CREPOP 20 anos: Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas celebra trajetória com nova identidade visual e diversas atividades

O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) celebra, em 2026,  20 anos de atuação e compromisso com a categoria. Para marcar sua trajetória ao longo dessas duas décadas, serão desenvolvidas diversas atividades no âmbito do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e dos Conselhos Regionais (CRPs). 

Mais do que festejar a trajetória do CREPOP, as ações buscam demarcar o novo cenário institucional, pautado por mudanças metodológicas em suas publicações e por novos desafios à Psicologia brasileira. 

No marco das comemorações, como a primeira ação estratégica, o Conselho Federal de Psicologia convida psicólogas e psicólogos de todo o País, bem como as pessoas que fizeram e fazem parte da história do CREPOP – profissionais de outras áreas, usuárias/os das políticas públicas, gestoras/es, pesquisadoras/es, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes dos territórios – a enviar fotografias, textos e depoimentos em vídeo com o objetivo de ajudar a reunir registros de diferentes períodos, territórios e formas de participação, dando visibilidade à pluralidade de experiências e saberes que constituem a história do Centro. Os materiais serão categorizados e selecionados para integrar os materiais institucionais que farão parte da  programação do evento nacional de celebração das duas décadas do CREPOP.

Com essa atividade, pretende-se contemplar a diversidade que marca essa construção coletiva, considerando raça, identidade de gênero, orientação sexual, presença e participação de pessoas com deficiência, geração, áreas de atuação, políticas públicas e diversidade territorial.

A iniciativa integra as ações propostas pela da Comissão Organizadora dos 20 anos do CREPOP e está vinculada à preparação do 13º Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas – CREPOP 20 anos, previsto para ocorrer em novembro de 2026, bem como às demais ações comemorativas e de memória institucional em curso.

As pessoas interessadas têm até 25 de setembro como prazo limite para envio dos materiais. Para participar, basta acessar os formulários disponíveis nos links abaixo:

Fotografias e textos (clique aqui)
Vídeos (clique aqui)

Participe! A sua memória também faz parte dessa história. 

“A chama coletiva”

Ainda no marco dos 20 anos do CREPOP, o Conselho Federal de Psicologia acaba de lançar a nova identidade visual do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas. 

Desenvolvida sob o conceito “A chama coletiva”, a nova marca articula memória, ancestralidade, sabedoria, territorialidade, rede viva, compromisso técnico e atuação política; um símbolo que unifica e potencializa a Rede CREPOP.

A nova identidade visual foi desenvolvida unificando o Adinkra Sankofa – em referência à olhar para trás para caminhar para frente – e o elemento espiral, representando a ideia de coletivo e movimento.

Confira neste link o vídeo com mais informações sobre a nova identidade visual do CREPOP.

Para ficar por dentro de todas as novidades, continue acompanhando os canais oficiais do Conselho Federal de Psicologia.

ALERTA NA SAÚDE E NA EDUCAÇÃO: Entenda os riscos do PL 1.675/2023 para a Psicologia e a Fonoaudiologia

No dia 02 de setembro de 2026, foi encaminhado para sanção presidencial o Projeto de Lei nº 1.675/2023, que versa sobre a regulamentação da Psicopedagogia no Brasil. Não obstante o trabalho interdisciplinar no ambiente escolar seja bem-vindo, a redação atual do PL apresenta graves riscos à saúde pública, ao desempenho escolar e à segurança jurídica, acendendo um alerta de sinal vermelho, sobretudo, para o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa).

O PL autoriza a intervenção psicopedagógica em “contextos da saúde” e “espaços clínicos”, embora a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2394) situe a Psicopedagogia na família ocupacional vinculada ao ensino. A Psicopedagogia não integra o rol das profissões da área da saúde, estabelecido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e adotado pelo Ministério da Saúde (MS). Em posicionamento diametralmente oposto ao que se tem regulamentado, o PL permite a atuação de profissionais graduados nas mais diversas licenciaturas, sem exigir a formação de base em saúde necessária para avaliação, diagnóstico e intervenção clínica, expondo usuários, sobretudo crianças e adolescentes, aos mais variados riscos à biossegurança e à qualidade da assistência em saúde.

Profissionais da Psicologia e da Fonoaudiologia sustentam que o texto em tramitação viola prerrogativas históricas, impõe barreiras inconstitucionais ao trabalho já regulamentado e expõe crianças e adolescentes a sérios riscos decorrentes da falta de diagnóstico especializado. 

No campo da Psicologia, a principal crítica recai sobre a usurpação de funções privativas estabelecidas pela Lei Federal nº 4.119/1962, a exemplo do diagnóstico psicológico e da orientação psicopedagógica. Ao transferir tais atribuições para profissionais de formações genéricas, a proposta afronta o artigo 5º, inciso XIII, da Constituição Federal, além de esvaziar a autoridade do Sistema Conselhos na orientação e fiscalização da categoria. Adicionalmente, o texto estabelece uma exigência considerada abusiva: obriga psicólogos e fonoaudiólogos — habilitados por suas graduações e amparados por leis específicas, como a Lei nº 6.965/1981 e a Lei nº 4.119/1962 — a cursarem uma pós-graduação de 600 horas para exercer competências inerentes às suas formações originais.

Os impactos na Fonoaudiologia e na saúde infantil também preocupam o setor. Dificuldades de aprendizagem na infância são, frequentemente, sintomas de alterações auditivas, neurológicas ou de linguagem oral e escrita. A ausência de uma avaliação técnica adequada aumenta de forma drástica o risco de intervenções equivocadas, diagnósticos médicos precoces e postergação de tratamentos indispensáveis no desenvolvimento juvenil.

O quadro ganha contornos ainda mais delicados ao se analisar a fiscalização ética. Ao contrário das áreas de saúde consolidadas, a Psicopedagogia e a maioria das licenciaturas não contam com um Conselho de Classe legalmente constituído para fiscalizar condutas sanitárias. A permissão para atuação no campo da saúde sem uma formação estrita e sem o devido controle regulatório fragiliza a proteção integral devida a populações vulneráveis e amplia a insegurança da população.

O perigo para a sociedade

Ao misturar o contexto educacional com o atendimento clínico – função privativa dos profissionais da área da saúde – sem exigir formação de base em saúde, o Projeto de Lei cria brechas para a manutenção de dificuldades de aprendizagem decorrentes de condições de saúde que imprescindem de avaliações e tratamentos com o devido rigor técnico, podendo resultar em intervenções inadequadas, atraso no diagnóstico e no acesso ao tratamento especializado, especialmente para crianças e adolescentes.

O que os Conselhos estão pedindo?

O CFP e o CFFa solicitam ao Governo Federal, por todas as vias pertinentes, o veto do PL nº 1.675/2023, para anular, sobretudo, a exigência de pós-graduação para psicólogos e a possibilidade de atuação em saúde/clínicas, além de outras pontuações pertinentes à proteção de ambas as profissões no que tange à matéria tratada. 

Para ambas as classes, os Conselhos pedem apoio e mobilização de seus profissionais para pressionar a Presidência da República a seguir com o veto.

4ª Mostra SUAS: Santarém/PA sedia Etapa Norte e coloca em diálogo o papel da Psicologia nas políticas de Assistência Social

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), realizou nos dias 4 e 5 de setembro a Etapa Norte da 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS)

Primeira fase regional desta edição, o encontro em Santarém/PA contou com mais de 140 inscrições de participantes, colocando no centro do debate o tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”. 

A etapa Norte da 4ª Mostra SUAS também destacou na programação oficial um momento para a apresentação dos 10 trabalhos aprovados, que versaram sobre experiências de atuação e pesquisa de psicólogas/os na Política de Assistência Social da região.

Durante a solenidade de abertura, em mensagem encaminhada, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, afirmou que as etapas regionais são essenciais para o compartilhamento de experiências, reconhecendo os desafios e fortalecendo uma Assistência Social pública, universal e democrática.  Para ela, ao abordar o tema desta edição, “nós falamos sobre resistências e estratégias coletivas. E esse encontro nos convida a agir. Participar é construir coletivamente, é reconhecer os sujeitos como protagonistas das suas histórias e, principalmente, é garantir a voz dos territórios nas políticas públicas”. 

Ainda na avaliação de Ivani Oliveira, a Psicologia exige a reflexão coletiva e crítica do fazer profissional, enfrentando desigualdades e promovendo autonomia. “A força da 4ª Mostra está na diversidade das regiões, na nossa troca e na valorização das práticas”, finalizou a presidenta do CFP.

Marcela Acioli, conselheira federal e uma das coordenadoras da CONPAS/CFP, abordou o potencial da Psicologia amazônida, ressaltando a estratégia da 4ª Mostra em descentralizar o evento com o objetivo de levar os grandes debates da Psicologia para os mais diversos territórios. Abordou ainda os desafios relacionados às especificidades da região, como sua extensão, cultura e tempos de deslocamentos para a atuação profissional, reafirmando a necessidade de um olhar sensível para a região Norte. “Não há como superar os desafios se não levarmos adiante os debates sobre a nossa realidade”, pontuou a conselheira.

Vanessa Terena, indígena psicóloga e conselheira do CFP, abordou a perspectiva dos povos indígenas, destacando a importância dessa população ser representada no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) – pautando nesse espaço colegiado o respeito à diversidade e o fortalecimento do atendimento socioassistencial aos povos originários. Durante a mesa de abertura, Vanessa, que representa o CFP no CNAS, chamou a atenção para a diversidade de culturas e as especificidades da população indígena, afirmando que a atuação da Psicologia na Assistência Social deve estar atenta a essas questões. 

A conselheira-tesoureira do CFP, Claudia Simões, que também coordena a CONPAS/CFP,  dialogou sobre a importante presença da Psicologia na Assistência Social, reafirmando seu papel não apenas no cuidado às/os usuários, mas também frente ao exercício do controle social e à participação ativa na formulação das políticas públicas. Durante o diálogo, a conselheira federal destacou o protagonismo dessa ciência e profissão, convocando as/os participantes a estarem sempre alertas aos variados contexto de atuação, para que o exercício profissional esteja cada vez mais alinhado às expectativas e realidades locais. “A 4ª Mostra proporciona um espaço fundamental de encontro, diálogo e construção coletiva diante dos desafios que enfrentamos na ponta do cuidado”, afirmou Cláudia.

Os 20 anos do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) também foram ponto de debate durante a etapa Norte da 4ª Mostra SUAS. Leandro Amorim Rosa, conselheiro do CFP, falou sobre a trajetória de duas décadas do Centro, explicando sua origem, a importância para a atuação da Psicologia e o processo de construção de referências técnicas, que auxiliam o exercício profissional nos mais diversos cantos do território nacional. 

Também integrou a atividade Aldenora Gomes González, presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que tratou da perspectiva do cuidado às/aos usuárias/os, enfatizando a necessidade do trabalho articulado entre a Psicologia Brasileira e a Assistência Social.

Psicologia nas políticas de assistência social

A 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no SUAS é um espaço estratégico que propicia a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas da Psicologia no campo das políticas de assistência social – reconhecendo a potência da atuação da Psicologia no enfrentamento das desigualdades sociais e na efetivação dos direitos socioassistenciais.

Confira o calendário das próximas fases:

Etapa Centro-Oeste
Brasília/DF
CRP 01
Data do evento: 11 e 12 de setembro de 2026

Etapa Sudeste
Vitória/ES
CRP 16
Data do evento: 25 e 26 de setembro de 2026
Inscrições: 27/7 a 22/9/2026

Etapa Nordeste
Fortaleza/CE
CRP 11
Data do evento: 9 e 10 de outubro de 2026
Inscrições: 10/8 a 6/10/2026

Etapa Sul
Florianópolis/SC
CRP 12
Data do evento: 30 e 31 de outubro de 2026
Inscrições: 31/8 a 27/10/2026
Submissão de trabalhos: 31/8 a 16/9/2026

 Acesse aqui a íntegra do Edital CFP nº 6/2026, que dispõe sobre a realização da 4ª Mostra, para obter todos os detalhes.

Mais informações podem ser obtidas pelo site conpas.cfp.org.br e pelos canais oficiais dos Conselhos Regionais de Psicologia sediadores das etapas.

Confira a galeria de imagens.

4ª Mostra SUAS: inscrições para a Etapa Sul já podem ser feitas no site da CONPAS/CFP

Tem início nesta segunda-feira (31) o período de inscrições para a Etapa Sul da 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), esta será a última fase regional, antecedida pelas etapas Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste.

Neste ano, a 4ª Mostra SUAS apresenta como tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, representando singular espaço  para a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas na área. O CRP-12 será o anfitrião da atividade, que acontecerá em Florianópolis/SC nos dias 30 e 31 de outubro de 2026.

Podem participar profissionais, professoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes de Psicologia, além de outras(os) trabalhadoras(es) que atuam na política de assistência social e demais políticas públicas com ações intersetoriais correlatas.  

As pessoas interessadas têm até 27 de outubro para efetivar sua inscrição – exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível em conpas.cfp.org.br.

Submissão de trabalhos

O período para a submissão de trabalhos da Etapa Sul da 4ª Mostra SUAS também já está aberto, sendo 16 de setembro o prazo final.

Serão permitidas, conforme orienta o edital, propostas nas modalidades “comunicação oral” (relato de experiência e de pesquisa) e “exposição” (pôster). Cada proponente poderá ser autora(or) principal em, no máximo, duas propostas, que devem estar relacionadas a um dos eixos temáticos do evento. 

Além disso, as propostas de trabalho devem ser de experiências de atuação ou pesquisa de psicólogas(os) na Política de Assistência Social, ainda que em atuações interdisciplinares ou intersetoriais. 

A íntegra do edital com todos os detalhes está disponível neste link.

Fique por dentro do cronograma da Etapa Sul

Sede: CRP-12 (SC)
Local: Florianópolis/SC
Data do evento: 30 e 31 de outubro de 2026
Local do evento: R. Santo Antônio, s/n – Barreiros, São José – SC, 88117-350
Inscrições: 31/8 a 27/10/2026
Submissão de trabalhos: 31/8 a 16/9/2026 
Divulgação do resultado preliminar: 2/10/2026
Recebimento de recursos: 5 a 9/10/2026
Divulgação do resultado final (após recursos): 12/10/2026

Mais informações:
conpas.cfp.org.br.

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Prepare-se para a 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social

Conselho Federal de Psicologia e DPU firmam acordo para promover a saúde mental no Sistema Penitenciário Federal

O Conselho Federal de Psicologia e a Defensoria Pública da União firmaram Acordo de Cooperação Técnica para desenvolver ações voltadas à promoção e à proteção da saúde mental no Sistema Penitenciário Federal. A parceria terá vigência de 24 meses e prevê a produção de conhecimento, o levantamento de informações, inspeções interinstitucionais e a proposição de políticas públicas para pessoas privadas de liberdade e profissionais que atuam nas unidades penitenciárias.

“Vamos empenhar esforços para que essa cooperação produza conhecimento e documentos que contribuam para qualificar as políticas públicas de saúde mental no Sistema Penitenciário Federal. É fundamental olhar para as condições de saúde mental das trabalhadoras e dos trabalhadores que atuam nessas unidades, mas também para a saúde das pessoas privadas de liberdade e para o atendimento às famílias”, reforçou a presidenta do CFP, Ivani Oliveira.

A iniciativa atende a uma demanda esperada há pelo menos uma década. Desde 2015, havia tentativas de avançar com um projeto voltado à realidade das Penitenciárias Federais, mas as condições institucionais não permitiram sua concretização. Agora, em um momento institucional oportuno, CFP e DPU reúnem esforços para realizar as ações previstas e produzir documentos e conhecimentos que contribuam para qualificar as políticas públicas relacionadas à saúde mental no sistema.

Atuação conjunta
A DPU procurou o Conselho no início do atual triênio com a proposta de construir uma atuação conjunta sobre a saúde mental no Sistema Penitenciário Federal. A partir dessa articulação, o Conselho de Direitos Humanos do CFP passou a conduzir a iniciativa no âmbito da autarquia.

Essa colaboração busca reunir a experiência institucional da DPU e a contribuição da Psicologia para produzir informações e subsídios que possam qualificar a atenção à saúde mental no sistema penitenciário.

Inspeções nas cinco Penitenciárias Federais
Entre as ações previstas está a realização de inspeções conjuntas nas cinco Penitenciárias Federais de Segurança Máxima do país: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF). As inspeções terão foco nas condições de saúde mental e deverão contribuir para a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a realidade encontrada nas unidades.

A iniciativa inclui ainda a realização de uma visita técnica prévia a uma unidade do Sistema Penitenciário Federal, além do levantamento de dados e informações que subsidiarão as ações da parceria.

Saúde mental de pessoas privadas de liberdade e trabalhadoras/es
A cooperação pretende compreender as condições de saúde mental tanto das pessoas privadas de liberdade quanto das trabalhadoras e dos trabalhadores que atuam nas unidades federais. A proposta também considera a necessidade de qualificar ações relacionadas ao atendimento às famílias.

A partir dos resultados das inspeções e do diagnóstico, CFP e DPU poderão promover encontros e seminários para divulgação dos resultados e qualificação de profissionais e demais operadores do sistema.

Produção de conhecimento e orientações técnicas
O acordo prevê a produção e a revisão de documentos, estudos e orientações técnicas voltados à promoção dasaúde mental e à prevenção de agravos no contexto do sistema prisional.

A parceria também poderá subsidiar propostas de alteração legislativa e normativa relacionadas às condições de encarceramento e à saúde mental no âmbito da execução penal federal. Com a iniciativa, o CFP amplia sua atuação na defesa dos direitos humanos e na promoção de políticas públicas que considerem a saúde mental como dimensão fundamental das condições de encarceramento e de trabalho no Sistema Penitenciário Federal.

4ª Mostra SUAS: CFP realiza diálogo para mobilizar participação da categoria na etapa Sul

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realiza na próxima segunda-feira (31), a partir das 18h30, o último webinário preparatório para a 4ª Mostra de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Direcionada a psicólogas e psicólogos interessadas/os em participar da etapa Sul, a atividade colocará em debate o eixo “Trabalho no SUAS e vínculos comunitários”, buscando orientar as/os participantes e tirar dúvidas sobre o edital, além de incentivar a submissão de trabalhos.

O webinário irá destacar questões sobre a valorização profissional e as condições de trabalho em territórios vulnerabilizados; os desafios da rotatividade e da precarização dos vínculos profissionais; a formação continuada e o apoio institucional para equipes que atuam em emergências, desastres e com povos e comunidades tradicionais; e o compromisso ético-político de trabalhadoras/es do SUAS na defesa dos direitos socioassistenciais e da pluriversalidade. 

A abertura do evento será conduzida pela presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Ivani Oliveira. Também representa o CFP a conselheira-tesoureira Cláudia Simões, uma das coordenadoras da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS). Para o debate, estão confirmadas as presenças das psicólogas Dóris Adriana Pinto Soares e Cristiane Feijó, representante da Região Sul na CONPAS.

O webinário será transmitido em tempo real pelo canal do CFP no YouTube. A atividade tem caráter informativo e pode ser acompanhada de forma gratuita, mas não confere certificação.

Conheça as participantes

Ivani Oliveira
Presidenta do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Psicóloga clínica de formação, é mestra em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pesquisadora das relações raciais e descolonização estética e subjetiva, atua também na defesa de políticas públicas que incluam serviços psicológicos à população.

Cláudia Simões
Conselheira-tesoureira do Plenário 2.0 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e uma das coordenadoras da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS/CFP). Psicóloga com especialização em Gestão pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) e ampla atuação na Assistência Social, tanto na gestão quanto no atendimento a populações no contexto de violações de direitos. Foi conselheira por três mandatos no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP- 05/RJ). 

Cristiane Feijó
Psicóloga e trabalhadora do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com atuação na Proteção Social Especial e experiência no acompanhamento de famílias e indivíduos em situações de violação de direitos. É Promotora Legal Popular pela Rede Nacional de Mulheres Negras e integra o Afoxé Às Yabás e o Coletivo Alvo Abraça, desenvolvendo sua atuação a partir da defesa dos direitos humanos, do enfrentamento ao racismo e às desigualdades e do fortalecimento das políticas públicas. Representante da Região Sul na Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS).

Dóris Adriana Pinto Soares
Mulher negra, criada no Movimento Negro de Uruguaiana, psicóloga pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Especialista em Terapias Cognitivas pela NEAPC (Porto Alegre/RS). Atua como psicóloga há 15 anos na Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre/RS. Trabalhadora do SUAS há 20 anos. Mãe atípica. Compõe a Gestão do Coletivo de Mulheres Negras Atinukè (2024-2026) e o GT AFRO em Santa Cruz do Sul/RS. Escritora, autora de Gotas de Chuva encontram o mar ( Ed. Venas Abiertas, 2020). Possui experiência na Proteção Social Básica (PSB) e Proteção Social Especial (PSE) – técnica e na gestão de unidade –, na supervisão técnica, além de ser representante do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-07/RS) no Fórum Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS (FETSUAS), suplente no Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS), no período 2018-2020.

Etapa Sul

Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), a 4ª Mostra SUAS apresenta nesta edição o tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”.

A etapa Sul será realizada em Florianópolis/SC nos dias 30 e 31 de outubro de 2026. As inscrições terão início no dia 31 de agosto, com prazo limite até 27 de outubro. Já o período para a submissão de trabalhos será de 31/8 a 16/9, exclusivamente pelo site conpas.cfp.org.br.

Acompanhe os canais oficiais do Conselho Federal de Psicologia para não perder os prazos regimentais.

Marque na agenda

Webinário preparatório para 4ª Mostra SUAS – etapa Sul
31 de agosto
18h30
Transmissão ao vivo pelo canal do CFP no YouTube

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Prepare-se para a 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social

Sistema Conselhos lança campanha para dialogar com as candidaturas aos Poderes Executivo e Legislativo sobre agenda estratégica em áreas prioritárias para a Psicologia brasileira

O Sistema Conselhos de Psicologia, no marco do processo eleitoral brasileiro de 2026, torna pública a campanha Psicologia que transforma – 10 compromissos para transformar as políticas públicas.

Mais do que apresentar demandas da categoria, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) buscam estabelecer diálogo com as candidaturas aos Poderes Executivo e Legislativo, de modo a destacar propostas capazes de ampliar o acesso da população a políticas públicas qualificadas, bem como tratar da promoção da saúde mental, da proteção dos direitos humanos e da valorização do cuidado. 

Com mais de 600 mil psicólogas e psicólogos em todo o território nacional, a Psicologia brasileira figura uma das maiores categorias profissionais da área da saúde no mundo, contribuindo  diariamente para o fortalecimento das políticas públicas e para a construção de uma sociedade mais saudável, democrática e inclusiva.

Sua presença em escolas, hospitais, unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços socioassistenciais, sistema de justiça, políticas de segurança pública, trânsito, esporte, universidades, empresas e em tantos outros espaços ajuda a exercer o controle social das políticas públicas garantidoras dos mais diversos direitos sociais, sendo de fundamental importância para o conjunto da sociedade.

A iniciativa apresenta caráter inovador, ao propor uma atuação institucional estruturada para inserir a Psicologia no debate eleitoral de 2026, articulando pautas estratégicas da categoria às discussões sobre políticas públicas.

Mais do que acompanhar as agendas apresentadas pelas candidaturas, a proposta cria uma oportunidade para que a própria categoria paute as eleições, apresentando à sociedade e às candidaturas compromissos relacionados à valorização da Psicologia, à defesa das políticas públicas e à garantia de direitos. Trata-se, portanto, de uma mudança de perspectiva: não apenas ser pautada pelo debate eleitoral, mas contribuir ativamente para pautá-lo, levando temas relevantes para a profissão e para a sociedade à agenda das eleições.

Nesse sentido, a iniciativa amplia a capacidade de articulação institucional do CFP e dos CRPs, conferindo maior protagonismo à Psicologia na construção da agenda pública e no debate sobre os rumos das políticas públicas no País. 

Conheça os compromissos da campanha Psicologia que transforma:

1. Saúde mental como prioridade

Fortalecer políticas públicas de saúde mental baseadas no cuidado em liberdade, na ampliação e no financiamento adequado da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), na defesa dos princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira e na desinstitucionalização do cuidado, assegurando a presença indispensável de profissionais da Psicologia e o fortalecimento de serviços territoriais, comunitários e de base de direitos humanos.

2. Cuidar para aprender

Promover a implementação efetiva da Lei nº 13.935/2019, assegurando a atuação de psicólogas/os e assistentes sociais na educação pública para fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes, promover a saúde mental, qualificar os processos de ensino e aprendizagem, prevenir violências e fortalecer a comunidade escolar.

3. Trabalho digno para quem cuida

Defender jornada de trabalho de até 30 horas semanais, independentemente do regime de contratação, piso salarial nacional de 5 salários mínimos e remuneração justa para atendimentos realizados por psicólogas/os em planos de saúde e plataformas digitais, enfrentando a precarização das relações de trabalho, incluindo a pejotização e outras formas de contratação que transfiram indevidamente às profissionais os riscos e custos da atividade, garantindo autonomia técnica e profissional e promovendo a realização de concursos públicos e a valorização das equipes que atuam nas políticas públicas.

4. Proteção para quem protege

Ampliar a participação da Psicologia no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e nas políticas de gestão de riscos e desastres, incluindo emergências climáticas, fortalecendo ações de promoção da saúde mental, prevenção de violências e cuidado às vítimas, aos profissionais da segurança pública e às populações afetadas, com proteção da vida e respeito aos direitos humanos.

5. Trânsito mais seguro

Fortalecer a avaliação psicológica como instrumento permanente de proteção da vida, garantindo sua realização em todas as etapas do processo de obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação, com profissionais da Psicologia com especialidade em Psicologia do Tráfego.

6. Saúde mental no esporte

Assegurar assistência psicológica continuada, realizada por profissionais da Psicologia, para atletas de alto rendimento e, fortalecer políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental nos esportes.

7. Inteligência Artificial com responsabilidade

Promover o desenvolvimento e a regulamentação da Inteligência Artificial em consonância com princípios éticos, científicos e de direitos humanos, assegurando a proteção de dados, a transparência, a autonomia profissional e o uso da IA como ferramenta de apoio, sob supervisão humana e sem substituir o cuidado e a decisão profissional, com a preservação da vida e a segurança da população como princípios fundamentais.

8. Segurança para quem busca atendimento psicológico

Apoiar a regulamentação da psicoterapia como prática privativa de psicólogas(os) e médicas(os) psiquiatras, assegurando à população atendimento qualificado e ético.

9. Profissões fortalecidas, sociedade protegida

Fortalecer a autonomia dos conselhos profissionais como instituições de Estado responsáveis por orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional, assegurando a proteção da sociedade, a qualidade dos serviços e a valorização das profissões regulamentadas.

10. Psicologia para o fortalecimento do Estado

Garantir financiamento adequado e sustentável das políticas públicas, ampliar e qualificar equipes permanentes por meio de concursos públicos e fortalecer a participação e o controle social na formulação, implementação, avaliação e monitoramento das políticas, promovendo o diálogo institucional com o Sistema Conselhos de Psicologia e incorporando as contribuições da profissão na construção de respostas às necessidades da população.

Incentive as/os candidatos que você conhece e ajude a levar essa campanha adiante!

Por meio deste link as/os candidatas/os assumem o compromisso de manter diálogo  permanente com o Sistema Conselhos de Psicologia e a considerar essas diretrizes na formulação, implementação e aperfeiçoamento de políticas públicas, caso eleito(a).

Compartilhe a nossa campanha com a/o sua/seu candidata/o!

Live do CFP debate caminhos para as 30 horas e a regulamentação da psicoterapia

Em alusão ao Dia da Psicologia Brasileira, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) promove, na quinta-feira, 27 de agosto, às 20h, a live “Do debate à conquista – caminhos para as 30h e a regulamentação da psicoterapia”. A transmissão será realizada pelo canal do CFP no YouTube.

O encontro reunirá diferentes perspectivas para promover um debate sobre duas pautas de grande relevância para a categoria: a luta pela jornada de até 30 horas semanais e a regulamentação da psicoterapia.

A presidenta do CFP, Ivani Oliveira, participa do debate ao lado de Roberto Rocha Leandro, consultor em Políticas Públicas, advogado constitucionalista e eleitoralista, mestre em Psicologia Social e educador popular.

A proposta do encontro é aproximar a categoria e a sociedade dos debates que envolvem a Psicologia e os avanços necessários para o exercício profissional, fortalecendo a reflexão sobre os caminhos para transformar reivindicações históricas em conquistas concretas.


“Do debate à conquista – caminhos para as 30h e a regulamentação da psicoterapia”
Data: 27 de agosto de 2026
Horário: 20h
Transmissão: canal do Conselho Federal de Psicologia no YouTube

CFP realiza diálogo preparatório para mobilização da categoria com foco na etapa Nordeste da 4ª Mostra SUAS

Na próxima segunda-feira, 17 de agosto, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) realiza mais um webinário preparatório para a 4ª Mostra de Práticas em Psicologia no SUAS. Desta vez, será para dialogar com psicólogas e psicólogos interessadas(os) em participar da etapa Nordeste

A atividade busca mobilizar a categoria para a participação na etapa regional da Mostra, além incentivar a submissão de trabalhos e sanar dúvidas relacionadas ao Edital de Chamada Pública CFP nº 6/2026 – que destaca a realização da 4ª Mostra SUAS.

O diálogo colocará em debate o eixo “Participação social e protagonismo comunitário como estratégias de resistência coletiva”, abordando questões como a mobilização comunitária no enfrentamento à fome, às violações de direitos e às violências institucionais; conselhos, fóruns e movimentos sociais como espaços de resistência, controle social e fortalecimento do SUAS;  o protagonismo territorial na defesa da política pública e na valorização da pluriversalidade; e a articulação coletiva e as ações comunitárias no enfrentamento à desproteção social, às opressões estruturais, à necropolítica e à criminalização da pobreza.

Para o debate, já estão confirmadas as presenças das/os psicólogas/os Andrea Ferreira Lima Esmeraldo, Thamara Dias e Bruno Cerqueira Gama. Pelo Conselho Federal de Psicologia participam Ivani Oliveira, presidenta do CFP, e Cláudia Simões, conselheira federal e uma das coordenadoras da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS/CFP).  

O webinário será transmitido exclusivamente pelo canal do CFP no YouTube, a partir das 19h30 A atividade tem caráter informativo e pode ser acompanhada de forma gratuita, mas não confere certificação.

4ª Mostra SUAS

A 4ª Mostra apresenta como tema nesta edição “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, representando um espaço estratégico para a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas na área.

Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), a etapa Nordeste será realizada nos dias 9 e 10 de outubro, em Fortaleza/CE. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até 6 de outubro. Atente-se ao prazo para a submissão de trabalhos: a data limite é 26 de agosto de 2026.

Para mais informações sobre a etapa Nordeste, clique aqui.

Conheça as participantes

Ivani Oliveira
Presidenta do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Psicóloga clínica de formação, é mestra em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pesquisadora das relações raciais e descolonização estética e subjetiva, atua também na defesa de políticas públicas que incluam serviços psicológicos à população.

Cláudia Simões
Conselheira-tesoureira do Plenário 2.0 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e uma das coordenadoras da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS/CFP). Psicóloga com especialização em Gestão pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) e ampla atuação na Assistência Social, tanto na gestão quanto no atendimento a populações no contexto de violações de direitos. Foi conselheira por três mandatos no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP- 05/RJ). 

Andrea Ferreira Lima Esmeraldo
Psicóloga, Mestre em Psicologia (Universidade Federal do Ceará – UFC) e Doutoranda em Psicologia (UFC).Trabalhadora do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) desde 2002 e, atualmente, lotada em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no município de Maracanaú/CE. Integra o Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM/UFC),a Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social do Conselho Federal de Psicologia (CONPAS/CFP), o Fórum da Rua de Fortaleza e milita nas pautas de mulheres e feminismos.

Thamara Dias
Mineira em terras cearenses. Psicóloga. Mestra e Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Integrante do Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM/UFC). Pós graduanda em Clínica Histórico Cultural. Pós graduada em Psicologia Social e Comunidades. Pesquisa e atuação profissional com população em situação de rua. 

Bruno Gama
Graduado em Psicologia e Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Doutor em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (2017). Entre 2011 e 2018 atuou  como psicólogo na política pública de assistência social em Aracaju-SE.  Atualmente atua como professor adjunto no Departamento de Psicologia (DPS), onde vem ministrando aulas na graduação, bem como na Residência Multiprofissional em Saúde Mental da UFS, focando suas ações na relação entre psicologia e políticas públicas. Desde 2022 tem se debruçado sobre a temática da população em situação de rua e compôs o grupo de trabalho (GT) que executou o Censo Pop Rua de Aracaju em 2024.

Marque na agenda

Webinário preparatório para IV Mostra SUAS
Etapa Nordeste
17 de agosto
19h30
Transmissão em tempo real pelo canal do CFP no YouTube

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CFP inicia período de inscrições para a Etapa Nordeste da 4ª Mostra SUAS

CFP manifesta solidariedade ao povo colombiano

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta sua profunda solidariedade ao povo colombiano diante das perdas humanas e dos impactos provocados pelo forte terremoto que atingiu o país em 10 de agosto de 2026. O tremor, de magnitude 7,4,  teve epicentro próximo a San José del Palmar, no Chocó, e foi sentido em grande parte do território. Pereira, o Eixo Cafeteiro, o Vale do Cauca e Cali estão entre as regiões mais afetadas.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com as famílias enlutadas, com as pessoas feridas e com as comunidades atingidas. São elas que enfrentam agora a emergência e o longo trabalho de recuperação e reconstrução.

Manifestamos especial solidariedade às psicólogas e aos psicólogos colombianos e às entidades da Psicologia do país. Ao lado de outras trabalhadoras e trabalhadores, de organizações e de movimentos comunitários, elas sustentam o cuidado das pessoas atingidas e ajudam a abrir caminhos de reparação e de fortalecimento dos vínculos comunitários. Reconhecemos e admiramos esse trabalho.

Essa dor também chega ao Brasil. Colombianas e colombianos formam uma das principais comunidades imigrantes do país na última década. Muita gente acordou no  dia 10 longe de casa, tentando falar com a família e sem conseguir resposta. Perder  alguém a distância, ou passar dias sem notícia, carrega um peso próprio. É um  sofrimento real, e a psicologia reconhece esse sofrimento.

A atenção à saúde mental da população migrante já é um campo consolidado da nossa profissão. Esse cuidado acontece no consultório, no SUS, na assistência social e no trabalho comunitário. A psicologia brasileira também acumulou orientações para atuar  em emergências e desastres. São dois campos que se encontram agora. Para nós,  uma tragédia como essa não é só notícia de jornal. Ela chega no cuidado com quem  vive aqui e carrega essa perda. Acolher o sofrimento coletivo, mesmo quando ele nasce  o outro lado da fronteira, faz parte da nossa ciência e profissão.

Esse compromisso com a dignidade e com os direitos humanos é a base do Código de Ética da nossa profissão. É ele que sustenta os laços de solidariedade e de cooperação entre os povos e entre as entidades da Psicologia latino-americana. Brasil e Colômbia compartilham vínculos históricos e culturais e uma trajetória de cooperação entre instituições e profissionais da Psicologia. Reafirmamos essa trajetória neste momento de adversidade.

Ao povo colombiano, às famílias enlutadas e às colegas e aos colegas da Psicologia
colombiana, o Conselho Federal de Psicologia, na representação da comissão de direitos humanos expressa suas condolências e seu abraço solidário.