqui.

As/Os autoras/es deverão possuir cadastro ORCID ativo. Quando nenhuma das autoras ou nenhum dos autores possuir graduação completa em Psicologia ou área afim, o manuscrito deverá contar com a coautoria de pessoa com formação em uma dessas áreas.

Os trabalhos devem estar relacionados aos seguintes eixos: crise climática, Psicologia e Direitos Humanos; racismo ambiental, justiça climática e desigualdades sociais; povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades de terreiro, povos ribeirinhos, defesa do território e bem viver; e políticas públicas, saúde mental e enfrentamento da crise climática.

Avaliações

Para os coeditores da PCP, este futuro número especial representa parte do reconhecimento de que a saúde mental se tece no emaranhado de histórias, memórias, relações, saberes e territórios e que o sofrimento psíquico também é produzido quando vidas, paisagens, culturas e formas de habitar a Terra são sistematicamente tornadas descartáveis. 

“A crise climática intensifica desigualdades sociais e raciais historicamente constituídas, atingindo de forma desproporcional populações racializadas, empobrecidas e sistematicamente privadas de direitos, evidenciando que seus impactos são inseparáveis das escolhas políticas, econômicas e dos processos históricos que estruturam as sociedades”, destacam as/os conselheiras/os do CFP e coeditoras/es do periódico.

Para a coeditora Miriam Alves, esta edição foi pensada a partir do reconhecimento de que a crise climática também é uma questão psicossocial, ética, política e territorial. “A proposta então é reunir produções que articulem crise climática, racismo ambiental, saúde mental, direitos humanos e defesa dos territórios, valorizando também os saberes e as experiências de povos e comunidades tradicionais”, justifica.

Alves também aponta que a edição busca contribuir para ampliar o debate da Psicologia sobre os desafios contemporâneos, evidenciando que saúde mental, território, desigualdades sociais e raciais e condições de vida estão profundamente articulados. “Para a PCP, representa também a abertura de espaço para diferentes perspectivas epistemológicas e práticas de cuidado comprometidas com a justiça climática e a defesa da vida”, aponta.

Para o coeditor Rafael Wolski as mudanças climáticas constituem um dos principais desafios contemporâneos para a saúde e para a organização das políticas públicas, produzindo impactos que ultrapassam os danos materiais e ambientais e incidem diretamente sobre as condições de vida, os modos de existência e os processos de saúde e sofrimento das populações.

“Neste sentido, esta edição foi pensada para articular a Crise Climática e Racismo Ambiental, entendendo que a crise climática não atinge as populações da mesma forma. A construção de respostas da nossa categoria diante da crise climática demanda, portanto, a visibilização de práticas territorializadas, intersetoriais e comprometidas com a equidade, a justiça climática e o enfrentamento das diferentes formas de desigualdade”, complementa Wolski.

Segundo Rafael, a Revista PCP tem um papel estratégico na publicização da produção de conhecimento para psicólogas/os e também para outras profissões. “Frente às mudanças no clima e aos sucessivos eventos críticos que temos presenciado em nosso país e no mundo, reunirmos artigos que abordem estas temáticas, nesta edição, é de extrema importância para a psicologia e para a população”.

Saiba mais acessando o Edital de chamamento para publicar na Edição Especial do periódico PCP “Crise Climática e Racismo Ambiental”.

Saiba mais:

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Leia os artigos publicados na Revista PCP em 2026

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Curso “Criança Não É Mãe” abre segunda turma para profissionais da rede de proteção a crianças e adolescentes

Estão abertas as inscrições para a segunda turma do curso de extensão Criança Não É Mãe: fortalecendo o atendimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) a vítimas de violência sexual. A formação é voltada a profissionais das diferentes áreas que atuam no atendimento, encaminhamento e proteção de crianças e adolescentes.

Gratuito, online e assíncrono, o curso permite que as pessoas participantes acompanhem as aulas de acordo com sua disponibilidade. O objetivo é qualificar a atuação articulada do SGDCA no enfrentamento da violência sexual infantil, oferecendo subsídios técnicos e teóricos para fortalecer o trabalho intersetorial dos serviços de proteção.

Realizada pela Campanha Criança Não É Mãe, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Universidade de Brasília (UnB), a iniciativa recebe inscrições até 6 de setembro. As aulas acontecem entre 14 de setembro e 31 de dezembro.

Com vagas limitadas a 1 mil participantes, as pessoas interessadas devem preencher o formulário de inscrição e aguardar um e-mail de validação contendo as para acesso à plataforma. O certificado será emitido pela UnB para quem cumprir toda a carga horária e responder ao formulário final.

Serviço

Curso: Criança Não É Mãe: Fortalecendo o Atendimento do SGDCA a Vítimas de Violência Sexual
Vagas: 1.000
Formato: online e assíncrono (12 aulas)
Período do curso: 14 de setembro a 31 de dezembro de 2026
Inscrições gratuitas: até 6 de setembro, pelo link bit.ly/InscriçãoCursoCNEM
Dúvidas e informações: criancanaoemae@gmail.com

 

com informações da Campanha Criança Não É Mãe

Participe: CFP promove roda de conversa sobre Psicologia, saúde coletiva e controle social no SUS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) convida psicólogas e psicólogos para a roda de conversa Saúde mental, equidade e democracia: contribuições da Psicologia para a saúde coletiva e o controle social no Sistema Único de Saúde (SUS), que será realizada no dia 31 de agosto, às 19h. A atividade será conduzida pela conselheira-secretária do CFP, Ana Carolina Freire.

A ação, com inscrições abertas neste link, integra a programação do PARTICIPA+: formação para o controle social no SUS, iniciativa do Conselho Nacional de Saúde (CNS), vinculado ao Ministério da Saúde, que busca promover o diálogo entre integrantes dos conselhos de Saúde, lideranças sociais, usuárias e usuários do SUS e demais pessoas interessadas na defesa da saúde pública e no fortalecimento da participação social.

Representante do CFP no CNS, Ana Carolina Freire destaca que a presença da Autarquia nesses espaços é fundamental para aproximar a Psicologia dos territórios, das experiências concretas da população e das instâncias de controle social.

“O diálogo com usuárias e usuários do SUS, trabalhadoras e trabalhadores, conselheiras e conselheiros de Saúde e movimentos sociais nos permite construir coletivamente caminhos para uma saúde mental comprometida com a equidade, a democracia e a garantia de direitos. É também uma oportunidade de reafirmarmos o compromisso da Psicologia com a transformação das condições de vida da população”, pontua a conselheira-secretária que irá dividir a condução da roda de conversa com a psicóloga Jeane Tavares. 

Com data a ser anunciada, uma segunda roda de conversa está prevista para aprofundar as reflexões sobre o tema: “O que produz saúde mental nos territórios? contribuições da Psicologia para a saúde coletiva e o controle social no SUS”. 

Serviço

Data: 31 de agosto
Horário: 19h (horário de Brasília)
Local: Google meet
Inscrições gratuitas: https://participamais.ceap-rs.org.br/rodas-de-conversa/  

CFP contribui em discussão sobre métodos projetivos 

A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) representou o Conselho Federal de Psicologia (CFP) no XII Congresso da Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos (ASBRo), realizado de 29 a 31 de julho de 2026, em Fortaleza (CE). O encontro reuniu profissionais, estudantes, pesquisadoras e pesquisadores para debater avanços científicos, técnicos, éticos e sociais no campo da avaliação psicológica.

Para a coordenadora da CCAP e conselheira federal Andréa Chamon, o congresso constituiu um importante espaço de interlocução entre o CFP e a comunidade científica e profissional da área.

“O congresso foi um importante espaço de trabalho, incidência institucional e diálogo com profissionais, pesquisadoras e pesquisadores. A participação da CCAP reafirmou o compromisso do CFP e do Plenário 2.0 com uma avaliação psicológica cientificamente fundamentada, ética, socialmente responsável e comprometida com os direitos humanos”, destaca Andréa Chamon.

Participação da CCAP no Congresso

Durante o evento, integrantes da CCAP participaram de diferentes atividades da programação, contribuindo para os debates sobre os fundamentos científicos, técnicos, éticos e políticos da avaliação psicológica.

Entre as atividades, destacou-se o workshop “Elaboração de Documentos Psicológicos”, ministrado por Andréa Chamon e pela integrante da CCAP Daiana Meregalli Schütz. A atividade discutiu os requisitos técnicos e éticos relacionados ao registro e à elaboração de documentos produzidos por psicólogas e psicólogos, considerando sua finalidade, a responsabilidade na comunicação das informações, o sigilo profissional e as normativas vigentes.

A programação também contou com uma mesa-redonda dedicada à trajetória e à importância do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), com a participação de Ana Paula Porto Noronha, Andréa Chamon e Hugo Ferrari Cardoso. Foram discutidos o processo histórico de constituição do Sistema, seu papel na avaliação da qualidade técnico-científica dos testes psicológicos e os desafios contemporâneos para o seu aprimoramento.

Na atividade, Andréa Chamon apresentou o trabalho “A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, o SATEPSI e os desafios para uma Avaliação Psicológica interseccional”. A exposição destacou que a qualidade dos testes psicológicos não pode ser reduzida aos requisitos psicométricos tradicionais, devendo contemplar também validade cultural, acessibilidade, justiça, representatividade e direitos humanos. A discussão considerou como raça, gênero, classe, deficiência e outros marcadores sociais atravessam a produção das evidências científicas, as condições de participação nos processos avaliativos e a interpretação dos resultados.

Outro eixo da participação foi o debate sobre métodos projetivos e interseccionalidade. Andréa Chamon apresentou o trabalho “Técnicas Projetivas Gráficas, Personalidade e Interseccionalidade: correlações interpretativas entre o DFH e o HTP”, no qual discutiu possibilidades de articulação entre o Desenho da Figura Humana (DFH) e o House-Tree-Person (HTP).

A apresentação problematizou interpretações universalizantes das produções gráficas e defendeu a formulação de hipóteses interpretativas situadas, integradas a outras fontes de informação e atentas aos contextos sociais, históricos e culturais das pessoas avaliadas. Também foi destacada a necessidade de ampliar os estudos normativos e as evidências de validade dos métodos projetivos, com amostras mais diversas e culturalmente representativas.

Também integrou a programação a mesa-redonda “Evidências científicas e validade dos testes projetivos”, com a participação dos integrantes da CCAP Gabriel Vitor Acioly Gomes, Vithor Rosa Franco e Ana Deyvis Santos Araújo Jesuíno. A atividade promoveu discussões sobre os fundamentos científicos, as evidências de validade e os critérios técnicos e éticos relacionados à utilização responsável dos métodos projetivos no exercício profissional.

Parecer Cofen nº 28/2026

Durante o congresso, a CCAP também realizou uma reunião de trabalho para aprofundar a análise técnica do Parecer Cofen nº 28/2026 e produzir subsídios para o acompanhamento das medidas institucionais e judiciais adotadas pelo CFP.

Em 29 de julho de 2026, o CFP ajuizou ação civil pública com pedido de tutela de urgência para tornar sem efeito o parecer do Conselho Federal de Enfermagem, que autoriza profissionais da Enfermagem a aplicarem, no âmbito da saúde mental, os Inventários de Beck de Ansiedade (BAI) e de Depressão (BDI).

“A CCAP e a equipe técnica do CFP aprofundaram a análise do Parecer Cofen nº 28/2026 e produziram subsídios técnicos para o acompanhamento e os desdobramentos das medidas adotadas pelo Conselho. Esse trabalho reafirma a defesa da avaliação psicológica como processo técnico-científico e das atribuições privativas da Psicologia”, afirma Andréa Chamon.

Sobre a CCAP

Criada em 2003, a Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica é um órgão colegiado de caráter consultivo do CFP. Compete à Comissão discutir e propor diretrizes, normas e resoluções no campo da avaliação psicológica, bem como conduzir o processo de avaliação dos testes psicológicos submetidos ao Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI).

As contribuições da CCAP subsidiam as deliberações do Conselho Federal de Psicologia e o desenvolvimento de ações voltadas à qualificação científica, técnica, ética e social da avaliação psicológica no Brasil.

CFP dialoga sobre educação democrática e implementação da Lei 13.935/2019 no 17º Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) marcou presença no 17º Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional (CONPE), realizado de 27 a 29 de julho de 2026, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em Cascavel/PR. 

Promovido pela Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), o evento teve como tema Psicologia escolar e educacional e a valorização do trabalho docente: escola presente!, incentivando reflexões, divulgação de pesquisas e proposição de ações voltadas à valorização do trabalho docente, ao fortalecimento da escola pública e ao papel da Psicologia no desenvolvimento afetivo-cognitivo de estudantes em todo o território brasileiro. 

Durante o 17º CONPE, a delegação do CFP participou de mesas, debates, painéis e minicursos voltados a integrar a produção científica às práticas cotidianas da Psicologia Escolar e Educacional, construindo pontes e fortalecendo a atuação em interface com a educação, os direitos humanos e o serviço social. 

Na cerimônia de abertura, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou a relevância histórica da especialidade e ressaltou o caráter transformador e acolhedor da atuação profissional nas instituições de ensino. A presidenta defendeu uma atuação antirracista, anticapacitista e antissexista, voltada para a garantia de direitos e para o enfrentamento das desigualdades que atravessam o cotidiano de estudantes historicamente marginalizados.

Ivani Oliveira reafirmou ainda a urgência da implementação da Lei 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogas, psicólogos e assistentes sociais nas redes públicas de educação básica, reforçando o compromisso contínuo do CFP em dialogar com gestores públicos e instâncias legislativas para fortalecer a categoria na ponta. 

“A nossa luta é por uma escola viva, acolhedora, e essa luta é diária. A presença da Psicologia na educação não vem para substituir a pedagogia, mas para somar forças na construção de um projeto emancipatório de sociedade”, pontuou a presidenta. 

No fórum Implantação da Lei 13.935/2019: Desafios para Psicologia e o Serviço Social, a conselheira federal Maria do Socorro Pimentel destacou a importância de assegurar financiamento permanente e carreiras estruturadas para o trabalho multiprofissional no cotidiano escolar. A conselheira compartilhou o diagnóstico fruto da escuta ativa promovida pelo CFP junto aos 24 Conselhos Regionais, apontando os gargalos orçamentários, a precarização dos vínculos e a necessidade de concursos públicos.

Maria do Socorro Pimentel ressaltou a atuação institucional junto ao Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei 3599/2023, que visa incluir psicólogas e assistentes sociais na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como profissionais da educação, garantindo acesso aos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Psicologia, Serviço Social e Pedagogia formam o tripé do cotidiano do chão da escola. A escola deve ser compreendida como um espaço de desenvolvimento humano integral, onde as dimensões sociais e relacionais são indissociáveis da aprendizagem”, destacou a conselheira. 

Nesse debate, a mesa Contra a exclusão social e o racismo: o compromisso ético-político da Psicologia Escolar na garantia do direito à educação reafirmou o papel da Psicologia no acolhimento e no respeito às singularidades no ambiente de ensino. Na atividade, a conselheira Maria do Socorro Pimentel destacou a dimensão ética e inclusiva da atuação profissional, enfatizando o valor do pertencimento e a promoção de uma ciência comprometida com a diversidade territorial, racial e de gênero. 

“É uma Psicologia que nós queremos para todos e todas, independente da cor da pele, da orientação sexual, da sua naturalidade e da sua territorialidade. Viva a Psicologia brasileira, viva a Educação e uma Psicologia antirracista”, salientou a conselheira. 

Formação, internacionalização, tecnologia e arte na escola

As trocas sobre a prática profissional, a formação docente e os diferentes contextos de atuação integraram a participação do conselheiro federal Daniel Melo no 17º CONPE. Na comunicação oral Sementes do amanhã: Psicologia e educação na defesa dos direitos humanos Daniel Melo abordou o compromisso ético-político e estético da profissão ao apresentar uma iniciativa que articula Psicologia e ensino de arte no contexto escolar e extraescolar, além de participar de diálogo sobre a atuação em comunidades rurais e escolas do campo.

Daniel Melo ministrou também a oficina Formação docente: cultura e arte na educação, voltada a educadoras e educadores da rede pública local. “Foi uma oportunidade de levar o conteúdo e as reflexões de uma Psicologia interseccional articulada às práticas artísticas no ambiente escolar”, ressaltou o conselheiro.

Na comunicação oral Formação em Psicologia e Desafios para o Exercício Profissional no Brasil e Portugal, voltada aos desafios da internacionalização da Psicologia, o conselheiro compartilhou a articulação realizada junto à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) para subsidiar a atuação de profissionais brasileiras(os) em Portugal e no exterior.

O conselheiro também integrou a mesa Contra a exclusão social e o racismo: o compromisso ético-político da Psicologia Escolar na garantia do direito à educação, ao lado da conselheira Maria do Socorro Pimentel, em que debateu as pautas sobre branquitude e relações de poder no ambiente escolar.

“Participei de atividades muito importantes para a Psicologia, em que se debateu a arte, o combate às desigualdades, direitos humanos e os trabalhos do psicólogo no universo escolar e educacional”, relatou Daniel Melo.

A mediação das novas linguagens tecnológicas na educação e as formas de diálogo no cotidiano acadêmico integraram as contribuições trazidas pelo conselheiro federal Rômulo Mafra. Ao participar das conversas sobre o uso construtivo de ferramentas digitais no cotidiano escolar, no fórum Psicologia, educação tecnológica e educação superior, o conselheiro destacou os impactos dessas tecnologias no relacionamento interpessoal e lembrou que a Autarquia disponibiliza materiais orientativos em seu site oficial para apoiar a categoria e a docência. 

“Discutimos a respeito dos desafios de como a Psicologia pode contribuir para o uso dessas ferramentas que passaram a integrar a Educação e têm influenciado as relações interpessoais”, destacou Rômulo Mafra. 

Compromisso com as políticas públicas e a sociedade 

Ao fazer um balanço do diálogo construído pela delegação no evento [confira galeria de fotos], a presidenta Ivani Oliveira sintetizou os eixos fundamentais que orientam o trabalho do Conselho Federal de Psicologia na interface com o campo educacional.

A presidenta reforçou que a atuação da Autarquia se justifica pela defesa da escola pública, pelo enfrentamento às desigualdades e pela garantia de uma formação profissional qualificada, crítica e engajada com os desafios da contemporaneidade. “O CFP se faz presente para que tenhamos uma Psicologia forte em defesa das políticas públicas de educação e em proteção à sociedade brasileira”, concluiu Ivani Oliveira.

 

Conselho Federal de Psicologia realiza diálogo sobre direitos e proteção social de mulheres negras

Na sexta-feira (24), a partir das 20h, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) transmite, ao vivo, um importante diálogo sobre direitos e proteção social. A atividade será realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho.

Com o tema Enfrentamento à violência de gênero e ao feminicídio: perspectivas de mulheres negras idosas, quilombolas e com deficiência, a transmissão integra as ações da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP voltadas ao debate sobre Psicologia e Mulheridades.

O encontro será mediado pelas coordenadoras da CDH e conselheiras federais Jaqueline Gomes de Jesus e Vanessa Terena. Contará com a participação da conselheira do CFP Maria do Socorro Pimentel e das convidadas Cleciane Cruz, psicóloga e especialista em Saúde Mental, Inclusão e Direitos Humanos; e Edna da Paixão, pedagoga e liderança quilombola da comunidade Sítio Boa Vista, em Afrânio (PE).

Serviço:

Enfrentamento à violência de gênero e ao feminicídio: perspectivas de mulheres negras idosas, quilombolas e com deficiência

Data: 24 de julho (sexta-feira)

Horário: das 20h às 22h (horário de Brasília)

Transmissão: Canal oficial do CFP no YouTube

36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

Neste 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos. Instituído pela Lei nº 8.069/1990, o ECA revolucionou a história do nosso País ao mudar o paradigma do cuidado, reconhecendo meninas e meninos como sujeitos de direitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, sob a responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade.

Em 2026, quando entra em vigor o chamado “ECA Digital”, esse compromisso histórico ganha contornos ainda mais complexos. A Psicologia brasileira reafirma que o princípio da proteção integral e da prioridade absoluta deve ser garantido de forma intransigente também no ambiente digital.

O ciberespaço tem se tornado palco de sérias violações, como anúncios com conotação sexual, aliciamento digital e a mercantilização de corpos infantojuvenis para fins de engajamento e lucro. Diante dessas violências, a Psicologia adota uma perspectiva crítica, ao compreender que os impactos psíquicos e sociais não atingem a todas e todos da mesma forma. Marcadores sociais como raça, gênero, classe e território intensificam as vulnerabilidades, a exemplo da histórica hipersexualização sofrida por meninas negras e indígenas no Brasil.

Para o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o enfrentamento a essa realidade exige ações estruturais e intersetoriais. No âmbito familiar e escolar, a mediação deve ser pautada na construção de vínculos de confiança, na escuta qualificada e em uma educação digital e sexual crítica, afastando posturas puramente moralistas ou punitivas que acabam por culpabilizar a própria vítima.

No plano coletivo, o CFP – que atua ativamente em espaços de controle social e na formulação de políticas públicas, como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) – defende que as plataformas transnacionais de tecnologia assumam sua responsabilidade na prevenção, moderação e resposta rápida a conteúdos violadores.

Garantir um futuro seguro, justo e digno para a infância e a adolescência é uma tarefa contínua e coletiva.

CFP dialoga sobre saúde coletiva, produção científica e o fazer profissional em congresso internacional no Maranhão

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, realizado de 22 a 26 de junho de 2026, em São Luís/MA. Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria: a saúde entre os ritmos da docência, trabalho, cultura e participação no sotaque da matraca”, a edição celebrou marcos importantes da saúde coletiva, como os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde e os 38 anos da Constituição Federal.

O CFP esteve presente em mesas-redondas e em távolas, que são espaços de debate estruturados de forma horizontal e dialógica. Esse formato foi escolhido para assegurar que múltiplos saberes científicos, populares e tradicionais se encontrassem em condições de horizontalidade e de forma circular, fortalecendo a articulação entre a produção científica da Psicologia e as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a Autarquia, o diálogo com a comunidade é essencial para o aperfeiçoamento das técnicas de intervenção profissional.

Na segunda-feira (22), a abertura das atividades destacou a participação inédita da Autarquia no congresso, com o objetivo de fortalecer esse intercâmbio e contribuir com as práticas de cuidado desenvolvidas nos territórios. A presidenta do CFP, Ivani Oliveira, pontuou que a inserção reafirma o compromisso da Psicologia como ciência da saúde coletiva.

“A presença do CFP consolida a Psicologia como uma ciência que produz respostas acadêmicas e metodológicas para os problemas do País. Estamos aqui para pautar o debate epistemológico, a validação científica de novas práticas e o rigor metodológico na produção de saberes. Defendemos que os conhecimentos tradicionais indígenas e quilombolas funcionam como tecnologias de cuidado eficazes nos territórios, que precisam ser compreendidas pela ciência para qualificar a escuta e o fazer das psicólogas e dos psicólogos na ponta”, destacou a presidenta.

Na manhã de terça-feira (23), a conselheira federal Míriam Alves coordenou a távola O que podem as revistas científicas na democratização do conhecimento? Raça e etnia como marcador na política editorial da Psicologia. Na ocasião, ressaltou os avanços implementados na Revista Psicologia: Ciência e Profissão para assegurar a equidade racial e étnica na produção científica.

“Embora não exista um guia amplamente difundido sobre equidade racial e étnica na pesquisa científica, a ‘Revista Psicologia: Ciência e Profissão’ passou a orientar autores, editores e pareceristas quanto à relevância de considerar informações sobre raça e etnia no delineamento dos estudos, na análise dos dados e na discussão dos resultados”, explicou.

Ainda na terça-feira (23), os diálogos sobre o cuidado territorializado e saberes tradicionais integraram a távola Sistemas de conhecimentos e tecnologias do cuidado: a autonomia dos povos na atenção à saúde. A atividade contou com a participação da conselheira federal e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP, Vanessa Terena, que compartilhou contribuições voltadas aos ritos e às metodologias ancestrais e comunitárias.

“Dialogamos sobre as tecnologias ancestrais e as lógicas do cuidado coletivo. É fundamental que a ciência reconheça a potência dos saberes gestados nas comunidades, integrando os conhecimentos oriundos dos territórios e da ancestralidade como bases indispensáveis para a promoção da saúde”, pontuou a conselheira.

O enfrentamento ao racismo estrutural e seus impactos na saúde mental foi o tema central da participação do CFP na quarta-feira (24). Na távola Racismo sistêmico e violação dos direitos humanos: implicações à saúde mental, Ivani Oliveira destacou o papel das orientações normativas da autarquia no combate às opressões.

“Nos reunimos com movimentos sociais e com a academia para discutir como a saúde pode intervir nesse processo de adoecimento. Levamos para o debate a Referência Técnica sobre a atuação de psicólogas e psicólogos nas relações raciais, reforçando a orientação de que a Psicologia não pode ser omissa nem conivente diante do crime de racismo”, ressaltou.

Também na quarta-feira (24), a mesa Escravidão moderna: novos tempos, novos termos, mesmos corpos analisou o mercado de trabalho contemporâneo. Ao contribuir com a atividade, o conselheiro federal Rômulo Mafra observou os reflexos da precarização laboral na saúde mental.

“Sabemos que diversas categorias profissionais, o que inclui a Psicologia, enfrentam o avanço da precarização e a degradação das condições de trabalho. São fatores que impactam diretamente a saúde mental. O CFP demarca sua posição institucional de salvaguardar a categoria e atuar de forma intransigente pela valorização profissional, em estrita consonância com o nosso Código de Ética”, pontuou o conselheiro.

Na quinta-feira (25), o cumprimento de tratados internacionais e a defesa dos direitos humanos formaram a mesa Não sou advogado, posso fazer uma denúncia à Corte Internacional dos Direitos Humanos?, sob mediação do conselheiro federal Rafael Wolski.

“É importante que a nossa categoria se aproprie dessa discussão para compreender os trâmites do Estado brasileiro e saber como recorrer às instâncias internacionais, como a Corte e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, quando esgotados os recursos internos relacionados a violações de direitos”, explicou.

Entre as contribuições voltadas ao tema, o CFP distribuiu exemplares das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas (os) na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres. Além disso, Rafael Wolski sugeriu a leitura do Relatório de Inspeção Nacional: Desinstitucionalização dos Manicômios Judiciários, publicação de 2025 fruto de articulação do Sistema Conselhos de Psicologia com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento apresenta um panorama sobre o processo de fechamento e as condições atuais dessas instituições no País.

No campo da sustentabilidade, a távola Entre águas, matas, cidades e saberes: narrativas da promoção e proteção do bem-viver contou com a presença do conselheiro federal Leandro Rosa, que dialogou sobre a atuação da Psicologia junto às populações da Amazônia e comunidades tradicionais. Na oportunidade, houve a distribuição das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) Junto aos Povos Indígenas.

“Pensamos práticas de cuidado a partir de múltiplas perspectivas territoriais. Em um cenário de crises socioambientais que frequentemente impõem sofrimento, a articulação com movimentos sociais, povos indígenas e comunidades tradicionais é fundamental para tecermos redes de proteção e promoção do bem-viver”, relatou.

Encerrando as atividades transversais com participação da delegação do CFP na quinta-feira (25), a távola Violência de gênero e feminicídio: rompendo o silêncio e salvando vidas contou com a mediação da conselheira-secretária do CFP, Ana Carolina Freire, e com a distribuição das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência, disponível em português e espanhol.

“O espaço propiciou o debate e a distribuição da Referência Técnica para a categoria. Discutimos a importância do recorte interseccional para compreender quem são as mulheres em situação de violência, abordando as realidades de mulheres negras, trans e com deficiência, bem como o impacto dessas vulnerabilidades na forma como vivenciam essas opressões”, concluiu.

A “Revista Psicologia: Ciência e Profissão”, o “Relatório de Inspeção Nacional: Desinstitucionalização dos Manicômios Judiciários” e as Referências Técnicas produzidas pelo Centro de Referência em Políticas Públicas de Psicologia (CREPOP), mencionadas ao longo da cobertura, estão disponíveis para download gratuito no site do CFP, na seção de Publicações.

Psicologia, direitos e diversidade

Em paralelo à programação do congresso, o CFP participou na segunda-feira (22), também em São Luís, do evento Psicologia, Direitos Humanos e Diversidade: práticas éticas no cuidado à população LGBTQIA+.

Promovido pelo Conselho Regional de Psicologia do Maranhão (CRP-22) em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o encontro promoveu trocas sobre os desafios da profissão no enfrentamento à LGBTfobia e na promoção da saúde mental.

A conselheira federal Vanessa Terena dividiu a mesa de abertura com a presidenta do CRP-22, Ana Letícia Lima. Na ocasião, a representante do CFP destacou a nova campanha da CDH, que abordará as realidades e desafios enfrentados por pessoas indígenas LGBTQIA+.

O evento contou ainda com a contribuição de Luara Matos, integrante da CDH do CFP, que participou da mesa de diálogos “A Psicologia no combate à LGBTfobia”.

CFP atua no Conselho Nacional de Saúde para qualificar a formação de futuras e futuros profissionais da Psicologia no SUS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, em Brasília/DF, da 237ª Reunião Ordinária da Comissão Intersetorial de Relações de Trabalho e Educação na Saúde (CIRTES), colegiado integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Realizada nos dias 30 de junho e 1º de julho, a atividade ocorreu de forma conjunta com a Câmara Técnica do Eixo 2, focada na Formação de Graduação, espaço em que o CFP atua como titular e participante ativo das discussões.

A CIRTES se constitui como espaço de participação política, deliberativa e estratégica e assessora diretamente o CNS no aperfeiçoamento das diretrizes que regem a educação e as relações de trabalho na saúde no Brasil. Para subsidiar sua atuação, a estrutura conta com o suporte da Câmara Técnica. Essa instância é responsável por aprofundar análises e emitir pareceres que fundamentam as deliberações da comissão, que se organiza nos eixos de nível médio, graduação e pós-graduação.

No encontro, o CFP foi representado pelo psicólogo Pedro Figueiredo, doutor em Psicologia Social e professor adjunto no Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Com uma trajetória voltada a pesquisas sobre sofrimento psíquico escolar, relações étnico-raciais, práticas discursivas e intervenções interdisciplinares, o docente demarca a continuidade da contribuição técnica e ética do CFP na avaliação de temas estratégicos e na análise de políticas, programas e ações em desenvolvimento no âmbito do Governo Federal.

O representante destaca que a atuação do CFP na Câmara Técnica do Eixo da Graduação consiste em avaliar os processos de abertura e de reconhecimento dos cursos de Psicologia em todo o território nacional. “Nossa função é observar se as propostas estão de acordo com as diretrizes curriculares nacionais da Psicologia e se atendem às normas de formação a partir dos princípios do SUS. Sendo a nossa categoria uma das que possui maior inserção de trabalhadoras e trabalhadores dentro da Atenção Primária à Saúde, assegurar que os cursos aprovados estejam alinhados à saúde pública é algo essencial”, pontua.

Pedro Figueiredo ressalta que o espaço fortalece o acompanhamento contínuo das ofertas de ensino, proporcionando subsídios para que as futuras profissionais e os futuros profissionais da Psicologia iniciem suas trajetórias com uma visão crítica e humanizada. “Garantir a qualidade da graduação reflete diretamente no cuidado oferecido à sociedade e na consolidação de uma rede de assistência qualificada”, reforça.

Este foi o terceiro encontro ordinário de 2026 a contar com a presença da representação da autarquia, consolidando uma agenda contínua de diálogos iniciada no primeiro semestre. Nas reuniões anteriores, ocorridas em fevereiro e abril, o CFP contribuiu ativamente no planejamento das ações estratégicas da comissão para este ano, incluindo a elaboração do Plano de Ação da CIRTES e a construção de minutas de produtos institucionais articuladas junto à Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (COFIN/CNS).