CFP divulga inscrições para especialização gratuita em Atenção Especializada à Saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) informa que estão abertas as inscrições para a Especialização em Atenção Especializada à Saúde, ofertada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A formação é gratuita e representa uma oportunidade de qualificação para profissionais que atuam ou desejam atuar no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, são disponibilizadas 1.100 vagas destinadas a profissionais dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com exceção de São Paulo.

As pessoas interessadas devem realizar a inscrição diretamente no site oficial do Grupo Hospitalar Conceição, até o dia 20 de julho, conforme as orientações e os prazos estabelecidos no edital.

Acesse o link aqui para inscrição!

4ª Mostra SUAS: Etapa Norte inicia abertura das inscrições

Já estão abertas as inscrições para a Etapa Norte da 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), a 4ª Mostra apresenta como tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, oportunizando espaço estratégico para a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas na área.

As pessoas interessadas em participar da Etapa Norte, que será realizada no município de Santarém/PA, têm até 1º de setembro para efetivar sua inscrição – de forma gratuita e exclusivamente por meio de preenchimento de formulário eletrônico em conpas.cfp.org.br.

Podem participar profissionais, professoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes de Psicologia, além de outras(os) trabalhadoras(es) que atuam na política de assistência social e demais políticas públicas com ações intersetoriais correlatas.

Acesse aqui a programação.

Submissão de trabalhos

Também já está aberto o período para a submissão de trabalhos para a Etapa Norte da 4ª Mostra SUAS. A data limite foi prorrogada até 7 de agosto.

De acordo com o edital, serão permitidas propostas nas modalidades “comunicação oral” (relato de experiência e de pesquisa) e “exposição” (pôster).

Cada proponente, ressalta o edital, poderá ser autora(or) principal em, no máximo, duas propostas, que devem estar relacionadas a um dos eixos temáticos do evento.

Além disso, as propostas de trabalho devem ser de experiências de atuação ou pesquisa de psicólogas(os) na Política de Assistência Social, ainda que em atuações interdisciplinares ou intersetoriais.

Acesse aqui a íntegra do edital para conferir todos os detalhes.

Confira o cronograma da Etapa Norte

Sede: CRP-10 (PA/AP)
Local: Santarém/PA
Data do evento: 4 e 5 de setembro de 2026
Inscrições: 10/7 a 1/9/2026
Submissão de trabalhos: 10/7 a 7/8/2026

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Etapa Centro-Oeste da 4ª Mostra SUAS dá início ao período de inscrições

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), acolhe a partir de segunda-feira (13) as inscrições para a Etapa Centro-Oeste da 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Nesta edição, a Etapa Centro-Oeste será realizada na capital federal, nos dias 11 e 12 de setembro. Profissionais, professoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes de Psicologia, além de outras(os) trabalhadoras(es) que atuam na política de assistência social e demais políticas públicas com ações intersetoriais correlatas, podem participar.

As inscrições, de acordo com orientações do edital, devem ser feitas de 13 de julho a 8 de setembro, de forma totalmente gratuita e on-line, via formulário eletrônico disponível no site da CONPAS/CFP.

A 4ª Mostra apresenta como tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, permitindo ao público presente um espaço estratégico para a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas na área.

Submissão de trabalhos já está disponível

Também a partir dessa segunda-feira (13) começa o período para a submissão de trabalhos para a Etapa Centro-Oeste. As pessoas interessadas devem atentar-se ao prazo: a data limite será 29 de julho.

Serão permitidas propostas nas modalidades “comunicação oral” (relato de experiência e de pesquisa) e “exposição” (pôster). Conforme as orientações do edital, as propostas de trabalho devem ser de experiências de atuação ou pesquisa de psicólogas(os) na Política de Assistência Social, ainda que em atuações interdisciplinares ou intersetoriais.

Ainda conforme o regramento, cada proponente poderá assumir a autoria principal em, no máximo, duas propostas, que devem estar relacionadas a um dos eixos temáticos do evento.

Para obter a íntegra do Edital de Chamada Pública nº 6/2026 e conferir todos os detalhes, clique aqui.

Cronograma

Sede: CRP-01 (DF)
Local: Brasília/DF
Data do evento: 11 e 12 de setembro de 2026
Inscrições: 13/7 a 8/9/2026
Submissão de trabalhos: 13/7 a 29/7/2026
Divulgação do resultado preliminar: 14/8/2026
Recebimento de recursos: 17 a 21/8/2026
Divulgação do resultado final (após recursos): 24/08/2026

Mais informações:
conpas.cfp.org.br

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Nota de sentir: Lourenço Leirias

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta profundo sentir pelo falecimento do psicólogo Lourenço Leirias, cuja trajetória deixou uma marca permanente na história da Psicologia brasileira, especialmente em Alagoas.

Primeiro presidente do Conselho Regional de Psicologia da 15ª Região (CRP-15) e, posteriormente, novamente à frente da instituição, Lourenço Leirias teve papel fundamental na estruturação e consolidação do Conselho Regional, contribuindo para o fortalecimento da profissão e da orientação e fiscalização do exercício profissional no estado.

Professor e servidor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), dedicou sua vida à formação de psicólogas e psicólogos, ao desenvolvimento da Psicologia Social e à construção de políticas e serviços voltados ao cuidado em saúde mental, deixando um legado de compromisso ético, defesa dos direitos humanos e fortalecimento da Psicologia.

Neste momento de despedida, o CFP solidariza-se com familiares, amigas, amigos, colegas de profissão e com toda a comunidade da Psicologia alagoana, reconhecendo a importância de sua contribuição para a história da profissão.

Seu legado permanecerá como inspiração para as atuais e futuras gerações de psicólogas e psicólogos.

CFP reúne presidências dos Conselhos Regionais para fortalecer atuação conjunta em defesa da regulamentação da psicoterapia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, nesta terça-feira (8), a II Reunião Extraordinária das Presidências dos Conselhos Regionais de Psicologia. O encontro reuniu representantes do Sistema Conselhos para alinhar estratégias de atuação institucional em torno da regulamentação da psicoterapia, fortalecer a incidência política coordenada entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais e avançar em ações voltadas ao fortalecimento do Sistema Conselhos e da defesa da profissão.

Durante a abertura da reunião, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou que o posicionamento institucional em defesa da regulamentação da psicoterapia está fundamentado nas deliberações aprovadas pelo Congresso Nacional da Psicologia (CNP) e pela Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF), reafirmando o compromisso com a valorização do exercício profissional da Psicologia, a proteção da sociedade e o fortalecimento do Sistema Conselhos.

Ao conduzir a reunião, Ivani também ressaltou que a atual gestão tem trabalhado de forma permanente para fortalecer o Conselho Federal de Psicologia, ampliar a integração com os Conselhos Regionais e qualificar as entregas à categoria, consolidando uma atuação cada vez mais estratégica na defesa da profissão e das(os) psicólogas(os) brasileiras(os).

Regulamentação da psicoterapia

A regulamentação da psicoterapia foi o eixo central da reunião extraordinária. Ao longo do encontro, o CFP apresentou o histórico da construção dessa pauta no âmbito do Sistema Conselhos, destacando que a atuação em defesa da regulamentação é resultado de deliberações construídas coletivamente pela categoria ao longo dos últimos Congressos Nacionais da Psicologia.

Também foram compartilhadas orientações para fortalecer a incidência política coordenada entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais, reforçando a importância da atuação articulada junto ao Poder Legislativo.

“A regulamentação da psicoterapia como prática privativa de psicólogas e psicólogos é uma pauta histórica da nossa categoria e uma prioridade da atual gestão do Conselho Federal de Psicologia. Seguiremos atuando com responsabilidade, diálogo e incidência política para avançar nessa agenda, garantindo segurança jurídica para o exercício profissional, proteção à sociedade e o reconhecimento da Psicologia como ciência e profissão”, ressaltou a presidenta do Conselho Federal de Psicologia.

Durante a reunião, também foram apresentados os avanços promovidos pela atual gestão para fortalecer a comunicação institucional, ampliar a aproximação entre o CFP e os Conselhos Regionais de Psicologia e qualificar a atuação do Sistema Conselhos em benefício da categoria. As iniciativas buscam aperfeiçoar o fluxo de informações, ampliar a integração entre as instâncias do Sistema e tornar a atuação institucional cada vez mais efetiva na defesa da Psicologia brasileira.

Ivani Oliveira ressaltou que fortalecer o Conselho Federal e consolidar uma atuação integrada com os Conselhos Regionais é uma das prioridades da atual gestão, garantindo respostas mais ágeis às demandas da categoria e ampliando a capacidade institucional de defesa da profissão.

Como encaminhamento, o CFP orientou os Conselhos Regionais a intensificarem a incidência política em seus estados, dialogando com deputadas(os) federais, senadoras(es) e candidatas(os) durante o período eleitoral para fortalecer a pauta da regulamentação da psicoterapia. A proposta é que a atuação regional esteja alinhada à estratégia nacional conduzida pelo Conselho Federal, ampliando o diálogo com representantes do Poder Legislativo e incentivando a inclusão das pautas da Psicologia nos debates públicos e nos programas de governo.

“Pedimos que os Conselhos Regionais estejam alinhados com a estratégia nacional conduzida pelo CFP e a ampliem o diálogo com candidatas e candidatos em seus estados. Precisamos fazer com que as pautas da Psicologia estejam presentes nos planos de governo, nos compromissos públicos e nas agendas do Parlamento. A defesa da profissão exige unidade, mobilização e incidência política em todo o país. Quando atuamos de forma articulada, fortalecemos o Sistema Conselhos e ampliamos nossa capacidade de defender os direitos da categoria e da sociedade”, disse Ivani Oliveira, presidenta do Conselho Federal de Psicologia.

Com o lema “Psicoterapia é com a gente”, o encontro reafirmou o compromisso do Sistema Conselhos de Psicologia com uma atuação unificada, estratégica e articulada em defesa da regulamentação da psicoterapia, do fortalecimento institucional do Sistema Conselhos e da valorização da Psicologia brasileira.

Sistema Conselhos se reúne em Aracaju/SE para debater ações de fiscalização e ética no exercício profissional da Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou em Aracaju/SE, entre 25 e 27 de junho, o primeiro encontro de 2026 das Comissões de Orientação e Fiscalização (COFs) e das Comissões de Ética (COEs) do Sistema Conselhos.

Organizado anualmente com caráter consultivo e formativo, o encontro busca fomentar o diálogo entre as áreas e comissões finalísticas do Sistema Conselhos, com o objetivo de aprimorar a qualidade do exercício profissional da categoria e o intercâmbio de experiências e práticas entre os Conselhos de Psicologia.

Integraram a atividade neste primeiro encontro – organizado pela Secretaria de Orientação e Ética (SOE) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) – representações do CRP-19 (SE), CRP-21 (PI), CRP-23 (TO) e CRP-24 (AC-RO). O objetivo foi promover um amplo diálogo sobre questões de orientação, ética e fiscalização que atravessam o cotidiano profissional da categoria e as atribuições institucionais dos Conselhos de Psicologia em todo o País.

A programação contemplou momentos de apresentação dos planejamentos estratégicos das COEs e COFs de cada CRP presente no encontro, possibilitando a contextualização do cenário institucional e os desafios de cada unidade.

Durante o encontro, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou a centralidade das ações de fiscalização e ética do Sistema Conselhos de Psicologia para o auxílio à categoria em todos os estados brasileiros, bem como para a qualidade dos serviços prestados à população no cuidado à saúde mental. “A gente precisa olhar as questões que chegam às COFs e COEs com muita atenção. São nessas instâncias que ocorrem o desenvolvimento da função precípua dos Conselhos de Psicologia”, pontuou.

A presidenta do Conselho Federal de Psicologia também chamou atenção para duas novidades da edição 2026 dos encontros de COEs e COFs. Os encontros, até então, eram realizados anualmente, por região, com todas as COEs e COFs do Sistema Conselhos de Psicologia. Pela primeira vez, a partir de uma demanda identificada pela SOE/CFP a partir dos encontros com os CRPs, os eventos foram organizados em conformidade com o porte dos Conselhos Regionais, e não de acordo com as regiões. Na avaliação de Ivani Oliveira, isso evidencia que, apesar das especificidades locais, existem desafios semelhantes aos CRPs de portes similares.

Também de maneira inédita, passa a integrar os encontros de COEs e COFs a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP, com o objetivo de integração da CDH/CFP junto às comissões de orientação, fiscalização e ética, uma vez que, historicamente, a Comissão de Direitos Humanos tem uma atuação marcada por campanhas nacionais para a categoria e sociedade, assim como fiscalizações em relevantes temáticas sobre o exercício profissional da Psicologia. Dessa forma, busca-se avançar no entendimento de como as normas que orientam a Psicologia no Brasil estão fundamentadas na defesa da dignidade humana e dos direitos fundamentais.

Integração do Sistema

As delegações presentes no 1º Encontro de COEs e COFs também debateram o Acórdão TCU 309/2026. Uma fiscalização promovida pelo Tribunal de Contas da União teve como objetivo avaliar as ações de supervisão dos Conselhos Federais de profissões regulamentadas sobre a fiscalização dos Conselho Regionais, com foco na uniformidade, na integração e na transparência nacional.

A conselheira federal e secretária da SOE/CFP, Liliane Martins, ressaltou que entre os achados do Tribunal de Contas da União foram apontadas fragilidades de governança que incluem aspectos inerentes à normatização e planejamento; à supervisão; e à qualificação de pessoal.

Como proposta de aprimoramento e adequação aos órgãos de controle, a secretária da SOE/CFP apresentou sugestões a partir do diagnóstico do TCU, que constam no planejamento estratégico do Plenário 2.0 e que devem ser desenvolvidas ao longo da gestão, incluindo como estratégias a orientação e supervisão sistemática quanto às COEs e às COFs; a conformidade e a governança dos CRPs e CFP; o monitoramento frequente do andamento das COEs e das COFs; o desenvolvimento de um sistema tecnológico unificado e padronizado para as comissões de orientação e fiscalização e comissões de ética; a produção de normativas para atuação padronizada dos CRPs; e a criação de uma instância permanente para a formação continuada das equipes dos Conselhos de Psicologia.

“O Sistema Conselhos de Psicologia sempre esteve atento às orientações dos órgãos de controle. Durante o encontro em Aracaju tivemos a oportunidade de debater o Acórdão TCU e iremos avançar nas adequações necessárias”, avaliou a conselheira Liliane Martins.

Durante o encontro em Aracaju, as representações dos Conselhos Regionais de Psicologia apontaram uma série de desafios cotidianos, evidenciando questões comuns entre os CRPs.

Para superar as dificuldades relatadas pelas COFs, e também no sentido de avançar nas adequações exigidas pelos órgãos de controle, o CFP apresentou a proposta de um Plano Nacional Unificado de Fiscalização do Sistema Conselhos de Psicologia.

Conforme a conselheira federal Ana Flávia de Mattos, também integrante da SOE/CFP, o material ainda está em construção e as minutas de resoluções que vão integrar esse plano vêm trabalhando pontos essenciais, como a padronização de procedimentos de fiscalização; definição do papel das COFs; segurança técnica, ética e institucional no processo fiscalizatório; e fortalecimento do caráter educativo, preventivo e pedagógico das ações fiscalizatórias.

A iniciativa reúne, segundo acrescentou o conselheiro e integrante da SOE/CFP Daniel Melo, o arcabouço normativo construído no âmbito da Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) e busca dar subsídios práticos no campo das Comissões de Orientação e FIscalização.

Interseccionalidades

A conselheira federal Vanessa Terena, uma das coordenadoras da CDH/CFP, abordou estratégias e ações voltadas à prevenção e posvenção de infrações éticas e à promoção de boas práticas profissionais no campo da orientação e fiscalização. A participação da CDH/CFP nos encontros de COEs e COFs pretende convidar os Conselhos Regionais de Psicologia à reflexão sobre a necessidade de considerar questões relacionadas à raça, gênero, classe, território e desigualdades estruturais na fiscalização e em processos éticos.

Conforme ressaltado pela coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do CFP, a(o) psicóloga(o) deve pautar sua atuação pelo respeito à dignidade humana, pela autonomia do usuário e pelo sigilo profissional – princípios que fundamentam a prática ética e responsável na Psicologia.

Ainda na avaliação de Vanessa Terena, a(o) profissional de Psicologia responde ao Código de Ética e às demais normativas do Sistema Conselhos, devendo, portanto, zelar pela qualidade dos serviços e pela integridade da profissão.

Acesse aqui a galeria de imagens do 1º Encontro Regional de COEs e COFs de 2026.

Confira abaixo as datas e locais das próximas agendas:

2º Encontro de COEs e COFs de 2026
Participantes: Conselhos Regionais de porte II: CRP-17 (RN), CRP-15 (AL), CRP-22 (MA) e CRP-13 (PB)
Data: 8 a 10 de julho
Local: João Pessoa/PB

3º Encontro
Participantes: Conselhos Regionais de porte II: CRP-14 (MS), CRP-18 (MT), CRP-20 (AM/RR), CRP-16 (ES) e CRP-10 (PA/AP)
Data: 5 a 7/8
Local: Belém/PA

4º Encontro
Participantes: Conselhos Regionais de porte III: CRP-09 (GO), CRP-01 (DF), CRP-11 (CE), CRP-02 (PE), CRP-12 (SC)
Data: 9 a 11/9
Local: Recife/PE

5º Encontro
Participantes: Conselhos Regionais de portes IV, V e VI: CRP-03 (BA), CRP-08 (PR), CRP-07 (RS), CRP-04 (MG), CRP-05 (RJ) e CRP-06 (SP)
Data: 28 a 30/10
Local: Rio de Janeiro/RJ

Qualidade do exercício da profissão

A legislação que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia (Lei nº 5.766/1971) destaca que o CFP deve funcionar como um tribunal superior de ética profissional. Para tanto, o Conselho Federal de Psicologia conta em sua estrutura organizacional com a Secretaria de Orientação e Ética (SOE), responsável pela elaboração de diretrizes para os trabalhos dos CRPs relacionados à orientação, fiscalização e ética profissional das(os) psicólogas(os) brasileiras(os).

Assim, uma das mais relevantes atribuições da SOE/CFP é promover os encontros das Comissões de Orientação e Ética (COEs) e das Comissões de Orientação e Fiscalização (COFs). Tais instâncias colegiadas funcionam nos Conselhos Regionais de Psicologia.

Enquanto a COF busca orientar e fiscalizar a categoria de acordo com as resoluções que regulamentam a profissão de psicóloga, as COEs têm a função de instruir os processos para a apuração de denúncias a serem analisadas pelos Plenários sobre o possível cometimento de faltas éticas.

Até 2023, esses encontros ocorriam em caráter nacional, reunindo todos os Conselhos de Psicologia. A partir de 2024, passaram a ocorrer também encontros descentralizados, contemplando todas as cinco regiões do País.

Essas agendas buscam a troca de experiências e avanço na compreensão mais adequada das legislações existentes sobre a prática profissional da Psicologia. É importante ressaltar que os encontros de COE e COF não são deliberativos, mas sim momentos de troca e elucidações para os trabalhos das comissões nos CRPs.

CONASEMS 2026: CFP organiza ação de incidência estratégica com gestores de todo o Brasil para destacar o papel da Psicologia na promoção do cuidado e a importância de valorização da categoria

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participa na próxima semana, entre 12 e 15 de julho, do XXXIX Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – o CONASEMS.

Reconhecido como o maior evento de saúde pública do mundo, o CONASEMS reúne a cada edição milhares de gestoras(es) municipais para debater os cenários, desafios e possibilidades de atuação na área, representando essencial espaço para o intercâmbio de práticas e a incidência estratégica na agenda da saúde pública brasileira.

Ao longo dos quatro dias da programação oficial, o CFP realizará diversas ações de articulação com gestoras e gestores de todo o território nacional, destacando o fortalecimento das políticas públicas de saúde e a ampliação do acesso, bem como a expressiva presença da Psicologia no Sistema Único de Saúde (SUS), a importância da valorização profissional da categoria e a qualificação do cuidado em saúde mental.

Na avaliação de Ivani Oliveira, presidenta do CFP, a presença da Autarquia no Congresso CONASEMS reforça o compromisso da Psicologia com a defesa da saúde pública de forma universal, integral e equânime – em conformidade com os princípios que orientam o SUS. Além disso, possibilita o diálogo com as gestões, a aproximação com a categoria e o conhecimento sobre a realidade dos territórios nos quais a Psicologia está inserida. “O CFP reconhece a potência do Congresso e seu papel estratégico para o avanço do SUS, da Psicologia e do cuidado com qualidade, respeito e dignidade a toda a sociedade”, ponderou.

Além da presidenta Ivani Oliveira, integram a delegação do CFP a conselheira-secretária Carolina Freire e as(os) conselheiras(os) federais Míriam Alves e Rafael Wolski.

Psicologia nas Redes de Atenção à Saúde

O CFP também marcará presença no evento com estande para a divulgação de materiais institucionais de caráter técnico e informativo, com ênfase no papel estratégico da Psicologia na saúde pública.

Entre as publicações, temas relacionados à atuação da Psicologia na Atenção Básica à Saúde; no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS); em políticas públicas de álcool e outras drogas; na gestão integral de riscos, emergências e desastres; e junto à população em situação de rua, aos povos indígenas e às pessoas idosas.

Outro destaque no estande do CFP será o Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde – Resolução 17/2022. Lançado oficialmente durante o 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental (Abrasme), o conteúdo foi elaborado para orientar Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), gestoras(es) e psicólogas(os) na implementação da Resolução CFP nº 17/2022. A publicação oferece subsídios e propõe estratégias de incidência técnica e política, constituindo-se como material de apoio para orientação, fiscalização, monitoramento e formulação de ações relacionadas à inserção da Psicologia na organização do trabalho em saúde.

Acompanhe a cobertura completa pelos canais oficiais do Conselho Federal de Psicologia.

Câmara dos Deputados aprova PL que proíbe o incentivo do desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância em cursos da área da saúde

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de junho, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei (PL) nº 5.414/2016, que altera o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996) com o objetivo de proibir o incentivo do desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância em cursos da área da saúde.

Na avaliação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a aprovação da matéria na CCJC representa uma importante vitória na luta para que a graduação em cursos da área da saúde seja ofertada exclusivamente no formato presencial. Além disso, reafirma a importância da valorização profissional e o fortalecimento do cuidado já a partir da formação.

Em setembro de 2025, o deputado Orlando Silva ( PCdoB – SP), relator da matéria na Comissão, havia proferido parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do PL nº 5.414/2016. Em seu posicionamento, o parlamentar destacou que os cursos da área da saúde exigem o desenvolvimento de habilidades clínicas, de diagnóstico, de procedimento e de interação interpessoal que são intrinsecamente ligadas ao contato direto com a(o) usuária(o). Além disso, ponderou que a própria natureza da atividade profissional impõe barreiras intransponíveis ao modelo a distância, sob o risco de gerar profissionais inaptos a lidar com a complexidade e o risco inerentes à área da saúde.

“Uma formação deficitária, resultante de um curso majoritariamente a distância, eleva o risco de erros profissionais, que, no caso das áreas de saúde, colocam em risco concreto e direto a vida e a saúde dos cidadãos. A inconstitucionalidade reside, portanto, na violação do dever estatal de proteger a população de riscos evitáveis, conforme imposto pelo princípio da máxima efetividade dos direitos fundamentais”, alerta o parecer do relator.

Com a aprovação do PL nº 5.414/2016 na CCJC, ficou estabelecido pelo regimento da Câmara dos Deputados um prazo de cinco sessões legislativas, a partir de 19/06/2026, para apresentação de recurso. Depois, a matéria será encaminhada para tramitação no Senado.

Por que a defesa da presencialidade nas formações em saúde?

O CFP vem ao longo dos anos, em parceria com entidades representativas da Psicologia brasileira, mantendo uma luta histórica pela valorização profissional da categoria e pela promoção do cuidado a toda a população.

Em maio de 2025, o Decreto Presidencial 12.456 garantiu que a oferta de curso superior em Psicologia deverá ocorrer exclusivamente na modalidade de ensino presencial, estendendo essa obrigatoriedade para outros três cursos da área da saúde: Medicina, Enfermagem e Odontologia, além do Direito, no campo das ciências humanas. Ainda assim, para o CFP, é importante avançar para que outras graduações na área da saúde sejam ofertadas também de modo exclusivamente presencial.

Conforme ressalta o Conselho Federal de Psicologia, o desenvolvimento de habilidades e competências na Psicologia vai além do aspecto cognitivo, envolvendo experiências essenciais para uma profissão intrinsecamente relacional. Habilidades como acolhimento, empatia e comunicação eficaz em diferentes linguagens são plenamente desenvolvidas por meio das interações presenciais, tornando a presença física fundamental para uma formação de qualidade e um atendimento adequado.

Além disso, a falta de uma metodologia objetiva para análise e a ausência de interação presencial afetam a formação de estudantes e contribuem para a mercantilização do ensino. O CFP aponta ainda que, embora o formato EaD expanda as oportunidades de acesso ao ensino superior, ele não assegura uma formação de qualidade na medida em que a falta de interações presenciais entre estudantes de diferentes realidades limita a troca de experiências e a diversidade de vivências, fatores essenciais para uma educação enriquecedora.

A presencialidade na graduação em Psicologia, portanto, é condição essencial para garantia de qualidade na formação e no cuidado ofertado à população. Por esse motivo, o Conselho Federal de Psicologia seguirá acompanhando a tramitação da matéria.

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Psicologia garantida como curso presencial em Marco Regulatório do Ensino a Distância

CFP lança guia orientativo sobre atuação da Psicologia nos contextos de atenção básica, secundária e terciária de saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) disponibiliza a toda a categoria profissional o Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde. A publicação, lançada durante a programação oficial do 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental (Abrasme), tem como objetivo orientar os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) na implementação da Resolução CFP nº 17/2022 – que trata dos parâmetros para práticas psicológicas em contextos de atenção básica, secundária e terciária de saúde.

O conteúdo representa importante material de apoio para orientação, fiscalização, monitoramento e formulação de ações relacionadas à inserção da Psicologia na organização do trabalho em saúde na medida em que oferece subsídios e propõe estratégias de incidência técnica e política na área. Além disso, o material pretende qualificar a presença da Psicologia nos níveis de atenção à saúde, reafirmando o compromisso ético da profissão com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a perspectiva da saúde como direito fundamental para a dignidade humana.

A proposta do Guia Orientativo surgiu a partir das dúvidas recebidas pelos Conselhos Regionais de Psicologia acerca da Resolução CFP nº 17/2022, bem como dos apontamentos sobre sua aplicação nos Encontros das Comissões de Ética (COEs) e de Orientação e Fiscalização (COFs) realizados em 2023 e 2024.

“Nesse encaminhamento, afirma-se a Resolução CFP nº 17/2022 como um instrumento que tem o intuito de fortalecer a segurança do cuidado, reduzir riscos assistenciais, qualificar processos de trabalho e evidenciar a amplitude e complexidade das ações da Psicologia no SUS. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer os desafios enfrentados pelo Sistema Conselhos e pelos gestores públicos no propósito de superar a condição de serviços historicamente subdimensionados e precarizados. Por isso, este documento articula fundamentação normativa, diretrizes práticas e exemplos de aplicação para apoiar o processo de implementação da Resolução em todos os territórios”, ressalta o material.

O documento está estruturado em algumas partes. Na primeira, destaca a presença da Psicologia nas Redes de Atenção à Saúde (RAS) como resultado de um processo histórico que reposicionou a profissão no campo das políticas públicas. Esse reposicionamento não teria se dado apenas de maneira técnica, mas, também, ético-político, redefinindo a Psicologia como profissão que participa da organização da vida coletiva e da responsabilidade sanitária, na perspectiva da saúde coletiva e do acesso à saúde como direito humano fundamental garantido pelo Estado democrático em políticas públicas e sociais.

Uma segunda parte ressalta o dimensionamento como pilar ético para a qualificação da gestão, a segurança do cuidado e a proteção da autonomia profissional. Assim, o dimensionamento responde às características epidemiológicas e sociais dos territórios, reconhecendo que populações em situação de maior vulnerabilidade demandam maior disponibilidade de profissionais, densidade técnica e articulação com a rede intersetorial.

O conteúdo também apresenta um capítulo específico para abordar a obrigatoriedade dos parâmetros e serviços públicos e privados em saúde. Ao definir critérios de dimensionamento, a Resolução CFP nº 17/2022, reforça que a organização das equipes não pode estar dissociada da complexidade de cada nível de atenção, dos atributos da atenção à saúde e da responsabilidade sanitária do território. Desse modo, a resolução estabelece a interface entre a prática da Psicologia e o marco regulatório do Sistema Único de Saúde, alinhada com os principais instrumentos orientadores do SUS.

O Guia também apresenta fórmulas e cálculos de redimensionamento, ressaltando que o dimensionamento previsto na Resolução CFP nº 17/2022 organiza o processo de cálculo em torno de três elementos centrais: demanda, complexidade e carga horária de trabalho real. Por fim, o conteúdo apresenta um conjunto de recomendações para a incidência ético-política e a atuação fiscalizatória pelos Conselhos Regionais de Psicologia.

Acesse aqui a íntegra do Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde.

CFP vai ao Ministério dos Transportes articular pelo fim do teto de R$ 180 para avaliação psicológica na CNH

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se reuniu, na segunda-feira (1º), com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), do Ministério dos Transportes, para dialogar sobre os valores pagos pela avaliação psicológica nos processos de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O CFP foi representado pela conselheira federal Ana Flávia Mattos, que dialogou com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. Também participaram da agenda a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e representantes de associações de clínicas de trânsito.

Na audiência, o CFP pontuou ao secretário da Senatran que o teto estabelecido pela Portaria 927/2025 é inviável para o exercício profissional da categoria de especialistas em Psicologia do Tráfego. Editada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025, a normativa fixou em R$ 180 o valor máximo para os exames psicológicos e de saúde exigidos na emissão da CNH.

“O encontro marca o início de uma agenda de incidência política do CFP em busca de um valor justo e factível para a categoria. O CFP segue articulado para a revisão da portaria e a construção de novos parâmetros remuneratórios para os profissionais que atuam nas avaliações psicológicas para obtenção da CNH”, afirmou a conselheira Ana Flávia Mattos.

Dentre os encaminhamentos, ficou acordada a realização de novas tratativas para avançar na questão. Como subsídio a esse diálogo, o CFP vai enviar à Senatran um estudo com dados sobre os custos reais do exercício profissional nos processos de avaliação psicológica no trânsito com a indicação de uma remuneração considerada razoável.

Histórico de atuação
Em março, o CFP realizou a primeira reunião técnica do GT de Trânsito, que reúne representantes de Conselhos de Psicologia de diversas regiões do País. O grupo iniciou a construção de estratégias nacionais para fortalecer a atuação da Psicologia no trânsito e responder aos desafios recentes na área, além de estabelecer medidas contra os retrocessos.

Em dezembro de 2025, a Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) aprovou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para revisar e atualizar as normativas referentes à Psicologia do Tráfego.

Em janeiro deste ano, o CFP se reuniu com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratar uma articulação conjunta entre os dois conselhos profissionais na elaboração de estratégias de incidência junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.Também no âmbito legislativo, o Conselho Federal de Psicologia promove articulação intensa no Congresso pela aprovação de emendas que retirem o dispositivo de renovação automática da CNH do texto da MP 1.327/2025.

Psicologia do Tráfego
A Psicologia do Tráfego é uma especialidade que busca contribuir não apenas na atuação profissional de psicólogas e psicólogos, mas também nos debates e reflexões acerca do comportamento, espaço urbano, autocuidado, o cuidado com o próximo e com a cidadania, bem como o conceito de sujeito situado.

Plataforma de Mobilização
Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade. A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam profissionais da Psicologia ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.