Análise do Comportamento Aplicada: Conselho Federal de Psicologia lança nota técnica sobre uso de ABA no cuidado a pessoas autistas

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou uma Nota Técnica com orientações para a atuação de psicólogas(os) em intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O lançamento ocorreu durante seminário sobre essa temática, realizado pelo CFP em 18 de junho.

A Nota Técnica 23/2025 TEA é um guia para profissionais da Psicologia, abordando temas fundamentais para a prática ética e eficaz da ABA com pessoas do espectro autista.

O documento oferece orientações para a prestação de serviços especializados, pautadas na ética profissional e na ciência.

A Nota reúne recomendações sobre a importância da qualificação e atualização constante de profissionais que atuam com ABA, ressaltando também a necessidade de articulação entre diferentes áreas para um cuidado integral.

Princípios e Abordagens

O documento enfatiza que as intervenções devem respeitar a autonomia profissional das psicólogas e dos psicólogos, sempre em consonância com o Código de Ética da Profissão. Também recomenda ser fundamental que as abordagens sejam individualizadas, considerando a diversidade do espectro autista e fatores como comunicação, processamento sensorial e interação social.

A Nota Técnica 23/2025 TEA reforça que as técnicas utilizadas devem buscar o bem-estar do indivíduo, promovendo sua singularidade e favorecendo o desenvolvimento emocional, social e comunicativo. Ainda recomenda que as práticas que incentivam a autonomia e a qualidade de vida da pessoa autista devem ser priorizadas.

Critérios Técnicos Essenciais

Para garantir a qualidade e a adequação das intervenções, a Nota Técnica estabelece critérios técnicos importantes, incluindo:

Avaliação contínua: a avaliação comportamental deve ser uma etapa essencial e constante.

Definição do escopo e intensidade: a carga horária dos atendimentos deve ser fundamentada em avaliação técnica individualizada, evitando a estipulação de um número fixo de horas sem justificativa.

Sigilo profissional e consentimento: a quebra de sigilo e a gravação de sessões só podem ocorrer em situações excepcionais e com consentimento prévio, livre e informado.

Contrato terapêutico: é imprescindível que o contrato estabeleça nitidamente os direitos e deveres de todas as partes.

Atuação interdisciplinar: a colaboração com outras áreas e a capacitação parental são fundamentais para um cuidado efetivo.

O CFP destaca que os serviços que envolvem práticas psicológicas devem ser realizados exclusivamente por psicólogas(os) com registro profissional ativo no seu respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP), garantindo a devida regulamentação, qualidade e proteção dos direitos das pessoas atendidas.

Acesse a íntegra da Nota Técnica 23/2025 TEA

CFP lança cartilha sobre atuação em Psicologia Organizacional e do Trabalho

No dia 25 de junho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lança um documento para orientar a atuação de psicólogas e psicólogos no campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho. A cartilha Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT): Você Precisa Conhecê-la será lançada ao vivo, às 16h, com a participação de especialistas na temática.

Cartilha POT

O diálogo vai abordar os princípios da Psicologia Organizacional e do Trabalho, bem como, trazer os principais destaques do material.

A atividade terá condução da presidente do CFP, Alessandra Almeida. A mediação será da psicóloga especialista e consultora em POT, Daiane Bentivi, que vai receber Luciana Mourão Serqueira e Silva, professora da Universidade Salgado de Oliveira e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Jairo Eduardo Borges-Andrade, professor emérito e pesquisador colaborador sênior na Universidade de Brasília (UnB).

O conteúdo da cartilha foi produzido com base em diretrizes técnicas, éticas e legais da profissão, e se propõe a ampliar o conhecimento de estudantes e profissionais da Psicologia sobre os campos de atuação da POT.

A cartilha aborda as relações em espaços tradicionais de trabalho, como em empresas privadas e órgãos públicos, até nos contextos emergentes como startups, instituições esportivas e do terceiro setor. O conteúdo também sugere práticas sobre qualificação profissional e oportunidades para aprofundar conhecimentos na área.

O material foi redigido pelo Grupo de Trabalho composto por especialistas da área e que lida com as questões do trabalho, saúde e gestão psicossocial no âmbito do Conselho Federal de Psicologia. O processo de composição do documento foi coordenado pelo conselheiro Antonio Virgílio Bitencourt Bastos.

“Neste documento você encontrará um panorama histórico e atual da POT, além de uma descrição detalhada dos contextos em que psicólogas e psicólogos podem atuar profissionalmente”, destaca o conselheiro federal.

Atuação

A Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) dedica-se ao estudo dos fenômenos psicológicos relacionados às organizações, gestão de pessoas, saúde e cultura do trabalho. Os fundamentos, objetivos e áreas de atuação desta especialidade estão sistematizados na Nota Técnica CFP nº 18/2024. A subárea de Psicologia do Trabalho e das Organizações (POT) é uma das treze especialidades profissionais reconhecidas pelo CFP.

Serviço

Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT): Você Precisa Conhecê-la
Data: quarta-feira, 25 de junho
Horário: 16h
Transmissão: canal oficial do CFP no YouTube

Conselho Federal de Psicologia dialoga com GT da ANPEPP sobre atuação em Neuropsicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou uma reunião sobre a atuação em Neuropsicologia com o Grupo de Trabalho de Neuropsicologia da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP). O encontro foi realizado em 6 de junho no âmbito da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) e apontou os desafios enfrentados por profissionais que atuam na interface entre avaliação psicológica e Neuropsicologia.

Na atividade foram abordados pontos relacionados à atualização e normatização de instrumentos, critérios técnicos e éticos de uso, além da formação continuada para atuação qualificada na área.

Para o conselheiro federal e coordenador da CCAP, Evandro Peixoto, a reunião foi importante para avaliar que, embora Neuropsicologia e Avaliação Psicológica tenham suas especificidades, há muito mais convergências do que diferenças entre as áreas.

“A troca com especialistas da Neuropsicologia demonstra o quanto o diálogo entre teoria, prática e regulamentação é essencial para que possamos avançar juntos, de forma integrada, na construção de diretrizes que respondam às demandas atuais da categoria e da população. Alinhar nossas práticas profissionais às evidências científicas e aos avanços teóricos é um compromisso do CFP”, pontuou o conselheiro.

A conselheira vice-presidente do CFP, Izabel Hazin, avaliou a reunião como produtiva ao reafirmar o compromisso da Autarquia em dar continuidade ao diálogo com especialistas e entidades de pesquisa, como forma de subsidiar ações que fortaleçam a atuação de psicólogas e psicólogos que trabalham com avaliação psicológica.

“A reunião com o GT de Neuropsicologia da ANPEPP integra os esforços do CFP em manter a escuta ativa com especialistas e instituições representativas da Psicologia para fortalecer as diretrizes e práticas que envolvem essa área fundamental da profissão”, avaliou Hazin.

Para o integrante do Grupo de Trabalho de Neuropsicologia da ANPEPP, André Braule, a conexão entre CCAP/CFP e o GT da entidade proporcionará impacto no fortalecimento de um tema que é muito importante para todas as áreas da Psicologia.

“Penso que essa aproximação é uma abertura ao diálogo em relação às especificidades da avaliação neuropsicológica e pode produzir bons frutos”, apontou o psicólogo.

Nos diálogos, foi apontada a necessidade de definição do fazer psicológico na área, principalmente, em relação ao caráter multidisciplinar da Neuropsicologia. Outro ponto abordado foi a atuação da avaliação psicológica na Neuropsicologia, por meio da avaliação e da reabilitação neuropsicológicas.

“A gente entende que a neuropsicologia pode ser uma área multidisciplinar, mas quais seriam os limites para essa multidisciplinaridade? Em relação à Psicologia, por exemplo, qual seria o fazer e que seria característico de psicólogas e psicólogos?”, questionou Rauni Roama, integrante da CCAP/CFP e especialista em Neuropsicologia.

Sobre a Neuropsicologia

Instituída como uma especialidade da Psicologia por meio da Resolução CFP nº 2/2004, a Neuropsicologia é hoje regulamentada pela Resolução CFP nº 23/2022, que delimita os objetivos da avaliação neuropsicológica, descreve as funções neuropsicológicas que devem ser identificadas e trabalhadas no processo de pesquisa, avaliação e intervenção/reabilitação psicológica.

O GT de Neuropsicologia do CFP é constituído por representantes do IBNeC, da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBN), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP) e da Associação Brasileira de Neuropsicologia (Abranep).

Sobre a CCAP

A CCAP/CFP desempenha um papel central na regulamentação da avaliação psicológica em diversas áreas, como concursos públicos, segurança e processos judiciais. Atualiza constantemente, ainda, os instrumentos e normativas no campo, garantindo que a profissão se adapte às necessidades atuais e aos avanços das pesquisas científicas.

Na Câmara, CFP destaca importância do fortalecimento das políticas públicas de saúde mental

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou do lançamento, na Câmara dos Deputados, da Agenda Legislativa da Saúde Mental 2025/2026 da Frente Parlamentar Mista pela Promoção da Saúde Mental. O CFP integra o Conselho Consultivo da Frente, juntamente com outras entidades de referência na saúde mental.

Em sua participação, o presidente do CFP, Pedro Paulo Bicalho, destacou a importância do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e das políticas públicas de cuidado em saúde mental: “precisamos, não somente, lutar pelo fortalecimento da RAPS, mas precisamos lutar contra a existência de manicômios — sobretudo aqueles que ainda são financiados pelo Estado”.

A necessidade de aprovação de uma lei que regulamente a psicoterapia também esteve em destaque: “dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar apontam que entre os anos de 2019 e 2023 cresceu 208% a procura pelo cuidado especializado em saúde mental, por psicólogas e psicólogos. Se há um crescimento nessa procura, precisamos também cuidar para que não se dê a partir de ‘ditos profissionais’ que não estão efetivamente qualificados para tal”, destacou o presidente do CFP.

Valorização da categoria: CFP reúne-se com gabinete de senadora para tratar de projeto de lei

O Conselho Federal de Psicologia segue atuante nas articulações no Congresso Nacional pela aprovação da jornada de até 30 Horas e pelo Piso Salarial para a categoria.

Nesta semana, o CFP reuniu-se com o gabinete da senadora Professora Dorinha Seabra (União/TO), que é a relatora do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, a CAE.

O presidente do CFP, Pedro Paulo Bicalho, recebeu em conjunto com a equipe técnica a assessoria da senadora para um diálogo sobre os próximos passos para fazer avançar no Congresso a aprovação dessas importantes conquistas para a categoria.

A iniciativa integra um conjunto de estratégias no âmbito do GT 30 Horas, grupo de trabalho que conta, além do CFP, com representantes da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) e da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT).

Conselho Federal de Psicologia promove o seminário “Autismo em Perspectiva”

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) promove, no próximo dia 18 de junho, o seminário on-line “Autismo em Perspectiva: Perspectivas Teóricas, Interdisciplinaridade e Inclusão na Vida Adulta”. A atividade também marca o lançamento de documento com orientação à categoria sobre o uso de intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Acesse a Nota Técnica TEA

O seminário busca aprofundar o diálogo e a reflexão sobre o Transtorno do Espectro Autista, abordando desde as bases teóricas até os desafios e potencialidades na vida adulta. A programação será abrangente, dividida em quatro mesas temáticas, reunindo profissionais da Psicologia especialistas para discutir os múltiplos aspectos do autismo. 

O primeiro diálogo tem como tema “Perspectivas Teóricas sobre o Autismo: Entre Conceitos e Práticas” e trará diferentes abordagens teóricas e reflexão sobre conceitos fundamentais e as diversas práticas que orientam as intervenções psicológicas e interdisciplinares no campo do autismo.

A segunda Mesa será “Construindo Pontes: Práticas Interdisciplinares no Campo do Autismo” e abordará os diferentes saberes profissionais para a construção de estratégias colaborativas que promovam o cuidado, a inclusão e a cidadania de pessoas autistas.

O terceiro diálogo terá como tema “Autismo Além da Infância: Desafios e Potencialidades na Vida Adulta” e será dedicado a explorar experiências, desafios e potencialidades de pessoas com TEA na fase adulta.

Já a última Mesa terá como foco a apresentação da Nota Técnica do CFP, com avaliações e comentários sobre as intervenções comportamentais baseadas na Análise do Comportamento Aplicada no contexto do TEA.

Nota Técnica sobre ABA

Dentre os destaques da programação do Seminário, está o lançamento à categoria de nota técnica elaborada pelo Conselho Federal de Psicologia com diretrizes para a atuação das(os) psicólogas(os) em intervenções comportamentais baseadas na Análise do Comportamento Aplicada no contexto do TEA.

O documento contempla aspectos como diferenciação conceitual entre a Análise do Comportamento Aplicada e a ABA; responsabilidade na formação de profissionais; diretrizes técnicas e éticas para a prestação de serviços especializados; articulação interprofissional; dentre outros pontos relevantes.

A nota técnica foi redigida com a colaboração de especialistas na temática e recomenda que as intervenções devam respeitar a autonomia profissional das psicólogas e psicólogos, garantindo que sua atuação esteja em conformidade com o Código de Ética do Profissional da Psicologia (CEPP) e com princípios científicos reconhecidos.

O CFP também recomenda que a atenção às especificidades do Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve considerar fatores como padrões de comunicação, processamento sensorial e interação social.

Outra recomendação é que a diversidade dentro do espectro demanda abordagens individualizadas, que respeitem as interseccionalidades, bem como as características cognitivas, emocionais e sensoriais de cada indivíduo.

A NT também orienta que a prática da ABA deve ser conduzida por profissionais qualificados, que possuam formação específica e atualização constante a partir da literatura científica pertinente.

Confira a programação 

9h30 – Perspectivas Teóricas sobre o Autismo: Entre Conceitos e Práticas

Izabel Augusta Hazin Pires (CFP) – mediação
Cláudia Romano Pacífico (ABPMC) / Leila Felippe Bagaiolo (ABPMC)
Letícia Rezende de Araújo (CPPL Recife)
Samantha Santos de Albuquerque Maranhão (Instituto Santos Dumont)
Carol Mota (Autistas Brasil)

11h – Construindo Pontes: Práticas Interdisciplinares no Campo do Autismo

Alessandra Santos de Almeida (CFP) – mediação
Silvia Tavares de Oliveira (CFFa)
Derivan Brito da Silva (COFFITO)
Dra. Christina Hajaj Gonzalez (CFM)

14h – Autismo Além da Infância: Desafios e Potencialidades na Vida Adulta

Jefferson Bernardes (CFP) – mediação
Annelise Júlio-Costa (SBNp/ Neuropsicoterapia)
Marcelo Vitoriano (Specialisterne Brasil)
Tatiana Pontrelli Mecca (TEAMM)
Lucas Barreiros de Araújo Sampaio (Músico / Ativista pelos direitos das pessoas neurodiversas)
Guilherme de Almeida (Presidência Autistas Brasil)

16h – Apresentação da Nota Técnica
Orientações às psicólogas e psicólogos acerca das intervenções comportamentais baseadas na Análise do Comportamento Aplicada no contexto do Transtorno do Espectro Autista

Rosana Éleres (CFP) e Izabel Hazin (CFP) – mediação
Cláudia Romano Pacífico (ABPMC)
Leila Felippe Bagaiolo (ABPMC)

SERVIÇO

“Autismo em Perspectiva: Perspectivas Teóricas, Interdisciplinaridade e Inclusão na Vida Adulta”
Data: 18 de junho
Horário: 9h30 às 17h30
Transmissão: canal oficial do CFP no YouTube

Nova funcionalidade do app e-CIP possibilita coleta biométrica para Carteira de Identificação Profissional da Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) anunciou nesta sexta-feira (30) uma nova funcionalidade para a Carteira de Identificação Profissional (CIP). A partir de agora, a coleta biométrica para a confecção do documento será feita diretamente por meio do aplicativo e-CIP para novos registros profissionais. 

A atualização moderniza o procedimento e proporciona agilidade a psicólogas e psicólogos que terão que fazer o primeiro registro, eliminando a necessidade de deslocamentos até o Conselho Regional de Psicologia (CRP). 

Atualmente, para obter a nova Carteira de Identificação Profissional, psicólogas e psicólogos precisam realizar um cadastramento junto ao Conselho Regional, de forma on-line ou presencial, e, posteriormente, comparecer ao CRP para realizar a coleta biométrica de forma presencial. 

Com a nova funcionalidade que está sendo lançada, o procedimento agora poderá ser realizado por meio do aplicativo da e-CIP.  A plataforma  permitirá a captura remota da biometria, da fotografia e da assinatura da(o) psicóloga(o). Para utilizar esta nova funcionalidade, a(o) profissional deverá efetuar o cadastro junto ao Regional, enviar a documentação necessária e pagar as taxas pertinentes. 

Inicialmente, este serviço será disponibilizado apenas para novas inscrições em 2025. Em breve, será liberado para profissionais com inscrição já realizada. 

Saiba mais

A Carteira de Identificação Profissional (CIP) é o documento emitido pelo Sistema Conselhos de Psicologia – composto pelo Conselho Federal e os 24 Conselhos Regionais de Psicologia – que confere à psicóloga e ao psicólogo a habilitação para exercer a profissão. 

A CIP e-CIP possui validade legal equivalente à versão física e atende  todas as exigências para o exercício da profissão. Além disso, é um documento de identificação civil com fé pública em todo o território nacional. 

Adotada em 2022, a e-CIP é uma aplicação moderna e que segue a tendência mundial de concentração de serviços em smartphones, proporcionando ganho de tempo e de recursos para profissionais da Psicologia.

 

CFP promove diálogo sobre a atuação da Psicologia na gestão de riscos, emergências e desastres

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) promove, no dia 30 de maio, um encontro nacional para colocar em diálogo a atuação de psicólogas e psicólogos diante de situações de urgências, emergências e desastres. A atividade reúne especialistas e profissionais da área para debater as diversas fases da gestão de riscos, com ênfase na atuação da Psicologia, desde a prevenção até a reconstrução pós-desastre.

O evento será transmitido ao vivo pelo  canal oficial do CFP no YouTube. A programação terá início às 9h e encerramento às 16h30.

O Encontro Nacional das Comissões de Riscos Emergências e Desastres vai discutir as diferentes realidades regionais e o alinhamento do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia quanto à gestão integral de riscos e desastres. Como resultado dessa iniciativa, será produzido um protocolo de ações do Sistema Conselhos relacionado à temática.

Os diálogos irão tratar abordar aspectos como vulnerabilidades, interseccionalidades, falta de planos de contingência e a questão ética da Psicologia. Também serão abordadas as produções do Sistema Conselhos sobre o tema e os desafios e compromissos nesse campo, bem como as experiências já realizadas pelos CRPs em todo o país.

Psicologia nas Emergências e Desastres

A Psicologia desempenha um papel fundamental no enfrentamento aos impactos das catástrofes e desastres, oferecendo apoio psicológico às vítimas, contribuindo para a prevenção, além de acompanhar e participar das políticas públicas de defesa civil, assistência social, saúde e habitação, entre outras.

A atuação de psicólogas e psicólogos em emergências e desastres abrange desde a prevenção e preparação até a resposta e reconstrução, com foco na gestão integral dos riscos e na promoção da resiliência das comunidades afetadas. Para apoiar esse trabalho, os Conselhos de Psicologia de todo o país contam com Comissões de Riscos, Emergências e Desastres – que têm como atribuição promover a reflexão, o diálogo e a melhoria da atuação profissional em contextos de emergências e desastres.

Também como parte  dos esforços da Psicologia nessa área, o CFP lançou em 2024 uma Nota Técnica com diretrizes atualizadas para a atuação de psicólogos em situações de emergências e desastres, baseadas na experiência prática e em conhecimentos teóricos.

Confira abaixo a programação

 

9h – 9h30: Abertura Oficial
Pedro Paulo Bicalho
Alessandra Almeida

9h30 – 11h: Mesa Redonda 1 – Comunicação de Riscos e Educação para a Mudança de Cultura
Catiana Nogueira dos Santos (mediadora)
Cora Gaete Quinteiros
Sheila Câmara
Mercinor Simon

11h – 12h30: Mesa Redonda 2 – Desastres e Políticas Públicas: Dimensionando a Proteção Integral
Maria Luiza Diello (mediadora)
Daniela Lopes
Ariel Pontes
Marciel Henrique Rego Viana
Renata Ferreira

14h30 – 16h: Mesa Redonda 3 – Participação Social, Interseccionalidade e Ética em Psicologia de Emergências e Desastres
Carolina Roseiro (mediadora)
Pamela Mércia
Adriana Eiko
Rodrigo Paiva Soares
Nita Tuxá

16h15 – 17h: Mesa Redonda 4 – Avanços em Saúde Mental Comunitária: Apoio Psicossocial no contexto de pós Desastres
Pedro Paulo Bicalho (mediador)
Alessandra Almeida
Bernardo Ramos Bahia
Renata Ferreira
Jefferson Bernardes

17h – 18h: Mesa de Encerramento – Energia que Move, Silêncio que Fere: Os Custos Psicológicos do Vento
Izabel Hazin (CFP)
Raquel Diniz (UFRN)

Acompanhe ao vivo pelo canal oficial do CFP no YouTube.

Confira o balanço da mobilização dos Conselhos de Psicologia no Congresso

Mais de 50 reuniões realizadas com os gabinetes de senadores e deputados, de todos os estados brasileiros, para sensibilizar os parlamentares quanto à importância da aprovação de uma lei que regulamente a psicoterapia no Brasil.

Esse é o saldo de uma mobilização histórica feita pelos Conselhos de Psicologia de todo o país, que estiveram em Brasília/DF para uma ação coordenada no Congresso Nacional.

Além dos encontros agendados com deputados e senadores, as diretorias dos Conselhos de Psicologia também participaram do lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental, com destaque para o tema da psicoterapia.

Ao apresentar o balanço dessa importante mobilização, o presidente do Conselho também elucida um importante ponto: o CFP não apresentou projeto de lei sobre o tema ao Congresso Nacional, pois não tem essa atribuição no Legislativo:

“O trabalho que está sendo feito é a qualificação técnica das sugestões legislativas que já estão no Senado e que devem virar um projeto de lei a ser apresentado pela senadora Mara Gabrilli (PSD/SP), e não pelo CFP. Qualificar o texto dessas propostas, para que sejam apresentadas como um projeto de lei de autoria da senadora, é um caminho mais curto e viável para fazer essa proposição avançar e se tornar lei”.

Pedro Paulo Bicalho também reforça: “o que o Conselho de Psicologia tem feito é atuar na organização de elementos e articulações que possam qualificar tecnicamente a redação desse PL a ser apresentado pela senadora Mara. Quando esse processo for finalizado pelo CFP, o posicionamento será amplamente divulgado à categoria”.

Conselhos de Psicologia de todo o país vão ao Congresso Nacional pela regulamentação da Psicoterapia

Nesta quinta-feira (22) representantes dos Conselhos de Psicologia de todo o país estarão no Congresso Nacional para uma ampla ação coordenada em defesa da regulamentação da Psicoterapia.

Ao longo de todo o dia, os Conselhos de Psicologia terão uma série de encontros agendados com senadores e deputados para defender a importância da aprovação de uma lei que regulamente o exercício da prática da Psicoterapia no Brasil.

Além de reuniões de cada Conselho Regional com parlamentares de seu respectivo estado, a agenda da comitiva também inclui atividades junto à Frente Parlamentar Mista em Defesa da Saúde Mental do Congresso Nacional.

A iniciativa é parte de uma ação estratégica que envolve uma agenda amplificada de incidências, com foco na tramitação de uma proposta legislativa conectada às prerrogativas da Psicologia como ciência e profissão.

O objetivo é reforçar a defesa da regulamentação da psicoterapia como um campo de atuação da Psicologia, a partir de uma ação coesa em termos de institucionalidade. Também como parte dessa estratégia, haverá incidência junto aos parlamentares em suas bases nos estados, capilarizando essa estratégia e a compreensão do Legislativo quanto à importância da aprovação de uma lei sobre o tema e do papel da Psicologia na área.

A mobilização dá continuidade à construção coletiva sobre o tema que tem sido feita pelo CFP junto aos Conselhos de Psicologia e a entidades relacionadas a esse campo.
A realização desse ciclo de diálogos e articulações cumpre deliberação feita pela própria categoria durante o Conselho Nacional da Psicologia (CNP) – instância máxima de deliberação para orientar a atuação das gestões dos Conselhos.

Esse processo de diálogo e articulação estratégica resultará em um conjunto de elementos a serem disponibilizados à senadora Mara Gabrilli (PSD/SP) como forma de qualificar tecnicamente a proposta a ser apresentada pela parlamentar para a regulamentação da psicoterapia. A senadora é a atual relatora das proposições que estão no Senado Federal.

É importante você saber:

A proposta sobre o tema que está atualmente no Congresso Nacional ainda é uma Sugestão Legislativa (1/2024), que prevê a regulamentação da prática para exercício de psicólogos e médicos psiquiatras.

A incidência dos Conselhos de Psicologia busca, portanto, fortalecer junto aos parlamentares o compromisso de que a atuem para que as Sugestões Legislativas sejam convertidas em um Projeto de Lei e, assim, passe a tramitar oficialmente e avance até ser aprovado como lei.