CCAP realiza reunião itinerante

A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, no dia 17 de março, no Rio de Janeiro, a palestra Avaliação Psicológica: desafios éticos e técnicos no exercício profissional. O evento, gratuito e aberto a toda a categoria, pretendeu informar e esclarecer os profissionais da Psicologia a respeito de aspectos variados do processo avaliativo.

O coordenador da CCAP e conselheiro do CFP, João Alchieri, explicou que evento foi a primeira edição de uma série de atividades que serão disponibilizadas na plataforma OrientaPsi para colaboradores, fiscais e conselheiros de COE e COF, dos regionais, especificamente para discutir aspectos da fiscalização quanto a preceitos da Avaliação Psicológica.

Segundo ele, a atividade no Rio de Janeiro teve início com um curso para fiscais, sobre avaliação psicológica. “Oito horas foram presenciais e acontecerão mais 12 horas à distancia, no formato de aulas do OrientaPsi para formação continuada”, complementou. Alchieri explicou que a temática sobre Avaliação Psicológica possibilitou instrumentalizar os colegas dos Conselhos Regionais de Psicologia do Espírito Santo (CRP-16), Rio de Janeiro (CRP-05) e Minas Gerais (CRP-04) sobre os principais pontos e necessidades do Sistema Conselhos, especialmente da necessidade de retificação de resoluções que levam a dúvidas sistemáticas da categoria.

O referido evento é o primeiro de uma série de reuniões que a CCAP realizará de forma itinerante em cada uma das regiões brasileiras. Além da palestra, foi realizada uma atividade de formação interna para psicólogos (as) que integram os Conselhos Regionais de Psicologia da região Sudeste. Os próximos deverão ocorrer nas seguintes cidades: Belém – Região Norte (maio), Brasília – Região Centro-Oeste (julho), Salvador – Região Nordeste (agosto) e Florianópolis – Região Sul (setembro).

Palestra 

A palestra foi ministra pelos seguintes membros da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica: Elton Matsushima (A Formação Continuada como caminho para uma melhor Avaliação Psicológica no país), Neander Abreu (Neuropsicologia) e Cícero Vaz (Teste Projetivos). No dia seguinte, também na capital fluminense, a CCAP realizou sua reunião mensal, em que foram apreciadas relatorias da avaliação de instrumentos psicológicos, e foi finalizada Nota Técnica para uso de plataformas informatizadas de testes psicológicos.

CFP disponibiliza Portal da Transparência

Em obediência à Lei de Acesso à Informação – Lei nº 12.527/2011 – e aos princípios que regem a Administração Pública, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) desenvolveu o Portal da Transparência. O veículo possibilita o acompanhamento mensal de despesas com o quadro de funcionários (servidores efetivos e comissionados), conselheiros e colaboradores.Com essa medida, o CFP reafirma o compromisso firmado com a sociedade e o corpo de psicólogos (as) de dar publicidade e transparência às suas ações.

No referido site, o (a) psicólogo (a) pode acompanhar o acesso ao histórico de testes psicológicos regulamentados pela Autarquia, cadastramento de sites de profissionais da Psicologia, levantamento da base de quantos (as) profissionais atuam no País, quadro de funcionários (servidores efetivos,  funções gratificadas e comissionados), compras (contratos celebrados pelo CFP),  prestação de contas de exercícios anteriores, plenárias (atualizações em breve) e licitações.

Para a presidente do CFP, Mariza Monteiro Borges, esse é um mecanismo importante para adequar à administração pública para aquilo que não apenas os (as) psicólogos (as), mas como a sociedade civil exige dos administradores de recursos. “Como gestores de recursos públicos, nós temos a obrigação de prestarmos contas de nossas ações e, principalmente, de como usamos os recursos públicos na defesa da categoria e da própria sociedade”, ressaltou.

Clique aqui e acesse o Portal da Transparência do CFP.

Revista Psicologia: Ciência e Profissão está de cara nova

Você conhece a revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP)? O periódico de produção científica da Psicologia publicado pelo Sistema Conselhos está com novo visual e encontra-se no primeiro volume de sua 36ª edição. Foi publicado na plataforma SciELO neste mês e, nos próximos dias, será distribuído para as universidades e faculdades com cursos de Psicologia.

Para o editor do periódico, Roberto Moraes Cruz (conselheiro do Conselho Federal de Psicologia), as mudanças que vêm sendo realizadas na revista desde o ano passado visam adaptar a PCP às novas exigências da base de dados da SciELO, definidas em novembro de 2014, a fim de que mantenha sua classificação como Qualis A2 de produção científica e chegar ao selo Qualis A1 de excelência. As alterações se referem ao processo de editoração on-line, com automatização de procedimentos em diferentes formatos, dispositivos eletrônicos e de verificação de elementos textuais/bibliográficos, critérios mínimos de participação de editores associados, revisores e autores estrangeiros, e quantidade mínima de artigos a serem publicados anualmente, em português e inglês.

A Revista Psicologia: Ciência e Profissão é, reconhecidamente, um periódico de ampla repercussão na comunidade acadêmica e profissional da Psicologia. Nos últimos três anos, foram submetidos 877 artigos e relatos de experiência, com uma média anual de 292. Esses dados, que refletem a receptividade da Revista entre os seus interessados, indicam, também, a necessidade do trabalho diligente e cuidadoso na valorização dos artigos recebidos e no seu devido processo de avaliação.

Leia os artigos da PCP 36.1.

Confira a entrevista concedida pelo conselheiro Roberto Cruz na edição 112  do Jornal do Federal sobre as mudanças na revista Psicologia: Ciência e Profissão.

Eleições 2016 Sistema Conselhos

Em obediência ao disposto no Regimento Eleitoral/2015, nos dias 18 e 19 de março as duas comissões eleitorais (Especial e Regular), realizaram, na sede da Autarquia em Brasília, o Encontro Nacional com os presidentes das Comissões Regionais Eleitorais que acompanharão o processo eleitoral do Sistema Conselhos de Psicologia em agosto deste ano.

Segundo a presidente da Comissão Eleitoral Regular e conselheira do CFP Nádia Maria Dourado Rocha, o evento teve como objetivo apresentar o encaminhamento para a realização do pleito eleitoral deste ano, bem como orientar as ações das CREs, função precípua da Comissão Regional Regular.

A conselheira do CFP informou ainda que o encontro incluiu a apresentação das empresas Security Labs Serviços de Desenvolvimento e Licenciamento de Programas Ltda e Scytl Soluções de Segurança e Voto Eletrônico, responsáveis, respectivamente, pela auditoria do sistema eleitoral e pela elaboração do referido sistema. Além destes, Fernando de Pinho Barreira, consultor externo, contratado por solicitação da APAF (Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças) a fim de aumentar a segurança do processo eleitoral para os integrantes da Comissão Eleitoral Regular e Comissão Eleitoral Especial. Na oportunidade, a Scytl também apresentou protótipo da página de votação.

São Luís realiza I Congresso Norte/Nordeste de Psicologia do Esporte

São Luís (MA) foi sede do I Congresso Norte/Nordeste de Psicologia do Esporte. Profissionais de áreas afins (Psicologia e Educação Física), bem como estudantes de toda a região, acompanharam e participaram dos debates realizados, nos dias 11 e 12 de março, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Além dos debates, oficinas e mesas redondas, foi realizado um evento preparatório para o Congresso Regional de Psicologia (COREP) do Maranhão.

Para a psicóloga Luciana Ângelo, integrante do Coletivo Ampliado (área Psicologia do Esporte) do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o evento reuniu profissionais, estudantes, pesquisadores e professores não só interessados, mas que também produzem na área. Para os alunos, segundo ela, foi uma oportunidade de contato com formas de fazer e compreender a amplitude da especialidade.  “Para os profissionais, as trocas de ideias, de experiências e o encontro puderam estimular o fazer coletivo. Para os professores, compreender as facilidades e dificuldades em proporcionar o conhecimento na graduação e na pós foi enriquecedor, pois discutir as diferentes concepções da área a enriquece ainda mais”, reforçou.

No evento, Luciana Ângelo ministrou um minicurso sobre a profissão de atleta e as suas implicações para a Psicologia do Esporte. Além disso, ela coordenou uma mesa sobre Políticas Públicas com profissionais das áreas de Educação Física e Psicologia.

Os principais temas discutidos foram a inserção profissional do psicólogo do esporte no contexto esportivo na região norte e nordeste (grupos de profissionais, as práticas, as áreas de interesse), as formas de fazer e as implicações éticas no contexto esportivo, a produção científica dos grupos de pesquisa da região, a importância da autarquia (CFP, CRPs e Sistema Conselhos de Psicologia) no fomento à especialidade e os trabalhos realizados pelo Grupo de Trabalho (GT) Nacional da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF) sobre Psicologia e Esporte, além dos demais GTs, comissões e núcleos de Psicologia do Esporte dos Regionais.

Participe da Pesquisa 

O GT da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF) de Psicologia e Esporte elaborou, a partir das demandas dos representantes dos Conselhos Regionais e de Grupos de Profissionais da área, um Censo sobre Psicologia e Esporte.

O objetivo é conhecer quem são, onde estão, qual a formação e as necessidades dos profissionais que atuam na área. Com os dados coletados, a autarquia e os profissionais poderão debater diretrizes e referências para o exercício profissional.

Ainda não participou? 

Conheça mais e dê sua contribuição:

https://site.cfp.org.br/grupo-de-trabalho-psicologia-e-esporte-quer-conhecer-o-perfil-do-profissional/

Comissões de Formação em Psicologia do CFP participa de audiência com conselheiro do CNE

Integrantes da Comissão de Formação em Psicologia do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Meire Viana (conselheira/CFP) e Claisy Marinho Araújo, participaram de audiência, no dia 9 de março, com Paulo Monteiro Vieira Braga Barone, conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE). O assunto foi o Marco Regulatório dos cursos de pós-graduação lato sensu e especializações.

O CFP vem acompanhando de perto as modificações que vêm sendo feitas no texto base e espera que a proposta do Marco Regulatório dos cursos de pós-graduação lato sensu e especializações possa contemplar as entidades interessadas.

Psicologia: Ciência e Profissão

Você conhece a revista Psicologia: Ciência e Profissão?

O periódico de produção científica da Psicologia publicado pelo Sistema Conselhos chega à sua 36ª edição, no final desse mês. A revista, publicada também online na plataforma SciELO, traz muitas novidades e um novo formato nesse ano de 2016.

Aguarde!

 

Entrevista

Enquanto a nova Ciência e Profissão não chega, cuja previsão para ser publicada até o final de março, confira a entrevista concedida pelo conselheiro do CFP Roberto Moraes Cruz, editor da revista, para edição 112 do Jornal do Federal. Nela, Cruz conta algumas das novidades e das mudanças que vem e serão implementadas no periódico científico do Sistema Conselhos de Psicologia.

Revista Psicologia, Ciência e Profissão: em busca da excelência

Confira a entrevista com Roberto Moraes Cruz, editor do periódico científico produzido pelo Conselho Federal de Psicologia e o Sistema Conselhos de Psicologia

Alinhar as necessidades de aperfeiçoamento na editoração de periódicos no Brasil, geradas pelos debates atuais sobre a dinâmica e os desafios da internacionalização da produção: esse é o desafio central que a revista Psicologia, Ciência e Profissão (PCP), produzida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e o Sistema Conselhos de Psicologia, deve enfrentar para os próximos anos.

O periódico, que está em seu 35º ano, tem feito uma série de mudanças para se adaptar às novas exigências da base de dados da Scielo, definidas em novembro de 2014, a fim de que mantenha sua classificação como Qualis A2 de produção científica e chegar ao selo Qualis A1 de excelência. As alterações se referem ao processo de editoração on-line, com automatização de procedimentos em diferentes formatos, dispositivos eletrônicos e de verificação de elementos textuais/bibliográficos, critérios mínimos de participação de editores associados, revisores e autores estrangeiros, e quantidade mínima de artigos a serem publicados anualmente, em português e inglês.

Para buscar superar esses obstáculos, o conselheiro do CFP Roberto Moraes Cruz, editor da revista desde março de 2015, explica em entrevista para o Jornal do Federal as ações realizadas e os projetos para o periódico nos próximos anos, a fim de que a PCP se adeque ao futuro e busque a internacionalização. Cruz é mestre em Psicologia e em Educação, doutor em Engenharia de Produção e pós-doutor em Métodos e Diagnóstico. Atualmente, é professor e pesquisador do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Confira, abaixo, a entrevista.

Quando você assumiu a edição da revista Psicologia, Ciência e Profissão, qual foi a situação encontrada?

Eu assumi a revista no dia 31 de março de 2015, a partir de uma deliberação da plenária de março da atual gestão e, de certa maneira, assumi os desafios que a Revista enfrentava até então. Eu, indiretamente, participava de notícias da revista como conselheiro e a impressão que a gente tinha era de que a revista passava por algumas dificuldades com herança de problemas que essa gestão do CFP, quando assumiu, encontrou em relação ao processo de editoração, no processo de organização do fluxo editorial propriamente dito, do acúmulo de materiais e artigos. Havia números atrasados da revista. Havia um passivo de material a ser publicado, havia um certo descompasso no processo de editoração e de produtividade da revista. O produto final da revista não refletia a agilidade que ela poderia ter em relação a uma outra revista científica no Brasil.

O que foi e está sendo feito para mudar esse panorama?

Assumi a revista para organizar um processo de gerenciamento que desse ou organizasse o fluxo geral da revista. Quando assumi, nós fizemos nossas primeiras reuniões técnicas com a equipe de trabalho. Esses encontros fizeram com que nós redefiníssemos as diretrizes principais da revista, que eram várias, sendo muitas delas secundárias. Então reunimos a equipe da Comunicação, da Editoração, da Gerência Técnica do CFP, e redefinimos o horizonte da revista, cujas diretrizes principais acabaram se tornando três: ajustar a produção da revista à necessidade dos prazos que ela deveria cumprir, reduzir o passivo – porque no momento que assumimos, havia um passivo bastante alto de artigos em que não havia revisão nem parecer, e reduzir drasticamente, entre o início de submissão e o produto final, a publicação na revista. Esse processo estava em torno de três anos, o que obviamente não é um tempo razoável da qualidade e da história da revista Psicologia, Ciência e Profissão. Nós queremos reduzir esse tempo para oito meses.

A partir dessas três metas colocadas, como foi e está o processo de organização da equipe que produz a revista?

Atualmente, a equipe é formada por dois analistas (Psicologia e Editoração), dois técnicos administrativos e uma estagiária. Definida essa equipe, buscamos um trabalho de capacitação interna dela. Além das reuniões que fizemos de ajustes e diretrizes, houve um maior conhecimento de nossas necessidades, redefinimos o fluxo de editoração, redefinimos prazos dos processos de editoração e publicação, colocamos a equipe em alguns seminários específicos para que tivessem acesso à bibliometria e à citometria, os aspectos básicos que envolvem os dados possíveis de indicar cientificamente o quanto a revista está indo bem em relação a outras no Brasil e no mundo. Então, além desse treinamento, nós também contratamos uma assessoria técnica de uma bibliotecária especialista em processo de editoração, que fez curso de capacitação interna e nos ajudou no processo de redução do passivo de artigos.

Todas essas mudanças já surtiram resultados?

Sim. Nós já conseguimos colher frutos ao longo desses poucos meses que estamos à frente da revista. Reduzimos drasticamente o tempo de editoração de um artigo, de três anos para um ano e cinco meses. Ainda não é ainda o nosso ideal, mas a nossa meta é chegar a oito meses. Construímos um processo de avaliação inicial mais rigoroso nos artigos, fizemos uma força tarefa muito grande, de avaliação de artigo por artigo, de parecer por parecer, de parecerista ad hoc e parecerista interno. Fomos devolvendo um a um para cada autor aquilo que havia relevância de publicação, e os outros que não atendiam nós devolvemos com os devidos pareceres, o que, em um primeiro momento, provocou certo choque. Porque a revista começou a fazer um filtro mais aprimorado, pois, antigamente, havia pouca avaliação rigorosa, tanto da estrutura quanto do conteúdo, e assim ficava toda essa carga de parecerista final. Desta forma, construímos o processo de avaliação inicial. Fizemos isso, inclusive, com novas plataformas, novos formulários, check-list de funcionamento da assessoria técnica e hoje podemos dizer que estamos em um processo de gestão de excelência do ponto de vista de avaliação inicial, no primeiro processo de análise do material, o nosso autor já sabe quais os pontos que ele ainda não conseguiu atingir para submeter o artigo, então ele já sabe hoje de uma forma mais célere, quando ele não atingiu os critérios mínimos formais. Isso sem analisar o mérito, porque aí sim somente os pareceristas ad hoc poderão fazê-lo.

Quais as outras mudanças foram feitas para dinamizar o trabalho da PCP?

Fizemos todo o trabalho de reorganização da revista e seus parceiros, empresas que nos ajudam a confeccionar e avaliar a revista. Mais de uma empresa participava do processo de confecção da revista (revisão, tradução, normatização, diagramação, marcação em XML), o que era um problema. Conversando com a nossa equipe, repactuamos, por meio de licitação Tomada de Preços, a contratação de uma empresa apenas que nos ajuda no processo de editoração.  Isso contribuiu bastante porque ficamos uma equipe mais coesa, entendendo mais rapidamente o processo. E quem hoje vê a revista Ciência e Profissão vê que ela está com muito mais artigos (24 textos mais o editorial em formato de artigo – antes eram 17 manuscritos, mais editorial e texto do homenageado). Isso foi necessário para dar conta do fluxo da revista. Então o periódico teve de aumentar a quantidade de artigos, mas isso não vai ficar indefinidamente. Porém, enquanto tivermos artigos represados e de boa qualidade, nós assim o faremos.

Para se adaptar às mudanças pedidas pela Scielo em novembro de 2014, o que a PCP tem feito?

Tem um aspecto muito importante do que mudou: nós fizemos a revisão de toda a política editorial da revista junto à Scielo. Mudamos todos os nossos textos de templates de entrada da Scielo, nós atualizamos vários textos: via de regras, normas, política editorial, escopo da revista, missão, então fizemos toda uma atualização do que espelha a revista hoje, o que ela produz, que maneira produz, formato e critérios mínimos de nossos artigos para serem submetidos. Então, fizemos um esforço de atualizar todos os nossos dados da Scielo, emitimos relatórios, nossa bibliometria está mais ágil, a gente consegue identificar hoje onde está o artigo e em que processo de publicação. Modificamos nossas planilhas internas, hoje mais precisas.

Além disso, estamos em duas fases importantes agora para atender os critérios da Scielo: a revisão dos nossos pareceristas, pois, no momento de internacionalização exigido da Scielo para a PCP, estamos convidando pareceristas de outras nacionalidades, especialmente nas línguas inglesa e espanhola, que são as outras línguas que a nossa revista atende. Começaremos, a partir desse momento, publicar artigos em língua inglesa e espanhola para atender a um dos critérios de internacionalização de revistas brasileiras. Isso, obviamente, nos traz mais um desafio interno, que é lidar com mais duas línguas. Hoje nós somos uma revista Qualis A2, e nós temos pretensão de sermos uma revista A1 no Brasil.

E o que ainda falta para a PCP se tornar uma revista Qualis A1?

Vários desses critérios (para ser A1) nós já cumprimos, a nossa preocupação foi de que a nossa revista, antes de nos preocuparmos em chegar a qualquer outra meta de qualificação Qualis, que nós reorganizássemos nosso processo, e o tornasse de excelência para ter a pretensão de um processo maior. Eu diria que hoje atendemos quase todos os critérios da Scielo. Falta a indexação de bases de dados internacionais, ou seja, a citação dos nossos artigos nelas. Estamos melhorando esses indicadores, e esperamos, com esse processo de aumento de rigor, de qualificação técnica do material, do ineditismo do material, da celeridade, do interesse das pessoas em publicar, crescer o índice de citação bibliométrico da revista. Logo, com a questão da internacionalização dos artigos, atendendo a todos os critérios da Scielo, e, muito em breve, a perseguição das bases de dados, o horizonte é bastante favorável para que a nossa revista continue crescendo em maiores estratos de produção científica.

Matéria publicada na edição 112 do Jornal do Federal

Gestão Integral dos Riscos e Desastres é discutida em evento em Santo André/SP

O Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região (CRP-06, São Paulo) realizou, em Santo André/SP, na última quarta-feira (9), a Oficina Regional sobre Psicologia e Gestão Integral de Riscos e Desastres. O evento, realizado no Consórcio Intermunicipal do ABC, contou com a presença da coordenadora da Comissão Nacional de Riscos e Desastres do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Eliana Torga, e de psicólogos (as), comunidades afetadas e Defesa Civil. O evento é preparatório para o Congresso Regional de Psicologia (COREP).

A oficina foi dividida em duas mesas: Mapeamento de Risco em São Paulo e Planos de Contingência e Psicologia e Gestão Integral de Riscos e Desastres. Na segunda etapa do evento, realizaram-se atividades em grupos sobre o protagonismo e a organização das pessoas e comunidades afetadas pelos desastres.

Aproximação

Sobre a oficina, Eliana Torga disse que essa reforçou o entendimento de que as ações de fortalecimento da profissão e dos profissionais das redes públicas e privadas constituem-se em estratégia importante para a garantia dos direitos da população afetada por desastres.

Torga destacou também a evidência da necessidade de aproximação do referido tema com os Profissionais das Políticas Públicas dos Sistemas Únicos de Assistência Social e Saúde (SUAS e SUS, respectivamente). Para a coordenadora da Comissão Nacional de Riscos e Desastres do CFP, é preciso “pautar junto às Defesas Civis Municipais e Estaduais quanto à necessidade da contratação de psicólogos (as) para a Coordenação das intervenções em Saúde Mental para a Gestão Integral do Risco de Desastres. Além disso, está clara a necessidade de estabelecermos as Diretrizes de Intervenção em Emergências e Desastres no Sistema Conselhos”, reforçou.

A psicóloga informou, ainda, que todas essas questões discutidas nas oficinas realizadas pelo país serão abordadas na próxima reunião da Comissão Nacional, em 28 e 29 de março. A partir desse encontro, serão apresentadas para a categoria as ações do colegiado para o ano de 2016.

Gestão Integral dos Riscos dos Desastres é discutida em evento em Belo Horizonte

O Conselho Regional de Psicologia da 4ª Região (CRP-04, Minas Gerais) realizou, no dia 4 de março, a oficina do tema “Gestão Integral dos Riscos de Desastres: da prevenção à recuperação”. O evento, que foi preparatório para o Congresso Regional de Psicologia (COREP), aconteceu no auditório da Cruz Vermelha, em Belo Horizonte (MG) e contou com a participação de profissionais do SUAS, SUS, Defesa Civil, Bombeiros Militares, Psicólogos e estudantes.

A atividade foi dividida em três mesas (Ferramentas para o Gerenciamento Integral de Riscos e Desastres, Políticas Públicas e Formação Profissional e Saúde Mental e Apoio Psicossocial em Emergências Humanitárias) e, ao final, os grupos foram distribuídos em oficinas para elaboração de diretrizes para a atuação do (a) psicólogo (a) nas emergências e desastres.

Emergências e Desastres 

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado pela psicóloga Eliana Torga, integrante da Comissão Nacional da Gestão Integral dos Riscos e Desastres da Autarquia. Eliana, que participou da mesa de abertura, destacou que foi dado mais um passo para o avanço das discussões relativas a essa temática tanto em Minas Gerais (MG) quanto em todo o Brasil. “Nós psicólogos (as) precisamos avançar no sentido de responder à categoria e à sociedade sobre como a Psicologia pode contribuir com o tema da Gestão Integral do Risco de Desastres”, ressaltou.

Segundo a psicóloga, em Minas Gerais foi encaminhada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) no CRP/MG para tratar as diretrizes de atuação em Saúde Mental para desastres com a participação do próprio Regional mineiro, CFP, Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Sistema Único de Saúde (SUS), Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (ABEP), Cruz Vermelha e universidades, entre outras entidades que deverão ser convidadas.

Desde o ano passado, a Comissão Nacional da Gestão Integral de Riscos e Desastres do CFP vem percorrendo várias capitais, realizando e/ou participando de atividades regionais sobre o tema. Já foram realizados eventos dessa natureza em Goiânia, Pará, Itajaí, Recife, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte e São Paulo.

Conferência sobre estudos LGBT na Psicologia reúne profissionais de todo o mundo no Rio de Janeiro

Teve início na noite desta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, a II Conferência Internacional de Psicologia LGBT e campos relacionados: enfrentar o Impacto da Discriminação contra Pessoas LGBT em Todo o Mundo. A proposta do evento, que acontece até sexta-feira (11), é ampliar as redes de investigação e conhecimento sobre os impactos social, cultural e político da homo/lesbo/transfobia nos modos de vida contemporâneos, por meio da afirmação da Psicologia como um campo de saberes e práticas comprometidas com o desenvolvimento de diretrizes e políticas públicas ligadas às necessidades LGBT e de outras minorias sexuais e de gênero.

 

No auditório lotado da capela da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os integrantes da mesa de abertura – Rogério Oliveira (CFP), Marco Aurélio Máximo Prado (CDH/CFP), Anna Uziel (UERJ), Fernando Pocahy (UERJ), Marcos Nascimento (Fiocruz), José Novaes (CRP), Pedro Costa (ISPA-IU), Márcia Mota, Rosana Oliveira (Faculdade de Educação/UERJ) e Ligia Aquino (Proped/UERJ) – deram as boas-vindas aos participantes.

Rogério Oliveira, vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), destacou a importância da promoção de discussões relativas à pluralidade da Psicologia e suas implicações no campo dos direitos humanos, em um momento político de recrudescimento de visões preponderantemente binárias no país. “Muito do que habitou nossos sonhos por muitos anos no passado é, hoje, realidade. Já foram várias as conquistas da sociedade em termos de busca por igualdade, e isso incomoda muitas pessoas. Como psicólogos e psicólogas, temos de estar atentos e entender o nosso papel nesse contexto”, pontuou.

O integrante da Comissão de Direitos Humanos do CFP, Marco Aurélio Máximo Prado, ressaltou que um dos quatro temas centrais a serem trabalhados pela atual gestão do Conselho é o eixo LGBT, gênero e sexualidade, e que a autarquia tem enfrentado debates institucionais “difíceis”, sobretudo, em âmbito legislativo. “O Congresso Nacional tem insistentemente tentado derrubar resoluçoes históricas do CFP, com a famigerada ‘cura gay’, e a resolução 01/99 é a única garantia que temos de tentar coibir determinadas práticas chamadas curativas. A oportunidade desse congresso que começa hoje é também uma oportunidade política de dizer que não aceitamos ser tutorados no que se refere a gênero e sexualidade”.

Conferência de abertura  

O impacto da discriminação contra pessoas LGBT no mundo foi o tema da conferência inaugural do evento. Carien Lubbe-De Beer, pesquisadora da Universidade de Pretoria (África do Sul) e representante da IPsyNET (The International Network on Lesbian, Gay and Bisexual concerns and transgender matters in Psichology), apontou aspectos e desafios da Psicologia no que se refere às minorias sexuais.

A partir de uma investigação feita com crianças que cresceram em famílias de mesmo gênero, ela começou a trabalhar com a experiência semântica do trauma e como ela se relaciona com o apoio social, utilizando recursos externos e internos da Psicologia.

Segundo De Beer, é preciso questionar a posição que a Psicologia e a Psiquiatria têm tomado em relação à discriminação sexual e de gênero. “Na África do Sul, foi criado um relatório com cinco argumentos contra as minorias sexuais: que é socialmente contagiosa, promove o recrutamento de crianças, falta base biológica para a homossexualidade, não é natural e é algo aprendido e ensinado. Mas, cientificamente, não achamos nenhuma evidência que desse apoio a esses argumentos”.

Neste ponto, a pesquisadora destaca a importância da perspectiva fisiológica na abordagem da sexualidade no campo da Psicologia, para além da transdisciplinaridade dos estudos em direitos humanos. “Precisamos um do outro para sobreviver e é o sistema fisiológico que cria isso. Criamos relacionamentos para manter nossa saúde, facilitando a regulação da nossa fisiologia. A teoria Polivagal (teoria neurofisiológica, psicofisiológica e filogenética enunciada pelo Doutor Stephen W. Porges) é a que explica as vias neurais do apoio social, e são as mesmas vias neurais compartilhadas que apoiam a saúde em geral. O nosso sistema nervoso necessita da interação para que possamos nos sentir seguros, e, quando não temos isso, desenvolvemos problemas comportamentais. Temos, como psicólogos (as), de desenvolver um sentido interno nos outros, a ideia de que há pessoas que se importam com eles”, explica.

Conheça a programação completa do evento em http://www.lgbtpsychology2016.pt.vu

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