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Evento: Da “Equação Etiológica” a “Análise Terminável e Interminável”: Freud e a questão dos limites do tratamento pela palavra – 2021 – docente Mario Eduardo Costa Pereira

programa.: Este curso se propõe a abordar um tema raramente examinado pela teoria psicanalítica: a questão dos limites do tratamento pela palavra. O que se pode esperar de uma talking cure realizada sob transferência? O que ela pode modificar? Em que momento esta alcança seus limites? Em que momento a clínica psicanalítica necessita ética e tecnicamente da interlocução e até mesmo do auxílio clínico de outras abordagens? Sob que bases precisariam se dar esses debates e interações teórico-clínicas de modo a se manterem compatíveis com a ética e com a clínica psicanalíticas? Práticas cotidianas como o cuidado clínico com sujeitos psicóticos, com dependentes de substâncias psicotrópicas, com crianças autistas, com portadores de transtornos afetivos graves, de sujeitos acometidos por lesões cerebrais importantes etc. impõe de antemão a radicalidade de tais questionamentos. Mas como situa-los, a partir de um ponto de vista teórico e ético consistente? Como pensar, para além das petições de princípio e de proposições genéricas vagas, o problema dos limites do poder da palavra em modificar o curso de uma condição psicopatológica? Desde a aurora de seu percurso intelectual, com a proposta da “Equação Etiológica” e das “Séries complementares” como formas de se conceber a constituição da psicopatologia, até seus últimos trabalhos, como notadamente é o caso de “Análise Terminável e Interminável” (1937), Freud aponta de forma explícita esse horizonte de problemas, que coloca em questão as relações da psicanálise com as neurociências, com a genética psiquiátrica, com a medicina, com a psiquiatria, com a psicofarmacologia e com as teorias e práticas não-psicanalíticas de cuidados com o sofrimento mental. Este curso tratará, portanto, frontalmente, desse duplo problema: os limites da psicanálise nos campos da psicopatologia e da clínica; as bases éticas e teóricas para o debate com outras disciplinas nesse campo.

Seminário Teórico: Análise de Grupo no centro da teoria freudiana – 2021 – docentes Any Trajber Waisbich e Evelyn Pryzant

Este curso propõe uma articulação e reflexão sobre aspectos de teorias e técnicas grupais. Observaremos de que forma repercutem nos profissionais que pensam e trabalham com grupos hoje em São Paulo. O curso parte da premissa de que é fundamental pensar qual a contribuição que a psicanálise pode oferecer sobre a ação do psicanalista quando inclui o pensamento e o método grupal ao interno da teoria psicanalítica. Consequentemente, amplia-se a investigação teórico-clínica e desenvolvem-se novas formas de compreensão dos fenômenos que nos cercam. Neste Seminário teremos a oportunidade de sistematizar o conhecimento destas teorias e suas técnicas e como se articulam e contribuem com o pensamento de diversos pensadores na compreensão dos fenômenos grupais. Verificaremos, ainda, como estas ideias ressoam entre nós, analistas brasileiros, neste ato criativo de recriar teoria e método singulares a partir da experiência clínica com os diversos tipos de grupos com os quais trabalhamos. Finalmente, ilustraremos com vinhetas clínicas trazidas por todos os componentes do seminário. programa:. 1. Apresentação do Curso. Introdução de quando surge a noção de grupo na Humanidade 2. “Psicologia das Massas e Análise do eu” com foco na ideia de Grupalidade em Freud 3. Roussillon: “O quarto de despejo” 4. Bleger: “O grupo como instituição e o grupo nas instituições” 5. Pichon-Rivière: privilegiar a fronteira da psicanálise e o social 6. Pichon-Rivière: ECRO (Esquema Conceitual Referencial Operativo) 7. Bion: “Experiências com Grupos” 8. Bion: “Experiências com Grupos” 9. Vinhetas: consultório e institucional. Avaliação final do curso pelos participantes

Seminário Teórico: A Interpretação dos Sonhos em Freud como paradigma da técnica psicanalítica clássica – 2021 – docente Julio César Nascimento

programa:. As variações em relação a técnica freudiana são extremamente desejáveis e acompanham o desenvolvimento da metapsicologia psicanalítica. Entretanto, Ferenczi já nos alertava: “Os artifícios técnicos desse gênero são nocivos no começo de uma análise. O paciente já tem muito trabalho para habituar-se à regra fundamental; por isso, o médico permanecerá o mais possível reservado e passivo no início, a fim de não perturbar as tentativas espontâneas de transferência.” (Ferenczi, 1920). Balint falava da importância “(…) das interpretações clássicas, nos períodos entre regressões bem sucedidas.” (Balint, 1968). Winnicott ao analisar os aspectos clínicos e metapsicológicos da regressão afirma: “O psicanalista, acostumado com a técnica adequada ao tratamento da psiconeurose, é quem melhor poderá compreender a regressão e as implicações teóricas relativas à expectativa do paciente que precisa regredir.” (Winnicott, 1955). O que seria então a técnica clássica nunca totalmente dispensável numa psicanálise, por mais contemporânea que ela seja? Freud em “A Interpretação dos Sonhos” lançou as bases para que, através do manejo da associação livre, o conteúdo manifesto do sonho fosse decifrado com objetivo de acessar o conteúdo latente, ajudando o paciente a produzir o maior número de derivados do recalcado. Nesse texto Freud sistematiza o método que é o mesmo usado para compreender de forma análoga a relação entre: a transferência e a relação edípica com os objetos parentais originais, os sintomas e os conteúdos recalcados, os conflitos contemporâneos e o passado rememorado. Este seminário visa a compreensão apurada da técnica freudiana da interpretação dos sonhos como paradigma da técnica psicanalítica clássica e compará-la com modificações da técnica introduzidas por Ferenczi, Balint e Winnicott. Aulas 1 a 3: A técnica de interpretação dos sonhos em Freud Aulas 4 a 6: A técnica de interpretação dos sonhos como modelo de interpretação de outras formações do inconsciente Aulas 7 e 9: As modificações da técnica clássica

Seminário Teórico: Ferenczi, da clínica à teoria – uma introdução – 2021 – docente Gustavo Dean-Gomes

Sándor Ferenczi (1873-1933) foi um dos principais interlocutores de Freud no empreendimento psicanalítico. Sua inquietude e criatividade uniam-se à fidelidade à psicanálise de forma singular. Tal postura, por um lado, garantiu-lhe alguns dissabores durante a vida e relegou sua obra a uma sub-valorização (quando não à maldição) por um longo período. Por outro, tornou-lhe o protótipo do psicanalista pós-escolar: atento à tradição e, simultaneamente, insubmisso; conhecedor profundo da(s) teoria(s) psicanalítica(s) mas comprometido, primeiramente, com seus pacientes. Um apaixonado pela psicanálise que lutou bravamente por sua chama inventiva, combatendo posições que entendia encaminha-lo para a estagnação – quando não para algo pior. Nesse curso, pretendemos apresentar cronologicamente os principais pontos do pensamento psicanalítico de Ferenczi, enfatizando suas descobertas a partir da experiência clínica com seus pacientes. programa:. 1. Apresentando Ferenczi – origens, contexto e aproximação da psicanálise 2. A pedagogia e o sentido de realidade: as primeiras reflexões de Ferenczi sobre o relacionamento da criança com o mundo adulto e a formação do psiquismo infantil 3. Refletindo com Freud sobre a técnica psicanalítica: as contribuições ferenczianas sobre a transferência a contratransferência (e algumas considerações sobre a abstinência e a neutralidade) 4. Ampliando os limites da clínica psicanalítica – a técnica ativa: surgimento, aplicabilidade e contraindicações 5. A guerra, o nascimento e a evolução – as diversas vias de (re)inserção do trauma no pensamento ferencziano 6. Os hóspedes mal-acolhidos e a pulsionalidade mortífera (o trauma por desinvestimento ambiental) 7. A confusão de línguas, o desmentido e a identificação com o agressor (o trauma por investimento passional dos adultos) 8. Pressupostos finais da clínica ferencziana (I) o tato, a empatia e a simpatia na prática psicanalítica 9. Pressupostos finais da clínica ferencziana (II) o relaxamento, a regressão, neocatarse, a mutualidade e a sedução ética (a dimensão vitalizadora do trabalho analítico)