Violência de gênero: CFP adere ao pacto Ninguém se Cala e reafirma compromisso com a integridade institucional e promoção da dignidade humana

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) aderiu, em 17 de novembro, ao pacto Ninguém se Cala – iniciativa que busca ampliar a conscientização sobre a importância do enfrentamento à violência de gênero no país. A adesão ocorreu formalmente durante seminário promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para celebrar os dois anos da iniciativa e marcar a entrada de novos parceiros na agenda.

Representante do CFP na cerimônia, a presidenta Alessandra Almeida destacou que, ao aderir ao pacto, a Autarquia reforça seu compromisso com a equidade de gênero, a integridade organizacional e a promoção da dignidade humana, além de ampliar a conscientização sobre a prevenção da violência, do assédio e da discriminação contra as mulheres.

A presidenta também destacou documentos elaborados pelo CFP, como a recente Nota Técnica nº 25/2025 – Atuação Profissional da Psicóloga com Mulheres em Situação de Violências, produzida pelo Grupo de Trabalho da Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) sobre Políticas para Mulheres. O material busca qualificar o cuidado psicológico às mulheres em diferentes contextos de violência, respeitando singularidades e direitos.

Além da nota, o CFP já publicou resoluções, referências e outras notas técnicas que abordam a violência de gênero, incluindo mulheres, pessoas trans e travestis, com foco nas interseccionalidades e na orientação da categoria para práticas éticas e comprometidas com a dignidade humana.

Também merece destaque o evento especial II Germinário Mulheres, Psicologia e Enfrentamento às Violências, que ampliou o debate sobre a atuação das(os) psicólogas(os) na promoção e defesa dos direitos das mulheres. A iniciativa reuniu discussões sobre as diversas expressões da violência psicológica, seus contextos e impactos, além de apresentar caminhos para qualificar as práticas profissionais voltadas à prevenção, intervenção e enfrentamento das violências.

“Integrar o pacto é somar esforços com outras instituições e garantir que nossas práticas estejam alinhadas à defesa da equidade de gênero. É um passo importante para fortalecer a rede de proteção às mulheres e ampliar a conscientização sobre o tema”, pontuou Alessandra Almeida, ao destacar ações promovidas pelo CFP neste semestre (assista aqui e aqui) para mobilizar a categoria em torno da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em Brasília/DF, reforçando o papel da Psicologia como parceira estratégica na defesa dos direitos humanos e na promoção da equidade de gênero.

Pacto Ninguém se Cala

Criado em 2023, o pacto Ninguém se Cala é uma iniciativa interinstitucional e intersetorial que busca prevenir, acolher e combater a violência e o assédio contra mulheres, especialmente em espaços públicos e ambientes de trabalho. Ele surgiu como resposta à cultura de silêncio e omissão que historicamente cerca a violência de gênero no Brasil, caracterizando-se pela união de esforços entre Judiciário, Ministério Público e sociedade civil.

A iniciativa promove ambientes seguros, igualitários e respeitosos, alinhando-se aos princípios de integridade institucional e responsabilidade social. Também estabelece práticas e procedimentos para que empresas e organizações atuem em conformidade com a legislação e padrões éticos, minimizando riscos e orientando condutas tanto na esfera pública quanto privada.

O pacto é promovido pelo MP-SP, por meio do Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Núcleo do Consumidor do Centro de Apoio Operacional Cível e de Tutela Coletiva, e da Ouvidoria das Mulheres, além do MPT, por meio da Coordenação Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e da Gerência do Projeto Florir.

Seu objetivo é engajar instituições públicas, privadas e da sociedade civil na prevenção da violência de gênero, incentivando ações concretas que promovam respeito, equidade e escuta qualificada. A proposta está em consonância com diretrizes nacionais e internacionais de proteção aos direitos das mulheres, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030 da ONU.

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XX Plenário do CFP toma posse reafirmando uma Psicologia ética e de combate às desigualdades

“O papel do Conselho Federal de Psicologia vai além de regulamentar e fiscalizar o exercício profissional de mais de meio milhão de psicólogas e psicólogos em todo o Brasil. Nossa missão é também assegurar que a Psicologia permaneça leal aos seus princípios, atenta às urgências do nosso tempo e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.” A afirmação foi feita pela presidenta eleita do XX Plenário do CFP, Ivani Oliveira, durante a solenidade de posse realizada em Brasília/DF, em 13 de dezembro.

A cerimônia oficializou a nova composição do Plenário eleito para a gestão até 2028. A chapa “Psicologias em Confluência: construir equidade valorizando profissionais” foi escolhida pela categoria com 38.736 votos, representando a vitória de um grupo político diverso e radical na defesa dos interesses da população. Ivani Oliveira destacou essa diversidade: “Pela primeira vez, um plenário do CFP conta com a participação de pessoas da comunidade trans, da comunidade surda e de pessoas neurodivergentes, além da representatividade de pessoas negras, indígenas”.

A gestão enfatizou que o contexto exige responsabilidade diante da crise climática e do agravamento das violências, posicionando o CFP como uma ferramenta de combate a projetos de extrema-direita que tentam institucionalizar a violência contra populações pobres e periféricas como ativo político.

Além disso, a posse foi marcada pela defesa dos direitos e da saúde da trabalhadora. Para além das pautas como as 30 horas e o piso salarial, a nova gestão defende lutas estruturais, como a defesa da vida além do trabalho com equilíbrio entre vida profissional e pessoal e o combate à precarização que atinge o conjunto dos trabalhadores brasileiros.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do CFP no YouTube.

Psicologia no Congresso Nacional

A posse do novo Plenário também foi marcada por reconhecimento institucional no Parlamento. Na segunda-feira (15), foi realizada sessão solene na Câmara dos Deputados. O novo plenário ocupou o Parlamento reafirmando que não terá uma participação apenas burocrática em gabinetes, mas atuará como instrumento de luta pela soberania dos povos quilombolas, originários e das periferias.

“Não há como pensar uma Psicologia comprometida com a ciência, com a ética e com a justiça social sem uma presença ativa, qualificada e permanente no espaço Legislativo”, destacou Ivani. A gestão reiterou a exigência pelo fechamento imediato e interrupção do financiamento de novos e velhos manicômios, sob o lema: “nem um passo atrás, manicômios nunca mais”.

A mesa da sessão solene contou com a participação de Marcelo Kimati (Ministério da Saúde), Fauston Negreiros (ABPBEE), Tamara Carvalho (Fenapsi), Aécio Dantas Júnior (Fórum dos Conselhos) e Fernanda Magano (CNS). O evento atendeu a requerimento da deputada Duda Salabert (PDT/MG) e teve presença de parlamentares como Erika Kokay (PT/DF) e Marcelo Castro (MDB/PI), além de representantes do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

Confira o álbum de imagens.
Acesse também as fotos da sessão solene na Câmara dos Deputados.

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XX Plenário: Conselho Federal de Psicologia realiza cerimônia de posse da nova gestão para o triênio 2025-2028

Última APAF do ano é marcada por participação das novas gestões dos CRPs e deliberações essenciais para o exercício da Psicologia no país

Conselhos de Psicologia de todo o país estiveram reunidos em Brasília/DF, nos dias 13 e 14 de dezembro, para a última edição de 2025 da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF). Essa foi a sexta APAF conduzida pelo XIX Plenário do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que conclui oficialmente neste mês a gestão iniciada em dezembro de 2022. 

Ao todo, 111 delegadas e delegados, entre efetivas(os) e suplentes, participaram dos diálogos da APAF, que colocaram em destaque importantes questões para a formação e o exercício profissional em Psicologia.

Durante a abertura, a presidenta do CFP, Alessandra Almeida, ressaltou que essa APAF marca a primeira assembleia com participação das novas gestões que estão na direção dos Conselhos Regionais de Psicologia. “A APAF é um espaço estratégico para a reflexão sobre o futuro de nossa ciência e profissão, debatendo questões fundamentais a partir do compromisso ético, técnico e científico de promover práticas humanizadas e socialmente comprometidas”. 

Nessa perspectiva, a presidenta do CFP também destacou as medidas adotadas para garantir a acessibilidade durante os diálogos, como adaptações no local e de mobiliário, equipamentos de acessibilidade, audiodescrição, autodescrição, entre outros. “A APAF é um espaço de grande relevância para debate e deliberações e é construído coletivamente, devendo, portanto, ser também espaço de acolhimento e de conforto para todas as pessoas”, afirmou a Alessandra Almeida.

Confira os destaques da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças:

Rede Crepop

Foi aprovado pelo pleno da APAF a proposta de plano de trabalho do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) para o ano de 2026. Também foi eleito como tema de pesquisa para o mesmo ano “cuidados paliativos no Sistema Único de Saúde” – uma das propostas surgidas no 12º Congresso Nacional da Psicologia (CNP). Além disso, foram indicados os temas das quatro próximas referências técnicas a serem lançadas: cuidado a pessoas com deficiência; atuação na Rede de Atenção Psicossocial; atuação nos serviços de acolhimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS); e prevenção da autolesão, do suicídio e posvenção.

Uso de maconha e psicodélicos em contexto terapêutico

 A assembleia também aprovou o plano de trabalho proposto pelo GT “Atuação da Psicologia no uso de maconha e psicodélicos em contexto terapêutico”. O plano busca fundamentar a atuação do Sistema Conselhos de Psicologia, dentro de suas competências legais e políticas, subsidiando o planejamento de ações do Conselho Federal (CFP) e dos Conselhos Regionais (CRPs) para a elaboração de orientações éticas do exercício profissional, contemplando articulação de referenciais técnicos e práticos mapeados no campo dos usos terapêuticos de maconha e psicodélicos. Foi aprovada ainda a continuidade do GT, para avançar nos debates acerca do tema.

Cuidados paliativos

Os participantes da APAF também deliberaram pela criação de um grupo de trabalho com o objetivo de  estruturar critérios para deliberar sobre a inserção do título de especialista em cuidados paliativos no rol definido pela Resolução CFP nº 23/2022.

Emergências e desastres

Outro importante encaminhamento esteve na aprovação de novo grupo de trabalho que terá como objetivo a elaboração de uma nota técnica para atuação de psicólogas e psicólogos frente a emergências e desastres e conflitos em territórios indígenas.

Combate às violências

O novo GT da APAF, Violência de Estado e Enfrentamento à Tortura, foi criado com o objetivo de construir parâmetros de atuação profissional nesse contexto. Deverá abarcar a construção de um protocolo de intervenção da Psicologia para o suporte psicossocial no contexto das operações policiais em favelas e outros cenários de violência de Estado, bem como a proposição de Nota Técnica sobre a temática.

Continuidade de Grupos de Trabalho

O pleno da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças validou ainda a continuidade de importantes grupos de trabalho, responsáveis por debates fundamentais para a formação e o exercício profissional da categoria em todo o país. Entre eles, GTs responsáveis pela revisão de políticas centrais para o Sistema Conselhos de Psicologia, como a política de orientação e fiscalização; a responsabilização de atos de assédio e outras violências de gênero; meios de solução consensual de conflitos; e enfrentamento ao capacitismo. 

Além disso, alguns GTs seguirão seus trabalhos discutindo temáticas relacionadas a inscrição de psicólogas(os) estrangeiros; aplicação de Inteligência Artificial (IA) no contexto da Psicologia; e avaliação psicológica para povos indígenas e pessoas com deficiência – bem como a atuação de psicólogas(os) em relação ao preconceito e à discriminação racial; junto a pessoas Intersexo e assexual; e em comunidades terapêuticas e instituições manicomiais similares.

A íntegra dos dois dias de debates está disponível no YouTube do Conselho Federal de Psicologia.

Confira a galeria de imagens.

XX Plenário: Conselho Federal de Psicologia realiza cerimônia de posse da nova gestão para o triênio 2025-2028

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realiza no sábado (13) a cerimônia oficial de posse das(os) conselheiras(os) que integrarão o XX Plenário da Autarquia. A solenidade será transmitida em tempo real pelo canal do CFP no YouTube, a partir das 20h.

A cerimônia marca a conclusão do processo eleitoral para os Conselhos Regionais (CRPs) e a consulta nacional para o Conselho Federal de Psicologia. A chapa “Psicologias em Confluência: construir equidade valorizando profissionais” foi eleita para a gestão do CFP com um total de 38.736 votos. O resultado foi homologado pela Assembleia de Delegadas Regionais, em 5 de novembro.

A nova gestão tem mandato até 2028, quando se inicia o novo ciclo eleitoral.

Atividade no Congresso Nacional

Uma sessão na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF, também marcará a posse da nova gestão do Conselho Federal de Psicologia.

A solenidade será na segunda-feira, 15 de dezembro, a partir das 9h, no Auditório Nereu Ramos. Para essa atividade não está prevista transmissão.

Conheça as(os) novas(os) conselheiras(os) do CFP:

Ivani Francisco de Oliveira
Presidenta

Thessa Guimarães
Vice-presidenta

Ana Carolina Freire Lopes
Secretária

Claudia Simões Carvalho
Tesoureira

Marcela Acioli de Nazaré
Secretária Região Norte

Nathália Campos da Silva
Secretária Região Nordeste

Vanessa Silva de Souza
Secretária Região Centro-Oeste

Liliane Cristina Martins
Secretária Região Sudeste

Miriam Cristiane Alves
Secretária Região Sul

Jaqueline Gomes de Jesus
Conselheira 1

Maria do Socorro Pimentel da Silva
Conselheira 2

Leandro Amorim Rosa
Suplente Região Norte

Rômulo Mafra Cruz
Suplente Região Nordeste

Thaynara Sipredi Souza Silva Xerente
Suplente Região Centro-Oeste

Annie Louise Saboya Prado
Suplente Região Sudeste

Rafael Wolski de Oliveira
Suplente Região Sul

Ana Flávia Vieira de Matos
Suplente

Andréa Regina Marques Chamon
Suplente

Daniel Caldeira de Melo
Suplente

Zeca Carú de Paula Seabra Moreira Ribeiro
Suplente

Cristiano de Jesus Andrade
Conselheiro Suplente 1

Deivison Warlla Miranda Sales
Conselheiro Suplente 2

Serviço
Posse XX Plenário do CFP
13 de dezembro (sábado)
20h
Acompanhe pelo canal oficial do CFP no YouTube

CFP lança edição ampliada de obra sobre Nise da Silveira

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou a edição ampliada e revisitada do livro “Nise da Silveira: liberdade, atividade, afetividade”. A apresentação da obra ocorreu durante o 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (CBP), ocorrido entre 19 e 22 de novembro.

A reedição da obra é uma das ações do XIX Plenário do CFP para atualizar a Coleção “Pioneiros da Psicologia Brasileira”, objetivando o livre acesso e a difusão do conhecimento histórico para a categoria e a sociedade. A iniciativa está alinhada à Resolução CFP nº 01/2023, que instituiu a política permanente de preservação da Memória da Psicologia Brasileira.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destaca que o relançamento vai além do registro histórico, servindo como ferramenta para uma leitura crítica do presente e do futuro da profissão.

“Com a nova edição da Coleção ‘Pioneiros da Psicologia no Brasil’, o Conselho Federal de Psicologia reafirma seu compromisso com a preservação da memória e a disseminação do conhecimento histórico da Psicologia no Brasil, garantindo que as futuras gerações possam se beneficiar do legado deixado pelos pioneiros da área”, afirma a presidenta.

A publicação detalha como o tripé “liberdade, atividade e afetividade” resume o método terapêutico que se opôs a tratamentos violentos vigentes na época, como eletrochoques e lobotomias.

Escrito pelo psicólogo Walter Melo, o livro resgata e aprofunda os fundamentos do trabalho de Nise da Silveira, figura central na humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil. A obra explora temas essenciais da saúde mental, das artes e da Psicologia.

Originalmente lançada em 2001 como parte da coleção “Pioneiros da Psicologia Brasileira”, a nova edição traz prefácios de Paulo Amarante, Ana Maria Jacó-Vilela e Monique Augras, e apresentação de Ademir Pacelli Ferreira.

Sobre o Projeto Memória
O “Projeto Memória da Psicologia Brasileira” busca identificar, catalogar e preservar acervos, além de fomentar a história da profissão no país. Com a nova política de preservação, o projeto ganhou caráter permanente, prevendo a digitalização do acervo histórico do CFP e a realização de eventos e exposições que fortaleçam a identidade da Psicologia brasileira.

A partir de 2023, o projeto “Memória da Psicologia Brasileira” passou a ter caráter permanente, com previsão de ações para identificar, catalogar e preservar os acervos existentes no campo da Psicologia, organizar e digitalizar o acervo histórico do CFP.

Conselhos de Psicologia de todo o país realizam última APAF de 2025

Nos dias 13 e 14 de dezembro, representantes do Conselho Federal (CFP) e dos 24 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) se reúnem em Brasília/DF para a última edição de 2025 da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF).

O encontro será marcado pela participação das gestões recém-eleitas para os Conselhos de Psicologia, em um diálogo acerca de questões fundamentais para o exercício profissional da categoria em todo o país. Entre elas, a inclusão de pessoas com deficiência; ações de enfrentamento ao racismo; meios de resolução consensual de conflitos; atuação de profissionais de Psicologia em comunidades terapêuticas; e processos regulatórios dos usos assistidos de psicodélicos em psicoterapias. 

Estão previstas na pauta ainda temáticas relacionadas à responsabilização de atos de assédio e violências de gênero no Sistema Conselhos de Psicologia; cibersegurança, governança e aplicação de Inteligência Artificial (IA) no contexto da Psicologia; estratégias de enfrentamento ao sofrimento psíquico de psicólogas e psicólogos; bem como a atuação da categoria frente a emergências e desastres, entre outros assuntos. 

Todos os debates serão transmitidos ao vivo pelo canal do Conselho Federal de Psicologia no YouTube, a partir das 9h.

Sobre a APAF

Criada em 1996, a Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) é um  espaço democrático de diálogo sobre os principais aspectos da formação e do exercício profissional de psicólogas e psicólogos em todo o território nacional.

Instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia, a APAF é realizada ordinariamente, duas vezes ao ano, reunindo delegações do CFP e dos Conselhos Regionais de Psicologia.

Todas as deliberações realizadas na  APAF têm impacto direto no exercício profissional, uma vez que nesse espaço estratégico da Psicologia são aprovadas diretrizes com foco na orientação ética, técnica e científica. 

Durante a APAF também são realizadas reflexões sobre os desafios da formação e do exercício profissional. Além disso, importantes atos normativos que auxiliam a categoria nos mais variados assuntos em seu cotidiano laboral passam pelas deliberações da Assembleia.

Marque na agenda e acompanhe os debates pelo links:

13/12/2025 – PERÍODO DA MANHÃ

13/12/2025 – PERÍODO DA TARDE

14/12/2025 – PERÍODO DA MANHÃ

14/12/2025 – PERÍODO DA TARDE

Avaliação psicológica segue como condição obrigatória para obtenção de CNH

O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 1.327/2025, que altera a Lei nº 9.503/1997, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB); e a Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, que normatiza o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação.

As normativas mantém a obrigatoriedade da avaliação psicológica como critério para obtenção da CNH – a Carteira Nacional de Habilitação, com exame realizado exclusivamente por profissionais especialistas em Psicologia de Tráfego.

A avaliação psicológica está prevista no CTB e tem importante vínculo com a prevenção de acidentes, a proteção da vida e a promoção da saúde e da segurança viária.

Diante do anúncio de que alterações no processo legal de obtenção da CNH seriam realizadas, o Conselho Federal de Psicologia e a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit) articularam ações em defesa da avaliação psicológica e sua realização exclusivamente por psicólogas(os) especialistas em Psicologia do Tráfego, incluindo envio de ofício a diversos órgãos do Governo Federal.

Confira neste carrossel mais informações.

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CFP e Abrapsit oficiam Governo Federal em defesa da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego na obtenção da CNH

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP) enviou nesta segunda-feira (8) ofício ao gabinete da Presidência da República, à Casa Civil e ao Ministério dos Transportes reforçando a defesa da permanência da avaliação psicológica e da Psicologia do Tráfego nos processos de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O documento, também subscrito pela Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (ABRAPSIT), aponta que a avaliação psicológica é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e desempenha papel essencial na promoção da segurança viária, prevenção de sinistros e proteção da vida.

A avaliação psicológica tem como finalidade identificar se candidatos e candidatas à habilitação reúnem condições psicológicas necessárias para conduzir veículo automotor, considerando aspectos cognitivos, emocionais e de personalidade. O procedimento também é obrigatório para condutoras(es) que exercem atividade remunerada, no momento da renovação da CNH.

O ofício destaca que a prática é realizada exclusivamente por psicólogas(os) especialistas em Psicologia do Tráfego, conforme determina o CTB e as normativas do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), assegurando rigor técnico, ético e metodológico.

Dados e evidências

CFP e Abrapsit alertam que mais de 90% dos sinistros de trânsito têm relação com o fator humano, e que a avaliação psicológica é reconhecida internacionalmente como medida preventiva essencial – em consonância com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de organismos regionais de segurança viária.

As instituições também destacam que os sinistros de trânsito geram impactos econômicos significativos ao Estado e à sociedade, incluindo gastos com saúde pública, indenizações, perda de produtividade e danos emocionais às vítimas e suas famílias.

No ofício, o CFP reforça que a retirada da avaliação psicológica não se trata de modernização ou simplificação burocrática, mas sim de retrocesso e aumento de risco para a população.

Para o Conselho Federal de Psicologia, ao assegurar a realização da avaliação psicológica por profissionais da Psicologia do Trânsito “o Estado brasileiro reafirma seu compromisso com a segurança viária, a saúde mental, a prevenção e a proteção da vida, alinhando-se à Política Nacional de Trânsito e às melhores práticas internacionais”.

Leia o ofício na íntegra

Revista PCP encerra 2025 com edição especial sobre interseccionalidades

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou, durante o 7º Congresso Brasileiro de Psicologia (CBP), realizado de 19 a 22 de novembro em Brasília/DF, a edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) intitulada “PCP 50 anos: Interseccionalidades”. O fascículo reúne 15 artigos que tratam de saúde mental, atenção psicossocial, política da infância, gênero e sexualidades na Psicologia, aborto legal, relações raciais, educação inclusiva e luto.

A edição problematiza o campo da Psicologia nas políticas públicas brasileiras a partir dos estudos interseccionais, considerando o percurso histórico das psicologias no país e as construções epistêmicas dos movimentos sociais.

A revista destaca especialmente a contribuição das mulheres negras para a consolidação da interseccionalidade como conceito fundamental às psicologias no campo das políticas públicas.

A conselheira-tesoureira do CFP e editora da Revista PCP, Neuza Guareschi, explica que a proposta inicial era incluir artigos sobre interseccionalidade no número comemorativo dos 50 anos do Sistema Conselhos de Psicologia. “Temos o tema já bastante desenvolvido entre as questões da diversidade sexual, racial, pessoas com deficiência, questões de gênero, geralmente voltadas para os direitos humanos. Agora, essas questões estão sendo trabalhadas também por outras áreas da Psicologia. É nesse sentido que este número se torna tão importante”, destaca.

Capacitação editorial

De 4 a 7 de novembro, a equipe técnica da Revista PCP e o comitê gestor da Rede de Periódicos da Psicologia (PEPSIC) participaram do Congresso da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), em João Pessoa/PB. 

Com o tema “Avançando na qualificação e inovação da editoria científica”, o encontro trouxe debates sobre ciência aberta, boas práticas editoriais, Inteligência Artificial (IA) e desafios como a escolha de pareceristas e obtenção de recursos para publicações.

Neuza Guareschi pontua que a ABEC tem contribuído com estratégias e alternativas para enfrentar esses desafios, especialmente diante da crescente relevância da ciência aberta e da IA nos processos editoriais.

Outros especiais

Em 2025, a Revista PCP publicou 30 artigos em fluxo contínuo e lançou duas edições especiais. A mais recente, intitulada Formação em Psicologia na América Latina, Caribe e Países de Língua Portuguesa, foi apresentada no XI Congresso da Associação Latinoamericana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI).

Ainda este ano, mais 15 textos deverão ser lançados em fluxo contínuo.

Sobre a PCP

Criada por meio da Resolução CFP 26/1979, a Revista Psicologia: Ciência e Profissão é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

Sua missão é contribuir para a formação científica e profissional da(o) psicóloga(o) brasileira(o) e disseminar o conhecimento pesquisadoras(es) e profissionais da área..

Saiba mais:

Leia a edição especial da Revista PCP – PCP 50 anos: Interseccionalidades

Leia a edição especial da Revista PCP sobre Formação e Internacionalização da Psicologia

Leia os artigos da Revista PCP publicados este ano

Saiba como publicar na Revista PCP

CFP lança orientações para a atuação da Psicologia junto a crianças e adolescentes frente aos desafios do mundo digital

Já está disponível nos canais oficiais do Conselho Federal de Psicologia (CFP) a publicação A Psicologia frente ao mundo digital: orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes. A obra foi lançada durante o simpósio “Uso de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes: problematizações e orientações”, atividade que integrou a programação do 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão, realizado em Brasília/DF de 19 a 22 de novembro.

Elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre o uso consciente de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes, o material apresenta diretrizes e referenciais para a prática profissional de psicólogas e psicólogos diante dos impactos das tecnologias digitais na saúde mental e no desenvolvimento infantojuvenil, ao considerar o direito dessa população de ser cuidada e protegida.

O GT é composto pela vice-presidente do CFP, Izabel Hazin, e pelas conselheiras federais Raquel Guzzo e Marina Poniwas. Também integram o grupo Maíra Almeida, Gabriela Vescovi, Beatriz Sancovsky, Michael Jackson Andrade e Eduardo Miranda, pesquisadoras e pesquisadores especialistas no tema.

Conheça a publicação

O guia busca promover uma atuação ética, crítica e comprometida com o bem-estar de crianças e adolescentes em um mundo cada vez mais mediado por telas.

Para a conselheira vice-presidente do CFP e coordenadora do GT, Izabel Hazin, o processo de construção do guia representou um trabalho coletivo e interinstitucional, resultado do compromisso da Psicologia com a promoção do desenvolvimento saudável e do bem-estar digital de crianças e adolescentes.

“O guia reúne informações, pesquisas e orientações práticas sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes. Sua estrutura foi pensada para oferecer um panorama amplo, abordando desde os contextos de uso e os direitos digitais até temas como bem-estar, riscos e oportunidades no ambiente virtual”, destaca Hazin.

Com base em evidências científicas e referenciais éticos da Psicologia, o documento oferece subsídios teóricos e práticos para o trabalho em diferentes contextos: clínico, educacional, comunitário e institucional. Entre os temas abordados estão o uso problemático de telas, os efeitos neurobiológicos e cognitivos das tecnologias, as violências e desigualdades no ambiente digital, a publicidade infantil e os direitos digitais, o uso de tecnologias assistivas e a promoção da cidadania digital.

O texto também propõe orientações específicas para a atuação profissional, destacando a importância da mediação afetiva, da escuta qualificada e da co-responsabilidade entre família, escola, sociedade e políticas públicas. As diretrizes indicam caminhos para que o uso das tecnologias ocorra de forma consciente e ajustada às diferentes fases do desenvolvimento.

A publicação conta ainda com contribuições de especialistas, pesquisadoras(es) e representantes de entidades da área da Psicologia, demonstrando o caráter coletivo e plural do trabalho.

O conteúdo foi discutido e aprimorado a partir do encontro “Diálogos Pré-lançamento – O uso consciente de telas e dispositivos digitais por crianças e adolescentes”. Realizada em agosto de 2025, a atividade reuniu entidades reconhecidas por sua atuação nas áreas da infância, adolescência e tecnologias digitais, em um momento de diálogo e reflexão coletiva sobre os desafios contemporâneos da atuação profissional.

Acesse a íntegra da publicação A Psicologia frente ao mundo digital: orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes.

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