Conselhos de Psicologia de todo o país realizam última APAF de 2025

Nos dias 13 e 14 de dezembro, representantes do Conselho Federal (CFP) e dos 24 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) se reúnem em Brasília/DF para a última edição de 2025 da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF).

O encontro será marcado pela participação das gestões recém-eleitas para os Conselhos de Psicologia, em um diálogo acerca de questões fundamentais para o exercício profissional da categoria em todo o país. Entre elas, a inclusão de pessoas com deficiência; ações de enfrentamento ao racismo; meios de resolução consensual de conflitos; atuação de profissionais de Psicologia em comunidades terapêuticas; e processos regulatórios dos usos assistidos de psicodélicos em psicoterapias. 

Estão previstas na pauta ainda temáticas relacionadas à responsabilização de atos de assédio e violências de gênero no Sistema Conselhos de Psicologia; cibersegurança, governança e aplicação de Inteligência Artificial (IA) no contexto da Psicologia; estratégias de enfrentamento ao sofrimento psíquico de psicólogas e psicólogos; bem como a atuação da categoria frente a emergências e desastres, entre outros assuntos. 

Todos os debates serão transmitidos ao vivo pelo canal do Conselho Federal de Psicologia no YouTube, a partir das 9h.

Sobre a APAF

Criada em 1996, a Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) é um  espaço democrático de diálogo sobre os principais aspectos da formação e do exercício profissional de psicólogas e psicólogos em todo o território nacional.

Instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia, a APAF é realizada ordinariamente, duas vezes ao ano, reunindo delegações do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia.

Todas as deliberações realizadas na  APAF têm impacto direto no exercício profissional, uma vez que nesse espaço estratégico da Psicologia são aprovadas diretrizes com foco na orientação ética, técnica e científica. 

Durante a APAF também são realizadas reflexões sobre os desafios da formação e do exercício profissional. Além disso, importantes atos normativos que auxiliam a categoria nos mais variados assuntos em seu cotidiano laboral passam pelas deliberações da Assembleia.

Marque na agenda e acompanhe os debates pelo links:

13/12/2025 – PERÍODO DA MANHÃ

13/12/2025 – PERÍODO DA TARDE

14/12/2025 – PERÍODO DA MANHÃ

14/12/2025 – PERÍODO DA TARDE

Avaliação psicológica segue como condição obrigatória para obtenção de CNH

O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 1.327/2025, que altera a Lei nº 9.503/1997, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB); e a Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, que normatiza o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação.

As normativas mantém a obrigatoriedade da avaliação psicológica como critério para obtenção da CNH – a Carteira Nacional de Habilitação, com exame realizado exclusivamente por profissionais especialistas em Psicologia de Tráfego.

A avaliação psicológica está prevista no CTB e tem importante vínculo com a prevenção de acidentes, a proteção da vida e a promoção da saúde e da segurança viária.

Diante do anúncio de que alterações no processo legal de obtenção da CNH seriam realizadas, o Conselho Federal de Psicologia e a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit) articularam ações em defesa da avaliação psicológica e sua realização exclusivamente por psicólogas(os) especialistas em Psicologia do Tráfego, incluindo envio de ofício a diversos órgãos do Governo Federal.

Confira neste carrossel mais informações.

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CFP e Abrapsit oficiam Governo Federal em defesa da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego na obtenção da CNH

CFP e Abrapsit oficiam Governo Federal em defesa da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego na obtenção da CNH

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) enviou nesta segunda-feira (8) ofício ao gabinete da Presidência da República, à Casa Civil e ao Ministério dos Transportes reforçando a defesa da permanência da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego nos processos de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O documento, também subscrito pela Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (ABRAPSIT), aponta que a avaliação psicológica é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e desempenha papel essencial na promoção da segurança viária, prevenção de sinistros e proteção da vida.

A avaliação psicológica tem como finalidade identificar se candidatos e candidatas à habilitação reúnem condições psicológicas necessárias para conduzir veículo automotor, considerando aspectos cognitivos, emocionais e de personalidade. O procedimento também é obrigatório para condutoras(es) que exercem atividade remunerada, no momento da renovação da CNH.

O ofício destaca que a prática é realizada exclusivamente por psicólogas(os) especialistas em Psicologia do Tráfego, conforme determina o CTB e as normativas do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), assegurando rigor técnico, ético e metodológico.

Dados e evidências

CFP e Abrapsit alertam que mais de 90% dos sinistros de trânsito têm relação com o fator humano, e que a avaliação psicológica é reconhecida internacionalmente como medida preventiva essencial – em consonância com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de organismos regionais de segurança viária.

As instituições também destacam que os sinistros de trânsito geram impactos econômicos significativos ao Estado e à sociedade, incluindo gastos com saúde pública, indenizações, perda de produtividade e danos emocionais às vítimas e suas famílias.

No ofício, o CFP reforça que a retirada da avaliação psicológica não se trata de modernização ou simplificação burocrática, mas sim de retrocesso e aumento de risco para a população.

Para o Conselho Federal de Psicologia, ao assegurar a realização da avaliação psicológica por profissionais da Psicologia do Trânsito “o Estado brasileiro reafirma seu compromisso com a segurança viária, a saúde mental, a prevenção e a proteção da vida, alinhando-se à Política Nacional de Trânsito e às melhores práticas internacionais”.

Leia o ofício na íntegra

Revista PCP encerra 2025 com edição especial sobre interseccionalidades

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou, durante o 7º Congresso Brasileiro de Psicologia (CBP), realizado de 19 a 22 de novembro em Brasília/DF, a edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) intitulada “PCP 50 anos: Interseccionalidades”. O fascículo reúne 15 artigos que tratam de saúde mental, atenção psicossocial, política da infância, gênero e sexualidades na Psicologia, aborto legal, relações raciais, educação inclusiva e luto.

A edição problematiza o campo da Psicologia nas políticas públicas brasileiras a partir dos estudos interseccionais, considerando o percurso histórico das psicologias no país e as construções epistêmicas dos movimentos sociais.

A revista destaca especialmente a contribuição das mulheres negras para a consolidação da interseccionalidade como conceito fundamental às psicologias no campo das políticas públicas.

A conselheira-tesoureira do CFP e editora da Revista PCP, Neuza Guareschi, explica que a proposta inicial era incluir artigos sobre interseccionalidade no número comemorativo dos 50 anos do Sistema Conselhos de Psicologia. “Temos o tema já bastante desenvolvido entre as questões da diversidade sexual, racial, pessoas com deficiência, questões de gênero, geralmente voltadas para os direitos humanos. Agora, essas questões estão sendo trabalhadas também por outras áreas da Psicologia. É nesse sentido que este número se torna tão importante”, destaca.

Capacitação editorial

De 4 a 7 de novembro, a equipe técnica da Revista PCP e o comitê gestor da Rede de Periódicos da Psicologia (PEPSIC) participaram do Congresso da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), em João Pessoa/PB. 

Com o tema “Avançando na qualificação e inovação da editoria científica”, o encontro trouxe debates sobre ciência aberta, boas práticas editoriais, Inteligência Artificial (IA) e desafios como a escolha de pareceristas e obtenção de recursos para publicações.

Neuza Guareschi pontua que a ABEC tem contribuído com estratégias e alternativas para enfrentar esses desafios, especialmente diante da crescente relevância da ciência aberta e da IA nos processos editoriais.

Outros especiais

Em 2025, a Revista PCP publicou 30 artigos em fluxo contínuo e lançou duas edições especiais. A mais recente, intitulada Formação em Psicologia na América Latina, Caribe e Países de Língua Portuguesa, foi apresentada no XI Congresso da Associação Latinoamericana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI).

Ainda este ano, mais 15 textos deverão ser lançados em fluxo contínuo.

Sobre a PCP

Criada por meio da Resolução CFP 26/1979, a Revista Psicologia: Ciência e Profissão é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

Sua missão é contribuir para a formação científica e profissional da(o) psicóloga(o) brasileira(o) e disseminar o conhecimento pesquisadoras(es) e profissionais da área..

Saiba mais:

Leia a edição especial da Revista PCP – PCP 50 anos: Interseccionalidades

Leia a edição especial da Revista PCP sobre Formação e Internacionalização da Psicologia

Leia os artigos da Revista PCP publicados este ano

Saiba como publicar na Revista PCP

CFP lança orientações para a atuação da Psicologia junto a crianças e adolescentes frente aos desafios do mundo digital

Já está disponível nos canais oficiais do Conselho Federal de Psicologia (CFP) a publicação A Psicologia frente ao mundo digital: orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes. A obra foi lançada durante o simpósio “Uso de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes: problematizações e orientações”, atividade que integrou a programação do 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão, realizado em Brasília/DF de 19 a 22 de novembro.

Elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre o uso consciente de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes, o material apresenta diretrizes e referenciais para a prática profissional de psicólogas e psicólogos diante dos impactos das tecnologias digitais na saúde mental e no desenvolvimento infantojuvenil, ao considerar o direito dessa população de ser cuidada e protegida.

O GT é composto pela vice-presidente do CFP, Izabel Hazin, e pelas conselheiras federais Raquel Guzzo e Marina Poniwas. Também integram o grupo Maíra Almeida, Gabriela Vescovi, Beatriz Sancovsky, Michael Jackson Andrade e Eduardo Miranda, pesquisadoras e pesquisadores especialistas no tema.

Conheça a publicação

O guia busca promover uma atuação ética, crítica e comprometida com o bem-estar de crianças e adolescentes em um mundo cada vez mais mediado por telas.

Para a conselheira vice-presidente do CFP e coordenadora do GT, Izabel Hazin, o processo de construção do guia representou um trabalho coletivo e interinstitucional, resultado do compromisso da Psicologia com a promoção do desenvolvimento saudável e do bem-estar digital de crianças e adolescentes.

“O guia reúne informações, pesquisas e orientações práticas sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes. Sua estrutura foi pensada para oferecer um panorama amplo, abordando desde os contextos de uso e os direitos digitais até temas como bem-estar, riscos e oportunidades no ambiente virtual”, destaca Hazin.

Com base em evidências científicas e referenciais éticos da Psicologia, o documento oferece subsídios teóricos e práticos para o trabalho em diferentes contextos: clínico, educacional, comunitário e institucional. Entre os temas abordados estão o uso problemático de telas, os efeitos neurobiológicos e cognitivos das tecnologias, as violências e desigualdades no ambiente digital, a publicidade infantil e os direitos digitais, o uso de tecnologias assistivas e a promoção da cidadania digital.

O texto também propõe orientações específicas para a atuação profissional, destacando a importância da mediação afetiva, da escuta qualificada e da co-responsabilidade entre família, escola, sociedade e políticas públicas. As diretrizes indicam caminhos para que o uso das tecnologias ocorra de forma consciente e ajustada às diferentes fases do desenvolvimento.

A publicação conta ainda com contribuições de especialistas, pesquisadoras(es) e representantes de entidades da área da Psicologia, demonstrando o caráter coletivo e plural do trabalho.

O conteúdo foi discutido e aprimorado a partir do encontro “Diálogos Pré-lançamento – O uso consciente de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes”. Realizada em agosto de 2025, a atividade reuniu entidades reconhecidas por sua atuação nas áreas da infância, adolescência e tecnologias digitais, em um momento de diálogo e reflexão coletiva sobre os desafios contemporâneos da atuação profissional.

Acesse a íntegra da publicação A Psicologia frente ao mundo digital: orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes.

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CFP lança nova coleção de publicações sobre Neuropsicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou nesta semana, uma nova coleção de publicações voltadas à área da Neuropsicologia. O conjunto reúne cartilhas produzidas para orientar a atuação ética e técnica de profissionais da Psicologia em diferentes campos, como Neuropsicologia do Esporte, Escolar, Hospitalar e Forense, além de temas interrelacionados, como Saúde Coletiva e Teleneuropsicologia.

O lançamento ocorreu durante a participação do CFP na XV Reunião Anual do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento (IBNeC), realizada entre os dias 25 e 28 de novembro, em Recife/PE, e apoiada por meio da Política de Patrocínio e Apoio Institucional (Resolução CFP 20/2023), que incentiva iniciativas científicas, profissionais e sociais voltadas ao fortalecimento da Psicologia, à defesa dos direitos humanos e à ampliação da oferta de atividades de formação para a categoria.

O evento contou com a participação da conselheira vice-presidenta do CFP Izabel Hazin. Para ela, o lançamento das novas cartilhas representa um importante avanço no debate e na troca de informações acerca desse campo de atuação. “Com esse conteúdo, o Conselho Federal de Psicologia destaca seu papel precípuo de orientar profissionais em todo o país com informações técnico-científicas de extrema relevância e reafirma sua missão de orientar e fortalecer a atuação profissional em diferentes contextos da Neuropsicologia”, pontuou.

A conselheira federal ressaltou que essas publicações não apenas ampliam o debate e a troca de conhecimentos, mas também contribuem para que psicólogas e psicólogos em todo o país possam exercer sua profissão com ainda mais rigor ético, qualidade técnica e compromisso social. “Trata-se de um passo essencial para consolidar a Neuropsicologia como campo estratégico dentro da Psicologia, em diálogo permanente com a ciência e com as demandas da sociedade”, finalizou.

A programação do congresso também contou com a participação do conselheiro federal Evandro Peixoto e de membros da Comissão Consultiva de Avaliação Psicológica (CCAP) do CFP, em mesa sobre as perspectivas futuras do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI).

A participação do Conselho Federal de Psicologia no evento reforça o compromisso institucional com o fortalecimento da atuação profissional e a articulação em rede, além de ampliar o diálogo com a comunidade científica e acadêmica sobre temas estratégicos para a profissão.

As cartilhas foram elaboradas pelo Grupo de Trabalho Neuropsicologia, composto por Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) do CFP, bem como por entidades científicas da neuropsicologia e avaliação psicológica do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia (IBNeC), da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBnP) e do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP), além de representantes ad hoc da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP).

As novas cartilhas integram o conjunto de títulos que compõem a série do CFP sobre Neuropsicologia. Conheça um pouco mais sobre cada publicação:

Cartilha de Neuropsicologia do Esporte

Introduz a Neuropsicologia do Esporte como área que integra aspectos cognitivos e neuropsicológicos ao desempenho esportivo, ao destacar funções como atenção, memória e autorregulação. Apresenta a evolução histórica da área e sua importância para a prática profissional, seleção, segurança e desenvolvimento de atletas.

Cartilha de Neuropsicologia Escolar

Apresenta a Neuropsicologia Escolar como campo que articula ciência, ética e prática para compreender processos cognitivos e socioemocionais no contexto educativo. Contempla fundamentos técnicos para psicólogos e educadores atuarem de forma interdisciplinar na promoção do desenvolvimento e na prevenção de dificuldades.

Cartilha de Neuropsicologia Hospitalar

Enfatiza a Neuropsicologia Hospitalar como área essencial para compreender e intervir em manifestações cognitivas, emocionais e comportamentais no contexto clínico, envolvendo atuação interdisciplinar em diversos ambientes hospitalares. Destaca a evolução histórica da área, os fundamentos de prática, a necessidade de formação contínua e os desafios e perspectivas futuras para profissionais da Psicologia.

Cartilha de Neuropsicologia Forense

Ressalta a Neuropsicologia Forense como área pericial baseada na imparcialidade técnico-científica, cuja função é oferecer avaliações rigorosas que auxiliem decisões judiciais em diferentes esferas. Aborda sua trajetória histórica, campos de atuação e contribuições para a formação e prática profissional, fortalecendo a neuropsicologia e a justiça.

Cartilha de Neuropsicologia e Saúde Coletiva

Destaca a integração entre Neuropsicologia e Saúde Coletiva, defendendo práticas científicas, socialmente comprometidas e eticamente orientadas que reconheçam o impacto dos determinantes sociais na saúde e no funcionamento cognitivo. Apresenta os fundamentos, os desafios e as possibilidades dessa atuação ampliada e destaca seu papel estratégico na promoção da equidade, da justiça social e de políticas públicas voltadas ao cuidado integral.

Cartilha de Teleneuropsicologia

Introduz a Teleneuropsicologia como um campo que une Neuropsicologia e tecnologia para ampliar o acesso a serviços especializados com qualidade, segurança e responsabilidade ética. Oferece fundamentos teóricos e práticos para orientar profissionais na implementação dessa modalidade e reforça o papel do CFP na regulamentação e promoção de práticas inovadoras e comprometidas com os direitos humanos.

Todos esses lançamentos estão disponíveis gratuitamente no site do CFP. Confira.

CFP encerra participação no 7º CBP e reforça compromisso com a Psicologia crítica e transformadora

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) concluiu sua participação no 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (7º CBP), realizado em Brasília entre os dias 19 e 22 de novembro.

O evento reuniu 7,6 mil inscritos, com cerca de 3 mil pessoas circulando simultaneamente nos espaços da Universidade Católica de Brasília (Taguatinga/DF), e promoveu mais de 2 mil atividades entre conferências, mesas-redondas, oficinas, simpósios, minicursos, rodas de conversa, comunicações orais e apresentações de pôsteres.

Na programação do CFP, foram realizadas mais de 80 atividades, incluindo o lançamento de livros e revistas, além da entrega de três premiações nacionais: o Prêmio Profissional Virgínia Bicudo: Práticas para uma Psicologia Antirracista, o Prêmio Profissional Sylvia Leser de Mello: Práticas Inovadoras no Exercício da Psicologia e o Prêmio Profissional Avaliação Psicológica e Justiça Social.

As salas temáticas do CFP reuniram debates sobre direitos humanos, diversidade, justiça social e ética na Psicologia, abordando temas como descolonização, gênero e sexualidade, inclusão de pessoas com deficiência, povos indígenas, impactos do capitalismo, emergências e desastres, discursos de ódio, tecnologia, meio ambiente e políticas públicas.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destacou o papel transformador da Psicologia representado ao longo das atividades que permearam o 7º CBP. “Só a inquietação pode nos fazer construir uma Psicologia das insurgências, diante das misérias e dos porões do mundo. Viver neste país é insistir o tempo inteiro por uma outra realidade. E este Congresso reafirma nossa disposição em criar caminhos de resistência e transformação”, ressaltou.

A conselheira do CFP e presidenta da comissão organizadora do 7º CBP, Juliana Guimarães, chamou a atenção para a dimensão histórica do encontro. “Foram quatro dias que marcaram a história da Psicologia brasileira. Tivemos 7.649 inscritos, mais de 2 mil atividades e a dedicação de 555 estudantes voluntários, que foram a alma do Congresso. Este encontro plural e democrático mostrou que a Psicologia se constrói também na convivência, na diversidade e no compromisso ético com todas as existências”, celebrou.

Juliana Guimarães pontuou que o 7º CBP também inaugurou espaços inclusivos, como o espaço de acolhimento, o espaço família e o ponto de cuidado, reafirmando que a Psicologia só se faz completa quando abraça todas as formas de existência.

Além das premiações, a cerimônia de abertura e as conferências magnas foram transmitidas ao vivo e estão disponíveis no canal oficial do CFP no YouTube.  

Confira a galeria de fotos.

Prêmio Profissional Avaliação Psicológica e Justiça Social reconhece profissionais que promovem experiências e pesquisas comprometidas com populações historicamente minorizadas

Lançado no início deste ano, o 1º Prêmio Profissional Avaliação Psicológica e Justiça Social teve seus trabalhos vencedores congratulados em 22 de novembro, durante o 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (CBP), realizado no Distrito Federal. A iniciativa do Conselho Federal de Psicologia (CFP) reconhece profissionais que fortalecem práticas avaliativas inclusivas e contextualizadas, promovem experiências e pesquisas comprometidas com populações historicamente minorizadas e contribuem para uma avaliação psicológica orientada pelos princípios de justiça social e inclusão.

Nesta primeira edição, foram selecionados nove trabalhos, três por categoria (prática profissional, pesquisa e desenvolvimento de testes psicológicos), além de menção honrosa a um trabalho que se destacou. A avaliação foi conduzida pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica do CFP.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, ressaltou que as iniciativas premiadas reafirmam o papel da Psicologia na sociedade brasileira, enquanto práticas que rompem paradigmas e introduzem metodologias pensadas para atender populações socialmente minorizadas.

Alessandra Almeida enfatizou que reconhecer esses trabalhos significa fortalecer uma Psicologia mais inclusiva e comprometida com o enfrentamento das desigualdades. “Esse prêmio foi instituído para identificar, valorizar e dar visibilidade aos estudos e experiências que contribuem de forma concreta para o avanço da avaliação psicológica na interseção com a justiça social”, ressaltou.

O conselheiro do CFP Evandro Peixoto, coordenador da Comissão Consultiva de Avaliação Psicológica, pontuou que a criação do prêmio é parte de uma trajetória histórica de regulamentação e qualificação da Psicologia enquanto ciência e profissão. “A avaliação psicológica não é apenas um procedimento técnico, mas também uma prática política e social. Os trabalhos premiados mostram que, quando orientada por ética, equidade e respeito à diversidade, a Psicologia se torna um vetor fundamental da promoção da justiça social”, destacou.

Evandro Peixoto relembrou que, desde a criação do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI) em 2003, o CFP vem consolidando diretrizes que garantem instrumentos válidos, precisos e culturalmente sensíveis, culminando em resoluções recentes que incorporam explicitamente os princípios da equidade e da diversidade.

Confira as categorias, trabalhos vencedores e menções honrosas:

Categoria: Prática profissional

1º lugar
Título: Avaliação psicológica de mulheres em contexto de violência psicológica: atuação em uma delegacia de polícia
Autor(a) principal: Samira Mafioletti Macarini Frizon

2º lugar
Título: Avaliação psicológica como ferramenta de justiça social em Internações por transtorno do uso de substâncias
Autor(a) principal: Ana Caroline de Souza Corrêa
Autores(as): Claudia Mendes Ruffo, Victoria Regina Vitor da Cruz, Charles da Rosa Vieira, Fabiana Saffi

3º lugar
Título: Avaliação psicológica em serviço-escola: promoção de justiça social
Autor(a) principal: Denise Balem Yates

Menção honrosa
Título: Protagonismo, justiça social e equidade na avaliação psicológica: integração do ensino e extensão no SUS
Autor(a) principal: Joana Corrêa de Magalhães Narvaez
Autoras(es): Gabriela Wagner, Débora Arbo, João Pedro Dutra e manter como autora principal Joana Narvaez

Categoria: Pesquisa

1º lugar
Título: Estresse em mulheres travestis e trans: avaliando os impactos interseccionais da raça e faixa etária
Autor(a) principal: Leogildo Alves Freires
Autores(as): Isabellí Geovanutti Farias de Souza, Julio Cezar Albuquerque da Costa, Luan Filipy Freire Torres e Gleidson Diego Lopes Loureto

2º lugar
Título: Saúde mental e acessibilidade: a adaptação da Escala DASS-21 para a Língua Brasileira de Sinais
Autor(a) principal: Valéria Gonzatti
Autores(as): Lorena Milon de Alencar

3º lugar
Título: Mulheres que vivem com HIV no Brasil: estigma e qualidade de vida
Autor(a) principal: Beatriz Cristina Pacini Labonia
Autores(as): Edna Maria Severino Peters Kahhale

Categoria: Testes Psicológicos

1º lugar
Título: Escala de Funcionamento Adaptativo (EFA): estudos psicométricos e aplicações clínicas em transtornos do neurodesenvolvimento
Autor(a) principal: Thais Selau
Autores(as): Mônia Aparecida da Silva, Denise Ruschel Bandeira

2º lugar
Título: Superando invisibilidades na psicometria: adaptação e validação de instrumentos direcionados às experiências LGBT+ no Brasil
Autor(a) principal: Thaís de Castro Jury Arnoud
Autores(as): Marina Feijó, Clarissa Pinto Pizarro de Freitas, Luísa Fernanda Habigzang

3º lugar
Título: Bateria de avaliação das altas habilidades/superdotação (BAAH/S): normatização de instrumento
Autor(a) principal: Tatiana de Cassia Nakano
Autores(as): Ricardo Primi

Confira a galeria de imagens da premiação.

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CFP premia práticas inovadoras da terceira edição do Prêmio Profissional Sylvia Leser de Mello

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, em 21 de novembro, a cerimônia de entrega da terceira edição do Prêmio Profissional Sylvia Leser de Mello: Práticas Inovadoras no Exercício da Psicologia. O evento integrou a programação oficial do 7º Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão (CBP), no Distrito Federal, e reconheceu iniciativas que promovem avanços científicos e sociais na área.

Nesta edição, 101 trabalhos foram inscritos e avaliados por 20 pareceristas. Ao todo, nove projetos foram selecionados em três categorias — cada uma com três vencedores — além de menções honrosas. As práticas reforçam o compromisso da Psicologia com a produção de conhecimento inovador e com a transformação da sociedade.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destacou que o Prêmio Sylvia Leser de Mello é um espaço único para reconhecer práticas inovadoras e pesquisas desafiadoras, além de ressaltar a diversidade da Psicologia brasileira e o compromisso ético da profissão, lembrando que enfrentar os desafios contemporâneos exige criatividade e rigor científico.

Alessandra Almeida também enfatizou o papel transformador da Psicologia, que inspira futuras gerações a buscar novas formas de compreender e intervir na realidade social. “É uma honra testemunhar e celebrar a pluralidade e a riqueza do pensamento psicológico que emerge de tantos cantos do Brasil”, ressaltou.

O conselheiro federal Virgílio Bastos destacou o caráter histórico e dinâmico da Psicologia e pontuou que a profissão é fruto do esforço coletivo de diferentes gerações que contribuem para o avanço da ciência e para a construção contínua da profissão. “O exercício profissional é dinâmico e se constitui a partir da dedicação cotidiana de muitos profissionais”, afirmou.

A diversidade regional dos trabalhos inscritos e o caráter relacional das práticas inovadoras foram celebradas pelo conselheiro federal Jefferson Bernardes. “A inovação não se resume ao uso de tecnologias duras, mas também às metodologias que fortalecem vínculos e transformam realidades”, finalizou.

Conheça as categorias, práticas vencedoras e menções honrosas:

Categoria: Experiências ou produtos derivados do trabalho profissional individual ou coletivo de psicóloga ou psicólogo

– 1º lugar

Título: Registro: uma ferramenta engajadora ao suporte psicológico em UTI Neonatal
Autor(a) principal: Ester Senna Monteiro de Farias

– 2º lugar

Título: REXISTE Ocupação cultural – arte, psicologia e luta por moradia
Autor(a) principal: João Pedro Kowacs Castro
Autoras(es): Leonardo de Oliveira

– 3º lugar

Título: Do quintal produtivo ao cuidado coletivo: relato de experiência profissional em território rural
Autor(a) principal: Aline Marques

– Menções honrosas

Título: Brincar é coisa séria: intervenções lúdicas para promoção de saúde com crianças e adolescentes com doenças hematológicas crônicas
Autor(a) principal: Érika Arantes de Oliveira Cardoso
Autoras(es): Filipe Henrique Vicente da Silva, Mônica Cordeiro Rodrigues, Isabela Mesquiati, Manoel Antônio dos Santos, Diego Domingos Bueno

Título: Menos telas, mais presença: construindo conexões reais para promoção da saúde mental infantil
Autor(a) principal: Rachel de Siqueira Dias

Título: Contribuição do psicólogo no contexto educacional: tecendo ações e diálogos no cuidado dos estudantes urbanos, rurais e ribeirinhos
Autor(a) principal: Marcos Vinícius Santos Batista Silva

Título: Grupo de mulheres do Sucupira: um relato de experiência
Autor(a) principal: Marian da Silva Queiroz Silva
Autoras(es): Rosibel dos Santos Pinto, Geovana Santos Ferreira

Título: Grupo Trabalhador em Foco: relato de experiência da residência multiprofissional em saúde da família
Autor(a) principal: Geovana Santos Ferreira
Autoras(es): Janine Cardoso Soub

Categoria: Experiências ou produtos derivados de trabalhos realizados em cursos de especialização ou de mestrado

– 1º lugar

Título: Investigando impactos psicológicos das redes sociais: apresentando uma ferramenta de simulação
Autor(a) principal: Isabella Leandra Silva Santos
Autoras(es): Carlos Eduardo Pimentel

– 2º lugar

Título: A dialética nas ruas: entre a humilhação social, a vergonha e a conscientização na práxis política de pessoas em situação de rua
Autor(a) principal: Nilson de Jesus Oliveira Leite Júnior
Autoras(es): Antonio Euzébios Filho

– 3º lugar

Título: Saberes e práticas da roça: mulheres e o cultivo de si nas miudezas do cotidiano
Autor(a) principal: Alais Benedetti

– Menção honrosa

Título: Compreensões fenomenológico-existenciais acerca da experiência do suicídio de crianças: “E existe?”
Autor(a) principal: Manuella Bila de Melo
Autoras(es): Ana Karina Silva Azevedo

Categoria: Experiências ou produtos derivados de trabalhos realizados em cursos de doutorado, pós-doutorado, bem como de projetos de pesquisa vinculados a grupos de pesquisa

– 1º lugar

Título: Ansiedade de provas: uma proposta de avaliação e intervenção
Autor(a) principal: Luiz Ricardo Vieira Gonzaga
Autoras(es): Sônia Regina Fiorim Enumo

– 2º lugar

Título: Intervenção psicoeducativa online para pais de adolescentes com autolesão não suicida: desenvolvimento e avaliação
Autor(a) principal: Bruna Mattos Machado
Autoras(es): Angela Helena Marin

– 3º lugar

Título: Avaliação de um sistema online de instrução personalizado na aprendizagem conceitual e procedimental de professores da educação especial
Autor(a) principal: Malena Russelakis Carneiro Costa
Autoras(es): Carlos Alves Barbosa de Souza

– Menção honrosa

Título: Bem-estar subjetivo infantil: proposta de intervenção psicossocial nas escolas
Autor(a) principal: Carine Tabaczinski
Autoras(es): Lívia Maria Bedin Tomasi, Fernanda Tonietto Michelin

Confira a galeria de imagens da premiação.

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Psicologia brasileira debate crises globais e impactos locais, tema do 7º CBP

Teve início na quarta-feira (19), na Universidade de Brasília (UnB), a 7ª edição do Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (CBP). Realizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em parceria com o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB), o encontro reúne profissionais, estudantes e entidades da área para debater os desafios contemporâneos da ciência e da profissão. 

A cerimônia de abertura, transmitida ao vivo pelo canal oficial do CFP no YouTube, marcou o início de uma programação que se estende até sábado (22), com conferências, simpósios, mesas-redondas, minicursos, oficinas, rodas de conversa, comunicações orais e pôsteres. O CFP integra mais de 80 dessas atividades.

A solenidade contou com a conferência magna “Bem-Viver no caos”, conduzida por Débora Noal, que abordou a relação entre o fazer da Psicologia e a vida em um mundo de eventos extremos.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destacou que o 7º CBP é um dos mais importantes espaços de reafirmação do projeto ético-político da Psicologia no Brasil. “Este Congresso é um convite: que futuro queremos construir para a Psicologia brasileira e para o país que desejamos?”, pontou.

Alessandra Almeida ressaltou a necessidade de enfrentar os impactos das crises climáticas e socioambientais sobre a saúde mental e de fortalecer o diálogo com movimentos sociais, reafirmando o compromisso da categoria com a democracia, a dignidade humana e os direitos. 

A conselheira do CFP e presidenta da comissão organizadora do 7º CBP, Juliana Guimarães, enfatizou o caráter inclusivo do encontro, destacando a diversidade regional e internacional presente. “Receber participantes das cinco regiões do Brasil e de outros países da América Latina e da Europa nos enche de orgulho e reafirma o caráter plural, democrático e inclusivo deste encontro”, disse. 

Juliana Guimarães também ressaltou o papel das entidades, equipes técnicas e pessoas voluntárias na construção da sétima edição, além dos avanços em acessibilidade, como tradução em Libras, espaço família e ponto de cuidado, reafirmando o compromisso do Congresso com a inclusão. “Queremos que cada pessoa, seja estudante, docente ou profissional, se sinta acolhida e representada, porque a Psicologia só tem sentido quando é para todas as pessoas”, acrescentou. 

Representando o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB), o conselheiro do CFP Antônio Virgílio Bastos destacou a importância da pluralidade e da ação conjunta das entidades. “O CBP materializa o esforço de uma Psicologia ética, crítica e socialmente referenciada, capaz de responder às complexas demandas da sociedade contemporânea”, afirmou. 

Resistência e transformação 

A mesa de abertura também ressaltou que o 7º CBP coincide com o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, reforçando a conexão entre ciência, cultura e justiça social. O evento dialoga com debates globais, como os da COP30 em Belém/PA, que destacam o protagonismo das comunidades tradicionais na luta contra a crise climática.