CFP sedia reunião do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) sediou, em Brasília, a 192ª Reunião Ordinária do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) – entidade que reúne 14 profissões e que tem como missão resguardar o direito à vida por meio da promoção do exercício ético e legal dessas profissões.

Ao longo de dois dias de diálogos, as Comissões de Educação, de Orientação e Fiscalização, de Assuntos Parlamentares, além do Plenário do FCFAS, debateram temas relevantes para o fortalecimento dessas profissões e para o direito à saúde no Brasil.

Entre os destaques, esteve a elaboração de uma carta compromisso em defesa do direito à saúde para ser apresentada a candidatos a cargos eletivos em âmbito federal e estadual.

O documento reúne um conjunto de nove diretrizes que visam manter e aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS), com a participação ativa da sociedade civil, bem como para o efetivo cumprimento dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988.

“O objetivo é que essas diretrizes sejam incorporadas aos programas de governo da Presidência da República e aos dos governos estaduais, bem como pelos representantes no Senado Federal e na Câmara dos Deputados”, detalha o conselheiro Rodrigo Acioli, representante do Conselho Federal de Psicologia no FCFAS.

Durante a abertura da atividade, no momento intitulado “Espaço do Presidente”, a presidente do Conselho Federal de Psicologia, Ana Sandra Fernandes, destacou os desafios no campo da saúde – intensificados no contexto da pandemia da Covid-19 – e da necessidade de um compromisso ético-político de defesa do SUS.

Ana Sandra Fernandes também reafirmou a presencialidade como condição indispensável para a formação de qualidade em Psicologia. “Há um caráter relacional da identidade profissional de psicólogas e psicólogos, que não pode prescindir do contato sensível, do compartilhamento e do confronto de ideias, assim como de concepções e experiências de vida”, reforçou.

Reuniões Plenária e das Comissões

Outro importante tema debatido pelo FCFAS foi a necessidade de reconhecimento formal de Tecnólogos em Radiologia como profissionais da área da saúde. A Comissão de Educação do FCFAS destacou a importância de inclusão dessa categoria na portaria interministerial MEC/MS nº 7 de 16 de setembro de 2021, que dispõe sobre a estrutura, organização e funcionamento da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS) e institui o Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde.

Durante o encontro as entidades do FCFAS também destacaram, no âmbito dos trabalhos da Comissão de Orientação e Fiscalização, a necessidade de que sejam construídos caminhos comuns para os processos éticos em todos os conselhos profissionais da área da saúde.

Além da 192ª reunião, promovida em 18 de agosto, o Conselho Federal de Psicologia também sediou a 190ª reunião do FCFAS, em junho deste ano.

Sobre o FCFAS – O Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde (FCFAS) é organização criada com o objetivo de reunir os Conselhos Federais de Saúde, em forma colegiada, para debaterem pautas voltadas aos profissionais que representam.

Participam do FCFAS o Conselho Federal de Psicologia, Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutricionistas, Odontologia, Serviço Social e Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia

Psicólogas(os): saiba como gerar a sua senha para votar

Foi encaminhado,  no sábado (20), a todos as(os) profissionais com email registrado no Cadastro Nacional de Psicólogos um link para a geração de senha que possibilita participar das eleições para os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) e para a Consulta Nacional do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Ao clicar no link, a(o) usuária(o) poderá criar a senha de votação.

Para votar

A votação será realizada unicamente na modalidade on-line, entre os dias 23 e 27 de agosto, por meio do site eleicoespsicologia.org.br. Cada psicóloga(os) só poderá votar fazendo uso de sua senha pessoal e intransferível. 

Para votar, as psicólogas(os) também precisam estar com a anuidade em dia junto ao seu CRP, além dos demais requisitos previstos no regimento eleitoral.

Caso a(o) psicóloga(o) esteja com o e-mail e o celular desatualizados, deverá procurar um Ponto de Apoio à Votação entre os dias 23 a 27/08/2022.

Colégio Eleitoral e Chat

Para quem quiser conferir se está apta(o) a votar este ano, já pode fazer a consulta no Colégio Eleitoral por meio do site eleicoespsicologia.org.br. Ao entrar no site, selecione o Regional de atuação, clique em “Colégio Eleitoral”, digite o número do CPF e confirme.

Se o seu nome não constar ali, consulte o Conselho Regional de Psicologia em que você está inscrita(o) para verificar a existência de problemas em seu registro ou débitos. Do ponto de vista financeiro, é considerada(o) em dia quem pagou as anuidades  do exercício 2021, e anuidades anteriores . Quem constatar que está em dívida, poderá negociar o parcelamento com o próprio Regional até o dia 26 de agosto de 2022.

Além desta ação, a(o) psicóloga(o) poderá ligar no 0800-555 2756 ou utilizar o chat, localizado no canto inferior direito do site das Eleições 2022, e solicitar resposta quanto às dúvidas sobre o sistema de votação.

 

CFP reforça posicionamento contrário ao financiamento de comunidades terapêuticas com recursos públicos

A certificação de comunidades terapêuticas como entidades beneficentes, constante na Lei Complementar nº 187/2021, foi tema de diálogo durante a 308º reunião ordinária do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) no dia 21 de julho. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), que possui representação no CNAS, esteve entre as(os) participantes.

A normativa, que também regula os procedimentos referentes à imunidade de contribuições à seguridade social, inclui as comunidades terapêuticas no rol de instituições dotadas de pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos – ao lado de entidades das áreas de Assistência Social, Saúde e Educação. Na prática, a Lei Complementar nº 187/2021 permite que recursos públicos da área possam ser direcionados às comunidades terapêuticas.

“Não restam dúvidas de que as comunidades terapêuticas não são serviços da política de Assistência Social”, ressaltou a psicóloga Simone Cristina Gomes, que representa o CFP no Conselho Nacional de Assistência Social.

Simone Gomes destacou que, além de não realizarem um serviço no âmbito da Assistência Social, da Educação ou da Saúde, as comunidades terapêuticas se contrapõem ao princípio da autonomia, tão importante para as(os) usuárias(os) do Sistema Único de Assistência Social. “A partir do momento em que se colocam essas medidas asilares características dessas instituições, fere-se o princípio da autonomia, que é uma das seguranças que se busca nos serviços tipificados do SUAS”, reforçou

Violações de direitos

Para dialogar sobre o assunto junto às(aos) conselheiras(os) do CNAS, esteve presente Fernanda Magano, representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Magano frisou as constantes violações verificadas em algumas comunidades terapêuticas, práticas que apresentam similaridades com os antigos hospitais psiquiátricos. Entre elas, a falta de convivência familiar e comunitária, o uso de trancas nas portas, a existência de quartos de contenção e a imposição de crenças religiosas.

A respeito da Lei Complementar nº 187/2021, Magano pontuou que a implementação de um processo próprio de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS) no âmbito do Ministério da Cidadania – relacionado a entidades atuantes na redução da demanda de drogas – constitui uma instância própria, resultando em uma atuação desvinculada da previsão legal e da política de Assistência Social.

Além disso, alertou, a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED), órgão ligado ao Ministério da Cidadania, passaria a acumular diversas atividades e funções com significativa relevância estratégica para os processos de cadastro, acesso ao financiamento público, fiscalização e obtenção de CEBAS pelas comunidades terapêuticas – comprometendo a imparcialidade e a transparência de todo o fluxo desses processos, e dificultando portanto a fiscalização, o monitoramento e a avaliação das instâncias de controle social na área da Saúde.

A associação desses fatores, na avaliação de Fernanda Magano, denuncia a tendência de ampliação do financiamento público de comunidades terapêuticas e dos convênios e parcerias público-privadas entre Estado e organizações privadas, em detrimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). “As distorções criam arbítrios que ferem as legislações e, pior, a vida das pessoas”, pontuou a representante do Conselho Nacional de Saúde.

Maynar Patricia Vorga Leite, conselheira vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-07) e que também acompanhou a reunião, destacou a laborterapia e o preconceito que permeiam as relações dentro das comunidades terapêuticas.

“Algo que pouco se fala a respeito das comunidades terapêuticas é que elas funcionam a partir do racismo estrutural e da segregação de classes. Se a gente entra nas comunidades terapêuticas vê, assim como nas prisões, proporcionalmente muito mais pessoas negras e pobres”, afirmou.

Após o debate, as(os) conselheiras(os) do CNAS aprovaram a elaboração de um documento contrário à inscrição de comunidades terapêuticas nos conselhos de Assistência Social, prerrogativa que as tornaria aptas à captação de recursos públicos. Simone Cristina Gomes participou da construção do posicionamento, aprovado pelo pleno do CNAS. Acesse a íntegra do Parecer do CNAS sobre o tema.

A Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED), do Ministério da Cidadania, também foi convidada a participar do diálogo, mas não houve a participação de representantes da pasta.

Relatório de inspeção

Em 2017, uma inspeção nacional conjunta realizada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Ministério Público Federal (MPF) e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) identificou práticas violadoras de direitos em comunidades terapêuticas.

Ao todo, foram vistoriados, de forma simultânea, 28 estabelecimentos nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. Privação de liberdade, trabalhos forçados e internação de adolescentes estão entre as violações identificadas à época pela equipe.

A coleta de informações envolveu vistorias dos espaços físicos, entrevistas com usuários, direção e equipes de trabalho, além da análise de documentos das instituições – voltadas especialmente à internação de usuários de drogas, embora novos públicos venham sendo incorporados, conforme apontaram as vistorias.

Acesse a íntegra do Relatório da Inspeção Nacional em Comunidades Terapêuticas.

Mês dos 60 anos da Psicologia no Brasil: conheça as ações do CFP para celebrar nossa ciência e profissão

Para abrir o mês que marca as celebrações dos 60 anos da regulamentação da Psicologia como ciência e profissão no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) mudou sua imagem de perfil nas redes sociais: o selo dos 60 anos está nas páginas oficiais do CFP no Instagram, Facebook e Twitter.

Psicólogas e psicólogos de todo o país também podem utilizar a imagem para se unir às comemorações dos 60 anos da Psicologia, incluindo também a hashtag #Psi60Anos

A Psicologia foi regulamentada como ciência e profissão no Brasil em 27 de agosto de 1962, e ao longo dessas seis décadas tem se fortalecido como espaço de atuação técnica, científica e política de promoção de cuidado à saúde e da dignidade humana.

Para celebrar esta importante trajetória, o CFP tem promovido uma ampla agenda de atividades formativas, de lançamento de publicações, estudos e pesquisas, além de premiações, mostra e sessões solenes nas cinco regiões do país, entre outras iniciativas.

Conheça as ações do CFP para celebrar os 60 anos da Psicologia no Brasil:

O site do Conselho Federal de Psicologia também reúne informações sobre as ações já implementadas, com galeria de fotos e íntegra para acesso aos conteúdos já lançados e calendário das próximas ações.

Psicologia 60 Anos: Uma História para Construir o Futuro

No próximo dia 12 de agosto, às 18h, o CFP promove em Brasília o evento Psicologia 60 Anos: Uma História para Construir o Futuro.

Unindo memória e arte, a atividade vai resgatar o percurso da Psicologia no Brasil. Uma celebração em que profissionais e usuários, referenciados em suas práticas e corpos, apresentarão as tessituras que marcam a Psicologia como ciência e profissão.

A cerimônia também irá homenagear as presidências de todos os Plenários do CPF ao longo destes 60 anos, em reconhecimento às contribuições para a constituição desta profissão que hoje conta com mais de 440 mil psicólogas e psicólogos em todo o país.

É o olhar a uma profissão que se constrói e reconstrói ancorada no compromisso ético de um cuidado integral e de promoção de direitos. Uma Psicologia em movimento, atenta ao passado para construir o presente e projetar o futuro.

O evento contará com transmissão pelas redes sociais do CFP. Participe!

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CFP participa do I Seminário Luso-Brasileiro de Trauma

Entidades da Psicologia do Brasil e de Portugal promoveram neste mês o I Seminário Luso-Brasileiro de Trauma, intitulado “Trauma e pós-trauma: contextos, populações e práticas”. Participaram das atividades representantes do Conselho Federal de Psicologia do Brasil, da Ordem dos Psicólogos Portugueses e da Associação Iberoamericana de Psicotrauma.

O tema central da atividade foi abordar todo o espectro do trauma, desde a sua experiência em primeira pessoa e seu impacto na comunidade, até às intervenções psiquiátricas e psicológicas pós-traumáticas e soluções legislativas de apoio à vítima. Foi a oportunidade de estudantes e acadêmicos de conhecer diferentes perspectivas e práticas desenvolvidas no Brasil e em Portugal.

A presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Ana Sandra Fernandes, participou da abertura do evento destacando as atribuições legais do CFP e os desafios postos à profissão e à sociedade brasileira, especialmente os relacionados ao contexto de emergências e desastres. Ana Sandra citou a tragédia social e ambiental decorrente do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho e a pandemia do coronavírus, que tem desencadeado o Transtorno de Estresse Pós-Traumático na população.

“A atuação do profissional de Psicologia frente às situações classificadas como emergências e desastres deve ser dinâmica, ampla e criativa, com destaque para ações de promoção e resgate da saúde mental, bem-estar e cidadania das pessoas impactadas”, reforçou a presidente do CFP.

Ana Sandra Fernandes também reiterou o compromisso histórico do Conselho Federal de Psicologia, assim como da Psicologia brasileira, frente a esses desafios, e afirmou que o órgão tem cumprido seu papel institucional diante dos desafios da realidade atual.

Conselho Federal de Psicologia lança edição comemorativa do Código de Ética Profissional

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou edição especial do Código de Ética Profissional, em celebração ao aniversário de 60 anos da regulamentação da Psicologia no país. Além de trazer a íntegra do texto do Código de Ética da Profissão, originalmente publicado em 2005, a tiragem especial inclui marcos da história da Psicologia no Brasil, além de normativas de referência para a atuação de psicólogas e psicólogos.

A edição comemorativa será enviada a todas(os) profissionais com registro ativo nos Conselhos Regionais. Psicólogas e psicólogos de todo o Brasil já estão recebendo o exemplar, e a estimativa é que a distribuição esteja finalizada até 11 de junho. Além da versão impressa, o site do CFP traz a publicação em formato digital.

“Sabemos que ainda há muito a ser feito. Mas o olhar sobre os 60 anos da regulamentação da Psicologia no Brasil evidencia a formação de uma base sólida e que nos projeta para uma prática ancorada no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade e da integridade humana – princípios que norteiam o código de ética profissional de nossa categoria e que devem balizar nossa construção de futuro”, pontua a presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes.

A edição especial do Código de Ética resgata marcos históricos dos 60 anos da regulamentação da Psicologia no país para compreender os desafios e os avanços alcançados ao longo dessa trajetória, mobilizada pelo engajamento de cientistas, profissionais, coletivos e movimentos sociais de todo o país.

O levantamento foi realizado com apoio da Sociedade Brasileira de História da Psicologia (SBHP) e dos Grupos de Trabalho História da Psicologia e História Social da Psicologia, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP).

Comemorações dos 60 Anos da Psicologia

A edição especial do Código de Ética Profissional integra um conjunto de ações e atividades que o Conselho Federal de Psicologia está promovendo para celebrar as seis décadas de contribuições da Psicologia à sociedade, como ciência e profissão.

Ao longo deste mês, o CFP promoveu uma série de lives para debater temas essenciais da profissão: enfrentamento ao racismo; Psicologia, gênero, raça e interseccionalidade; violência no trânsito; o luto de crianças e adolescentes durante a pandemia da Covid-19; a luta anticapacitista; o teletrabalho no contexto da atual crise sanitária; e o esporte e o lazer como ferramentas para o desenvolvimento pessoal e social.

No último dia 13, uma sessão solene no Congresso Nacional reuniu parlamentares, representantes do Sistema Conselhos de Psicologia de todo o Brasil, além de centenas de profissionais e estudantes da área, para celebrar os 60 anos da Psicologia no Brasil. O Parlamento também recebeu a instalação visual “Psicologia 60 Anos: Uma História para Construir o Futuro”, retratando a trajetória desta ciência e profissão.

A íntegra dos diálogos está disponível nas redes sociais do CFP.

Acesse a íntegra da edição comemorativa do Código de Ética Profissional

Prêmio Profissional Virgínia Bicudo: inscrições foram prorrogadas até 30 de novembro

Foram prorrogadas, até dia 30 de novembro, as inscrições para o Prêmio Profissional Virgínia Bicudo. A premiação tem como objetivo identificar, valorizar e divulgar estudos e ações de psicólogas(os) e coletivos que envolvam a Psicologia e as Relações Étnico-Raciais, fundamentadas nos Direitos Humanos e que tenham impacto na saúde mental, na redução das desigualdades sociais e no posicionamento antirracista.

Serão aceitos trabalhos teórico-técnicos inscritos em duas categorias – experiências individuais ou coletivas -, desde que contemplem o tema “Práticas para uma Psicologia Antirracista”. Os trabalhos deverão ser inéditos e apresentados sob a forma de artigo técnico ou relatos de práticas embasadas na ciência psicológica. 

Com essa iniciativa, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) homenageia  e resgata o importante legado da psicanalista Virgínia Leone Bicudo, mulher negra e atuante no campo das ciências sociais, uma das estudiosas mais importantes da psicanálise no Brasil.

Na década de 1940, sob o título “Estudo de Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo”, o trabalho de Bicudo foi o primeiro a ser defendido sobre o tema das relações raciais em uma universidade brasileira. (fonte: https://bit.ly/3lQsNrP)

Para mais informações, acesse o regulamento do concurso. Você pode se inscrever diretamente pelo site www2.cfp.org.br/premio/virginiabicudo/.

Reforma Administrativa: o que a Psicologia tem a ver com isso?

A PEC 32/2020, conhecida como a PEC da Reforma Administrativa, está na pauta do Congresso Nacional.  A proposta pretende alterar “disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa”. Na prática, ela retira a proteção de trabalhadoras e trabalhadores, precariza os serviços públicos e ocasiona prejuízos à população que necessita destes serviços. Mas você sabe quais os reflexos dessa PEC no exercício profissional de psicólogas e psicólogos, principalmente para quem atua nas políticas públicas?

No próximo dia 16 de setembro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP), os Conselhos Regionais, a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), a Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT), a Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso) e a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (Anpepp) promovem o seminário virtual “PEC 32: Reforma Administrativa: impactos nas Políticas Públicas e na Psicologia”. A atividade será transmitida ao vivo nas redes sociais do CFP, a partir das 15h, e integra uma série de ações em Defesa do Serviço Público e do Fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

A atividade contará com a participação de quatro especialistas que abordarão como a Reforma Administrativa proposta pela PEC 32 se relaciona com os projetos de sociedade em disputa para o Brasil; quais os impactos previstos sobre as políticas públicas e sobre as condições de acesso a direitos básicos pela população brasileira mais vulnerabilizada; como a atual proposta impacta os fazeres da Psicologia no Brasil, marcadamente nas políticas públicas.

Caso aprovada, a PEC 32 afetará, ainda, o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão na medida em que impacta negativamente a abrangência das universidades e demais instituições formativas públicas, restringindo, dessa forma, as possibilidades de pesquisa e extensão.

Para o CFP e as entidades parceiras, é necessário fazer uma reflexão sobre o momento no qual o governo propõe tal reforma. É justamente durante momentos de crises – como esta com a pandemia da Covid-19 – que se tornam mais essenciais os serviços públicos e a proteção de profissionais, tanto para o cuidado e a assistência à saúde quanto para a promoção da dignidade e da qualidade de vida da população.

Sendo assim, as entidades da Psicologia reafirmam o seu compromisso com a luta de servidoras(es) públicas(os) contra os ataques às políticas públicas e aos direitos dessa(es) profissionais, que efetivamente ajudam a garantir que o Estado cumpra sua missão de assegurar os serviços essenciais à população, especialmente às pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade nesse contexto atual da Pandemia.

Faça parte dessa mobilização. Acompanhe a atividade pelas nossas redes sociais e saiba mais sobre a Reforma Administrativa na página especial criada pelo CFP.

 

CFP em defesa do Conanda

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), mais uma vez, manifesta seu apoio em defesa da democracia e do Conselho Nacional dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Conanda) e convida a categoria e sociedade a somar esforços para este fim. O CFP aderiu à nota em defesa do Conanda e pela rejeição ao Projeto de Lei nº 168, de 2021, que visa a alterar a competência normativa do Conanda.

O argumento do PL é de que a Constituição Federal de 1988 restringe o poder de legislar a representantes eleitas(os) pelo povo para esta finalidade. E esta não é a única ameaça ao Conanda. Desde 2019, o Conselho Nacional dos Direitos de Crianças e Adolescentes vem sofrendo graves ataques a seu funcionamento regular.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) presidiu o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) durante o ano de 2020. Comprometido com a atuação do Conanda, contribui ao longo dos anos com o processo de participação social e na elaboração de políticas públicas na promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Leia a nota assinada pelo CFP em defesa do Conanda e pela rejeição do PL 168/2021

Saiba mais sobre as ações do CFP em apoio ao Conanda:

Em apoio ao CONANDA

Adolescentes tomam posse no Conanda pela primeira vez

À frente do Conanda, CFP preside XI Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

Participação da sociedade civil no Conanda está na pauta do STF nesta quinta-feira (1º)

CFP lança caderno de artigos para celebrar os 30 anos do ECA

CFP marca 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente com ato virtual

CFP lança Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Rede de Proteção às Crianças e Adolescentes em Situação de Violência Sexual

Pela permanência da plena participação social no CONANDA

CFP realiza debate sobre proteção de crianças e adolescentes em tempos de pandemia

CONANDA elabora recomendações para a proteção de crianças e adolescentes durante pandemia do coronavírus

CFP assume presidência do Conanda

Em Defesa do Conanda

Em defesa do Conanda, entidades vão ao STF

Desmonte do Conanda é mais um ataque à participação social

 

CFP lança pesquisa sobre atuação de psicólogas(os) na Política Pública de Prevenção da Autolesão, do Suicídio e posvenção

ATUALIZAÇÃO em 5 de outubro de 2021: O Conselho Federal de Psicologia (CFP) prorrogou para 31 de outubro o prazo para coleta de dados sobre a atuação de psicólogas(os) na Política Pública de Prevenção da Autolesão, do Suicídio e posvenção, pesquisa realizada no âmbito do Crepop.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), disponibiliza, a partir dessa segunda-feira (26), a pesquisa sobre a atuação de psicólogas na política pública de prevenção da autolesão e do  suicídio, e posvenção, com vistas  subsidiar a elaboração de referencia técnica para atuação na mesma política.

O novo questionário on-line é a ferramenta utilizada pelo Crepop para coleta de dados durante a etapa quantitativa da investigação da prática profissional. Com abrangência nacional, ele tem como finalidade contemplar os profissionais em uma determinada política, dando oportunidade para contribuirem com o processo de construção da Referência Técnica, nesse caso, sobre Prevenção da Autolesão, do Suicídio e posvenção,

A participação em responder ao questionário on-line é voluntária e consiste em responder aos itens compostos por questões fechadas e abertas que permitam investigar a inserção das(os) psicólogas(os) nos Serviços que atuam na prevenção da autolesão, do suicídio e posvenção. 

Lembramos que todos os dados pessoais ou quaisquer informações que possam gerar identificação não serão disponibilizados em hipótese alguma, assegurando a confidencialidade, o sigilo e a privacidade daquelas(es) que fizerem parte da pesquisa.

Coleta pelos CRPs

Além do questionário on-line, também haverá uma etapa de coleta qualitativa nos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs). As(Os) profissionais interessadas(os) em participar das entrevistas nos CRPs, por videoconferência, devem preencher o formulário até dia 31 de outubro. Esta participação também é voluntária e a realização das entrevistas dependerá da disponibilidade de acordo com a agenda do Crepop no Conselho Regional de seu estado.

Saiba mais sobre o processo de elaboração de referências técnicas do Crepop: Investigação na prática e Metodologia Crepop.