CFP participa de eventos nacionais de bibliotecas universitárias

Entre os dias 15 e 21 de outubro, aconteceram em Manaus (AM) o 9º Encontro das Bibliotecas da Área da Psicologia e o 19° Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). O Conselho Federal de Psicologia (CFP) teve como representante Maria Imaculada Cardoso, da gestão da Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia Brasil (BVS-Psi).

Desde 2002, a Rede Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia (ReBAP), responsável pela manutenção e pela promoção do uso da Biblioteca Virtual de Psicologia, organiza seu encontro como evento paralelo ao SNBU.

No dia 15, Imaculada Cardoso discorreu sobre os avanços da BVS-Psi e apresentou o plano de trabalho para os próximos dois anos. Ela destacou que a experiência de parceria com o CFP sempre é citada como exemplo pelos coordenadores da BVS Brasil. Ressaltou, ainda, as capacitações realizadas. Também participaram da apresentação a gestora Carla Nascimento e a coordenadora técnica Aparecida Angélica Paulovic Z. Sabadini.

“Tivemos duas capacitações formais e diversos momentos de contatos para expansão e fortalecimento da rede de Psicologia”, conta Cardoso. “Como parte da diretoria da Federação Brasileira de Bibliotecas (FeBAB), estive no estande da Federação e pude divulgar, promover e convidar profissionais para integrarem nossa ReBAB, segunda maior rede que segue o modelo Bireme – a primeira é a da própria Bireme.” Ainda conhecida também pelo nome original – Biblioteca Regional de Medicina –, a Bireme é hoje o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.

Sobre o projeto

BVS-Psi surgiu com o objetivo de garantir o acesso à informação de forma rápida e precisa, por meio da seleção, da organização e da disseminação em um espaço virtual especializado. O instrumento busca contribuir para a atualização profissional das psicólogas e dos psicólogos, assim como para o avanço da pesquisa científica no Brasil e na América Latina.

A iniciativa integra parceria entre o CFP e o Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (SBD-IPUSP).

Artigo destaca produção científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana entre 2002 e 2012

Produção Científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana entre 2002 e 2012 é o artigo desta semana da edição 36.2 da revista Psicologia: Ciência e Profissão.

As autoras da pesquisa são a docente Adriana Cristina Boulhoça Suehiro e as graduadas Taiane de Souza Benfica e Nemeia Aiêxa Cardim, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), campus Santo Antônio de Jesus (BA).

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publica em seu site e nas redes sociais, todas as semanas, um texto do periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO. Assim, a autarquia intensifica a busca pelo conhecimento científico, a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

Estudo

O objetivo do estudo foi investigar a produção científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana, entre os anos de 2002 e 2012. Foram focalizados 14 periódicos, nos quais se analisaram 39 artigos com base em alguns critérios estabelecidos por Witter e outros considerados relevantes pelas autoras. Os dados evidenciaram um aumento das publicações a partir de 2006, sendo o ano de 2006 o mais profícuo.

A pesquisa ainda observou que o relato de pesquisa foi a forma mais usada e que o Sudeste foi a região que mais publicou nesse período. Houve ainda a predominância da autoria múltipla e feminina, bem como de pesquisas aplicadas aos contextos escolar e clínico. O artigo apontou ainda que o sistema de avaliação mais utilizado foi o Koppitz, representando 28,2% da amostra, e identificou os tipos de evidência mais frequentes: validade de construto convergente-discriminante e precisão entre avaliadores.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Definida relatora para novo projeto das 30 horas para psicólogas (os)

Projeto de Lei (PL) 769/2015, que institui as 30 horas semanais de trabalho para psicólogas (os) no país, foi encaminhado nesta quarta-feira (19) para a Comissão de Seguridade Social e Família (CSFF) da Câmara dos Deputados. A deputada federal Laura Carneiro (PMDB-RJ) será a relatora.

Nesta sexta (21), inicia-se o prazo de cinco sessões para que os (as) parlamentares daquela comissão apresentem emendas à propositura.

A proposição foi reapresentada pelo deputado Felipe Bournier (PSD-RJ) em 17 de março de 2015, após o Congresso Nacional votar pela manutenção do Veto Presidencial 31/2014, barrando o Projeto de Lei 3.338/2008, que instituía as 30 horas semanais sem redução salarial. A categoria conta com leis municipais e estaduais em que psicólogas e psicólogos têm jornadas de trabalho de 30 horas ou menos.

Do total de 303 votos dos deputados presentes na sessão de 11 de março, 205 votaram pela derrubada, 95 pela manutenção e três se abstiveram de votar. Conforme a Constituição Federal, seria necessária maioria absoluta da Câmara dos Deputados, ou seja, no mínimo 257 votos. Com isso, a votação não seguiu para os senadores, dos quais 41 precisariam votar para a derrubada do veto.

A luta pelas 30 horas tem sido constante da parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e do Sistema Conselhos de Psicologia, que vêm realizando diversas articulações e mobilizações em torno da matéria.

Saiba mais sobre o histórico das 30 horas no Sistema Conselhos de Psicologia

CFP participa de congressos em Portugal

Entre os dias 28/9 e 1/10, foram realizados em Lisboa, Portugal, o 3º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses e o 8º Encontro da Psicologia nos Países de Língua Portuguesa (Psi-PLP). O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado nos eventos pelos conselheiros Rogério Oliveira Silva, Nádia Maria Dourado Rocha e Sílvia Helena Koller.

Para Rogério Oliveira, que também é vice-presidente do Conselho, os encontros foram importantes para ampliar a atuação da Autarquia e o alcance das atividades dos (as) psicólogos (as) no Brasil e no exterior. Durante quatro dias de atividades, foram realizadas diversas mesas que contemplaram a diversidade da Psicologia nos países de língua portuguesa. Confira como foi a programação.

No 3º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Oliveira apresentou a plataforma OrientaPsi, plataforma interativa de debates, integração e aperfeiçoamento profissional e acadêmico do CFP, lançada em agosto de 2015. Nádia Rocha participou de mesa relativa à “Memória da Psicologia sobre Obras Raras e Valiosas” e Silvia Koller apresentou painel sobre “O Papel da BVS-Psi (Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia) na propagação e internacionalização do conhecimento psicológico”.

8º Encontro PSIPLP 

Antes de Lisboa, o último Encontro da Psicologia nos Países de Língua Portuguesa aconteceu durante o 9º Congresso Norte-Nordeste de Psicologia (Conpsi) em Salvador, no ano passado. Na ocasião, o grupo fez uma análise dos últimos seis anos em que se reúnem em torno de uma federação, os desafios e os objetivos a serem traçados na mesa de debate “Psi-PLP – Federação das Associações de Psicológos dos Países de Língua Portuguesa: um intercâmbio para a cooperação técnica”.

Estudo aborda relatos de policiais militares sobre a “Lei Seca”

Bebida Alcoólica e Direção Automotiva: Relatos de Policiais Militares Sobre a “Lei Seca”. Este é o artigo da edição 36.2 da revista Psicologia: Ciência e Profissão, publicado nesta semana pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).

De acordo com o resumo, o objetivo foi conhecer o contexto atual de realizações e dificuldades um programa de fiscalização implantado em 2003, no estado do Espírito Santo, por meio de entrevistas com 25 policiais militares que atuam no referido programa.

O periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem toda semana um texto publicado no site do CFP e nas redes sociais. A autarquia intensifica a busca pelo conhecimento científico, a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

Os autores do artigo são: Andrea dos Santos Nascimento, doutora pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e Paulo Rogério Meira Menandro, docente da Ufes.

Pesquisa

O material textual composto pela transcrição das entrevistas foi processado por meio do software Alceste, que organizou as respostas dos policiais em seis classes de conteúdos: “Naturalização e valorização do beber excessivo”; “Menosprezo do risco da associação entre bebida e direção”; “Realizações e dificuldades no contexto das ações de fiscalização”; “Realizações e dificuldades no contexto das ações educativas”; “Aspectos legais e operacionais em torno da verificação da embriaguez”; e “Aspectos legais e operacionais relativos à punição do condutor”.

A  Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou Andrea Nascimento.

Confira a entrevista:

O que os motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema?

Por ocasião do doutorado da professora Andrea, foi possível desenvolver uma pesquisa em Psicologia do Trânsito que falasse sobre o comportamento de beber e dirigir. Ambos pesquisadores desenvolvem estudos acerca da questão do álcool, sendo que, o foco do professor Paulo está na cultura e na representação social do álcool para a sociedade brasileira, enquanto o foco da professora Andrea está na em relação as políticas públicas de trânsito, principalmente àquelas relativas ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas e sequente direção automotiva.

Quais os resultados que você destaca desse levantamento?

O artigo é apenas um recorte da tese de doutorado da autora pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo, que contou com a participação de vários atores da política de repressão ao comportamento de beber e dirigir. Em relação a este grupo, um recorte interessante, no que tange aos policiais militares, é o entendimento acerca da aceitação social das blitz de fiscalização. Por outro lado, os policiais reclamam de maior suporte legal, de forma a garantir a eficácia e a eficiência (inclusive, educativa) do trabalho que é realizado para a segurança pública. Outro aspecto relevante, é a reclamação acerca do quadro reduzido de policiais do Batalhão de Trânsito, que parece uma contradição face a importância do trabalho realizado que é impedir que motoristas que estão dirigindo possam ser causadores ou vítimas de acidentes de trânsito. Nesse caso, os entrevistados questionam a real importância do trabalho para o poder público.

Na sua opinião, como as concepções de profissionais que participam de forma direta da intervenção relativa ao problema podem contribuir para a discussão e aprimoramento das modalidades de intervenção a serem continuadas?

A Psicologia não trabalha diretamente nas abordagens de trânsito nem no acompanhamento ou monitoramento do comportamento de motoristas infratores. No Brasil, o campo do trabalho do psicólogo(a) do trânsito ainda é mais direcionado à avaliação psicológica para a primeira habilitação, mudança de categoria ou medo de dirigir, por exemplo. O trabalho de educação voltada para o trânsito ainda é pouco explorado e pesquisado. Ainda é visto como uma questão “menor” na Psicologia, mesmo que mais de 45 mil pessoas morram, todos os anos, devido aos acidentes de trânsito. Ainda há muito a ser discutido em relação as ações e campanhas educativas que podem ter resultados tão, ou mais, eficientes quanto a abordagem (depois que o motorista já consumiu bebida alcoólica) cuja finalidade é coercitiva e repressora. O psicólogo ainda não se sentiu convocado para trabalhar na prevenção dos acidentes de trânsito e, ao nosso ver, essa é uma pauta importantíssima para toda a psicologia brasileira, principalmente a do trânsito.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Andrea dos Santos Nascimento

Andrea dos Santos Nascimento

 

 

Artigo analisa impacto do trabalho em profissionais de Saúde Mental

Impacto do Trabalho em Profissionais de Serviços de Saúde Mental em um Município do Nordeste Brasileiro. Este é o artigo da edição 36.2 da revista Psicologia: Ciência e Profissão publicado nesta semana pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).

O periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem toda semana um texto publicado no site do CFP e nas redes sociais. A autarquia intensifica a busca pelo conhecimento científico, a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

Os autores e a autora do artigo são: Angelo Giuseppe Roncalli (docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN), Glaudênia Alves Moura(mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFRN) e Luiz Roberto Augusto Noro (docente da UFRN).

Coleta

Segundo o resumo, o objetivo do estudo foi avaliar o impacto laboral sentido pelas (os) profissionais de saúde, em virtude do trabalho diário com pessoas que apresentam distúrbios psiquiátricos. A coleta de dados ocorreu por meio da Escala de Avaliação do Impacto do Trabalho em Serviços de Saúde Mental aplicada em 87 profissionais de Saúde Mental da cidade de Mossoró (RN).

Os resultados da pesquisa apontam baixo efeito de sobrecarga nos profissionais pesquisados. Das subescalas estudadas, a maior pontuação foi observada na que mede o impacto do trabalho no funcionamento da equipe. Os autores e a autora concluem que as relações interativas entre as (os) profissionais e as (os) usuárias (os) não são as causas de maior impacto no trabalho.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

“Toda escola pode fazer bem”

A conselheira do 16º Plenário do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Meire Nunes Viana, foi entrevistada para o caderno “Ponto Edu (.edu)” do jornal O Estado de S. Paulo, publicado no último domingo, 25 de setembro.  A matéria intitulada “Lição de Casa: decidir a escola” abordou o dilema na hora de escolher uma escola para o (a) filho (a), o que costuma exigir pesquisa e informação sobre localização, preço e, sobretudo, a linha educacional.

Na entrevista, Meire afirma que, além de transmitir conhecimento, a escola divide com a família a responsabilidade pela formação de cidadãos. Por isso, na hora de escolher a instituição onde o filho vai passar grande parte (senão a maior parte) do dia, recai sobre os pais a cobrança de encontrar a escola perfeita. Atividades extras e a pressão para formar o mais cedo possível um cidadão pronto para o mercado de trabalho podem frustrar os alunos e prejudicar o processo educacional.  Ela defende ainda que não há uma escola perfeita. Para a conselheira do CFP e integrante da Comissão Nacional de Psicologia na Educação (PsinaEd), um bom projeto educacional e apoio psicológico são os principais pontos para levar em conta na escolha.

Confira abaixo a entrevista: 

Como os pais se sentem na hora de escolher uma escola para os filhos? 

Boa parte das famílias tem a expectativa de que a escola cumpra um papel complementar na educação. Nas últimas décadas, os pais passam muito tempo trabalhando e ficam menos com os filhos. Por isso, precisam confiar na instituição para cumprir uma formação humana, não só de aprendizagem. Eles precisam pensar se a escola combina com o modelo educacional que escolheram, com o projeto de filho que idealizaram. l Você percebe que os pais sentem ansiedade nesse momento? Nos anos 60 ou 70, escolhendo uma escola ou outra, o aluno saía lendo, escrevendo. Hoje, não se busca só isso – há também o papel de constituir o sujeito como cidadão. A educação está muito mais voltada para a educação humana do que antigamente. Por outro lado, temos educadores com dificuldade de cumprir esse papel em sua plenitude, e essa diferença tem provocado uma ansiedade. l Essa preocupação é justificável ou às vezes é um pouco exagerada? Entendo que existe a busca dos pais para tentar encontrar um caminho mais assertivo para a família. Não é fácil saber, quando você põe a criança na escola aos 6 anos de idade, se ao longo dos nove anos de ensino ela vai conseguir alcançar o que foi projetado. É desafiador. Talvez seja preciso se acalmar um pouco para ponderar o marketing que as escolas fazem para seduzir esses pais ansiosos.

 

O que os pais podem fazer para tomar uma decisão com mais calma? 

É fundamental pensar quais são suas metas no processo educativo, o que entendem como pontos importantes e almejam para a formação dos filhos. Dentro do possível, os pais podem incluí-los nesse processo, para que eles os ajudem a entender o que desejam em cada fase. Assim, os filhos vão desempenhar melhor e terão menos chance de se frustrar. Praticamente todas as escolas podem fazer bem para crianças ou adolescentes, desde que contem com apoio psicológico e um bom projeto educacional.

 

O que caracteriza esse bom projeto? 

A melhor escola é aquela que se propõe a acompanhar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, sem acelerar o processo. A proposta deve ser de desenvolver as atividades dentro de um ritmo adequado à idade, facilitando o relacionamento interpessoal e respeitando o movimento e os gostos dos alunos. Independentemente do conteúdo ou da carga horária, uma boa escola é aquela que permite o pleno desenvolvimento do estudante sem pressa. Muitas vezes a expectativa de que a criança tem de ter sucesso acaba prejudicando. Ela precisa curtir aquele momento que não vai voltar mais. A escola precisa estar atenta: o que está oferecendo aos 8, 9, 10 anos? É isso que o aluno quer? Ouvir a criança e o adolescente é um excelente caminho, além de levá-los para conhecer o espaço, que vai ser de vivência diária.

Com informações do jornal O Estado de São Paulo/Luíza Pollo (Especial)

 

 

 

Acesse a edição 36.3 da revista Psicologia: Ciência e Profissão

O terceiro número da edição 36.3 da revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) acaba de ser publicado na plataforma SciELO e, nos próximos dias, será distribuído a universidades e faculdades com cursos de Psicologia.

Leia os artigos da edição atual

Desde o ano passado, a PCP passa por adaptação às novas exigências da base de dados da SciELO, definidas em novembro de 2014, a fim de que mantenha sua classificação como Qualis A2 de produção científica e chegue ao selo Qualis A1 de excelência. As alterações se referem ao processo de editoração on-line, com automatização de procedimentos em diferentes formatos, dispositivos eletrônicos e de verificação de elementos textuais/bibliográficos, critérios mínimos de participação de editores associados, revisores e autores estrangeiros, além do estabelecimento de quantidade mínima de artigos a serem publicados anualmente, em português e inglês. Desde a edição de março, o periódico tem novo visual.

Internacionalização

O processo de internacionalização da revista foi intensificado nesta edição, com a publicação de dois artigos em língua estrangeira nesta edição: Tendencia Suicida en Niños Accidentados (texto em espanhol) e Evaluation of the Implementation of a Preventive Program for Children in Brazilian Schools (em inglês).

Para publicar na Revista Psicologia: Ciência e Profissão, confira as instruções aos autores.

Um artigo por semana 

Com o objetivo de integrar o periódico e deixá-lo mais acessível às (aos) psicólogas (os), estudantes de Psicologia e a toda a comunidade, o CFP vem publicando os artigos do periódico acompanhados de entrevistas com seus autores.

A Psicologia: Ciência e Profissão é, reconhecidamente, um periódico de ampla repercussão na comunidade acadêmica e profissional da área. Nos últimos três anos, foram submetidos 877 artigos e relatos de experiência, com uma média anual de 292 publicados. Esses dados, que refletem a receptividade da revista entre os seus interessados, indicam também a necessidade do trabalho diligente e cuidadoso na valorização dos artigos recebidos e no seu processo de avaliação.

Controle organizacional e subjetividade no contemporâneo

Novas Modulações do Controle Organizacional: um Estudo de Caso é mais um artigo da edição 36.2 da Revista Psicologia: Ciência e Profissão, publicado nesta semana pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). O periódico, cuja versão eletrônica se encontra na plataforma SciELO, tem toda semana um texto publicado no site do CFP e nas redes sociais.  O Conselho intensifica a busca pelo conhecimento científico a fim de expandir o alcance de conteúdos acadêmicos para a categoria e para a sociedade.

De acordo com o resumo, “o poder nas organizações não se manifesta apenas por vias coercitivas na atualidade. Ele atua por meio de dispositivos de poder, nos quais são incluídos os métodos disciplinares, que operam diretamente na subjetividade do sujeito”. Desta forma, o objetivo do artigo foi explicitar parte dos resultados de uma pesquisa sobre controle organizacional e subjetividade no contemporâneo, cuja amostra total foi de 30 pessoas, em que se investigou a lógica pós-disciplinar presente nos mecanismos de controle organizacional por meio da problematização do nexo entre tecnologia e subjetivação.

Utilizando uma mulher funcionária de uma instituição transnacional como estudo de caso, os resultados apontaram que a lógica vigente da organização do trabalho obriga que o trabalhador assuma para si as flutuações da demanda, bem como a responsabilidade dos resultados. Dessa forma, há indicativos de que as novas formas de organização do trabalho possibilitam a autorresponsabilização do sujeito.

A Assessoria de Comunicação do CFP entrevistou Cláudia Maria Perrone, doutora em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) e professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (RS) e uma das autoras do artigo.

As demais são Anelise Schaurich dos Santos (doutoranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos -PPGP/UNISINOS -, bolsista CAPES/PROSUP, São Leopoldo – RS), Gênesis Marimar Rodrigues Sobrosa (Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – PPGP/UNISINOS -, bolsista CAPES/PROSUP, Professora dos cursos de Administração, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos e Pedagogia da Faculdade Murialdo – FAMUR -, Caxias do Sul – RS) e Lize Maria Cardoso Calvano (Mestranda do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria – PPGP/UFSM-, Santa Maria – RS.).

Confira a entrevista: 

O que as motivou a fazer a pesquisa sobre esse tema? 

Há uma ampla discussão teórica sobre o sujeito neoliberal, que se unifica como o sujeito “empreendedor “, o “empresário de si mesmo”, em busca do máximo de rendimento e de competência. Ao contrário do sujeito clássico voltado para o “cuidado de si”, que sabe proteger-se dos excessos, o empresário de si mesmo busca a melhor adaptação ou uma alienação modulada, suportável, almejando o excesso, o rendimento e a competência ilimitada. Queríamos dar corpo e voz para o sujeito neoliberal.

Quais os resultados que você destaca desse levantamento? 

O resultado a ser destacado é o caráter paradoxal da subjetividade neoliberal. As técnicas de gestão, os dispositivos de avaliação, os conselheiros e as estratégias de vida de vida que compõem o gozo da rentabilidade e da competência ilimitada é o dispositivo mesmo de governo que produz o desconhecimento de si e apresenta a sua contraface de depressão, pânico, “corrosão do caráter” e precarização.

Na sua opinião, até que ponto o processo de “autorresponsabilização do sujeito” pode impactar as relações de trabalho? 

Há um aumento de produtividade, sem dúvida alguma. Mas há também a hiper individualização que localiza o sujeito no limiar do fracasso, sem conseguir uma estabelecer uma distância simbólica para elaboração de um outro lugar que não seja a exaustação de si.

Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

Senado abre consulta pública sobre psicólogos (as) nas escolas públicas

O site do Senado Federal abriu consulta pública para que o internauta opine sobre o Projeto de Lei 557 de 2013, que dispõe sobre o atendimento psicológico ou psicopedagógico para estudantes e profissionais da educação, determinando que os sistemas de ensino ofereçam atendimento psicológico ou psicopedagógico aos estudantes e profissionais da educação das redes públicas de Educação Básica.

A referida proposição é oriunda do Projeto Jovem Senador e encontra-se na Comissão de Assuntos Sociais sob a relatoria da senadora Rose de Freitas (PMDB/ES), aguardando parecer. Para votar a favor do projeto, clique aqui e vote. Caso você não seja cadastrado, o site do Senado o/a redirecionará para fazer um breve cadastro, que pode ser feito por e-mail ou pelas contas do Facebook ou Google +.

Deliberação na Câmara 

Paralelamente a essa discussão no Senado, e em situação mais avançada, o Projeto de Lei 3688/2000, que dispõe sobre a inclusão de assistentes sociais e psicólogos/as nas escolas públicas, aguarda ser inserido na pauta do plenário da Câmara dos Deputados para deliberação. A matéria já foi aprovada na própria Câmara, tendo sido reformada no Senado e retornado àquela Casa.  O Conselho Federal de Psicologia (CFP), nos últimos anos, vem fazendo uma intensa articulação com os (as) parlamentares daquela Casa para a aprovação dessa matéria. Caso o plenário aprove, o projeto vai para a sanção do presidente Michel Temer.

Para a presidente do CFP, Mariza Monteiro Borges, apesar de a consulta pública do Senado remeter a outra proposição de teor similar, esta servirá para mobilizar a categoria e pressionar a Câmara dos Deputados a colocar em pauta, e, posteriormente, aprovar o Projeto de Lei 3688/2000. “É importante mobilizarmos a categoria nessa pauta de grande importância não apenas para a categoria, mas para a sociedade como um todo”, ressaltou.

PsinaEd

A Comissão de Psicologia na Educação (PsinaEd) da autarquia apoia as propostas que estão tramitando na Câmara e no Senado. No entanto, o colegiado aponta que algumas questões precisam ser ponderadas a partir de uma reflexão da prática desse profissional.

“Somos totalmente a favor de pensar a inclusão da Psicologia, da Psicopedagogia, do Serviço Social, das equipes multidisciplinares nas escolas”, diz a conselheira do CFP e integrante da PsinaEd Meire Viana. “Entretanto, precisa haver reflexão sobre o papel, a função, a finalidade que terão essas atividades. Não faz sentido a gente pensar, neste momento, que o papel do psicólogo seja ficar atendendo os alunos em processo de psicoterapia, ou de psicopedagogia voltada ao aluno. Nós pensamos no papel da Psicologia Escolar dentro de todo o contexto e todo o cenário, como se deve pensar a intervenção da Psicologia dentro da Educação”, destaca.

Seminário “Psicologia Escolar: que fazer é esse?” 

Nos dias 12 e 13 de agosto deste ano, Comissão de Psicologia na Educação (PsinaEd) do CFP, com apoio da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), realizou o Seminário “Psicologia Escolar: que fazer é esse?”, em Campinas (SP). O evento foi voltado a estudantes e profissionais da área e teve como principal objetivo discutir a inserção profissional das (os) psicólogas (os) no campo da Educação.

Clique aqui e assista a vídeo sobre o Seminário.

Fundação Lemann 

No segundo semestre do ano passado, a Fundação Lemann contratou o instituto Ibope Inteligência para a realização da pesquisa chamada “Conselho de Classe”. A sondagem teve como objetivo ouvir professores de todo o Brasil sobre temas relacionados à profissão e ao contexto educacional brasileiro. Dentre os diversos temas, foi apontado que as escolas públicas do país deveriam dispor de um serviço integrado com psicólogo (a), assistente social e psicopedagogo. Em relação a esses dados específicos, 50% dos entrevistados apontam que as secretarias de Educação deveriam oferecer: psicólogos (50%), psicopedagogo (28%), assistente social (8%), mediador de conflito (7%) e fonoaudiólogo (4%). Confira os dados da pesquisa aqui.