Para discutir esses e outros aspectos referentes ao uso do coaching por parte de psicólogas(os), o CFP realiza, na próxima quinta-feira (28), o Diálogo Digital sobre Coaching, às 16 horas, na sede da Autarquia com transmissão ao vivo.
Na nota orientativa, construída e aprovada na Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) de dezembro de 2018, o CFP elucida que a(o) psicóloga(o), ao utilizar o coaching na sua prática profissional, deverá seguir rigorosamente os Princípios Fundamentais e artigos do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Res. CFP nº 010/2005). A(o) psicóloga(o) baseará seu trabalho no conhecimento técnico, científico e ético da profissão, e zelará pela garantia dos serviços prestados, visando à proteção da população atendida.
Esta edição do Diálogo Digital contará com a participação da conselheira do CFP, Junia Lara, do integrante da Secretaria de Orientação e Ética (SOE) e ex-conselheiro do CFP Aluízio Brito, e do psicólogo e ex-presidente da Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP, 6ª Região), Luiz Eduardo Valiengo Berni.
Você pode participar do Diálogo Digital mandando perguntas para o e-mail comunica@cfp.org.br, pelo WhatsApp (61-9.9554-5738) ou pelos canais do CFP nas redes sociais usando a hashtag #DiálogosCFP. O evento será transmitido ao vivo pelo site, Facebook, Youtube e Instagram do Conselho.
Diferenças
Para a conselheira Junia Lara, o posicionamento sobre o coaching foi uma demanda da categoria e, desta forma, “este Diálogo Digital se faz importante após a publicação da nota, para sanar eventuais dúvidas e servindo também como um espaço aberto de conversação entre os psicólogos e o conselho sobre esse tema”, reforça.
O Diálogo Digital visa responder perguntas como: Coaching pode ser feito por psicóloga(o)? Como lidar com a questão da previsão taxativa de resultado? Qual a relação com o Código de Ética do Psicólogo? Quais as formas de divulgação do coaching?
A 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8) ocorrerá de 4 a 7 de agosto de 2019, em Brasília. Mas as etapas municipais já começaram desde janeiro e as estaduais iniciam em abril. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) considera fundamental a participação de psicólogas(os) nas conferências de saúde, para discutir a prevalência de conquistas como as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS), o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o direito de ir e vir da(o) usuária(o) de saúde mental e o fim dos manicômios.
O tema da 16ª Conferência, organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), será “Democracia e Saúde”, com os eixos temáticos “Saúde como direito”, “Consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)” e “Financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”. O objetivo do evento é traçar, de forma democrática, as diretrizes para as políticas públicas de saúde no país.
Para a Conferência Nacional, as(os) delegadas(os) são eleitas(os) em etapas municipais, estaduais, territoriais e livres, obedecendo a uma série de regras regimentais que garantam a diversidade da população brasileira. Além da sociedade em geral, as etapas da conferência devem contar com participação de conselheiras(os) de saúde municipais, estaduais e nacionais, representantes de movimentos sociais e entidades do Brasil, seja em territórios urbanos ou rurais.
Etapas
As etapas municipais começaram em 2 de janeiro e vão até 15 de abril. Já as estaduais acontecerão a partir de 16 de abril e serão finalizadas no dia 15 de junho. No site da 16ª Conferência Nacional de Saúde estão disponíveis todas as informações que as(os) participantes necessitam buscar.
Diante da Emenda Constitucional nº 95/2016 – que limita por 20 anos o teto de investimentos públicos em áreas como saúde, educação, moradia e assistência –, a realização da conferência se faz ainda mais necessária como uma grande ação em defesa do SUS. O evento ainda se propõe a fazer um resgate da memória da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, considerada histórica por ter sido um marco para a democracia participativa e para o SUS.
Participação da Psicologia
A representante do Conselho Federal de Psicologia no CNS, conselheira Marisa Helena Alves, ressalta que a profissão de psicóloga(o) está muito inserida nas políticas de saúde do SUS e, portanto, é muito importante a participação da categoria na discussão da saúde como um todo, bem como da saúde mental.
“Principalmente nesse momento em que nós sentimos que há um retrocesso da parte do governo federal em relação à Política de Saúde Mental, à Reforma Psiquiátrica. Essa nova política proposta pelo governo está na contramão do que vem sendo construído há mais de 30 anos, principalmente pela luta antimanicomial, que preconiza uma sociedade sem manicômios”, explica a conselheira.
Marisa Helena aborda, ainda, a importância da participação do CFP nos mecanismos de controle social, como conselhos de representação, para as discussões das políticas públicas, estando ao lado das(os) usuárias(os) e também do governo. “São espaços que nós preservamos e que nós garantimos sempre a presença das psicólogas para conduzir as discussões nesses espaços. Por isso é muito importante que a Psicologia esteja em todos os conselhos de direito e participe de todas as conferências nas áreas de saúde, ou educação, ou políticas públicas, ou assistência social”, aponta.
De 2 a 4 de julho de 2019, Porto Alegre (RS) será sede de quatro eventos sobre qualidade de vida e do trabalho nas organizações: 19º Congresso de Stress da ISMA-BR (International Stress Management Association), 21º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 11º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 11º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é apoiador dos eventos.
Os encontros debaterão as frequentes pressões e demandas vividas na rotina diária que geram um nível de stress intenso e constante que afeta um número cada vez maior de profissionais no Brasil, bem como as empresas buscarem funcionárias(os) altamente produtivas(os), mas equilibradas(os) e que só assim serão capazes de apresentar o melhor dos seus talentos e habilidades.
O evento vai reunir pesquisadoras(es), acadêmicas(os), representantes de empresas públicas e privadas e profissionais liberais interessadas(os) em pesquisas e práticas relacionadas à qualidade de vida no trabalho, ao estresse e à saúde.
Os encontros acontecerão no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre (RS). As inscrições para o 2º lote expiram em abril e podem ser pelo site: http://eventos.ismabrasil.com.br/inscricao/ .
Entre os palestrantes, destacam-se a participação da norte-americana Marnie
Dobson, PhD, codiretora executiva da Healthy Work Campaign (Campanha Trabalho
Saudável) e professora no Centro para Saúde Ocupacional e Ambiental da Universidade da Califórnia, em Irvine; da médica Ana Elisa de Siqueira, especialista em implantação de modelos de gestão de qualidade; de Fabio Mattoso, líder executivo de Watson Health no Brasil, e do desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRT-3) e gestor nacional do Programa Trabalho Seguro do
TST, Sebastião Geraldo de Oliveira.
Serviço
19º Congresso de Stress da ISMA-BR (International Stress Management Association), 21º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho, 11º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública e 11º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.
Data: 02 a 04 de julho de 2019
Local: Plaza São Rafael Hotel – Porto Alegre / RS
Endereço: Av. Alberto Bins, 514 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) promove, na quinta-feira (14), o Diálogo Digital sobre Psicologia e Segurança Pública. O debate será transmitido ao vivo a partir das 15h pelo site e redes sociais do CFP.
O evento, que será realizado exatamente um ano após o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, visa problematizar as questões sociopolíticas do país e as implicações dos saberes e fazeres da Psicologia no contexto da Segurança Pública, em uma perspectiva de defesa irrestrita da democracia. O debate também pretende discutir as malhas do sistema prisional e da segurança pública, suas dinâmicas psicossociais e seus efeitos.
Além disso, o evento marca o lançamento da edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão – Segurança Pública e Sistema Prisional, bem como o pontapé inicial para a construção da Referência Técnica para atuação de psicólogas(os) em Políticas de Segurança Pública, pela comissão ad-hoc do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop).
Participam do Diálogo Digital o conselheiro do CFP, Pedro Paulo Bicalho (mediador), bem como as (os) seguintes debatedoras(es): Ana Paula Santos Meza, João Paulo Barros e Antônio Britto.
Você pode participar do Diálogo Digital, mandando perguntas para o email comunica@cfp.org.br, pelo WhatsApp (61-9.9554-5738) ou pelos canais do CFP nas redes sociais usando a hashtag #DialogosCFP. O evento, realizado na sede do CFP, em Brasília, será transmitido pelo site do CFP, Facebook e Youtube da Autarquia.
Assista o Diálogo Digital ao vivo:
Qual é o lugar da Psicologia nas políticas de Segurança Pública
O conselheiro Pedro Pauo Bicalho explica que este Diálogo Digital é importante para fazer com que a categoria perceba o lugar das políticas públicas no exercício profissional da Psicologia, em especial as políticas públicas de segurança. “Esse Diálogo Digital foi pensado para acontecer no dia 14 de março, dia em que lembramos um ano de assassinato da vereadora Marielle Franco para que possamos evidenciar a importância das políticas de segurança pública na construção da justiça social e da redução da desigualdade no Brasil e qual é a importância da Psicologia nesse processo e nessa discussão”, reforça.
Bicalho aponta que a pergunta central do Diálogo é “Qual é o lugar da Psicologia nas políticas de Segurança Pública” e qual é o lugar das políticas de segurança pública na construção de uma Psicologia que se faz de forma engajada, a se encontrar com a execução das políticas públicas e enfrentar a desigualdade social e as violências que assolam o povo brasileiro.
Confira as (os) participantes:
Pedro Paulo Bicalho – conselheiro integrante da diretoria do CFP, psicólogo, especialista em Psicologia Jurídica, mestre e doutor em Psicologia. Professor Associado do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Psicologia e ao Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos. (UFRJ).
Ana Paula Santos Meza – Psicóloga, mestrado e doutorado em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação da UFRJ. Compõe o quadro de Psicólogos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – PMERJ – como Tenente Psicóloga.
João Paulo Barros – Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC. Doutor em Educação, mestre e graduado em Psicologia pela UFC. Especialista em Saúde Mental pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Antônio Britto – Psicólogo, especialista em Dependência Química pela Faculdade Venda Nova do Imigrante em 2015. Mestrando em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na linha de Uso e Abuso de Substâncias Psicoativas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua como Psicólogo Policial Civil pela PC/SC na Coordenadoria das Delegacias de Proteção a Criança Adolescente, Mulher e Idoso e Políticas Públicas LGBTT.
Lançamento de edição especial
Durante o Diálogo Digital desta quinta-feira, será lançada oficialmente a edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão – Segurança Pública e Sistema Prisional, que contará com a participação da editora do periódico, Neuza Guareschi. A edição digital já se encontra na plataforma da SciELO e pode ser acessada aqui.
A revista, formada por 297 páginas e 19 artigos, busca se contrapor à lógica punitivista, emergindo práticas que, partindo da Psicologia, propunham outras formas de manejar o espaço do cárcere e das instituições de segurança, prezando pela integridade da vida e pela defesa dos direitos das populações marginalizadas. A publicação também problematiza as próprias racionalidades a partir das quais operam dispositivos e práticas ligadas à prisão e à segurança pública.
Editada desde 1979, a “Psicologia: Ciência e Profissão” é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. Atualmente, a revista está indexada nas bases da SciELO; Lilacs (Bireme); Clase; Latinex; PsycINFO; Redalyc; e Psicodoc.
Um Grupo de Referência em Saúde Suplementar, formado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), formulou uma proposta de minuta de Projeto de Lei para alterar a Lei nº 9656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. O objetivo é assegurar a autonomia das(os) psicólogas(os) em sua atuação na saúde suplementar, dispensando a obrigatoriedade de encaminhamento como condição de atendimento psicológico.
A reunião, ocorrida nos dias 21 e 22 de fevereiro na sede do CFP, em Brasília, contou com a participação da conselheira do CFP Rosane Granzotto, além de representantes do CRPs e da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), convidada a participar do encontro.
Mudanças na Lei 9656/98
Para a conselheira Rosane Granzotto, foi importante a construção da minuta de Projeto de Lei que altera a Lei 9656/98 e que a proposta deverá ser apresentada em breve a parlamentares do Congresso Nacional. Granzotto destacou também que o grupo elaborou uma minuta de texto de um guia de orientação em relação a aspectos técnicos e éticos com fins de instrumentalizar as(os) profissionais que atuam ou desejam atuar no âmbito da saúde suplementar. O referido documento passará por revisão e avaliação final dos CRPs.
Outras ações realizadas pelo grupo de referência foram o envio de ofícios às operadoras de saúde informando aspectos técnicos e éticos do atendimento psicológico, além da elaboração de propostas de novos procedimentos de atendimento psicológico mais específicos, para serem submetidos à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a fim de serem incluídos no rol de procedimentos.
Valores de serviços
Sobre os valores pagos pelos serviços psicológicos, foi definida a realização de um levantamento em todos os CRPs sobre os montantes pagos às operadoras, para subsidiar as medidas necessárias.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas (CREPOP) abriu consulta pública, nesta terça-feira (26), às(aos) psicólogas(os) para a futura publicação “Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) em Políticas Públicas de Esporte”.
A consulta pública é uma das etapas da metodologia do CREPOP antes do lançamento de uma referência. A ideia dessa fase é que psicólogas(os) possam fazer contribuições ao documento final, tornando o processo de elaboração da referência mais democrático e participativo. Saiba mais sobre o processo de elaboração de referências do CREPOP aqui e aqui.
Subsídios
A conselheira do CFP e coordenadora do CREPOP, Clarissa Guedes, explica que a importância do referido documento é referenciar o exercício profissional na área da Psicologia do Esporte. “É um material que apresenta diretrizes e reflexões sobre a área, oferecendo subsídios para atuação das profissionais”, complementou. Guedes destaca, ainda, que a consulta pública é um momento em que as(os) profissionais podem fazer contribuições, “de modo que o produto final reflita a experiência prática das profissionais de todo o país”, reforça.
Passo a passo para a consulta pública
Para participar da consulta pública, a(o) psicóloga(o) precisa seguir as orientações: Após baixar o documento, ler a versão preliminar do texto destinado à consulta pública. Acessar o link do formulário no Google Forms (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdeKV8ahFGfSUMCM88BLG8320FtHTbbGmakt11pnUq3TS0Mjg/viewform), fazer suas contribuições ao documento no formulário, considerando cada eixo que organiza a Referência Técnica.
A consulta pública ficará no ar por 30 dias – de 26/02/19 à 26/03/19. Após o término do prazo, todas as contribuições ao texto preliminar serão enviadas à comissão de especialistas que trabalhará para a construção da versão final para publicação.
João Pessoa (PB) será sede do XII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (Abep), entre os dias 13 e 15 de junho de 2019, no Instituto de Educação Superior (IESP). O tema do encontro será “20 Anos em Defesa do Compromisso Ético Social na Formação em Psicologia”.
O encontro contará com a presença de professoras(es), coordenadoras(es), pesquisadoras(es), psicólogas(os) e estudantes de Psicologia de todo o país em conferências, mesas-redondas, fóruns, minicursos, lançamentos de livros e pôsteres.
As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas pelo seguinte link: https://sites.google.com/view/abep20anos/inscreva-se . O primeiro período de inscrições expira dia 20 de maio. O seguinte será até 12 de junho e o último no IESP.
Na ocasião, também acontecerá a XI Edição do Prêmio Sílvia Lane, destinado a trabalhos realizados por estudantes de Psicologia, na forma de TCC e de Relatório de Estágio. As inscrições estão abertas até o dia 10/03/2018. Todas as informações e inscrições podem ser acessadas no site da Abep: http://abepsi.org.br/premiosilvialane/ .
Última edição
O último encontro da Abep aconteceu em 2017, em Campinas(SP), com o tema “O ensino e formação em Psicologia no século XXI: transformações e desafios”. O evento contou com debates sobre diretrizes e ênfases curriculares, licenciatura, estágios, metodologias e estratégias de ensino-aprendizagem na formação em Psicologia. Laicidade e ética, processos avaliativos e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinae) também estiveram na pauta. Além disso, tratou de questões como a formação política em Psicologia e a inserção do trabalho da (o) psicóloga (o) nas políticas públicas, as novas demandas e a ampliação do campo da profissão e os direitos humanos no contexto da desigualdade e o direito à diferença.
Em 2018, uma parceria entre CFP, Abep e Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), promoveu as discussões sobre o Ano da Formação em Psicologia, quando foram debatidas as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos Cursos de Graduação em Psicologia, por todo Brasil.
Foram organizadas reuniões preparatórias, cinco encontros regionais e um encontro nacional, que aprovou 33 propostas. A partir delas, foi redigida uma minuta submetida à consulta nacional, transformada posteriormente em Relatório Final, por meio dos canais das entidades nacionais coordenadoras do processo de discussão – CFP, Abep e Fenapsi.
A minuta também foi apreciada e aprovada na Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho (CIRHRT) e no pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Agora, as novas diretrizes curriculares serão debatidas no Conselho Nacional de Educação (CNE) e no Ministério da Educação (MEC).
A Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) realizará, de 20 a 22 de junho de 2019, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Salvador (BA), o 4º Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental.
O evento tem como objetivo refletir sobre as repercussões do racismo, da violência de gênero e dos conflitos de classe que estão na gênese do sofrimento social e psíquico de pessoas e coletivos. O Fórum também abordará sobre a garantia de direitos e o exercício da cidadania, com destaque para estratégias de inclusão produtiva pelo trabalho e pela economia solidária, bem como os processos de valorização e reconhecimento social das pessoas com experiências de sofrimento mental.
A proposta do evento é também discutir essas problemáticas e compartilhar as diferentes formas de enfrentamento a cada uma dessas questões através dos diversos espaços de debate distribuídos nos 12 eixos temáticos: Racismos: institucional, científico, cotidiano; Pobreza, austeridade, vulnerabilidade e sofrimento social; Gênero, violência cotidiana e iniquidades; Contra-Reforma Psiquiátrica: análises e enfrentamentos; Movimentos antimanicomial, antiproibicionista e outros ativismos sociais; Economia solidária, trabalho e reabilitação psicossocial; Arte, cultura e práticas emancipatórias; Cuidado e atenção psicossocial; Desinstitucionalização, desencarceramento… liberdade; Infância, juventude, velhice: questões do ciclo de vida; Povos tradicionais: quilombolas, povos indígenas, ciganos, populações rurais; Violência Urbana, Marginalização e Situação de Rua.
Para essas reflexões, serão realizados Minicursos, Mesas-redondas, Oficinas, Cursos, Rodas de conversa, Tenda Paulo Freire, Apresentações artísticas e culturais e exposições de arte, além da Feira de Economia Solidária.
Revista “Psicologia: Ciência e Profissão” (PCP) lançará edição especial em 2019 sobre Psicologia, Povos e Comunidades Tradicionais e Diversidade Etnocultural. O número, aprovado pelo XVII Plenário do Conselho Federal de Psicologia (CFP), discutirá as práticas e saberes da Psicologia articulados às comunidades e povos tradicionais da sociedade brasileira. Os povos e comunidades tradicionais são definidos como grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos por tradição.
Serão publicados ensaios teóricos e relatos de pesquisa de profissionais relacionados a questões ético-políticas da área.
As pessoas interessadas em participar devem enviar os artigos, até 17 de março, para numeroespecial@cfp.org.br. Os artigos, avaliados segundo as normas editoriais da revista, serão editados pelos professores Adolfo Pizzinato (UFRGS), Jáder Leite (UFRN) e Danilo Guimarães (USP).
Os artigos desta edição devem ter como eixo de discussão os avanços teórico-metodológicos do campo, o combate às iniquidades, à exclusão social, práticas de apagamento e extermínio e/ou a promoção da cidadania e direitos socias destes coletivos, ou a visibilização de formas de organização social, estratégias de resistência nos territórios e das práticas geradoras de autonomia nos referidos territórios, analisando a implicação sa Psicologia – enquanto ciência e profissão – nas diferentes interfaces que povos e comunidades tradicionais geram no panorama da ameaçada diversidade etnocultural do Brasil.
Em março, será lançada a edição especial Psicologia, Sistema Prisional e Segurança Pública. O referido fascículo buscou busca fomentar a produção do conhecimento, a reflexão sobre as práticas profissionais, as políticas e outras intervenções possíveis no contexto do sistema prisional e da segurança pública.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) abre novas inscrições para o Edital de Chamada Pública 01/2018 de apoio financeiro a eventos técnicos ou científicos. Desta vez, os indicados são para atividades a serem realizadas de 1º de julho a 31 de dezembro de 2019, propiciando a divulgação de ações técnico-profissionais que favoreçam o intercâmbio entre profissionais da Psicologia.
O preenchimento e envio do Formulário de Proposta dos eventos que serão realizados entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2019, bem como anexação dos documentos comprobatórios dos eventos, serão feitos pelo link http://www2.cfp.org.br/editalevento/2019 entre 10 horas do dia 01 de fevereiro de 2019 e 23 horas e 59 minutos do dia 28 de fevereiro de 2019, observado o horário oficial de Brasília/DF. O resultado será divulgado em 25 de março de 2019.
O auxílio financeiro será exclusivo para fornecimento de passagem aérea nacional e/ou hospedagem no território brasileiro que devem ser utilizadas, obrigatoriamente, no período de realização do evento. A(O) beneficiária(o) do auxílio deverá ter formação ou experiência que dialogue com a temática do evento, excluindo-se conselheira(o) federal e regional em exercício e funcionária(o) ou comissionada(o) da autarquia.
A(O) proponente deve ser psicóloga(o) devidamente inscrita(o) em um dos Conselhos Regionais de Psicologia e adimplente com suas obrigações profissionais. Deve necessariamente ser membro da comissão organizadora e/ou científica do evento. Cada profissional poderá apresentar somente uma proposta por semestre de 2019.
Como pedir o apoio financeiro
É permitida apenas uma proposta por evento. O documento deve explicitar informações como identificação da(o) psicóloga(o) proponente e da instituição promotora do evento, composição da comissão organizadora e/ou científica. Além disso, precisa conter detalhamento das passagens aéreas e/ou hospedagens que serão financiadas: nome da(o) beneficiada(o), CPF, minicurrículo, trecho, indicação do número do voo, data, dentre outros dados que se fizerem necessários.
Foco no CNP
Os eventos precisam ter como foco os eixos temáticos do IX Congresso Nacional de Psicologia (IX CNP) e obedecer aos seguintes pré-requisitos: Pensar criticamente a realidade nacional e aportar conhecimento teórico e/ou técnico crítico, original e que busque romper paradigmas e suscitar reflexões que contribuam para fazer avançar as fronteiras do conhecimento no tema a ser abordado no evento; Buscar construir conhecimento de vanguarda quanto à forma de pensar e atuar em relação às temáticas abordadas, articuladas às políticas públicas e ações inovadoras, criativas e consistentes para enfrentamento dos problemas; Prever a articulação, desde sua formulação, de profissionais, estudantes, pesquisadoras(es), movimentos sociais e instituições, dialogando com o conhecimento e a experiência acumulados sobre o tema; Promover o diálogo e o esforço interdisciplinar.