Revista PCP lança edição especial sobre orientações sexuais e identidades de gênero

O último dia 17 de maio marcou o Dia Internacional contra a LGBTIfobia. Para lembrar as lutas e os desafios que esta população enfrenta, principalmente no contexto da pandemia da COVID-19, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e todo o Sistema Conselhos de Psicologia lançaram a edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) na plataforma da SciELO.

Intitulado “O lugar da Psicologia frente às orientações sexuais e identidades de gênero”, o periódico é composto por 19 artigos selecionados mediante abertura de edital lançado em março de 2019. O objetivo do fascículo é fomentar a produção do conhecimento, a reflexão sobre as práticas profissionais, o enfrentamento às violências, as políticas e outras construções possíveis frente às orientações sexuais e identidades de gênero.

A edição especial também tem por finalidade afirmar o compromisso ético-político da Psicologia no cenário nacional no enfrentamento às violências dirigidas às pessoas LGBTIs,  dando  visibilidade  às  produções  acadêmicas  que  demonstram  o  desenvolvimento da ciência psicológica em direção à proteção e aos cuidados que garantam a dignidade, a autonomia e a emancipação das pessoas com orientações sexuais e identidades de gênero que fogem do padrão cisheteronormativo.

O lugar da Psicologia

A referida publicação teve como editoras(es) a psicóloga e atual conselheria do Conselho Regional de Psicologia da 5ª Região (CRP-05/RJ) Céu Cavalcanti; a psicóloga e ex-conselheira do CFP Sandra Sposito; e o psicólogo, atual presidente do CRP-05/RJ e ex-conselheiro-secretário do CFP, Pedro Paulo Bicalho.

Para Céu Cavalcanti, esta PCP Especial se torna fundamental nos campos de produção de conhecimento da Psicologia, compondo um debate qualificado sobre as teorias de sexualidade e gênero na mesma medida em que propõe uma dobra nos velhos dispositivos de produção de objetificação de sujeitos não cisgêneros e não heterossexuais. “Creio que esse número especial insere a revista Psicologia Ciência e Profissão como importante referencial teórico que, desde o campo da Psicologia brasileira produz avanços nas questões aqui discutidas”, ressalta.

Pedro Paulo Bicalho destaca que o fascículo marca o enfrentamento da Psicologia, como ciência e profissão, às inúmeras expressões de violências que são dirigidas às pessoas LGBTIs. “Cada artigo, em sua particularidade, traz um traço da dor e das lutas que a Psicologia enfrenta no seu cotidiano para pesquisar e atuar junto a essas pessoas. Reunir esse material significa aglutinar forças, compor parcerias, visibilizar argumentos e produzir lastro científico para os desafios vindouros”, reforça.

Saiba mais:

Leia os artigos da edição especial da Revista PCP “O lugar da Psicologia frente às orientações sexuais e identidades de gênero

Confira as normas editoriais para publicação na PCP

Leia os artigos da Revista Psicologia: Ciência e Profissão

 

 

CFP debate segurança no trânsito e interfaces com a pandemia da Covid-19

Maio é o mês internacional pela segurança no trânsito e conscientização para redução de acidentes de trânsito. Diante da pandemia da Covid-19 e da recomendação ao isolamento social, o debate precisa de novos olhares e a Psicologia do Trânsito e da Mobilidade precisa pensar, por exemplo, os impactos sobre o acesso à mobilidade no funcionamento das políticas públicas, o trabalho dos transportes por aplicativo, o deslocamento em contexto de pandemia que podem ocasionar medo, estresse e ansiedade. 

As integrantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), conselheiras Alessandra Almeida e Losiley Alves, falam sobre o papel da Psicologia e as contribuições das(os) psicólogas(os) do Trânsito diante deste cenário. 

O que a Psicologia tem a ver com isso? 

Para a conselheira Alessandra Almeida, a Psicologia do Trânsito é importante por dialogar  tanto com outras áreas da Psicologia, como também discutir comportamento, espaço urbano, estudar o autocuidado, o cuidado com o próximo e com a cidadania, e próprio conceito de sujeito situado. “Temos um papel fundamental inclusive na organização dos espaços urbanos e nos conflitos que se expressam nesses espaços”, complementa. 

Losiley Alves corrobora com Alessandra, destacando a contribuição recente do Sistema Conselhos de Psicologia com a edição da Resolução CFP 01/2019, que Institui normas e procedimentos para a perícia psicológica no contexto do trânsito. Segundo ela, a referida normativa auxilia a(o) psicóloga(o) especialista a investigar quais são as habilidades mínimas exigidas para uma condução segura veicular, bem como os aspectos cognitivos e os fenômenos psicológicos da atenção e da memória e da inteligência, além de investigar o funcionamento do juízo crítico, do comportamento. “Tudo isso visando sempre entender qual seria esse perfil de condução segura, bem como investigar alguns traços de personalidade que nos é sinalizado a necessidade de investigar os níveis de impulsividade, de agressividade e de ansiedade”, reforça. 

Com o tema “Perceba o risco. Proteja a vida”, o mês pela segurança do trânsito de 2020 aponta para que a Psicologia contribua no sentido de possibilitar subsídios, debates e reflexões sobre a tomada da consciência do indivíduo, afirma Alessandra. A conselheira do CFP destaca que é importante fazer um recorte de gênero e raça, que pode parecer invisível, mas estão bastante inserido no contexto socioeconômico do Brasil. “Há também um recorte machista nesse país, que, no trânsito, promove a ideia da virilidade e da força, do agir impulsivamente, na criação dos nossos meninos, então isso é uma questão da Psicologia”, complementa. 

A conselheira Losiley diz que as relações dos indivíduos com o trânsito afetam outros atores como família, amigos, trabalho. “Por exemplo, em 2019, morremora 5.332 pessoas nas estradas do país. Podemos pensar em 5.332 famílias que foram afetadas diretamente, sem contar as outras relações”, justifica. Para ela, o mote da campanha visa a buscar estratégias de prevenção, citando abordagem dada durante o 13º Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego e do 2º Congresso Brasileiro de Psicologia de Tráfego, realizado em setembro de 2019, em Brasília. “O grande causador de acidentes de trânsito, segundo essas estatísticas, são os comportamentos humanos. A Psicologia nesse contexto está nos desafiando frente a essa demanda, nos convidando a termos uma atuação com foco na prioridade a proteção à vida, percebendo e desenvolvendo atividades, que visam a prevenção de acidentes”, reforça. 

Contexto da Pandemia da Covid-19 

Ao levar em consideração o contexto da pandemia do novo coronavírus, a conselheira Losiley Alves destaca que o deslocamento neste cenário se torna ainda mais opressor devido à necessidade de isolamento social, aflorando sentimentos como angústia, tristeza, stress, negação. 

Por isso, para Alessandra Almeida, a Psicologia do Trânsito precisa pensar em vários contextos para além do trânsito, especialmente neste momento de pandemia. Como o acesso à mobilidade no socorro a mulheres que estão quarentenadas e sofrendo violência; o impacto da correria e do medo sobre as pessoas que trabalham com transportes por aplicativo ou que fazem deliverys; o deslocamento de moradoras(es) de rua nesse período, que se torna ainda mais difícil. “Isso diz respeito a Psicologia do Trânsito e da Mobilidade em geral. Os impactos das políticas públicas na Mobilidade e os impactos da mobilidade e do acesso à mobilidade no funcionamento das políticas públicas”, aponta Alessandra. 

Já a conselheira Losiley destaca a oportunidade para se refletir o contexto violento do trânsito, apontando dados do Ministério da Saúde que indicam que os acidentes no trânsito ainda matam em média 114 pessoas por dia no Brasil. “Então sabemos que não são poucas as vítimas no trânsito. Outro fator que vale a pena refletir, com o avanço do isolamento, são mudanças de comportamento, e a Psicologia, enquanto ciência e profissão, nos oferece essa possibilidade de contribuir com a promoção da saúde e segurança no trânsito”, finaliza. 

Saiba mais sobre Psicologia no Trânsito:

Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) em Políticas Públicas de Mobilidade Humana e Trânsito

 

Nota de Pesar: Nara Wanda Zamora Hernandéz

O Conselho Federal de Psicologia (CFP)  lamenta o falecimento da psicóloga Nara Wanda Zamora Hernandéz, ex-conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Tocantins (CRP-23) entre 2013 e 2019. Wanda, como era conhecida, faleceu no dia 4 de maio 2020.

Cubana, brasileira naturalizada e radicada no Tocantins há mais de 25 anos, a psicóloga foi pioneira no exercício e no ensino em Psicologia no estado. Como professora, teve uma vida devotada ao serviço à vida humana, dedicando grande parte dela à prática, ensino e pesquisa em Psicologia.

Com a criação do CRP-23 e desmembramento da jurisdição do Tocantins do CRP-09 (Goiás), Wanda compôs os dois primeiros plenários daquela Autarquia. Atuou nas comissões de Orientação e Ética, Clínica e Avaliação Psicológica.

Aos familiares e amigas(os), nossas profundas condolências.

CFP prorroga suspensão de prazos processuais e prescricionais até 03 de maio

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (08), a prorrogação da suspensão dos prazos processuais e prescricionais no âmbito do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia até o dia de 3 de maio de 2020.

A instrução normativa Nº2, leva em consideração as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no contexto da pandemia da COVID-19. A norma havia sido publicada anteriormente no dia 17 de março.

O documento diz ainda que os CRPs deverão dar ampla divulgação à prorrogação dos prazos.

Leia a Instrução Normativa Nº2.

CFP dá posse à nova Comissão de Direitos Humanos

A nova composição da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) tomou posse no último dia 24 de março. A primeira ação da CDH, visando à garantia e promoção de direitos humanos, será a elaboração de uma nota ressaltando que a Covid-19 poderá afetar de modo devastador as populações mais vulnerabilizadas e vítimas de violências, notadamente as pessoas pobres, em situação de rua, negras, com deficiência, os povos indígenas, assim como as mulheres e a população LGBTQI+, entre outras.

Em virtude da restrição de atividades presenciais devido à pandemia do novo Coronavírus, a conselheira-presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes, realizou a posse das(os) integrantes por reunião on-line.

A coordenadora da CDH é a psicóloga Eliane Silvia Costa. Maria de Jesus Moura é a conselheira do XVIII Plenário do CFP que integra o colegiado. Duas ex-conselheiras do CFP (2017-2019) também compõem a comissão: Andréa Esmeraldo e Iolete Ribeiro da Silva. Ematuir Teles de Sousa segue no grupo, do qual participa desde 2017.

As(Os) demais integrantes são: Arthur Fernandes Sampaio, Cinthia Cristina da Rosa Vilas Boas, Claudia Andréa Mayorga Borges, Filippe de Mello Lopes, Jaqueline Gomes de Jesus, Jeane Saskya Campos Tavares, Tatiana Lionço, Thaynara Sousa Silva e Vitória Bernardes Ferreira.

Ações futuras 

Para a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos, Eliane Costa, a nova composição da CDH/CFP dará continuidade à luta histórica do colegiado ao longo dos anos, especialmente diante da realidade brasileira ainda muito desigual e “caracterizada por um país estruturado pelo neoliberalismo, racismo, sexismo, capacitismo, dentre outras modalidades de dominação”.

Costa explica que, do ponto de vista identitário e da ação política, a comissão é plural, pois é composta por psicóloga com deficiência e por psicólogas(os) de diferentes identidades étnico-raciais, de gênero e sexualidade. “Todas(os) se alinham na defesa da vida justa, digna, equânime para todas as pessoas, no enfrentamento das situações cotidianas, institucionais e políticas que produzem, reproduzem, sustentam e modelam opressões“, complementa.

Devido à pandemia da Covid-19, Eliane Costa explica que a comissão teve que reorganizar a agenda de trabalho, bem como as pautas e a forma de comunicação. “Em breve, organizaremos nosso planejamento estratégico com as demais ações que faremos”, reforça, apontando que tudo será alinhado aos encaminhamentos feitos pelo X Congresso Nacional da Psicologia (CNP), pela Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) e pelo Plenário do CFP. A CDH/CFP seguirá propondo ações de impacto nacional articuladas com as Comissões de Direitos Humanos dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs).

Comissão de Direitos Humanos

A CDH, órgão permanente do CFP, tem como atribuições incentivar a reflexão sobre os direitos humanos inerentes à formação, à prática profissional e à pesquisa em Psicologia, intervir em situações em que existam violações dos direitos humanos que produzem sofrimento mental e participar de todas as iniciativas que preservem os direitos humanos na sociedade brasileira. Além disso, busca apoiar o movimento internacional dos direitos humanos e estudar todas as formas de exclusão que violem os direitos humanos e provoquem sofrimento mental.

Adiado concurso de Provas e Títulos de Especialista

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e Instituto Quadrix informam que decidiram suspender temporariamente as atividades do XII Concurso de Provas e Títulos. A decisão leva em conta o Decreto nº 40.539, de 19 março de 2020, e as orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, visando as medidas de combate e controle ao novo coronavírus (Covid-19) e em respeito às(aos) candidatas(os) inscritas(os).

Leia abaixo o comunicado:

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA – CFP XII CONCURSO DE PROVAS E TÍTULOS PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO PROFISSIONAL DE  ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA

COMUNICADO

O Instituto QUADRIX e o Conselho Federal de Psicologia – CFP informam que, em atenção ao Decreto nº 40.539, de 19 março de 2020, e às orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, decidiram suspender temporariamente, a partir de hoje, as atividades do XII Concurso de Provas e Títulos, em função das medidas de combate e controle ao coronavírus (Covid-19) e em respeito aos candidatos inscritos.  O Instituto QUADRIX e o Conselho Federal de Psicologia – CFP afirmam que estão solidários às medidas adotadas em todo o País para evitar a disseminação do vírus e, assim que possível, retornarão as atividades regulares do concurso.  Informações sobre o novo cronograma serão divulgadas oportunamente.

Brasília/DF, 23 de março de 2020.

Diretoria de Concursos Instituto QUADRIX

Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social realiza primeira reunião em 2020

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, na quinta-feira (5), da primeira reunião de 2020 do Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social. O foco de atuação do Fórum este ano será pela reafirmação do papel do Estado na redução da desigualdade social no Brasil. O encontro ocorreu na sede do Conselho Federal de Economia (COFECON), Autarquia que criou e coordena a Campanha pela Redução da Desigualdade Social no Brasil.

O conselheiro Antônio Virgílio Bastos representou o CFP no colegiado. Cerca de 30 entidades nacionais e estaduais, entre elas o CFP, participam da iniciativa e reúnem-se no Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social.

Campanha pela Redução da Desigualdade Social

A Campanha pela Redução da Desigualdade Social é formada por seis eixos. No presente ano, o tema central a ser trabalhado trata da reafirmação do papel do Estado e das políticas públicas na redução da desigualdade. Esse tema faz parte do eixo 4, que tem como objetivos: priorizar a destinação do orçamento público para demandas sociais; eliminar ou reduzir as isenções e desonerações fiscais, os subsídios concedidos e os gastos com juros da dívida pública; melhorar a gestão e tornar mais eficientes os gastos públicos; apoiar a PEC que institui controle dos gastos com juros da dívida pública; fortalecer as empresas estatais e instituir controle social sobre sua gestão.

Além da escolha da temática do papel do Estado para as atividades de 2020, o Fórum definiu o calendário de reuniões do colegiado, que serão bimestrais, bem como ações conjuntas com outras entidades da sociedade civil. Outro assunto abordado na reunião foi a publicação da 2ª edição da revista do Fórum, intitulada “Justiça Social”. A publicação é composta por artigos produzidos por palestrantes do Seminário “Os impactos da Reforma da Previdência e das novas tecnologias para a sociedade”, realizado pelo Fórum em 29 de agosto de 2019, com apoio do CFP e palestra da então conselheira federal Rosane Granzotto. A primeira edição da revista Justiça Social traz artigos de palestrantes do Seminário “Reestruturação da Seguridade Social e da Educação”, ocorrido em dezembro de 2018.

A luta por uma sociedade menos desigual e pela justiça social é um compromisso central do atual Plenário do Conselho Federal de Psicologia, o que justifica o apoio e a participação do CFP no referido Forum.

 

 

Balanço de ações da Revista Psicologia: Ciência e Profissão

Fluxo contínuo, série de edições especiais temáticas, dossiês específicos. Essas e outras mudanças foram implementadas na Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP), de 2017 a 2019, durante a última gestão do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Na primeira reunião da nova plenária do CFP, em janeiro deste ano, foi apresentado um balanço das ações no periódico.

Neuza Guareschi, atual conselheira do CFP e editora chefe da PCP no plenário passado, apresentou os dados. Em 2017, foram publicados um total de 76 artigos. Além destes, foi publicada a edição especial “Psicologia e Democracia” com 19 artigos, perfazendo um total de 95 manuscritos.

Em 2018, foram publicados 59 artigos regulares. Além destes, duas edições especiais temáticas foram lançadas no referido ano: 15 anos do Satepsi e Sistema Prisional e Segurança Pública.

A grande novidade em 2019 foi o fim das edições regulares impressas, sendo estas publicadas exclusivamente na plataforma SciELO, gerando economia de recursos. No referido ano, 63 artigos regulares foram publicados e mais duas edições especiais foram lançadas: “Psicologia, Povos e Comunidades Tradicionais” e “Psicologia, Territorialidades e Violências”.

Balanço da Revista Psicologia: Ciência e Profissão 

A conselheira Neuza Guareschi, que segue como editora-chefe do periódico na atual gestão, aponta que o balanço da PCP no último triênio é positivo. Segundo ela, o trabalho integrado da equipe foi importante para conquistas como a discussão da acessibilidade na produção de conteúdo, destacando Diálogo Digital sobre a acessibilidade, bem como a inclusão de dossiê sobre o tema em cinco artigos na edição 38.3 da PCP. 

Neuza enumerou outros dois avanços na gestão do periódico, como a adoção do fluxo contínuo, abolindo, desta forma, as edições impressas dos números regulares, mantendo-os apenas para os especiais. “O Fluxo contínuo dá uma agilidade maior para a revista. Assim que os artigos estiverem prontos, eles podem ser publicados, por lotes, grupos. Isso dá uma periodicidade de tal forma que, por exemplo, os autores já sabem que não terão números atrasados”, reforça.

O ponto seguinte é a publicação de edições especiais. De 2017 a 2019 foram publicadas cinco edições especiais e mais duas estão programadas para serem lançadas ainda este ano: “O Lugar da Psicologia frente as Orientações Sexuais e Identidades de Gênero (LGBTI)” e “Psicologia e Relações Raciais”.

A conselheira destaca que as edições temáticas são definidas pelo Plenário do CFP, a partir das demandas e de acordo com as grandes ações que são agrupadas e reunidas pelas(os) conselheiras(os), assim como segundo as deliberações do Congresso Nacional da Psicologia (CNP). “Todos esses números ainda tiveram uma questão importante dentro destas temáticas que seriam pautar as práticas psicológicas a partir destes campos, destes temas, destas populações, no sentido de como essas práticas psicológicas estão trabalhando, se inserindo nessas temáticas”, ressalta.

Desafios 

A editora da PCP aponta que o grande desafio a ser enfrentado neste próximo triênio é agilizar o processo de avaliação da revista. Segundo ela, essa questão está sendo discutida no sentido de aumentar o número de colaboradoras(es). Guareschi diz ainda que há uma dificuldade na busca de pareceristas para avaliarem os artigos, diante do volume que chega à equipe técnica/editorial do periódico. Para se ter uma ideia, no último triênio, a equipe técnica da PCP recebeu quase 1.900 artigos: 560 (2017), 662 (2018), 669 (2019). Em 2020, já foram enviados, até o momento da redação desta matéria, 74 manuscritos.

Em 2019, a PCP celebrou 40 anos de existência. Para marcar a data, foi realizado um Diálogo Digital. Para a continuidade das comemorações, a conselheira do CFP informou que um dossiê com cinco artigos sobre um levantamento dos artigos publicados na revista de 2005 a 2018 será publicado no fluxo contínuo de 2020.

Acesse todas as edições da Revista Psicologia: Ciência e Profissão.

Saiba como publicar na Revista Psicologia Ciência e Profissão.

 

Entidades do FENPB participam de Oficina de atuação no Parlamento

No dia 6 de fevereiro, ocorreu a Oficina de Atuação no Parlamento, promovida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) enquanto secretaria-executiva do Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia (FENPB). O objetivo da oficina, direcionada às entidades que compõem o FENPB, foi promover a troca de experiências sobre o funcionamento do processo legislativo e iniciar a discussão sobre os Projetos de Lei de interesse da Psicologia, à luz das deliberações aprovadas no 10º Congresso Nacional da Psicologia (10º CNP), realizado em 2019.

O conteúdo da oficina foi introdutório, com informações sobre canais de comunicação do parlamento com a população, bem como ferramentas de acompanhamento dos Projetos de Lei e de como o FENPB e suas entidades podem influenciar nas decisões.

Processo Legislativo

O conselheiro-secretário do CFP, Fabián Rueda, abriu os trabalhos apresentando os novos representantes do CFP no FENPB, Rogério Giannini e Virgílio Bastos.

Fabián destacou que a oficina faz parte das ações que atendem ao planejamento estratégico do FENPB, cujo processo foi concluído em novembro do ano passado. O conselheiro apresentou um balanço de ações do último triênio do FENPB, destacando a participação efetiva de 23 das 25 entidades. “O objetivo da oficina é que as entidades do FENPB fiquem por dentro da agenda legislativa das casas (Câmara e Senado), em especial aos projetos de lei, para servirem de subsídio, para que o CFP e as entidades da Psicologia possam continuar trabalhando articuladamente em defesa da sociedade”, ressaltou.

Na oficina, foram apresentados o funcionamento do processo legislativo, em especial o regime de tramitação das proposições nas casas legislativas, e o funcionamento da Comissão de Legislação Participativa (CLP) e sua importância para dinamizar o processo de proposições oriundas da própria sociedade.

Psicologia na rede pública de ensino

O último debate do dia foi sobre “como o FENPB pode influenciar as decisões no parlamento”. Foi apresentado um estudo de caso da mobilização do CFP junto com as entidades da Psicologia e do Serviço Social para aprovação e derrubada do veto do Poder Executivo ao Projeto de Lei 3.688/2000, que dispõe sobre serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de ensino.

A referida proposição se transformou na Lei 13.935/19, promulgada pela presidência da República em 12 de dezembro de 2019. Após a sua promulgação, o Poder Executivo Federal deve providenciar a regulamentação da Lei.

Agora, inicia-se um novo ciclo de luta pela garantia da regulamentação e da implementação da nova medida. O CFP, a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP) e o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) já estão cumprindo agenda de mobilizações, com reuniões preparatórias e encontros com a Associação Brasileira de Municípios (ABM), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e com o secretário nacional de educação básica do Ministério da Educação.

 

 

 

Qualidade de vida e do trabalho nas organizações será tema de eventos em Porto Alegre

De 23 a 25 de junho de 2020, Porto Alegre (RS) será sede de quatro eventos sobre qualidade de vida e do trabalho nas organizações: 20º Congresso de Stress da ISMA-BR (International Stress Management Association), 22º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 12º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 12º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), mais uma vez,  é apoiador dos eventos, a exemplo da última edição, em 2019. As inscrições para o 1º lote expiram em 15 de abril e podem ser pelo site: http://www.ismabrasil.com.br/congressos/congresso-2020/inscricao.

Os encontros debaterão como gestoras(es) e trabalhadoras(es) têm enfrentado crescentes desafios como a desaceleração da economia global, aumento do stress no trabalho, insegurança em relação à estabilidade no emprego e níveis epidêmicos de doenças crônicas. Além disso, discutirão sobre a avaliação dos riscos e oportunidades para um trabalho mais saudável e identificar os elementos essenciais para o sucesso de programas de bem-estar e saúde são ações preventivas imprescindíveis, bem como os danos dos excessos que extrapolam a esfera profissional, causando insatisfação e adoecimento, que, para as empresas, elevam os custos com tratamentos médicos, absenteísmo e baixa produtividade.

O evento vai reunir pesquisadoras(es), acadêmicas(os), representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessadas(os) em pesquisas e práticas relacionadas à qualidade de vida no trabalho, ao estresse e à saúde.

Serviço

20º Congresso de Stress da ISMA-BR (International Stress Management Association), 22º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 12º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 12º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.

Data: 23 a 25 de junho de 2020

Local: Plaza São Rafael Hotel – Porto Alegre / RS

Endereço: Av. Alberto Bins, 514 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS

Mais informações em:

http://www.ismabrasil.com.br/congressos/congresso-2020/programa