Dicionário resgata trajetória de pessoas pioneiras da Psicologia no Brasil

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) anuncia o lançamento do “Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil: Pioneiros”, a aguardada terceira edição da publicação que reúne os perfis dos grandes nomes que moldaram a Psicologia no país. Integrante do projeto Memória da Psicologia Brasileira, o dicionário apresenta um total de 271 biografias, em uma edição revista e ampliada.

A obra se estabelece como um documento fundamental para a sistematização da história da área, contemplando desde as origens até a atuação das(os) primeiras(os) profissionais e pesquisadoras(es) da Psicologia como ciência e profissão. Esta edição especial destaca-se pela ampliação de seu índice, incorporando 70 novos verbetes.

Para a presidente do CFP, Alessandra Almeida, a obra é fundamental para a identidade da categoria ao trazer as bases científicas e profissionais da Psicologia brasileira. “O Dicionário é essencial para compreender como a Psicologia se constituiu no Brasil, um processo marcado pela diversidade de ideias e pela influência de grandes nomes. Esperamos que ele seja uma ferramenta que motive a expansão dos estudos sobre nossa história e reforce nossa identidade como estudiosos e profissionais”, pontuou a presidenta da Autarquia.

A terceira edição do Dicionário, que foi realizada pelo Centro de Documentação e Pesquisa Helena Antipoff, sediada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), amplia os critérios de inclusão. O objetivo foi dar visibilidade a personagens que iniciaram a Psicologia como ciência e profissão em regiões brasileiras menos focalizadas nas edições anteriores.

O trabalho adota uma “visão caleidoscópica” da história, reconhecendo que a evolução do conhecimento se deu por meio de debates entre diferentes correntes e orientações. Foram consideradas(os) pioneiras(os) todas(os) aquelas(es) autoras(es), pesquisadoras(es), docentes e profissionais – brasileiras(os) ou estrangeiras(os) – que propiciaram oportunidades de trabalhos relevantes ou produziram contribuições originais e duradouras.

A publicação revela a forte presença de estrangeiros (58 personagens) na formação da Psicologia brasileira e a concentração inicial de profissionais nas regiões onde se instalaram as primeiras universidades.

A primeira edição do Dicionário, publicada em 2001, também com o apoio do CFP, já tinha o propósito de registrar a contribuição de filósofos, pensadores e profissionais no período anterior à criação dos cursos universitários e à regulamentação da profissão no país.

A nova obra foi organizada por Regina Helena de Freitas Campos, Érika Lourenço, Adriana Araújo Pereira Borges e Lilian Erichsen Nassif, e contou com a cooperação da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP) e da Sociedade Brasileira de História da Psicologia (SBHP), instituições que integram o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB).

O pré-lançamento do material ocorreu durante o 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (CBP), realizado em Brasília/DF. A obra passa por processo final de editoração e, em breve, será disponibilizada de forma integral e gratuita no site do Conselho Federal de Psicologia.

Em audiência na Câmara, CFP destaca importância da intersetorialidade e do cuidado multiprofissional na Política Nacional para Pessoas com Autismo

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, no dia 3 de dezembro, de audiência pública na Câmara dos Deputados para debater as interfaces entre a neurociência e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A discussão ocorreu no âmbito da Comissão Especial destinada a analisar o Projeto de Lei 3.080/2020, que pretende instituir a Política Nacional para Pessoas com Autismo.

No debate, o CFP defendeu que as políticas voltadas a esse público sejam integradas ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a outras políticas públicas estruturantes. Para o Conselho Federal de Psicologia, a garantia de direitos das pessoas com TEA depende fundamentalmente da intersetorialidade e da atuação multiprofissional.

Representando o CFP, a conselheira federal Carolina Roseiro destacou que a Autarquia é favorável à expansão dos aparatos legais que buscam promover e ampliar a cidadania das pessoas no espectro.

Carolina Roseiro, que também representa a entidade na Frente Parlamentar da Saúde Mental, pontuou que a Psicologia é uma das especialidades com contribuições centrais no conjunto de intervenções junto a esse público, estendendo o cuidado também a familiares, amigos e ao ambiente escolar. A conselheira alertou, contudo, para a necessidade de conectar o diagnóstico às redes de cuidado existentes.

“O diagnóstico precoce de TEA precisa estar articulado com políticas de saúde, principalmente com aquelas que já são estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde, que têm o propósito de fazer uma avaliação diferencial e um acompanhamento mais amplo das questões de saúde mental”, afirmou.

A conselheira pontuou ainda que o acesso a direitos não pode ter o diagnóstico como condição, especialmente na política de educação, devendo ser garantida a inclusão no ambiente escolar, com acompanhamento intersetorial quando houver necessidade de diagnóstico e atenção em saúde.

Entenda o Projeto de Lei

O PL 3.080/2020, de autoria do ex-deputado Alexandre Frota (SP), propõe a instituição da Política Pública Nacional para Garantia, Proteção e Ampliação dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. O texto estabelece ações integradas nas áreas de saúde, educação, assistência social e inclusão, assegurando direitos como o diagnóstico precoce, atendimento especializado e acesso facilitado a serviços adaptados.

Dada a relevância do tema, a Comissão Especial tem o desafio de construir um marco legislativo abrangente. Atualmente, 72 propostas legislativas tramitam apensadas ao projeto principal, demonstrando o crescente interesse parlamentar na matéria. O objetivo do colegiado é analisar esse conjunto de proposições para aprimorar a efetividade das políticas públicas de inclusão, tratamento, educação e proteção social das pessoas com TEA e suas famílias.

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam a categoria ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

CFP destaca compromisso social em solenidade pelos 30 anos da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) marcou presença na Câmara dos Deputados durante a Sessão Solene realizada em 10 de dezembro em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos e em celebração aos 30 anos da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDH).

O evento reuniu parlamentares; autoridades do governo federal, como a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e representantes da sociedade civil para reafirmar a importância da luta pela dignidade humana e pela justiça social no Brasil.

A atividade ressaltou o papel histórico da CDH como um espaço de resistência, acolhimento de denúncias e políticas públicas voltadas para grupos vulnerabilizados no país.

Representando o CFP, a conselheira federal e secretária de Orientação e Ética, Carolina Saraiva, destacou a relevância estratégica deste espaço legislativo para a profissão e para a sociedade. “A celebração dos 30 anos da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados representa um marco importante na atuação da Psicologia. Uma comissão muito importante, na qual o Conselho Federal de Psicologia tem muita incidência, dado o seu compromisso com os direitos humanos”, pontuou a conselheira.

A ministra Macaé Evaristo (MDHC) enfatizou que a data serve para renovar o compromisso com a erradicação das desigualdades e o fortalecimento da democracia, lembrando que a defesa dos direitos humanos é uma construção diária e coletiva. “Essa Comissão tem sido uma bússola na construção dos direitos humanos do nosso país”, ressaltou.

Autor do requerimento para a realização da solenidade e atual presidente da CDH, o deputado federal Reimont (PT-RJ) reforçou que a comissão é um espaço de resistência democrática. “A Comissão de Direitos Humanos serve para fortalecer a democracia e para a gente entender que as pessoas humanas, todas elas têm os seus direitos fundamentais. E se esses direitos são violados, elas têm um espaço de procura para que sejam restabelecidos.”, afirmou o parlamentar.

Atuação da Psicologia

O CFP articula a Psicologia com os direitos humanos, defendendo uma prática profissional engajada na luta por uma sociedade mais equitativa e contra toda forma de violação de direitos, com base no Código de Ética Profissional e na legislação vigente.
A atuação da Autarquia no tema é feita principalmente por meio da Comissão de Direitos Humanos (CDH), uma estrutura permanente do CFP voltada a incentivar a reflexão e o debate sobre os direitos humanos inerentes à formação, à prática profissional e à pesquisa em Psicologia.

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade

Sistema Conselhos: APAF aprova criação de Grupo de Trabalho para revisão e atualização de normativas da Psicologia do Tráfego

A Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) aprovou, em sua última reunião realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para revisar e atualizar normativas referentes à Psicologia do Tráfego. O grupo terá como foco tanto as resoluções internas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) quanto legislações externas que impactam diretamente o exercício profissional de psicólogas e psicólogos especialistas no tráfego e mobilidade.

O objetivo do novo Grupo de Trabalho é produzir subsídios a projetos de lei, resoluções e portarias sobre o trabalho da categoria relacionado à Psicologia do Tráfego. O grupo avaliará como o atual arcabouço jurídico tem afetado o ofício de psicólogas e psicólogos e propor aprimoramentos nas normativas relativas ao tema.

A aprovação do GT ocorreu na mesma semana em que a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) publicou a Portaria nº 927/2025, que impõe um teto nacional de R$ 180,00 para o somatório dos exames físico e psicológico nos processos de obtenção e de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Durante os debates na APAF, delegadas e delegados de diferentes CRPs destacaram os impactos nesta que é a única área da Psicologia regulamentada por lei federal, contida no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O GT terá coordenação do Conselho Federal e será composto por integrantes das cinco regiões brasileiras. Confira:

Região Centro-Oeste:
CRP 09 (GO)

Região Nordeste:
CRP 13 (PB) e CRP 15 (AL)

Região Norte:
CRP 10 (PA/AP) e CRP 20 (AM/RR)

Região Sudeste:
CRP 06 (SP)

Região Sul:
CRP 12 (SC)

Audiência com Ministério dos Transportes

O Conselho Federal de Psicologia já está em tratativa com o Ministério dos Transportes para debater os impactos da Portaria nº 927/2025, que estabelece um teto nacional de R$180 para o somatório dos exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica para a Carteira Nacional de Habilitação. Nesta quarta-feira (17), foi formalizado ofício com pedido de audiência, em caráter de urgência, entre o CFP e o ministro da pasta, Renan Filho.

Para o Conselho Federal de Psicologia, embora a redução de custos para o cidadão seja uma meta compreensível, a fixação de um teto excessivamente restritivo inviabiliza a atuação de profissionais especializados. O Conselho alerta que o valor estipulado não condiz com a complexidade técnica da avaliação psicológica.

Incidência política

A Psicologia no Tráfego tem sido tema de especial atenção do Conselho Federal de Psicologia. Em novembro, após intensa articulação do CFP, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que determina a exigência da avaliação psicológica para motoristas em todas as renovações da CNH.

O projeto aprovado vai alterar o CTB para determinar que a avaliação psicológica seja realizada na obtenção da primeira habilitação e em todas as suas renovações e tal exigência caberá para o exercício ou não de atividade remunerada na condução de veículos.

Outra importante atuação se deu diante do anúncio das alterações no processo legal de obtenção da Carteira de Motorista e de eventuais riscos a atividades que envolvem a Psicologia do Tráfego. O CFP articulou ações em defesa da avaliação psicológica e sua realização exclusivamente por psicólogas e psicólogos especialistas na área, incluindo envio de ofício e incidência junto a diversos órgãos do Governo Federal.

Psicologia do Tráfego

A Psicologia do Tráfego é uma especialidade que busca contribuir não apenas na atuação profissional de psicólogas e psicólogos, mas também nos debates e reflexões acerca do comportamento, espaço urbano, autocuidado, o cuidado com o próximo e com a cidadania, e próprio conceito de sujeito situado.

Para apoiar a atuação da categoria neste campo, o CFP conta com uma série de normativas e publicações. Confira:

– Resolução CFP nº 01/2019: institui normas e procedimentos para a perícia psicológica no contexto do trânsito.
– Resolução CFP nº 06/2019: Institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o) no exercício profissional.
– Resolução CFP nº 31/ 2022: Estabelece diretrizes para a realização de Avaliação Psicológica no exercício profissional da psicóloga e do psicólogo, regulamenta o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos – SATEPSI.
– Cartilha Avaliação Psicológica 2022 – CFP.

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

A plataforma é uma ferramenta inovadora que busca aproximar psicólogas e psicólogos na mobilização das pautas no Congresso Nacional, com recursos tecnológicos acessíveis e intuitivos que conectam a categoria ao trabalho de incidência do CFP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Mais notícias

Avaliação psicológica segue como condição obrigatória para obtenção de CNH

CFP e Abrapsit oficiam Governo Federal em defesa da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego na obtenção da CNH

Câmara aprova projeto da avaliação psicológica na renovação da CNH e texto segue para sanção presidencial

Projeto que propõe revogação da Lei de Alienação Parental é aprovado pela Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 2.812/2022, que propõe revogar integralmente a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318/2010), foi aprovado na 4a feira (3), pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. A proposição será encaminhada para apreciação do Senado.

“Cada avanço das pautas de interesse da Psicologia nas duas Casas Legislativas significa a valorização da categoria. O Conselho Federal de Psicologia dará início ao diálogo com senadoras e senadores para que o projeto receba as contribuições técnicas da Psicologia e possa ser analisado o mais rapidamente possível”, aponta a presidenta do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Alessandra Almeida.

A conselheira federal Marina de Pol Poniwas, que representa o CFP no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), pontua que a revogação da Lei de Alienação Parental é uma exigência para garantir que crianças e adolescentes sejam protegidos de violências. 

“Não podemos permitir que denúncias de abuso sejam silenciadas por uma lei sem base científica, utilizada para punir quem protege. A Psicologia tem defendido, com rigor técnico, que a prioridade absoluta deve ser o direito de crianças e adolescentes à segurança, à escuta especializada e a decisões judiciais pautadas comprometidas com a proteção integral”, pontuou.

No relatório que indicou a aprovação do PL, a deputada Laura Carneiro (PSD/RJ) pontuou que a lei não gerou os efeitos esperados de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa pela guarda.   

“Pelo contrário, o seu emprego tem sido utilizado de modo a gerar problemas ainda mais graves que aqueles que pretendia minimizar, uma vez que a acusação de alienação parental se tornou a principal estratégia de defesa de agressores e abusadores sexuais intrafamiliares”, pontuou a parlamentar no relatório. 

Ainda em seu parecer, a deputada mencionou as contribuições dadas pelo Conselho Federal de Psicologia em audiência pública realizada para subsidiar a construção do relatório.  

Na audiência, o CFP defendeu a revogação completa e irrestrita da Lei de Alienação Parental por avaliar que a lei vem sendo usada por pais e mães autores de algum tipo de violência para acusar de alienação parental o genitor que denuncia o abuso. 

Para a Autarquia, a revogação da legislação é condição necessária para que o Brasil avance na proteção integral de crianças e adolescentes e na construção de uma justiça livre de preconceitos e vieses de gênero. 

O CFP ressaltou ainda que a Psicologia não reconhece fundamento técnico ou científico na chamada síndrome de alienação parental, base teórica que deu origem à Lei nº 12.318/2010. 

Na ocasião, a presidenta do CFP ressaltou que o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) aprovou a Resolução 29/2024, recomendando expressamente a revogação total da Lei 12.318/2010. Alessandra Almeida informou ainda que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu ao Congresso Nacional brasileiro a revogação imediata da legislação.

Entenda o projeto 

O Projeto de Lei 2.812/22 propõe revogar integralmente a Lei de Alienação Parental. A proposta foi apresentada pelas deputadas do Psol Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bomfim (SP) e Vivi Reis (PA). 

A lei busca assegurar direitos de convivência – como visitação ou alteração do regime de guarda – para pais separados ou avós. O objetivo é evitar a separação entre a criança e os familiares ou a manipulação das crianças contra um dos genitores. 

A legislação sobre alienação parental, no entanto, é alvo de críticas de instituições de defesa dos direitos de crianças e adolescentes porque teve o uso deturpado por genitores acusados de abusos para assegurar a convivência com a criança e o convívio familiar apesar do processo de violência. Alguns casos registram a perda da guarda pelo genitor que denunciou o abuso e foi acusado de alienação parental. 

O PL 2.812/2022 foi apreciado em regime de tramitação conclusiva na Câmara dos Deputados. Isso significa que bastava a análise pelas comissões temáticas, sem a necessidade de votação em plenário. 

Plataforma de Mobilização

Mais informações podem ser consultadas na Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, espaço virtual criado pelo Conselho Federal de Psicologia e que reúne as principais informações dos projetos de lei de interesse da categoria e da sociedade.

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Encontro em Brasília debate aprimoramento da ética e fiscalização no exercício profissional da Psicologia

Entre 19 e 21 de novembro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, em Brasília/DF, o Encontro Nacional COE e COF 2025. O evento promoveu o diálogo e a troca de experiências sobre fiscalização e ética como forma de qualificar o exercício profissional para a sua função social e atender aos desafios atuais da Psicologia no Brasil.

Realizado pela Secretaria de Orientação e Ética do CFP (SOE/CFP), o encontro nacional reuniu as Comissões de Ética (COE) e as Comissões de Orientação e Fiscalização (COF) dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) de todas as regiões do país.

“Foi um encontro incrível, no qual podemos realizar trocas de saberes e experiências muito honestas e, como resultado, avançar na função precípua do Conselho Federal de Psicologia de orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão de psicóloga e psicólogo no Brasil”, avaliou a conselheira e secretária de Orientação e Ética do CFP, Obadeyì Carolina Saraiva.

O evento reuniu comissões de orientação e fiscalização para discutir os processos de trabalho e os desafios atuais do exercício profissional da Psicologia. Os debates ressaltaram a ampliação das formas de atuação dos Conselhos, com foco em práticas preventivas e propositivas. Entre os destaques, esteve o fortalecimento de abordagens indutoras — estratégias que estimulam boas práticas e qualificam a atuação da categoria nos diferentes contextos de trabalho.

“Os encontros com os Conselhos Regionais são mais do que momentos de alinhamento técnico: são espaços de elaboração sobre o que significa orientar e fiscalizar a profissão hoje. É nesse diálogo que fortalecemos a indução de boas práticas e buscamos promover as mudanças necessárias no modo como a Psicologia se faz presente em seus diversos campos de atuação, em resposta às demandas da atualidade. Assim, o Conselho Federal cumpre sua missão de resguardar a ética na Psicologia como forma de proteger os direitos das pessoas atendidas pelo exercício profissional da categoria”, destacou a conselheira Carolina Roseiro.

CPD Comentado

No Encontro Nacional deste ano, foi lançada a versão comentada do Código de Processamento Disciplinar (CPD). A publicação atualiza as regras que estabelecem os procedimentos para os processos disciplinares ordinários, funcionais e éticos contra profissionais da Psicologia.

Além disso, cada dispositivo do CPD segue acompanhado de notas explicativas, contextualizações e orientações práticas, transformando a norma em uma ferramenta dinâmica de consulta, estudo e aplicação.

O Código de Processamento Disciplinar Comentado foi elaborado a partir de escuta qualificada e orientado pela busca de maior transparência, imparcialidade e eficiência. O objetivo é proporcionar segurança jurídica e previsibilidade para as partes envolvidas nas situações de denúncia sobre o exercício da profissão de Psicologia no Brasil.

O CPD define as regras para a apuração de infrações, desde o recebimento da representação ética até a execução das penalidades, garantindo a transparência e o cumprimento do Código de Ética profissional.

Acesse aqui a publicação

No encontro aconteceu a realização de um julgamento ético simulado como forma de demonstrar, na prática, as recomendações do CFP para os processos nos CRPs, que zelam pela aplicação das normativas profissionais.

Saiba mais

O Encontro Nacional COEs e COFs é realizado anualmente pelo Conselho Federal de Psicologia.

A Comissão de Ética (COE) e a Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) são instâncias permanentes dos Conselhos Regionais de Psicologia que atuam em conjunto para garantir a qualidade do exercício da profissão. Essas comissões atuam de forma fiscalizadora, investigatória e educativa para garantir o exercício ético da Psicologia.

A COE tem a função de instaurar processos e apurar faltas éticas. A comissão recebe e analisa denúncias sobre infrações éticas cometidas por psicólogas e psicólogos. Por sua vez, a COF garante o cumprimento das leis, decretos e resoluções que regulamentam a profissão. Cabe à Comissão orientar e fiscalizar o exercício profissional.

CREPOP: Reunião Nacional da Rede marca a apresentação da nova metodologia de pesquisa e planeja ações para marcar os seus 20 anos

No dia 19 de novembro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou, em Brasília/DF, mais uma edição da Reunião Nacional da Rede CREPOP. O encontro discutiu a atuação da Psicologia em políticas públicas, a produção de referências técnicas e o balanço das atividades do ano.

O evento reuniu as novas equipes regionais que integram a Rede CREPOP para alinhar diretrizes, debater a nova metodologia para as publicações e o plano de trabalho para 2026. Foram avaliados os temas considerados estratégicos para compor o próximo ciclo de produção de referências técnicas, visando qualificar e orientar a atuação da categoria em diferentes políticas públicas.

A conselheira-tesoureira do CFP, Neuza Guareschi, explica que as reuniões com a rede do CREPOP de todo o país representam um momento de articulação e planejamento, com a participação de conselheiras(os) e técnicas(os) de todos os Conselhos Regionais de Psicologia.

“A Reunião Nacional é o nosso principal momento de articulação. Ao reunirmos conselheiros e técnicos de todo o país, conseguimos não apenas planejar o futuro da rede, mas principalmente qualificar a atuação da categoria. O objetivo central é que esse intercâmbio resulte em um aprimoramento real da presença da Psicologia nas políticas públicas”, salientou a conselheira.

Nova Metodologia

Durante o encontro, foi apresentada a nova metodologia de pesquisa do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP). A atualização sugere uma reorientação paradigmática ao promover uma integração maior entre a pesquisa e a elaboração das Referências Técnicas (RTs). A nova metodologia ainda passará por uma etapa de pesquisa piloto.

O objetivo central é superar o modelo onde as equipes locais atuavam apenas na produção de dados, garantindo agora a participação ativa da rede em todas as etapas do processo, inclusive na redação das referências técnicas. Essa mudança busca valorizar a diversidade do cenário brasileiro e fortalecer o vínculo entre a prática profissional nos territórios e a produção teórica.

Construída coletivamente ao longo de 2024 e 2025, a nova metodologia estipula um ciclo de produção mais ágil, com prazo total de 18 meses divididos em 14 etapas — desde a avaliação de viabilidade até o lançamento e devolutiva. A proposta busca alinhar os documentos às demandas contemporâneas da categoria e da gestão pública, com a execução de um projeto piloto programado para iniciar em 2026.

Projetos e temas estratégicos para 2026

O Plano de Trabalho 2026 organiza-se em três eixos inter-relacionados: Pesquisa, Consolidação, Testagem da Metodologia (piloto) e 20 Anos de CREPOP.

O tema para o ciclo de pesquisa de 2026, baseado em deliberações do 12º Congresso Nacional da Psicologia (CNP), será definido na reunião APAF de dezembro. As áreas de atuação que ainda não possuem referência técnica, conforme propostas da categoria, e que se mostram essenciais, incluem Migrações, Apatridia e Refúgio, Meio Ambiente e Emergência Climática, Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PICS), Cuidados Paliativos no SUS, Educação Superior e Ensino Técnico, e Centros Especializados de Reabilitação (CER).

Para 2026, estão previstos lançamentos de Referências Técnicas que contemplem questões relacionadas ao cuidado a pessoas com deficiência, atuação na Rede de Apoio Psicossocial e também nos Serviços de Acolhimento do Sistema Único de Assistência Social.

20 anos do CREPOP

O ano de 2026 representará um marco histórico para o Centro: a celebração de seus 20 anos de existência. Para marcar a data e valorizar a memória técnica e política construída ao longo dessas duas décadas, será implementado um conjunto de ações institucionais voltadas ao fortalecimento da Rede CREPOP.

Nota de Pesar: Sibele de Lima Lemos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da educadora e militante dos direitos humanos, Sibele de Lima Lemos.

Reconhecida por sua trajetória de luta e engajamento, Sibele foi uma militante incansável pelos direitos de crianças, adolescentes e mulheres, com uma atuação expressiva, afetuosa e corajosa.

Sibele foi Conselheira Nacional de Saúde (CNS), demonstrando seu engajamento na área de saúde e controle social. Também integrou o Coletivo de Proteção à Infância Voz Materna, uma organização que atua na defesa dos direitos das crianças e das mães. Sibele também fazia parte da Comissão Permanente de Gênero e Raça do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).

Uma de suas atuações mais marcantes se deu em oposição à Lei de Alienação Parental, fato este que evidenciou seu compromisso com a proteção integral da infância e da adolescência.

A partida de Sibele de Lima Lemos representa uma perda irreparável para a educação, a militância social e a defesa dos direitos. O CFP se solidariza com a família, círculos de amizade e todas as pessoas que conviveram com Sibele de Lima Lemos.

Psicologia antirracista: CFP anuncia práticas vencedoras da terceira edição do  Prêmio Profissional Virgínia Bicudo 2025

No Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou os trabalhos reconhecidos na edição 2025 do Prêmio Profissional Virgínia Bicudo: Práticas para uma Psicologia Antirracista.

Criado em homenagem à pioneira Virgínia Bicudo —, primeira psicanalista não médica do Brasil e primeira mulher negra a integrar o plenário do CFP, em 1973 —, o prêmio reconhece estudos e práticas que articulem Psicologia e relações étnico-raciais.

A iniciativa reforça o compromisso da categoria com a equidade racial e celebra experiências e ações que contribuem para o enfrentamento ao racismo em diferentes contextos sociais e profissionais e valorizam práticas psicológicas plurais e inclusivas, comprometidas com os direitos humanos.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destaca que “o Prêmio Virgínia Bicudo reconhece anualmente as práticas psicológicas que trazem transformações significativas na vida das pessoas, na saúde mental e na luta pela redução das desigualdades étnico-raciais e de gênero. É um marco permanente no compromisso da categoria com a promoção de uma sociedade mais justa e antirracista”.

Alessandra Almeida pontua que o anúncio das iniciativas vencedoras no Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra reafirma que a Psicologia deve estar ao lado das populações historicamente marginalizadas para contribuir com a superação das desigualdades.

Nesta 3ª edição, foram premiados dez trabalhos e concedidos sete menções honrosas, contemplando todas as regiões do país. As produções se dividiram entre as categorias Experiências Individuais e Experiências Coletivas, avaliadas a partir de cinco eixos orientadores: Raças e identidade étnico-racial; Violência, morte e luto; Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso; Interseccionalidades; Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento.

Conheça os trabalhos premiados desta edição:

Região Norte

Título: GRUPOS DE APOIO MATERNO NA AMAZÔNIA: PRÁTICAS COLETIVAS DE CUIDADO E RESISTÊNCIA ANTIRRACISTA.
Categoria: Experiências coletivas Eixo: Interseccionalidades
Autoria: Maura Nunes Pimentel de Carvalho – CRP 20/04609
Co-autoria: Denise Machado Duran Gutierrez – CRP: 20/00798

Título: RODAS DE CONVERSA E LETRAMENTO RACIAL: CONSTRUINDO SUBJETIVIDADES RESISTENTES NA REGIÃO NORTE DO BRASIL.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso
Autoria: Maria Izabel da Cunha Araujo – CRP 10/06067

Região Nordeste

Título: NARRATIVAS DO CUIDADO: UMA PROPOSTA DE ESCUTA E ACOLHIMENTO PARA PESSOAS NEGRAS, QUILOMBOLAS E INDÍGENAS.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Raças e Identidade Étnico-Racial
Autoria: Ricardo Marinho da Silva – CRP 03/25500

Título: A CONSTRUÇÃO DE SI EM DIREÇÃO A UMA CLÍNICA RACIALIZADA. Categoria: Experiências individuais
Eixo: Raças e Identidade Étnico-Racial
Autoria: Hilana Sousa Ferreira – CRP 11/15258

Região Centro-Oeste

Título: AQUILOMBAMENTO E FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA: RESSIGNIFICAÇÕES SUBJETIVAS E RESISTÊNCIA ANTIRRACISTA NO GRUPO SANKOFA.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso
Autoria: João Paulo Siqueira de Araújo – CRP 01/29044

Título: RACISMO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM MULHERES NEGRAS NO ESTADO DE GOIÁS: UMA PERSPECTIVA PSICANALÍTICA.
Categoria: Experiências coletivas
Eixo: Violência, Morte e Luto
Autoria: Leonardo Conceição Guimarães – CRP 09/007032
Co-autoria: Isabella de Araújo Quirino
Kezia Pereira Escobar
Erika Adriana Mendes de Souza

Região Sudeste

Título: FAZER DA FRESTA PASSAGEM: ESCREVIVENDO A FORMAÇÃO DE PSICÓLOGAS NEGRAS.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso
Autoria: Gabriela da Silva Bispo – CRP 06/189020

Título: REESCREVENDO RELAÇÕES: MODELO INTERVENTIVO BASEADO EM EVIDÊNCIAS PARA ENFRENTAMENTO DO PRECONCEITO RACIAL NA INFÂNCIA.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento
Autoria: Denise Aparecida Passarelli – CRPP 06/171923

Região Sul

Título: LALUCA E O BAÚ DAS EMOÇÕES: LITERATURA TERAPÊUTICA E EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL PARA A PROMOÇÃO DA EQUIDADE RACIAL NA INFÂNCIA.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento
Autoria: Caroline Daronco Campos Romero Sanches – CRP 07/ 20076

Título: MEDIAÇÃO DE ACOLHIMENTO PARA PESSOAS NEGRAS: EXPERIÊNCIA EM UMA UNIVERSIDADE DO SUL BRASILEIRO.
Categoria: Experiências coletivas
Eixo: Interseccionalidades
Autoria: João Carlos Gomes dos Santos Júnior – CRP 12/29481
Co-autoria: Mahasiãh Raimundo – CRP 12/21542

Os trabalhos com menção honrosa são:

Região Norte

Título: CUIDAR DO FUTURO, REPARAR O PASSADO: INFÂNCIAS QUILOMBOLAS E A RESISTÊNCIA ANTIRRACISTA NA AMAZÔNIA MARAJOARA.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento.
Autoria: Virgínia Lopes da Silva – CRP 10/11183

Região Nordeste

Título: A EXPERIÊNCIA DO JUNTÊRO COMO MODO DE RESISTÊNCIA ANTIRRACISTA: UMA AVENTURA ETNOGRÁFICA COM UM MARACATU- NAÇÃO.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso
Autoria: Matheus Barbosa da Rocha – CRP 21/02944

Título: POPULARIZAÇÃO ANTIRRACISTA DE CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS EM SAÚDE MENTAL: A EXPERIÊNCIA DO @SAUDEMENTALPOPNEGRA.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Modos de resistência antirracista: antimanicomial, cultural, religioso
Autoria: Jeane Saskya Campos Tavares – CRP 03/002458

Região Sudeste

Título: O QUE SONHAM JOVENS MULHERES NEGRAS FREQUENTADORAS DE CURSINHOS POPULARES
Categoria: Experiências coletivas
Eixo: Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento
Autoria: Lais da Silva Vieira – CRP 06/206908
Vandia Cristina Rodrigues Leal – CRP 06/89041 Julia Silvestre – CRP 06/212539
Jussara de Souza Silva – CRP 06/204143 Jaquelina Maria Imbrizi – CRP 06/31942

Título: DIÁLOGOS INTEREPISTÊMICOS COM POVOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS: REFLORESTANDO UMA PSICOLOGIA ANTIRRACISTA.
Categoria: Experiências coletivas
Eixo: Raças e Identidade Étnico-Racial
Autoria: Monaliza Silva de Alcantara – CRP 04/52168
Co-autoria: Amanda Barbosa Veiga dos Santos – CRP 04/51242
Eledá Isadora Corrêa Trindade – CRP 04/58872
Júlia Costa de Oliveira – CRP 04/64017
Claudia Mayorga – CRP 04/14257
Aquila Bruno Miranda – co-autora sem CRP
Werymehe Alves Braz – co-autora sem CRP

Região Sul

Título: TRANÇANDO SABERES: METODOLOGIAS COLABORATIVAS KAINGANG NA FORMAÇÃO DE PESSOAS PSICÓLOGAS.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Interseccionalidades
Autoria: Aline Gobetti Oliveira – CRP 07/30216

Título: PROMOVENDO ACOLHIMENTO E ENFRENTANDO RESISTÊNCIAS: A INCLUSÃO DA PSICOLOGIA E RELAÇÕES RACIAIS EM UM CURRÍCULO UNIVERSITÁRIO.
Categoria: Experiências individuais
Eixo: Geracional: racismo na infância, juventude e envelhecimento.
Autoria: Victor Hugo Brandão Meireles – CRP 08/26155

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CFP participa da posse do novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

Na quarta-feira (29/10), tomou posse o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) esteve presente à cerimônia realizada no Palácio do Planalto, representado por sua presidenta, Alessandra Almeida.

A presidenta do CFP aponta que a Secretaria-Geral da Presidência da República é o espaço estratégico da relação do governo federal com a sociedade civil, na perspectiva da participação popular.

“No percurso das ações políticas, o Conselho Federal de Psicologia, ao representar a categoria, se apresenta em diversas instâncias de controle social e incide o Estado, sobretudo em questões que se referem à Psicologia e à saúde mental”, afirmou a presidenta do CFP.

Guilherme Boulos é professor, escritor, formado em filosofia, com especialização em Psicologia Clínica e mestrado em psiquiatria pela Universidade de São Paulo. Ele substituiu Márcio Macedo no cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.