CFP lança guia orientativo sobre atuação da Psicologia nos contextos de atenção básica, secundária e terciária de saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) disponibiliza a toda a categoria profissional o Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde. A publicação, lançada durante a programação oficial do 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental (Abrasme), tem como objetivo orientar os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) na implementação da Resolução CFP nº 17/2022 – que trata dos parâmetros para práticas psicológicas em contextos de atenção básica, secundária e terciária de saúde.

O conteúdo representa importante material de apoio para orientação, fiscalização, monitoramento e formulação de ações relacionadas à inserção da Psicologia na organização do trabalho em saúde na medida em que oferece subsídios e propõe estratégias de incidência técnica e política na área. Além disso, o material pretende qualificar a presença da Psicologia nos níveis de atenção à saúde, reafirmando o compromisso ético da profissão com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a perspectiva da saúde como direito fundamental para a dignidade humana.

A proposta do Guia Orientativo surgiu a partir das dúvidas recebidas pelos Conselhos Regionais de Psicologia acerca da Resolução CFP nº 17/2022, bem como dos apontamentos sobre sua aplicação nos Encontros das Comissões de Ética (COEs) e de Orientação e Fiscalização (COFs) realizados em 2023 e 2024.

“Nesse encaminhamento, afirma-se a Resolução CFP nº 17/2022 como um instrumento que tem o intuito de fortalecer a segurança do cuidado, reduzir riscos assistenciais, qualificar processos de trabalho e evidenciar a amplitude e complexidade das ações da Psicologia no SUS. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer os desafios enfrentados pelo Sistema Conselhos e pelos gestores públicos no propósito de superar a condição de serviços historicamente subdimensionados e precarizados. Por isso, este documento articula fundamentação normativa, diretrizes práticas e exemplos de aplicação para apoiar o processo de implementação da Resolução em todos os territórios”, ressalta o material.

O documento está estruturado em algumas partes. Na primeira, destaca a presença da Psicologia nas Redes de Atenção à Saúde (RAS) como resultado de um processo histórico que reposicionou a profissão no campo das políticas públicas. Esse reposicionamento não teria se dado apenas de maneira técnica, mas, também, ético-político, redefinindo a Psicologia como profissão que participa da organização da vida coletiva e da responsabilidade sanitária, na perspectiva da saúde coletiva e do acesso à saúde como direito humano fundamental garantido pelo Estado democrático em políticas públicas e sociais.

Uma segunda parte ressalta o dimensionamento como pilar ético para a qualificação da gestão, a segurança do cuidado e a proteção da autonomia profissional. Assim, o dimensionamento responde às características epidemiológicas e sociais dos territórios, reconhecendo que populações em situação de maior vulnerabilidade demandam maior disponibilidade de profissionais, densidade técnica e articulação com a rede intersetorial.

O conteúdo também apresenta um capítulo específico para abordar a obrigatoriedade dos parâmetros e serviços públicos e privados em saúde. Ao definir critérios de dimensionamento, a Resolução CFP nº 17/2022, reforça que a organização das equipes não pode estar dissociada da complexidade de cada nível de atenção, dos atributos da atenção à saúde e da responsabilidade sanitária do território. Desse modo, a resolução estabelece a interface entre a prática da Psicologia e o marco regulatório do Sistema Único de Saúde, alinhada com os principais instrumentos orientadores do SUS.

O Guia também apresenta fórmulas e cálculos de redimensionamento, ressaltando que o dimensionamento previsto na Resolução CFP nº 17/2022 organiza o processo de cálculo em torno de três elementos centrais: demanda, complexidade e carga horária de trabalho real. Por fim, o conteúdo apresenta um conjunto de recomendações para a incidência ético-política e a atuação fiscalizatória pelos Conselhos Regionais de Psicologia.

Acesse aqui a íntegra do Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde.

CFP vai ao Ministério dos Transportes articular pelo fim do teto de R$ 180 para avaliação psicológica na CNH

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) se reuniu, na segunda-feira (1º), com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), do Ministério dos Transportes, para dialogar sobre os valores pagos pela avaliação psicológica nos processos de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O CFP foi representado pela conselheira federal Ana Flávia Mattos, que dialogou com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. Também participaram da agenda a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e representantes de associações de clínicas de trânsito.

Na audiência, o CFP pontuou ao secretário da Senatran que o teto estabelecido pela Portaria 927/2025 é inviável para o exercício profissional da categoria de especialistas em Psicologia do Tráfego. Editada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025, a normativa fixou em R$ 180 o valor máximo para os exames psicológicos e de saúde exigidos na emissão da CNH.

“O encontro marca o início de uma agenda de incidência política do CFP em busca de um valor justo e factível para a categoria. O CFP segue articulado para a revisão da portaria e a construção de novos parâmetros remuneratórios para os profissionais que atuam nas avaliações psicológicas para obtenção da CNH”, afirmou a conselheira Ana Flávia Mattos.

Dentre os encaminhamentos, ficou acordada a realização de novas tratativas para avançar na questão. Como subsídio a esse diálogo, o CFP vai enviar à Senatran um estudo com dados sobre os custos reais do exercício profissional nos processos de avaliação psicológica no trânsito com a indicação de uma remuneração considerada razoável.

Histórico de atuação
Em março, o CFP realizou a primeira reunião técnica do GT de Trânsito, que reúne representantes de Conselhos de Psicologia de diversas regiões do País. O grupo iniciou a construção de estratégias nacionais para fortalecer a atuação da Psicologia no trânsito e responder aos desafios recentes na área, além de estabelecer medidas contra os retrocessos.

Em dezembro de 2025, a Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) aprovou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para revisar e atualizar as normativas referentes à Psicologia do Tráfego.

Em janeiro deste ano, o CFP se reuniu com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratar uma articulação conjunta entre os dois conselhos profissionais na elaboração de estratégias de incidência junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.Também no âmbito legislativo, o Conselho Federal de Psicologia promove articulação intensa no Congresso pela aprovação de emendas que retirem o dispositivo de renovação automática da CNH do texto da MP 1.327/2025.

Psicologia do Tráfego
A Psicologia do Tráfego é uma especialidade que busca contribuir não apenas na atuação profissional de psicólogas e psicólogos, mas também nos debates e reflexões acerca do comportamento, espaço urbano, autocuidado, o cuidado com o próximo e com a cidadania, bem como o conceito de sujeito situado.

Plataforma de Mobilização
Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade. A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam profissionais da Psicologia ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa

Neste Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, o Conselho Federal de Psicologia reafirma seu compromisso com a promoção do cuidado, do respeito e da garantia de direitos das pessoas idosas, bem como com o enfrentamento ao etarismo e a todas as formas de violência, negligência e discriminação.

O Brasil está envelhecendo. Segundo projeções do IBGE, até 2050 cerca de um terço da população brasileira terá 60 anos ou mais. Esse cenário reforça a necessidade de construirmos uma sociedade preparada para acolher, proteger e valorizar o envelhecimento em toda a sua diversidade.

Nesse contexto, a Psicologia tem papel fundamental na promoção da saúde mental, do bem-estar, da autonomia e da participação social das pessoas idosas, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas comprometidas com a garantia de direitos e com o cuidado integral.

Como parte desse compromisso, o CFP lançou a publicação “Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) junto às Pessoas Idosas nas Políticas Públicas”, que reúne orientações e reflexões para qualificar a atuação profissional diante dos desafios e das potencialidades do envelhecimento da população brasileira.

Ao longo deste mês, o Conselho Federal de Psicologia também participa de um conjunto de ações especialmente focadas no tema. Nos dias 11 e 12 de junho, a autarquia integrou o encontro nacional promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania sobre Tecnologias e Ancestralidade para o Enfrentamento às Violências contra a Pessoa Idosa. O diálogo se deu no âmbito das atividades do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que conta com a presença do CFP como instituição integrante.

Já em 30 de junho, o Conselho de Psicologia participa do evento “Saúde emocional e proteção às pessoas idosas”, realizado pelo SESC na unidade do Gama, no Distrito Federal. O debate abordará temas essenciais, como o impacto do etarismo no adoecimento emocional, o acolhimento, o fortalecimento de vínculos saudáveis e a prevenção ao abuso psicológico.

Confira a programação com participação do CFP:

Evento: Escutar, respeitar e proteger: saúde emocional e proteção às pessoas idosas
Data: 30/06/2026 (terça-feira)
Horário: 14h às 17h
Local: Teatro Paulo Gracindo – Unidade Sesc Gama

11h
Roda de Conversa com as(os) psicólogas(os) que atendem os núcleos do Sesc.

14h35
Mesa de Abertura Institucional com autoridades.

14h50
Painel Temático 1
“Saúde emocional da pessoa idosa: relação do etarismo com o adoecimento emocional, acolhimento, vínculos saudáveis e prevenção ao abuso psicológico”

16h20
Momentos de comentários e dúvidas.

CFP destaca luta antirracista como eixo central para o avanço da Reforma Psiquiátrica no Brasil

Entre 4 e 7 de junho, a delegação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) esteve presente em Vitória/ES, representando o Plenário 2.0 no 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental (Abrasme).

Ao longo da programação oficial, o CFP demarcou a centralidade da luta antirracista e antimanicolonial como condição indispensável para o avanço da Reforma Psiquiátrica brasileira. Para o Conselho, defender o cuidado em liberdade, a desinstitucionalização e a garantia de direitos em saúde mental exige reconhecer que o sofrimento psíquico, a exclusão, a violência institucional e as formas de segregação também são atravessadas pelo racismo estrutural e pelos efeitos persistentes da colonialidade no Brasil.

Essa perspectiva foi sintetizada pela presidenta do CFP, Ivani Oliveira, durante o debate “Loucura, Democracia e Reparação”, realizado como parte da programação oficial do Congresso. “Não dá mais para falar da luta antimanicomial sem fazer a conexão com o racismo e todas as formas de controle dos corpos. Não vamos avançar na Reforma Psiquiátrica sem olhar para os efeitos que os séculos de escravidão trouxeram e que ainda hoje persistem”, afirmou.

Reunindo centenas de trabalhadoras(es), estudantes, usuárias(os), familiares, pesquisadoras(es) e ativistas dos direitos humanos, da saúde mental e da política sobre drogas, o encontro teve como tema “Memória de luta e projetos de futuro: por uma sociedade sem manicômios”. A atividade se consolidou como um espaço plural e estratégico para o diálogo, a reflexão e a construção articulada de ações em defesa da luta antimanicomial no País.

Durante a solenidade de abertura, a presidenta do CFP, Ivani Oliveira, ressaltou que a Psicologia brasileira tem um compromisso histórico com a defesa do cuidado em liberdade, humanizado e centrado na autonomia da(o) usuária(o) e nos vínculos familiares e comunitários.

Ao mencionar a Carta de Bauru, importante referência para a luta antimanicomial e que em 2027 completará 40 anos, Ivani relembrou a mudança de paradigma das últimas décadas, marcada pelo declínio de técnicas violentas e segregadoras. “Mas o manicômio é resiliente. Não em prédios, paredes e grades, mas em lógicas e no formato de cuidado que é oferecido a algumas parcelas da nossa população: as pessoas com sofrimento psíquico, as pessoas negras, as pessoas indígenas e as mulheres têm sido o perfil de usuários das comunidades terapêuticas”, alertou a presidenta do CFP.

Na avaliação de Ivani Oliveira, é necessário refletir continuamente sobre os caminhos para enfrentar os desafios impostos, tendo em perspectiva que a luta contra os manicômios é atravessada pelo enfrentamento ao racismo estrutural e às formas de colonialidade que vulnerabilizam sistematicamente as populações marginalizadas. Para ela, comemorar os 25 anos da Reforma Psiquiátrica é importante, mas é fundamental também ouvir os movimentos sociais de familiares, usuários e profissionais da saúde que têm reivindicado uma luta antimanicolonial, uma vez que a colonialidade estrutura formas de oferta de cuidado e saúde que são oferecidos. “É necessário fazer uma nova revolução em saúde, ouvindo esses profissionais e esses usuários, com outras metodologias e espaços de reivindicação de novas propostas de cuidado”, defendeu.

A presidenta do CFP denunciou ainda o financiamento, com recursos públicos, destinado a comunidades terapêuticas em detrimento das políticas sociais e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o que contribui para a permanência de espaços segregadores e violadores de direitos, que caminham na contramão da Reforma Psiquiátrica. “Estar aqui com vocês é reafirmar que a Psicologia se coloca, como sempre se colocou, ao lado de quem luta, de quem quer transformação, mas, principalmente, de quem quer ouvir e estar em liberdade com os usuários”, concluiu.

Luta antimanicolonial

Como parte da programação oficial do 10º Congresso da ABRASME, o CFP esteve presente no debate “Loucura, Democracia e Reparação”. Coordenado por Ivani Oliveira, o diálogo contou com a participação da ativista Diva Moreira e de Dudu Ribeiro, da Iniciativa Negra.

As(os) participantes fizeram uma retrospectiva histórica, sinalizando como o racismo vem sendo utilizado como instrumento não apenas de segregação, mas de construção de narrativas que perpetuam violências e legitimam o apagamento histórico das populações negras, indígenas e tradicionais.

Na atividade, Ivani Oliveira reforçou que a Reforma Psiquiátrica brasileira precisa ser compreendida também a partir dos efeitos históricos do racismo, da escravização e da colonialidade sobre os modos de cuidado, exclusão e institucionalização. Segundo a presidenta do CFP, as comunidades terapêuticas atualizam formas de segregação e controle dirigidas, sobretudo, a populações historicamente vulnerabilizadas.

O diálogo foi encerrado com o lançamento da publicação Guia orientativo para o dimensionamento ético e a qualidade do cuidado da Psicologia na Saúde, material elaborado para orientar os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) na implementação da Resolução CFP nº 17/2022. A publicação oferece subsídios e propõe estratégias de incidência técnica e política, constituindo-se como material de apoio para orientação, fiscalização, monitoramento e formulação de ações relacionadas à inserção da Psicologia na organização do trabalho em saúde.

Desafios à Reforma Psiquiátrica

Durante os quatro dias de Congresso, as(os) conselheiras(os) do Plenário 2.0 estiveram em diversas atividades, dialogando sobre questões que atravessam a saúde mental, com destaque para redução de danos; desinstitucionalização de usuárias(os) em comunidades terapêuticas; atuação de psicólogas(os) na saúde mental, álcool e outras drogas; e direito ao cuidado e à dignidade de profissionais que atuam diretamente na Reforma Psiquiátrica brasileira.

Durante os debates, as(os) participantes chamaram atenção para as violações que ocorrem em comunidades terapêuticas, na contramão da Lei 10.216/2021 (Lei da Reforma Psiquiátrica brasileira) e dos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo País.

Usuárias(os) da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) também ressaltaram a importância do modelo de cuidado em liberdade, evidenciando que a transformação é possível desde que feita com inclusão, respeito e autonomia.

Muitos desses debates ocorreram na Sala Lima Barreto, espaço organizado pelo Conselho Federal de Psicologia e que recebeu esse nome em homenagem a Afonso Henriques de Lima Barreto (1881–1922), escritor e jornalista. Homem negro, neto de pessoas escravizadas e intelectual, Lima Barreto denunciou em suas obras o racismo, o classismo e as profundas desigualdades do Brasil.

A Sala Lima Barreto também foi espaço para a distribuição de publicações institucionais do CFP, voltadas à orientação do exercício profissional da categoria.

Outro debate organizado na sala destacou as ações promovidas pelo Conselho Federal de Psicologia para o avanço de pautas relacionadas à valorização profissional da categoria, como a jornada de até 30 horas e a regulamentação da psicoterapia – medidas que buscam fortalecer a qualidade do cuidado ofertado à população.

Além da presidenta Ivani Oliveira, compuseram a delegação do CFP para a realização desses debates a vice-presidenta, Thessa Guimarães; a conselheira-secretária, Carolina Freire (que representa o CFP na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde – CISM/CNS); e as(os) conselheiras(os) federais Rafael Wolski (que também integra a Diretoria da Abrasme), Thaynara Sipredi Souza Silva Xerente, Gigi Saboya, Rômulo Mafra, Ana Flávia Vieira de Mattos e Cristiano de Jesus Andrade.

A luta continua

O CFP encerrou sua participação no 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental com o diálogo “Memória, democracia, participação social e desafios contemporâneos”. Representado pela vice-presidenta do CFP, Thessa Guimarães, o encontro abordou a necessidade de articulações interinstitucionais para avançar na Reforma Psiquiátrica e evitar retrocessos na luta antimanicomial.

Thessa Guimarães destacou os avanços promovidos ao longo dos anos, mas pontuou a necessidade de reforçar o trabalho intersetorial articulado junto às entidades, aos movimentos sociais, aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS, )às universidades e a outros segmentos.

Na avaliação da vice-presidenta, a saúde mental dialoga com questões como a demarcação de terras indígenas, a luta por moradia,renda e trabalho digno, assim como outras questões sociais. “A luta antimanicomial não deve ser somente contra as casas manicomiais. O nosso compromisso não é só desfinanciar as comunidades terapêuticas, mas também combater o encarceramento em massa da população negra brasileira; combater as unidades de acolhimento socioeducativo que são, na prática, cadeia para crianças; combater as internações de longa duração para idosos, instaladas em diversos municípios brasileiros onde os idosos da classe trabalhadora terminam as suas vidas em abandono, indignidade, falta de higiene, quando não propriamente violência”, denunciou.

Confira aqui a galeria de imagens da participação do CFP no 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental.

10º Congresso ABRASME: CFP participa do maior congresso brasileiro sobre saúde mental com incidência em defesa da Reforma Psiquiátrica e do cuidado em liberdade

Nesta semana, entre 4 e 7 de junho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) participa, em Vitória/ES, do 10º Congresso Brasileiro de Saúde Mental. Realizado pela Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), esta edição tem como tema “Memória de luta e projetos de futuro: por uma sociedade sem manicômios”, propondo um espaço estratégico para o diálogo, a reflexão e a construção articulada de ações em defesa da luta antimanicomial.

O Congresso da ABRASME é destinado a trabalhadoras(es), estudantes, usuárias(os), familiares, pesquisadoras(es) e militantes dos direitos humanos, da saúde mental e da política sobre drogas, reunindo milhares de participantes em diálogos que apontam desafios contemporâneos e propostas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental.

Em um contexto marcado pelos 25 anos da Reforma Psiquiátrica brasileira e por disputas em torno dos rumos da política de saúde mental no país, o Congresso da ABRASME é um espaço estratégico de formulação, mobilização e incidência em defesa do cuidado em liberdade.

Durante toda a programação, o CFP participará de uma série de atividades voltadas à defesa da Reforma Psiquiátrica, ao fortalecimento da RAPS, à valorização da Psicologia e à promoção de práticas comprometidas com o cuidado em liberdade e a participação social. Entre as agendas, o CFP contará com uma sala exclusiva sobre temáticas transversais à saúde mental e de impacto para a categoria e para o conjunto da sociedade. A Sala Lima Barreto funcionará como espaço permanente de encontro entre profissionais, estudantes, pesquisadoras(es), movimentos sociais, usuárias(os) e demais participantes do Congresso. O espaço também se destina à distribuição de publicações, no cumprimento do compromisso institucional de orientar o exercício profissional da Psicologia.

Além da participação em mesas, debates, rodas de conversa e simpósios, o CFP contribuirá com discussões relacionadas ao controle social, à redução de danos, ao financiamento da política pública de saúde mental, à fiscalização de comunidades terapêuticas, à desinstitucionalização e à reparação histórica.

Confira as atividades com participação do CFP:

  • SALA LIMA BARRETO

Aberta de 4 a 7 de junho
Local: Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) – Campus de Goiabeiras
IC2 – Sala 105

  • 4 DE JUNHO (QUINTA-FEIRA)

9h às 12h | Minicurso 05: Saúde mental coletiva em emergências climáticas: cuidado, rede e planejamento estratégico
Local: IC2-Sala 109

Ministrantes:
Rafael Wolski (CFP)
Daniele Fraga Dalmaso
Cristiane School do Amaral

12h | Roda de Conversa
Valorização da psicóloga/e/o: saúde mental, 30h e piso salarial
Local: Sala Lima Barreto (IC2 – Sala 105)
Facilitadoras: Ivani Oliveira, Carol Freire e Thaynara Xerente

17h | Solenidade de Abertura do Congresso
Participação: Ivani Oliveira (CFP)

  • 5 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA)

9h | Encontro com Psicólogas(os) do Controle Social
Local: Sala Lima Barreto (IC2 – Sala 105)
Facilitadoras(es): Carol Freire (CFP), Rafael Wolski (CFP), Gigi Saboya (CFP) e Thessa Guimarães (CFP)

13h30 às 15h30 | 2º Simpósio de Redução de Danos: entre Saúde, Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos
Mesa 1 – Institucionalização na contemporaneidade: violações de direitos humanos e comunidades terapêuticas
Local: Auditório CEFD
Coordenação: Rafael Wolski (CFP)

13h30 às 15h30 | Roda de Conversa 12
Ação Intersetorial para a Fiscalização da Atuação em Psicologia e Desinstitucionalização de Usuários em Comunidades Terapêuticas no Município de Anápolis (GO)
Local: IC3 – Sala 105

Autoras(es):
Ana Flávia Vieira de Mattos (CFP)
Marco Aurélio da Silva Lima
Nadyene Moreira de Sousa Borges
Marco Aurélio da Silva Lima

  • 6 DE JUNHO (SÁBADO)

9h às 11h | Grande Debate II
Loucura, Democracia e Reparação
Local: Teatro da UFES – Sala 615
Coordenação: Ivani Oliveira (CFP)

11h às 11h20 | Lançamento da Resolução CFP nº 17/2022 Comentada
Local: Teatro da UFES – Sala 615
Facilitadora: Carol Freire (CFP)

11h30 | Roda de Conversa
Atuação de psicólogas(os) na saúde mental, álcool e outras drogas
Local: Sala Lima Barreto (IC2 – Sala 105)

Facilitadoras(es):
Gigi Saboya (CFP)
Yasmin Oliveira
Henrique Galhano

16h às 18h | Diálogo Temático 17
Territórios de Existência: o direito ao cuidado e a dignidade de quem faz a Reforma Psiquiátrica
Local: Auditório IC2

Mesa:
Creuza dos Santos
⁠Cristiano de Jesus Andrade (CFP)
Rachel Gouveia (UFRJ)
Roque Júnior (AGUSM/RS)
Mario Moro (MNLA)

16h às 18h | Diálogo Temático 10
Mobilizações e resistências para enfrentar o fascismo
Local: IC3 – Sala 205
Mediação: Rafael Wolski (CFP)

  • 7 DE JUNHO (DOMINGO)

9h às 11h | Grande Debate III
Memória, democracia, participação social e desafios contemporâneos
Local: Teatro da UFES – Sala 615
Mesa: Thessa Guimarães (CFP)

11h | Roda de Conversa
Atuação de psicólogas(os) em relações étnico-raciais
Local: Sala Lima Barreto (IC2 – Sala 105)

Facilitadoras(es):
Rômulo Mafra (CFP)
Carol Freire (CFP)
Ana Flávia Vieira de Mattos (CFP)

CFP abre consulta pública sobre a referência para a atuação da Psicologia com pessoas com deficiência

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), inicia nesta segunda-feira (1º de junho) uma consulta pública para reunir subsídios de profissionais de Psicologia para a futura publicação das Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas(os) em Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência.

A consulta pública é uma etapa fundamental que antecede o lançamento de todas as referências técnicas do Sistema Conselhos de Psicologia. O objetivo é promover uma consulta ampla e participativa junto à categoria, para ajustar as diretrizes propostas em uma minuta inicial de documento escrita por uma comissão de especialistas.

A consulta pública fica aberta até 30 de junho de 2026. Acesse a íntegra do documento e participe!

Etapas para participação
Para enviar suas contribuições à nova Referência Técnica, siga as seguintes etapas:

Leitura prévia: baixe o arquivo e realize a leitura integral do texto preliminar destinado à consulta pública. Acesse aqui o documento.

Envio de contribuições: acesse o formulário eletrônico e insira seus comentários e sugestões, considerando cada eixo estruturante que organiza a publicação.

Fique atento ao prazo: o formulário estará disponível para preenchimento até o dia 30 de junho de 2026. Após o encerramento do prazo, todas as contribuições serão consolidadas e encaminhadas à análise para a redação da versão final do documento.

Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal do CREPOP.

Sobre o CREPOP

O Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) é uma Política Nacional do Sistema Conselhos de Psicologia (CFP e CRPs) que busca qualificar, orientar e mapear a atuação de psicólogas e psicólogos nas diversas políticas públicas do País.

Para além de seu caráter técnico, o CREPOP exerce uma função ético-política fundamental: ética, ao balizar uma práxis profissional comprometida com a garantia de direitos e com a dignidade humana; e política, ao demarcar o papel crítico da Psicologia como ferramenta de transformação social e fortalecimento das políticas públicas.

Confira também o catálogo de Referências Técnicas já lançadas.

Prepare-se para a 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Edital CFP nº 6/2026, que torna pública a realização da 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). 

Iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (CONPAS), a 4ª Mostra será realizada entre setembro e outubro de 2026 e, neste ano, apresenta como tema “Territorialidades, Interseccionalidades e Práticas de Cuidados na Política de Assistência Social”, oportunizando espaço estratégico para a reflexão e o compartilhamento de experiências, saberes e práticas na área.

Ao reconhecer a potência da atuação da Psicologia no enfrentamento das desigualdades sociais e na efetivação dos direitos socioassistenciais – sob a perspectiva do compromisso ético e social da Psicologia – o evento busca possibilitar a análise crítica da atuação da Psicologia na política de assistência social. 

Podem participar profissionais, professoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes de Psicologia, além de outras(os) trabalhadoras(es) que atuam na política de assistência social e demais políticas públicas com ações intersetoriais correlatas. 

Etapas regionais

A 4ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia no Sistema Único de Assistência Social ocorrerá de forma descentralizada, em cada uma das cinco regiões do País. Confira o cronograma de eventos: 

Etapa Norte
Santarém/PA
CRP 10
Data do evento: 4 e 5 de setembro de 2026
Inscrições: 10/7 a 1/9/2026
Submissão de trabalhos: 10/7 a 25/07/2026

Etapa Centro-Oeste
Brasília/DF
CRP 01
Data do evento: 11 e 12 de setembro de 2026
Inscrições: 13/7 a 8/9/2026
Submissão de trabalhos: 13/7 a 29/07/2026

Etapa Sudeste
Vitória/ES
CRP 16
Data do evento: 25 e 26 de setembro de 2026
Inscrições: 27/7 a 22/9/2026
Submissão de trabalhos: 27/7 a 12/8/2026

Etapa Nordeste
Fortaleza/CE
CRP 11
Data do evento: 9 e 10 de outubro de 2026
Inscrições: 10/8 a 6/10/2026
Submissão de trabalhos: 10/8 a 26/8/2026

Etapa Sul
Florianópolis/SC
CRP 12
Data do evento: 30 e 31 de outubro de 2026
Inscrições: 31/8 a 27/10/2026
Submissão de trabalhos: 31/8 a 16/9/2026

Acesse aqui a íntegra do Edital CFP nº 6/2026 para obter todos os detalhes.

Mais informações podem ser obtidas pelo site conpas.cfp.org.br e pelos canais oficiais dos Conselhos Regionais de Psicologia sediadores das etapas.

Primeira APAF de 2026 delibera sobre importantes questões para o exercício profissional da Psicologia

O Sistema Conselhos de Psicologia realizou, neste final de semana, importantes deliberações sobre a atuação profissional de psicólogas(os) em todo o País. Entre os dias 23 e 24 de maio, representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) estiveram reunidos em Brasília/DF para a primeira edição de 2026 da APAF – Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia. O encontro contou com a participação de 111 pessoas delegadas.

A presidenta do CFP, Ivani Oliveira, destacou que a atividade ocorre em um momento que exige reflexão sobre os rumos da Psicologia e das políticas públicas que dialogam com a ciência e a profissão.

Durante a solenidade de abertura, receberam especial destaque os 25 anos da Reforma Psiquiátrica brasileira, cujos compromissos éticos, sociais e políticos com a transformação do cuidado em saúde mental devem ser continuamente reafirmados. “Ao longo dessas décadas, o Sistema Conselhos de Psicologia tem fortalecido sua atuação na consolidação de uma Rede de Atenção Psicossocial pautada no cuidado em liberdade, na valorização da dignidade e no protagonismo das pessoas em seus processos de cuidado e participação social”, ressaltou.

Sobre a APAF
Instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia, a APAF é realizada ordinariamente duas vezes ao ano, reunindo delegações do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia. Confira os destaques dos dois dias de debates da primeira edição de 2026 da Assembleia:

Ações afirmativas
Aprovada a minuta de resolução que trata da reserva de vagas em concursos e processos seletivos do Sistema Conselhos de Psicologia. A normativa é fruto de trabalho de Grupo de Trabalho criado em maio de 2025, com o objetivo de regulamentar o tema de forma padronizada. Com a entrega do documento, o GT foi encerrado por unanimidade.

Orientação e fiscalização
Também foi aprovada a continuidade do Grupo de Trabalho para revisão da política de orientação e fiscalização no âmbito do Sistema Conselhos de Psicologia. A manutenção da instância busca garantir a observância de critérios éticos, técnicos e científicos na prática profissional em todo o território nacional.

Psicoterapia
Conselheiras(os) de todo o País debateram o exercício da psicoterapia e sua regulamentação por lei como prática privativa de psicólogas(os). O debate abordou a atuação baseada em métodos e técnicas próprios da Psicologia; a produção de documentos técnicos, normativos e orientativos; e a proteção da sociedade frente à oferta de intervenções sem respaldo técnico-científico adequado. Entre os encaminhamentos, está a realização de reunião colegiada entre os Conselhos de Psicologia para alinhamento das próximas estratégias.

Teto de anuidades
O plenário da APAF aprovou os valores máximos de referência para que, em Assembleia Orçamentária Regional, a categoria defina as anuidades do exercício de 2027.

De acordo com a deliberação, o valor máximo para pessoa física poderá chegar a R$ 875,09. Para pessoa jurídica, o teto varia conforme o capital social, entre R$ 993,19 e R$ 7.883,27.

A anuidade é um tributo previsto em lei para a manutenção do Sistema Conselhos. Psicólogas(os), assim como outras(os) profissionais de profissões regulamentadas, contribuem para assegurar a estrutura de orientação e fiscalização, garantindo serviços prestados com qualidade técnica e ética à sociedade.

Revista Psicologia: Ciência e Profissão
Em conformidade com a Portaria CFP nº 18/2020, foram designadas as representações regionais que passam a compor a comissão editorial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão. A publicação desempenha papel estratégico na difusão do conhecimento científico, na qualificação da formação e no fortalecimento da produção acadêmica e técnica da Psicologia brasileira. Foram aprovadas(os):
Região Sul: Roberto Moraes Cruz
Região Sudeste: Laíss Bertola
Região Nordeste: Jeane Tavares
Região Norte: Valber Sampaio
Região Centro-Oeste: Iolanda Brandão

Consulta Nacional
Também foi aprovada a constituição de Grupo de Trabalho para revisar, aperfeiçoar e propor ajustes ao Regimento Eleitoral (Resolução CFP nº 10/2024), que orienta as eleições dos Conselhos Regionais e a Consulta Nacional do CFP. A revisão terá como foco o pleito de 2028, considerando análises decorrentes das eleições de 2025.

Segurança à sociedade
A APAF deliberou pela alteração da Resolução CFP nº 011/2019, que institui o Código de Processamento Disciplinar. A proposta inclui a previsão de medida cautelar de suspensão preventiva em casos de denúncias ou investigações por crimes hediondos cometidos por psicólogas(os). A medida visa proteger a população, evitando a exposição a profissionais que possam representar risco.

Grupos de Trabalho
Os Grupos de Trabalho da APAF promovem reflexões sobre temas relevantes para o exercício profissional, com a elaboração de recomendações e documentos orientativos.
Nesta edição, foi aprovada a continuidade de GTs sobre temas como pessoas intersexo e assexuais; comunidades terapêuticas e instituições manicomiais; Psicologia do tráfego; emergências e desastres em territórios indígenas; e Neuropsicopedagogia.
Também permanecem em atividade GTs voltados à responsabilização por assédio e outras violências de gênero no Sistema Conselhos; políticas de orientação e fiscalização; e uso de maconha e psicodélicos em contexto terapêutico.

Confira a íntegra dos debates no canal do CFP no YouTube e acompanhe os desdobramentos das deliberações.

23/5/2026 – PERÍODO DA MANHÃ
23/5/2026 – PERÍODO DA TARDE
24/5/2026 – PERÍODO DA MANHÃ

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Sistema Conselhos de Psicologia realiza a primeira edição de 2026 da APAF

Representantes do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e dos 24 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) de todo o País reúnem-se em Brasília (DF), nos dias 23 e 24 de maio, para a primeira edição de 2026 da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF). O evento marca, ainda, a primeira condução da atividade pelo Plenário 2.0 do CFP.

O encontro é um espaço de diálogo e deliberação sobre temas fundamentais para o exercício profissional da Psicologia em todo o território nacional. Entre os destaques estão: a psicoterapia como prática privativa de psicólogas(os); a atuação na avaliação e gestão de fatores de risco psicossociais no contexto da NR-01; o exercício profissional em situações de emergências e desastres; e a inscrição de profissionais estrangeiros.

Também integram a pauta temas como a atuação em comunidades terapêuticas e instituições manicomiais similares; o enfrentamento ao capacitismo; e a prestação de serviços psicológicos no contexto do trânsito. A Assembleia debaterá ainda a revisão da política de orientação e fiscalização dos Conselhos de Psicologia, a responsabilização por assédio e violências de gênero no Sistema Conselhos e a atualização do teto das anuidades para o exercício de 2027.

Os debates serão transmitidos ao vivo pelo canal do CFP no YouTube, a partir das 9h.

Sobre a APAF

Criada em 1996, a APAF é a instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia e ocorre ordinariamente duas vezes ao ano, reunindo delegações do CFP e dos Conselhos Regionais.

Suas deliberações têm impacto direto no exercício profissional, ao estabelecer diretrizes para a orientação ética, técnica e científica da Psicologia no País.

A Assembleia também promove reflexões sobre os desafios da formação e do exercício profissional, além de deliberar sobre atos normativos que orientam a atuação da categoria em diferentes contextos.

Marque na agenda e acompanhe os debates ao vivo pelo links:

23/5/2026 – PERÍODO DA MANHÃ
23/5/2026 – PERÍODO DA TARDE
24/5/2026 – PERÍODO DA MANHÃ

Sistema de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia: CFP lança edital para seleção de pareceristas ad hoc

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de lançar o Edital CFP nº 5/2026  para a seleção de pareceristas ad hoc do Sistema Aluízio Lopes de Brito de Análise de Compatibilidade de Práticas com a Psicologia (SAPP). 

Regulamentado por meio da Resolução CFP 15/2023 (alterada pela Resolução CFP 18/2024), o SAPP tem por finalidade a análise da compatibilidade de práticas com o exercício profissional da Psicologia. Para seu funcionamento, o Sistema conta, em sua composição, com representação de conselheiras(os) do CFP,  especialistas indicadas(os) pela Autarquia e especialistas ad hoc, selecionadas por chamamento público.

Conforme critérios estabelecidos no edital, candidatas(os) psicólogas(os) devem ter inscrição regular e ativa no respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP) com, no mínimo, dez  anos de atuação comprovada. No caso de pesquisadoras(es) graduadas(os) em Psicologia, é necessário apresentar título de doutorado em cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

As(os) candidatas(os) deverão, ainda, atender a critérios de elegibilidade específicos, não podendo ter condenação criminal com pena superior a dois anos decorrente de sentença transitada em julgado, salvo nos casos de reabilitação legal devidamente comprovada por meio de declaração da(o) própria(o) candidata(o). Também não poderão apresentar condenação disciplinar por infração ao Código de Ética Profissional da(o) Psicóloga(o), com decisão definitiva na esfera administrativa há menos de cinco anos, nem condenação por infração administrativa, igualmente transitada em julgado, no mesmo período. 

As inscrições podem ser realizadas entre 22 de junho e 27 de julho de 2026 pelo formulário eletrônico. O resultado da seleção será disponibilizado no site do CFP (www.cfp.org.br) até o dia 31 de agosto de 2026.

Acesse a íntegra do Edital CFP nº 5/2026, confira todas as informações e participe.

Processo de seleção

Conforme previsto no regramento, as(os) candidatas(os) a pareceristas serão selecionadas(os) entre profissionais psicólogas(os) e pesquisadoras(es), com base na análise de seus Currículos Lattes e das informações fornecidas no formulário eletrônico de inscrição. 

Serão igualmente considerados o conhecimento sobre a formação e a atuação profissional em Psicologia e suas interfaces com outros campos, a existência de trabalhos publicados qualificados ou de experiência nos processos de trabalho indicados para atuação como pareceristas, bem como o domínio de métodos e técnicas de investigação e de práticas em Psicologia. 

Mais informações sobre o SAPP estão disponíveis neste link.