CFP e CRP Alagoas reúnem-se para aperfeiçoar estratégias de valorização da Psicologia

No último dia 5 de março, as diretorias do Conselho Federal (CFP) e do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-15) estiveram reunidas em Maceió para dialogar importantes questões relativas às ações das instituições.

A presidente e a vice-presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes (CRP 13/5496) e Ana Carolina Lo Bianco (CRP 05/1301), foram recebidas pela presidente do CRP-15, Zaíra Rafaela Lyra Mendonça (CRP-15/2558), pelo vice-presidente Leonardo Tenório Lins Pedrosa (CRP-15/3023) e pela secretária Tamiris Ferreira de Assis Silva (CRP-15/3051). Também participou, de forma remota, a conselheira do CFP Norma Cosmo.

Na pauta, estratégias para a valorização da Psicologia, como a regulamentação da atuação de psicólogas e psicólogos em instituições de ensino público, no contexto da Lei nº 13.935/2019.

A presidente do CRP de Alagoas relatou a mobilização da categoria no estado que resultou na contratação de 60 profissionais para atuarem nas escolas públicas da capital alagoana. As(os) psicólogas(os) foram contratadas(os) por meio de Processo Seletivo Simplificado da Secretaria de Educação e já começam a atuar nas unidades educacionais.

Zaíra detalha que o CRP-15 vinha articulando a implementação da Lei 13.935 com a Prefeitura Municipal de Maceió e vereadores da cidade e, no fim de 2021, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) lançou Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de quase 600 profissionais para atuação na rede de ensino da capital alagoana, com a previsão de contratação de 60 psicólogas(os).

Com base na experiência bem-sucedida na capital de Alagoas, o Conselho Regional tem articulado com demais municípios, inclusive do interior, processos de seleção semelhantes.

A Lei 13.935/2019
Conquista que levou mais de 21 anos para ser alcançada, a Lei 13.935 incluiu a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica do país. Entre os ganhos advindos com a legislação está o apoio a profissionais da Psicologia e do Serviço Social na elaboração de estratégias que garantam aprendizagem de qualidade para todas(os) as(os) estudantes, em uma perspectiva plural e inclusiva, considerando suas diferenças, desigualdades e dificuldades.

Sede do CRP
Durante o encontro também foi discutida a necessidade de mudança da sede do CRP-AL, que precisou ser desativada em virtude da instabilidade apresentada pelo solo em diversos bairros da capital alagoana. As duas diretorias também visitaram o local da antiga sede e propuseram encaminhamentos a serem executados a níveis local e nacional pelos Conselhos.

* Com informações do CRP-AL e da Secretaria Municipal de Educação de Maceió

Senado aprova criação do Sistema Nacional de Educação com emenda que contribui com a efetiva implantação da Lei 13.935

O Senado Federal aprovou ontem (9/3) a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE) por meio do PLP 235/2019. A matéria foi aprovada pelo plenário em regime de urgência e segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

O relator do projeto, senador Dário Berger (MDB-SC), acatou emenda apresentada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) para contribuir com a efetiva implementação da Lei nº 13.935/2019 como parte do SNE. A legislação dispõe sobre a prestação de serviços da Psicologia e do Serviço Social nas redes públicas de educação básica.

A alteração foi articulada pelos Conselhos de Psicologia e do Serviço Social, bem como por entidades das duas categorias – a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Federação Nacional dos Psicólogos (FENAPSI).

Fruto de longo e profundo debate nos últimos anos entre parlamentares, profissionais da educação, especialistas e organizações da sociedade civil, o Sistema Nacional de Educação tem como objetivo alinhar e harmonizar políticas, programas e ações da União, dos estados e dos municípios na área, em articulação colaborativa.

Entre as diretrizes do novo sistema estão a de universalizar o acesso à educação básica e garantir padrão de qualidade; erradicar o analfabetismo; assegurar equalização de oportunidades educacionais; e articular os níveis, etapas e modalidades de ensino.

Na prática, as instâncias intergestoras e os mecanismos de pactuação que o Sistema permitirá um diálogo mais consistente entre governo federal, estados e municípios, com a criação de conselhos e instâncias para trabalhar em favor da educação.

O sistema aborda aspectos como a acessibilidade de crianças e adolescentes à escola, com a adoção da busca ativa daqueles que abandonaram os estudos, assim como a permanência dos estudantes no ambiente educacional – com a garantia de alimentação, segurança, atendimento e acolhimento, inclusive na saúde mental.

O texto ainda atende a dispositivo constitucional, segundo o qual leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os estados, Distrito Federal e municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional (artigo 23). A Constituição estabelece ainda que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino (artigo 211).

Psicologia e Serviço Social nas Escolas Públicas
A Lei nº 13.935, de 11 de dezembro de 2019, prevê que as redes públicas de Educação Básica contarão com serviços da Psicologia e do Serviço Social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação. O objetivo é agregar qualidade ao processo de aprendizado e formação social de estudantes, bem como à convivência escolar e à relação família-escola, integrando as equipes multidisciplinares na condição de profissionais da Educação.

O CFP, em conjunto com o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e entidades das áreas, tem mobilizado esforços para a efetiva implementação da Lei 13.935 por estados e municípios, bem como para assegurar seu custeio via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em dezembro de 2021, a Lei 13.935 foi legalmente inserida como ação a ser custeada pelo Fundeb, na parcela de 30% dos recursos que podem ser utilizados pelos municípios, estados e o Distrito Federal para custear ações na área.

* Com informações da Agência Senado

GTs da APAF sobre pessoas surdas e enfrentamento ao capacitismo iniciam atividades

Ampliar o debate em torno da questão da deficiência, bem como desenvolver ações no campo da Psicologia que possibilitem uma inclusão social, de fato, destas pessoas na sociedade. Esses são alguns dos objetivos na criação dos Grupos de Trabalho (GTs) sobre pessoas surdas e enfrentamento ao capacitismo, da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF). Os colegiados iniciaram os trabalhos no mês de fevereiro.

Os dois GTs foram aprovados na última APAF, realizada em novembro do ano passado. O primeiro, proposto pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP/06), destaca a importância de fomentar o debate sobre o Atendimento à Pessoa Surda, no âmbito da Saúde, de modo a possibilitar a construção de referências éticas e técnicas que orientem a prática profissional. Além disso, estão previstas a elaboração de uma resolução e de uma nota técnica para regulamentação da prática bilíngue no atendimento à pessoa surda.

Já o GT de Enfrentamento ao Capacitismo foi proposto pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP-SC/12) ainda na APAF de maio de 2019. Entre os objetivos desse colegiado está a produção de um material técnico para a promoção de práticas psicológicas que orientem os profissionais sobre a atuação com pessoas com deficiência na perspectiva dos direitos humanos.​ O Grupo também irá trabalhar em iniciativas destinadas a contribuir com a qualificação dos profissionais para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

A conselheira Izabel Hazin é coordenadora dos dois GTs. O sobre pessoas surdas é formado pelas (os) psicólogas (os) Atanael Ribeiro da Silva Weber (CRP-03/BA), Ione Aparecida Xavier (CRP-06/SP) Maynar Patrícia Vorga Leite (CRP-07/RS), Andrea dos Santos Silva (CRP-09/GO) Silvany Ellen Risuenho Brasil (CRP-10/PA-AP), Ingrid Alves de Mendonça Oliveira (CRP-20/AM-RR), Dannilo Jorge Escorcio Halabe e Rosana Mendes Éleres de Figueiredo (titular e suplente, respectivamente pelo CRP-22/MA) e Ana Tereza Marques (representante Ad hoc).

O GT de Enfrentamento ao Capacitismo é composto por Camila Maia (CRP-01/DF), Ione Aparecida Xavier (CRP-06/SP) Joyce Hilário Maranhão (CRP-11/CE), Janaína Henrique (CRP-12/SC), Rafael Ribeiro Filho (CRP-17/RN), Danilo Jorge Escorcio Halabe (CRP-20/AM-RR), Rafael Góes Miranda (CRP-23/TO) e Ana Tereza da Silva Marques (Ad hoc).

Atuação a partir da escuta
A conselheira do CFP Izabel Hazin destaca a relevância dos dois GTs especialmente considerando fragilidades que ainda se dão na formação da (o) psicóloga (o) acerca desses temas, que têm recebido pouca atenção da categoria da Psicologia, muito em razão desse desconhecimento.

“Esses GTs têm duas importantes missões: trabalhar com a categoria para o atendimento com a comunidade surda e o enfrentamento ao capacitismo, e ampliar o conhecimento por parte da categoria das tecnologias assistivas que são ferramentas que podem nos auxiliar na inclusão destas pessoas”, reforça.

Indagada sobre a razão de terem sido instituídos dois GTs com temas semelhantes, Izabel destaca as especificidades do atendimento à comunidade surda – que é muito diversa na sua composição tanto nas fases do desenvolvimento quanto na variabilidade de interação (surdos oralizados, bilingues, surdos-cegos).

“Como esse GT tem uma especificidade muito grande, que é construir uma resolução de orientação à categoria para atendimento à comunidade surda, a APAF entendeu que seria importante que se mantivessem dois colegiados, pois o outro GT é mais amplo, de enfrentamento ao capacitismo e também tem um objetivo de construção de uma nota técnica que oriente a categoria sobre tecnologias assistivas”, destacou Hazin.

Acerca da construção das notas técnicas e das resoluções, a conselheira do CFP destaca que a “escuta” tem que ser o fator primordial para a elaboração e para efetividade destes documentos. Para apoiar nesse processo, serão realizados seminários nacionais com todo o Sistema Conselhos de Psicologia, a fim de ouvir a categoria que está no atendimento na ponta, bem como ouvir as comunidades surda e com outras deficiências e entidades que trabalham com as temáticas.

“Os primeiros passos de ambos os GTs vão nesta direção: a escuta. É a partir dela que iremos nos munir de informações e reflexões para que possamos então elaborar resoluções e notas técnicas que reflitam tanto a demanda da categoria quanto a das comunidades. O objetivo é que realmente sejam documentos eficientes e eficazes para o atendimento a essa demanda”, reforça a conselheira.

Conselhos regionais do Centro-Oeste realizam seminário sobre Psicologia na Educação

Está aberto, até 6 de março, o período de inscrição de trabalhos para o II Seminário Centro-Oeste de Psicologia na Educação, que será realizado em ambiente virtual entre os dias 31 de março e 2 de abril. Os trabalhos serão apresentados durante a I Mostra de Práticas da Psicologia Escolar no Centro-Oeste: aprendizagens em contexto pandêmico, que integra a programação do evento.

Com o tema Experiências e Desafios em Tempos de Pandemia, o II Seminário Centro-Oeste de Psicologia na Educação é uma realização conjunta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF); do Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP 09/GO); do Conselho Regional de Psicologia do Mato Grosso do Sul (CRP 14/MS) e do Conselho Regional de Psicologia do Mato Grosso (CRP18/MT).

O edital da Mostra estabelece as seguintes regras para a submissão de trabalhos:

1 – Os trabalhos devem conter como tema principal “vivências da psicologia no contexto educacional durante a pandemia”;
2 – Cada trabalho deverá conter no máximo 5 autores;
3 – Deverá ser enviado um arquivo de texto (em formato .doc, .docx ou .odt) com um resumo do trabalho, com nome completo dos autores, seus respectivos e-mails e titulações, assim como a instituição da qual fazem parte;
4 – Somente o autor principal (que fez a inscrição) irá apresentar o trabalho;
5 – O resumo deverá conter no mínimo 100 e no máximo 500 palavras. Devendo conter em sua composição: Título; Introdução; Metodologia; Fundamentação teórica; Resultados e discussão; Conclusão; Palavras-chave (no mínimo duas, no máximo quatro). Observação: não serão contabilizadas dentre as 500 palavras o título, as palavras-chave e os dados dos autores;
6 – O resumo deverá ser apresentado de forma corrida, sem parágrafo, com a seguinte formatação: letra Times New Roman; tamanho da fonte 12; espaçamento simples entre linhas; alinhamento justificado;
7 – Após a submissão do trabalho, o mesmo será avaliado pela comissão científica designada pelo evento. O resultado da avaliação será enviado por e-mail; e
8 – A submissão do trabalho deverá ser realizada através do e-mail: (iiseminariocentrooeste@gmail.com)

Programação do evento (horário de Brasília):
O II Seminário Centro-Oeste de Psicologia na Educação será realizado em ambiente virtual pela plataforma Sympla. As inscrições são gratuitas e diferenciadas para cada dia do evento. Veja, abaixo, a programação do seminário com o link para as inscrições.

Dia 31/03 (quinta-feira)
18h – Mesa de abertura
18h30 – Mesa “Conjuntura da efetivação da Lei 13.935/19 no Centro-Oeste: desafios para o avanço da Psicologia Escolar e Educacional”
Inscrição

Dia 01/04 (sexta-feira)
16h – I Mostra de Práticas da Psicologia Escolar no Centro-Oeste: aprendizagens em contexto pandêmico
Inscrição

Dia 02/04 (sábado)
9h – Mesa-redonda “Psicologia Escolar e atravessamentos teórico-práticos em tempos de pandemia”
11h – Lançamento dos Fóruns Estaduais pela Regulamentação da Lei 13.935/2019
11h40 – Encerramento
Inscrição

* Com informações do Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP 09/GO).

 

CFP articula agenda de ações estratégicas junto ao Congresso Nacional

No contexto da retomada das atividades do Legislativo para 2022, o Conselho Federal de Psicologia (CPF) planejou um conjunto de ações de incidência estratégica em defesa da categoria profissional.

Na sexta-feira (18), durante sua 57ª Reunião Plenária, o CFP reuniu-se com a com a psicóloga por formação e deputada federal Erika Kokay (PT/DF), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

O diálogo teve como objetivo encaminhamentos para uma agenda de trabalhos voltada à mobilização de parlamentares e da sociedade para temas relacionados à função da Psicologia e da atuação de suas profissionais em todo o país.

“É uma profissão muito jovem, que vai fazer 60 anos, mas que tem um reconhecimento da sociedade e de sua importância nos espaços das políticas públicas e na própria construção de tecido social”, pontuou a presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes.

Um levantamento com as principais proposições legislativas relacionadas ao campo de atuação da Psicologia foi entregue à parlamentar como marco para as ações de incidência que se darão ao longo deste ano.

Psicologia e Serviço Social na educação básica
Atualmente, tramitam no Congresso Nacional cerca de 340 projetos de lei relacionados à Psicologia. Mais de 40 tratam da atuação das psicólogas e assistentes sociais como profissionais da educação, conforme prevê a Lei nº 13.935, de 2019, e cujo PL 3.418/2021 recentemente estabeleceu como fonte de custeio a parcela de 30% de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Para apoiar as reflexões acerca do tema, foi proposto pelo CFP a apresentação de requerimento para a realização de um grande seminário sobre a Psicologia e o Serviço Social na Educação Básica. O objetivo é apoiar o reconhecimento de psicólogas/os e assistentes sociais efetivamente como profissionais da educação, bem como a importância de sua participação no aprendizado e na formação social de estudantes. A proposta é que o seminário seja realizado na primeira quinzena de abril.

“Tivemos grandes avanços com a reconstrução da lei e a inclusão do custeio via Fundeb, mas há desafios a serem enfrentados na compreensão de que a atuação dessas categorias se dá no âmbito do processo pedagógico. É importante, portanto, estabelecer esse diálogo permanente com os parlamentares, a partir de diversos instrumentos. Especialmente considerando que haverá a revisão de recursos do fundo”, reforçou a deputada Erika Kokay.

60 anos da Psicologia no Brasil
Também foi articulada a realização no Parlamento de um conjunto de atividades celebrativas aos 60 anos da regulamentação da Psicologia como ciência e profissão no país. Além de uma exposição temática ao longo da Semana da Psicologia, de 9 a 13 de maio, foi solicitada a organização de uma sessão solene para marcar o encerramento das atividades.

“O objetivo é demarcar o papel da Psicologia brasileira como ciência e profissão no atual contexto do Brasil, considerando os fatores sociais, políticos, econômicos e culturais , assim como o advento histórico da pandemia”, pontuou a presidente do CFP.

Ana Sandra Fernandes lembrou o atual conjunto de ciclos históricos que marcam o exercício da Psicologia no país – como os 15 anos do Crepop, os 25 anos da Comissão de Direitos Humanos e os 50 anos do Sistema Conselhos. “É o momento de apontar a visão da Psicologia brasileira projetada para os próximos 20 anos, considerando sua diversidade, multiplicidade de áreas e fazeres distintos”.

Projetos de Lei em andamento
A agenda de ações do CFP junto ao Congresso Nacional reúne ainda ações para a incidência quanto à tramitação de proposições legislativas de interesse da categoria. Entre os temas em destaque está o PL 1214/2019, que trata da jornada semanal de até 30 horas para psicólogas e psicólogos e os PLs 1015/2015 e 2079/2019, relacionados ao estabelecimento de piso salarial.

Há ainda ações estratégicas junto a projetos que tramitam na Câmara e no Senado Federal em temas como porte de armas, avaliação psicológica e regulamentação profissional, entre outros. “Os Conselhos de Psicologia conseguem pautar e dar centralidade a discussões que são fundamentais no âmbito da sociedade – é preciso reafirmar seu papel no conjunto dessas políticas públicas”, pontuou a deputada Erika Kokay.

GT de Neuropsicologia do CFP amplia composição e retoma atividades

Criação de um manual para a categoria, cartilha para estudantes da graduação, fascículos para áreas específicas da neuropsicologia, além de lives temáticas. Esses e outros encaminhamentos foram tratados pelo Grupo de Trabalho de Neuropsicologia, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que se reuniu no último dia 4 de fevereiro.

O colegiado foi instituído pelo CFP em 2020 para fomentar o debate e a construção de orientações que subsidiem os processos de avaliação e intervenção que caracterizam o trabalho da neuropsicologia – reconhecida em 2004 como área de especialidade da Psicologia.

Em janeiro deste ano, durante a 56ª Plenária do CFP, foram incluídos no Grupo de Trabalho mais cinco representantes ad hoc com o objetivo de elaborar material de orientação à categoria e discutir a questão de testes psicológicos nesse âmbito.

A conselheira do CFP e coordenadora do Grupo de Trabalho, Izabel Hazin, explica que a criação pela atuação gestão de um colegiado no tema teve como objetivo aprimorar a orientação profissional na área.

“A Neuropsicologia é uma das 13 especialidades da Psicologia reconhecidas pelo CFP, mas com poucos documentos que orientam a prática profissional. Embora exista um conjunto de propostas na área, a pandemia acabou impactando os trabalhos, então a retomada das atividades do GT é muito importante”, pontuou.

Avaliação psicológica e conteúdos orientativos
Izabel Hazin destaca que, dentre os resultados da reunião está a construção de uma agenda de trabalho com enfoque na aproximação do GT Neuropsicologia com outras entidades, como a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP). O objetivo é pensar sobre o ensino em Neuropsicologia a nível de graduação, assim como a aproximação com outros dispositivos do CFP, como já acontece com a Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP). “A proposta é pensarmos sobre especificidades dos processos de avaliação psicológica em Neuropsicologia e em testes neuropsicológicos, e isso precisa ser feito em parceria com a CCAP”, complementa.

A conselheira também reforça a futura produção de documentos orientativos destinados à categoria – como uma cartilha voltada ao aluno de Psicologia que esteja se graduando e também um manual que vai ter como função inicial a orientação da (o) profissional que está na ponta. “Esses foram os primeiros passos. A ideia é que realmente seja um GT produtivo, proativo e atuante na direção da Neuropsicologia”, anuncia.

Composição do GT
O Grupo de Trabalho Neuropsicologia é composto por representantes da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP), bem como por entidades científicas da neuropsicologia e avaliação psicológica: um representante do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia (IBNeC), um representante da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBnP) e um representante do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP).

Esses representantes são: Izabel Hazin (Conselheira do CFP e coordenadora do GT), Daniela Zanini (CCAP/CFP), Caroline Reppold (CCAP/CFP), Monalisa Muniz (CCAP/CFP), Helenice Fichman (Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento – IBNeC), Rochele Paz (Sociedade Brasileira de Neuropsicologia – SBnP) e Marcela Mansur (Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica). Participam como representantes ad hoc e também fazem parte do GT de Neuropsicologia da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP): Mônica Miranda, Neander Abreu, Nara Andrade, Alessandra Seabra e Ana Paula Almeida

XIII Concurso de Provas e Títulos: CFP reabre inscrições e anuncia nova data dos exames

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reabriu as inscrições para o XIII Concurso de Provas e Títulos para Concessão do Título Profissional de Especialista em Psicologia. A edição desta sexta-feira (11/2) do Diário Oficial da União (DOU) traz a publicação do novo cronograma do concurso, com a reabertura das inscrições e nova data para as provas.

O novo período de inscrições iniciará em 14 de fevereiro e vai até o dia 7 março. A taxa é de R$190 e as provas serão realizadas em 10 de abril de 2022. As inscrições realizadas anteriormente permanecem válidas.

O XIII Concurso de Provas e Títulos estabelece a concessão do Título Profissional de Especialista em Psicologia para as especialidades de Avaliação Psicológica; Neuropsicologia; Psicologia Clínica; Psicologia do Esporte; Psicologia do Trânsito; Psicologia em Saúde; Psicologia Escolar e Educacional; Psicologia Hospitalar; Psicologia Jurídica; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia Social; Psicomotricidade; e Psicopedagogia.

Título de especialista
As provas serão aplicadas pelo Instituto Quadrix em todas as capitais brasileiras e em Brasília. O concurso terá três fases: prova objetiva (de caráter eliminatório e classificatório); prova discursiva (de caráter eliminatório e classificatório); e avaliação de títulos e de experiência profissional (de caráter classificatório).

Para participar do certame, a(o) candidata(o) deverá ser psicóloga(o) com mais de 2 (dois) anos de inscrição em Conselho Regional de Psicologia, contínuos ou intermitentes, contados da data de realização das provas.

Adiamento
O XIII Concurso de Provas e Títulos estava previsto para ser realizado em 13 de fevereiro. No entanto, todo o concurso foi adiado em função das medidas de combate e controle ao coronavírus (Covid-19). A decisão considerou a ausência de requisitos indispensáveis de segurança, em decorrência da pandemia, e em respeito aos candidatos inscritos. O CFP informa ainda que as inscrições já efetivadas permanecem válidas para o concurso.

Veja mais
Confira a íntegra do edital, com todas as normas para a participação no Concurso de Provas e Títulos no site da organizadora.

 

XIII Concurso de Provas e Títulos: CFP adia aplicação de provas por risco de contaminação devido à pandemia 

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) comunica o adiamento da aplicação das provas do XIII Concurso de Provas e Títulos para Obtenção do Título Profissional de Especialista em Psicologia, marcada para este mês de fevereiro. O exame seria aplicado  no próximo dia 13 em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal.

A decisão do CFP foi divulgada nesta terça-feira (1º) em função das medidas de combate e controle ao coronavírus (Covid-19), “considerando a ausência de requisitos indispensáveis de segurança, em decorrência da pandemia, e em respeito aos candidatos inscritos”.

O CFP informa ainda que as inscrições realizadas permanecem válidas e a aplicação de prova ocorrerá assim que as condições permitirem. O novo cronograma será divulgado pelo Instituto Quadrix e pelo CFP.

Título de especialista
O XIII Concurso de Provas e Títulos estabelece a concessão do Título Profissional de Especialista em Psicologia para as especialidades de Avaliação Psicológica; Neuropsicologia; Psicologia Clínica; Psicologia do Esporte; Psicologia do Trânsito; Psicologia em Saúde; Psicologia Escolar e Educacional; Psicologia Hospitalar; Psicologia Jurídica; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia Social; Psicomotricidade; e Psicopedagogia.

O concurso terá três fases: prova objetiva (de caráter eliminatório e classificatório); prova discursiva (de caráter eliminatório e classificatório); e avaliação de títulos e de experiência profissional (de caráter classificatório).

Veja o comunicado do CFP e do Instituto Quadrix.

Saiba mais
Edital do Concurso no site da banca organizadora.

 

CFP realiza debate sobre papel da Psicologia no contexto da pandemia e de emergências e desastres

Na próxima segunda-feira (31), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizará mais uma  transmissão ao vivo. No contexto da campanha “Saúde Mental de Janeiro a Janeiro”, a live tem como objetivo debater o impacto da pandemia da Covid-19 e do pós-pandemia para a saúde mental da população  brasileira.

O diálogo pretende, ainda, ponderar os desafios tanto para a Psicologia quanto para as(os) profissionais da categoria no enfrentamento à crise sanitária – que já se prolonga por 22 meses – diante de uma política pública de saúde mental enfraquecida por sucessivas tentativas de desmonte.

A atividade contará com a mediação de Ana Sandra Fernandes, presidente do Conselho Federal de Psicologia. Com início previsto às 16h, o evento poderá ser acompanhado ao vivo pelas redes sociais do CFP.

Conheça as participantes

Mediadora

Ana Sandra Fernandes Arcoverde Nóbrega
CRP 13/5496

Atual conselheira-Presidente do Conselho Federal de Psicologia (2019-2022), foi também vice-presidente na gestão 2016/2019. É psicóloga clínica e professora do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). 

Convidadas

Ionara Rabelo
CRP 09/1661

Doutora em Psicologia. Professora adjunta da Universidade Federal de Goiás. Psicóloga na Gerência de Vigilância às Violências e Acidentes, da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Pesquisadora da Fiocruz para Saúde Mental e Atenção Psicossocial em Desastres e Pandemias. Psicóloga na organização Médicos sem Fronteiras.

Fernanda Magano
CRP 06/41.191

Presidente do Sindicato das Psicólogas e dos Psicólogos no Estado de São Paulo. Secretária Geral da Federação Nacional dos Psicólogos (FENAPSI). É psicóloga no Sistema Prisional Paulista e Conselheira Nacional de Saúde. Na Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (Conpas), é representante da região Sudeste.

Serviço
Live “Pandemia, emergências e desastres, saúde mental: qual o lugar da Psicologia?”
Data: 31 de janeiro
Horário: 16h
Ao vivo pelo YouTube, Facebook e Twitter do CFP

Emergências e desastres: CFP e CRP-BA monitoram o auxílio psicológico às vítimas das cidades afetadas pelas fortes chuvas na Bahia

Visando mapear a atuação da Psicologia nos municípios baianos afetados pelas intensas chuvas que atingem o estado desde dezembro passado, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-BA) enviaram equipes  para realizar um diagnóstico dos serviços de saúde mental disponibilizados diante deste contexto em cerca de 50 cidades baianas. Ao todo, serão três semanas de caravanas pelo estado.

O grupo tem identificado as necessidades das(os) psicólogas(os) dos municípios afetados pelas inundações e, ao mesmo tempo, vem reforçado a adoção dos protocolos estabelecidos pela Psicologia para emergências e desastres.

“A força-tarefa tem como objetivo verificar em que condições estão se apresentando os serviços de saúde mental, em especial, o trabalho das(os) colegas psicólogas(os). A caravana deu suporte, de saber como as políticas estavam funcionando, como as(os) nossas(os) colegas estavam lidando com a situação”, explica a conselheira do CFP, Alessandra Santos de Almeida, que está percorrendo cidades baianas atingidas pelas enchentes. Também acompanha a atuação, pelo CFP, o conselheiro Robenilson Moura Barreto. 

As(os) integrantes do CFP e do CRP-BA estão trabalhando em colaboração com as equipes enviadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pela ONG Médicos Sem Fronteiras, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Conselho Regional de Técnicos Industriais da Bahia (CRT-BA). Foram realizadas, até o momento, reuniões com prefeitos, chefes de gabinete, secretários municipais e agentes da Defesa Civil nas cidades visitadas.

Todo esse trabalho resultou na elaboração de um documento conjunto contendo as orientações para a atuação na área de saúde mental e atenção psicossocial para atingidos pelas inundações no Estado da Bahia.

O material apresenta instruções para a atuação de serviços básicos de segurança, apoio às comunidades e famílias e serviços especializados e foi elaborado pela Diretoria de Proteção e Cuidados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), com a participação da Fiocruz, da OPAS, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do estado, com a colaboração do Conselho Federal de Psicologia e do Conselho Regional de Psicologia da Bahia. 

Atuação da Psicologia em desastres

Diante das situações cada vez mais recorrentes de calamidades públicas e de desastres no Brasil, como chuvas, secas, incêndios, rompimento de barragens, fluxos migratórios e outros, o CFP e os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) reforçam seu papel de orientar e promover estratégias de atuação que garantam acolhimento às pessoas afetadas por emergências e desastres, bem como orientam a categoria com protocolos de atuação nesses casos.

A Psicologia, como ciência e profissão tem mantido, ampliado e aprofundado o compromisso com a temática relacionada às emergências e desastres e vem buscando espaços para contribuir por meio de sua prática. 

Desde 2005, o CFP vem atuando na temática Psicologia e Desastres. Em 2018, foi formado um grupo de trabalho com o propósito de articular as ações da autarquia sobre riscos e desastres, ampliando as discussões sobre o tema e promovendo a participação dos CRPs, categoria e movimentos sociais. 

As Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas (os) na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres integram os mais recentes documentos disponibilizados na área.

Foto: Secretaria de Assistência Social de Valença