CFP dá posse à nova Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica para o triênio 2026-2028

Tomou posse no dia 12 de março, em Brasília/DF, a nova Comissão Consultiva de Avaliação Psicológica (CCAP) do Conselho Federal de Psicologia (CFP), para o triênio 2026-2028. A presidenta do CFP, Ivani Oliveira, assinou a posse de nove psicólogas e psicólogos especialistas e pesquisadoras(es) que irão discutir o tema e subsidiar a Autarquia nas ações no âmbito da avaliação psicológica.

“A CCAP é um espaço de diálogo entre a responsabilidade pública de unificar a qualidade dos instrumentos psicológicos e as necessidades da sociedade. Essa comissão reúne especialistas, pesquisadoras e doutoras da área da avaliação psicológica, que cuidarão da análise dos próximos testes psicológicos”, destacou a presidenta do CFP.

A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica possui mandato de três anos e a missão de discutir e propor diretrizes, normas e resoluções sobre avaliação psicológica. A coordenação da CCAP ficará a cargo da conselheira federal Andréa Chamon.

“O Plenário assume o compromisso com a nossa categoria de fazer uma gestão comprometida com a Interseccionalidade, os Direitos Humanos e a Justiça Social. Essa é uma proposta não só das conselheiras e conselheiros do XX Plenário do CFP, mas também da nossa Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica”, pontuou a coordenadora da CCAP.

A Comissão Consultiva é um órgão colegiado do Conselho Federal de Psicologia responsável pela proposição de diretrizes, normas e resoluções sobre avaliação psicológica no País.

A CCAP também gerencia o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), plataforma de classificação de testes submetidos por psicólogas e psicólogos para aprovação.

Conheça a nova composição da CCAP

Andréa Regina Marques Chamon – Coordenadora
Ana Deyvis Santos Araújo Jesuíno
Ana Paula Porto Noronha
Daiana Meregalli Schütz
Sabrina Martins Barroso
Everson Cristiano de Abreu Meireles
Gabriel Vitor Acioly Gomes
Hugo Ferrari Cardoso
Vithor Rosa Franco

CFP promove live sobre combate à violência de gênero e feminicídio

Na próxima sexta-feira (20), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) transmite um diálogo ao vivo sobre violência de gênero e feminicídio. “Mulheres Vivas: a Psicologia contra o feminicídio”, será exibido pelo canal oficial do CFP no YouTube, às 18h, com participação de psicólogas pesquisadoras da temática.

O diálogo tem como objetivo promover reflexão crítica e posicionamento institucional da Psicologia frente ao fenômeno do feminicídio, reafirmando o compromisso ético-político da profissão com a defesa dos direitos das mulheres, em sua diversidade.

A atividade integra a agenda da Comissão de Direitos Humanos do (CDH/CFP) e terá mediação das conselheiras Jaqueline Gomes de Jesus e Vanessa Terena, coordenadoras da CDH. Elas vão receber as psicólogas Luciene da Silva Lacerda, Ájò Nasidí e Dienner Josieli Jorge Bueno Baltar.

Sobre a CDH/CFP

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) é um órgão permanente focado em integrar a defesa dos direitos à formação e prática profissional.  A CDH atua no enfrentamento de violações que geram sofrimento mental e participa de iniciativas para o fortalecimento dos direitos humanos no País. 

O papel do CFP, por meio da Comissão de Direitos Humanos, é produzir consensos e pautar temas que qualifiquem o exercício profissional sob a égide da ética e do compromisso com a Carta dos Direitos Humanos, em consonância com o Estado laico e o respeito à liberdade religiosa.

Na Gestão 2026-2028, as(os) integrantes da Comissão  foram designadas(os) pelo XX Plenário em 31 de janeiro de 2026. São 17 profissionais de destaque na luta pela defesa de direitos com atuação em diferentes unidades da federação.

SERVIÇO

Mulheres Vivas: a Psicologia contra o feminicídio
Data: 20 de março, sexta-feira
Horário: 18h
Transmissão: Canal oficial do CFP no YouTube
(youtube.com/@conselhofederaldepsicologia)

CFP em Plenária – Destaques do Mês

Nos dias 27 e 28 de fevereiro foi realizada, em Brasília/DF, a Reunião Plenária mensal do Conselho Federal de Psicologia. O encontro reuniu as(os) 22 integrantes do Plenário 2.0 do CFP (gestão 2026-2028).

33 pontos deliberativos compuseram a pauta da reunião, além de informes sobre atividades institucionais do período. Confira alguns destaques das deliberações:

Julgamentos de processos

Definida a agenda de julgamento de 22 processos éticos e administrativos, que tramitam em grau de recurso no CFP. Vale saber: o julgamento recursal é uma das atribuições centrais do Conselho Federal, responsável por analisar recursos de processos iniciados em Conselhos Regionais.

Formação, carreira e renda

Foram apresentados dados iniciais da pesquisa “Demografia da Psicologia na Última Década (2013–2023)”
O estudo reúne dados de mais de 350 mil participantes, constituindo o mais amplo levantamento já realizado pelo CFP sobre formação e trajetória profissional.
Um comitê técnico acompanhará as próximas etapas da pesquisa, cujo relatório final será apresentado em 2027.

Cuidado em Liberdade

O compromisso ético, científico e político do Sistema Conselhos de Psicologia com o cuidado em saúde mental em base territorial e em liberdade também foi destaque na Plenária.
Entre as medidas anunciadas, uma Nota Técnica aos Conselhos de Psicologia de todo o País em defesa da Lei 10216/2001 (Reforma Psiquiátrica) e orientações quanto ao exercício profissional.

Atuação profissional

Composição de Grupos de Trabalho do CFP para elaboração de diretrizes e normativas em temas como:

– Avaliação psicológica de condutores
– Saúde mental de povos indígenas
– Crianças e adolescentes, gênero e sexo diversas

Também foram encaminhadas atualizações da Resolução CFP nº 23/2022 (Registro de Especialistas) e da Nota Técnica sobre ISTs e hepatites virais

Referências técnicas

Criadas comissões para elaboração de novas Referências Técnicas para Atuação de Profissionais da Psicologia em:

– Educação Básica
– Rede de Atenção Psicossocial
– Suicídio e Autolesão
– Pessoas com Deficiência
– Acolhimento no SUAS

Também foram encaminhadas atualizações de Referências sobre Relações Raciais e Atuação da Psicologia no Sistema de Justiça

Apoio e patrocínio institucional

Foi aprovado o valor global de R$ 250 mil reais para o apoio a atividades realizadas em parceria com organizações da sociedade civil em 2026. A iniciativa busca estimular a disseminação da produção científica e fortalecer a presença social da Psicologia (Resolução CFP 20/2023).

Incidências no Legislativo, Executivo e Judiciário

O CFP também deliberou sobre ações junto aos três poderes:

• Parecer técnico sobre o PL nº 1232/2022 (depoimento de crianças e adolescentes)
• Análise dos impactos para a Psicologia da Lei nº 15.345/2026 (acupuntura)
• Informe sobre atuação em defesa da Resolução CFP nº 05/2025 (Supervisão de Estágios). Reuniões com ministros do STF, com a AGU e com a PGR integram a estratégia.

A Reunião Plenária é o principal espaço de deliberação do Conselho Federal de Psicologia. Nela são analisadas e aprovadas medidas relacionadas à regulação, orientação e defesa do exercício profissional da Psicologia no Brasil.

Acompanhe mensalmente os principais encaminhamentos da Plenária do CFP.

Conselhos de Psicologia e de Medicina Veterinária dialogam sobre o uso de animais de suporte emocional e saúde mental

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, na terça-feira (4), de uma reunião institucional na sede do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), em Brasília/DF. O objetivo foi alinhar o posicionamento das autarquias quanto à regulamentação do uso de animais em processos terapêuticos e à promoção da saúde mental das(os) profissionais das duas categorias.

A conselheira-secretária do CFP, Ana Carolina Freire, se reuniu com Ingrid Bueno, presidente da Comissão Nacional de Saúde Mental do CFMV, que participou de forma remota. O foco principal da audiência foi a análise de Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional sobre animais de suporte emocional, animais de serviço e Intervenções Assistidas por Animais (IAA/Terapia).

Ana Carolina Freire ressaltou que a presença da Psicologia nesse debate é fundamental para garantir que as práticas terapêuticas respeitem as competências técnicas e o rigor científico da profissão. A conselheira explica que a cooperação busca assegurar que o uso de animais em contextos de saúde mental siga critérios técnicos que protejam tanto o paciente quanto o bem-estar do animal. 

“O objetivo é estabelecer um posicionamento conjunto que assegure critérios técnicos rigorosos no cuidado em saúde mental e o bem-estar animal, respeitando as competências de ambas as profissões no processo terapêutico”, pontuou a conselheira-secretária do CFP.

Cuidado profissional

Além da pauta animal, a reunião abordou a responsabilidade dos conselhos profissionais diante dos índices de suicídio e autolesão entre seus inscritos. A Comissão de Atenção à Saúde Mental do CFMV pretende fortalecer redes de apoio e prevenção, a partir da experiência acumulada do CFP no cuidado à saúde mental.

A iniciativa visa criar estratégias de cuidado integral para médicas(os)-veterinárias(os) e zootecnistas, categorias que enfrentam altos níveis de estresse ocupacional, utilizando os conhecimentos da Psicologia para estruturar políticas de saúde mental mais eficazes dentro das autarquias.

“A reunião marca o fortalecimento da cooperação institucional para que as decisões legislativas e a políticas de saúde mental sejam pautadas por evidências científicas e pela proteção de todas e todos os envolvidos”, destacou a conselheira-secretária do CFP.

Novo representante do CFP inicia participação no Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura

De 25 a 27 de fevereiro, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) realizou, em Brasília/DF, a primeira Reunião Ordinária de 2026 do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT). No encontro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresentou seu novo representante no colegiado, o psicólogo Daniel Melo, conselheiro do XX Plenário.

O conselheiro explica que o CNPCT se reúne para debater, deliberar e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao combate e à erradicação da tortura. Daniel Melo destaca que a participação do CFP entre as entidades da sociedade civil integrantes do colegiado reforça o compromisso da Psicologia com o cuidado em liberdade, principalmente no que tange à saúde mental.

“A presença da Psicologia é fundamental neste espaço para contribuirmos com o diálogo sobre os efeitos psicológicos da tortura em pessoas privadas de liberdade e orientarmos sobre como a sociedade e os profissionais podem responder a essa demanda”, pontuou o conselheiro.

O Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura integra o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (SNPCT) e é composto por 23 membros, sendo 11 representantes de órgãos federais e 12 da sociedade civil, incluindo entidades de classe e movimentos sociais.

A pauta desta reunião incluiu o balanço das atividades de 2025 e o planejamento das ações para 2026. O coletivo atuará no acompanhamento e na proposição de ações e programas para o enfrentamento a violações de direitos em instituições de privação de liberdade, como unidades prisionais, delegacias, instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) e hospitais psiquiátricos.

Cuidado em liberdade

Em julho de 2025, o Conselho Federal de Psicologia lançou o relatório Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico no Brasil: um cenário de violações, que expõe a realidade alarmante dos manicômios judiciários no país.

O documento é fruto de inspeções nacionais que identificaram a persistência de estruturas manicomiais anacrônicas, em que pessoas com transtorno mental em conflito com a lei sofrem privações severas, falta de assistência à saúde adequada e a perpetuação do isolamento social, contrariando as diretrizes da Reforma Psiquiátrica e da Lei Antimanicomial.

O documento aponta que esses estabelecimentos funcionam como espaços de ‘exclusão sobreposta’, unindo a precariedade do sistema prisional à negligência do modelo asilar. Entre as violações destacadas estão o uso excessivo de medicação como contenção e a ausência de projetos terapêuticos voltados à reintegração social, o que reforça a urgência da interdição dessas unidades e a transferência do cuidado para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Enchentes em MG e atenção psicossocial nas emergências e desastres

Diante das enchentes que atingem o estado de Gerais, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta solidariedade às populações afetadas e reforça a importância do cuidado psicossocial em situações de emergências e desastres.

A atuação da Psicologia nesses contextos vai além do atendimento individual: envolve articulação com políticas públicas e a atenção aos impactos coletivos e estruturais que agravam vulnerabilidades.

O CFP dispõe de um conjunto de documentos com orientações para as fases de preparação, resposta e reconstrução.

Minas Gerais já contabiliza mais de 70 mortes, além de pessoas desaparecidas, após as fortes chuvas que atingiram municípios como Ubá, Juiz de Fora e outras localidades.

A tragédia evidencia os impactos humanos e psicossociais das emergências e desastres socioambientais, fenômenos que têm se intensificado diante das mudanças climáticas.

Os impactos psíquicos decorrentes de fenômenos climáticos extremos – como secas, queimadas, enchentes e ondas de calor – convocam a Psicologia a uma atuação que ultrapassa o âmbito individual.

É um cuidado atento ao coletivo e às interseccionalidades que marcam a população brasileira.

Para apoiar a atuação profissional nesse campo, o CFP dispõe de ações e diretrizes específicas.

Entre elas, as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas (os) na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres, lançadas em 2021 pelo Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop).

E também a Nota Técnica com práticas atualizadas para a atuação de psicólogas e psicólogos em situações de emergências e desastres, publicada em 2024.

Os documentos organizam a atuação em cinco fases:

  1. Prevenção
  2. Mitigação
  3. Preparação
  4. Resposta
  5. Reconstrução

PREVENÇÃO E MITIGAÇÃO

É necessário apoiar e fortalecer ações e políticas que sejam capazes de evitar ou minimizar desastres.

Nesse sentido, a Psicologia pode contribuir com práticas socioambientais nos mais diversos espaços da vida cotidiana, inclusive com atenção às políticas públicas que devem ser protegidas e implementadas para promoção do cuidado com a vida no planeta.

PREPARAÇÃO

A Psicologia deve estar articulada às políticas públicas e aos sistemas de Proteção e Defesa Civil, Saúde e  Assistência Social.

Também é fundamental participar da elaboração dos Planos de Contingência municipais, garantindo que a atenção psicossocial esteja prevista nas ações de resposta.

RESPOSTA

Na fase de resposta, são desenvolvidas ações para:

• promover a segurança e saúde mental da população afetada
• reduzir impactos psicossociais
• realizar atendimento psicoterapêutico quando necessário

O cuidado deve ser técnico, ético e articulado à rede pública.

RECONSTRUÇÃO

A reconstrução exige continuidade. É necessário garantir apoio psicossocial a médio e longo prazo, articulado aos serviços de saúde mental do território, considerando os efeitos emocionais que podem persistir após o desastre.

Diante de situações de emergências e desastres, a possibilidade de colaborar no cuidado psíquico às  vítimas pode ser promotora de saúde – fortalecendo tanto quem recebe como as(os) profissionais que disponibilizam a ajuda.

No entanto, é fundamental buscar orientações e atuar em sintonia com trabalhadores(as) que estão na linha de frente da gestão da emergência – Defesa Civil, Saúde, Assistência Social, entre outros – para que a prática seja segura e promova atendimentos  de forma adequada.

Segurança viária: Sistema Conselhos se mobiliza contra novas normativas de tráfego que precarizam avaliação psicológica

O Conselho Federal (CFP) e os 24 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) realizaram, na quinta-feira (19), uma reunião virtual de articulação estratégica em virtude do novo cenário normativo do tráfego no país. O objetivo foi alinhar a atuação da Psicologia diante das recentes normativas do Governo Federal que alteram as regras de trânsito no país.

O foco do debate foi a publicação da Portaria SENATRAN 927/2025, que estabelece um teto global de R$180 para a soma dos exames médico e psicológico; e da Medida Provisória (MP) 1.327/2025, que institui a renovação automática e gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para “bons motoristas”.

A reunião foi conduzida pela presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Ivani Oliveira, e pela conselheira do CFP Ana Flávia Vieira de Matos, que apresentaram um panorama das ações institucionais em curso e convocaram os CRPs para uma incidência local unificada.

“A gravidade do momento é extrema. Não se trata apenas do exercício profissional, mas da preservação da vida. Os sinistros de trânsito custam ao Brasil cerca de R$50 bilhões anuais, e mais de 90% deles são causados por falhas humanas. A avaliação psicológica é o principal mecanismo de prevenção desse cenário”, destacou a presidenta Ivani Oliveira.

Para o CFP e os CRPs, os dois dispositivos legais publicados recentemente não observam critérios técnicos e científicos. Na avaliação do Sistema Conselhos de Psicologia, o teto de R$180 é economicamente inviável, pois desconsidera custos com testes validados, infraestrutura e tributos. Além disso, a medida estimula avaliações apressadas, o que eleva diretamente o risco de acidentes no contexto do tráfego.

Já no caso da renovação automática e gratuita da CNH para “bons motoristas”, a medida parte da premissa equivocada de que a saúde mental e as funções cognitivas são imutáveis, permitindo que motoristas que desenvolverem transtornos graves continuem dirigindo sem a devida avaliação psicológica.

Histórico de atuação

No diálogo, o CFP detalhou as frentes de atuação que vêm sendo operadas desde 2025 para fazer enfrentamento aos retrocessos.

Em dezembro, a Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) aprovou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para revisar e atualizar as normativas referentes à Psicologia do Tráfego.

Em janeiro deste ano, o CFP se reuniu com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratar uma articulação conjunta entre os dois conselhos profissionais na elaboração de estratégias de incidência junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.

Também no âmbito legislativo, o Conselho Federal de Psicologia promove articulação intensa no Congresso pela aprovação de emendas que retirem o dispositivo de renovação automática da CNH do texto da MP 1.327/2025.

Além disso, a Gerência Jurídica do CFP analisa a interposição de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Medida Provisória, bem como de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra o teto tarifário da Portaria 927/2025.

A equipe do CFP avalia a juridicidade das normas e a possibilidade de ajuizamento de uma Ação Constitucional no Supremo. Entre outros elementos jurídicos, entende-se que há um grau de desproporcionalidade na simples dispensa de realização de novos exames psicológicos, que servem à garantia de saúde e segurança e, por consequência, a direitos fundamentais.

Frente de trabalho

No conjunto de estratégias, foi anunciada a criação de um grupo de trabalho formado pelo CFP e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), incluindo a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit), a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), como frente única de articulação para criar estratégias de ação na pauta.

“A partir desta frente de articulação interprofissional, podemos construir de forma conjunta documentos que tragam a comprovação científica do quanto a avaliação psicológica no âmbito do tráfego é benéfica para a sociedade e para motoristas”, apontou a conselheira Ana Flávia Vieira de Matos.

Psicologia do Tráfego

A Psicologia do Tráfego é uma especialidade que busca contribuir não apenas na atuação profissional de psicólogas e psicólogos, mas também nos debates e reflexões acerca do comportamento, espaço urbano, autocuidado, o cuidado com o próximo e com a cidadania, bem como o conceito de sujeito situado.

Para apoiar a atuação da categoria neste campo, o CFP conta com uma série de normativas e publicações. Confira:

– Resolução CFP nº 01/2019: institui normas e procedimentos para a perícia psicológica no contexto do trânsito.
– Resolução CFP nº 06/2019: institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o) no exercício profissional.
– Resolução CFP nº 31/ 2022: estabelece diretrizes para a realização de Avaliação Psicológica no exercício profissional da psicóloga e do psicólogo, regulamenta o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos – SATEPSI.
– Cartilha Avaliação Psicológica 2022.

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam profissionais da Psicologia ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Conselhos de Psicologia de todo o País terão estrutura unificada de tecnologia da informação

Os Conselhos de Psicologia de todo o País passarão a ter uma infraestrutura unificada de tecnologia da informação, voltada a assegurar a qualidade e a eficiência na prestação de serviços on-line à categoria e à sociedade. É o que estabelece a Política Nacional de Tecnologia de Informação (PNTI) do Sistema Conselhos de Psicologia.

Com a Política, criada a partir da Resolução 57/2025 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), ficam estabelecidas diretrizes nacionais e disponibilizados recursos para assegurar infraestrutura adequada de tecnologia e informação em cada um dos Conselhos Regionais (CRPs).

A nova política  reúne estratégias para padronizar o uso e o controle de toda tecnologia do Sistema Conselhos de Psicologia, incluindo a contratação, por parte do CFP, de pessoal técnico especializado em TI para suporte, modernização e desenvolvimento das diversas áreas e estruturas de informática nos Conselhos Regionais de Psicologia. Também serão oferecidos recursos de infraestrutura básicos para promover adequação dos CRPs aos requisitos mínimos exigidos pelo Governo Digital.

Diretrizes

A Política Nacional de Tecnologia de Informação do Sistema Conselhos tem como diretrizes a qualidade dos serviços públicos digitais disponibilizados a profissionais da Psicologia e à população. Outra diretiva é a integração digital entre Conselho Federal e Conselhos Regionais de Psicologia, com padronização das infraestruturas de tecnologia da informação; acessibilidade universal a serviços, informações, normativas e dados abertos administrativos autárquicos; e segurança da informação e gestão de riscos.

Objetivos

Uma série de objetivos compõem a PNTI do Sistema Conselhos. Dentre eles estão otimizar os serviços públicos digitais prestados pela Autarquia e melhorar a acessibilidade a orientações e regulamentações profissionais do CFP. A Política também busca estimular a participação social na formulação e avaliação dos serviços públicos prestados pelo Conselho Federal, bem como otimizar a transparência e segurança de dados abertos e informações, dentre outros avanços.

Edital de chamamento para os CRPs

Para alcançar essa transformação digital é necessário que os Conselhos Regionais estejam preparados sob o aspecto tecnológico. Por esse motivo, a Resolução CFP 57/2025 também cria o Programa de Tecnologia da Informação para proporcionar o suporte tecnológico às ações da PNTI.

O Programa vai auxiliar os Conselhos Regionais na aquisição de equipamentos, compras de licenças de programas de segurança, formação profissional e na contratação de profissionais de TI, a serem remunerados pelo Conselho Federal de Psicologia, para trabalharem com dedicação exclusiva nos CRs.

O Conselho Federal de Psicologia prepara o edital de chamamento, que será lançado em breve, para os Conselhos Regionais de Psicologia interessados em aderir ao Programa de Tecnologia de Informação do Sistema Conselhos de Psicologia para a contratação de profissionais de TI.

Os valores subsidiados pelo CFP para esta contratação serão definidos em conformidade com o porte dos CRPs que aderirem ao programa. Para os Regionais com portes 1 e 2, o subsídio será de 100% dos vencimentos do pessoal contratado. Já para os 3 e 4, o vencimento terá subsídio de 50%. O repasse será realizado preferencialmente em parcela única após a comprovação do vínculo.

É importante destacar que a responsabilidade pelas obrigações trabalhistas e pelo vínculo empregatício permanece sendo exclusiva de cada CRP.

Histórico e diagnóstico

A criação de uma Política Nacional de Tecnologia da Informação para o Sistema Conselhos foi iniciada com o Grupo de Trabalhos de Tecnologia da Informação. Em maio de 2023, a Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) transformou o GT em Comitê de TI.

Dentre as funções do Comitê, estava a criação de um Plano Nacional de Tecnologia da Informação, que foi readequado como a PNTI lançada pelo CFP.

O CFP realizou, entre outras ações, visitas técnicas aos Conselhos Regionais para diagnosticar as condições na área tecnológica, verificar as deficiências e apontar soluções no atendimento à categoria.

Governo Digital

A PNTI é apresentada sob a perspectiva legal para adequação às leis direcionadas à governança e gestão de TI e ações dos órgãos de controle. Com isso, o Sistema Conselhos pretende estar adaptado às estratégias de TIC definidas pelo Governo Digital (Lei 14.129/2021), como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI), dentre outras normas técnicas.

A Lei do Governo Digital é voltada para as autarquias, como o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia, com princípios, regras e instrumentos para o aumento da eficiência pública.

Confira a íntegra da PNTI.

Em reportagem de telejornal, CFP defende piso para atendimentos por convênios e aplicativos contra a uberização dos serviços psicológicos

Os graves impactos da chamada uberização do trabalho de profissionais da Psicologia foram tema de reportagem publicada pela TV Brasil e que traz o Conselho Federal de Psicologia (CFP).

A matéria, exibida em 23 de janeiro, mostra plataformas digitais que prometem conectar pacientes a psicólogas e psicólogos por valores que chegam a R$ 30,00 por sessão – cerca de oito vezes abaixo do proposto pela tabela de referência nacional de honorários da categoria.

Na reportagem da TV Brasil, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou os impactos de serviços  que promovem a redução de um trabalho tão complexo que é ser profissional da Psicologia. 

“Para ser psicóloga, a pessoa precisa de uma graduação de cinco anos, muitas fazem também especializações e há, ainda, um processo contínuo de supervisão e de estudos. Quando uma plataforma remunera mal, e também controla de maneira equivocada o tempo de atendimento, fere a autonomia da profissão”, pontuou a presidenta do CFP.

A reportagem destaca que, além de precarizar o exercício profissional, a uberização também coloca em risco a qualidade do serviço prestado à população e as diretrizes éticas de atendimento psicológico.

Relatos indicam que algumas plataformas encerram automaticamente as sessões, o que pode interferir no manejo adequado de escuta do paciente. Além disso, há preocupação com o sigilo profissional, já que a gestão de dados e, em alguns casos, até a gravação das sessões, fica sob o controle das empresas.

O procurador do Trabalho, Rodrigo Castilho, também foi ouvido pela reportagem e reforçou o caráter precário e de exploração dessas plataformas. Ele explica que as plataformas vão além de facilitar a relação entre psicólogas e paciente.

“Essas plataformas não só colocam essas duas partes em contato: mas também estabelecem as regras de como esse serviço deve ser prestado, definem horários de atendimento, precificam o valor do serviço, ou seja, o valor da hora do serviço. Então, para essas plataformas, sim, o Ministério Público entende que há uma uberização da atividade”, apontou o procurador do Trabalho.

Acesse a íntegra da Reportagem

Valorização profissional e proteção à sociedade

Para o Conselho Federal de Psicologia, há um conjunto de dinâmicas que têm resultado em grave precarização do exercício desses profissionais, com comprometimento inclusive no campo da ética, do sigilo e da autonomia técnica.

Diante desses desafios, o Plenário 2.0 do CFP já está em articulação com um conjunto de entidades e instituições. O objetivo é debater soluções para a devida proteção dos princípios éticos que orientam a profissão e da qualidade do cuidado em saúde mental oferecido à população, além da justa remuneração ao trabalho como direito fundamental.

O diálogo tem como foco pautas como: reembolso realizado por planos de saúde;  repasse feito por por plataformas de atendimento digital; definição unilateral de valores, metas e formatos de atendimento; concorrência predatória; e comprometimento da ética, do sigilo e da autonomia técnica.

Sugestão Legislativa

Está em debate no Congresso Nacional uma sugestão legislativa que propõe fixar um valor mínimo para pagamento de atendimentos psicológicos via aplicativos e convênios.

É a Sugestão Legislativa (SUG) nº 12/2025, que estabelece um piso nacional de R$ 100,00 por atendimento individual em planos de saúde, por meio de convênios; e em Plataformas Digitais.

O texto também propõe reajuste anual pelo INPC e sanções para quem descumprir o valor mínimo. A proposta está em consulta pública no site do Senado e a participação da categoria e de toda a sociedade é fundamental. Vote “SIM” à SUG nº 12/2025.

Consulta Pública

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam a categoria ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

XX Plenário do CFP toma posse com foco no fortalecimento da Psicologia brasileira e na defesa da sociedade

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) deu início oficial à gestão do seu XX Plenário. Em cerimônia realizada em Brasília/DF, em 23 de dezembro de 2025, a nova composição reafirmou seu compromisso com a atuação profissional, a proteção à saúde integral e a defesa de direitos.

A nova gestão é presidida pela psicóloga Ivani Oliveira. (Confira abaixo a composição completa do XX Plenário do CFP).

O Plenário 2.0 é composto por conselheiras e conselheiros de diferentes trajetórias, territórios e experiências, com forte presença de pessoas negras e indígenas, fortalecendo uma Psicologia diversa, crítica e socialmente referenciada.

Pela primeira vez na história do CFP, a instância máxima da profissão conta com a participação de pessoas trans em sua composição, marco que expressa  a inclusão de vozes que refletem a pluralidade da sociedade brasileira.

Diretrizes e compromissos

O novo Plenário destaca que o mandato será pautado por eixos estratégicos que incluem fortalecer a atuação profissional com ciência, ética e pluralidade; e a luta pela valorização e condições de trabalho dignas para psicólogas e psicólogosl.

Também será pautado pela atuação na proteção e promoção dos direitos humanos, comprometimento com a luta antimanicomial e com as políticas públicas brasileiras, e no enfrentamento das desigualdades sociais e a violência institucional.

Clique aqui e confira a composição do XX Plenário do CFP