Edição 35.4 da Psicologia: Ciência e Profissão está disponível para acesso

Você conhece a revista Psicologia: Ciência e Profissão? O periódico de produção científica da Psicologia publicado pelo Sistema Conselhos encontra-se no quarto volume de sua 35ª edição, publicado na plataforma SciELO em dezembro, bem como distribuído para as universidades e faculdades com cursos de Psicologia.

A Revista Psicologia: Ciência e Profissão é, reconhecidamente, um periódico de ampla repercussão na comunidade acadêmica e profissional da Psicologia. Nos últimos três anos, foram submetidos 877 artigos e relatos de experiência, com uma média anual de 292. Esses dados, que refletem a receptividade da Revista entre os seus interessados, indicam, também, a necessidade do trabalho diligente e cuidadoso na valorização dos artigos recebidos e no seu devido processo de avaliação.

Mudanças

Desde a edição 35.2, o periódico se tornou maior. Cresceu de 17 para 24 artigos por edição, que abordam diversos temas da Psicologia como Clínica, Social e da Saúde, entre outros. Como forma de internacionalizar a produção e buscar a inserção da PCP em bases de dados de periódicos globais como Scopus e Web of Science, a PCP também vem publicando artigos em língua estrangeira,  além de continuar trilhando o seu caminho de oferecer à comunidade um periódico que expresse a diversidade da produção científica em Psicologia e a qualidade dos processos de intervenção psicológica em diferentes contextos.

O conselheiro do CFP e editor da revista, conselheiro Roberto Moraes Cruz, destacou as mudanças implementadas na revista, a partir de março deste ano: ampliação da quantidade de manuscritos por edição; aperfeiçoamento da comunicação interna e externa; treinamento da equipe do periódico; contratação de assessoria especializada (biblioteconomia) para o treinamento da equipe; aperfeiçoamento dos processos de avaliação inicial (check-list, comunicação específica, redução de tempo de resposta, integração com processo de editoração); inicialização de processos de internacionalização da Ciência e Profissão; avaliação do trabalho da Comissão Editorial e do Conselho Consultivo e redução da tiragem do periódico.

Leia os artigos da PCP 35.4 aqui 

Entidades da Saúde Mental solicitam audiência com ministro da Casa Civil

Entidades de defesa da luta antimanicomial protocolaram nesta segunda-feira (21), em Brasília, um ofício solicitando audiência com o ministro da Casa Civil, Jacques Wagner, para tratar sobre e nomeação do novo coordenador geral da Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Valencius Wurch Duarte Filho.

O documento foi assinado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (CEBES), Federal Nacional dos Psicólogos (FENAPSI), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Movimento Nacional da Luta Antimanicomial (MNLA), Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA). Em seu conteúdo, ele reitera o posicionamento contrário à nomeação de Valencius Filho para o referido posto.

No documento, as entidades destacam as tratativas com o ministro da Saúde, Marcelo de Castro, sobre a importância das ações realizadas pela luta antimanicomial, bem como a importância na manutenção de Roberto Tykanori Kinoshita, antecessor de Valencius no posto. “Há de se destacar que várias entidades da saúde pública, de movimentos antimanicomiais e representantes de entidades de classe realizaram, nos dias 10 e 15 de dezembro, duas audiências com o ministro da Saúde. Na primeira, defendeu-se a continuidade da manutenção do então coordenador da política de saúde mental, Roberto Tykanori. Na segunda, uma vez já nomeado Valencius Wurch, as entidades solicitaram-lhe a revogação do ato administrativo. Porém, os argumentos usados não foram suficientes para que o Ministro da Saúde declinasse da sua posição”, reforçou.

No pedido de audiência com o ministro da Casa Civil, as entidades fazem duas solicitações: “Revogação imediata da nomeação de Valencius Wurch Duarte Filho; indicação de critérios que definam um perfil adequado ao cargo, como prevê deliberação da III Conferência Nacional De Saúde Mental”.

Mobilização

Desde a última terça-feira (15), as salas da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde estão ocupadas por usuários e profissionais do sistema público de saúde mental, que protestam contra a nomeação do novo coordenador.

No dia 17 de dezembro, o vice-presidente do CFP, conselheiro Rogério Oliveira, esteve com os militantes da Reforma Psiquiátrica e reforçou seu compromisso pessoal, da Autarquia e da Psicologia com a luta antimanicomial e com a mobilização.

No mesmo dia, a autarquia também participou de audiência pública na Câmara dos Deputados que tratou do assunto. A audiência, promovida pela deputada federal Erika Kokay (PT/DF), contou com as presenças de integrantes dos Ministérios da Saúde, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, além da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA) e do Centro de Estudos Brasileiros em Saúde.

Audiência com Ministro da Saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), ao lado de representantes da Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (CEBES), Conselho Regional de Psicologia da 21ª Região (CRP-21 – Piauí/PI), Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS-UERJ), Movimento Nacional da Luta Antimanicomial (MNLA) e Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA), participou de audiência, nesta quinta-feira (10), com o ministro da Saúde, Marcelo de Castro.

Durante a reunião, as entidades demonstraram preocupação com o anúncio do ministro Marcelo de Castro em substituir o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori Kinoshita, por Valencius W. Duarte Filho.

No entanto, segundo o vice-presidente do CFP, Rogério Oliveira, houve um comprometimento do gestor em garantir o diálogo “com o grupo que aqui esteve e com um coletivo mais amplo de que qualquer alteração, modificação, que o ministro da Saúde venha a fazer, ele fará um diálogo transparente com todos os segmentos da área da Saúde Mental”, ressaltou.

As entidades levaram ao ministro da Saúde uma carta, subscrita por 656 entidades e movimentos sociais, avaliando que é importante manter as conquistas na luta antimanicomial, mas, acima de tudo, as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) e as redes de atenção aos usuários. Para Rogério Oliveira, a conversa foi no sentido de manutenção dessas conquistas e se avance naquilo que é importante e necessário.

Depois da audiência, as entidades participantes formularam uma carta a ser entregue ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) demonstrando as preocupações sobre a indicação de Valencius W. Duarte Filho quanto ao seu histórico nas discussões sobre Saúde Mental no país.

Clique aqui e leia a carta na íntegra.

 

Conferência Internacional de Psicologia e LGBT abre inscrições para trabalhos

Estão abertas, a partir desta terça-feira (8), as inscrições para a apresentação em Simpósios Temáticos (STs), pôsteres e apresentações de práticas em Psicologia da 2ª Conferência Internacional de Psicologia, LGBT e campos relacionados: Enfrentar o impacto da discriminação contra pessoas LGBT em todo o mundo, que acontecerá dos dias 8 a 11 de março de 2016 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O prazo para apresentação dos trabalhos, anteriormente previsto até o dia 15 de novembro passado, foi ampliado para o dia 10 de janeiro de 2016.

O principal objetivo da segunda edição da Conferência é ampliar as redes de investigação e conhecimento sobre o impacto social, cultural e político da homo/lesbo/transfobia e da heteronormatividade nos modos de vida e processos de subjetivação contemporâneos. Nessa direção, a Conferência promoverá amplas discussões para o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento à discriminação e à restrição de direitos, preocupada em compreender e intervir diante dos diferentes fatores socioculturais que interagem para criar situações de risco e violação de direitos das minorias sexuais e de gênero. Outro objetivo da Conferência é continuar a afirmar a Psicologia como um campo de saberes-práticas viáveis e legítimas do ponto de vista acadêmico e científico, bem como seu compromisso com o desenvolvimento de diretrizes e políticas públicas compreensivas das demandas LGBT e de outras minorias sexuais e de gênero.

“Os movimentos em torno da articulação dos saberes psi face às demandas LGBT e de outras minorias sexuais e de gênero durante a primeira edição da Conferência, ocorrida em 2013, na cidade de Lisboa, nos fazem acreditar que a sua realização no Brasil será uma importante oportunidade para ampliar as redes de colaboração em diferentes áreas de pesquisa sobre diversidade sexual e de gênero”, afirma a comissão organizadora do evento.

Mais informações poderão ser encontradas no site da Conferência (www.lgbtpsychology2016.pt.vu) ou pelo endereço eletrônico: lgbtpsychology2016@gmail.com

Simpósios Temáticos

Os Simpósios Temáticos estão divididos nas seguintes categorias:

What it takes to have a rainbow family: Parenting desire, childrearing and social stigma; Psicanálise, gênero e sexo: o que dizer e o que escutar?
A Psicologia e a saúde da população LGBT: desafios teóricos, práticos e políticos
Preconceito Contra Pessoas LGBT nos países ibero-americanos
Gênero nas escolas: intersecções de raça, sexualidade e geração
Saúde Trans-específica: desafios éticos e clínicos no estabelecimento de parâmetros e práticas de acolhimento
Olhares LGBT sobre o Direito à Educação: interseccções, alquimias e constubstancialidades
Muito além do arco-íris: a Psicologia e os ativismos LGBTQI contemporâneos
Problematizando processos de subjetivação na experiência do envelhecimento LGBT e outras minorias sexuais
Corpo, política e psicanálise
Discursos psi, cinema e teoria queer
Gênero, sexualidades e diferenças no cotidiano escolar: experiências e formação de professores e professoras
Interdisciplinaridade no estudo das questões de saúde, discriminação e direitos humanos de travestis e transexuais no Brasil
Formação em Psicologia, Gênero e Sexualidade
Psicologia e parentalidade na diversidade
Trabalho, gênero e sexualidade
Aids, gênero e sexualidade no contexto atual

CCAP realiza última reunião de 2015

A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou reunião ordinária entre os dias 2 e 4 de dezembro, na sede da Autarquia. Os assuntos debatidos pelo colegiado foram a apreciação de relatorias de instrumentos psicológicos, elaboração de nota técnica para definição de critérios para submissão de plataformas informatizadas de instrumentos psicológicos, definição de critérios para análise de atualizações de normas de instrumentos psicológicos e elaboração de resolução sobre avaliação psicológica, além da elaboração de relatório de atividades dos anos 2014 e 2015 para apresentação à Plenária e a discussão do planejamento estratégico para 2016.

Na referida reunião, estiveram presentes os coordenadores da comissão, os conselheiros do CFP João Carlos Alchieri (coordenador) e Roberto Moraes Cruz (vice-coordenador). Além deles, os membros Luiz Pasquali, Cícero Vaz, Neander Abreu, Valdiney Gouveia e Elton Matsushima.

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Nota Técnica 

O coordenador da comissão, João Alchieri, elenca como fundamental “a elaboração de nota técnica para definição de critérios para submissão de plataformas informatizadas de instrumentos psicológicos, pois isso buscará contemporizar as medidas técnico-científicas das resoluções do CFP, bem como as necessidades de atualização científica à categoria no uso de plataformas informatizadas na administração, análise de respostas e elaboração de relatórios de resultados dos testes”, ressaltou, destacando, ainda, que se trata de um “desafio às questões éticas, legais, científicas e técnicas que os psicólogos terão pela frente e que o CFP busca preservar, além da qualidade do trabalho psicológico, o sigilo e a ética profissional do profissional e do usuário”.

Além disso, Alchieri que a definição de critérios para análise de atualizações de normas de instrumentos psicológicos é importante para nortear as reavaliações dos testes já aprovados, mas que depois de 15 anos serão objeto de reavaliação. “Assim, novos indicadores, critérios e aspectos técnicos científicos, não somente do Brasil, mas de normativas internacionais como International Test Commission, APA, entre outras organizações, estão sendo objeto de análise e discussão”, reforçou.

15ª Conferência Nacional de Saúde

Para Semiramis Vedovatto, representante do CFP no Conselho Nacional de Saúde (CNS), a participação de profissionais da Psicologia nesse debate é fundamental

A representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) no Conselho Nacional de Saúde (CNS), Semiramis Maria Amorim Vedovatto, e por indicação do FENTAS (Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Saúde), acredita no protagonismo da Psicologia na construção na defesa e construção do Sistema Único de Saúde (SUS). A psicóloga assumiu a coordenação dos debates “Eixo V Gestão do SUS e modelos de atenção à saúde” durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde (15ª CNS), além de participar de outras atividades e atos para discutir o sistema e em defesa do SUS.

De acordo com Vedovatto, “o espaço da conferência propicia a reflexão e a construção das diretrizes de saúde, propiciando o exercício do controle e da participação social. E as propostas apontarão os rumos a serem dados para os próximos anos”.

“Vivenciamos um momento histórico assemelhado à oitava conferência de saúde de 1988. Em especial, a décima quinta será um marco, pois conta com uma grande participação popular (cerca de cinco mil pessoas entre usuários, prestadores, gestores e trabalhadores) e o psicólogo, enquanto trabalhador de saúde, tem protagonismo importante na construção dessas políticas e na execução das mesmas, seja na rede de atenção psicossocial (saúde mental e álcool e outras drogas), seja na atenção básica ou na atenção de média e alta complexidade. E isso faz com que tenhamos que pensar na questão da valorização da categoria enquanto participante do SUS, das questões relacionadas à formação, carga horária, condições de trabalho e protagonismo ”, analisou Vedovatto.

No segundo dia da 15ª Conferência Nacional de Saúde, pela manhã, aconteceram a palestra de abertura “Reformas Democráticas e Defesa do SUS” e diálogos temáticos “Democracia, participação e comunicação para o SUS”, “Valorização do trabalho e formação no SUS”, “Direito à saúde: acesso com qualidade e equidade para cuidar bem das pessoas” e “Direito universal à saúde, financiamento e relação público/privado” e “Ciência, tecnologia e inovação no SUS” “Gestão do SUS e os modelos de atenção à Saúde”.

Vedovatto participou do diálogo “Direito à Saúde: Acesso com qualidade e equidade para cuidar bem das pessoas”. Também estiveram no debate a deputada Érika Kokay (PTD-DF), o conselheiro nacional de saúde, Carlos Ferrari,  e o professor Emerson Merhy, da UFRJ.

Para Ferrari, que abordou a perspectiva do SUS, técnica e ética, “o direito do povo brasileiro deve ser exercido com equidade, citando como exemplo o acesso às tecnologias para população LGBT, povos indígenas, pessoas em condição de rua, entre outros”. Já a deputada Erika Kokay (PT-DF), que foi enfática ao defender e pedir apoio a pautas tramitando no Congresso, como as questões relacionadas à institucionalização da homofobia, disse existir uma “necessidade de se reconhecer as diversidades, o sujeito individual e coletivo e respeitar as diferentes culturas e expressões religiosas”. Já o professor Emerson disse que o maior bem é a luta pelo SUS com o direito à vida e ao cuidado.

Vedovatto também participou da reunião da Frente Nacional contra a Privatização do SUS [http://www.contraprivatizacao.com.br/2015/11/1014.html], que defende um sistema de saúde de caráter público, 100% estatal e de qualidade.

Os grupos de trabalho aconteceram no segundo e terceiro dia de trabalho. Durante o evento, o CFP contou com distribuição de materiais e publicações aos participantes da conferência. Nesta sexta-feira (4), acontece a plenária final com aprovação das propostas e sua consolidação para todo o país.

ABECiPsi realiza Simpósio com editores de publicações científicas em Psicologia

Discutir caminhos para a melhor produção de periódicos científicos, os desafios para a internacionalização de revistas científicas nacionais, bem como trocar experiências de publicações referentes à Psicologia. Esses e outros temas foram debatidos nestas quinta e sexta-feiras (26 e 27), no “Simpósio Indicadores Ciométricos e Periódicos Científicos de Psicologia Desafios Atuais”. O evento, organizado pela Associação Brasileira dos Editores Científicos de Psicologia (ABECiPsi), foi realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e contou com a presença de pesquisadores e editores de publicações científicas da Psicologia, além de profissionais e estudantes.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado pelo conselheiro Roberto Moraes Cruz, editor da revista Psicologia: Ciência e Profissão, produzida pelo CFP e Sistema Conselhos de Psicologia.

Na quinta, pela manhã, o tema discutido foi “Métricas e Indexadores de Periódicos Científicos”. À tarde, foram debatidas “A dificuldade dos editores em relação à revisão dos manuscritos para publicação” e a mesa redonda “Olhares para a Editoração Científica de Revistas de Psicologia”. O evento foi encerrado na sexta com um curso ministrado pelo Professor Wilson López López, sobre “O que os editores e revisores precisam saber para aprovar artigos de qualidade”.

Abertura 

A presidente da ABECiPsi,a Professora Maria Cristina Triguero, abriu o simpósio destacando a trajetória da entidade que, durante nove anos, busca dar visibilidade aos editores de produção científica na área da Psicologia. Ela resgatou o histórico dos encontros organizados pela entidade, bem como as gestões anteriores, e citou o número de publicações científicas ligadas à Psicologia no Brasil. Segundo os dados apresentados, há 130 revistas científicas de abordagem da Psicologia na plataforma da BVS-Psi.

Por sua vez, o Professor Wilson López López, editor da revista Universitas Psychologica da Colômbia, abordou os “Indicadores Ciométricos em Psicologia: A Proposta da Redalyc (Rede Científicas de Revistas da América Latina)”. Em sua fala, Wilson teceu observações sobre a produção científica em Psicologia no Brasil, América Latina e Ibero-América (Portugal e Espanha). López chamou a atenção para o caráter endógeno da produção brasileira, que tem uma supremacia de artigos em língua nativa, o que torna difícil a internacionalização e difusão desse conteúdo.

À tarde, ao tratar sobre “Métricas e Indexadores de Periódicos Científicos”, López elencou uma série de problemas que podem comprometer as publicações de artigos, destacando questões com problemas, principalmente, nas traduções de artigos de origem (português ou espanhol) para o inglês. Segundo ele, os autores, muitas vezes, não se atentam que os significados das palavras e seus contextos mudam de um idioma para outro, o que afeta títulos, palavras-chave e traduções dos resumos.

Base de Dados

Deborah Dias, responsável pelo suporte e treinamento da Thomson Reuters, entidade responsável pela inclusão de periódicos nos índices de citação Web of Science e JCR, abordou os processos para que uma publicação possa ser incluída nesses índices de citação e avaliação. Ela afirmou, também, que o critério para que um periódico seja inserido é único e não se modifica. Segundo Dias, a análise é continua e permanente, e um periódico pode se manter ou sair a depender do grau de cumprimento das normas.  A representante da Thomson Reuters citou ainda que, atualmente, pelo mundo, 654 revistas científicas de Psicologia estão indexadas pela Web of Science.

O representante da Scielo no Brasil, Professor Abel Packer, apresentou as principais funções da base de dados, citando, entre elas: indexação, publicação, preservação, interoperabilidade e avaliação. Packer fez uma crítica à busca incessante dos periódicos em submetê-los a índices de fluxos globais, destacando que, para a Scielo, o importante é buscar a relevância da pesquisa publicada nos periódicos do Brasil e da América Latina, em detrimento da mera citação em bases internacionais.

Sobre a Psicologia, Packer destacou que essa é a segunda área com mais downloads de publicações científicas na Scielo. Ele fez, porém, algumas advertências sobre a produção: não se pode mais demorar seis meses para a publicação de um artigo; a Gestão Editorial tem de ser internacionalizada, diante do pequeno percentual de publicações estrangeiras nos periódicos. A Scielo, em suas novas normas, cobra que 20% dos manuscritos devem ser internacionais.

O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Editora Hogrefe Cetepp, Alexandre Cerpa, traçou um comparativo da produção das revistas científicas da Alemanha há 15 anos para as brasileiras hoje. Segundo ele, o cenário alemão era similar ao do brasileiro em relação aos artigos publicados em língua nativa, com pouca visibilidade nos índices internacionais.

Cerpa também apontou que os alemães não pensaram somente no aumento de publicações em língua inglesa, mas em aprimoramento, pois, segundo ele, havia (como ainda há no Brasil) problemas de proficiência nesse idioma. Outro ponto destacado pelo pesquisador é o direcionamento editorial das publicações para um maior alcance global. Para ele, revistas de temas de interesse geral da Psicologia, como Avaliação Psicológica, devem ser todas em inglês, para garantir maior visibilidade.

Experiências dos editores 

Na quinta à tarde, foi a vez dos editores de publicações científicas em Psicologia exporem suas experiências e ações para aprimorar a qualidade e alcance em suas publicações. O conselheiro do CFP, Roberto Cruz, editor da revista Psicologia: Ciência e Profissão, abordou as constatações e os desafios para o desenvolvimento deste periódico.

Cruz destacou que a revista, em virtude de seu amplo grau de receptividade da comunidade científica, ganhou um incremento no número de manuscritos enviados. Segundo ele, nos últimos três anos foram encaminhados 877 artigos e relatos de experiências, gerando uma média anual de 292 textos. O conselheiro do CFP apontou, ainda, que 91% desses são em língua nacional, advertindo para a necessidade de que a publicação se adeque às novas normas da Scielo com incremento de artigos de língua estrangeira.

Ao assumir a edição da revista Psicologia: Ciência e Profissão no início desse ano, Roberto Cruz apontou as mudanças implementadas no periódico desde então: ampliação da quantidade de manuscritos por edição; aperfeiçoamento da comunicação interna e externa; treinamento da equipe do periódico; contratação de assessoria especializada (biblioteconomia) para o treinamento da equipe; aperfeiçoamento dos processos de avaliação inicial (check-list, comunicação específica, redução de tempo de resposta, integração com processo de editoração); inicialização de processos de internacionalização da Ciência e Profissão; avaliação do trabalho da Comissão Editorial e do Conselho Consultivo e redução da tiragem do periódico.

Ana Paula Noronha, editora da revista a Revista Psico-USF da Universidade de São Francisco/SP, iniciou sua fala abordando sua experiência na direção da Revista Avaliação Psicológica, de 2005 a 2010. No período citado, ela apresentou mudanças feitas para melhorar a classificação da revista de para B1 pela avaliação Qualis/CAPES (atualmente está em A2, sob os cuidados de outra editora). Noronha elencou os desafios para a publicação de artigos novos e qualificados, o que incluiu estar indexada em bases de dados variadas que sejam acessadas também em outros países, com manuscritos publicados em outros idiomas, organização interna com pareceristas com proficiência em outros idiomas e revisores especializados, entre outros.

CFP realiza Seminário Psicologia e Comportamento no Trânsito

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou no dia 17 de novembro, na sede da Autarquia, o “Seminário Psicologia e Comportamento no Trânsito”. O evento teve como objetivo levantar os principais aspectos do cenário institucional da Psicologia no Trânsito e sugerir ações técnico-profissionais relacionadas à Psicologia e ao comportamento seguro no trânsito.

Após a abertura feita pelo vice-presidente do CFP, Rogério Oliveira, e pelo conselheiro João Carlos Alchieri, o evento discutiu o tema “O Cenário Institucional da Psicologia no Trânsito – Enfrentamentos e Desafios Futuros”. Após as falas, os participantes do seminário foram divididos em três grupos: Linhas de Pesquisa, Formação de RH, Divulgação Científica, Cooperação e Financiamento; Atuação Técnico-Profissional, Avaliação Psicológica, Outras Atividades Técnico-Profissionais e Diretrizes.

Discussões e deliberações

No primeiro grupo, na temática Linhas de Pesquisa, foi destacada a proposta de ampliar e fortalecer linhas tradicionais de pesquisa em Psicologia do trânsito (Segurança viária e prevenção), bem como as mais recentes (Mobilidade Sustentável). Na abordagem sobre a Formação de RH destacaram-se, entre outras: formação no uso e avaliação em simuladores; formação no uso de novas tecnologias aplicadas; desenvolvimento de competências para desenvolver, implementar e avaliar projetos de intervenção e epidemiologia aplicada ao trânsito.

Pelo segundo grupo, dentre os pontos elencados, foram pensadas a relação do psicólogo com o contratante; reconhecimento da Avaliação Psicológica como processo técnico já definido no âmbito da profissão (resoluções) e avaliação e acompanhamento de condutores e infratores.

No grupo 3, foram discutidas várias propostas, como a necessidade de alinhamento das políticas públicas em saúde, educação e segurança pública no âmbito da atuação do psicólogo no trânsito; redefinição do escopo da avaliação psicológica no contexto do trânsito com as seguintes sugestões: Manutenção da avaliação inicial (CNH); Incorporação da avaliação psicológica na renovação da CNH; Treinamento de habilidades funcionais quando detectado restrições importantes na avaliação inicial; Realização de avaliação psicológica tendo o condutor tenha participado de acidente de trânsito grave; Infrator contumaz (20 pontos), além do curso de reciclagem, deveria passar por treino de habilidades realizado por psicólogos; Uma vez constatado uso de álcool por parte do condutor, suspensão temporária da CNH, realização de avaliação psicológica.

Ao final do evento, deliberaram-se os seguintes encaminhamentos: criação de uma entidade do trânsito para tratar questões da atuação dos psicólogos; organização de um Seminário para discussão da criação dessa entidade e consolidação de um próximo encontro para o primeiro semestre de 2016.

Para o conselheiro do CFP João Carlos Alchieri, o evento foi importante porque, neste seminário, o CFP buscou junto a participantes de áreas distintas, em diversos âmbitos dapraxis psicológica, pontos de atualização para as diferentes ações do psicólogo no sistema trânsito. “Como o foco de atuação, a questão da segurança viária foi discutida em níveis relativos à investigação, ações profissionais e políticas institucionais valorizando os mais atuais desenvolvimentos técnico-científicos da ciência psicológica. Para todos os participantes a ideia de uma nova edição do seminário no primeiro semestre de 2016 foi acolhida favoravelmente”, reforçou.

2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito

Na mesma semana, nos dias 18 e 19 de novembro, foi realizada em Brasília a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. No evento, a Conferência reuniu cerca de 1.700 participantes, de 150 países, incluindo Ministros da Saúde, Cidades, Interior, Transportes, Segurança Pública e/ou áreas correlatas à segurança no trânsito e suas delegações, e ainda representantes da sociedade civil de todos os países, bem como a presidente Dilma Rousseff.

O evento foi uma oportunidade para os Estados-Membros trocarem informações e experiências acerca das melhores práticas em segurança no trânsito. O objetivo do encontro de 2015 foi reunir ministros de áreas afins ao tema para analisar o progresso da implementação do Plano Global para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020 e o alcance das metas.

O momento maior do evento foi a aprovação, na quinta-feira (19/11), pelos mais de 130 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração de Brasília, que contribuirá para mudar o paradigma do debate sobre trânsito em todo o planeta. O documento, apresentado pelo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Castro, traz como prioridade a segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas – usuários mais vulneráveis do trânsito. Essa é a primeira vez que um compromisso internacional dá ênfase ao transporte público como forma de aprimorar a segurança no trânsito. Os países reafirmaram também, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, reduzir à metade, até 2020, as mortes causadas por acidentes de trânsito.

CFP participa do X Simpósio de Psicologia e Senso Religioso

A discussão em torno da Psicologia da Religião e seus desdobramentos em termos de pesquisa, teoria, ensino e prática são de extrema relevância.  Esse e outros temas correlatos foram discutidos, dos dias 9 a 11 de novembro, em Curitiba/PR, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), no “X Simpósio de Psicologia & Senso Religioso: Psicologia da Religião no Brasil: Pesquisa, Teoria, Ensino e Prática”.  O evento foi composto por  conferências, mesas redondas, simpósios, sessões coordenadas, apresentação de trabalhos orais e sob a forma de pôsteres.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado pela presidente da Autarquia, Mariza Monteiro Borges, que participou do simpósio sobre Religião e Laicidade. Na referida temática, Mariza apresentou a posição do Sistema Conselhos de Psicologia sobre Psicologia e Religião, defendendo a laicidade do Estado. Nesse debate, participaram também representantes dos Conselhos Regionais de Psicologia da 5ª e 6ª Região (Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente), além da professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) Maria Helena de Freitas, que discorreu sobre as diferenças entre Psicologia da Religião para Psicologia Religiosa.

Debate 

Mariza Borges destacou o ineditismo do CFP em participar desse evento.  A presidente do CFP abordou a posição do Sistema Conselhos tomada na Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF), baseada nos trabalhos do Grupo de Trabalho (GT) de Laicidade, em que se coloca a favor da laicidade, ou seja, a separação do Estado da religião. A dirigente ressaltou ainda a importância de se ter a clareza de que a Psicologia da Religião é uma subárea da Psicologia que se dedica ao estudo sistemático do comportamento religioso.

A presidente da Autarquia reforçou que o simpósio foi muito interessante para se ter uma ideia  do avanço desses estudos, a importância para a ciência psicológica e o exercício profissional.

 

CFP participa de reinauguração do CAEP da UnB

A Universidade de Brasília (UnB) inaugurou, nesta sexta-feira (13), a nova sede do Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos (CAEP). O evento foi prestigiado pelo reitor e pró-reitores da UnB, bem como por professores, coordenadores, ex-professores e ex-coordenadores do Instituto de Psicologia daquela universidade.  O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado pela presidente Mariza Monteiro Borges, ex-professora da UnB. Além de Mariza, outro colaborador da Autarquia esteve no evento, Ileno Izídio da Costa, representante do CFP no Comitê Nacional de Combate à Tortura (CNCT), na condição de ex-diretor do CAEP.

O evento foi repleto de discursos sobre a trajetória do curso de Psicologia da UnB, bem como da própria formação do CAEP. Aproveitou-se também o  momento para prestação de homenagens póstumas à professora de Psicologia da UnB Thereza Pontual de Lemos Mettel, que faleceu no dia 3 de novembro passado.

O Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos funciona desde 1975. O CAEP é um centro de custo vinculado ao Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília. Tem como função apoiar os Departamentos na realização das atividades práticas para a formação profissional e acadêmica dos alunos de graduação e de pós. Compreende atividades de atendimento psicológico, ensino, pesquisa e extensão em Psicologia.  Desta forma, é um órgão que não se limita apenas a atendimentos psicológicos.

Na estrutura do CAEP funcionará um Centro um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) – Docente Assistencial.  Cabe aos CAPS acolher e prestar atendimento clínico a pessoas com transtornos mentais, com o objetivo de preservar e fortalecer os laços sociais desses cidadãos por meio do acesso ao trabalho, lazer e exercício dos direitos civis. O centro da UnB será o primeiro a oferecer serviços para essa população, estimada em mais de 200 mil pessoas, ligado a uma universidade pública.

Homenagens

A presidente do CFP fez sua fala destacando a trajetória da Psicologia na UnB, bem como da própria história como estudante e professora daquela entidade. “Acompanhar essa história, ver o crescimento desse instituto, ver a contribuição que o instituto dá ao fortalecimento, crescimento e expansão da Psicologia da brasileira, me honra muito e me faz sentir cada vez mais orgulhosa, de ser UnB”, reforçou.

Ileno da Costa fez uma cronologia da história da Universidade de Brasília, do Instituto de Psicologia da UnB, bem como dos órgãos que antecederam ao CEAP. O ex-diretor do Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos homenageou todos os coordenadores que passaram pela entidade, bem como destacou a importância dessa construção para a consolidação do CAEP. “Assim, essa inauguração deve ser agradecida a todos os gigantes da Psicologia, vivos ou mortos, como a recém-falecida e nossa professora Thereza Methel. Que o novo CAEP não cumpra apenas sua missão histórica, mas principalmente  sua missão futura:  na construção de uma proposta multi/inter/transdisciplinar em uma universidade forte”, concluiu.

A decana de Gestão de Pessoas e ex-diretora do Instituto de Psicologia da UnB, Maria Ângela Guimarães Feitosa, destacou a antiguidade a atividade de atendimento comunitário em Psicologia e se emocionou ao falar sobre a professora Theresa Mettel e a importância dela na constituição do trabalho de se criar uma clínica de atendimento aos alunos da universidade.  “Se há um consenso dentro do Instituto de Psicologia a ser destacado é a importância do atendimento psicológico ao aluno como já estava gestado na criação da Universidade ao servidor e à comunidade e seu papel estratégico de integrar, ensino, pesquisa, extensão, prestação de serviços à sociedade”, reforçou.

O reitor da UnB, Ivan Marques Toledo Camargo, além de reiterar as homenagens à professora Theresa Mettel, bem como a trajetória da Psicologia e do CAEP, apontou também a importância de se investir na infraestrutura da Universidade. “Eu tenho acompanhado com muito cuidado essa discussão. Historicamente, temos usado todo o orçamento em custeio, nós precisamos reverter isso. O que nos diferencia de outras universidades federais é que temos recursos para fazermos isso. Isso se troca com o envolvimento de toda a comunidade, com o cuidado muito grande para fazer isso”, ressaltou.