Artigo da semana: Dinâmica de Grupo na Avaliação Psicológica no Contexto do Trânsito

O artigo da edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão desta semana trata do Uso da Técnica de Dinâmica de Grupo na Avaliação Psicológica no Contexto do Trânsito: Relato de Experiência. O periódico, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem toda semana um texto divulgado no site do CFP e nas redes sociais.  Com isso, a autarquia intensifica a busca por conhecimento científico e expande o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

A técnica da dinâmica de grupo é um dos métodos utilizados na avaliação psicológica no contexto do trânsito. No artigo, é relatada uma experiência profissional em que a prática foi utilizada para informar as etapas do processo de aquisição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da avaliação psicológica, assim como esclarecer o papel ativo que o cidadão tem no sistema trânsito, de forma a repensar os valores individuais e grupais voltados para a segurança no trânsito.

A Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou Marlene Alves da Silva, autora do artigo e psicóloga em Vitória da Conquista (BA).

Confira a entrevista:

O que a motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema?

A motivação para a pesquisa sobre o tema decorre da minha inquietude ao analisar a prática automatizante da avaliação psicológica no contexto do trânsito e a necessidade de transformá-la em uma práxis reflexiva que envolva todos os atores desse fenômeno. Na condição de Supervisora de Estágio obrigatório do Curso de Especialização em Psicologia do Trânsito em duas Instituições de Ensino no Estado da Bahia, também como Professora Convidada em vários outros Cursos de Especialização pelo Brasil, e, ainda, como Psicóloga Perita credenciada pelo Detran –BA, me deparo com o desafio de atender às determinações do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e da Resolução do Contran no. 425/2012, órgãos que legislam sobre este fazer. Considere-se, por fim, o referencial teórico e as singularidades na lida com o ser humano e suas expectativas em adquirir concessão para dirigir veículos automotores. Todos estes conhecimentos me fizeram desenvolver uma Técnica de Dinâmica de Grupo onde questiono a participação e a responsabilidade de cada um, e do grupo em geral, como condutor/motorista e as suas contribuições para a segurança no trânsito, além de desmitificar o processo de avaliação psicológica nesse contexto.

Quais os resultados que você destaca desse levantamento?

O fato de ser pesquisadora ativa e atuante na área possibilitou alinhar a teoria à prática. Ao escrever um relato de experiência apresento a forma de atuação e objetivo despertar nos demais profissionais um modelo que pode ser questionado e aprimorado.

Na sua opinião, como as pesquisas sobre dinâmica de grupo poderão contribuir para o melhor desenvolvimento desta atividade na Psicologia?

Essa é a primeira publicação na área que discute, de forma reflexiva, uma exigência legal. As legislações exigem a obrigatoriedade do uso da dinâmica de grupo no processo avaliativo no contexto do trânsito. Este texto visa contribuir para a criação de novas dinâmicas de grupo direcionadas para a área, colaborando para que o cidadão melhor participe no processo avaliativo para o trânsito. Além disso, procura instigar a produção de outros fazeres e práticas no processo de avaliação compulsória nesse contexto, ampliando o leque de atuação do perito.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Marlene Silva

CFP participa de 2ª Jornada USP de Psicologia do Esporte

Aconteceu em Ribeirão Preto (SP), na última quinta (1º), a “2ª Jornada da Universidade de São Paulo (USP) de Psicologia do Esporte”. O evento contou com a participação de profissionais e estudantes (graduação e pós-graduação) de Psicologia, Educação Física e áreas afins. O Sistema Conselhos de Psicologia esteve representado pelas psicólogas Luciana Ferreira Angelo (integrante do coletivo ampliado do CFP – Psicologia do Esporte) e Adriana Bernardes Pereira, integrantes do Grupo de Trabalho da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (Apaf) de Psicologia e Esporte.

A Jornada de Psicologia do Esporte contou com uma vídeo-conferência e três mesas redondas, que abordaram os seguintes temas: Infância e adolescência: esporte e atenção psicossocial; O corpo ocupa o espaço público: a Psicologia do exercício vai às ruas; e Psicologia do esporte: questões de gênero e alto rendimento.

Luciana Angelo apresentou um dos campos de atuação da Psicologia do Esporte, que é a intervenção em Práticas de Tempo Livre. Ela compartilhou com o público experiências de psicólogos (as) que têm como objeto de estudo o comportamento das pessoas em vias públicas, em parques e praças, em ambientes outdoor para prática de exercício físico e caminhadas. “O importante é saber que as pessoas têm reações emocionais quando estão ocupando estes espaços caminhando e fazendo exercício, podendo levá-las a ter maior prazer e qualidade de vida, maior segurança e autoestima, melhor disposição psicomotora, disposição para interagir com o ambiente e com as pessoas que fazem parte do mesmo. Também foi discutido o aspecto da mobilidade em centros urbanos em diferentes modais como bicicleta, metro, a pé, de ônibus, de patins, skate ou outro tipo de modal que não o carro”, justificou.

Adriana Bernardes apresentou os aspectos históricos e conceitos sobre gênero no esporte, estimulando o publico a compreender as diferentes formas de entendimento sobre o tema e a valorizá-lo no campo esportivo.

Luciana avalia que o evento pôde contribuir para o desenvolvimento de aspectos pouco conhecidos no âmbito da Psicologia do Esporte, como as práticas de tempo livre, as questões de gênero no esporte, o legado de competições de alto rendimento para estimular a população a praticar esporte e o relato de profissionais que trabalharam com atletas olímpicos brasileiros, entre outros. Segundo ela, “o CFP mais uma vez cumpriu o seu papel de fortalecimento da especialidade, quando, ao auxiliar com a verba para a participação de pelo menos um participante, demonstrou seu compromisso em investir na qualificação e na representatividade científica da Psicologia do Esporte. A Autarquia se fez presente tanto na 1ª Jornada quanto na 2ª Jornada”, concluiu.

Conheça o trabalho da psicóloga do Esporte Sandra Quinzani

A seção “Fala, Psicólog@!” da edição 113 do Jornal do Federal conta a experiência de uma profissional da Região Sudeste, Sandra Regina Quinzani. Ela falou ao Jornal sobre sua atuação como psicóloga do Esporte no Colégio Eduardo Gomes, em São Caetano do Sul (SP), por meio de um projeto social que implantou o esporte na área educacional.

A equipe de comunicação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) selecionou profissionais das cinco regiões do país em cada uma das últimas edições do Jornal do Federal para a seção. Conheça as (os) já entrevistadas (os):

Nordeste – Thahyana Mara Valente Lima

Norte – Angelina Ribeiro de Sousa

Centro-Oeste – Patrícia Marinho Gramacho

Sul – Joseane Oliveira Luz

Confira abaixo a entrevista com Sandra Quinzani.

O espaço “Fala, Psicólog@” desta edição conta a experiência de uma profissional da Região Sudeste, Sandra Regina Quinzani. Ela falou ao Jornal do Federal sobre sua atuação como psicóloga do Esporte no Colégio Eduardo Gomes, em São Caetano do Sul (SP), por meio de um projeto social que implantou o esporte na área educacional. Denominado “Escola de Atletas EG”, o programa atende também as crianças da comunidade. No próximo número, o JF volta a contemplar a realidade de trabalho de um(a) profissional do Nordeste do país. Para participar, envie um e-mail para jornaldofederal@cfp.org.br, sinalizando seu interesse, ou mande uma mensagem para a página do CFP no Facebook.

Qual é sua área de atuação na Psicologia?

Atuo como psicóloga do Esporte e de Cultura no Colégio Eduardo Gomes, situado em São Caetano do Sul, trabalhando com categorias de base nas seguintes modalidades: Handebol, Judô, Natação, Ginástica Rítmica, Dança, Teatro e Robótica.

Como é sua rotina de trabalho?

Acompanho as equipes das modalidades citadas, com atendimentos semanais,  seguindo a periodização de cada uma delas e atendimentos individuais, conforme a necessidade. O trabalho é dividido em quatro fases. Na preparatória, é voltado ao autoconhecimento, consciência corporal, reconhecimento das emoções, coesão grupal e avaliação psicológica, além do desenvolvimento das competências e habilidades emocionais. São aplicados questionários e testes, realizadas reuniões com pais e dinâmicas de grupo, e também envolve a observação sistemática em treinos e jogos, conversas, palestras motivacionais e dinâmicas de grupo.

Na fase pré-competitiva, são aprimoradas as competências e habilidades emocionais. Já a fase competitiva abrange o suporte emocional, com o objetivo de aliviar a pressão inerente ao período e ajuste emocional às demandas provenientes das competições, e na fase de transição é feita a reavaliação psicológica. O desenvolvimento e a aplicação das tarefas psicológicas devem sempre estar de acordo com que o (a) profissional se propõe a trabalhar.

Ao trabalhar com categorias de base, por exemplo, a visão deve estar voltada para a promoção de saúde, comunicação, relações interpessoais, liderança e melhora do desempenho esportivo (físico e emocional).

O que você considera mais positivo em relação ao seu cotidiano de trabalho?

O mais positivo no desenvolvimento de meu trabalho é a possibilidade de atuar com todas as modalidades esportivas, o que me proporciona uma visão bem ampla. Além das modalidades esportivas, acompanho, as culturais e uma equipe de Robótica.

Na equipe de Robótica, tenho a possibilidade de viver o meio competitivo de uma forma bem diferenciada, em que a cooperação é a base de todo o processo. A Robótica tem como parceiro a Lego, em um programa criado para crianças e adolescentes entre nove e 16 anos com o intuito de despertar o interesse pela ciência, engenharia, tecnologia, matemática e empreendedorismo, além de ensinar competências importantes para o desenvolvimento futuro. Entre os dias 4 e 7 de maio deste ano, acompanhei a Equipe de Robótica em um torneio internacional, em Tenerife (Espanha). Lá, eles conquistaram o prêmio de 3º lugar em Programação.

Quais as limitações que você encontra no seu cotidiano de trabalho?

Apesar do envolvimento com as equipes, muitas vezes me deparo com limitações na prática efetiva da Psicologia do Esporte. Isso deve-se à resistência de alguns técnicos, ainda céticos quanto aos benefícios que a mesma pode proporcionar aos atletas, seja por falta de conhecimento ou insegurança de ter um (a) psicólogo (a) compondo sua comissão técnica.

Matéria publicada na edição 113 do Jornal do Federal

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Psicologia e Práticas Restaurativas na Socioeducação é tema de artigo desta semana

O artigo da edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão publicado nessa semana pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) é “Psicologia e Práticas Restaurativas na Socioeducação: Relato de Experiência”. O periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem toda semana um texto publicado no site do CFP e nas redes sociais.  Assim, o Conselho busca ampliar o conhecimento científico, a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

O artigo tem como objetivo apresentar um relato de experiência de profissional da Psicologia dentro de uma unidade de Atendimento Socioeducativo de uma cidade no interior do estado do Rio Grande do Sul. Os dados obtidos fazem parte de um estudo maior intitulado “Um Estudo dos Fatores de Risco e de Proteção em Jovens que Cumprem Medida Socioeducativa”. De acordo com o resumo, os resultados mostraram que as práticas restaurativas realizadas naquela instituição “foram apenas os círculos de compromisso”.

A Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou uma das autoras do artigo, Iara da Silva Ferrão (Mestre pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). As demais autoras são as docentes da UFSM Samara Silva dos Santos e Ana Garcia Cristina Dias.

Confira a entrevista: 

O que as motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema? 

Eu trabalhei no sistema socioeducativo e com adolescentes em egresso do sistema socieducativo, onde realizava algumas práticas restaurativas. Nesses contextos, as dificuldades de realizar as práticas vinham de diferentes lugares, ou seja, desde a pouca ou nenhuma formação específica para realização das práticas, até a (des)crença por parte de algumas pessoas sobre a efetividade das mesmas.  Há algum tempo sou pesquisadora da temática da violência juvenil e a seguir das práticas autocompositivas e consensuais de resolução de conflitos (mediação e Justiça Restaurativa/JR). Dessa forma, as dificuldades da prática e os resultados de pesquisa nessa área me instigaram a escrever esse relato. Durante a realização do curso do mestrado em Psicologia da UFSM, manifestei o desejo de reunir essas vivências em um relato científico. Assim, realizamos o artigo acreditando que o mesmo poderia servir também como uma possibilidade de repercussão na comunidade científica sobre a prática da  JR e suas possibilidades  num contexto tão  singular quanto o do sistema socieducativo.

 

Quais os resultados que você destaca desse levantamento? 

Destacaria as dissonâncias entre as previsões das cartas legais referentes à justiça juvenil, e o que acontece na prática na condução e acompanhamento do cumprimento de Medida Socioeducativa (MSE),  principalmente no que diz respeito à JR. Ainda, o pouco investimento na formação dos socioeducadores para o trabalho com processos e práticas da JR, uma vez que encontram-se  asseguradas no Sistema Nacional Socioeducativo (SINASE) e no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) há algum tempo. Também destaco a dificuldade de mudança paradigmática sobre um assunto ainda estigmatizado por uma parte da  população brasileira. A temática da violência juvenil ainda encontra-se arraigada em uma cultura da punição e em alguns mitos de que o adolescente é o responsável pela violência  em curso no país.

No contexto de trabalho com adolescente em conflito com a lei, esses mitos acabam fazendo parte da percepção de alguns socioeducadores, o que pode dificultar mudanças paradigmáticas necessárias para os processos que preveem a restauração e a ressignificação do ato infracional.

Outro resultado importante que encontramos no estudo foi com relação ao dia a dia dos profissionais nessas instituições, permeado por uma série de dificuldades que abrange jornada de trabalho, extremamente desgastante e estressante em que colocam recorrentemente suas vidas em risco. Ainda, a falta de um plano de carreira ou formação adequada e espaços apropriados para refeições e outras atividades. Esses fatores, em nossa opinião, podem acabar dificultando a realização de processos restaurativos que exigem por vezes tempo e mudanças em suas práticas de trabalho.

Na sua opinião, como a Justiça Restaurativa pode contribuir para o Sistema Socioeducativo? 

Acredito que a JR pode contribuir em diversos âmbitos do sistema socioeducativo, uma vez que diferentes estudos revelam a necessidade de investimentos e boas práticas num sistema que comprovadamente não está encontrando resolutividade em si mesmo. Dessa forma, fica evidente a necessidade de efetivação de práticas socioeducativas democráticas, articuladas em rede de atendimento das  políticas públicas da infância e juventude. Ainda entendo que a JR é uma possibilidade de avanço no que preconiza o ECA, porque ela apresenta a possibilidade de práticas que oportunizam a  corresponsabilidades nas intervenções institucionais,  na perspectiva de um Sistema de Garantia de  Direitos para adolescentes privados de liberdade, tal qual, preconiza o ECA e SINASE.

Por fim, a JR no contexto de cumprimento de MSE pode ser uma alternativa frente a um modelo de justiça pautado na punição, que tem apresentado poucas possibilidades de ressignificação da experiência para vítimas e autores de atos infracionais. Também uma possibilidade de desconstrução/ construção de um paradigma arraigado pela cultura de punição ao jovem que comete ato infracional. A JR, ao promover a participação ativa de todos os envolvidos numa situação de conflito, inclusive a vítima e a comunidade afetada, acaba promovendo um “olhar” sistêmico e, portanto,  fidedigno sobre a temática  da violência juvenil em curso no país.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Confira o resultado final da Consulta Nacional do Sistema Conselhos de Psicologia

Acaba de ser divulgado o resultado final da Consulta Nacional de 2016 do Sistema Conselhos de Psicologia. O total de psicólogas (os) votantes na modalidade online foi de 91.497, enquanto o número de profissionais que registraram voto por correspondência foi de 8.416, perfazendo um total de 99.913 em todo o país. Segundo o relatório de totalização, das (os) 280.904 psicólogas (os) inscritas (os), 208.519 estavam aptos a votar.

Com a apuração total por correspondência, para a Consulta Nacional, a chapa 23 – “Cuidar da Profissão: avançar a Psicologia com ética e cidadania” teve 32.003 votos. Já a chapa Chapa 22 – “Fortalecer a Profissão” teve 29.080. A chapa 21 – “Renovação da Psicologia” ficou com 17.264 votos e a chapa 24 – “Psicólogos em Ação” com 8.970. Votaram nulo 7.984 profissionais, e em branco 4.612.

Confira a íntegra do relatório final, relativo à votação total da categoria para a Consulta Nacional:

Resultado Final Consulta Nacional Total Resulta final – 2016

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) transmitiu, ao vivo, a apuração da votação online para o federal e os regionais >> http://bit.ly/2bUUU4F

A escolha definirá as e os responsáveis por conduzir as ações e políticas relacionadas à profissão nos próximos três anos.

CFP lança publicação do Prêmio Inclusão Social

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresenta à categoria e à sociedade a publicação “Prêmio Inclusão Social: arte, cultura e trabalho”.  O livro registra as produções literárias de usuárias e usuários contemplados na Categoria D (“usuário/s autor/es de texto/s – poesias, contos, poemas e demais expressões literárias”) do Prêmio Inclusão Social, cuja cerimônia de premiação ocorreu em maio deste ano. 

O prêmio foi uma contribuição da autarquia, em parceria com o Laboratório de Estudos em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para a consolidação da atenção psicossocial, em sua dimensão sociocultural, e teve por objetivo identificar, dar visibilidade e valorizar experiências individuais e coletivas, na perspectiva de fortalecimento de usuários e seu protagonismo.

A iniciativa buscou contemplar experiências de inclusão social (de usuários e familiares) em projetos econômico-sociais, organizações não governamentais (ONGs) e em equipes interdisciplinares da Rede de Atenção Psicossocial de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, em diversas categorias, como arte, cultura, trabalho e economia solidária.

Clique aqui e acesse o livro na íntegra.

Psicologia Escolar é tema de nova publicação do CFP

O que faz alguém escolher se dedicar à Psicologia Escolar? Que sonho está embutido nesta escolha? Que fazer será este? Quais são os principais desafios desse percurso? Estas e outras reflexões estão presentes na mais nova publicação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), “Psicologia Escola: Que Fazer é Esse?”.

O livro tem como organizadoras a conselheira do CFP, Meire Viana, e a pesquisadora Rosângela Francischini, e é composto por três partes, que abordam os seguintes temas: Reflexões Teóricas Sobre a Psicologia na Educação, A Psicologia Diante dos Desafios da Educação Inclusiva e Compartilhando Práticas em Psicologia Escolar.

Ações 

A publicação é uma ação do 16º Plenário do CFP com a Comissão Nacional de Psicologia na Educação (PsinaEd), que tem o objetivo de avançar diante do panorama que se desenha para a área da Psicologia Escolar e Educacional, incluindo a realização mensal de reuniões e debates online, a criação de um portal (psinaed.cfp.org.br) e a participação em eventos científicos, buscando colocar em pauta temas importantes para a área.

Para as organizadoras, o livro é importante para a reflexão e a prática de todas (os) as (os) psicólogas (os), e poderá contribuir “pela diversidade de temas que nele são abordados, pela profundidade com que esses temas são tratados, pela seriedade com que os profissionais que nele estão presentes, com seus artigos, abordam o campo da Psicologia na Educação e, por fim, pelas inquietações e possibilidades de continuidade das reflexões a que ele nos convida”, ressaltam.

Clique aqui e acesse o livro na íntegra.

Artigo aborda sentidos atribuídos à saúde por homens em Natal/RN

O texto “Sentidos da Saúde numa Perspectiva de Gênero: um Estudo com Homens da Cidade de Natal/RN” é o artigo escolhido desta semana da edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, publicada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). O periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem semanalmente um texto publicado no site do CFP e nas redes sociais.

Segundo o resumo do artigo, a pesquisa pretendeu investigar os sentidos atribuídos à saúde por homens da cidade de Natal/RN, em dois contextos: uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um bairro de classe média e uma Unidade de Saúde da Família (USF) de um bairro popular.  O processo envolveu entrevistas semiestruturadas junto a 24 homens, sendo 12 de cada serviço, com faixa etária entre 25 e 59 anos, abordados nas unidades de saúde de cada bairro.  O documento conclui que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) pode ter uma importante contribuição na medida em que se efetive como política de saúde, sensibilizando a toda a rede de atores e serviços envolvidos na busca por novos sentidos e práticas em torno da relação gênero-saúde.

A Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou  Jáder Ferreira Leite, professor adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sobre a pesquisa.

As demais autoras do artigo são Magda Dimenstein (Professora Titular do Departamento de Psicologia da UFRN), Rafaele Paiva (Graduada em Psicologia pela UFRN), Lúcia Carvalho (Mestre em Psicologia pela UFRN e psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde de Natal/RN), Ana Karenina de Melo Arraes Amorim(Professora adjunta do Departamento de Psicologia da UFRN) e Aparecida França (Doutora em Psicologia pela UFRN, psicóloga da Secretaria Estadual de Saúde/RN e docente do curso de Psicologia da Universidade Potiguar).

Confira a entrevista:

O que os motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema? 

A pesquisa surgiu a partir da experiência de alguns autores do artigo em serviços básicos de saúde, onde percebíamos a pouca participação de homens nesses equipamentos. Por outro lado, era possível identificar algumas demandas de saúde por meio de suas parceiras ao frequentarem esses mesmos serviços e relatarem alguma forma de sofrimento de seus companheiros. Como a literatura aponta algumas barreiras para o acesso aos serviços, buscamos assim conhecer os sentidos que os homens tinham sobre saúde e como a ideia de gênero interferia nesses sentidos.

 

Quais os resultados que você destaca desse levantamento? 

Os resultados apontam como os homens constroem sentidos de saúde atravessados por normas de gênero de modo a reforçar algumas dessas normas em torno da virilidade, masculinidade e invulnerabilidade, mesmo que isso possa custar agravos à sua saúde. Muitas vezes, assumir-se necessitando de cuidados em saúde implica reconhecer fragilidades que podem comprometer o ideal de masculinidade, como provedor da família. Por outro lado, alguns homens já apresentam variações em torno desse modelo e passam a considerar a importância de cuidado com a saúde.

 

Na sua opinião, como a PNAISH pode dar contribuições em  uma efetiva política de saúde? 

A PNAISH pode se converter em um conjunto de ações importantes para a saúde da população masculina, especialmente na atenção primária, por vários motivos: primeiro, de dar visibilidade para o fato de que os homens também são sujeitos atravessados pelas normas de gênero e com isso, as visões dominantes de masculinidade podem ser repensadas, especialmente se podem contribuir para um maior cuidado à saúde. Segundo, pode gerar reflexões em torno da orientação dos serviços de saúde que, em geral, estão habituados a receber mulheres e crianças, principalmente na atenção básica. Essa reorientação implica que os profissionais de saúde possam melhor se qualificar para reconhecer e acolher as demandas da população masculina, produzindo assim formas de cuidado sensíveis ao seu universo sociocultural.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

jader ferreira leite

Jáder Ferreira Leite

CFP lança publicação sobre Psicologia do Trânsito

O Conselho Federal de Psicologia apresenta à categoria e à sociedade a publicação “Psicologia do Tráfego: Características e desafios no contexto do Mercosul”, disponível no site da autarquia. O livro é resultado de ações conjuntas realizadas pelo Conselho com as comissões de Trânsito e Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP), durante a 2ª Conferência de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro de 2015, em Brasília.

Composta por nove capítulos, a publicação aborda os seguintes temas: “Aspectos históricos da avaliação psicológica do trânsito no Brasil”; “Gestão do trânsito no Brasil, aspectos técnicos, estruturais e psicológicos”; “Valores, comportamento e fator social no trânsito” (escrito em espanhol); “Comportamentos de risco: desafios para a avaliação para carteira nacional de habilitação”; “As percepções de risco do motorista”; “Estresse pós-traumático em pessoas envolvidas em acidentes de trânsito” (escrito em espanhol); “Estado da arte e desafios para a investigação”; “Avaliação psicológica como medida de prevenção”; “Uso de substâncias psicoativas entre motoristas profissionais na América Latina” e “A capacitação do psicólogo de trânsito”.

Para o conselheiro do CFP, integrante da CCAP da autarquia e organizador da publicação, João Carlos Alchieri, o livro visa apresentar ao psicólogo, atuante ou não no contexto do trânsito, um conjunto de novas contribuições metodológicas que, segundo ele, podem atualizar a prática profissional. “É possível verificar um conteúdo decorrente de investigações empíricas e téoricas em que os autores demonstram um potencial do fazer na área de tráfego que perpassa fronteiras, de áreas da ciência psicológica e das atividades desenvolvidas nos países vizinhos”, comenta.

Clique aqui e acesse o livro na íntegra.

Assista ao vídeo sobre o seminário de trânsito realizado no CFP em novembro de 2015.

 

Confira artigo sobre Relações Sexuais e Estudo Transgeracional

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulga, nesta semana, mais um artigo publicado na edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, que se encontra na plataforma da SciELO. O texto desta semana é: Representação Social das Relações Sexuais: um Estudo Transgeracional entre Mulheres.  Toda semana, o CFP publica um artigo do periódico em seu site e nas redes sociais. Com isso, a Autarquia busca ampliar o conhecimento científico a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

De acordo com o resumo do artigo, as relações sexuais são influenciadas por normas, valores, cultura, política, entre outros. A investigação em tela envolveu uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, cuja amostra foi composta por 60 mulheres, divididas em quatro gerações: 15 adolescentes, 15 adultas jovens, 15 mulheres na meia-idade e 15 idosas, que responderam a um questionário.  O texto aponta que as relações sexuais foram representadas consensualmente entre as gerações através da afetividade e do prazer. As mulheres representaram as relações sexuais por meio dos aspectos biopsicossociais que compõem a sexualidade humana, apresentando semelhanças e divergências entre as gerações.

“No que se refere à aplicabilidade desse estudo, acredita-se que a compreensão da forma como as mulheres percebem, sentem e vivenciam sua sexualidade possibilita uma complementaridade entre o conhecimento científico e o senso comum, trazendo informações relevantes para a saúde sexual e o bem-estar psicossocial das mulheres”, aponta o artigo.

As autoras da pesquisa são Kay Francis Leal Vieira (Docente do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ), Renata Pires Mendes da NóbregaMaria Valdênia Soares Arruda e Priscila Monique de Melo Veiga. Essas três últimas graduadas em Psicologia pelo Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.