Internacionalização da Psicologia: CFP traduz para o espanhol um conjunto de Referências Técnicas do CREPOP com orientações para a atuação profissional em diversos campos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) acaba de anunciar o lançamento de uma série traduzida para o espanhol das principais Referências Técnicas para a atuação profissional de psicólogas e psicólogos em políticas públicas. A iniciativa é um passo estratégico nas ações de internacionalização da Psicologia brasileira, com o objetivo de fortalecer o intercâmbio de conhecimento, especialmente na América Latina.

As duas primeiras publicações, Referencias técnicas para la actuación de psicólogas, psicólogos e psicólogues en políticas públicas para la población LGBTQIA e Referencias Técnicas para la actuación de psicólogas(os) en la atención a las mujeres en situación de violência, foram apresentadas no IX Congresso da Associação Latino-Americana de Ensino e Formação em Psicologia (ALFEPSI), que ocorreu entre 8 e 11 de outubro, em Maceió/AL.

Ao todo, serão lançadas sete referências técnicas em espanhol, por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP).

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, avalia que a tradução desses materiais é um marco importante para a Psicologia brasileira e latino-americana. Para ela, a iniciativa reconhece que o trabalho de construção de referências técnicas para atuação em políticas públicas transcende as fronteiras do Brasil, tendo a Psicologia brasileira um papel de destaque no cenário latino-americano, no qual desafios comuns demandam práticas inovadoras, críticas e comprometidas com a equidade e a justiça social.

“A tradução dessas referências técnicas é um reflexo do entendimento de que a internacionalização transcende a mera difusão de documentos. Na prática, representa a afirmação de valores e atuações que conectam o Brasil a outras nações em uma causa compartilhada: a edificação de uma Psicologia crítica, democrática e cimentada nos direitos humanos”, explica a presidenta da Autarquia.

Após essas duas primeiras traduções, o CFP prepara o lançamento de mais cinco referências técnicas em espanhol:

•⁠ ⁠Referencias Técnicas para la Actuación de Psicólogas(os) en Políticas Públicas de Derechos Sexuales y Derechos Reproductivos;
•⁠ ⁠Referencias Técnicas para la Actuación de Psicólogas(os) junto a los Pueblos Indígenas;
•⁠ ⁠Referencias Técnicas para la Actuación de Psicólogas(os) en la Educación Básica;
•⁠ ⁠Referencias Técnicas para la Actuación de Psicólogas(os) en el Ámbito de las Medidas Socioeducativas; e
•⁠ ⁠Referencias Técnicas para la Actuación de Psicólogas(os) en el Sistema Penitenciario.
Em breve, todo esse conteúdo digital estará disponível de forma gratuita no site do CFP.

Internacionalização da Psicologia
A internacionalização da Psicologia é uma agenda estratégica do CFP que busca fortalecer a presença da ciência e profissão psicológicas do Brasil no cenário global. A ação promove a troca de saberes, a difusão de boas práticas e a integração profissional com outras nações, como as da América Latina, Caribe e países de língua portuguesa.

A iniciativa inclui a participação em eventos internacionais, a realização de congressos no Brasil, como o X Congresso ULAPSI e o XI Congresso ALFEPSI, no ano de 2025. Além disso, a agenda estabelece a colaboração com entidades transnacionais, como a União Internacional de Ciências Psicológicas (IUPsyS) e a Sociedade Interamericana de Psicologia (SIP).

“Ao tornar esse conhecimento acessível, o Sistema Conselhos não apenas fortalece o intercâmbio internacional, mas também permite que a experiência brasileira inspire e dialogue com outras realidades da região”, aponta Alessandra Almeida.

Sobre o CREPOP
O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Política Pública (CREPOP) integra a experiência prática de psicólogas e psicólogos à revisão da literatura científica, abordando questões fundamentais para a prática profissional.

Nos últimos anos, o CREPOP passou por um processo de revisão e publicação de Referências Técnicas, com o número de títulos disponíveis saltando de 13 em 2013 para 26 em 2025. O Centro também organiza o Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas, atualmente em sua 12ª edição, um espaço de encontro e compartilhamento de conhecimentos.

CFP reúne propostas da Psicologia para a Conferência Nacional de Assistência Social

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) compilou um conjunto de propostas para serem debatidas na 14ª Conferência Nacional de Assistência Social. O evento acontece de 6 a 9 de dezembro de 2025, em Brasília/DF, com o tema “20 anos do SUAS: construção, proteção social e resistência”.

As propostas foram definidas na Conferência Livre Nacional da Psicologia no SUAS, evento preparatório promovido pelo CFP em 30 de setembro e que reuniu mais de 300 participantes.

Na abertura da atividade, conselheiras federais, trabalhadoras e representantes de entidades destacaram a importância do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), especialmente, a necessidade de valorização de trabalhadoras e trabalhadores.

A presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Alessandra Almeida, pontuou a potência do SUAS na defesa dos direitos e na valorização profissional como essenciais à política pública da Assistência Social. “Nós sabemos que não basta garantir a política no papel, é preciso assegurar condições dignas de trabalho e cuidar da saúde mental de quem sustenta essa política no dia a dia. Não há SUAS forte sem profissionais fortalecidas”, pontuou.

A conselheira federal Neuza Guareschi destacou o marco dos 20 anos do SUAS, o caráter de direito e a importância central da gestão e saúde de trabalhadoras(es). “Estamos em um momento histórico. Em 2025, o SUAS completa 20 anos. Duas décadas de uma construção coletiva marcada por resistência, por enfrentamentos e por conquistas que reafirmam a assistência social como direito, e não como favor”, pontuou.

A representante do CFP no Fórum Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (FNTSUAS), Simone Gomes, ressaltou que a Assistência Social é a segunda maior área de atuação da Psicologia, sendo necessário corrigir a precariedade dos vínculos trabalhistas, as condições laborais e as remunerações das(os) trabalhadoras(es). “É urgente que a gente pense e proponha deliberações acerca da melhoria dessas nossas condições de trabalho. A efetivação da educação permanente, a realização dos concursos públicos e o aumento das equipes de referência”, afirmou.

Andreia Fernandes, do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) chamou atenção para a realização da conferência livre no CFP como espaço legítimo de controle social. “As conferências livres são esse espaço autônomo e democrático que amplia o debate público, que enriquece o processo de construção e de fortalecimento das políticas públicas e que também fortalece o controle social”.

Conheça as propostas
A Conferência Livre Nacional da Psicologia no SUAS abordou dois dos cinco eixos temáticos da etapa nacional, que irão percorrer o aperfeiçoamento contínuo do SUAS e a gestão democrática, informação e comunicação transparente.

A atividade promovida pelo CFP, recebeu mais de 130 pré-propostas das mais de 1000 pessoas inscritas para participar do evento virtual. As pré-propostas foram sistematizadas de modo que cada grupo temático (GT) trabalhou a partir de 5, com a orientação de apresentar uma como prioritária. Após as discussões dos GTs, chegou-se às três propostas finais que serão encaminhadas ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), conforme dispõe a Resolução CNAS/MDS n. 188, de 2 de abril de 2025, para seguirem no trâmite com objetivo de serem incluídas no caderno de discussões da Conferência Nacional.

As demais propostas remanescentes, sendo 5 definidas pelos grupos, seguirão internas ao CFP. Desse modo, a Conferência Livre, apreciou no total 8 propostas na plenária final. As três que serão encaminhadas ao CNAS, compreendem:

•⁠ ⁠Proposta 1: Criar uma política nacional permanente de enfrentamento ao assédio moral no SUAS, com financiamento tripartite, para cuidado, monitoramento, canais de denúncia, responsabilização e ações orientadoras.

•⁠ ⁠Proposta 2: Criar e instituir Programa Nacional de Valorização e Saúde das(os) Trabalhadoras(es) do SUAS, garantindo cofinanciamento federal, para Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e progressão funcional, piso salarial nacional justo, carga horária de até 30h semanais e política de educação permanente e gestão do trabalho.

•⁠ ⁠Proposta 3: Implantar um sistema de informações e interações acessíveis, inclusivas, permanentes e transparentes de participação social, por meio de canais digitais e encontros descentralizados, representativos da diversidade territorial e efetivos na comunicação em assistência social.

A abertura e a deliberação das propostas podem ser conferidas no canal oficial do CFP no YouTube.

CFP participa do IX Seminário Novos Horizontes da Pós-Graduação em Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, nos dias 13 e 14 de outubro de 2025, do IX Seminário Novos Horizontes da Pós-Graduação em Psicologia, realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa/PB.

O evento foi promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), em parceria com a Coordenação de Área de Psicologia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e contou com o apoio do CFP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ao reunir coordenadores e representantes de programas de pós-graduação em Psicologia de todas as regiões do país, o seminário teve como foco o aperfeiçoamento do sistema nacional de pós-graduação, a qualificação das pesquisas científicas e a construção de estratégias para o fortalecimento da área em nível nacional e internacional.

Representando o CFP, o conselheiro federal Virgílio Bastos participou da conferência de encerramento, com a palestra “Que profissionais estamos formando? Formação do docente-pesquisador”, apresentando uma análise detalhada da produção científica da pós-graduação em Psicologia no Brasil.

Baseado em dados da avaliação quadrienal da CAPES de 2021, o estudo apresentado por Virgílio Bastos revelou a distribuição dos projetos de pesquisa em diferentes níveis de complexidade e aplicabilidade, desde produções teóricas até intervenções práticas. O conselheiro destacou a importância de preservar a diversidade de enfoques nos programas acadêmicos e profissionais, equilibrando a produção científica com o impacto social.

“A diversidade de projetos demonstra a riqueza da pós-graduação em Psicologia no Brasil. Precisamos avançar em modelos de avaliação que reconheçam a pluralidade de perfis e as contribuições dos programas para a sociedade”, afirmou Virgílio Bastos.

Painéis e conferências

A programação oficial contemplou debates sobre política científica, inovação social, ações afirmativas, avaliação da pós-graduação e formação docente, entre outros temas relacionados ao desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão.

Além da participação do CFP, a programação contou com conferências e painéis com especialistas da CAPES, do CNPq, de instituições de ensino superior e de fóruns permanentes da ANPEPP. Os debates abordaram temas como avaliação da pós-graduação no quadriênio 2025-2028; desafios das políticas científicas para as ciências humanas e sociais; perspectivas para doutorados profissionais na área da Psicologia; políticas de ações afirmativas na pós-graduação; e publicação científica e ética em pesquisa e impacto social.

O evento foi encerrado com a Assembleia Geral Ordinária da ANPEPP, que deliberou sobre encaminhamentos institucionais e reforçou a importância da articulação entre programas de pós-graduação, entidades científicas e órgãos de fomento.

XI Congresso da ALFEPSI reforça união das psicologias latino-americanas

No dia 11 de outubro encerrou-se em Maceió/AL o XI Congresso da Associação Latino-americana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI). O evento, co-organizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), inseriu-se na agenda de internacionalização da Psicologia brasileira promovida pela Autarquia.

Com o tema “Formação em Psicologia na América Latina: sensibilidades, cuidados e ações políticas”, o evento reuniu cerca de 800 pessoas, entre pesquisadoras(es), docentes, estudantes e profissionais oriundas(os) de diferentes países da América Latina e estados brasileiros para discutir os desafios e as perspectivas da área. Além do Brasil, o evento em Maceió recebeu congressistas vindos da Argentina, México, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Bolívia e Uruguai.

O conselheiro federal e presidente do congresso, Jefferson Bernardes, avalia que o evento proporcionou um processo coletivo de trocas, no qual foram vivenciadas as diferentes formas como a Psicologia é construída nos diferentes países latino-americanos. O conselheiro destacou o intercâmbio de práticas dos países e uma ruptura de fronteiras na Psicologia da América Latina.

“Acredito que estamos construindo juntos a Psicologia, ou as Psicologias latino-americanas. Houve troca de experiências, de posicionamentos e de aprendizagens que foram muito significativas. Esse é um processo coletivo de poder vivenciar um pouco como a Psicologia é construída nos diversos países da América Latina”, pontuou o conselheiro.

A programação do evento contou com a participação de conselheiras e conselheiros federais em mesas redondas, colóquios e atividades diversas, compartilhando as experiências da Autarquia sobre a formação em Psicologia no país e que podem servir como exemplos para a região.

No estande do CFP ao longo de toda a programação oficial no XI Congresso da ALFEPSI, congressistas puderam ter contato com as diferentes publicações editadas pelo Conselho Federal e participar de conversas com conselheiras e conselheiros, como o bate-papo sobre o processo de regulamentação da prática da Psicoterapia. No local também foi possível conhecer a Plataforma de Mobilização Legislativa da Psicologia, ferramenta que tem como objetivo conectar psicólogas e psicólogos com o trabalho de incidência legislativa realizado pelo CFP no Congresso Nacional.

Ainda durante o Congresso, o CFP lançou importantes publicações, como a Edição Especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão “Internacionalização: Formação em Psicologia na América Latina, Caribe e Países de Língua Portuguesa”, o Manual orientativo para uma atuação anticapacitista na Psicologia e duas Referências Técnicas traduzidas para o espanhol, como parte dos esforços da entidade em compartilhar a experiência brasileira no campo da orientação profissional à categoria.

Diálogos e parcerias internacionais

O XI Congresso da ALFEPSI foi realizado a partir de uma iniciativa conjunta do CFP, da Associação Latinoamericana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-AL), da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP) e da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (Conep). O evento contou ainda com o apoio institucional da CAPES e do CNPq.

O encontro fez parte da agenda de internacionalização da Psicologia brasileira, estratégia que busca fortalecer a presença de nossa ciência e profissão no cenário global, promovendo a troca de saberes, a difusão de boas práticas e a integração com outros países da América Latina, Caribe e nações de língua portuguesa.

A estratégia também busca apresentar o modelo de funcionamento do CFP e dos CRPs, com foco na sua atuação de orientação, fiscalização e disciplina do exercício profissional, além da troca de experiências com outras realidades.

Confira aqui a galeria de imagens do XI Congresso Alfepsi.

CFP participa de reunião do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde assumindo coordenação adjunta do colegiado

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, no dia 16 de outubro, da 227ª reunião ordinária do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), realizada na sede do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), em Brasília/DF.

Esta é a primeira vez em que o CFP participa como Coordenação Adjunta do Fórum, representado pelo conselheiro-secretário Rodrigo Acioli. A presença nesse espaço de articulação evidencia o papel estratégico da Psicologia brasileira na promoção do diálogo interinstitucional para a orientação e a fiscalização das profissões regulamentadas no campo da saúde.

A reunião contou com a presença de representantes dos 14 Conselhos Federais que compõem o Fórum: Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia.

Durante o encontro, foram debatidas questões acerca da integração das categorias profissionais, como fiscalização, ações de medidas de contenção de fraudes relacionadas à obtenção de registros profissionais e regulamentação do Ensino à Distância (EaD).

A participação do CFP no FCFAS, na atual posição, reforça a contribuição da Psicologia para a construção de estratégias conjuntas em defesa do cuidado integral e interdisciplinar. “Esse é um reconhecimento da importância da Psicologia nas políticas de saúde e do compromisso com o trabalho coletivo entre os Conselhos Federais”, destacou Rodrigo Acioli, conselheiro-secretário do CFP.

Regulamentação profissional

O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) tem como missão promover o diálogo e a integração entre as profissões da saúde e contribuir para o aprimoramento das práticas profissionais para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com sua participação ativa nesse espaço, o CFP reafirma o compromisso com a valorização da Psicologia e com a defesa do exercício profissional ético e qualificado, além de fortalecer sua atuação conjunta com os demais Conselhos na formulação de políticas públicas e na superação dos desafios das profissões da Saúde no país.

Prêmio Profissional Virgínia Bicudo: CFP prorroga prazo para inscrições até 20 de outubro

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) prorrogou até  20 de outubro de 2025 o prazo de inscrições para a terceira edição do Prêmio Profissional Virgínia Bicudo: “Práticas para uma Psicologia Antirracista”. O anúncio foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). A iniciativa premia estudos e práticas no campo da Psicologia e das relações étnico-raciais, com o valor de R$ 2 mil para os trabalhos selecionados.

O prêmio busca identificar, valorizar e divulgar experiências de profissionais da Psicologia, coletivos e grupos que abordam as relações étnico-raciais em suas práticas.

Podem concorrer psicólogas e psicólogos em situação cadastral regular e adimplentes junto ao respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP). A premiação contempla duas categorias: experiências individuais e experiências coletivas. Cada participante pode inscrever trabalhos em apenas uma delas. Os trabalhos teórico-técnicos devem dialogar com eixos como identidade étnico-racial, violência, morte e luto, resistência antirracista, interseccionalidades e relações raciais ao longo da vida.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do prêmio até às 23h59 (horário de Brasília), do dia 20 de outubro de 2025. Para mais informações, acesse o edital do prêmio e sua retificação.

Pioneira

A premiação homenageia Virgínia Leone Bicudo, referência na Psicologia brasileira, pioneira na psicanálise e primeira mulher negra a integrar o plenário do CFP, em 1973, em sua primeira composição. Sua trajetória é marcada pela defesa dos direitos humanos e pela produção científica comprometida com a justiça social e o enfrentamento ao racismo.

Luta anticapacitista: CFP lança manual para orientar atuação da Psicologia junto às pessoas com deficiência

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) – com foco em sua missão institucional de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional da categoria – disponibiliza a psicólogas e psicólogos de todo o país o Manual orientativo para uma atuação anticapacitista na Psicologia.

O lançamento oficial aconteceu na última quarta-feira (08), durante a participação do CFP no XI Congresso da Associação Latino-Americana para a Formação e o Ensino da Psicologia (Alfepsi). Realizado em Maceió/AL, o encontro teve como tema “Formação em Psicologia na América Latina: sensibilidades, cuidados e ações políticas” e reuniu profissionais, estudantes, docentes e pessoas interessadas em Psicologia, no Brasil e outros países da América Latina, para dialogar sobre contextos e desafios da formação e do exercício profissional na região.

Fruto das discussões e produtos gerados pelos Grupos de Trabalho (GTs) da Assembleia de Políticas de Administração e Finanças (APAF), intitulados “Orientação, Referências Técnicas e Éticas no Atendimento à Pessoa Surda no Âmbito da Saúde” e “Orientação ao Atendimento junto a Pessoas com Deficiência”, o manual surge no contexto de fortalecimento das políticas públicas de acessibilidade e inclusão, reconhecendo o papel essencial da Psicologia na consolidação de uma sociedade justa, plural e democrática.

A publicação reúne fundamentos éticos, técnicos e políticos para orientar psicólogas e psicólogos em práticas inclusivas, apresentando diretrizes sobre atendimento, avaliação biopsicossocial, acessibilidade e enfrentamento ao capacitismo, inserindo-se em um conjunto de ações do Conselho Federal de Psicologia com foco no cuidado e na saúde integral dessa população. O objetivo é fortalecer o cuidado às pessoas com deficiência a partir de suas múltiplas expressões e singularidades.

“A atuação junto a pessoas com deficiência requer da categoria profissional uma perspectiva ética e tecnicamente qualificada, atentos às barreiras que historicamente impedem o exercício pleno da cidadania por parte dessa população”, destaca o manual.

Acesse a íntegra do Manual orientativo para uma atuação anticapacitista na Psicologia.

CFP oficia autoridades de Estado para a proteção de povos indígenas

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) oficiou nesta terça-feira (14) autoridades do Estado brasileiro para garantir proteção imediata ao Povo Xukuru-Kariri, territorializado em Palmeira dos Índios, em Alagoas. 

Essa comunidade vem sofrendo situações de ameaças e violência em decorrência do processo legal de demarcação de seu território tradicional.

No documento, o CFP pontua o papel legal da Autarquia enquanto órgão consultivo em temas da Psicologia e direito à saúde mental. O Conselho destaca que o território indígena se constitui como lugar pleno e legítimo de desenvolvimento dos modos de vida, da produção de saúde e do bem-viver dos povos originários e que a falta de garantia do direito à terra e ao território enfraquece e rompe vínculos identitários, além de aprofundar o adoecimento e o sofrimento psíquico da comunidade.

O ofício foi encaminhado ao Ministério dos Povos Indígenas, à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC/MPF), à Defensoria Pública da União e ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O documento conclama os poderes públicos à adoção de medidas urgentes que assegurem a proteção dos povos indígenas em sua luta por políticas públicas, direitos sociais e pela demarcação de terras. O texto também repudia as violências perpetradas contra as lideranças e comunidades Xucuru-Kariri.

“O Conselho Federal de Psicologia reconhece a luta dos povos originários como parte essencial da defesa da ordem democrática no país, uma vez que o direito à terra e ao território está previsto no artigo 231 da Constituição Federal. A demarcação das terras indígenas é condição para a preservação dos modos de vida e de existência desses povos: sem ela, suas vidas permanecem em risco e sob ameaça”, destaca o documento. 

Confira a íntegra do ofício:

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), autarquia pública responsável pela regulamentação profissional da Psicologia no Brasil, tem a competência regimental de atuar como órgão consultivo do Governo e das instituições públicas e privadas em matéria de Psicologia. Em alinhamento com os Princípios Fundamentais do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 10/2005) e com o compromisso social e ético da profissão, o CFP – entidade historicamente vinculada às lutas democráticas no Brasil – manifesta seu apoio ao Povo Xukuru-Kariri de Palmeira dos Índios (AL), que vem sofrendo situações de violência e ameaças em decorrência do processo legal de demarcação de seu território tradicional.

O território indígena não se constitui como um espaço qualquer: é o lugar pleno e legítimo de desenvolvimento dos modos de vida, da produção de saúde e do bem-viver dos povos originários. Compreendemos que os povos indígenas, em suas relações com a terra, com seus ancestrais, com seus modos de cuidado e cura, e com o direito à sua organização social e política, produzem saúde mental. Assim, a não garantia do direito ancestral à terra e ao território do Povo Xukuru-Kariri enfraquece e rompe vínculos identitários e aprofunda o adoecimento e o sofrimento psíquico desta comunidade.

O Conselho Federal de Psicologia reconhece a luta dos povos originários como parte essencial da defesa da ordem democrática no país, uma vez que o direito à terra e ao território é um direito constitucional, previsto no artigo 231 da Constituição Federal. A demarcação das terras indígenas é condição para a preservação dos modos de vida e de existência desses povos: sem ela, suas vidas permanecem em risco e sob ameaça. O CFP manifesta seu total apoio ao Povo Xukuru-Kariri de Palmeira dos Índios (AL), que vem sendo alvo de perseguições, ameaças físicas, pressões psicológicas, desinformação e intimidações. A autarquia expressa profunda preocupação e repudia as violências perpetradas contra as lideranças e comunidades Xucuru-Kariri, conclamando os poderes públicos à adoção de medidas urgentes que assegurem a proteção dos povos indígenas em sua justa luta por políticas públicas, direitos sociais e pela demarcação de suas terras.

O Conselho Federal de Psicologia coloca-se à disposição para contribuir com o debate sobre o exercício profissional nos marcos éticos e legais que regem a relação do Estado e da sociedade não indígena com os povos indígenas. Oferece, ainda, sistematizações teóricas e referências técnicas que orientam a atuação da
Psicologia junto a esses povos, a exemplo das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) junto aos Povos Indígenas, produzidas pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) em 2024.

O marco temporal adoece e faz sofrer!
Demarcação, já!

 

Mesa Coordenadora da ALFEPSI contará com psicólogos brasileiros na próxima gestão

Foi eleita na sexta-feira (10) a nova Mesa Coordenadora da Associação Latino-Americana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI). A votação ocorreu em assembleia da entidade, realizada durante a programação oficial do XI Congresso ALFEPSI.

Composta por profissionais e entidades ligadas à formação em Psicologia, a ALFEPSI tem como objetivo proporcionar um espaço para o intercâmbio de experiências acadêmicas e profissionais, que propiciem o desenvolvimento de uma ciência e profissão plural voltada ao bem estar da população latino americana. 

Pedro Paulo Bicalho, conselheiro do XIX plenário do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi eleito para a presidência da entidade. Bicalho é o segundo psicólogo brasileiro a presidir a ALFEPSI – a primeira foi  Ângela Soligo, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atual vice-presidenta da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP). 

“Essa é uma responsabilidade enorme, mas que recebo com muita gratidão. Agradeço a todas as pessoas que confiaram a mim a tarefa de presidir a ALFEPSI, instituição tão essencial para debater sobre os desafios e propor estratégias para enfrentar os obstáculos que se colocam para a formação e a atuação profissional da Psicologia na América Latina”, destacou Pedro Paulo Bicalho.

A Psicologia brasileira será representada também pelo professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e conselheiro do CFP, Jefferson Bernardes, e Sônia Maria Lemos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que terão assento na Mesa Coordenadora da Associação Latino-Americana para a Formação e o Ensino da Psicologia. “Não são poucos os desafios que se colocam para a nossa ciência e profissão na América Latina. Mas estamos confiantes na potência deste colegiado para construir as soluções que se tornarem necessárias”, ressaltou Jefferson Bernardes.

Ainda de acordo com a deliberação da Assembléia, o novo mandato terá início em abril de 2026, de forma a viabilizar a conclusão dos relatórios da atual gestão e a transição entre os membros do coletivo. O grupo já começou a pensar na data da próxima edição do Congresso Alfepsi. Uma das possibilidades é que o evento ocorra em 2027, na Costa Rica. 

Conheça a composição da nova Mesa Diretora da ALFEPSI:

BRASIL
Pedro Paulo Bicalho
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Jefferson Bernardes
Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Sônia Maria Lemos
Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

MÉXICO

Maricela Osorio Guzmán
Universidad Nacional Autónoma de México

María Rosario Espinosa Salcido
Universidad Nacional Autónoma de México

URUGUAI

José Eduardo Viera Paparamborda
Universidad de la República

CHILE

Eduardo Andrés Enrique Guzmán Utreras
Universidad Santo Tomás, Santiago (UST) 

Para mais informações sobre a  Associação Latino-Americana para a Formação e o Ensino da Psicologia, acesse www.alfepsi.org.

XI Congresso da ALFEPSI marca debates sobre o futuro da formação em Psicologia na América Latina

Com o tema “Formação em Psicologia na América Latina: sensibilidades, cuidados e ações políticas”, teve início na quarta-feira (8) o XI Congresso da Associação Latino-americana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI), sediado em Maceió/AL.

O evento, que se estenderá até sábado (11), conta com a participação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) como um dos organizadores, reunindo pesquisadoras(es), docentes, estudantes e profissionais para discutir os desafios e as perspectivas da área.

Na cerimônia de abertura, a presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Alessandra Almeida, destacou a capacidade dos países latino-americanos de produzirem conteúdo científico no campo da Psicologia. “Nós temos produzido ciência há muito tempo em nossas terras, que podemos chamar de América Latina, mas também podemos chamar de Sul Global, com todas as potências que produzimos nessas terras, que outrora foram subjugadas, mas que hoje mostram ao mundo – inclusive através da Psicologia que fazemos – o nosso lugar”, apontou.

Alessandra Almeida também pontuou a necessidade de serem criados ambientes saudáveis em sala de aula, do ponto de vista da saúde mental.

“É importante lembrar do quanto de adoecimento nós temos produzido nos espaços de educação e isso não deveria ser aceitável. Esse é o espaço para que a gente possa pensar que a Psicologia política, com a ética da amorosidade e sem perder a criticidade, nós podemos produzir nos espaços de formação, de educação”, pontuou.

O conselheiro federal Jefferson Bernardes, presidente do XI Congresso da ALFEPSI, destacou que, embora a vida acadêmica, por vezes, seja vista como um espaço de conflito, é também um lugar para a convivência harmoniosa e o cuidado mútuo. Ele informou que a segunda edição do congresso em solo brasileiro tem sidoinclusiva e focada no acolhimento.

“É um congresso que a gente quer trabalhar de forma inclusiva. Toda a participação, principalmente dos estudantes, foi pensando nesta lógica da inclusão, com a adoção de políticas de ações afirmativas”, destacou o conselheiro.

Agenda estratégica
Com uma participação ativa na programação oficial do congresso, conselheiras e conselheiros federais integram mesas redondas e outras atividades, destacando temáticas essenciais de impacto na formação e atuação profissional da categoria.

O evento não apenas promove a troca de experiências, mas também como espaço para o lançamento de novas publicações e documentos de referência do Conselho Federal de Psicologia.

A programação do congresso é diversificada, incluindo mesas redondas, palestras, cursos, oficinas e sessões de pôsteres. As atividades estão organizadas em dez eixos temáticos, que incluem debates sobre a formação antirracista, a qualificação profissional ao longo da carreira, a iniciação e práticas em estágios, bem como a inserção social da Psicologia por meio de ações de extensão.

Diálogos e parcerias internacionais
O XI Congresso da ALFEPSI é uma iniciativa conjunta do CFP, da Associação Latinoamericana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-AL), da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP) e da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (Conep). O evento conta ainda com o apoio institucional da CAPES e do CNPq.

Este encontro faz parte da agenda de internacionalização da Psicologia brasileira, estratégia que busca fortalecer a presença de nossa ciência e da profissão no cenário global, promovendo a troca de saberes, a difusão de boas práticas e a integração com outros países da América Latina, Caribe e nações de língua portuguesa.

A estratégia também visa apresentar o modelo de funcionamento do CFP e dos CRPs, focando na sua atuação de orientação, fiscalização e disciplina do exercício profissional, além da troca de experiências com outras realidades.