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CFP e MEC acertam renovação de termo de cooperação
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) – representado pela presidente da Autarquia, Mariza Monteiro Borges – participou, n o dia 11 de setembro, de audiência com o secretário de Educação Superior, Paulo Speller, para acertar a renovação do termo de cooperação entre o CFP e a SESu/MEC (Secretaria de Ensino Superior), visando o cadastramento de cursos de graduação em Psicologia. O encontro contou com a participação de representante da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES) do MEC, que será a nova responsável pelo acompanhamento do termo.
O termo de cooperação entre o MEC e o CFP foi celebrado em 14 de abril de 2011, por intermédio da SESu (agora será a SERES), e assinado em caráter experimental. A Autarquia contribuiu com subsídios para as ações de regulação e supervisão do Ensino Superior nos termos do Decreto 5.773/06, especificamente nas áreas da Psicologia.
Renovação
A presidente Mariza Borges destaca que o termo de cooperação é muito interessante, pois é uma oportunidade que o CFP tem de emitir sua opinião sobre cursos e a formação do (a) psicólogo (a). “Acho que esse é um tipo de ação preventiva no sentido de garantir qualidade de ensino de Psicologia no País, visando o exercício profissional – pois o CFP só irá opinar acerca do exercício profissional”, esclareceu.
Mariza aponta ,ainda, que tal iniciativa no sentido de prevenção substitui a necessidade do estabelecimento de provas aos estudantes após se graduarem, como pré-requisito para o exercício da profissão. Segundo ela, a ação preventiva é mais eficaz. “Temos uma possibilidade de afetar o próprio curso e melhorar a formação. Age-se por antecipação a fim de se evitar um problema futuro, para que não tratemos as pessoas como peças defeituosas de uma fábrica que se coloca na ponta de estoque, após exames de qualidade”.
Durante o encontro, o secretário Paulo Speller tem destacado a alta demanda no credenciamento de cursos superiores, reforçando a necessidade da criação de uma Autarquia para tratar exclusivamente da questão. Atualmente, a proposição que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes), enviada pelo governo federal em 2012 ao Congresso Nacional, encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.
Procedimentos
A representante da SERES ressaltou a importância do interesse dos Conselhos de Classe no processo para a qualificação da formação dos profissionais, e informou que a renovação do termo pode ser feita via protocolo de ofício do CFP na SERES com a manifestação de interesse. Posteriormente, será marcada uma data para assinatura de novo termo.
Ao ser consultada pela assessoria técnica do CFP, a representante informou ainda que o processo continua o mesmo: os Conselhos recebem uma senha para o sistema E-MEC, em que têm acesso aos documentos do curso, e fornecem um parecer de caráter consultivo. Também foi esclarecido que informações sobre a quantidade de cursos de Psicologia que aguardam avaliação e o prazo para envio dos pareceres do CFP estão disponíveis no próprio sistema.
CFP acompanha credenciamento de cursos de Saúde pelo CNS
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) realizou, nos dias 10 e 11 de setembro, sua 261ª Reunião Ordinária. No encontro, entre os assuntos tratados, destacaram-se a reunião da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) – responsável pela emissão de pareceres para criação de cursos superiores em Saúde (Psicologia, Medicina e Odontologia) – e a proposta de criação do Instituto da Saúde Indígena (INSI) pelo Ministério da Saúde.
Além disso, foram discutidos o Balanço da Gestão 2008/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a 15ª Conferência Nacional de Saúde e a 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
Credenciamentos
De acordo com o representante do CFP no CNS, Cláudio Garcia Capitão, dos sete cursos de Psicologia avaliados, cinco receberam pareceres “Satisfatórios com Recomendações” e dois cursos foram avaliados como “Insatisfatórios” pela Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH). Capitão destaca a importância desse procedimento, pois “é neste ponto em que o representante do CFP pode discutir detalhadamente os pareceres referentes aos cursos de Psicologia e de suas particularidades. Resta apontar que o trabalho do CNS, por meio da CIRH, tem sido criterioso no que se refere à avaliação dos cursos de Psicologia, entendendo sua complexidade e possibilitando que tanto as solicitações de abertura de novos cursos quanto o recredenciamento dos que já existem ganhem relevância, pois são referendados pelo controle social no que diz respeito à sua importância em certa região, sua articulação com o SUS – perdendo, assim, o caráter essencialmente mercantilista de algumas instituições de Ensino”, aborda.
Uma das atribuições do CNS é emitir pareceres quanto à criação de novos cursos de Ensino Superior na área de Saúde, no que concerne à caracterização das necessidades sociais, segundo estabelecido pelas leis 8.080/90, 8.142/1990, pelo Decreto nº 5.839/06 e pela Resolução CNS 435/10. Atualmente, três cursos da área da Saúde vêm sendo acompanhados pelo CNS, por meio da CIRH: Medicina, Psicologia e Odontologia.
Segundo Cláudio Capitão, os membros designados pela CIRH acompanham as visitas do Ministério da Educação (MEC) na abertura e no recredenciamento dos cursos de Psicologia. “A CIRH tem sido bastante criteriosa, não apenas seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia, a serem observadas pelas instituições de Ensino Superior no País”, ressalta. Os pareceres da Comissão Intersetorial são baseados na Resolução MEC 5/11; nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), como referências para propor o perfil profissional e o projeto político-pedagógico de curso. Também são utilizadas as leis 8.080/90, na Resolução CNS/MS 350/05, na Recomendação CNS 429/09 e no Relatório de Avaliação in loco do INEP.
Saúde Indígena
Na reunião do CNS, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou aos conselheiros a proposta do Governo Federal em criar o Instituto da Saúde Indígena (INSI). Segundo Claúdio Capitão, a proposta ainda não foi convertida em Projeto de Lei para ser enviada ao Congresso Nacional.
Garcia explica que a proposta da criação do INSI surge como resultado de um amplo debate pelos conselhos de saúde indígena em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). O instituto será uma entidade instituída por lei na forma de Serviço Social Autônomo, com prerrogativas próprias do setor público e sujeito aos controles internos e externos da aplicação dos recursos transferidos pelo Poder Público (DENASUS, CGU, TCU, MP e outras instâncias do controle social), em cooperação com o Estado, no desenvolvimento de atividades delegadas de interesse público e social.
Entre as atribuições pensadas para o INSI figuram: operacionalizar os protocolos de referência Saúde Indígena, articular regionalmente com o SUS, para ações de média e alta complexidade, prover a infraestrutura e logística necessárias ao desenvolvimento de suas ações, apoiar o fortalecimento do controle social.
Para que a proposta seja transformada em matéria a ser apreciada pelo Congresso, Capitão destaca que ainda todas contribuições do Governo Federal, Ministério Público Federal e do Trabalho (MPF e MPT), Conselho Nacional de Saúde (CNS) e representes indígenas, serão avaliadas.
Clique aqui e confira quais entidades fazem parte do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
CFP pleiteia vaga no Conselho Nacional dos Direitos Humanos
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi habilitado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para pleitear uma das nove vagas do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), cuja disputa o CFP concorrerá com mais 48 entidades. Ao todo, a CNDH, para o mandato 2014/2016, terá 22 membros.
Dos integrantes deste colegiado, onze serão da sociedade civil – nove representantes eleitos, um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos estados e da União. Outros onze serão representantes do Poder Público. Todos os conselheiros terão mandato de dois anos.
Com a Lei 12.986/14, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2 de junho passado, que transformou o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, essa será a primeira eleição com a transformação.
Entre as atribuições do CNDH, estão a promoção e a defesa dos direitos humanos mediante ações preventivas, protetivas, reparadoras e sancionadoras das condutas e situações de ameaça ou violação dos direitos humanos.
Após a fase de habilitação, será realizada na próxima segunda-feira (15), às 10 horas, na sede da SDH, no auditório Ana Paula Crosara de Resende, em Brasília, uma reunião preparatória com todas as entidades postulantes às vagas na CNDH. No evento – que terá a presidente do CFP, Mariza Borges Monteiro, como representante da Autarquia – serão debatidos os acordos e encaminhamentos de votações. Na data seguinte, terça-feira (16), no mesmo local e horário, ocorrerá a eleição dos novos membros.
Indicações do CFP
Para a titularidade na CNDH, o CFP indicou a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Autarquia, Vera Silvia Facciola Paiva. Para a suplência, a artista Priscila Santos Martins, conhecida como Priscila Preta Obaci. Vera Paiva é psicóloga, mestre e doutora em Psicologia Social e Pós-Doutorado em Saúde Coletiva. Priscila é bacharel em Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em Teatro.
Em direitos humanos, Vera tem atuado na luta contra luta contra tortura e toda forma de restrição das liberdades e direitos civis e políticos, de atividades pelo resgate da Memória e Verdade e reparação dos atos de violação de direitos cometidos ao longo da Ditadura Militar, bem como participou dos primeiros anos de resposta à epidemia da Aids no Brasil, dos movimentos e iniciativas programáticas de garantia a saúde e da não discriminação de pessoas vivendo com HIV/Aids.
Priscila, na questão dos Direitos Humanos, desde 2007, produz espetáculos com a mulher negra em foco, realiza também o terceiro projeto contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e é artista educadora na Fundação Casa, instituição de reabilitação para adolescentes infratores.
Carta de intenções
Para se habilitar às eleições da CNDH, o CFP redigiu uma carta de intenções (leia no link ao fim da matéria) abordando a trajetória e as lutas da Autarquia em prol dos direitos humanos no Brasil.
Em um dos trechos do documento, a Autarquia diz que, “ao reconhecer a relevância dos direitos humanos para o exercício de toda e qualquer atividade profissional, em 1998, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) promulgou resolução instituindo a Comissão de Direitos Humanos (CDH) como órgão permanente de sua estrutura com os objetivos de: incentivar a reflexão sobre os direitos humanos inerentes à formação, à prática profissional, e à pesquisa em Psicologia; intervir em todas as situações que existam violações dos direitos humanos que produzam sofrimento mental; participar de todas as iniciativas que preservem os direitos humanos na sociedade brasileira; apoiar o movimento internacional dos direitos humanos; estudar todas as formas de exclusão que violem os direitos humanos e provoquem sofrimento mental”.
Clique aqui e leia a Carta de Intenções do CFP na íntegra
Clique aqui e leia o currículo de Vera Paiva
Clique aqui e leia o currículo de Priscila Obaci
PL das 30 Horas
Na última quarta-feira (3), foi realizada sessão não deliberativa na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mesmo não ocorrendo votações, a abertura dos trabalhos significou a contagem da segunda sessão do prazo de decurso para que o Projeto de Lei nº. 3.338 de 2008, o qual fixa a carga horária de Psicólogos e dá outras providências, seja enviado diretamente à sanção da presidente Dilma Rousseff sem precisar ser apreciado pelo plenário daquela Casa. Faltam agora mais três sessões das cinco previstas no Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei nº 3338, de 2008, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC) no dia 15 de julho e agora aguarda o prazo regulamentar da Casa Legislativa para que seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A proposta da diminuição da carga horária dos (as) psicólogos (as) para 30 horas semanais é defendida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), entidades da Psicologia, profissionais e estudantes.
Ampliação de profissionais na perícia da Previdência entra na pauta da Câmara
| Entrou na pauta de votações da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei PL 7.200/2010, que dispõe sobre a ampliação da participação dos profissionais de saúde na perícia da Previdência Social. A inclusão foi solicitação da presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Mariza Monteiro Borges, em reunião realizada com o deputado federal Amauri Teixeira (PT/BA), presidente do colegiado, na última segunda-feira (1).A matéria foi inserida na pauta de votações da sessão na última quarta-feira (3). Porém, como não houve quórum, não ocorreram deliberações. A proposição já tem parecer favorável do relator na Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Eduardo Barbosa (PSDB/MG), apresentado em 22 de maio de 2014, e aguardava a inclusão na pauta para deliberação. Caso seja aprovada, a proposta segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) daquela Casa.
Justificativa O CFP ressalta que esse projeto objetiva promover a avaliação pericial multidisciplinar, com a participação de diversos profissionais de saúde, o que resultará em um relatório final de avaliação da capacidade laborativa, nos casos de aposentadoria por invalidez, condizente com uma realidade mais completa, transparente e justa. Segundo a Autarquia, atualmente, a perícia é realizada apenas por médicos, assim é extremamente benéfico o objetivo de incluir a equipe multidisciplinar nas perícias, considerando que o olhar para as necessidades das pessoas que procuram aposentadoria ou afastamento em razão da saúde debilitada necessita de uma compreensão que envolve vários campos da saúde. Na justificativa, o Conselho Federal de Psicologia diz ainda que tal objetivo será contemplado por meio de uma intervenção sistêmica, com avaliação que inclui outros saberes que compõem a compreensão das problemáticas da população submetida às perícias do INSS. Diante disso, a perícia não deve ser um ato exclusivo da medicina. Há outros profissionais que estão preparados, aptos e que possuem condições técnicas para analisar a capacidade laboral do indivíduo de modo integral. |
CFP e Sedes discutem credenciamentos de cursos
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), representado pelo conselheiro da Autarquia Sergio Braghini, participou de reunião, em São Paulo, no dia 19 de agosto, a convite do Instituto Sedes Sapientiae. O encontro tratou de discutir a situação dos cursos credenciados pelo CFP, de acordo com a Resolução 013/07.
Além de Braghini, participaram da reunião, os membros da Diretoria do Sedes (Carlos Lichtsztejn, Dalka Chaves de Almeida Ferrari, Geórgia Vassimon, Maria Cristina Perdomo, Maria Laurinda Ribeiro de Souza, Pompéa Maria Bernasconi e Vera Luiza Horta Warchavchik) e representantes dos cursos credenciados pelo CFP: Paulo Machado (Curso Jung e Corpo), Maria Luiza Persicano (Formação em Psicanálise), Maria Dolores Tolói (Psicodrama), Luciana Angelo e Marina Gusson (Psicologia do Esporte), Sonia Neves e Rubens Volich (Psicossomática Psicanalítica).
A Resolução 13/07 do CFP institui a Consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu registro. No encontro com a Diretoria do Sedes, foi abordado que, dos 35 cursos do Instituto Sedes Sapientiae, 5 são credenciados no CFP desde 2000.
Posição do CFP
Sérgio Braghini sugeriu consulta ao Grupo de Trabalho, de como proceder em relação a situações não previstas..
Como resultado da reunião e orientação do conselheiro Sergio Braghini, o Instituto Sedes Sapientiae formalizou junto ao CFP, em oficio de 21 de agosto passado, consulta sobre os temas abordados e solicitando um posicionamento formal sobre a garantia de titulação dos alunos que ingressaram nos cursos credenciados em 2014, que estes cursos estão de acordo com a Resolução CFP 013/07.
Para o Instituto Sedes, a continuidade do debate se faz necessária.
O conselheiro Sérgio Braghini destacou que todas as questões suscitadas serão encaminhadas ao Grupo de Trabalho que tem reunido várias instituições formadoras e participado de discussões com o Ministério da Educação (MEC) e com o Conselho Nacional de Educação (CNE), para encontrar uma solução ética e satisfatória. “Temos cumprido nosso papel de aproximação com a categoria para balizar nossas deliberações, e, nesse quesito, a reunião foi importante”, ressaltou.
CFP participa de Seminário no Maranhão
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), representado pelo vice-presidente da Autarquia, Rogério Oliveira, participou do Seminário “Democracia e participação no sistema de Conselhos”, organizado pelo Conselho Regional de Psicologia da 22ª região (CRP-22, Maranhão), dia 27 de agosto. O evento foi alusivo à programação comemorativa do “Dia do(a) Psicólogo(a)”, celebrado na mesma data. Rogério participou de uma das mesas temáticas, “Democracia e Participação”, junto com a presidente do CRP-22, Nelma Pereira da Silva. O evento foi prestigiado por profissionais e estudantes.
Para a mesa de abertura, foram convidados a coordenadora do mestrado de Psicologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Denise Bessa Léda, os coordenadores dos cursos de Psicologia da UFMA, Centro Universitário do Maranhão (CEUMA) e Pitágoras, os professores Cristianne Carvalho, Francisca Silveira e João Cabral, respectivamente. Além deles, participaram a vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos do Maranhão, Valéria Pereira, e a presidente da Empresa Júnior de Psicologia da UFMA (NovaMente), Leila Pereira.
“Esse evento é importante não só para comemorar o dia do psicólogo, mas também para lembrar as várias funções do psicólogo hoje na sociedade, que já atua em áreas como a jurídica, educacional, administrativa, clínica e da assistência social. Também lembra a população que o Conselho serve para fiscalizar seu exercício profissional. É uma segurança para a população que busca os serviços prestados por ele”, explica a presidente do CRP-22, Nelma Pereira da Silva. Ela também ressaltou a importância do registro profissional para o psicólogo: “Sem o registro profissional, o psicólogo é apenas um bacharel”, enfatiza.
Mesas Temáticas
Outra mesa temática foi “Orientação, Ética e Direitos Humanos”, onde foram apresentadas as comissões que integram o CRP-22: Comissão de Orientação e Ética (COE), Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) e Comissão de Direitos Humanos (CDH), coordenadas respectivamente por Francisca Pereira da Cruz, Silvia Vale e Simone Rodrigues.
Durante a programação, os participantes conheceram também os membros que compõem atualmente o CRP-22, dentre eles a vice-presidente Isalena Santos Carvalho e o coordenador geral, Jack Charlie.
O evento marcou também um ano de desmembramento do Conselho Regional de Psicologia da 11ª Região (CRP-11, Ceará), que antes, além de psicólogos (as) cearenses, atendia os (as) profissionais dos estados do Piauí (CRP-21) e Maranhão (CRP-22). Atualmente, o CRP-22 possui 1.389 psicólogos (as) em atividade e trabalha na entrega das carteiras de identidade profissional (CIP), para os que ainda possuíam o registro do Ceará e para os (as) profissionais que ainda não fizeram registro no Conselho.
O (a) psicólogo (a) que não pôde participar da programação especial e entregar a documentação para a CIP pode fazer a carteira de identidade profissional na sede do CRP-22, localizado na rua 17, quadra 22, casa 9, Conjunto Vinhais, em frente à Praça da Criança, próximo à Auto Escola Saraiva, em São Luís (MA). Para informações, o número do Conselho é (98) 3227-0506.
Conselheiros do CFP participam de eventos do Dia do(a) Psicólogo(a)
Integrantes do XVI Plenário do Conselho Federal de Psicologia (CFP) participaram de diversos eventos em comemoração ao Dia do(a) Psicólogo(a), em 27 de agosto, pelo País. No dia 27, a presidente do CFP, Mariza Monteiro Borges, participou de solenidade na Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Ainda pela manhã ministrou, no Campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, a conferência “Panorama da Psicologia no Brasil”, organizada pela Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP). À tarde, tratou do mesmo tema na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Os conselheiros federais Rogério de Oliveira (vice-presidente) e Eliandro Araújo participaram, no Conselho Regional de Psicologia da 22ª Região (CRP-22, Maranhão), em São Luís, do debate “Democracia e participação no sistema de Conselhos”. Rogério participou de uma das mesas temáticas, “Democracia e Participação”, junto com a presidente do CRP-22, Nelma Pereira da Silva. O evento foi acompanhado por profissionais e estudantes.
O conselheiro-tesoureiro do CFP, Sérgio Braghini, proferiu palestra no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu (SP), para estudantes e professores, sobre Temas Contemporâneos da Psicologia. Ele discutiu a importância do tema dos Direitos Humanos na atualidade e apresentou a Comissão de Direitos Humanos e seus objetivos, além do trabalho que o CFP, com um todo, vem desenvolvendo.
A secretária do CFP, conselheira Maria da Graça Jacques, esteve na mesa de abertura da 8ª Mostra Regional de Práticas em Psicologia, no Rio de Janeiro, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Além de Maria da Graça Jaques, estiveram na mesa o presidente do Conselho Regional de Psicologia da 5ª Região (CRP 05, Rio de Janeiro), José Novaes, com o representante do Sindicato dos Psicólogos do RJ (SINDPSI-RJ) e a diretora do Instituto de Psicologia da UERJ, Rita Maria dos Manso de Barros.
No dia 28, a conselheira Meire Viana participou, no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), de sessão solene em comemoração ao Dia do(a) Psicólogo(a). O evento foi proposto pelo vereador Evaldo Lima (PCdoB).
A psicóloga Ângela Pinheiro, que falou em nome dos (as) psicólogos (as) homenageados na sessão solene, defendeu a efetivação dos profissionais através de concurso público e a participação dos psicólogos, com compromisso e ousadia, no fortalecimento da sociedade brasileira. “Considero o exercício da Psicologia um processo contínuo que vem se renovando. Vejo o exercício da profissão como um sacerdócio dedicado à sociedade brasileira”. Ela também destacou o apoio dado à categoria tanto pelo Conselho Regional de Psicologia da 11ª Região (CRP-11, Ceará) como do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
CDH/CFP emite nota de apoio a Vila dos Pescadores do Jaraguá, em Alagoas
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Autarquia, emitiu nota de apoio às famílias da Vila dos Pescadores do Jaraguá, em Maceió (AL). A comunidade pesqueira tradicional da capital alagoana luta pelo direito à permanência no território da União, onde vive e trabalha há mais de 60 anos.
O conflito, que perdura mais de uma década, intensificou-se nos últimos anos com as investidas da Prefeitura Municipal de Maceió para a remoção da comunidade do local onde vivem, para em seu lugar construir uma área voltada à atividade turística.
Abrace a Vila
Professores do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Marcos Mesquita e Simone Hunning, desenvolvem um trabalho de pesquisa e extensão com a Vila dos Pescadores do Jaraguá desde 2009. Segundo Marcos Mesquita, a vila é uma comunidade tradicional de pesca em que vivem muitas famílias,essoas que lá chegaram desde os anos 1940 ou que ali nasceram. São pescadores, pescadoras e pequenos comerciantes.
“ É uma comunidade que tem como marca a cultura e a economia da pesca fortemente visíveis em seu jeito de ser, de pensar o mundo, de se expressar. Por conta disso, e com a ajuda de pesquisadores da universidade e outros parceiros, a comunidade iniciou um processo junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que solicita o registro e reconhecimento das atividades de pesca – sua linguagem e outras características específicas relacionadas a esta cultura – e de construção de barcos como patrimônios imateriais”, justificou Marcos Mesquita.
O professor da UFAL destaca que a comunidade é culturalmente forte, de matriz negra, caraterizada por sua organização coletiva e capacidade de resistência. Mesquita ressalta que, além de tudo, a Vila dos Pescadores do Jaraguá tem uma importância histórica para a cidade: “parte da historiografia afirma que foi por conta da existência de uma comunidade de pescadores e das atividades do porto que, naquele lugar, surgiu a cidade de Maceió. Portanto, essa comunidade simbolicamente é herdeira dessa tradição que se associa ao surgimento da cidade”, complementou.
Marcos Mesquita conta que o movimento “Abrace a vila” surge em defesa dessa comunidade, e reúne artistas, intelectuais, participantes de movimentos sociais, comunitários e juvenis, sindicatos e partidos, que compreendem a importância da permanência das famílias de pescadores naquele lugar e iniciam uma articulação que, para além de trazer à tona a questão política e emergencial em defesa da vila, promove um debate público em torno da cidade e o que dela querem.
Mesquita destacou a solidariedade de muitas entidades locais, regionais e nacionais, e aponta a importância do apoio do CFP e de sua CDH, que, por entre outros motivos, considera ser a maior entidade da categoria de psicólogos (as). “O CFP representa e expressa as práticas de muitos profissionais que, cotidianamente, a partir de suas diferentes intervenções, lutam por um país mais justo e menos desigual”, reforçou.
Nota
Em um dos pontos da nota de apoio, a CDH destaca que “compreendendo tal situação como uma violação aos direitos dessa comunidade, a comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia vem a público posicionar-se como apoiadora da luta das famílias pela permanência em seu território, pela preservação de seu patrimônio sociocultural e pela proteção aos vínculos comunitários dessas famílias entre si e com o lugar. A remoção forçada desses moradores significa uma violência física e subjetiva irreparável”.
Leia a nota na íntegra aqui



