Artigo analisa processos éticos publicados no Jornal do Federal

Qual a importância do Sistema Conselhos de Psicologia – Conselho Federal de Psicologia e Conselhos Regionais de Psicologia (CFP e CRPs) – nas tentativas de zelar e cumprir integralmente as práticas éticas da profissão. Essas foram as questões que envolveram a análise de processos éticos julgados pelos CRPs e CFP publicadas no artigo “Análise dos processos éticos publicados no jornal do Conselho Federal de Psicologia”.

O texto, publicado na edição 38.1 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, é de autoria das pesquisadoras Priscila ZaiaKarina da Silva Oliveira e Tatiana de Cássia Nakano, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC–Campinas).

O CFP publica artigos da revista no site e nas redes sociais – a versão eletrônica da Psicologia: Ciência e Profissão está na SciELO – para disseminar o conhecimento científico para a categoria e a sociedade.

Processos éticos

 A pesquisa, que abrangeu 26 edições do “Jornal do Federal”, apresentou 286 infrações na seção intitulada “Processos Éticos”. Os resultados apontaram que a região 8, referente ao Paraná, demonstrou maior incidência de processos éticos por psicólogos inscritos. Quanto ao conteúdo das ementas, identificaram-se 35 categorias diferentes, sendo a mais comum sobre processos éticos profissionais.

As pesquisadoras destacam que os três números mais recentes da revista, na época da redação do artigo, apresentaram com maior clareza o conteúdo das ementas, tornando possível verificar que dos 57 processos éticos descritos, 34 foram relacionados à área da avaliação psicológica, representando 60% do total dos respectivos números.

O último dado analisado mostrou a decisão dos Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Psicologia, sendo a mais comum para ambos o arquivamento dos processos. Elas concluíram que há uma demanda de ações voltadas à formação e à prática de profissionais da Psicologia, em especial da área de avaliação psicológica.

Em entrevista, as autoras contaram mais detalhes da pesquisa.

 

O que as motivou a pesquisar o tema?

O programa de pós-graduação em Psicologia da PUC-Campinas tem, dentre suas ações de interação entre os alunos da pós-graduação e graduação, o estágio em docência. Tal estágio é uma oportunidade de desenvolvimento de habilidades relacionadas à pratica do ensino, promovendo o diálogo entre os alunos dos diferentes programas. Durante sua realização, uma das autoras, ao refletir com os alunos da graduação sobre as implicações éticas da prática em Psicologia, em especial, as ações que envolvem a avaliação psicológica, notou a ausência de informações que contribuíssem para a compreensão do cenário geral relacionado aos problemas éticos. Ao refletir sobre esta lacuna junto ao grupo de pesquisa, no qual está inserida, o tema foi acolhido e em seguida, deu-se início ao desenvolvimento da pesquisa publicada.

Junte-se a esse quadro o fato de que a área da avaliação psicológica tem se voltado, cada vez mais, à promoção de sua qualidade e retomada da sua credibilidade, tanto no meio acadêmico quanto social. Pensamos que, investigar as infrações éticas, traçando seu perfil e conhecendo melhor suas características, poderia auxiliar os estudantes e profissionais na discussão desse importante aspecto da profissão.

Quais os resultados do levantamento?

Em primeiro lugar, compreender que os resultados devem ser interpretados de acordo com os dados acessados pelas autoras, de modo que generalizações devem ser feitas com cautela. O número de processos éticos existentes provavelmente é bem maior do que aqueles considerados no artigo, devido à restrição de acesso a determinadas edições do “Jornal do Federal” e o número de denúncias que não chegaram a ser feitas, de modo a caracterizar uma subnotificação dos casos existentes.

Dentre os resultados identificados ao longo do levantamento, destacamos a importância de os dados serem interpretados a partir da prevalência de faltas éticas considerando a quantidade de profissionais inscritos, não apenas em cada região, mas também o total nacional. Tal cuidado foi tomado a fim evitar a afirmação de que determinadas regiões, por exemplo, apresentariam mais casos éticos do que outras. Se olharmos isoladamente os números de infrações, chegaremos a essa conclusão, que não é verdadeira. Por exemplo, a região 6, referente a São Paulo, apresenta o maior número de faltas éticas publicadas no “Jornal do Federal”. A maior prevalência de faltas cometidas, entretanto, se refere ao Paraná (CRP-8), se considerarmos a proporção de faltas éticas por profissional com CRP ativo. Tomando-se apenas os dados brutos, é possível que conclusões inadequadas sejam retiradas e, por isso, é fundamental que a leitura dos resultados seja feita de forma contextualizada.

Outro ponto importante a destacar se refere ao aparente alinhamento entre as instâncias regionais e federal, pois em 48,25% das ocorrências, o CFP endossa a decisão dos CRs, assegurando a convergência de ações desses órgãos e um trabalho conjunto de educação, fiscalização e punição aos casos cuja infração se confirma.

Por fim, é importante destacar os resultados relacionados às infrações éticas cometidas em relação a princípios da avaliação psicológica. Os resultados apontaram que 60% dos processos éticos listados nos três últimos números analisados, referiam-se a essa área. Entendendo que a avaliação psicológica é uma prática exclusiva de profissionais da Psicologia, é fundamental que as atuações relacionadas ao tema sejam realizadas com o máximo de cuidado e zelo, de forma a dirimir erros e manter a credibilidade da área.

Quais ações podem ser feitas para que profissionais da Psicologia não sejam submetidos a processos éticos no exercício da avaliação psicológica?

Entendemos que existem ações que devem ser realizadas em diferentes níveis. Considerando o nível profissional, é importante reconhecer que o processo de formação em Psicologia se caracteriza por ser uma ação que se estende ao longo de sua carreira, e que não está encerrado ao final da graduação. Deve buscar sempre uma qualificação continuada e atualizada, especialmente na avaliação psicológica.

No que se refere ao âmbito do ensino, acreditamos que é de grande importância que os cursos de formação ofereçam disciplinas e conteúdos voltados à ética, não só em relação aos seus aspectos teóricos e normativos, mas, também, exemplos de denúncias e infrações cometidas por profissionais, trâmites envolvendo processos e penalidades existentes. O conhecimento do Código de Ética Profissional também é essencial.

Tomando-se a área da avaliação psicológica, os profissionais devem ter em mente que a prática não se resume apenas à testagem, mas que é um processo amplo e complexo, que deve envolver diferentes métodos e ferramentas, dentro de uma avaliação ampliada do sujeito. A partir da combinação de aspectos teóricos e técnicos, o profissional certamente terá mais segurança na tomada de decisão nos diferentes contextos de atuação. Assim, é importante que os estudantes sejam esclarecidos e estimulados a desenvolverem suas habilidades técnicas e a aprofundarem seus conhecimentos, de modo a estarem aptos à complexidade da tarefa. Do mesmo modo, os profissionais precisam conhecer suas limitações e restrições, tanto em termos de conhecimento quanto em relação às áreas de atuação. Caso seja necessário, ele deve encaminhar o caso para outros profissionais especializados.

Outro âmbito a ser considerado se refere à questão social da Psicologia. Além da existência de um órgão regulamentador da profissão, o CFP e suas instâncias regionais, também cabe ao profissional zelar pela imagem de sua profissão, atuar de forma ética e responsável, fiscalizar e denunciar profissionais que desrespeitem esses princípios.

Leia a íntegra do artigo Análise dos Processos Éticos Publicados no Jornal do Conselho Federal de Psicologia.

VII Congresso da Ulapsi será em julho, na Costa Rica

“Aportes desde a diversidade e a equidade: a Psicologia para a paz, sociedade e natureza”. Esse é o tema do VII Congresso da União Latino-americana de Entidades da Psicologia (Ulapsi), marcado para 26 a 28 de julho, em San Jose, na Costa Rica. As inscrições para apresentações de trabalhos no evento terminam em 30 de abril.

O congresso tem três eixos temáticos: Paradigmas éticos e metodológicos da Psicologia na América Latina; Psicologia, direitos humanos e transformação social na América Latina; e Aproximações à violência, o despejo, a desigualdade e a discriminação em América Latina.

Segundo o conselheiro Fabián Rueda, o Congresso da Ulapsi é uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e práticas entre os países latino-americanos, tendo como base a discussão de aspectos relacionados à defesa dos direitos humanos, à defesa da democracia, ao cuidado e à discussão de nossas realidades sócio-históricas. “Um aspecto que sempre permeia os debates do congresso é a discussão de uma Psicologia descolonizadora e descolonizada, que olhe para a realidade de nossos povos.” 

Psicologia brasileira

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) será representado no congresso pelos membros da diretoria, Rogério Giannini (presidente), Ana Sandra Fernandes (vice-presidenta), Norma Cosmo (conselheira-tesoureira) e Pedro Paulo Bicalho (conselheiro-secretário). Outros conselheiros do XVII Plenário e convidados de diferentes entidades do Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (Fenpb) também vão participar do evento.

O CFP deve promover várias atividades no congresso, como as mesas-redondas sobre “Conhecimento produzido em América Latina: o quê e para quem publicar”?; “Desafios e avanços necessários para o aprimoramento da publicação científica na América Latina”; “Democracia e violência”; e “Desmonte das políticas públicas e impactos éticos e sociais no exercício da profissão”. Além disso, haverá um espaço para discussão dos rumos da Biblioteca Virtual de Saúde Psicologia – Brasil (BVS-Psi), com representantes de vários países da América Latina.

Saiba mais sobre o VII Congresso da Ulapsi

Representantes do CFP discutem PL 8085/2014 

Representantes do grupo de trabalho “Mobilidade, trânsito e transporte” do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e representante da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) se reuniram, nesta quarta-feira (11), com o deputado federal Sérgio Brito (PSD/BA) para discutir o Projeto de Lei 8085/2014, que altera a Lei nº 9.503/1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro.

Os representantes do CFP defenderam a importância da inserção da avaliação psicológica no processo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o deputado Sérgio Brito reafirmou seu compromisso com esse ponto de pauta e a necessidade de que isso conste no Código de Trânsito Brasileiro.

Sérgio Britto é o relator da matéria que tramita em comissão especial. Se aprovado, o PL segue para o Senado sem precisar ser apreciado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O parlamentar informou que pretende colocar o relatório final (confira os relatórios preliminares aqui e aqui) para votação no dia 16 de maio.

Os representantes do CFP foram os psicólogos Juliel Modesto de Araújo, Eduardo Moita, Isabela Mendes Martini e a assessora parlamentar Cleonice Dorneles. A Federação Nacional dos Psicólogos foi representada pela vice-presidente, Fernanda Magano.

Além de Sérgio Brito, fazem parte da comissão especial os seguintes parlamentares:  Cacá Leão (PP/BA – presidente), Carlos Henrique Gaguim (DEM/TO – Suplente), Antônio Bulhões (PRB/SP), Átila Lins (PSD/AM), Áureo (SD/RJ), Cabo Sabino (Avante/CE), Capitão Augusto (PR/SP), Delegado Waldir (PSL/GO), Gilberto Nascimento (PSC/SP), Gonzaga Patriota (PSB/PE), Henrique Fontana (PT/RS), Hugo Leal (PSD/RJ), João Paulo Papa (PSDB/SP), Jose Stédile (PSB/RS), Josi Nunes (PROS/TO), Mário Heringer (PDT/MG), Mário Negromonte Jr. (PP/BA), Nelson Marquezelli (PTB/SP), Paulo Azi (DEM/BA), Pedro Vilela (PSDB/AL), Renata Abreu (Podemos/SP), Ricardo Izar (PP/SP), Rogério Rosso (PSD/DF), Ronaldo Benedet (PMDB/SC), Vicentinho (PT/SP) e Wellington Roberto (PR/PB).

Saiba mais sobre o PL 8085/2014.

Confira a íntegra da Carta ValeParaibana de Trânsito e Mobilidade Urbana

Artigo trata da intervenção da Psicologia em universidade

Apresentar uma experiência profissional que faz uma avaliação crítica da intervenção em Psicologia em uma Instituição Federal de Ensino (IFE) na Amazônia Ocidental do Brasil. Essas e outras reflexões estão presentes no artigo “A Intervenção em Psicologia em uma Universidade na Amazônia Sul Ocidental”, redigido pela professora da Universidade Federal do Acre (UFAC) e ex-conselheira do CFP, Madge Porto. O artigo faz parte da edição 37.4 da revista Psicologia: Ciência e Profissão.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publica artigos da revista no site e nas redes sociais – a versão eletrônica da Psicologia: Ciência e Profissão está na SciELO – para disseminar o conhecimento científico para a categoria e a sociedade.

De acordo com o artigo, a estratégia foi apresentar um projeto de trabalho no qual a ação principal seria a promoção à saúde, ao mesmo tempo que os relatórios das atividades desenvolvidas eram entregues sistematicamente, demonstrando a partir de resultados, como os níveis baixos de procura e níveis altos de evasão e de custo, que a proposta da gestão não seria a melhor estratégia.

A crítica da pesquisadora é de que atividades de promoção e prevenção em saúde, com trabalhos em grupo substancialmente, precisariam ser objetivo principal da intervenção em Psicologia em uma universidade. Segundo ela, uma política pública que quer intervir apenas nos sintomas e não nas causas destes apresenta-se como apoio ao desmonte das universidades públicas.

As ações propostas para cuidar da saúde dos servidores e servidoras e estudantes se tornam uma intervenção sem impacto significativo na instituição e que não contribuem para a afirmação da universidade gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada, estando, assim, corroborando para o seu desmonte e, em curto prazo, possibilitar a privatização no lugar de efetivamente contribuir para a construção de uma educação de qualidade.

Em entrevista, Madge Porto conta mais detalhes do artigo:

O que a motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema?

O que me motivou foi registrar uma experiência que se deu em um estado da Região Norte e que mostra a dificuldade de romper com modelos institucionais que se impõe mesmo depois de muitas tentativas de promover mudanças.

 

Quais os resultados que você destaca desse levantamento?

Gestores e gestoras da educação ainda pensando que o papel de psicólogas nas políticas de educação é “tratar” as alunas e alunos que têm “problemas”, como se não tivessem nenhuma responsabilidade e sem fazer nenhum tipo de auto-avaliação. Outra questão é a conduta de gestores e gestoras que chamam os profissionais especialistas, mas desconsideram os conhecimentos desses e impõem sua política.

Na sua opinião, quais tipos de contribuições a Psicologia pode dar para uma melhor qualidade da intervenção nas políticas públicas de educação superior?

A Psicologia tem uma importante contribuição nas políticas de educação superior em ações de promoção e prevenção em saúde mental de forma a oferecer possibilidades para que as e os estudantes possam cursar seus cursos da melhor forma por encontrarem apoio nos momentos difíceis como quando ingressantes ou concluintes ou em situações de conflito ou crise, de forma a não ter sua oportunidade de estudo limitada por qualquer tipo de sofrimento psíquico.

Leia na íntegra o artigo “A Intervenção em Psicologia em uma Universidade na Amazônia Sul Ocidental”

Ano da Formação em Psicologia

A Região Nordeste continua a série discussões preparatórias para o Encontro Nacional do Ano da Formação em Psicologia, marcado para maio de 2018, em Brasília. Este terceiro encontro acontecerá em Olinda (PE), no dia 7 de abril, na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho).

O objetivo dos encontros regionais é produzir e eleger propostas para a etapa nacional. As propostas são componentes das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em Psicologia que deverão nortear a formação profissional.

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas pela internet. Informações poderão ser obtidas exclusivamente pelo Facebook, no endereço: https://www.facebook.com/events/1190878781049296/

 

Convite das conselheiras do Nordeste

As conselheiras Ana Sandra Fernandes, Clarissa Guedes e Andrea Esmeraldo, todas oriundas da Região Nordeste, abordam a importância dos encontros do Ano da Formação em Psicologia.

A vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Ana Sandra Fernandes, aborda a importância dos encontros preparatórios destacando que tipo de psicólogas e psicólogos nós queremos e que Psicologia a categoria quer para a sociedade brasileira. “Então é um ano muito importante para que a gente possa discutir a formação, as diretrizes curriculares nacionais. Portanto, psicólogos e estudantes, procurem seus conselhos regionais, os sindicatos, participem desta discussão”, ressalta.

A conselheira Clarissa Guedes destaca que os encontros são momentos importantes para a profissão, no sentido de repensar a formação em Psicologia. “Convido, especialmente, para que a gente possa refletir nossa atuação nas políticas públicas, que é o campo onde nós mais atuamos, e, muitas vezes, não faz parte das discussões nas salas de aula e nas universidades”, reforça.

A conselheira Andrea Esmeraldo também reafirma a importância do pensar a Psicologia brasileira, da formação, da construção da psicóloga e do psicólogo como profissionais. “Faço esse convite para dialogarmos sobre a realidade brasileira, das políticas públicas, em especial, da assistência social. Incluir a Assistência Social e o fazer profissional desta política nesses currículos na nossa formação como psicólogas”, complementa.

 

Confira os vídeos das conselheiras:

Ana Sandra Fernandes:

Clarissa Guedes:

Andrea Esmeraldo:

 

Acompanhe o cronograma dos próximos encontros regionais

Sul – Santa Catarina – 14 de abril

Sudeste – São Paulo – 21 de abril

Mobilizar docentes, estudantes e profissionais

A proposta do Conselho Federal de Psicologia, da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep) e da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), coordenadores do processo nacional, é mobilizar docentes, estudantes e profissionais para construir propostas para as novas diretrizes.

As propostas elaboradas durante os encontros regionais serão colocadas, sob consulta pública, nos sites do CFP, da Abep e da Fenapsi até 20 de maio. O resultado final da consulta será publicado no dia 10 de junho e as contribuições serão submetidas ao Ministério da Educação (MEC) no dia 30.

 

Saiba mais sobre o Ano da Avaliação em Psicologia.

Assista aos vídeos com depoimentos de profissionais da Psicologia convidando a categoria para participar dos encontros.

Edição 38.1 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão está disponível

O primeiro número de 2018 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, edição 38.1, está disponível na plataforma SciELO e, em breve, chegará às bibliotecas das universidades e faculdades com cursos de Psicologia de todo o Brasil. O compromisso da PCP é promover diálogos entre prática profissional, formação e pesquisa, de forma a contribuir para a produção de conhecimento em Psicologia e para o enfrentamento dos desafios impostos pela conjuntura política e econômica do país.

Nesta publicação, a editora Neuza Guareschi aborda em seu texto “Ética, Política e Práticas Profissionais” que uma reflexão sobre ética, política e a prática profissional em Psicologia é extremamente oportuna e bastante associada à crise institucional pela qual passa o País. Ela destaca como exemplos o não respeito à diversidade, à diferença, ou de como a prática profissional precisa ser pensada para a alteridade e não para um seqüestro e tortura deste outro. Segundo ela, a decisão judicial sobre a Resolução no 001/1999 se encaixa nesse contexto.

Excelência

Editada desde 1979, a “Psicologia: Ciência e Profissão” é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. Atualmente, a revista está indexada nas bases da SciELO; Lilacs (Bireme); Clase; Latinex; PsycINFO; Redalyc; e Psicodoc.

Confira a edição 38.1.

Leia o editorial “Ética, Política e Práticas Profissionais”

Leia todas as edições da Revista Psicologia: Ciência e Profissão

 

Lei 13.431/2017 – Depoimento Especial e Escuta Especializada

A assistência e a proteção à criança e ao adolescente em situação de violência serão discutidas sob a ótica da proteção integral e da ética.

As discussões em torno da norma, sancionada em 4 de abril de 2017, será tema do Diálogo Digital desta terça-feira (27), na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília. O evento será transmitido ao vivo, via Facebook e Youtube.

A legislação normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, cria mecanismos para prevenir e coibir a violência, nos termos do Art. 227 da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos da Criança e seus protocolos adicionais, da Resolução no 20/2005 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e de outros diplomas internacionais. Estabelece, ainda, medidas de assistência e proteção à criança e ao adolescente em situação de violência.

O Diálogo Digital será mediado pelo presidente do CFP, Rogério Giannini, e terá as participações da procuradora de Justiça do Estado de São Paulo, Maria Regina Fay de Azambuja, da psicóloga do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) Ana Cláudia da Silva Junqueira Burd –  AASP-Brasil e Karina Figueiredo, assistente social e membro da coordenação colegiada do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes .

 

Você também pode participar do debate, enviando perguntas pelas redes sociais do CFP (Youtube, Facebook e Twitter) com a hashtag #DialogosCFP. Perguntas também podem ser enviadas para o e-mail comunica@cfp.org.br.

Caminho

Desde 2006, o tema da escuta qualificada de crianças e adolescentes em situação de violência tem sido bastante debatido pelo Sistema de Conselhos da Psicologia. Dentre as iniciativas empreendidas, destaca-se a produção de publicações específicas (leia mais ao final da matéria) e a criação, em 2015, de um grupo de trabalho sobre escuta psicológica de crianças e adolescentes na Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf), formada por representantes do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia da 4a (MG), 8a (PR), 9a (GO), 10a (PA) e 22a (MA) regiões, além de duas especialistas convidadas, as professoras Esther Arantes e Leila Torraca de Brito, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). As análises do grupo sobre o PL nº 3.792/2015 foram fundamentais para subsidiar a atuação do CFP, em parceria com outras entidades da sociedade civil, na construção do texto substitutivo.

Saiba mais sobre escuta qualificada

Falando sério sobre a escuta de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência e a rede de proteção

Anais do Seminário Nacional sobre escuta de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência e a rede de proteção

Desafios da intersetorialidade na prevenção ao uso abusivo de drogas

Desenvolver ações de prevenção para antecipar o uso de drogas e superar o modelo da prevenção baseado somente na informação e na lógica do amedrontamento, da “pedagogia do terror”, são as questões discutidas no artigo “Desafios da intersetorialidade na implementação de Programa de Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas”, publicado na edição 37.4 da revista Psicologia: Ciência e Profissão. O texto é de autoria das pesquisadoras Girlane Mayara Peres eDaniela Ribeiro Schneider, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e de Tânia Maris Grigolo, do Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publica artigos da revista no site e nas redes sociais – a versão eletrônica da Psicologia: Ciência e Profissão está na SciELO– para disseminar o conhecimento científico para a categoria e a sociedade.

Fizemos entrevistas semiestruturadas e organizamos grupos focais com 18 profissionais e gestores dos setores da educação e saúde do município de Florianópolis, envolvendo três escolas e três unidades básicas de saúde (UBSs). Os resultados indicam que os profissionais perceberam que a necessidade de criar estratégias conjuntas de intervenção para a implementação do programa foi positiva. Contribuiu, ainda, para a aproximação da saúde com o espaço escolar, indicando que a ação conjunta ampliou o cuidado às famílias que procuravam a UBS, e facilitou, por sua vez, o acesso integral aos estudantes.

As dificuldades de atuação conjunta apontadas pelos entrevistados foram: atravessamento de questões políticas; personalização das relações intersetoriais; compreensão do significado de intersetorialidade na prática cotidiana dos serviços; e excessivas demandas cotidianas de trabalho que impedem o envolvimento dos profissionais em novos projetos.

Segundo as pesquisadoras, o desafio da implementação conjunta de ações no programa preventivo mobilizou os setores e significou um estímulo à aproximação intersetorial para solução de problemas relacionados ao uso de drogas.

Em entrevista, Girlane Peres conta mais detalhes da pesquisa.

Entrevista

O que as motivou a pesquisar o tema?

O Núcleo de pesquisas em Clínica da Atenção Psicossocial (Psiclin) da UFSC, coordenado pela professora Daniela Ribeiro Schneider, de quem minha orientadora, Tânia Maris Grigolo, é parceira, se dedica a realizar estudos e pesquisas em prevenção desde 2012. Discutíamos a importância de se desenvolver ações de prevenção, como atitudes que se antecipam à instalação do uso problemático de drogas, e também a incipiência, no Brasil, de estudos sobre essas ações. Acreditávamos ser necessário fortalecer e trazer parâmetros, já consolidados internacionalmente, que superam o modelo da prevenção baseada somente na informação e na lógica do amedrontamento, a chamada “pedagogia do terror”. Os indicadores de efetividade em programas preventivos passavam pela proposição de metodologias participativas, no qual crianças e adolescentes são corresponsáveis pelas ações e focadas em habilidades de vida.

Em 2013, o Psiclin ganhou um edital do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (Unodc) e da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, para financiamento de projetos de prevenção na área, dentro de linhas programáticas do Plano Crack é Possível Vencer, do Governo Dilma Rousseff. A partir daí, o Psiclin foi convidado a compor uma equipe multicêntrica que faria parte de um projeto maior, envolvendo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade de Brasília (UNB), para adaptação e avaliação de programas preventivos baseados em evidência para a realidade brasileira. Foram três programas: o Unplugged, para adolescentes, de origem europeia; o Good Behavior Game, de norte-americano; e o Strenghtening Families Program, britânico.

Desde 2013, professores e estudantes de graduação e pós-graduação do Psiclin se envolveram nesse projeto maior, que até agora resultou em seis dissertações, uma tese e algumas publicações, dentre eles a dissertação de Girlane Peres e este artigo, relacionado à adaptação do Unplugged, em sua dimensão intersetorial.

Quais os resultados do levantamento?

Um dos resultados do projeto de adaptação de programas preventivos baseados em evidência, parceria do Governo Federal e universidades, resultou no tema deste artigo, que focou a avaliação das relações intersetoriais ali estabelecidas. Isso porque esse projeto foi planejado e implementado pela Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde como intersetorial desde seu início, com ações articuladas entre a educação e a saúde. Esse foi um dos pontos fortes do projeto, pois viabilizou, a partir de uma ação prática, a realização de uma atividade preventiva, o diálogo e a articulação entre áreas antes distantes.

A implementação do programa de prevenção foi pensado e implementado intersetorialmente e houve relação intersetorial em todos os níveis, do planejamento, à execução e à replicação.

Como essa articulação não é fácil de ser efetivada e enfrenta desafios, chegamos a dois grandes impasses: a falta de conhecimento de alguns profissionais e gestores sobre o significado de intersetorialidade e sua realização e as relações políticas já estabelecidas.

Como a Psicologia pode contribuir para o fortalecimento da intersetorialidade?

Com as mudanças nos currículos dos cursos de Psicologia em diversas universidades, que ampliam o olhar do profissional para além do foco na doença, as relações intersetoriais se colocam como um desafio para a prática dos psicólogos. A realidade exige que o psicólogo “saia do seu quadrado”, que as ações envolvam a articulação da Saúde, junto com a Educação e a Assistência Social, tanto na gestão de casos quanto na elaboração de projetos terapêuticos singulares.

Assim, o saber-fazer do psicólogo, por ser um profissional que hoje se encontra em muitos setores, pode contribuir para fortalecer a intersetorialidade, se ele souber se abrir ao diálogo e como alguém que se propõe a tarefa de estabelecer conexões entre setores, visando espaços potencializadores de vida.

Leia o artigo na íntegra.

Ano da Formação em Psicologia

O Centro-Oeste dá prosseguimento à série de discussões preparatórias para o Encontro Nacional do Ano da Formação em Psicologia, marcado para maio de 2018, em Brasília. O segundo encontro ocorrerá em Campo Grande (MS), neste sábado (24), na Universidade Anhanguera (Uniderp), localizada à Av. Ceará, blocos 7 e 9.

O objetivo dos encontros regionais é produzir e eleger propostas para a etapa nacional. As propostas são componentes das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em Psicologia que deverão nortear a formação profissional.

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas pela internet. Informações poderão ser obtidas exclusivamente pelo Facebook, no endereço:https://www.facebook.com/events/154727255209159/

A conselheira-tesoureira do CFP, Norma Cosmo, que é do Mato Grosso do Sul, destaca que é uma oportunidade de dr discutir a formação em Psicologia, apontando que o exercício da profissão passa necessariamente por uma boa formação inicial. Cosmo diz ainda ser necessário que a formação tenha eco na realidade da sociedade brasileira e dos países latino-americanos. “Uma formação que pense numa Psicologia plural e diversa, que pense nos diversos contextos de atuação do psicólogo.”

Confira o vídeo da conselheira Norma Cosmo .

 

Cronograma de encontros regionais

Nordeste – Pernambuco – 7 de abril

Sul – Santa Catarina – 14 de abril

Sudeste – São Paulo – 21 de abril

Mobilizar docentes, estudantes e profissionais

A proposta do Conselho Federal de Psicologia, da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep) e da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), coordenadores do processo nacional, é mobilizar docentes, estudantes e profissionais para construir propostas para as novas diretrizes.

As propostas elaboradas durante os encontros regionais serão colocadas, sob consulta pública, nos sites do CFP, da Abep e da Fenapsi até 20 de maio. O resultado final da consulta será publicado no dia 10 de junho e as contribuições serão submetidas ao Ministério da Educação (MEC) no dia 30.

Saiba mais sobre o Ano da Avaliação em Psicologia.

Assista aos vídeos com depoimentos de profissionais da Psicologia convidando a categoria para participar dos encontros.

Abril é o mês da V Plenária do FNTSUAS

O Fórum Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (FNTSUAS) vai promover, nos dias 7 e 8 de abril, em São Luís (MA), a plenária nacional. Os participantes do evento, que será organizado no Edifício
Comercial Tech Office, vão discutir a conjuntura atual e as estratégias de resistência de trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Vão ainda eleger as entidades da entidade para o biênio 2018/2020. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é integrante do FNTSUAS e faz parte da Coordenação Executiva da entidade.

As inscrições para a plenária do FNTSUAS são gratuitas e poderão ser feitas pela internet (https://goo.gl/forms/YcvAgSNrZtgtSrdI3).

Para a conselheira Andrea Esmeraldo, integrante do FNTSUAS, a plenária nacional é a maior instância de deliberação do fórum e este ano terá a atribuição de eleger os membros da Coordenação Nacional. Ela explica ainda a importância da participação da categoria no evento. “Estamos vivendo um momento no qual direitos até então assegurados a usuárias e usuários do do Suas estão sendo desorganizados. O próprio sistema se encontra ameaçado e o processo de profissionalização da política de assistência abre espaço para ações filantrópicas e descontinuadas, realidade que viola o direito de usuárias, usuários, trabalhadoras e trabalhadores. Portanto, é fundamental a participação das entidades da Psicologia brasileira nesse processo”.