Seminário debate sistema tributário e desigualdade social

O Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social, do qual o Conselho Federal de Psicologia (CFP) faz parte, em conjunto com o grupo de trabalho da Reforma Tributária promovem, nesta terça-feira (12), o seminário “Desigualdade Social e Sistema Tributário”. O evento ocorrerá em Brasília, no auditório do Teatro dos Bancários, das 8h30 às 13h.

A programação inclui três palestras relacionadas ao tema central: “Desigualdade social no Brasil: mudou?”, “O papel da tributação na redução das desigualdades” e “O futuro da reforma tributária no Congresso”.

Participam, entre mediadores e expositores, nomes como Júlio Miragaya, presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon); Tereza Campello, ex-ministra do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); Evilásio Salvador, professor da Universidade de Brasília (UnB); Kátia Maia, diretora da Oxfam Brasil; e Eduardo Fagnani, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Também confirmaram presença no debate sobre o futuro da reforma tributária no Congresso os deputados federais Alessandro Molon (Rede-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP) e Érika Kokay (PT-DF).

Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social

Mais de 30 entidades compõem o fórum, liderado pelo Cofecon. Entre elas, a Oxfam Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O grupo de trabalho da Reforma Tributária agrupa representantes de 20 organizações, coordenado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), com a finalidade de elaborar propostas de Reforma Tributária que possam ser encampadas pelas organizações representativas da sociedade civil brasileira.

Mais informações: www.campanha.cofecon.gov.br; asp@cofecon.gov.br; (61) 3208-1818.

Serviço
Seminário Desigualdade Social e Sistema Tributário
Data: 12 de dezembro de 2017
Hora: 8h30 às 13h
Local: Teatro dos Bancários, Entrequadra Sul 514/515, Asa Sul, Brasília, DF.

Programação
8h30
Recepção

9h
Abertura
Cofecon / Fenafisco / Anfip

9h15
Desigualdades no Brasil: mudou?
Mediação: Clemente Ganz (Dieese)

Expositores: Júlio Miragaya (Cofecon), Tereza Campello (Ex-ministra do MDS) e Evilásio Salvador (UnB)

10h30
Intervalo

10h45
O papel da tributação na redução de desigualdades
Mediação: Charles Alcântara (Fenafisco)
Expositores: Eduardo Fagnani (Unicamp), Paulo Gil (IJF) e Grazielle David (Inesc)

12h
O futuro da reforma tributária no Congresso
Mediação: Kátia Maia (Oxfam Brasil)
Expositores: dep. Alessandro Molon (Rede-RJ), dep. Ivan Valente (Psol-SP) e dep. Érika Kokay (PT-DF)

13h
Encerramento

Aos 30 anos, Carta de Bauru vira tema de entrevista na TVT

O presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério Giannini, participará ao vivo do programa “Seu Jornal”, da TVT, nesta terça-feira (5), a partir das 19h. O tema da entrevista é o Encontro de Bauru, 30 anos da luta por uma sociedade sem manicômios, marcado para os dias 8 e 9 de dezembro, em Bauru, SP.

A entrevista será transmitida ao vivo pelas redes sociais. Você poderá acompanhar pelo link http://www.tvt.org.br/

Carta de Bauru

Realizado na Universidade Sagrado Coração, o Encontro de Bauru marca os 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios.

Em dezembro de 1987, trabalhadores da saúde mental reunidos em Bauru redigiram o manifesto que marca o início da luta antimanicomial no Brasil e representa um marco no combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave. Com o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, o congresso discutiu as formas de cuidado com os que apresentam sofrimento mental grave e representou um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial, inaugurando nova trajetória da Reforma Psiquiátrica brasileira.

Os 350 trabalhadores de saúde mental presentes no congresso ocuparam as ruas da cidade e fizeram a primeira manifestação pública organizada no Brasil pela extinção dos manicômios, o chamado Manifesto de Bauru. Aquela atitude marcou uma ruptura, pois eles se recusaram a exercer o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizadas, “que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana”.

O Conselho Federal de Psicologia está presente na luta antimanicomial no Brasil e participará do evento em Bauru.

CFP e CRP de Minas Gerais apoiam criação do Conselho Estadual LGBT

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e o Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-04) manifestam apoio à criação do Conselho Estadual de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em Minas Gerais.

A manifestação pede a continuidade da tramitação do Projeto de Lei (PL) 4.398/17, na Assembleia Legislativa, que cria o Conselho Estadual, e está sob risco de ser arquivado ao final da atual legislatura.

“A aprovação desse projeto se torna ainda mais necessária diante do cada vez mais agravado estado de marginalização e negação de direitos humanos no qual sujeitos LGBTIQAs são colocados no nosso estado”, afirma o texto.

Leia a manifestação na íntegra:

Manifestação favorável à tramitação do PL 4.398/17

Tramita hoje na Assembleia Legislativa de Minas Gerais o Projeto de Lei (PL) 4.398/17, que cria o Conselho Estadual de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, órgão consultivo e propositivo integrante da estrutura executiva do estado, que tem como objetivo principal a viabilização da participação popular na elaboração, implementação e monitoramento das políticas públicas desenvolvidas pelo estado.

Apesar da histórica luta dos movimentos LGBTIQAs mineiros pela proposição e aprovação de tal projeto, sua tramitação hoje está parada, correndo o risco de ser arquivado ao final da atual legislatura, cujo fim se aproxima.

Nesse contexto, nós psicológ@s, universitári@s, professor@s e pesquisador@s da Psicologia, orientados pela necessidade de contribuição do saber psicológico à sociedade, como entendimento exposto e legitimado pela resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia, manifestamos nosso acreditamos na urgência de criação do Conselho Estadual de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais mineiro.

Os Conselhos de Políticas Públicas não são novidade no Brasil, tendo sido estatuídos pela Constituição Cidadã de 1988 como principal forma de diálogo entre a sociedade e o Estado. Eles são órgãos integrantes da administração pública que têm como objetivo prestar consultoria e propor medidas que visem a atender as demandas da população nas mais diversas áreas, como saúde, educação e segurança pública. Em Minas Gerais, existem hoje 33 conselhos estaduais, inclusive um Conselho Diretor Pró-Pequi, atuando conjuntamente que, ao mesmo tempo que não geram custos à administração pública, possibilitam que a sociedade se manifeste.

A aprovação desse projeto se torna ainda mais necessária diante do cada vez mais agravado estado de marginalização e negação de direitos humanos no qual sujeitos LGBTIQAs são colocados no nosso estado. É de se ressaltar que Minas Gerais é o segundo estado no Brasil onde o maior número de casos de assassinatos brutais contra pessoas LGBTIQA foram registrados, tendo mais de 30 pessoas LGBTs perdido suas vidas para o preconceito e para a discriminação que marcam suas vivências. Soma-se a isso o fato do Brasil ser ainda hoje o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.

A morte, entretanto, não é o único trágico destino legado às pessoas LGBTIQAs mineiras. O abandono social e familiar, as grandes dificuldades de acesso e permanência no mercado formal de trabalho, agravadas pela atual situação político-econômica vivida pelo nosso país, a negativa de direitos básicos como nome, saúde e educação transformam a existência dessas pessoas no nosso estado um verdadeiro tormento. Esse quadro insta o compromisso máximo dos três poderes do nosso estado na promoção da cidadania e no combate à violência em relação a essas pessoas.

Assim sendo, convocamos @s excelentíssimas deputad@s estadual e ao Governador do Estado a reafirmar o compromisso assumido com a população LGBTIQA mineira e possibilitem a aprovação desse projeto.

Assinam a Manifestação:
Associação Brasileira de Psicologia Social/ABRAPSO – Nacional
Associação Brasileira de Psicologia Social/ABRAPSO – Regional Minas Gerais
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Conselho Regional de Psicologia da 4ª Região – Minas Gerais
Frente Autônoma LGBT

Fonte: CRP-04