Disponível nova edição da Psicologia: Ciência e Profissão

A edição 37.4 da revista “Psicologia: Ciência e Profissão (PCP)” já está disponível na plataforma SciELO e, em breve, chegará às bibliotecas das universidades e faculdades com cursos de Psicologia de todo o Brasil. O compromisso da PCP é promover diálogos entre prática profissional, formação e pesquisa, de forma a contribuir para a produção de conhecimento em Psicologia e para o enfrentamento dos desafios impostos pela conjuntura política e econômica do país.

A editora Neuza Guareschi, no texto Diversidade na Produção de Conhecimento em Psicologia, reforça que, além das temáticas recorrentes, principalmente, a formação em Psicologia e o campo das políticas públicas, esta edição traz artigos que dizem respeito à família, à mulher e à violência e também textos sobre juventude e infância. 

Excelência

 Editada desde 1979, a “Psicologia: Ciência e Profissão” é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. Atualmente, a revista está indexada nas bases da SciELO; Lilacs (Bireme); Clase; Latinex; PsycINFO; Redalyc; e Psicodoc.

Confira a edição 37.4.

Leia o editorial “Diversidade na Produção de Conhecimento em Psicologia”

Do cuidado em liberdade à geração de trabalho e renda

Luta antimanicomial: 30 anos da luta antimanicomial

Uma das principais características do “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios” é a integração entre usuários e profissionais de diversas áreas. E esta foi o tom das 14 rodas de conversa do evento, realizadas, dias 8 e 9 de dezembro, na Universidade do Sagrado Coração, em Bauru (SP).

Com temas como a precarização do trabalho na saúde mental, infância e juventude, álcool e outras drogas e medicalização da sociedade, as rodas de conversa permitiram diálogos horizontais e resultaram em decisões que serão sistematizadas em documento-síntese do Encontro de Bauru. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) esteve presente em todas as conversas, contribuindo com os debates por uma sociedade sem manicômios.

O evento de Bauru teve, ainda, atividades culturais, Feira de Economia Solidária, ato público e até apresentação da Escola de Samba Unidos do Viradouro. Como o samba enredo de 2018 da Viradouro será a loucura como potência criadora, um grupo de carnavalescos da escola participou do encontro, a convite do CFP. O samba diz que “É ter na mente o dom da criação/Onde ser louco é inspiração/Une verso à melodia/Brincar de Deus… e com as cores delirar/Nos sonhos meus (…)/Sei que a loucura é o x da questão/Ser ou não ser mais um entregue à razão/Fazer do lixo uma bela fantasia/Eu sou um sonhador, um pierrô alucinado.”

Rodas de Conversa

Saiba um pouco sobre os debates ocorridos nas 14 rodas de conversas do Encontro de Bauru, 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios:

Cuidado em liberdade: A RAPS que queremos

Balanços, perspectivas e estratégias de ações sobre a situação do funcionamento dos serviços substitutivos foram discutidos, considerando o protagonismo de usuários e familiares e as particularidades de cada território.

Por uma Reforma Psiquiátrica antimanicomial: desafios e impasses para os movimentos sociais

Analisada a Reforma Psiquiátrica no Brasil, desafios e proposta agenda conjunta entre entidades.

Trabalho em saúde e enfrentamento da precarização

Discussão sobre o enfrentamento às diferentes formas de precarização de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) e análise sobre os impactos da terceirização e da alta rotatividade de profissionais nos serviços de atenção.

Contra a maré: Velhos e novos problemas da institucionalização

Discussão sobre velhos e novos instrumentos contra a institucionalização. Além da Defensoria Pública e as coordenações dos promotores de Saúde dos municípios, que trabalham em defesa da Rede de Atenção Psicossocial (Rapsi) contra as internações compulsórias, o grupo sugeriu atuar em conjunto com os movimentos sociais e com as instituições estaduais, de forma a estreitar relações em defesa dos Direitos Humanos.

Justiça e garantia de direitos

A conselheira Jureuda Guerra participou da roda de conversa sobre justiça e garantia de direitos. O grupo decidiu lutar por ampliação da acessibilidade, por garantir direitos e informações sobre pessoas com transtorno mental. Outra sugestão foi solicitar recomendação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a retirada de bebês de mães usuárias de drogas, reconhecendo também a lógica antimanicomial e considerando os instrumentos legais já existentes, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Loucos como sujeitos de direitos

A conselheira Norma Cosmo disse ter sido enriquecedor poder ouvir a fala dos próprios usuários, o depoimento de quem vive o cotidiano de ter seus direitos atacados e de precisar, a cada momento, reivindicá-los. “Eles não são tratados como pessoas, principalmente nos equipamentos, nos hospitais. Nos depoimentos, relatam que, por apresentar uma condição de sofrimento mental, são segregados e estigmatizados.”

Comunicação e cultura

Debateu-se a importância de a mídia ser cada vez mais abastecida com informações sobre a luta antimanicomial. A discussão apontou a necessidade de trabalhar com a imprensa tradicional e com a mídia alternativa para incluir temas relacionados à luta. O grupo, que ficou de se reunir novamente para elaborar proposições para incluir o tema na mídia, teve participação do conselheiro Pedro Paulo Bicalho e da conselheira Clea Oliveira.

Infância e Juventude

A roda de conversa deu a voz a profissionais, mães e adolescentes dos Centros de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (Capsis). O objetivo da discussão foi buscar diretrizes sobre como apoiar os Capsis que trabalham com crianças e adolescentes. Decidiu-se por lutar pela criação de mecanismos de atenção psicossocial, principalmente nos municípios de pequeno porte, e pelo fortalecimento dos Capsis.

A relatora do grupo, conselheira Iolete Ribeiro, explicou o desmonte das políticas públicas de saúde mental e a portaria da Rede de Atenção Psicossocial (Rapsi), já aprovada.

Álcool e outras drogas

“As pessoas estão levando uma droga de vida e estão fazendo uso de drogas”. A frase do conselheiro Paulo Aguiar sobre o problema do uso de álcool e drogas no país resume o tema da roda de conversa.

Segundo ele, é necessário pensar na questão da intersetorialidade, como saúde, educação e assistência, e no apoio a essas pessoas. A internação compulsória e a judicializacao também foram discutidas pelo grupo.

Políticas Públicas em tempos de desmonte dos direitos sociais

O conselheiro Paulo Maldos explicou que a discussão foi dividida em dois momentos: conjuntura política e apresentação de propostas, eixos de luta e formas de resistência às políticas de desmonte.

O direito à diferença: a luta contra as opressões

Debatidas violações de direitos e violências cotidianas vividas por mulheres, população LGBT, negros e negras, povos indígenas. Também foram feitos balanços e apontadas perspectivas e estratégias de ações.

O direito a cidade: luta antimanicomial e intersetorialidade

O mote foi o trabalho intersetorial, de forma a fortalecer a luta e enfrentar os retrocessos da atual conjuntura. Apontou-se a necessidade de regionalizar o debate, com a criação de fóruns permanentes intersetoriais e territoriais com agendas comuns.

Geração de trabalho e renda e economia solidária

O debate destacou que tanto usuários quanto profissionais aprendem juntos a desenvolver suas potencialidades criativas e de trabalho na economia solidária, refletindo na inclusão dos usuários no mercado de trabalho.

Participantes levantaram a questão dos limites dessa inclusão e os impactos no próprio tratamento e em outras áreas da vida dos usuários, necessitando, portanto, de um acompanhamento multidisciplinar dessa inclusão no mundo de trabalho.

Medicalização da sociedade

Pensar os diferentes impactos da medicalização e a patologização no cotidiano e suas relações com a cultura e a histórica posição que a psiquiatria ocupa nos espaços de tratamento. Essa foi o pensamento apresentado pelo representante da Comissão de Direitos Humanos do CFP Ematuir Teles. Para ele, há uma prevalência do saber médico em relação às outras práticas na sociedade, o que contribui para a prática da medicalização.

Ematuir também apresentou o debate sobre a despatologização das transexualidades. “Ainda estamos em um contexto onde as pessoas travestis e trans são consideradas doentes e isso gera efeitos até no acesso à saúde”.

Saiba mais

Encontro de 30 anos da luta antimanicomial reúne 1,8 mil participantes em Bauru  

Abertura foi marcada por homenagens póstumas a militantes da luta antimanicomial, como Marcus Vinícius de Oliveira

Aos 30 anos, Carta de Bauru vira tema de entrevista na TVT

O presidente do CFP, Rogério Giannini, foi o entrevistado do programa “Seu Jornal”, da TVT, na terça-feira (5)

Veja mais fotos do “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”.

Luta antimanicomial reúne 1,8 mil participantes em Bauru  

Nenhum passo atrás! Manicômio nunca mais. Essa foi a tônica dos discursos de abertura do “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”, na manhã desta sexta-feira (8), na Universidade Sagrado Coração, na cidade de Bauru (SP). Mais de 1,8 mil pessoas, entre usuários da saúde mental, profissionais, professores e estudantes, estão participando das atividades realizadas no campus e na cidade.

A programação do primeiro do evento foi marcada por atividades culturais e homenagens póstumas a militantes da luta antimanicomial que ajudaram a redigir a Carta de Bauru, há 30 anos. Em dezembro de 1987, trabalhadores da saúde mental reunidos em Bauru escreveram o manifesto que marca o início da luta antimanicomial no Brasil e representa um marco no combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave. Com o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, o congresso discutiu as formas de cuidado com os que apresentam sofrimento mental grave e representou um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial, inaugurando nova trajetória da Reforma Psiquiátrica brasileira. 

O presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério Giannini, ao falar sobre o cenário de retrocessos e truculências que ocorrem no país, lembrou a condução coercitiva do reitor e da vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez e Sandra Regina Goulart Almeida por agentes federais no dia 6 de dezembro.

Diversidade e resistência 

Giannini disse que a luta antimanicomial é em prol da cidadania e da democracia. “Ser antimanicomial é ser democrata, é lutar por cidadania e por direitos sociais. Vivemos momento difícil e duro, mas conhecemos nossa força e resistência em defesa da democracia.” Ele reafirmou que cada Centro de Atenção Psicossocial (Caps), cada casa de saúde, é um ponto de resistência. “Nossa diversidade é um valor que precisa ser afirmado. Somos diversos, mas somos únicos pela democracia.”

O ex-deputado Paulo Delgado, autor do projeto que resultou na Lei 10216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica) recordou símbolos da luta antimanicomial, como Nilse da Silveira e Franco Basaglia. Ele destacou que a Carta de Bauru de 1987 marca uma mudança de paradigma das internações para o acolhimento e o cuidado. “Um tratamento de água com açúcar dado com amor faz mais diferença do o remédio dado com indiferença.” O político destacou ainda que os princípios da reforma psiquiátrica são os mesmos do Sistema Único de Saúde (SUS): integralidade,universalidade e equidade. “Não sou psicólogo, não sou psiquiatra, não sou assistente social, mas sou candidato a louco e, se for louco, quero ser tratado no Caps por vocês”.

Viradouro 

O secretário de Saúde de Bauru, José Eduardo Fogolin Passos, explicou ser este o momento para rediscutir o conceito de saúde mental e que o foco das discussões deve ser a luta por uma sociedade sem manicômios. Ele lembrou, ainda, a dívida que o SUS tem com os movimentos da luta antimanicomial. “Tenho orgulho de ser da cidade e de conhecer a história e o movimento, como muitas dessas pessoas. Este encontro reúne novamente todos os movimentos da luta antimanicomial por uma nova sociedade, em um novo Brasil para os próximos 30 anos.” Mário Moro, representante do Encontro de Bauru de 1987, reforçou que o momento é de resistência e luta contra a diminuição nos repasses de verbas da Assistência Social.

A abertura teve representantes da Articulação Nacional do Encontro de Bauru e de movimentos da luta antimanicomial, como o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial (MNLA) e a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila). Os representantes da articulação nacional do encontro fizeram um histórico e mostraram os desafios da luta antimanicomial. Para eles, não basta racionalizar os serviços, é preciso discutir como combater a opressão e a discriminação nas instituições e como lutar pelos direitos de cidadania e por melhores condições de vida dos doentes mentais. Revelaram que é necessário inventar novos diálogos e uma nova política pública de saúde mental. 

O encontro de Bauru prosseguiu à tarde com 14 rodas de conversa atividades culturais. A Escola de Samba Viradouro, que terá a loucura como potência criadora como tema do samba enredo de 2018, encerrou o dia com um ato público na Praça Rui Barbosa.

A letra do samba enredo da Viradouro diz:“É ter na mente o dom da criação/Onde ser louco é inspiração/Une verso à melodia/Brincar de Deus… e com as cores delirar/Nos sonhos meus (…)/Sei que a loucura é o x da questão/Ser ou não ser mais um entregue à razão/Fazer do lixo uma bela fantasia/Eu sou um sonhador, um pierrô alucinado.”

Confira a programação completa.

 Confira no facebook do CFP as transmissões e as galerias de foto do  Encontro de Bauru.

CFP reitera posicionamento contra a medicalização

A psicóloga Rosane Granzotto participou do programa “Cidadania”, da TV Senado, dia 23 de novembro, para falar sobre o aumento acentuado no uso de psicotrópicos para tratamento de patologias como a depressão. Integrante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Granzotto apresentou alternativas ao uso desses medicamentos.

Na entrevista, veiculada no dia 27, a conselheira falou sobre o contexto do aumento dos casos de depressão no Brasil. Ela analisou as condições culturais, sociais e econômicas e explicou que, nos últimos 40 anos, houve um aumento de 60% no número de suicídios no planeta, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em geral, esses casos são acompanhados pelo diagnóstico de depressão. Para 2020, a doença será a segunda maior em casos de incapacidade laboral.

Granzotto disse que a pressão para que o trabalhador se capacite mais, produza mais e consuma mais, aliada ao aumento do fluxo de informação e comunicação, resulta em perda da corporeidade nas relações sociais, substituição das relações presenciais pelas relações virtuais e em aumento do individualismo. “A questão é que há um excesso de frustração, um excesso de competividade, um excesso de individualismo e, até mesmo, a ausência de contatos mais corpóreos. A comunicação mais pessoal está cada vez mais precária, cada vez mais escassa.” 

Medicalização

Apesar de apontar muitas evoluções nas políticas públicas para a saúde mental, em especial nos últimos 30 anos, Granzotto aponta que há uma fragilidade na consecução dessas políticas. Contrária à medicalização, ela salientou os interesses dos grandes laboratórios farmacêuticos, que, desde os anos 1980, encomendam pesquisas que patologizam situações cotidianas da vida. “Minha crítica se refere à medicalização da vida. Pesquisas iniciadas nos anos 1980 já mostravam isso. Começou nos Estados Unidos da América, com a indústria farmacêutica, que passou a encomendar estudos aos médicos e às universidades, para que patologizassem as reações cotidianas, como o luto, os conflitos e até as frustrações.”

Confira a entrevista na íntegra na TV Senado.

Anad faz campanha sobre diabetes em São Paulo

A Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad) promove em São Paulo, de 13 a 18 de novembro, a “20ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Prevenção das Complicações – detecção, orientação e educação”. O Dia Mundial do Diabetes é celebrado em 14 de novembro.

As ações, que vão ocorrer na sede da Anad, localizada à Rua Eça de Queiroz, 198, Vila Mariana (Metrô Paraíso), São Paulo, SP, preveem a realização de dois mil testes de glicemia e avaliações de complicações em cada área, como avaliação de olhos, pés, boca, fisioterápica, atividade física, risco cardiometabólico, IMC (correlação cintura-quadril) e avaliação nutricional, pressão arterial. Palestras educativas também foram programadas.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apoia a iniciativa.

Para mais informações acesse: http://www.anad.org.br/. 

Serviço

20ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Prevenção das Complicações, Detecção, Orientação e Educação

A mulher e o Diabetes: nosso direito a um futuro saudável

Data: 13 a 18 de novembro

Local: Rua Eça de Queiroz, 198, Vila Mariana (Metrô Paraíso), São Paulo, SP

Informações: http://www.anad.org.br/

CFP vai participar de processo de seleção do MNPCT

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vai integrar a comissão de seleção para integrantes do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. A decisão foi aprovada, dia 24 de outubro, durante reunião do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) por meio da Resolução nº 008/2017. O colegiado também aprovou moção de apoio à investigação da morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancelier.

O psicólogo Paulo Maldos, membro do CFP e integrante do CNPCT, destaca a importância da participação no processo de seleção de peritos(as) para o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Sobre a moção de apoio às investigações da morte de Cancelier, Maldos explica que o caso apresenta elementos de tortura, pois o reitor foi submetido a constrangimento e à violência da exposição pública, com acusações infundadas e mentirosas. O processo de violência midiática e judicial acabou levando o reitor ao suicídio. O caso do reitor é emblemático, pois populações vulneráveis sofrem constrangimentos similares cotidianamente, como os jovens negros nas periferias das grandes cidades. “Boa parte da sociedade é submetida a constrangimentos e à violência judicial e midiática constante. Exemplos são os programas de TV expõem publicamente as pessoas acusadas de crimes que muitas vezes não cometeram.” 

Seleção

A Resolução n 008/2017 aponta que, além do CFP, fazem parte da comissão de seleção a Conectas Direitos Humanos (Conectas), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Secretaria de Governo da Presidência da República.

De acordo com a norma, as competências da comissão são coordenar e organizar o processo de seleção para membros do MNPCT; analisar os documentos dos candidatos; e decidir e divulgar os pedidos de inscrição. Acesse a Resolução nº 008/2017 na íntegra. https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2017/11/RESOLUCAOCNPCT_N008_CE_3ºPSPMNPCT_16ªRPO-1.pdf

Moção

Segundo a moção de apoio à investigação da morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancelier, Paulo Maldos diz que as informações publicadas pela imprensa, resumidas em documento apresentado pelo representante do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia (GTNM-BA), possibilitam o enquadramento do caso na Lei nº 9.455, de 1997, que considera tortura “submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo ou medida de caráter preventivo” (Art. 1º, II).

O documento aponta, ainda, que a prisão do reitor foi transformada em espetáculo midiático. Ele foi prejulgado como corrupto. Sofreu revista vexatória e teve negada assistência religiosa, além de ter sido proibido de frequentar a universidade e de contatar colegas. São atos que configuram o crime de tortura.

Saiba mais:

Confira a Resolução nº 008/2017.

Confira a Moção de Apoio na íntegra.

I Congresso Latino-Americano de Psicologia Corporal

A Sociedade Libertas está com inscrições abertas para o I Congresso Latino-Americano de Psicologia Corporal – Honrar o Corpo no Amor e na Dor. O evento será realizado de 23 a 25 de novembro, em Recife.

As inscrições, que custam entre R$ 150 a R$ 660, podem ser feitas no site da Sociedade Libertas (https://www.libertas.com.br/cursos-e-eventos/i-congresso-latino-americano-de-psicologia-corporal-honrar-o-corpo-no-amor-e-na-dor/#).

O evento prevê a realização de diálogos, palestras e oficinas vivenciais sobre discussões envolvendo neurociência x psicanálise, direitos humanos e diversidades e o luto do corpo.

O Conselho Federal de Psicologia será representado pelo presidente Rogério Giannini, que participará da mesa de abertura do congresso ao lado de Ana Bock, Jayme Peneraí e Marcos Ferreira. 

Serviço

I Congresso Latino-americano de Psicologia Corporal

Honrar o Corpo no Amor e na Dor

Data: 23 a 25 de novembro de 2017

Inscrições: https://www.libertas.com.br/cursos-e-eventos/i-congresso-latino-americano-de-psicologia-corporal-honrar-o-corpo-no-amor-e-na-dor/#

Local: Best Western Hotel Manibu

Av. Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem, Recife/PE

Informações:  http://www.libertas.com.br

Email: eventos@libertas.com.br

Telefone: (81) 3268-3311

Violência contra estudantes LGBT ganha audiência pública

A causa do sofrimento psíquico que pode acometer pessoas LGBT tem relação direta com a violência dirigida a essa população. A discussão, fundamental para a Psicologia, foi tema de audiência pública realizada, dia 18, na Câmara dos Deputados, durante reunião das Comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

O assunto foi discutido pela psicóloga Sandra Elena Sposito, do Conselho Federal de Psicologia, e por integrantes do Ministério da Educação (MEC), do grupo Dignidade, da Fundación Todo Mejora, do Chile, e Sentiido, da Colômbia.

Sandra Sposito disse haver uma inversão no foco do debate sobre a questão LGBT. Segundo ela, alguns grupos sociais têm ignorado que o sofrimento psíquico é ocasionado pelas vivências da população LGBT, omitindo totalmente a violência que incide sobre essa parcela da população. “Há uma inversão dos elementos que promovem o sofrimento psíquico decorrente das vivências LGBT quando se indica que tal sofrimento é decorrente da orientação sexual e ignoram-se as vivências e as experiências de humilhação, rejeição, exclusão e violências das pessoas LGBTI na sociedade brasileira.”

Sposito disse que o CFP tem procurado resgatar a questão do sofrimento psíquico com o objetivo “de internacionalizar a compreensão de que o fenômeno da violência LGBT é da América Latina”. A conselheira também falou sobre a importância da manutenção da Resolução CFP 01/99 como mecanismo de formalização de limites e das possibilidades de atuação dos profissionais da Psicologia frente às questões da homossexualidade. A norma tem sido atacada por determinados setores.“Temos muita convicção de que a Resolução 01/99 funciona, mas não temos consenso na sociedade brasileira. A resolução é fruto de debates da ciência e da academia, mas foi transferida para o âmbito dos poderes Judiciário e Legislativo.” Na Câmara dos Deputados, há dois projetos que buscam autorizar a terapia de reversão e sustar a Resolução 01/1999.

Experiências

O diretor–executivo do Grupo Dignidade, Toni Reis, apresentou dados da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016 – as experiências dos adolescentes e jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em nossos ambientes educacionais. Do total, 60% dos (as) estudantes entrevistados sentiram-se inseguros (as) na escola no último ano por serem LGBT; 73% já foram agredidos (as) verbalmente e 36%, fisicamente.

Reis falou, ainda, da parceria da entidade com o CFP na luta contra a violência e contra a discriminação à população LGBT. “Sou pai de três filhos e quero que as pessoas se respeitem. Ouço discursos que dizem que queremos destruir as famílias, sexualizar as crianças e tornar todo mundo gay, mas não é nada disso.”

Lina Cuellar Wills, diretora da Sentiido, explicou a realidade da Colômbia. Segundo ela, há muitas leis naquele país, inclusive uma em prol a um estudante, Sergio Urrego, que se suicidou em 2014 em razão de sua orientação sexual. “Na Colômbia temos leis, mas as escolas não as sabem utilizar e temos que trabalhar para que essas normas funcionem”.

Diego Poblete Mella, diretor-executivo da Fundación Todo Mejora, apresentou como o portal da entidade tem ajudado crianças e adolescentes nas discussões em torno da orientação sexual. Ele destacou as ações do aplicativo de celularDescárgate e contou que houve atendimento a 1.579 jovens em seis meses. Diego falou, ainda, que a coibição à violência contra a população LGBT nas escolas necessita ser uma política de longo prazo.

O diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania do Ministério da Educação (Secadi/MEC), Daniel de Aquino Ximenes, destacou as ações realizadas pelo programa do Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos, como a criação de comitês nas faculdades e universidades.

I Congresso Latino-Americano de Psicologia Corporal

A Sociedade Libertas está com inscrições abertas para o I Congresso Latino-Americano de Psicologia Corporal – Honrar o Corpo no Amor e na Dor. O evento será realizado de 23 a 25 de novembro, em Recife.

As inscrições, que custam entre R$ 150 a R$ 660, podem ser feitas no site da Sociedade Libertas (https://www.libertas.com.br/cursos-e-eventos/i-congresso-latino-americano-de-psicologia-corporal-honrar-o-corpo-no-amor-e-na-dor/#).

O evento prevê a realização de diálogos, palestras e oficinas vivenciais sobre discussões envolvendo neurociência x psicanálise, direitos humanos e diversidades e o luto do corpo.

O Conselho Federal de Psicologia será representado pelo presidente Rogério Giannini, que participará da mesa de abertura do congresso ao lado de Ana Bock, Jayme Peneraí e Marcos Ferreira. 

Serviço

I Congresso Latino-americano de Psicologia Corporal

Honrar o Corpo no Amor e na Dor

Data: 23 a 25 de novembro de 2017

Inscrições: https://www.libertas.com.br/cursos-e-eventos/i-congresso-latino-americano-de-psicologia-corporal-honrar-o-corpo-no-amor-e-na-dor/#

Local: Best Western Hotel Manibu

Av. Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem, Recife/PE

Informações:  http://www.libertas.com.br

Email: eventos@libertas.com.br

Telefone: (81) 3268-3311

VI Congresso da Abrapesp abre inscrições

As inscrições para o VI Congresso da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (Abrapesp), que vai ocorrer entre 9 e 11 de novembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB), em Taguatinga, estão abertas. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), apoiador do evento, terá representantes na atividade.

O evento é aberto a profissionais e estudantes da Psicologia e da Educação Física.

A programação inclui mini-cursos, palestras, mesas-redondas, conferências e a divulgação do resultado das eleições das eleições da Abrapesp para a gestão 2017/2019.

Confira a programação.

Faça sua inscrição como profissional ou como estudante.