CFP divulga resultado dos editais de patrocínio e apoio institucional

Com o objetivo de fortalecer a produção e a disseminação de conhecimento em Psicologia, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) vai apoiar treze projetos a serem realizados nas cinco macrorregiões brasileiras no segundo semestre de 2026. Essas iniciativas foram escolhidas entre as 30 inscritas por meio dos editais CFP nº 3/2026 e CFP nº 4/2026.

Os editais publicados no dia 13 de abril de 2026 previam duas modalidades de fomento: patrocínio, com aporte financeiro, e apoio institucional, com o auxílio em atividades como a confecção de materiais de divulgação e a locação de equipamentos. O CFP recebeu 24 candidaturas para patrocínio e 6 candidaturas para apoio institucional. A dotação orçamentária para os editais e o cronograma de divulgação dos resultados foram retificados no Diário Oficial da União no dia 26 de junho de 2025.

As propostas selecionadas vão promover debates em todo o Brasil em temas relativos à defesa dos direitos humanos e ao desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão. Entre os temas contemplados estão prevenção e posvenção do suicídio, psicologia escolar e valorização do trabalho docente, enfrentamento às violências de gênero, entre outros. Confira as organizações e os projetos contemplados nas modalidades de apoio institucional e patrocínio.

Apoio Institucional

– Associação Brasileira de Estudos em Psicologia do Esporte e Exercício – ABEPEEx 

XXI Congresso Brasileiro e XIV Congresso Internacional de Psicologia do Esporte e do Exercício, Caxias do Sul/RS

– Associação Brasileira de Psicologia Política – ABPP 

Seminário “Resistências Democráticas, Alternativas Populares e os Contextos da Crise Climática e dos Conflitos Socioambientais”, Porto Seguro/BA

Patrocínio

– Agência de Desenvolvimento Econômico e Social dos Inconfidentes e Alto Paraopeba – ADESIAP 

Fórum de Psicologia, Saúde Mental e Enfrentamento às Violências de Gênero, Itabirito/MG

– Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio – ABEPS

VI Congresso Brasileiro de Prevenção do Suicídio, Petrópolis, RJ

– Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE 

XVIII Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional, Cascavel/PR

– Associação Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento – ABPD 

XIV Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, São Carlos/SP

– Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos – ASBRO

XII Congresso da Associação Brasileira de Rorschach e Métodos Projetivos,  Fortaleza, CE

– Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO 

10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, Manaus/AM 

– Associação Grupo Aquilah de Cultura Popular 

I Seminário Nacional de Saúde da População Negra e Ancestralidade, Rio de Janeiro/RJ

– Instituto Aprender Vivo

Simpósio: Violências, Redes de Cuidado e Práticas Sociais, São Paulo/SP

– Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho – SBPOT 

XII Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho, Salvador/BA

– Universidade Católica de Brasília – UCB 

VI Seminário Internacional Sociedade, Saúde Mental e Cultura, Brasília/DF 

– Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL 

II Encontro Nacional do Cuidado em Liberdade, Maceió/AL

Câmara dos Deputados conclui Redação Final do PL das 30 horas e proposta segue para o Senado

A luta pela jornada de até 30 horas semanais para psicólogas e psicólogos conquistou, nesta quarta-feira (1/7), mais um importante avanço no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados concluiu a votação da Redação Final do Projeto de Lei nº 1.214/2019, encerrando a tramitação da proposta naquela Casa Legislativa antes do envio ao Senado Federal.

A proposição foi o primeiro item apreciado na pauta, que reuniu outras 46 matérias. Com a aprovação da Redação Final, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara deverá providenciar a autuação e o envio formal do autógrafo ou ofício à Casa revisora, o Senado Federal, conforme o rito legislativo.

O PL nº 1.214/2019 altera a Lei nº 4.119/1962, que regulamenta a profissão de psicóloga(o), para fixar a duração do trabalho de profissionais da Psicologia em até 30 horas semanais. A proposta é de autoria das deputadas federais Erika Kokay (PT/DF) e Natália Bonavides (PT/RN).

Vitória construída pela mobilização da categoria

A conclusão da tramitação na Câmara representa um marco na trajetória de mobilização da Psicologia brasileira pela valorização profissional. Em maio, o projeto foi aprovado de forma unânime na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, com parecer favorável do relator, deputado Helder Salomão (PT/ES).

Na ocasião, a mobilização reuniu psicólogas(os), entidades representativas e conselheiras(os) do Sistema Conselhos de Psicologia, em uma ampla ação de incidência pela aprovação da pauta. A atuação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) incluiu diálogo com parlamentares, acompanhamento da tramitação e mobilização da categoria em defesa das 30 horas.

Ao longo de sua tramitação na Câmara, o PL passou por comissões temáticas, entre elas a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público; a Comissão de Seguridade Social e Família; a Comissão de Finanças e Tributação; e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Próxima etapa: Senado Federal

Com a conclusão da Redação Final pela Câmara, a matéria deverá ser encaminhada ao Senado Federal, onde terá início uma nova fase da tramitação legislativa.

Ao chegar ao Senado, o projeto será distribuído pela Presidência da Casa às comissões competentes para análise. Depois dessa etapa, o texto seguirá para apreciação em Plenário. Se for aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. Caso receba modificações, retornará ao Plenário da Câmara dos Deputados para nova deliberação.

O CFP seguirá acompanhando de perto cada etapa desse processo e atuando institucionalmente pela aprovação da jornada de até 30 horas semanais para psicólogas e psicólogos independentemente do vínculo empregatício.

Assim que o projeto for efetivamente recebido pelo Senado Federal, o CFP divulgará, em seus canais oficiais, orientações e estratégias de mobilização para que toda a categoria possa fortalecer essa importante luta.

Acompanhe os canais do CFP e fique atenta(o) às próximas convocações.

Jornada de até 30h: a luta agora é no Senado!

CFP recebe inscrições de pareceristas ad hoc para o Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia

Estão abertas as inscrições para pareceristas ad hoc do SAPP – o Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia. O SAPP reúne especialistas para avaliar a compatibilidade científica e ética de práticas no âmbito do exercício profissional da Psicologia. Avalia práticas em áreas como ensino e aprendizagem, gestão de pessoas, prevenção de doenças e promoção da saúde, intervenções clínicas, avaliação psicológica, orientação e aconselhamento, mediação de conflitos, processos organizativos de coletivos sociais e políticas de proteção social e desenvolvimento.

Psicólogas(os) interessadas(os) em atuar como pareceristas entre 2026 e 2028 são bem-vindas(os) a se inscreverem até 27 de julho de 2026 pelo formulário eletrônico. Estas(es) devem ter inscrição regular e ativa em um Conselho Regional de Psicologia (CRP) e, no mínimo, dez anos de atuação comprovada ou título de doutorado em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). As regras do processo seletivo para pareceristas no SAPP foram divulgadas no Diário Oficial da União no Edital CFP nº 5/2026.

A seleção será realizada pela Comissão Consultiva do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise da Compatibilidade de Práticas com a Psicologia – SAPP. O resultado da seleção será divulgado até 31 de agosto de 2026no site do Conselho Federal de Psicologia (www.cfp.org.br).

Sistema Conselhos de Psicologia mobiliza categoria na Semana da Diversidade em São Paulo

Uma mobilização para o fortalecimento da atenção à saúde, da despatologização das identidades e do enfrentamento às opressões e violências motivadas por preconceito de gênero e orientação sexual marcou a atuação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-06/SP) e de representantes de Conselhos Regionais de todo o país na Semana do Orgulho e da Diversidade LGBTQIA+.

Realizada de 3 a 7 de junho em São Paulo, a programação articulada do Sistema Conselhos de Psicologia reuniu, ao longo desses cinco dias, mesas de diálogo, encontros interinstitucionais, atividades de incidência política e manifestações culturais. A iniciativa refletiu o alinhamento técnico, científico e político da Psicologia com a consolidação de práticas profissionais comprometidas com a garantia de direitos e a dignidade dessa população.

A abertura da semana ocorreu no Museu da Diversidade Sexual, no dia 3, com o painel sobre saúde mental, cultura, arte e memória, que debateu a importância das manifestações artísticas como ferramentas essenciais à promoção do bem-estar. A atividade foi conduzida pela presidenta do CFP, Ivani Oliveira, e contou com a participação do conselheiro federal Zeca Carú de Paula.

Nesse debate, Ivani Oliveira enfatizou a trajetória histórica da profissão na garantia de direitos e o compromisso com a saúde integral de todas as configurações familiares. “Nós já sabemos que a Psicologia brasileira promove há muitas décadas o direito de as pessoas amarem, serem respeitadas, de fazerem parte de uma sociedade com participação cidadã. Nossa profissão deve incidir permanentemente para que todas e todos possam viver em liberdade, com respeito e com muito amor”, afirmou.

Zeca Carú de Paula contextualizou a importância de um acolhimento clínico atento às diversidades e trajetórias, reiterando que o direito à saúde mental digna pressupõe considerar a singularidade de cada narrativa. “O nosso trabalho consiste na escuta e faz parte da construção e da elaboração de um dizer de si a prática da fabulação, da criação. Modos de dizer da própria experiência e da própria vida”, pontuou.

O conselheiro do CFP integrou, também, uma roda de conversa sobre narrativas literárias e experiências das transmasculinidades, promovida pelo Trans_borda Impacto Social no dia 5. Na ocasião, Zeca Carú reforçou que a escuta de experiências ajuda a construir orientações mais qualificadas para a atuação de psicólogas e psicólogos. “O objetivo é compreender as demandas narradas pelas pessoas transmasculinas para construir ações alinhadas às necessidades dessa população com a Psicologia brasileira, orientando práticas cada vez mais éticas, dignas e científicas”, completou.

Na 25ª Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, no dia 4, a comitiva do Sistema Conselhos esteve presente no estande institucional do CFP, consolidado como um ponto estratégico de orientação, aproximação, acolhimento, troca de conhecimento e distribuição de publicações técnicas para profissionais e entidades parceiras. Na oportunidade, a conselheira federal Andréa Chamon ressaltou a importância de “atuar na salvaguarda dos direitos humanos e de todas as subjetividades, destacando o direito de as pessoas viverem em liberdade”.

No espaço institucional do CRP-06/SP, representantes do Sistema Conselhos que pertencem à comunidade e atuam diretamente nas demandas LGBTQIA+ iniciaram, no dia 5, o planejamento de ações articuladas na atividade “Psicologia com Diversidade: Sexualidades e Gêneros”. A conselheira e secretária da Secretaria de Orientação e Ética (SOE) do CFP, Liliane Martins, explicou que esse modo de organização potencializa as respostas da profissão aos desafios cotidianos. “É muito importante pensarmos, enquanto profissionais da Psicologia, sobre como contribuir com o fortalecimento da saúde mental da população LGBTQIA+”, destacou.

Liliane Martins também acompanhou, no dia 3, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o lançamento da cartilha do I LesboCenso Nacional, em que a construção mapeou as múltiplas vivências e vulnerabilidades das mulheridades lésbicas. “A cartilha, fruto de pesquisa acadêmica transformada pelo poder público em ferramenta de acolhimento social, supre uma lacuna documental e constitui o entendimento de que são necessárias políticas públicas dedicadas às mulheres lésbicas no Brasil”, pontuou.

O CFP contribuiu para as discussões sobre a violência algorítmica nas plataformas digitais contra vidas LGBTQIA+, promovidas por pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), em debate realizado no dia 5, na Livraria MegaFauna. Na atividade, a conselheira e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP, Jaqueline Gomes de Jesus, ressaltou que “é fundamental que profissionais da Psicologia ampliem seu escopo de trabalho a partir da apropriação das discussões sobre como as plataformas digitais e os sistemas de inteligência artificial podem interferir na circulação de conteúdos ligados à diversidade sexual e de gênero”.

No dia 6, Jaqueline Gomes de Jesus também representou a autarquia na 8ª Ação Transada, organizada pela Rede Trans Brasil. Com foco no diálogo frente às realidades de travestis e transexuais, a conselheira defendeu a expansão da participação democrática desses grupos nas instâncias de representação política.

A presença da Psicologia na Semana da Diversidade se estendeu às manifestações públicas na Avenida Paulista, com a participação na 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, no sábado, 6 de junho e na 30ª Parada do Orgulho LGBT+, no domingo, 7 de junho.

Confira o álbum de fotos.

CFP toma posse no CNAS e reafirma compromisso com a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores da assistência social

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) tomou posse no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para o biênio 2026-2028 e retorna ao colegiado no segmento de entidades e organizações das trabalhadoras e dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A cerimônia fez parte da programação da 349ª Reunião Ordinária do CNAS, realizada de 10 a 12 de junho, em Brasília/DF.

Representado pela conselheira federal do XX Plenário e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos, Vanessa Terena, o CFP demarca a continuidade do compromisso ético, científico e político da Psicologia com o controle social e a consolidação do SUAS como política pública estruturante da proteção social no Brasil.

“Nossa profissão está presente em todo o Sistema Único de Assistência Social, atuando na garantia de direitos, no fortalecimento de vínculos comunitários e na construção de respostas às diversas formas de vulnerabilidade e exclusão social”, pontua a conselheira.

Vanessa Terena destaca que reconhecer a presença da categoria na assistência social possibilita a promoção de melhores condições de trabalho e reforça o entendimento da Psicologia de que “é essencial fornecer subsídios para que as psicólogas e os psicólogos atuem de maneira ética, crítica e qualificada, superando os desafios históricos, políticos e metodológicos que marcam a trajetória da assistência social no País”.

A conselheira do CFP acrescenta que o cuidado com as trabalhadoras e os trabalhadores do SUAS incide diretamente na qualidade do serviço prestado à população. “Como reflexo desse processo, a Psicologia qualifica sua escuta e cuidado, contribuindo para maior resolutividade frente às demandas da sociedade. Esse avanço deve observar as individualidades e subjetividades de cada pessoa atendida, consolidando o SUAS como um instrumento efetivo de promoção de direitos, cidadania e autonomia social”, conclui.

Contribuições da Psicologia 

Criado há pouco mais de 30 anos pela Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993), o CNAS atua diretamente no controle social e no aperfeiçoamento da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Suas atribuições incluem a regulação dos serviços e benefícios do SUAS nos âmbitos público e privado, a convocação da Conferência Nacional, bem como a análise e aprovação das propostas e contas orçamentárias do setor.

No fortalecimento desse cenário, a atuação do CFP ganhou um capítulo importante no ano passado, quando realizou uma conferência livre voltada à gestão do trabalho e à saúde mental das profissionais e dos profissionais que atuam na assistência social (assista à abertura e a deliberação das propostas). Os diálogos geraram propostas à 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, com foco em ações permanentes de superação do assédio moral, na instituição de um programa nacional de valorização (com piso salarial justo, plano de carreiras e jornada de até 30 horas) e na implementação de canais digitais para ampliar a participação popular.

A articulação contínua junto ao CNAS tem consolidado avanços na garantia de direitos, como defesa da representatividade da trabalhadora e do trabalhador e o posicionamento firme a favor do financiamento exclusivo de equipamentos regulamentados, em contraposição às comunidades terapêuticas. O CFP participou ativamente da construção de normativas sobre equipes mínimas no SUAS, a erradicação do trabalho infantil e a regulação das relações com o Sistema de Justiça, trajetória que rendeu à Autarquia, em 2023, a menção honrosa no Prêmio Mérito CNAS Simone Albuquerque.

Atualmente, o CFP, por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (Conpas), organiza a 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no SUAS, que está com inscrições abertas e ocorrerá entre 4 de setembro e 31 de outubro, nas cinco regiões brasileiras. Com o tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, o evento se constitui como um espaço estratégico de intercâmbio técnico e científico.

No âmbito do Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), o CFP também desenvolve orientações éticas, científicas e técnicas, como as Referências Técnicas para atuação de psicólogas e psicólogos em políticas públicas para a população em situação de rua, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS).

No site da Autarquia também estão disponíveis as publicações Como as psicólogas e os psicólogos podem contribuir para avançar o SUAS (2ª edição), Parâmetros para a atuação de assistentes sociais e psicólogos na política de assistência social, e o guia sobre o Serviço de Proteção Social a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, Abuso e Exploração Sexual e suas Famílias.

SAPP: CFP realiza cerimônia de posse da nova comissão consultiva do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia

Nova composição atuará até 2028

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, em 28 de maio, a cerimônia de posse da nova comissão consultiva do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia(SAPP). A conselheira federal Gigi Saboya será a coordenadora da comissão consultiva para o mandato correspondente a 2026/2028. A comissão também contará com a contribuição da conselheira do CFP Andréa Regina Marques Chamon, do conselheiro do CFP Daniel Caldeira de Melo, de Erick da Silva Vieira e de Mônica Lima de Jesus.

Durante a solenidade, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou a importância do Sistema para dar segurança à categoria em sua atuação cotidiana, enfatizando que  o SAPP não possui caráter policialesco, mas representa uma ferramenta que busca construção coletiva e um amplo diálogo técnico para desenvolver suas análises.

A conselheira Gigi Saboya propôs que a comissão consultiva busque se aproximar da categoria, e não apenas de práticas hegemônicas, mas de epistemologias e saberes diversos. Defendeu também que o SAPP siga apoiado nos princípios do Código de Ética, da responsabilidade social e dos direitos humanos. 

Sobre o SAPP

Regulamentado por meio da Resolução CFP 15/2023 (alterada pela Resolução CFP 18/2024), o SAPP tem por finalidade a análise da compatibilidade de práticas com o exercício profissional da Psicologia. Para seu funcionamento, o Sistema conta, em sua composição, com representação de conselheiras(os) do CFP,  especialistas indicadas(os) pela Autarquia e especialistas ad hoc, selecionadas por chamamento público.

Em maio, o Conselho Federal de Psicologia lançou o Edital CFP nº 5/2026  para a seleção de pareceristas ad hoc. Conforme critérios estabelecidos no edital, candidatas(os) psicólogas(os) devem ter inscrição regular e ativa no respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP) com, no mínimo, dez  anos de atuação comprovada. No caso de pesquisadoras(es) graduadas(os) em Psicologia, é necessário apresentar título de doutorado em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). 

As inscrições podem ser realizadas entre 22 de junho e 27 de julho de 2026. Clique aqui para obter mais informações.

CFP promove debate sobre os desafios da luta antimanicolonial no País

Participantes destacaram o financiamento de instituições de caráter asilar como um novo modelo de perpetuação dos manicômios

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, no dia 19 de maio, um diálogo digital para debater  os desafios atuais da luta antimanicomial e antiproibicionista no País, marcando a agenda institucional do CFP em alusão ao 18 de maio – Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A conselheira-presidenta do CFP, Ivani Oliveira, abriu o evento destacando que, em um projeto de sociedade baseado na dignidade humana, a liberdade é uma condição fundamental para o cuidado em saúde mental. “Nenhuma prática de exclusão, segregação, violência institucional ou encarceramento pode ser confundida com atenção em saúde mental”, afirmou.

A conselheira federal Gigi Saboya seguiu com a mediação da roda de conversa, ressaltando que a luta antimanicomial se mostra viva em várias cidades brasileiras, mas apontando que, pelo tempo que a Lei 10.216/2001 existe, a expectativa era de que a implementação da reforma psiquiátrica estivesse mais avançada. Alertou que há ainda um subfinanciamento de serviços substitutivos, que contrasta com o financiamento de comunidades terapêuticas.

Na mesma perspectiva, o conselheiro federal Cristiano de Jesus Andrade também problematizou o financiamento público em relação a modelos de cuidado excludentes, como as comunidades terapêuticas, que considera como uma manutenção da segregação e da violência, e defendeu o compromisso com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e o cuidado em liberdade. Destacou ainda que a participação de psicólogas e psicólogos nos conselhos de saúde é fundamental para garantir a responsabilidade técnica e ética nos serviços de cuidado em liberdade financiados pelo Estado. “É fundamental monitorar a alocação dos recursos públicos municipais e estaduais nos conselhos de saúde para evitarmos o financiamento dos modelos segregadores”, reforçou.

A conselheira do CFP Vanessa Terena chamou atenção para os recortes raciais que existem na luta antimanicolonial. Explicou que o cuidado em saúde mental tende a ser mais violento contra sujeitos cujas identidades estão à margem da sociedade, desconhecidas e silenciadas, mencionando os povos indígenas. Problematizou de onde vem e a que serve o conceito de loucura, citando que ele já foi historicamente utilizado para isolar e segregar pessoas indígenas com práticas culturais tidas como desordeiras a partir de parâmetros não indígenas. “Eu gostaria de citar o Reformatório Krenak e a Fazenda Guarani, grandes marcos de tentativas de ‘tratamento’, que nada mais eram do que presídios, durante a ditadura militar, para ‘cuidar’ das pessoas indígenas que eram vistas como desordeiras”, lembrou.

Marta Elizabete de Souza, do Fórum Mineiro de Saúde Mental e integrante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA), enfatizou que não há diferença entre manicômios e comunidades terapêuticas, instituições desterritorializadas, que isolam e segregam, além de praticar ações de tortura. Apontou que parte do movimento de fechamento de manicômios judiciários não tem significado uma real desinstitucionalização de pacientes, mas tem sido feita a partir de uma “transinstitucionalização”, a transferência de pessoas de manicômios judiciários a comunidades terapêuticas e hospitais psiquiátricos. Marta defendeu processos de desinstitucionalização que promovam uma inserção verdadeira de pacientes nos territórios e comunidades, com o apoio de serviços de saúde mental. “O primeiro desafio é a recomposição pelo Ministério da Saúde dos serviços de saúde mental, que estão extremamente defasados”, enfatizou.

Raquel Gouveia, professora de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da Frente Nacional de Negras e Negros da Saúde Mental (FNNNSM),  ressaltou que, em um contexto de disputa do fundo público, na qual os manicômios e sua perspectiva de enclausurar e destituir a identidade das pessoas têm se atualizado em outras instituições, é preciso fortalecer a defesa do tripé da seguridade social – saúde, assistência e previdência – para que a população tenha condições de vida adequadas e não precise dar conta de todos os problemas no âmbito da saúde mental. Ressaltou também a importância da defesa da redução de danos como estratégia de cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS), não só em serviços especializados como os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS-AD), mas também na atenção primária. “Estamos lutando para pensar em uma perspectiva antiproibicionista, que tenha a redução de danos como estratégia de cuidado”, afirmou.

Sandra Mara Lopes da Silva, do Fórum Gaúcho de Saúde Mental e integrante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA),compartilhou relato  sobre sua história de vida como ex-moradora de um manicômio. Sandra foi internada aos 17 anos no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, onde morou por dez anos e sofreu vários tipos de violência. Saiu desse hospital porque havia engravidado e só depois disso conheceu um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a partir do qual considera que passou a ser tratada como uma cidadã e pessoa de direitos, com acesso a oportunidades de desenvolvimento. Sandra relatou ter sido internada 92 vezes ao longo dos anos, mas está há 21 anos sem internações, cuidando de um filho autista, que nunca foi internado. “Enquanto eu tiver forças para lutar contra o manicômio, meu filho não vai conhecer essa modalidade. Eu sempre digo que ele é um sujeito de direitos, que as pessoas não têm que excluir”, concluiu.

Confira a íntegra do debate no vídeo no canal do CFP no YouTube.

Mobilização nacional e defesa da RAPS

Além do diálogo e das reflexões propostas na Roda Sobre Desafios Atuais da Luta Antimanicolonial e Antiproibicionista, o CFP também marcou presença nas mobilizações no Dia Nacional da Luta Antimanicomial por meio da participação, no dia 18 de maio, em um ato público em defesa da saúde mental, da Reforma Psiquiátrica e do cuidado em liberdade, realizado em frente ao Palácio do Buriti, sede do poder executivo do governo do Distrito Federal, na capital federal. 

Iniciativa do Fórum Revolucionário Antimanicomial do Distrito Federal, organização que atua em defesa da luta antimanicomial e do cuidado em liberdade, a manifestação teve como objetivo reafirmar os princípios da Lei nº 10.216/2001, que instituiu a Reforma Psiquiátrica no Brasil, em um contexto de defesa intransigente da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos serviços territoriais e comunitários, e reivindicar o fim de retrocessos nas políticas públicas que garantem cuidado em liberdade e direitos. 

“O CFP tem uma posição histórica pelo cuidado em liberdade e pela democracia. Acreditamos que a política pública brasileira deve seguir a lei e, portanto, financiar dispositivos substitutivos aos manicômios, como unidades de acolhimento, CAPS 3, leitos em hospitais gerais e centros de convivência, que efetivamente promovem a cidadania nos territórios”, destacou a vice-presidenta do CFP, Thessa Guimarães, representante da autarquia no ato público.

Psicologia participa da Semana do Orgulho e da Diversidade LGBTQIA+ em São Paulo

De 3 a 7 de junho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) e representantes de Conselhos Regionais de Psicologia de todo o País participam da Semana do Orgulho e da Diversidade LGBTQIA+, na capital paulista. Sob o mote orientador “Psicologia acolhendo todas as cores e subjetividades: saúde mental se faz com respeito e liberdade”, a ação convoca a categoria e a sociedade para uma mobilização ativa em defesa da diversidade, da vida e da democracia.

A presença do Sistema Conselhos de Psicologia no evento marca a atuação em rede voltada à articulação, ao cuidado e à promoção de direitos fundamentais, reiterando o compromisso ético, científico e político dessa ciência e profissão com a saúde mental, o acolhimento das diferentes subjetividades e o respeito às especificidades de gênero e orientação sexual.

Ao longo de cinco dias, a programação institucional unificada reunirá mesas de debates, fóruns de diálogo interinstitucional, atividades de incidência política, além de manifestações culturais.

Acompanhe a programação completa das atividades, os locais de realização e participe com o Sistema Conselhos de Psicologia.

3 DE JUNHO (QUARTA-FEIRA)

Atividade 1

Mesa de lançamento: Cartilha de Incidência Política e Oficina – Etapa Sudeste / I LesboCenso Nacional

  • Horário: das 17h às 19h

  • Local: Apeoesp – Praça da República, 282, Centro

  • Participação: Liliane Martins (Conselheira do CFP)

  • Acesso: Aberto ao público

Atividade 2

Mesa de debates no Museu da Diversidade de São Paulo: Saúde mental, cultura, arte e memória

  • Horário: das 19h às 21h

  • Local: Museu da Diversidade Sexual – Estação República do Metrô

  • Participação: Ivani Oliveira (Presidenta do CFP), Zeca Carú (Conselheiro do CFP) e Gabriel Basílio (CRP-06)

  • Pessoas convidadas: Manu Monteiro (CRP-02) e Ayô Tupinambá

  • Acesso: Aberto ao público

 4 DE JUNHO (QUINTA-FEIRA)

Atividade 1

Estande da Psicologia na 25ª Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+

  • Horário: das 10h às 20h

  • Local: Vale do Anhangabaú – Centro Histórico

  • Participação: Representantes do CFP, do CRP-06 e do Sistema Conselhos

  • Pessoas convidadas: Juliana Alves de Oliveira (OAB-SP), Victor Henrique Grampa (Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB seccional SP) e Gualoy Guarani Kaiowá (Liderança indígena da Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá – JUIND GK)

  • Acesso: Aberto ao público, mediante retirada de ingressos na plataforma Sympla

 5 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA)

Atividade 1

Psicologia com Diversidade: Sexualidades e Gêneros

  • Horário: das 9h às 16h

  • Local: CRP-06 – Rua Arruda Alvim, 89, Jardim América

  • Acesso: Restrito. Atividade destinada a representantes do CFP, CRP-06 e delegações do Sistema Conselhos de Psicologia

  • Pessoas convidadas: Gualoy Guarani Kaiowá (Liderança indígena da Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá – JUIND GK) e Alexandre Lima Passarello (Parada LGBTQIA+ SP)

Atividade 2

Transborda – Mesa: Autores transmasculinos em debate + Sarau Trans

  • Horário: das 17h às 19h30

  • Local: Sede Transborda – Rua Brigadeiro Galvão, 549, Barra Funda

  • Participação: Zeca Carú (Conselheiro do CFP)

  • Acesso: Aberto ao público

Atividade 3

Violência algorítmica e vidas LGBTQIAPN+: Debate com pesquisadoras

  • Horário: às 17h

  • Local: Livraria MegaFauna – Edifício Copan

  • Participação: Jaqueline Gomes de Jesus (Conselheira do CFP e coordenadora da CDH)

  • Acesso: Aberto ao público

 6 DE JUNHO (SÁBADO)

Atividade 1

Psicologia Brasileira na 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo

  • Horário: às 13h (Concentração)

  • Local: MASP – Avenida Paulista

  • Participação: Representantes do CFP, do CRP-06 e do Sistema Conselhos

  • Acesso: Aberto ao público

Atividade 2

VIII Ação Transada da Rede Trans Brasil – Mesa: Perseguição conservadora às Pessoas Travestis e Transexuais – atual conjuntura política e estratégias de fortalecimento de direitos

  • Horário: às 15h

  • Local: Rua Pedro Américo, 52, República

  • Participação: Jaqueline Gomes de Jesus (Conselheira do CFP e coordenadora da CDH)

  • Acesso: Aberto ao público

7 DE JUNHO (DOMINGO)

Atividade 1

Psicologia Brasileira na 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

  • Tema: “A rua convoca, a urna confirma”

  • Horário: às 10h (Concentração)

  • Local: Avenida Paulista

  • Participação: Representantes do CFP, do CRP-06 e do Sistema Conselhos

  • Acesso: Aberto ao público

Psicologia e Mulheridades: seminário nacional em Cuiabá debate cuidado voltado às existências plurais

Romper com perspectivas hegemônicas e tensionar bases eurocêntricas para construir uma Psicologia que faça sentido no chão do território brasileiro, enquanto alicerce para uma atuação ética e científica na superação das violências de gênero. Esse foi o eixo orientador do 1º Seminário Nacional Psicologia e Mulheridades, realizado entre 8 e 9 de maio, em Cuiabá/MT, pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH), em parceria com o Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP-MT).

O evento buscou qualificar a escuta e a intervenção profissional para que o cuidado psicológico diante das múltiplas experiências de ser mulher seja, cada vez mais, um instrumento de promoção da vida e dos direitos.

A presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou que, como profissão exercida majoritariamente por mulheres, que representam cerca de 89% da categoria, existe uma responsabilidade inadiável da Psicologia no acolhimento e na desconstrução da misoginia diante dos índices alarmantes de violência e feminicídio.

Ivani Oliveira ressaltou que “atuar frente a esse cenário de violência não é opcional, mas sim um dever ético, político e profissional da Psicologia brasileira, exigindo posicionamento institucional firme e coragem” e que o sofrimento psíquico deve ser compreendido em seu contexto social, sem análises individualizantes. “O machismo mata, o racismo mata, a LGBTfobia mata e a pobreza também mata”, pontuou, reivindicando o amplo financiamento de políticas públicas e o acesso à justiça para que as mulheres possam viver sem medo.

Sob a condução das conselheiras federais Jaqueline Gomes de Jesus e Vanessa Terena, que dividem a coordenação da Comissão de Direitos Humanos do CFP, a programação do 1º Seminário foi estruturada para refletir as subjetividades de mulheres indígenas, amazônidas, com deficiência e da população LGBTQIA+.

Jaqueline Gomes de Jesus destacou que a categoria deve romper com perspectivas universalizantes para incorporar as diversidades. “A Psicologia deve superar a visão de ‘monocultura’ para se tornar uma ‘floresta de saberes’, múltipla e diversa, que acolha as diferentes formas de ser mulher”, frisou.

A conselheira do CFP explicou que a decisão de realizar o evento em Cuiabá respondeu diretamente aos dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e do Monitor de Feminicídios (Lesfem/UEL), que apontam Mato Grosso e sua capital na liderança proporcional de assassinatos decorrentes de gênero no País. “Estamos aqui para promover formação e debates para que a Psicologia faça diferença, porque nós somos pela vida das mulheres”, completou Jaqueline Gomes de Jesus.

Vanessa Terena pontuou que a CDH tem pautado a atuação profissional a partir de especificidades ligadas aos territórios, enfatizando que as questões indígenas são diretamente atravessadas por marcadores de gênero e sexualidade. Ela ressaltou a urgência de a Psicologia se implicar no entendimento dos mais de 300 povos indígenas que compõem o território brasileiro, compreendendo a fundo as realidades de cada território de atuação, a exemplo dos 43 povos indígenas que vivem no estado de Mato Grosso.

A conselheira do CFP expressou preocupação com as lacunas na formação acadêmica tradicional, questionando o distanciamento da categoria em relação às realidades originárias. “Estudamos cinco anos para conhecer e entender as humanidades, mas saímos da faculdade sem conhecer os povos originários do Brasil. É preciso questionar a serviço de quem interessa essa invisibilidade permanecer na graduação e na pós-graduação”, destacou Vanessa Terena.

Programação plural e representativa

O 1º Seminário Nacional Psicologia e Mulheridades percorreu temas urgentes por meio de conferências e oficinas. A mesa de abertura reuniu a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, e a conselheira federal e coordenadora da CDH, Jaqueline Gomes de Jesus, ao lado de Gabriel de Figueiredo, conselheiro presidente do CRP-MT, e Jordana Nahsan, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos e Políticas Públicas do Conselho Regional mato-grossense.

As reflexões foram iniciadas pela conferência de Raquel Gouveia, pós-doutora em Serviço Social, Políticas Sociais e Direito, que coordena projetos de pesquisa e extensão voltados à luta antimanicomial e diálogos antirracistas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na sequência, a palestra magna de Cleciane Cruz, especialista em Saúde Mental, Inclusão e Direitos Humanos, trouxe o debate sobre deficiência, raça e corporalidade.

A programação seguiu com atividades voltadas à prática cotidiana. O conselheiro do CFP Rômulo Mafra, psicólogo clínico e educacional, realizou oficina sobre a escuta de homens agressores em situações de medidas protetivas. Luara Matos, psicóloga escolar e integrante da CDH/CFP, apresentou oficina focada na educação preventiva com jovens. A atuação profissional no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foi o tema da oficina oferecida pela conselheira do CFP Marcela Acioli, que possui ampla experiência na gestão de Saúde Indígena e Assistência Social.

A exposição sobre as subjetividades das mulheres indígenas ocupou lugar central na oficina apresentada por Itaynara Tuxá, psicóloga com trajetória na Saúde Indígena. A diversidade sexual e de gênero orientou a oficina conduzida por um grupo de especialistas: Jaqueline Gomes de Jesus, doutora em Psicologia Social e pós-doutora em Ciências Sociais; Liliane Martins, doutoranda em Psicologia Social pela UFMG e secretária da Secretaria de Orientação e Ética (SOE) do CFP; e Dalcira Ferrão, especialista em administração pública e gestão social, integrante da CDH/CFP.

O panorama das vivências femininas foi completado pela palestra de encerramento da psicóloga Laura Quesslloya, representante do CFP na Frente Nacional pela Saúde de Migrantes (Fenami), que discutiu os desafios da categoria frente ao fenômeno das migrações e mulheres.

Toda a programação está disponível no canal do CFP no YouTube. Também já podem ser acessadas as galerias de fotos do primeiro e do segundo dia de atividades.

*Crédito da Galeria de Imagens: CRP-MT.

Em reunião no Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas, CFP defende a luta pelo exercício ético das categorias

Na terça-feira (27), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou de reunião do Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas – o  Conselhão. 

O CFP foi representado pela presidenta, Ivani Oliveira, que ressaltou que a participação da Autarquia nesse espaço colegiado reforça o papel de destaque da Psicologia brasileira na defesa do exercício ético e na proteção de todo o conjunto da sociedade.

Entre os temas debatidos, esteve em destaque o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 55/2022. De autoria da deputada federal Erika Kokay (PT/DF), que participou como convidada do encontro, a matéria trata da inclusão de atividades exercidas por profissionais liberais como Microempreendedor Profissional. O objetivo da proposta é permitir que essas(es) profissionais tenham um regime tributário simplificado, de modo a desenvolver suas atividades com regularidade e eficiência.  

O colegiado também dialogou acerca dos projetos sobre o fim da escala 6×1, que, assim como o PLP nº 55/2022, traz grandes impactos às condições de trabalho e garantia de direitos.

“A presença do CFP nessa importante instância de diálogo e colaboração contribuiu para qualificar o debate técnico e político no espaço interconselhos, além de destacar a urgente necessidade de melhores condições de trabalho para as categorias profissionais”, apontou a presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Saiba mais

Reunindo cerca de 30 Conselhos Federais que orientam e fiscalizam o exercício das profissões no Brasil, o Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas (Conselhão) é um espaço de diálogo e de luta pela garantia da ética e da qualificação profissional, em defesa da sociedade brasileira.

O Conselho Federal de Psicologia tem assento permanente nas discussões do Fórum e integra o colegiado como parte de sua incidência estratégica em espaços de participação e controle social das políticas de Estado.

Para mais informações sobre a atuação do CFP nesse espaço colegiado, acompanhe os canais oficiais do CFP.