CFP manifesta solidariedade à FEPRA em defesa da Lei Nacional de Saúde Mental da Argentina

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) expressa solidariedade e respaldo à Federação de Psicólogas e Psicólogos da República Argentina (FePRA) diante das propostas de modificação da Lei Nacional de Saúde Mental nº 26.657, que podem significar grave retrocesso nos direitos das pessoas.

O tema chegou ao conhecimento do CFP durante a V Cumbre Latino-Americana e do Caribe, em Belém, na qual a FEPRA convocou conselhos profissionais e associações da região a se somarem ao seu repúdio.

Reafirmamos nosso compromisso com uma saúde mental fundada nos direitos humanos, na dignidade, na autonomia e no cuidado comunitário e interdisciplinar.

Rejeitamos toda reforma que fragilize as garantias já consagradas na norma vigente, que favoreça a segregação e o confinamento ou que reduza a atenção em saúde a uma perspectiva exclusivamente biomédica.

As dificuldades do sistema de saúde devem ser enfrentadas com maior investimento público, fortalecimento das redes comunitárias e das equipes interdisciplinares e promoção de condições dignas de trabalho, que garantam atenção oportuna, integral e respeitosa às pessoas e às suas famílias.

Respaldamos o chamado da FEPRA a um debate amplo, informado e participativo, que incorpore profissionais, pessoas usuárias, famílias e organizações sociais.

Toda reforma deve fortalecer as políticas públicas e ampliar direitos, nunca restringi-los, em respeito ao princípio da progressividade e à vedação ao retrocesso.

O CFP segue empenhado na cooperação com as entidades da psicologia latino-americana e reafirma, a partir do Brasil, sua solidariedade a quem defende uma saúde mental comunitária, interdisciplinar e garantidora dos direitos humanos.

A saúde mental é um direito humano. Sua proteção exige mais cuidado, mais recursos e mais comunidade, e nunca menos direitos.

Brasília,  30 de outubro de 2026.
Conselho Federal de Psicologia

CFP abre inscrições para seminário nacional que celebra os 20 anos do CREPOP

Estão abertas as inscrições para o 13º Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas – CREPOP 20 anos, promovido pelo Conselho Federal de Psicologia nos dias 16 e 17 de novembro de 2026. Com o tema “A Psicologia como referência na transformação das políticas públicas”, o encontro celebra as duas décadas do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) e propõe um espaço de reflexão, diálogo e construção coletiva sobre a contribuição da Psicologia para as políticas públicas no Brasil.

O evento será realizado presencialmente em Brasília (DF), com transmissão online pelo YouTube. As atividades presenciais do dia 16 de novembro ocorrerão na Fiocruz Brasília. Já o dia 17 será dedicado a uma reunião exclusiva para membras e membros da Rede CREPOP.

As pessoas interessadas em participar do seminário devem preencher o formulário de inscrição. A iniciativa integra a agenda comemorativa dos 20 anos do CREPOP, cuja trajetória está vinculada à produção de referências técnicas para a atuação de psicólogas e psicólogos nas políticas públicas e à articulação de experiências nos diferentes territórios brasileiros.

Programação reúne debates, cultura e memória institucional

A programação do dia 16 de novembro começa às 8h, com credenciamento e acolhimento, seguidos da abertura institucional, às 9h. Na sequência, a primeira mesa, “Memória viva, construção em rede e institucionalização”, das 9h30 às 12h30, propõe uma reflexão sobre a trajetória do CREPOP, a construção coletiva da Rede e sua contribuição para as políticas públicas.

Após o intervalo para almoço, das 12h30 às 14h, o seminário retoma as atividades com a mesa “Referências Técnicas em Movimento”, das 14h às 16h. O debate abordará a contribuição das Referências Técnicas para a atuação profissional, a formação, a pesquisa e os desafios presentes nos diferentes territórios.

A programação da tarde também contempla a atividade cultural Desalinhos e Costuras, das 16h às 16h30, seguida de coffee break. Das 16h45 às 17h35, o “Momento Macrorregional: passado–presente–futuro” reunirá perspectivas sobre a trajetória da Rede CREPOP, suas conquistas e os desafios para os próximos anos.

O encerramento do primeiro dia inclui homenagens às técnicas e trabalhadoras que construíram e sustentam a Rede, exibição de vídeo institucional e atividades de encerramento, das 17h35 às 18h20. A programação presencial termina com um coquetel de confraternização, das 18h20 às 19h.

Segundo dia será dedicado à Rede CREPOP

No dia 17 de novembro, será realizada uma reunião fechada da Rede CREPOP, exclusiva para suas membras e seus membros, com atividades voltadas à articulação da Rede.

A celebração dos 20 anos do CREPOP representa uma oportunidade de revisitar sua trajetória, reconhecer as contribuições de quem participou dessa construção e refletir sobre os caminhos futuros da Psicologia nas políticas públicas.

Serviço

13º Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas – CREPOP 20 anos

Tema: A Psicologia como referência na transformação das políticas públicas

Data: 16 e 17 de novembro de 2026

Local: 16/11 |  Fiocruz Brasília — Avenida L3 Norte, s/n, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, Brasília (DF)

Transmissão: online pelo YouTube do CFP                                                   

Inscrições: por meio do formulário de inscrição do evento. Inscreva-se aqui

Atenção: a programação e a inscrição são para o evento do dia 16/11. O dia 17 será reservado à reunião exclusiva para membras e membros da Rede CREPOP.

Link de Inscrições 

CFP repudia violência política e étnico-racial contra povos indígenas e cobra órgãos federais

Nesta quinta-feira, 29, a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CDH/CFP) manifestou repúdio às crescentes ameaças de violência, intimidações e manifestações racistas direcionadas a comunidades indígenas no país. O posicionamento da Comissão tem como foco a solidariedade ao povo Guarani, no Mato Grosso do Sul, após a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) protocolar representações no Ministério Público Federal (MPF), na Procuradoria Regional Eleitoral e na Polícia Federal.

NOTA DE REPÚDIO ÀS AMEAÇAS CONTRA OS POVOS INDÍGENAS E DE SOLIDARIEDADE AO POVO GUARANI

A denúncia da APIB aponta a circulação de áudios com discursos discriminatórios e ameaças, como restrição a serviços essenciais, coerção política e envenenamento de fontes hídricas, gravados após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 nos municípios de Tacuru e Nioaque (MS). O CFP destaca que o caso se insere em um contexto nacional mais amplo de violência política eleitoral contra comunidades originárias, citando episódios recentes de perseguição e mortes em territórios como Votouro (RS), Yanomami, Kayapó, Munduruku e Parakana.

Diante do cenário, o CFP cobra do Governo Federal e das autoridades de investigação uma resposta articulada, com apuração célere dos fatos, identificação dos responsáveis e adoção de medidas preventivas. Entre as ações prioritárias solicitadas pelo conselho estão a proteção física das comunidades afetadas e a avaliação urgente da segurança do abastecimento de água nas áreas citadas, sempre em diálogo com as lideranças locais.

A autarquia ressalta ainda a dimensão psicossocial do problema, alertando que a violência étnico-racial e a intimidação geram impactos profundos na saúde mental, na autonomia coletiva e na preservação dos vínculos comunitários dos povos indígenas.

CFP participa de minicurso sobre Psicologia e cuidados paliativos no SUS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participará do minicurso “Psicologia e Cuidados Paliativos no SUS: Diálogos entre diretrizes profissionais e práticas nos territórios”, que será realizado no dia 4 de novembro, das 14h às 18h, na UNIESP, em Cabedelo (PB). A atividade integra a programação do 1º Congresso Nacional de Cuidados Paliativos do Instituto PaliAtivo.

A representação do CFP será composta pela conselheira-secretária Carol Freire; pela conselheira Miriam Alves, coordenadora do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP); e pelo supervisor do CREPOP Bruno Mota.

O minicurso propõe um espaço de diálogo sobre as diretrizes éticas da profissão e a atuação de psicólogas e psicólogos nos cuidados paliativos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando as diferentes realidades dos territórios e os desafios relacionados ao acesso aos serviços de saúde.

A programação também prevê discussões com a Comissão do CREPOP e representantes da rede sobre as práticas profissionais, as desigualdades no acesso aos cuidados paliativos e as contribuições para a pesquisa nacional na área. O encontro busca favorecer a troca de experiências e a construção coletiva de referências técnicas que contribuam para qualificar a atuação da Psicologia nesse campo.

A participação do CFP reforça a importância de ampliar o debate sobre a contribuição da Psicologia nos cuidados paliativos, considerando os princípios éticos da profissão, a integralidade do cuidado e as particularidades das pessoas atendidas, de suas famílias e das equipes de saúde.

Serviço:                                                                                                                     

Minicurso: Psicologia e Cuidados Paliativos no SUS: Diálogos entre diretrizes profissionais e práticas nos territórios

Data: 4 de novembro de 2026

Horário: das 14h às 18h

Local: UNIESP – Cabedelo (PB)

Atividade: 1º Congresso Nacional de Cuidados Paliativos do Instituto PaliAtivo

Inscrições: https://institutopaliativo.com.br/congresso/

CFP articula cooperação internacional e debate desafios da Psicologia em congresso em Portugal

A cooperação internacional entre profissionais da Psicologia, o respeito à diversidade cultural e o compromisso com os direitos humanos foram alguns dos pontos defendidos pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) durante o 7.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

O evento reuniu profissionais e representantes de organizações da Psicologia para discutir os desafios científicos e profissionais da área em âmbito internacional. Durante o evento, a delegação do CFP, representada pela presidenta Ivani Oliveira, pela conselheira-tesoureira Claudia Carvalho e pelo assessor de relações institucionais Lucas Maximo, participou de debates sobre a atuação profissional sem fronteiras, a produção de conhecimento científico conectado às realidades sociais e a responsabilidade ética diante das novas tecnologias. O congresso ocorreu de 7 a 9 de outubro, em Coimbra, Portugal.

Na sessão “Rede, suporte e pertencimento: a Psicologia sem fronteiras Brasil–Portugal”, promovida pela Associação de Psicólogas Brasileiras em Portugal (APBP), a presidenta Ivani destacou a parceria entre as instituições e o Protocolo de Intenções firmado pelo CFP e pela OPP em 2024. A iniciativa estabelece bases para a cooperação científica, o intercâmbio de informações e a orientação de profissionais interessadas em atuar nos dois países. “Gosto de olhar esse protocolo como um mapa de sementes: apoio a quem se candidata, informação acessível sobre os critérios, formação sobre legislação e ética, cooperação científica, um grupo de trabalho conjunto. E a APBP, que ajudou a plantá-lo, está no próprio texto”, pontou a presidenta, ao ressaltar a importância de fortalecer essa articulação e as redes de acolhimento às psicólogas brasileiras em Portugal.

Já no debate “Psicologia, ciência e profissão global”, com representantes da OPP, da Federação Europeia de Associações de Psicólogos (EFPA), da Associação Americana de Psicologia (APA) e da Federação Europeia de Associações de Estudantes de Psicologia (EFPSA), Ivani apresentou a experiência brasileira de construção coletiva das diretrizes da profissão por meio do Congresso Nacional de Psicologia. mesma destacou a defesa de uma Psicologia comprometida com a democracia, a justiça social e a ampliação do acesso ao cuidado, especialmente para populações historicamente excluídas.

“Nosso desafio e nossa oportunidade é levar conhecimento e cuidado de qualidade a toda a população, inclusive àquela que os serviços historicamente deixaram de fora. É a essa tarefa que a Psicologia brasileira dedica o seu trabalho, com compromisso com a democracia, a justiça social e a garantia de direitos”, ponderou. 

 A presidenta também ressaltou que a produção científica precisa considerar as realidades culturais e sociais dos territórios. Como exemplo, apresentou o Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), que completa 20 anos este ano e produz referências para a atuação profissional a partir da experiência de psicólogas que trabalham nas políticas públicas.

 Outro tema abordado foi a inteligência artificial. Ivani defendeu que o uso dessas ferramentas na Psicologia seja acompanhado de formação, proteção de dados e critérios éticos, com atenção aos riscos de reprodução de desigualdades.

Entre as iniciativas do CFP na área estão a Nota de Posicionamento sobre Inteligência Artificial e Psicologia, publicada no ano passado, e um guia para uma prática ética e responsável. “O que a Psicologia brasileira leva a esta conversa é a convicção de que cabe a nós decidir, coletivamente, o que queremos que essas tecnologias façam, em quais condições e a serviço de quê”, destacou. 

A participação no congresso reafirmou a disposição do CFP de manter e ampliar a parceria com a OPP e a APBP. Além do intercâmbio científico e profissional, a cooperação pode avançar em temas como inteligência artificial, Psicologia educacional e emergências, direitos humanos, diversidade e desastres climáticos. 

CFP orienta psicólogas sobre o uso de testes psicológicos nas modalidades informatizada e online

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP), publicou nota pública com orientações sobre o uso de testes psicológicos nas modalidades de aplicação informatizada e online (remota).

O documento apresenta a diferença entre as duas modalidades e orienta sobre a utilização de cada uma delas. Testes aprovados no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI) para aplicação informatizada podem ser usados de forma presencial, com mediação de computador ou outro equipamento. 

Já a aplicação online (remota), em que a pessoa responde ao teste a distância, com ou sem a presença da psicóloga, de forma síncrona ou assíncrona, só é permitida para instrumentos que constam no SATEPSI como recomendados para essa modalidade.

Segundo a nota, o fato de um teste estar disponível em plataforma digital, ou de existir uma versão informatizada, não autoriza por si só sua aplicação remota. Para isso, o instrumento precisa apresentar ao SATEPSI estudos científicos que comprovem a equivalência entre os formatos de aplicação, de acordo com a Resolução CFP nº 31/2022 . A responsabilidade por produzir e encaminhar esses estudos é das editoras, das autoras e dos autores e, principalmente, dos responsáveis técnicos pelos testes.

O que a psicóloga deve verificar antes de aplicar um teste:

  • se o teste tem parecer favorável no SATEPSI;
  • qual modalidade de aplicação está aprovada para o instrumento;
  • se a modalidade pretendida corresponde à registrada no SATEPSI;
  • se existem estudos de equivalência aprovados para o formato pretendido, quando for o caso.

A CCAP destaca que não cabe à profissional presumir a equivalência entre formatos e que o uso de um instrumento em modalidade diferente da autorizada pelo CFP configura falta ética.

Acesse a Nota Pública na íntegra aqui. 

CFP prorroga submissões de artigos para edição especial da Psicologia: Ciência e Profissão

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) prorrogou por mais 30 dias o envio de artigos para a futura edição especial do periódico Psicologia: Ciência e Profissão que abordará o tema “Crise Climática e Racismo Ambiental”.

A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União e o acesso e as submissões deverão ser realizadas exclusivamente por meio da plataforma da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (https://submission.scielo.br/index.php/pcp/login), até 14 de novembro 2026.

Com o objetivo de reunir estudos no campo da Psicologia que contribuam para a compreensão e o enfrentamento da crise climática e do racismo ambiental, considerando seus impactos psicossociais, éticos, políticos e territoriais, a Revista Psicologia Ciência e Profissão (PCP) lança edital para publicações de artigos para o futuro periódico.

Poderão submeter artigos: pesquisadoras/es, docentes, profissionais e estudantes, individualmente ou em coautoria, nacionais ou estrangeiros, desde que observem as Diretrizes para Autores e a Política Editorial do periódico Psicologia: Ciência e Profissão. Conheça-as clicando aqui.

As/Os autoras/es deverão possuir cadastro ORCID ativo. Quando nenhuma das autoras ou nenhum dos autores possuir graduação completa em Psicologia ou área afim, o manuscrito deverá contar com a coautoria de pessoa com formação em uma dessas áreas.

Os trabalhos devem estar relacionados aos seguintes eixos: crise climática, Psicologia e Direitos Humanos; racismo ambiental, justiça climática e desigualdades sociais; povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades de terreiro, povos ribeirinhos, defesa do território e bem viver; e políticas públicas, saúde mental e enfrentamento da crise climática.

Saiba mais acessando o Edital de chamamento para publicar na Edição Especial do periódico PCP “Crise Climática e Racismo Ambiental”.

Saiba mais:

Conheça a Revista PCP

Leia os artigos publicados na Revista PCP em 2026

Saiba como publicar na Revista PCP

Nota de sentir: Psicóloga Norma Celiane Cosmo

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta profundo sentir pelo falecimento da psicóloga Norma Celiane Cosmo (CRP 14/842-1), cuja trajetória foi marcada pelo compromisso com a Psicologia, a educação e o fortalecimento das políticas públicas no Brasil.

Psicóloga, docente e liderança institucional, Norma Celiane Cosmo dedicou parte significativa de sua trajetória à valorização da profissão, à formação acadêmica e à defesa de uma Psicologia comprometida com os direitos sociais e com a transformação da sociedade.

Sua contribuição ao Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi marcada pela participação em dois plenários consecutivos: o XVII Plenário (2016–2019) e o XVIII Plenário (2019–2022), nos quais atuou como conselheira tesoureira, contribuindo para as atividades institucionais e para o desenvolvimento da Psicologia brasileira.

Também foi uma das coordenadoras do grupo de trabalho voltado à implementação da Lei nº 13.935/2019, que prevê a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica. Sua atuação nessa agenda integrou os esforços em defesa da inserção dessas profissões nas escolas públicas, reconhecendo a importância da Psicologia na garantia de direitos e na construção de uma educação comprometida com o desenvolvimento integral dos estudantes.

Sua trajetória deixa um legado de dedicação à Psicologia, compromisso ético e defesa de políticas públicas que reconhecem a importância da profissão na promoção de direitos e na construção de uma sociedade mais justa.

Neste momento de tristeza, o CFP se solidariza com familiares, amigas e amigos, colegas de profissão, estudantes e todas as pessoas que conviveram com Norma Celiane Cosmo e foram tocadas por sua história e contribuição à Psicologia brasileira.

O Conselho Federal de Psicologia expressa seu reconhecimento à sua trajetória e à contribuição que deixa para a história da profissão no país.

CREPOP disponibiliza para consulta pública referências técnicas para a atuação de psicólogas/os  em unidades de acolhimento institucional (suas)  

 O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), inicia nesta terça-feira (13/10) a consulta pública voltada a colher subsídios de profissionais de todo o país para a futura publicação das referências técnicas para a atuação de psicólogas/os em unidades de acolhimento institucional (suas). 

A consulta pública é uma das etapas fundamentais que antecedem o lançamento de qualquer Referência Técnica do Sistema Conselhos. O objetivo é promover uma escuta ampla, democrática e participativa junto à categoria, permitindo que a experiência prática e o acúmulo teórico das profissionais aprimorem as diretrizes propostas na minuta.

Passo a passo para participação:

Para enviar suas contribuições à nova Referência Técnica, siga as seguintes orientações:

Leitura prévia: Baixe e realize a leitura integral do texto preliminar destinado à consulta pública: RT de Acolhimento no SUAS. 

Envio de contribuições: Acesse o formulário eletrônico [clicando aqui] e insira seus apontamentos e sugestões, considerando cada eixo estruturante que organiza a publicação.

Fique atento ao prazo: O formulário estará disponível para preenchimento até o dia 11 de novembro de 2026. Após o encerramento do prazo, todas as contribuições serão consolidadas e encaminhadas à consultoria para a redação da versão final do documento.

Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal do CREPOP. Acesse aqui.

Sobre o CREPOP: O Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) é uma iniciativa do Sistema Conselhos de Psicologia (CFP e CRPs) que visa qualificar, orientar e mapear a atuação de psicólogas e psicólogos nas diversas políticas públicas do país.

Para além de seu caráter estritamente técnico, o CREPOP exerce uma função ético-política fundamental: ética, ao balizar uma práxis profissional comprometida com a garantia de direitos e com a dignidade humana; e política, ao demarcar o papel crítico da Psicologia como ferramenta de transformação social e fortalecimento das políticas públicas.

Confira também o catálogo de Referências Técnicas já lançadas. Acesse aqui.

Ética e defesa da sociedade: CFP lança Planejamento Estratégico para o ciclo 2026-2028

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresenta seu Planejamento Estratégico para o ciclo 2026–2028. O documento é o principal instrumento de direcionamento institucional da autarquia no triênio e reúne a missão, a visão de futuro, os princípios e as prioridades que vão orientar decisões, programas e ações do Conselho. 

“Mais do que um documento de planejamento, este Plano representa um pacto institucional em torno da missão pública do Conselho Federal de Psicologia”, afirma a presidenta do CFP, Ivani Francisco de Oliveira, logo na apresentação do texto. Segundo ela, o planejamento reafirma o compromisso do Conselho com a democracia, os direitos humanos, a equidade, a interseccionalidade, o compromisso social e a participação democrática.

A proposta é resultado de um amplo processo participativo que envolveu o XX Plenário, dirigentes, gerências, coordenações, equipes técnicas e demais trabalhadoras e trabalhadores do CFP.  O processo partiu de uma avaliação do ciclo anterior (2023–2025) e contou ainda como referências a Lei nº 5.766/1971, que criou os Conselhos de Psicologia e o Código de Ética Profissional. 

Outro ponto importante destacado como base para a construção do documento foram as deliberações do 12º Congresso Nacional da Psicologia (CNP), amplamente debatidas no principal espaço de formulação do planejamento, uma oficina presencial de quatro dias, realizada em Brasília (DF), de 23 a 26 de abril de 2026.

Se, na prática, o Planejamento organizou objetivos, metas e ações, fortalecendo a governança e qualificando a resposta do Conselho às demandas, desafios e oportunidades que se colocam para a Psicologia, no centro da estratégia está justamente o exercício ético da profissão, definido como eixo estruturante e ponto de convergência de todas as iniciativas do Conselho. 

Regulamentar, orientar, fiscalizar e disciplinar a profissão seguem como finalidades essenciais do Sistema Conselhos, e até a incidência política é posicionada a serviço dessas funções, para garantir uma prática científica, técnica e socialmente responsável, com atenção especial à formação na graduação. 

A padronização da fiscalização nos Conselhos Regionais, a atualização do Código de Ética Profissional do Psicólogo e novos parâmetros para documentos de avaliação psicológica, inclusive para povos indígenas e pessoas com deficiência, também são propostas. O documento prevê ainda diretrizes para o uso ético da inteligência artificial, normas para a atuação no Sistema de Justiça e no trânsito, subsídios sobre o trabalho nas plataformas online de atendimento clínico e a regulamentação da psicoterapia, além da revisão da Política Nacional de Orientação ao Exercício Profissional. 

Visão CFP 2036

Pela primeira vez, o planejamento foi estruturado em dois horizontes: o Plano de Gestão 2026–2028 traduz a estratégia em ações e metas; já a visão de longo prazo, chamada CFP 2036, orienta decisões estruturantes para além dos mandatos eletivos.  Ou seja, até 2036, o CFP será referência na geração de valor público, por meio de uma atuação inovadora em governança, orientada pela interseccionalidade, direitos humanos e compromisso social. Com essa escolha, cada gestão passa a ser compreendida como uma ponte entre o presente e o futuro de um projeto institucional contínuo.

O Plano também consolida cinco princípios que funcionam como critérios para todas as decisões do Conselho. A interseccionalidade reconhece que desigualdades são produzidas pela interação entre diferentes marcadores sociais. O compromisso social reafirma a defesa do interesse público, da democracia e da cidadania. A ética é tratada como fundamento de toda a atuação institucional.

O valor público orienta a atuação para resultados que beneficiem a sociedade. Os direitos humanos são definidos como fundamento ético-político e compromisso inegociável com a dignidade, a diversidade e a equidade.

Saúde mental e políticas públicas no centro da agenda

Na análise de cenário, o Planejamento evidencia o crescente reconhecimento social da importância da saúde mental e da Psicologia nas políticas públicas, que aparece justamente como uma das principais oportunidades para o Conselho. 

O documento também mapeia desafios: polarização política, desinformação, precarização e plataformização do trabalho, avanço da inteligência artificial sem regulamentação ética e práticas não regulamentadas. Os efeitos das mudanças climáticas e das crises humanitárias sobre as demandas de saúde mental também foram apontados.

No campo da saúde mental, o Plano prevê diretrizes para a atuação da Psicologia em comunidades terapêuticas, em estrito alinhamento aos princípios da Reforma Psiquiátrica e dos direitos humanos. Há também a previsão de elaboração de um panorama Reforma Psiquiátrica Antimanicolonial no Brasil, para subsidiar a incidência política e a qualificação da rede de atenção psicossocial.

Outra frente é a elaboração de diretrizes técnicas para o atendimento a pessoas afetadas por problemas relacionados aos jogos de apostas, com base na redução de danos e na proteção da saúde mental.

Monitoramento permanente

A implementação será acompanhada por um processo permanente de monitoramento e avaliação, com realização de reuniões estratégicas bimestrais com Diretoria, Superintendências e Gerências, além de apresentações semestrais ao Plenário.  As informações vão subsidiar o Relatório de Gestão, elaborado conforme as diretrizes do Tribunal de Contas da União (TCU), e um Relatório Trienal com resultados e aprendizados do ciclo. O objetivo é verificar não só se o planejado está sendo feito, mas se os resultados aproximam o Sistema Conselhos da Visão 2036. 

“Sabemos que nenhum planejamento transforma uma instituição por si só. São as pessoas, as relações de confiança, a postura dialógica e a corresponsabilidade na execução que tornam possível transformar diretrizes em resultados”, conclui a presidenta do CFP.

Acesse aqui o Planejamento Estratégico 2026–2028 na íntegra