Sistema de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia: CFP lança edital para seleção de pareceristas ad hoc

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de lançar o Edital CFP nº 5/2026  para a seleção de pareceristas ad hoc do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia (SAPP). 

Regulamentado por meio da Resolução CFP 15/2023 (alterada pela Resolução CFP 18/2024), o SAPP tem por finalidade a análise da compatibilidade de práticas com o exercício profissional da Psicologia. Para seu funcionamento, o Sistema conta, em sua composição, com representação de conselheiras(os) do CFP,  especialistas indicadas(os) pela Autarquia e especialistas ad hoc, selecionadas por chamamento público.

Conforme critérios estabelecidos no edital, candidatas(os) psicólogas(os) devem ter inscrição regular e ativa no respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP) com, no mínimo, dez  anos de atuação comprovada. No caso de pesquisadoras(es) graduadas(os) em Psicologia, é necessário apresentar título de doutorado em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

As(os) candidatas(os) deverão, ainda, atender a critérios de elegibilidade específicos, não podendo ter condenação criminal com pena superior a dois anos decorrente de sentença transitada em julgado, salvo nos casos de reabilitação legal devidamente comprovada por meio de declaração da(o) própria(o) candidata(o). Também não poderão apresentar condenação disciplinar por infração ao Código de Ética Profissional da(o) Psicóloga(o), com decisão definitiva na esfera administrativa há menos de cinco anos, nem condenação por infração administrativa, igualmente transitada em julgado, no mesmo período. 

As inscrições podem ser realizadas entre 22 de junho e 27 de julho de 2026 pelo formulário eletrônico. O resultado da seleção será disponibilizado no site do CFP (www.cfp.org.br) até o dia 31 de agosto de 2026.

Acesse a íntegra do Edital CFP nº 5/2026, confira todas as informações e participe.

Processo de seleção

Conforme previsto no regramento, as(os) candidatas(os) a pareceristas serão selecionadas(os) entre profissionais psicólogas(os) e pesquisadoras(es), com base na análise de seus Currículos Lattes e das informações fornecidas no formulário eletrônico de inscrição. 

Serão igualmente considerados o conhecimento sobre a formação e a atuação profissional em Psicologia e suas interfaces com outros campos, a existência de trabalhos publicados qualificados ou de experiência nos processos de trabalho indicados para atuação como pareceristas, bem como o domínio de métodos e técnicas de investigação e de práticas em Psicologia. 

Mais informações sobre o SAPP estão disponíveis neste link.

Histórico! Câmara aprova projeto de lei das 30 Horas

Em um dia histórico para a Psicologia brasileira, a Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (12), o Projeto de Lei que estabelece a jornada de trabalho de até 30 horas semanais para psicólogas e psicólogos. O PL 1.214/2019 teve sua última análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), com aprovação unânime pelas(os) integrantes do colegiado. Agora, a matéria segue diretamente para revisão do Senado.

Durante a votação, o plenário 1 da Câmara dos Deputados esteve repleto por psicólogas(os), entidades representativas e conselheiras(os) do Sistema Conselhos de Psicologia, em uma intensa mobilização pela aprovação dessa importante pauta de valorização da categoria.

Desde a manhã do dia da votação, a presidenta do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Ivani Oliveira, percorreu diversos gabinetes de parlamentares na incidência política pela aprovação do relatório do deputado Hélder Salomão (PT-ES).

“Hoje é um dia de vitória para a Psicologia brasileira. Conseguimos avançar, com uma aprovação importante para garantir uma jornada de até 30 horas semanais. Este momento representa o reconhecimento da complexidade e da importância inerentes ao exercício da Psicologia”, pontuou a presidenta do CFP.

Valorização profissional

O Projeto de Lei 1.214/2019 propõe alterar a Lei 4.119/62 para fixar a jornada de trabalho de psicólogas e psicólogos em até 30 horas semanais. De autoria das deputadas federais Erika Kokay (PT/DF) e Natália Bonavides (PT/RN), o PL tramitou sob a forma de apreciação conclusiva nas comissões da Câmara dos Deputados – Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) e Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) – , ou seja, sem precisar ser votado pelo Plenário da Casa.

Com a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, a expectativa agora se volta para o Senado. Caso o texto seja aprovado sem alterações pelas(os) senadoras(es), seguirá para sanção presidencial. Caso sofra modificações, retornará para análise da Câmara Federal somente dos pontos alterados.

O caminho do PL 1.214/2019 foi marcado por anos de intensa articulação política e mobilização da categoria. O projeto passou por comissões temáticas, como a de Seguridade Social e Família (CSSF) e a de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e, por fim, a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).

Durante toda a tramitação, psicólogas e psicólogos de todo o País realizaram campanhas virtuais e presenciais na Câmara dos Deputados como forma de sensibilizar parlamentares sobre a importância da fixação da jornada semanal para a categoria.

Discussão da matéria

O parecer apresentado pelo deputado Hélder Salomão (PT-ES) recebeu aprovação unânime na reunião da CCJC. Durante a votação, o projeto contou com o apoio de parlamentares de diferentes partidos políticos.

“A Câmara dos Deputados dá uma vitória histórica a esses profissionais, que são de fundamental importância para a vida de toda a população brasileira.” — Deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), presidente da CCJC.

“Esta é uma vitória importante, um passo importante. Vocês merecem este gesto da nossa parte para a aprovação desta matéria”. — Deputado Helder Salomão (PT-ES), relator do projeto na CCJC.

“Estamos falando de quem estabelece o compromisso ético de estar sempre fazendo o diálogo com os seres humanos, para nunca desumanizar.” — Deputada Erika Kokay (PT-DF), coautora do projeto.

“Ela é a principal profissão de suporte e enfrentamento na saúde mental, mas ainda é a única que não tem uma jornada de trabalho estabelecida em 30 horas semanais”. — Deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

“As 30 horas são mais do que necessárias para quem cuida da saúde mental do povo brasileiro”. — Deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

“É fazer justiça com os psicólogos do Brasil. Não é correto trabalharem acima das 30 horas porque isso acaba fazendo com que o profissional adoeça na própria saúde mental”. — Deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

“A luta por 30 horas é uma luta de anos de uma categoria dedicada à psicoterapia, ao acolhimento e à escuta qualificada”. — Deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE).

“Aqueles que cuidam da saúde psíquica das pessoas não podem, eles mesmos, deixar de ter sua saúde psíquica estabelecida a partir de relações de respeito e cuidado”. — Deputada Marina Silva (REDE-SP).

“Essa é uma profissão muito delicada e importante nos dias atuais. Felizmente, caminhamos para um desfecho positivo e para uma grande vitória”. — Deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE).

“Nós todos sabemos da necessidade desta luta, que há muito tempo vem organizando a categoria e que agora será vitoriosa”. — Deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

“Esta iniciativa busca tornar a regulamentação desta jornada mais humana e compatível com as complexidades emocionais da atuação psicológica”. — Deputada Chris Tonietto (PL-RJ).

“A valorização do psicólogo é uma iniciativa fundamental. São eles os promotores da saúde mental, algo essencial a todos nós”. — Deputado Fred Costa (PRD-MG).

Mobilização permanente

Você já conhece a Plataforma de Mobilização do CFP?
Mais informações sobre essa e outras atuações no Congresso Nacional podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

Acesse em site.cfp.org.br/plataforma

CFP empossa novas integrantes da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social

Foi realizada em 10 de abril, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a cerimônia de posse da nova composição da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS).

Até o final de 2028, as novas integrantes do colegiado terão, entre suas atribuições, executar deliberações do CFP sobre Assistência Social; efetivar as propostas do Congresso Nacional da Psicologia (CNP) para a Assistência Social; minutar ao CFP projetos de regulamentação, orientação e fiscalização do exercício profissional da Psicologia na área; fomentar a participação da Psicologia em comissões, fóruns e conselhos de Assistência Social; e sugerir estratégias de consolidação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS); além de subsidiar o Conselho Federal de Psicologia em questões correlatas à temática.

Durante a solenidade, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou a importância da continuidade de uma Psicologia que se recusa a ser indiferente, que escolhe estar ao lado de quem mais precisa e que reconhece, na Assistência Social, um território de luta, cuidado e transformação. “A Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social nasce e se fortalece nesse chão – um chão feito de histórias atravessadas por desigualdades, mas também por resistências, invenções e esperanças”, ressaltou.

A presidenta do CFP reforçou ainda a continuidade no trabalho da CONPAS na perspectiva de ser um espaço de semeadura de práticas comprometidas com os direitos humanos, de atuação crítica, sensível e transformadora e de um futuro em que a Psicologia ocupe, com ainda mais força, seu lugar de protagonismo na esfera da assistência social. “Que possamos seguir cultivando uma Psicologia que se constrói no coletivo, que reconhece sua potência política e que não abre mão de sonhar e de fazer um mundo em que cuidar seja também transformar”, destacou Ivani.

Composição

A coordenação da CONPAS para o triênio 2026/2028 será feita pelas s conselheiras Claudia Simões Carvalho e Marcela Acioli de Nazaré, integrantes do XX Plenário do CFP..

Cláudia Simões ressaltou a CONPAS como um espaço de articulação institucional de extrema relevância para o avanço e a consolidação do SUAS, “mas também é um espaço de produção coletiva, de direção técnica, ética e política da atuação da Psicologia na Assistência Social”, reforçou.

Marcela Acioli destacou a posse como um momento histórico, em que se retomam as ações de um colegiado tão importante da Psicologia no Brasil com a proposta de reforçar, articular e referendar as ações dentro dos territórios. “ Nós queremos que a política pública tenha a cara de política própria; que a Psicologia e a Assistência Social tenham a cara do território da população brasileira, da sociedade, para que possamos contribuir, enquanto profissionais, para a Psicologia, neste próximo triênio”.

Confira a composição completa da CONPAS (2026-2028):

Claudia Simões Carvalho
Marcela Acioli de Nazaré
Fernanda Cristine dos Santos Bengio (Região Norte)
Andrea Esmeraldo Câmara (Região Nordeste)
Cristiane Feijó Corrêa (Região Sul)
Márcia Márcia Mansur Saadallah (Região Sudeste)
Maria Izabel Cruz Padilha Ferreira (Região Centro-Oeste)

Para mais informações sobre a CONPAS, acesse conpas.cfp.org.br

CFP e Ministério Público do Trabalho iniciam tratativas de cooperação técnica voltadas à promoção de políticas de ações afirmativas

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) preparam um acordo institucional de cooperação técnica voltado a ações afirmativas para inclusão e acessibilidade no trabalho. Em reunião realizada na sede do MPT no dia 7 de abril, em Brasília/DF, as equipes do CFP e do MPT avançaram no texto da proposta de parceria entre as instituições.

A conselheira federal Míriam Cristiane Alves (Olórí-Ọba), coordenadora do GT de Políticas de Vagas em Concursos e Processos Seletivos, representa a Autarquia nos trabalhos da cooperação técnica. Pelo MPT, o acordo é dialogado pela Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade/MPT), por meio do procurador Igor Sousa (coordenador) e da procuradora Luciana Coutinho (vice-xoordenadora).

“Discutimos com o MPT um termo de cooperação técnica para que ambas instituições possam colaborar na construção de normativas, orientações e documentos que vão pensar o processo de trabalho e saúde mental. Também avançamos em outras ações que são fundamentais nessa relação entre o Conselho Federal de Psicologia e o Ministério Público do Trabalho”, apontou a conselheira.

Os pontos da parceria estão sendo estabelecidos pelas entidades em reuniões regulares. A formalização do ACT depende ainda de análise jurídica e tramitação interna no âmbito do MPT e do CFP para assinatura entre os órgãos.

O acordo de cooperação deve estabelecer o intercâmbio de informações e experiências institucionais relacionadas à promoção da igualdade de oportunidades, bem como o apoio à formulação e o aprimoramento de instrumentos normativos e institucionais voltados à implementação de políticas de ações afirmativas e reserva de vagas.

Também estão em foco a realização de estudos, debates técnicos, seminários e atividades formativas relacionadas ao tema, assim como reuniões técnicas para acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas.

Política de Ações Afirmativas

Na oportunidade, o Grupo de Trabalho de Política de Reserva de Vagas, instituído em maio de 2025 no âmbito da Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) apresentou à equipe do MPT uma minuta da proposta de resolução para estabelecer Política de Ações Afirmativas no âmbito do Sistema Conselhos de Psicologia.

A normativa em produção pelo GT propõe estabelecer procedimentos para a reserva de vagas destinadas a pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, quilombolas, trans e com deficiência nos concursos públicos e processos seletivos para provimento de cargos efetivos, cargos em comissão e empregos públicos, no âmbito do Conselho Federal (CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs).

O texto da Resolução está em desenvolvimento pelo Grupo de Trabalho de Política de Reserva de Vagas. A conselheira Míriam Cristiane Alves (Olórí-Ọba), responsável pelo GT de Políticas de Vagas em Concursos e Processos Seletivos, apontou que o grupo deve apresentar o texto da Resolução no próximo encontro da APAF.

CFP lança edital para seleção de pareceristas ad hoc para o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos

Foi publicado nesta quinta-feira (7) no Diário Oficial da União o Edital CFP nº 3/2026. Por meio de chamamento público, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) anuncia oficialmente o processo seletivo para pareceristas ad hoc do SATEPSI – o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos.

Regulamentado pela Resolução CFP nº 31/2022, o SATEPSI é responsável pela avaliação da qualidade técnico-científica de instrumentos psicológicos, assim como pela divulgação de informações sobre a confiabilidade desses instrumentos para a sociedade e para profissionais de Psicologia.

Para contribuir como parecerista entre 2026 e 2028, é preciso se candidatar entre 23 de junho e 31 de julho de 2026, por meio do formulário eletrônico.

A seleção das candidaturas será conduzida pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) do CFP, que também é responsável pelo treinamento das(os) pareceristas para assegurar a qualidade e padronização das análises.

Para exercer a função de parecerista, as(os) candidatas(os) precisam ter título de psicóloga(o) reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), doutorado em Psicologia ou áreas afins, pelo menos três publicações científicas na área de Psicologia nos últimos cinco anos, dentre elas, uma publicação relacionada à área de Avaliação Psicológica e/ou fundamentos e medidas em Psicologia.

De acordo com a chamada pública, o resultado da seleção será divulgado até 31 de agosto de 2026 no site do Conselho Federal de Psicologia (www.cfp.org.br).

Clique aqui para acessar o Edital CFP nº3/2026.

Participação popular: CFP defende que FNTSUAS possa participar de processo eleitoral do Conselho Nacional de Assistência Social

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), em apoio ao Fórum Nacional dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (FNTSUAS), publicou nesta quinta-feira (7) posicionamento em defesa de que o colegiado possa participar do processo eleitoral do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para a gestão 2026-2028.

De acordo com a nota, a exigência exclusiva de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) teria sido utilizada como elemento impeditivo à participação do FNTSUAS no processo eleitoral do CNAS. Para o Conselho Federal de Psicologia, embora instrumentos formais tenham relevância administrativa e institucional, eles não podem operar como barreiras para invisibilizar trajetórias históricas de organização coletiva legitimamente reconhecidas no campo da assistência social.

O CFP aponta em seu posicionamento que a participação social prevista na Constituição Federal não se limita a modelos únicos de institucionalização, reconhecendo que fóruns, frentes, movimentos e articulações coletivas desempenharam papel histórico e decisivo na formulação, defesa e consolidação das políticas públicas sociais no País.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia, o impedimento da participação do FNTSUAS no pleito do CNAS vai na contramão da proposta elaborada no âmbito da 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, instância máxima de deliberação democrática do SUAS, que trata justamente da ampliação e democratização dos processos de escolha das representações da sociedade civil, reconhecendo a necessidade de assegurar participação de movimentos sociais, fóruns e segmentos organizados independentemente de exigência de CNPJ. Desconsiderar esse acúmulo político, assevera o CFP, fragiliza não apenas uma organização específica, mas o próprio sentido democrático das instâncias de participação social.

“Defender o controle social democrático é assegurar que critérios administrativos não se sobreponham à história de luta, à legitimidade política e ao compromisso coletivo de organizações que há anos constroem, em todo o País, a defesa intransigente dos direitos socioassistenciais e da democracia participativa”, destaca o CFP.

Confira abaixo a íntegra do posicionamento do Conselho Federal de Psicologia:

Sem participação popular não há controle social: pela garantia da presença do FNTSUAS no processo eleitoral do CNAS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta pública preocupação diante do indeferimento da inscrição do Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS no processo eleitoral do Conselho Nacional de Assistência Social para a gestão 2026-2028.

O CFP reconhece a legitimidade política e institucional do Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS não apenas por sua trajetória histórica de organização coletiva das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social, mas também por sua efetiva capacidade de articulação nacional entre diferentes categorias profissionais comprometidas com a defesa do SUAS. A própria participação do Conselho Federal de Psicologia no Fórum, por meio de nossas representações institucionais, expressa o reconhecimento concreto de sua relevância como espaço democrático, plural e legítimo de construção coletiva, incidência política e fortalecimento do controle social da assistência social brasileira.

Sua atuação histórica não se restringe à incidência política. O Fórum tem participado ativamente da construção de debates, mobilizações, conferências, normativas e agendas fundamentais para a consolidação da assistência social como política pública de direitos no Brasil. Trata-se, portanto, de uma organização cuja legitimidade foi construída na experiência concreta de participação democrática e compromisso contínuo com o SUAS.

Nesse contexto, causa preocupação que a exigência exclusiva de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) tenha sido utilizada como elemento impeditivo à participação do FNTSUAS no processo eleitoral do CNAS. Embora instrumentos formais tenham relevância administrativa e institucional, eles não podem operar como barreiras capazes de invisibilizar trajetórias históricas de organização coletiva legitimamente reconhecidas no campo da assistência social.

A participação social prevista na Constituição Federal não se limita a modelos únicos de institucionalização. Ao contrário, a história do controle social no Brasil demonstra que fóruns, frentes, movimentos e articulações coletivas desempenharam papel decisivo na formulação, defesa e consolidação das políticas públicas sociais, inclusive da própria política nacional de assistência social.

Também merece atenção o fato de que a 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, instância máxima de deliberação democrática do SUAS, aprovou proposição voltada justamente à ampliação e democratização dos processos de escolha das representações da sociedade civil, reconhecendo a necessidade de assegurar participação de movimentos sociais, fóruns e segmentos organizados independentemente de exigência de CNPJ. Desconsiderar esse acúmulo político fragiliza não apenas uma organização específica, mas o próprio sentido democrático das instâncias de participação social.

O CFP compreende que o fortalecimento institucional do SUAS exige, simultaneamente, o reconhecimento da importância das entidades formalmente constituídas e o respeito às formas históricas de organização política e coletiva construídas pelos sujeitos que sustentam cotidianamente a política pública em todo o território nacional. Não se trata de opor institucionalidade e participação popular, mas de reconhecer que ambas são fundamentais para a vitalidade democrática do controle social .

Nessa direção, o CFP reafirma seu compromisso histórico com o fortalecimento das instâncias coletivas de organização das trabalhadoras e trabalhadores do SUAS, reconhecendo o FNTSUAS como espaço legítimo, plural e fundamental para a construção democrática da política de assistência social no país. Assim, caso venha a compor o Conselho Nacional de Assistência Social na gestão 2026-2028, o CFP assume o compromisso de manter interlocução permanente, direta e sistemática com o Fórum, compreendendo que a representação no controle social deve estar vinculada ao diálogo contínuo com os sujeitos coletivos historicamente comprometidos com a defesa do SUAS, das condições de trabalho e dos direitos socioassistenciais.

Também é fundamental que os processos eleitorais vinculados ao controle social da política de assistência social sejam conduzidos com ampla transparência e publicidade, assegurando às organizações da sociedade civil e à população o conhecimento acerca das candidaturas, propostas e debates que atravessam a composição das instâncias deliberativas. A limitação de espaços públicos de apresentação das candidaturas e de acompanhamento social do processo eleitoral fragiliza os princípios democráticos que sustentam o SUAS e reduz as possibilidades de participação qualificada e controle coletivo sobre as instâncias de representação.

Da mesma forma, preocupa-nos que os questionamentos apresentados pelo FNTSUAS acerca dos impactos democráticos dessa exigência não tenham encontrado, até o momento, o necessário espaço de escuta e reconsideração compatível com a relevância política do tema. Processos eleitorais vinculados ao controle social precisam ser permanentemente orientados pelos princípios da participação ampla, da pluralidade e do diálogo democrático.

Diante disso, o CFP manifesta apoio ao pleito de revisão da decisão que inviabilizou a participação do FNTSUAS no processo eleitoral do CNAS, reafirmando a importância de que os espaços de deliberação da política de assistência social sejam constituídos a partir do reconhecimento da diversidade das formas legítimas de representação coletiva existentes no SUAS.

Defender o controle social democrático é assegurar que critérios administrativos não se sobreponham à história de luta, à legitimidade política e ao compromisso coletivo de organizações que há anos constroem, em todo o país, a defesa intransigente dos direitos socioassistenciais e da democracia participativa.

Plenário 2.0 realiza oficina de planejamento estratégico para destacar ações prioritárias do CFP no período 2026-2027

O Plenário 2.0 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) esteve reunido com a equipe de gestoras(es) da Autarquia para a construção de um amplo planejamento estratégico da instituição.

Realizada entre 23 e 26 de abril, a reunião entre conselheiras(os) e o corpo técnico da entidade teve como foco o alinhamento da missão institucional e a definição de metas e ações estratégicas para o período 2026-2028.

Ao longo de quatro dias de trabalho, conselheiras(os) e equipes construíram, de forma colaborativa, as prioridades que irão orientar a atuação do CFP nos próximos anos. Na prática, o Planejamento organizou objetivos, metas e ações, fortalecendo a governança e qualificando a resposta do Conselho às demandas, desafios e oportunidades que se colocam para a Psicologia.

Para a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, o diálogo representa ação fundamental para estabelecer prioridades e readequar fluxos de trabalho para otimizar a operacionalização das demandas que chegam à Autarquia.

“Saímos desse encontro felizes com a possibilidade de qualificar a gestão de processos internos para posicionar de forma cada vez mais eficiente o papel do CFP, a partir de suas funções precípuas, diante dos desafios que a nossa profissão enfrenta. Faremos uma gestão com muito compromisso, ética e transparência”, ressaltou Ivani.

Durante o encontro, foram alinhadas as diretrizes institucionais que irão orientar a atuação do Conselho, a definição de valores, visão e missão do CFP. O foco está em promover a valorização da Psicologia e o exercício ético e técnico-científico da profissão, em defesa da sociedade, por meio da regulamentação, orientação, fiscalização e incidência social e política.

O documento que organiza as diretrizes e plano de trabalho para o período de 2026 a 2028 será publicado em breve. Acompanhe nossos canais e fique por dentro.

CFP intensifica articulação no Congresso em defesa da Avaliação Psicológica no trânsito

Nesta semana, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) deu continuidade à intensa agenda de incidência política pela valorização da Psicologia do Tráfego e a defesa da manutenção da Avaliação Psicológica como etapa obrigatória no processo de habilitação e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em audiência pública realizada na quarta-feira (15), na Câmara dos Deputados, o CFP fez uma ampla defesa da Avaliação Psicológica como medida preventiva na segurança viária. A participação da Autarquia integrou os debates da Comissão Especial sobre a alteração do Código de Trânsito Brasileiro (PL 8.085/14), que analisa 270 propostas de mudanças na legislação viária.

Representando o CFP, a conselheira federal Ana Flávia Mattos sustentou à Comissão que a realização da Avaliação Psicológica nos processos da Carteira Nacional de Habilitação consiste na aplicação da ciência ao risco, e não uma mera questão burocrática.

“Há uma percepção equivocada de que o exame consiste apenas em uma ‘conversa rápida’. Na realidade, trata-se de um ato pericial complexo”, pontuou a conselheira.

A representante do CFP defendeu a Psicologia do tráfego como estratégia de saúde pública e explicou que o exame pericial no tráfego funciona como uma das maiores estratégias de rastreamento em saúde mental do País.

A conselheira ressaltou ainda que o exame de Avaliação Psicológica representa, em média, cerca de 4% do custo total da primeira habilitação e no processo de renovação da CNH. O custo médio nacional varia entre R$ 120 e R$ 150, em geral a cada 10 anos. Ana Flávia apontou que esse valor equivale a, aproximadamente, de R$ 12 a R$ 15 por ano, ou cerca de R$ 1,00 a R$ 1,50 por mês.

Ana Flávia Mattos explicou ainda que a Avaliação Psicológica no trânsito é um ato pericial com finalidade decisória, demandando imparcialidade, critérios técnicos e instrumentos validados cientificamente, não devendo ser confundida com atendimento clínico.

“A Psicologia do Tráfego é uma especialidade reconhecida, com métodos próprios e formação específica. Avaliação Psicológica no trânsito se faz com psicóloga e psicólogo perito do trânsito”, defendeu.

Sobre o PL 8.085/2014
De autoria do Senado, o Projeto de Lei 8.085/2014 propõe que o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) estabeleça cargas horárias mínimas para a prática de direção em vias públicas. A audiência de quarta-feira (15) serviu para subsidiar o relatório final da Comissão Especial, que deverá votar o texto principal e suas centenas de apensados.

Articulação Parlamentar e Institucional
Além da audiência pública, a agenda desta semana do Conselho Federal de Psicologia incluiu reuniões estratégicas com parlamentares. Na quarta-feira (15), a conselheira Ana Flávia Mattos reuniu-se com o deputado federal Jorge Goetten (Republicanos/SC), segundo vice-presidente da Comissão de Alteração do CTB. Na quinta-feira (16), o CFP reuniu-se com os gabinetes do deputado federal Doutor Luizinho (PP/RJ) e do senador Izalci Lucas (PL/DF).

Na sexta-feira (17), o CFP também se reuniu com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), entidade organizadora do “Maio Amarelo”, para alinhar estratégias institucionais que garantam a presença da Psicologia no processo de formação de condutores.

Mobilização da Categoria
O CFP convida profissionais da Psicologia e a sociedade civil a participarem ativamente da consulta pública virtual do Senado Federal sobre a Medida Provisória 1.327/2025. O posicionamento é pelo voto “NÃO” às alterações que fragilizam a avaliação psicológica.

Acesse aqui o link oficial da consulta e registre seu voto em defesa de um trânsito mais seguro.

Plataforma de Mobilização
Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis que conectam profissionais da Psicologia ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

CFP lança editais para apoiar projetos de relevância científica, profissional ou social no campo da Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia lançou dois editais de fomento a propostas de projetos, atividades ou eventos para a produção e disseminação de conhecimento no campo da Psicologia.

Os editais preveem as modalidades de patrocínio, com aporte financeiro, e apoio institucional, como a confecção de materiais de divulgação e a locação de equipamentos.

A iniciativa busca valorizar eventos de relevância científica, profissional ou social no campo da Psicologia, além de ampliar o alcance das políticas do Sistema Conselhos de Psicologia para toda a categoria.

As inscrições podem ser feitas a partir de 17 de abril e seguem até 22 de maio de 2026. Podem participar representantes de Instituições de Ensino Superior ou organizações da sociedade civil sem fins lucrativos.

As propostas selecionadas devem ser executadas no segundo semestre de 2026 em formato presencial ou semipresencial. De acordo com os editais, as entidades contempladas devem oferecer contrapartidas institucionais, entre elas, a transmissão on-line das atividades e a inclusão da logomarca CFP na divulgação.

Saiba mais

A estratégia de apoio e patrocínio contempla iniciativas de abrangência nacional ou internacional com temas alinhados à Psicologia como ciência e profissão ou correlatos à defesa e garantia dos direitos humanos. Os editais incentivam propostas que contemplem diversidade dos participantes em relação a região, deficiência, gênero, raça, etnia e orientação sexual.

Entenda as características de cada modalidade:

Patrocínio: consiste no repasse de recursos financeiros e pressupõe o compromisso da instituição beneficiada em realizar contrapartidas de divulgação, sociais e institucionais, fortalecendo a presença do CFP junto à categoria e à sociedade.

Apoio Institucional: refere-se ao auxílio material a entidades sem fins lucrativos para viabilizar, total ou parcialmente, a realização de atividades ou eventos de interesse da Psicologia, sem que haja transferência direta de recursos financeiros. Também exige a execução de contrapartidas institucionais, sociais e de imagem pela instituição beneficiária, conforme estabelecido pelo regramento.

Confira a íntegra dos editais:
Apoio Institucional – Edital CFP nº 3/2026
Patrocínio – Edital CFP nº 4/2026

 

“Sem financiamento adequado, não há proteção social efetiva”: CFP defende aprovação da PEC que garante recursos para o SUAS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), autarquia destinada a orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão em todo o território nacional, destaca a importância da recente aprovação pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/2017. 

A matéria, que propõe alterar a Constituição Federal para garantir recursos mínimos para o financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), passará para votação em segundo turno pelo plenário da Casa Legislativa.

Na avaliação do Conselho Federal de Psicologia, essa primeira vitória é essencial para garantir o piso de 1% do orçamento da receita corrente líquida da União para a política de Assistência Social, “fortalecendo o SUAS como um direito de Estado”.

Em posicionamento divulgado nesta terça-feira (14), o CFP ressalta que o avanço na pauta é fruto de intensa mobilização, mas ainda é necessário seguir alerta para assegurar a aprovação definitiva da matéria. 

“Com investimento, há possibilidade de construir vínculos, promover autonomia e garantir proteção social”, aponta a nota do Conselho Federal de Psicologia. A autarquia afirma, ainda, que a defesa do SUAS dialoga diretamente com a proteção da vida e a garantia da dignidade humana. 

Confira:

Nota de Posicionamento sobre a PEC 383/2017

A Psicologia está com a Assistência Social: Pela aprovação da PEC 383!

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) celebra a aprovação em primeiro turno, pela Câmara dos Deputados, da PEC 383/2017. Este é um passo fundamental para garantir o piso de 1% do orçamento da receita corrente líquida da União para a política de Assistência Social, fortalecendo o SUAS como um direito de Estado.

A vitória é fruto de intensa mobilização, mas a luta continua. É preciso assegurar a aprovação definitiva para garantir condições de trabalho, continuidade dos serviços e qualidade no atendimento às famílias e indivíduos.

Sem financiamento adequado, não há proteção social efetiva. Com investimento, há possibilidade de construir vínculos, promover autonomia e garantir proteção social.

O Conselho Federal de Psicologia apoia essa luta porque defender o SUAS é defender a vida, a dignidade e os direitos sociais.