CFP vai ampliar Comissão na área de emergências e desastres

A Comissão de Emergências e Desastres do Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou reunião no dia 2 de outubro, na sede da Autarquia, para discutir encaminhamentos na formação de um grupo maior e com representantes em todas as regiões do País para acompanhar as ações de prevenção de desastres.  A comissão é representada pelas psicólogas Ionara Rabelo e Eliana Torga.

A reunião deu continuidade ao primeiro encontro, que aconteceu em Belo Horizonte, no qual o vice-presidente do CFP, Rogério Oliveira, fez uma exposição do Planejamento Estratégico da Autarquia, sobre o tópico “Emergências e Desastres”.

Eliana Torga destacou a importância do CFP em continuar o processo e encaminhamento de ações para a inserção do (a) psicólogo (a) nesse espaço, que, segundo ela, é importante e atual. “Eu acho que é um campo muito importante e do qual o psicólogo se precisa apropriar, no trabalho de prevenção, respostas, e cuidado na saúde do sujeito”, ressaltou.

Ionara Rabelo explicou que o foco da comissão, agora, é retomar e construir novas relações intersetoriais, principalmente com os municípios mais afetados por desastres. “A gente precisa verificar como esses municípios estão agindo e articular ações com os psicólogos que estão nesses municípios, para que a percepção de risco e a noção de desastre possam ser visibilizadas pelos profissionais da Psicologia”, esclareceu. 

Mapeamento 

Ionara destacou que, nessa reunião, foi feito um mapeamento, a partir de um levantamento de municípios pela Gerência de Relações Institucionais do CFP. Segundo ela, a definição de quais serão os municípios vai depender da formação de um grupo técnico amplo a ser montado pela Autarquia em breve. “Depois de montado, esse grupo técnico irá regionalizar e chegar por município. Serão várias etapas. A ideia é trabalhar a partir do contexto de cada região; tem regiões que são completamente diferentes, os desastres, as comunidades, e a percepção de risco de cada uma. Então a ideia, literalmente, é interiorizar essa discussão e focalizá-la nos municípios”, reforçou.​

Ionara Rabelo e Eliana Torga com assessoria técnica

Ionara Rabelo e Eliana Torga com assessoria técnica

Crepop realiza treinamento nacional

O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) realizou, na última quinta-feira (8), treinamento nacional com técnicos dos CREPOPs dos Conselhos Regionais de Psicologia, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O evento foi desenvolvido em torno do tema “Direitos Sexuais e Reprodutivos”, definido no VIII Congresso Nacional de Psicologia (CNP), realizado ano passado, como um dos eixos temáticos para pesquisas junto aos (às) psicólogos (as) brasileiros (as). Considerando a transversalidade do tema por diversas políticas públicas, o objetivo do evento consistiu em ampliar a compreensão sobre os marcos lógicos e legais que nortearão esta pesquisa e, eventualmente, indicar possíveis recortes.

O evento contou com as presenças das conselheiras do CFP responsáveis pelo Crepop, Meire Viana e Vera Morcelli, a participação virtual (via Skype) da também conselheira do CFP Magde Porto, e da equipe técnica do CFP. Contou também com a colaboração de Paulo Seixas e Felipe Coelho, pesquisadores do Grupo de Pesquisa Marxismo & Educação (GMP&E) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que contribuíram nas questões relacionadas à metodologia da pesquisa e forneceram esclarecimentos sobre os passos e processos que nortearão os caminhos da pesquisa.

Com objetivo de contribuir no debate sobre o tema da pesquisa, o evento teve início com a exposição de duas especialistas convidadas: Rebeca Bussinger, conselheira do Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP-16, Espírito Santo) e integrante da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do CFP, e Valeska Zanello de Loyola, professora de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) e representante da Autarquia no Conselho Nacional de Direitos da Mulher (CNDM) e no Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA). 

Debate 

Em exposição sobre os direitos sexuais, Rebeca Bussinger ressaltou que tratar de direitos sexuais, em especial da comunidade LGBTT, é um “campo minado”. Segundo ela, isso se dá em virtude da complexidade das definições. “O que é um gay? O que é uma lésbica? O que são trans?”, destacando que as classificações são perigosas, pois há pessoas que não conseguem se identificar nesses grupos. Ela citou, ainda, as constantes tentativas por grupos conservadores no Congresso Nacional em revogar a Resolução CFP 01/99, a qual estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual. Ao final da apresentação, Bussinger sugeriu algumas abordagens que poderiam servir para a pesquisa, como as constantes violências sofridas em manifestações de homofobia, lesbofobia e transfobia.

Valeska Zanello, ao abordar a questão dos direitos reprodutivos, fez um preâmbulo sobre as questões de gênero no Brasil, principalmente das mulheres, citando algumas pesquisas realizadas por ela sobre a natureza das agressões verbais no universo masculino e feminino, saúde mental, gênero e violência estrutural. Nesta última, ela destacou alguns dados de sintomas sofridos pelas mulheres, como depressão e ansiedade. Ao abordar sobre esses sintomas e outras questões, como o aborto e a livre opção das mulheres em serem ou não mães,  Zanello apontou o desafio de se debater sobre aborto quando este assunto somente é tratado atualmente pelas mulheres no campo sigiloso, considerando a situação legal que envolve o assunto.

Os participantes do evento avaliaram o desafio que se reveste neste estudo, de caráter essencial, entretanto, apresentando-se como uma jornada que deverá ser precedida de novas análises e detalhamentos sobre o tema, considerando que “Direitos Sexuais e Reprodutivos” envolvem mulheres, homens e a comunidade LGBTT, além de questões sobre Planejamento Familiar, sendo que alguns destes temas foram já objeto de outras pesquisas do CREPOP. A pesquisa atual deverá, entre outras coisas, efetuar a articulação com estes saberes já constituídos. O debate terá continuidade em Reunião Nacional do CREPOP prevista para novembro/2014, e contará também na ocasião com os Conselheiros CREPOP dos CRP’s.

Mesa de trabalhos  com (da esquerda para a direita): Valeska Zanello, Vera Morcelli, Meire Viana e Rebeca Bussinger

Mesa de trabalhos com (da esquerda para a direita): Valeska Zanello, Vera Morcelli, Meire Viana e Rebeca Bussinger

CFP criará comissão para discutir corte etário nas escolas

Por solicitação de audiência dos representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE) Raimundo Moacir Mendes de Feitosa e Antônio Ibañez, ambos da Câmara de Educação Básica do CNE, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) – representado pela presidente Mariza Monteiro Borges – reuniu-se, na última segunda-feira (6), com os integrantes daquela entidade para discutir a questão do corte etário no ingresso do Ensino Fundamental.  Também participou do encontro a Profª Drª Maria Cláudia Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB).

O CNE editou resoluções (20/09, 01 e 06/10) que tratam da Educação Infantil e de questões operacionais que fazem transição do tempo de matrícula, respectivamente.  A entidade cita a fixação de datas para matrícula aos que completam 4 e 6 anos até o dia 31/03.

Na reunião, os representantes do CNE pediram ao CFP um parecer sobre a questão.  A Autarquia se comprometeu a criar uma comissão, comandada pela Profª Drª Raquel Guzzo, psicóloga integrante do Coletivo Ampliado do XVI Plenário (Educação Social), com a colaboração de outros profissionais (entre eles, Maria Cláudia Oliveira) para a elaboração de um documento técnico. 

Propostas 

Mariza Borges sugeriu a produção de documento técnico para subsidiar o CNE no processo de tomada de decisão e garantia de direitos da criança. Mariza explica que a comissão específica será composta por integrantes de diferentes áreas da Psicologia que se dedicam às questões escolares em geral.

Mariza Borges comemorou o fato de o CNE procurar o CFP para subsidiar uma decisão em torno de um impasse. Segundo ela, “a Psicologia tem sim o que dizer, tem produção de conhecimento para colocar à disposição para os profissionais da área de Educação. Ao mesmo tempo, há o reconhecimento do CFP como instância representativa da classe no nível de participação de tomada de decisões de políticas públicas”, ressaltou.

Sobre a comissão a ser criada para a elaboração do documento, a presidente do CFP destaca que o objetivo é que “o documento que seja exaustivo, no sentido de mostrar todas as contribuições que podemos dar nesse âmbito, para muito além de participar de processos classificatórios sobre a inclusão ou exclusão das pessoas”, reforçou.

Presidente do CFP, Mariza Borges, e a professora da UnB, Maria Cláudia Oliveira com representantes do CNE: Raimundo Moacir Mendes de Feitosa e Antônio Ibañez.

Presidente do CFP, Mariza Borges, e a professora da UnB, Maria Cláudia Oliveira com representantes do CNE: Raimundo Moacir Mendes de Feitosa e Antônio Ibañez.

GT de Especialidades discute ações sobre marco regulatório

O Grupo de Trabalho (GT) Especialidades do Conselho Federal de Psicologia (CFP) se reuniu, no dia 26 de setembro, na sede da Autarquia, conjuntamente com os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (ABEP) e Núcleos Formadores em Psicologia, para debater a proposta do Marco Regulatório dos Cursos de Pós-graduação Lato Sensu Especialização, elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Além disso, também discutiu sobre a Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal e concedida pela 20ª Vara da Justiça Federal, em agosto passado, sobre a suspensão do CFP em emitir credenciamento e recredenciamento dos Cursos de Especialização.

O debate contou com a presença dos conselheiros do CFP: Jefferson Bernardes, Inara Barbosa Leão, Bárbara Conte, Vera Morselli e Meire Viana. Além deles, também participaram conselheiros e conselheiras de CRPs, representantes dos Núcleos Formadores de Psicologia  e a presidente da Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (ABEP), Ângela Soligo. A preocupação no debate foi produzir propostas visando o acompanhamento da Ação Civil Pública do Ministério Público Federal contrário ao credenciamento de cursos de especialização pelo CFP, assim como, produzir propostas de modificação do Marco Regulatório a serem discutidas em audiência com o relator da proposta do Prof. José Eustáquio Romão no próximo dia 08/10 na sede do CNE.

Debate 

A conselheira Inara Barbosa Leão mostrou-se preocupada com as constantes mudanças de normas nos marcos regulatórios elaborados para a Educação brasileira. Segundo ela, essa inconstância na legislação não favorece nenhum dos atores políticos que participam deste sistema. “Não favorece nem àqueles que buscam a especialização, nem àqueles que oferecem (os cursos de especialização), nem para quem deve acompanhar ou legislar e muitos menos aos que financiam. Essa preocupação para nós é importante para, inicialmente, pensarmos o marco regulatório como um documento, que, a partir do qual, pensarmos em avançar, em superarmos toda a legislação fraca, que nos deixa desprotegidos, não falando apenas das normas de pós-graduação, mas também que vem regendo a Educação de uma maneira geral”, reforçou.

A conselheira Meire Viana fez um relato da audiência pública que participou no CNE, no dia 31 de julho (leia mais: https://site.cfp.org.br/cfp-participa-de-audiencia-para-discutir-regulamentacao-de-especializacoes/), quando o assunto do marco regulatório foi a debate. Meire destaca que um dos impasses a serem resolvidos são os Núcleos Formadores não credenciados no MEC e com excelente formação, pois seriam os mais prejudicados com as mudanças. Ela também destacou as contribuições que essas instituições deram para mudanças ao marco na audiência. “Então, vamos contribuir para que haja uma reflexão, o que fazer em relação ao título de especialização. Temos nesse momento que fazer propostas, para sair com alguma ideia concreta a fim de que possamos pensar em contribuições para adequação do marco”, ressaltou.

O conselheiro Jefferson Bernardes esclareceu sobre a Ação Civil Pública que trata da proibição do CFP em credenciar instituições para a concessão de títulos de especialização. Jefferson fez uma abordagem histórica deste processo e destacou que o CFP está agindo, acompanhando e contestando a ação. Entretanto, a Ação Civil Pública está diretamente relacionada a questão do Marco Regulatório. A aprovação do Marco implicará em mudanças no processo das Especializações do CFP. Após o debate das questões, os participantes da reunião foram divididos em três grupos para formulação de propostas ao Marco Regulatório, as quais serão apresentadas em audiência com o relator da matéria no CNE, José Eustáquio Romão.

Do encontro ficaram encaminhadas as seguintes questões:

1) O GT Especialidades será ampliado para um representante de CRPs e de Núcleos Formadores de cada Região geográfica do país, além de representante da ABEP;

2) Todas as discussões e tomadas de decisões serão produzidas e partilhadas entre todos os atores envolvidos;

3) O CFP, CRPs, ABEP e Núcleos Formadores manterão a bandeira da Especialização como central neste processo;

4) Para o Marco Regulatório: propõe-se problematizar o conceito de Especialização, objetivando a distinção entre Especialização Acadêmica e Especialização Profissional;

5) Para o Marco Regulatório: os credenciamentos das instituições e as avaliações são de responsabilidade do MEC. Entretanto, propõem-se serem realizados em parceria com o Sistema Conselhos de Psicologia;

6) Para o Marco Regulatório: a regulação é necessária, mas não no modelo acadêmico. É necessário a produção de novos modelos que atendam o caráter profissional das especializações.

Conselheiros (as) do CFP e presidente da ABEP, Ângela Soligo, compondo a mesa de abertura dos trabalhos do GT.

Conselheiros (as) do CFP e presidente da ABEP, Ângela Soligo, compondo a mesa de abertura dos trabalhos do GT.

Comissão Nacional de Assistência Social do CFP participa do Fórum Nacional dos Trabalhadores do SUAS

Representantes da Comissão Nacional de Assistência Social do Conselho Federal de Psicologia (CFP) participaram, nos dias 12, 13 e 14 de setembro, das reuniões das Coordenações Executiva e Nacional do Fórum Nacional dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (FNTSUAS), em Brasília.
Pelo CFP, os representantes foram a conselheira Meire Viana e os psicólogos Enrico Braga e Leovane Gregório. Segundo Meire Viana, uma das pautas principais  da reunião foi a discussão sobre a Resolução 09/2014, do Conselho Nacional de Assistência Social,  que reconhece e ratifica as ocupações e áreas de ocupações dos trabalhadores de nível fundamental e médio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Sobre  a resolução, os participantes destacaram que alguns pontos estariam conflitando com outras profissões, apresentando-se assim como um documento que precisa ser debatido por categorias de nível superior que compõe obrigatoriamente e preferencialmente as equipes do SUAS . De acordo com a conselheira do CFP, Meire Viana foi  proposto que os Conselhos Federais Profissionais serão consultados para oferecer o respaldo. Também ficou  acordado que se buscará promover o debate com os trabalhadores de nível médio e fundamental, incluindo as entidades que os representam.
A conselheira do CFP destaca que outro ponto debatido foi sobre a “Participação do FNTSUAS na Mesa de Gestão do Trabalho do MDS (Portaria 137 de 18 de dezembro de 2013)”. A respeito deste item de pauta o encaminhamento tirado foi que o Fórum indicaria os  nomes das entidades que representam os trabalhadores do SUAS: CNTSS, CONFETAM, FENAPSI, FENAS, FENAFITO, FNS. Na suplência ficaram outras seis: CUT, UGT, CTB, FENATBREF, CNTSS e CONFETAM. Esta participação visa dar prioridade ao compromisso com a instauração da  Mesa Nacional de Negociação do Trabalho.
Planejamento
No dia 14 de setembro, pela manhã, o FNTSUAS se reuniu com o objetivo de traçar o planejamento de atuação das comissões. Enrico Braga irá compor a Comissão de Formação e Articulação Política, Meire Viana participar da Comissão de Negociação, enquanto que Leovane Gregório já  participa da Comissão de Organização e Finanças.
Na reunião de setembro, iniciou-se o trabalho de algumas comissões, com apontamentos sobre a necessidade de se melhorar e organizar o processo de comunicação do Fórum, tarefa que será realizada pela comissão de comunicação e informação do FNTSUAS. Também foi detectado pela comissão de formação e organização política a necessidade de elaborar um seminário sobre interdisciplinariedade no SUAS. Já a comissão de orçamento e finanças coube a tarefa de começar a organizar os custos para manutenção e funcionamento do FNTSUAS.
Encaminhamentos
Para a Comissão de Assistência Social do CFP, Enrico Braga destacou que os encaminhamentos futuros serão: compor o debate sobre a formação e articulação política dentro do SUAS, bem como a interlocução   com os Fóruns Estaduais de Trabalhadores do SUAS (FETs-SUAS). Além disso, ampliar o debate com a categoria, no intuito de conhecer a realidade do trabalho do (a) psicólogo (a) no SUAS. A discussão aprofundada sobre as pautas prioritárias ao Conselho Federal de Psicologia foi tratada na reunião do colegiado do CFP no sábado passado (20).

CFP e MEC acertam renovação de termo de cooperação

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) – representado pela presidente da Autarquia, Mariza Monteiro Borges – participou, n o dia 11 de setembro, de audiência com o secretário de Educação Superior, Paulo Speller, para acertar a renovação do termo de cooperação entre o CFP e a SESu/MEC (Secretaria de Ensino Superior), visando o cadastramento de cursos de graduação em Psicologia. O encontro contou com a participação de representante da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES) do MEC, que será a nova responsável pelo acompanhamento do termo.

O termo de cooperação entre o MEC e o CFP foi celebrado em 14 de abril de 2011, por intermédio da SESu (agora será a SERES), e assinado em caráter experimental. A Autarquia contribuiu com subsídios para as ações de regulação e supervisão do Ensino Superior nos termos do Decreto 5.773/06, especificamente nas áreas da Psicologia. 

Renovação 

A presidente Mariza Borges destaca que o termo de cooperação é muito interessante, pois é uma oportunidade que o CFP tem de emitir sua opinião sobre cursos e a formação do (a) psicólogo (a). “Acho que esse é um tipo de ação preventiva no sentido de garantir qualidade de ensino de Psicologia no País, visando o exercício profissional – pois o CFP só irá opinar acerca do exercício profissional”, esclareceu.

Mariza aponta ,ainda, que tal iniciativa no sentido de prevenção substitui a necessidade do estabelecimento de provas aos estudantes após se graduarem, como pré-requisito para o exercício da profissão. Segundo ela, a ação preventiva é mais eficaz. “Temos uma possibilidade de afetar o próprio curso e melhorar a formação. Age-se por antecipação a fim de se evitar um problema futuro, para que não tratemos as pessoas como peças defeituosas de uma fábrica que se coloca na ponta de estoque, após exames de qualidade”.

Durante o encontro, o secretário Paulo Speller tem destacado a alta demanda no credenciamento de cursos superiores, reforçando a necessidade da criação de uma Autarquia para tratar exclusivamente da questão. Atualmente, a proposição que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes), enviada pelo governo federal em 2012 ao Congresso Nacional, encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. 

Procedimentos 

A representante da SERES ressaltou a importância do interesse dos Conselhos de Classe no processo para a qualificação da formação dos profissionais, e informou que a renovação do termo pode ser feita via protocolo de  ofício do CFP na SERES com a manifestação de interesse. Posteriormente, será marcada uma data para assinatura de novo termo.

Ao ser consultada pela assessoria técnica do CFP, a representante informou ainda que o processo continua o mesmo: os Conselhos recebem uma senha para o sistema E-MEC, em que têm acesso aos documentos do curso, e fornecem um parecer de caráter consultivo. Também foi esclarecido que informações sobre a quantidade de cursos de Psicologia que aguardam avaliação e o prazo para envio dos pareceres do CFP estão disponíveis no próprio sistema.

Presidente do CFP em reunião no SESu/MEC

Presidente do CFP, Mariza Borges, em reunião no SESu/MEC, dia 11 de setembro

CFP acompanha credenciamento de cursos de Saúde pelo CNS

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) realizou, nos dias 10 e 11 de setembro, sua 261ª Reunião Ordinária. No encontro, entre os assuntos tratados, destacaram-se a reunião da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) – responsável pela emissão de pareceres para criação de cursos superiores em Saúde (Psicologia, Medicina e Odontologia) – e a proposta de criação do Instituto da Saúde Indígena (INSI) pelo Ministério da Saúde.

Além disso, foram discutidos o Balanço da Gestão 2008/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a 15ª Conferência Nacional de Saúde e a 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

Credenciamentos

De acordo com o representante do CFP no CNS, Cláudio Garcia Capitão, dos sete cursos de Psicologia avaliados, cinco receberam pareceres “Satisfatórios com Recomendações” e dois cursos foram avaliados como “Insatisfatórios” pela Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH). Capitão destaca a importância desse procedimento, pois “é neste ponto em que o representante do CFP pode discutir detalhadamente os pareceres referentes aos cursos de Psicologia e de suas particularidades. Resta apontar que o trabalho do CNS, por meio da CIRH, tem sido criterioso no que se refere à avaliação dos cursos de Psicologia, entendendo sua complexidade e possibilitando que tanto as solicitações de abertura de novos cursos quanto o recredenciamento dos que já existem ganhem relevância, pois são referendados pelo controle social no que diz respeito à sua importância em certa região, sua articulação com o SUS – perdendo, assim, o caráter essencialmente mercantilista de algumas instituições de Ensino”, aborda.

Uma das atribuições do CNS é emitir pareceres quanto à criação de novos cursos de Ensino Superior na área de Saúde, no que concerne à caracterização das necessidades sociais, segundo estabelecido pelas leis 8.080/90, 8.142/1990, pelo Decreto nº 5.839/06 e pela Resolução CNS 435/10. Atualmente, três cursos da área da Saúde vêm sendo acompanhados pelo CNS, por meio da CIRH: Medicina, Psicologia e Odontologia.

Segundo Cláudio Capitão, os membros designados pela CIRH acompanham as visitas do Ministério da Educação (MEC) na abertura e no recredenciamento dos cursos de Psicologia. “A CIRH tem sido bastante criteriosa, não apenas seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia, a serem observadas pelas instituições de Ensino Superior no País”, ressalta. Os pareceres da Comissão Intersetorial são baseados na Resolução MEC 5/11; nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), como referências para propor o perfil profissional e o projeto político-pedagógico de curso. Também são utilizadas as leis 8.080/90, na Resolução CNS/MS 350/05, na Recomendação CNS 429/09 e no Relatório de Avaliação in loco do INEP.

Saúde Indígena

Na reunião do CNS, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou aos conselheiros a proposta do Governo Federal em criar o Instituto da Saúde Indígena (INSI). Segundo Claúdio Capitão, a proposta ainda não foi convertida em Projeto de Lei para ser enviada ao Congresso Nacional.

Garcia explica que a proposta da criação do INSI surge como resultado de um amplo debate pelos conselhos de saúde indígena em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). O instituto será uma entidade instituída por lei na forma de Serviço Social Autônomo, com prerrogativas próprias do setor público e sujeito aos controles internos e externos da aplicação dos recursos transferidos pelo Poder Público (DENASUS, CGU, TCU, MP e outras instâncias do controle social), em cooperação com o Estado, no desenvolvimento de atividades delegadas de interesse público e social.

Entre as atribuições pensadas para o INSI figuram: operacionalizar os protocolos de referência Saúde Indígena, articular regionalmente com o SUS, para ações de média e alta complexidade, prover a infraestrutura e logística necessárias ao desenvolvimento de suas ações, apoiar o fortalecimento do controle social.

Para que a proposta seja transformada em matéria a ser apreciada pelo Congresso, Capitão destaca que ainda todas contribuições do Governo Federal, Ministério Público Federal e do Trabalho (MPF e MPT), Conselho Nacional de Saúde (CNS) e representes indígenas, serão avaliadas.

Clique aqui e confira quais entidades fazem parte do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

CFP pleiteia vaga no Conselho Nacional dos Direitos Humanos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi habilitado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para pleitear uma das nove vagas do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), cuja disputa o CFP concorrerá com mais 48 entidades. Ao todo, a CNDH, para o mandato 2014/2016, terá 22 membros.

Dos integrantes deste colegiado, onze serão da sociedade civil – nove representantes eleitos, um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos estados e da União. Outros onze serão representantes do Poder Público. Todos os conselheiros terão mandato de dois anos.

Com a Lei 12.986/14, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2 de junho passado, que transformou o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, essa será a primeira eleição com a transformação.

Entre as atribuições do CNDH, estão a promoção e a defesa dos direitos humanos mediante ações preventivas, protetivas, reparadoras e sancionadoras das condutas e situações de ameaça ou violação dos direitos humanos.

Após a fase de habilitação, será realizada na próxima segunda-feira (15), às 10 horas, na sede da SDH, no auditório Ana Paula Crosara de Resende, em Brasília, uma reunião preparatória com todas as entidades postulantes às vagas na CNDH. No evento – que terá a presidente do CFP, Mariza Borges Monteiro, como representante da Autarquia – serão debatidos os acordos e encaminhamentos de votações. Na data seguinte, terça-feira (16), no mesmo local e horário, ocorrerá a eleição dos novos membros.

Indicações do CFP 

Para a titularidade na CNDH, o CFP indicou a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Autarquia, Vera Silvia Facciola Paiva. Para a suplência, a artista Priscila Santos Martins, conhecida como Priscila Preta Obaci. Vera Paiva é psicóloga, mestre e doutora em Psicologia Social e Pós-Doutorado em Saúde Coletiva. Priscila é bacharel em Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em Teatro.

Em direitos humanos, Vera tem atuado na luta contra luta contra tortura e toda forma de restrição das liberdades e direitos civis e políticos, de atividades pelo resgate da Memória e Verdade e reparação dos atos de violação de direitos cometidos ao longo da Ditadura Militar, bem como participou dos primeiros anos de resposta à epidemia da Aids no Brasil, dos movimentos e iniciativas programáticas de garantia a saúde e da não discriminação de pessoas vivendo com HIV/Aids.

Priscila, na questão dos Direitos Humanos, desde 2007, produz espetáculos com a mulher negra em foco, realiza também o terceiro projeto contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e é artista educadora na Fundação Casa, instituição de reabilitação para adolescentes infratores.

Carta de intenções 

Para se habilitar às eleições da CNDH, o CFP redigiu uma carta de intenções (leia no link ao fim da matéria) abordando a trajetória e as lutas da Autarquia em prol dos direitos humanos no Brasil.

Em um dos trechos do documento, a Autarquia diz que, “ao reconhecer a relevância dos direitos humanos para o exercício de toda e qualquer atividade profissional, em 1998, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) promulgou resolução instituindo a Comissão de Direitos Humanos (CDH) como órgão permanente de sua estrutura com os objetivos de: incentivar a reflexão sobre os direitos humanos inerentes à formação, à prática profissional, e à pesquisa em Psicologia; intervir em todas as situações que existam violações dos direitos humanos que produzam sofrimento mental; participar de todas as iniciativas que preservem os direitos humanos na sociedade brasileira; apoiar o movimento internacional dos direitos humanos; estudar todas as formas de exclusão que violem os direitos humanos e provoquem sofrimento mental”.

Clique aqui e leia a Carta de Intenções do CFP na íntegra

Clique aqui e leia o currículo de Vera Paiva

Clique aqui e leia o currículo de Priscila Obaci

PL das 30 Horas

Na última quarta-feira (3), foi realizada sessão não deliberativa na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mesmo não ocorrendo votações, a abertura dos trabalhos significou a contagem da segunda sessão do prazo de decurso para que o Projeto de Lei nº. 3.338 de 2008, o qual fixa a carga horária de Psicólogos e dá outras providências, seja enviado diretamente à sanção da presidente Dilma Rousseff sem precisar ser apreciado pelo plenário daquela Casa. Faltam agora mais três sessões das cinco previstas no Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

Na quinta-feira (4), também estava prevista sessão não deliberativa de debates. No entanto, como não se atingiu quórum mínimo de 51 deputados para abertura dos trabalhos, a sessão não foi realizada e, desta forma, continua o prazo de mais três sessões antes da proposição ser enviada à sanção presidencial.

O Projeto de Lei nº 3338, de 2008, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC) no dia 15 de julho e agora aguarda o prazo regulamentar da Casa Legislativa para que seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A proposta da diminuição da carga horária dos (as) psicólogos (as) para 30 horas semanais é defendida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), entidades da Psicologia, profissionais e estudantes.

Ampliação de profissionais na perícia da Previdência entra na pauta da Câmara

Entrou na pauta de votações da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei PL 7.200/2010, que dispõe sobre a ampliação da participação dos profissionais de saúde na perícia da Previdência Social. A inclusão foi solicitação da presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Mariza Monteiro Borges, em reunião realizada com o deputado federal Amauri Teixeira (PT/BA), presidente do colegiado, na última segunda-feira (1).A matéria foi inserida na pauta de votações da sessão na última quarta-feira (3). Porém, como não houve quórum, não ocorreram deliberações. A proposição já tem parecer favorável do relator na Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Eduardo Barbosa (PSDB/MG), apresentado em 22 de maio de 2014, e aguardava a inclusão na pauta para deliberação. Caso seja aprovada, a proposta segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) daquela Casa.

Justificativa

O CFP ressalta que esse projeto objetiva promover a avaliação pericial multidisciplinar, com a participação de diversos profissionais de saúde, o que resultará em um relatório final de avaliação da capacidade laborativa, nos casos de aposentadoria por invalidez, condizente com uma realidade mais completa, transparente e justa.

Segundo a Autarquia, atualmente, a perícia é realizada apenas por médicos, assim é extremamente benéfico o objetivo de incluir a equipe multidisciplinar nas perícias, considerando que o olhar para as necessidades das pessoas que procuram aposentadoria ou afastamento em razão da saúde debilitada necessita de uma compreensão que envolve vários campos da saúde.

Na justificativa, o Conselho Federal de Psicologia diz ainda que tal objetivo será contemplado por meio de uma intervenção sistêmica, com avaliação que inclui outros saberes que compõem a compreensão das problemáticas da população submetida às perícias do INSS. Diante disso, a perícia não deve ser um ato exclusivo da medicina. Há outros profissionais que estão preparados, aptos e que possuem condições técnicas para analisar a capacidade laboral do indivíduo de modo integral.