CFP participa do Seminário sobre Reestruturação da Seguridade Social e da Educação

O Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade realizou, no dia 14 de dezembro, em Brasília, no auditório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), o Seminário sobre Reestruturação da Seguridade Social e da Educação. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou do evento com os conselheiros Paulo Maldos, como palestrante, e a Regina Pedroza, que representa a autarquia no fórum, como coordenadora de mesa.

O fórum é composto por um conjunto de entidades que coordenam a Campanha Nacional pela Redução da Desigualdade Social no Brasil, movimento que se estrutura em cinco eixos temáticos que reivindicam uma sociedade mais justa, equilibrada, próspera e menos desigual. Estão entre as reinvindicações, mudar o modelo tributário brasileiro, preservar e ampliar os direitos sociais, as políticas públicas de valorização do trabalho e da educação, além de reforçar a função social do Estado, bem como ampliar a democracia e a participação social.

Garantia de pluralismo e liberdade

O psicólogo e conselheiro do Conselho Federal de Psicologia, Paulo Maldos, foi palestrante na mesa sobre o tema “Reestruturação do Sistema de Educação Pública”. Ele discorreu sobre a garantia de pluralismo e liberdade no sistema, considerando a riqueza e diversidade étnica presente no país, composta por “325 diferentes povos indígenas;  cinco mil comunidades quilombolas e centenas de comunidades tradicionais”.

Para ele, a educação é “um processo fundamental para a reprodução social e para a construção do futuro da vida em sociedade”, e por isso a importância que os currículos e métodos de ensino de pesquisa e aprendizagem dialoguem com essa diversidade de culturas e conhecimentos, para formar gerações que respeitem e aprendam com a alteridade.

O conselheiro concluiu dizendo que é preciso manter os avanços no reconhecimento destes diferentes povos e culturas, de seus territórios e de seus direitos, ao construir sistemas educacionais que dialoguem com suas histórias, vidas e culturas. “Este é um desafio central para o pluralismo e a liberdade no sistema educacional e um desafio essencial para a nossa democracia”.

Com informações do site do Conselho Federal de Economia (Cofecon

CFP debate a Política Nacional de Assistência Social nos presídios

A apresentação da Política Nacional de Assistência Social, bem como a construção de uma política nacional de assistência social no âmbito do sistema prisional foi pauta da reunião realizada no dia 28 de novembro, na sede do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em Brasília.

O objetivo da reunião foi reunir profissionais que atuam no campo da assistência social nos âmbitos Federal, Estadual e de Conselhos de Classe para pensar a construção de políticas públicas para pessoas em restrição de liberdade.0020

A conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Márcia Badaró, participou do debate e falou da importância em reunir em torno do tema psicólogas(os) que trabalham nas diferentes instâncias da rede de assistência social, campos da Psicologia que interessam ao Sistema Conselhos.

Márcia ressaltou que o CFP, por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), produziu pesquisa e referências técnicas para atuação das(os) psicólogas(os) na assistência social. “As referências técnicas foram produzidas nas áreas da execução penal e da saúde. Portanto, incluir a política de assistência social no âmbito do sistema prisional é um avanço necessário na garantia dos direitos humanos”, complementou.

A conselheira do CFP destacou ainda a importância do convite do Depen ao CFP pela parceria histórica das entidades, que construíram juntos a cartilha “Diretrizes para atuação e formação dos psicólogos no sistema prisional brasileiro”, publicada em 2007.

Além do CFP, participaram da reunião representantes da Universidade de Brasília (UNB), Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) e Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

APAF aprova novo Código de Processamento Disciplinar da Psicologia

O novo Código de Processamento Disciplinar (CPD) foi aprovado, por unanimidade, neste sábado (15), em plenária da Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF), na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília. A minuta de resolução, contendo 50 páginas, altera a Resolução Nº 006/2007, que trata dos processos disciplinares ordinários, funcionais e éticos. Aborda, ainda, os atos processuais, da instauração à prescrição, passando pelo julgamento, execução e recursos.

A nova resolução entrará em vigor somente após 30 dias de sua publicação, conforme deliberado por 40 delegadas(os) da APAF.

As discussões para mudanças no texto ainda vigente do CPD foram iniciadas na APAF de dezembro de 2016, quando foi designado um Grupo de Trabalho (GT) para se debruçar sobre o tema. A secretária de Ética do CFP, conselheira Junia Lara, apresentou um histórico de como se deu todo processo. “Depois de outubro de 2017, com o envio das contribuições dos Regionais, o GT produziu uma construção preliminar de nova estrutura do CPD, avaliando e redefinindo a metodologia de trabalho e de encaminhamentos”, ressalta.

Em dezembro do ano passado, foi aprovada a contratação da consultoria Binenbojm e Carvalho Britto Advocacia, de especialidade jurídico-legislativa (profissional processualista e administrativista). O trabalho do escritório foi sistematizar numa minuta as contribuições dos Conselhos Regionais. Em novembro deste ano, a proposta de minuta foi encaminhada aos CRPs para análise e contribuições, e, no mesmo mês, houve um encontro com representantes de cada CRP, GT e a consultoria, junto com a equipe da Secretaria de Orientação e Ética (SOE) e o Jurídico do CFP para uma última rodada de discussões antes da APAF.

Novidades no CPD

Aluízio Brito, integrante da SOE e ex-conselheiro do CFP, destacou que o texto da minuta foi pensado para traduzir o “juridiquês” para a(o) psicóloga(o), um texto pensado para a categoria e que as contribuições dos Conselhos Regionais foram decisivas para essa finalidade.

Alice Voronoff, integrante da consultoria Binenbojm e Carvalho Britto Advocacia, abordou a importância das trocas intensas de informações entre os atores envolvidos para a construção desta nova norma. Segundo ela, a futura resolução foi pautada pela sistematicidade, diferentemente da resolução ainda vigente que não era didática em alguns aspectos, como os recursos nos processos.

O segundo ponto de preocupação, de acordo com a advogada, era a atualização da resolução para os dias atuais, como a inserção da previsão de meios eletrônicos. Voronoff ainda elencou outros pontos importantes como a elaboração de um glossário com o significado dos termos técnicos, a previsão de dispositivos como suspeição e impedimento, o uso da mediação. “Buscamos a melhor solução na preocupação tanto com o direito das psicólogas, da sociedade e de sua operacionalidade, a de garantir uma norma legítima”, reforçou.

Revista Ciência e Profissão sobre Avaliação Psicológica

A edição especial da revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) sobre Avaliação Psicológica e 15 Anos do Satepsi já está disponível na plataforma da SciELO. O novo número foi impresso e lançado durante o V Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (V CBP), de 14 a 18 de novembro passado, no estande do Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB).

A edição faz parte de uma série de ações realizadas pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) em alusão aos 15 anos do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi). O periódico contou com a participação da ex-editora da PCP no período de 2005 a 2010, a Professora da Universidade São Francisco Acácia Aparecida Angeli dos Santos, como editora convidada.

O periódico especial, formado por 20 artigos, também foi enviado para bibliotecas de universidades e faculdades que têm cursos de Psicologia.

Contribuições

Para o conselheiro do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Fabián Rueda, coordenador da CCAP, é importante ter um número especial para a divulgação e celebração dos 15 anos do Satepsi, pois, segundo ele, trata-se do reconhecimento do esforço coletivo de diferentes atores da área que contribuíram para a criação e sustentação desse sistema que tanto contribuiu para a qualificação do fazer profissional da Psicóloga e da(o) psicóloga(o) como também para o avanço cientifico. “Do ponto de vista do fazer profissional, ressaltamos que o Satepsi oferece à psicóloga o apoio de especialistas na área para a avaliação e recomendação dos testes psicológicos que apresentam qualidades científicas suficientes para serem usados nos processos de avaliação psicológica”, complementa.

Também coordenadora da CCAP, conselheira Daniela Zanini, diz que a proposta do número especial também foi pensada como uma forma de reconhecer personalidades importantes da área de Avaliação Psicológica. “Por esse motivo, o número especial conta com uma parte destinada às homenagens a estas pessoas que merecem todo nosso reconhecimento e carinho não só pela história acadêmica, mas também pela dedicação ao desenvolvimento da Psicologia e da área de Avaliação Psicológica”, ressalta.

Homenagens

Editora da Revista Psicologia: Ciência e Profissão no período de 2005 a 2010, homenageada pelo periódico neste fascículo especial, a Professora da Universidade São Francisco Acácia Aparecida Angeli dos Santos relata como foi ser editora novamente na PCP no referido número.  “O convite para escrever o editorial desse número especial teve um significado especial em mais de um sentido. Primeiro, pela consideração demonstrada pela CCAP ao me fazer este chamado. Depois, também, pela grata oportunidade de retornar, por um breve período, à função que exerci entre os anos de 2005 a 2010 e encontrar na revista Psicologia: Ciência e Profissão uma equipe editorial bastante competente e preparada, que ofereceu suporte pleno em todos os momentos do processo editorial desse número especial”.

Acácia destaca que o processo de construção da edição especial ocorreu de maneira compartilhada com a CCAP, a partir de uma ampla discussão sobre a configuração que essa edição teria e com a identificação das(o) potenciais colaboradoras(es). “Os convites foram expedidos e o contato com os autores foram realizados por mim ao longo do processo editorial. Vale salientar que houve predomínio de um clima colaborativo durante todo o processo, acompanhado pela CCAP em mais de uma reunião ao longo dos meses. Foi uma experiência bastante gratificante”, complementa.

Angeli também abordou sobre a importância do Satepsi para a produção do conhecimento. Segundo ela, por esse ser um dos poucos modelos de avaliação dos testes psicológicos no cenário mundial, conforme menciona no próprio editorial do periódico, seguramente conduziu à qualificação da produção científica. Ela aponta que foi notável, nas publicações, a ampliação do uso de instrumentos com evidências de validade e estimativas de fidedignidade, usados nas coletas de dados de pesquisas de diferentes sub-áreas da Psicologia e, mesmo, de outras áreas do conhecimento.  “Tem sido perceptível a importância dada aos parâmetros psicométricos das medidas usadas nas pesquisas, aspecto que passou a ser alvo de preocupação dos investigadores. Sem dúvida, isto levou ao incremento da qualidade dos resultados obtidos, com maior sustentação para as interpretações que os escores das medidas permitiam. Esta tem sido uma importante contribuição do Satpesi que ultrapassa a qualificação do fazer profissional e, também, se estende para a qualificação do fazer ciência”, reforça.

Leia a edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão.

Confira todas as edições da Revista Psicologia: Ciência e Profissão.

 

CFP divulga resultado para parecerista do Satepsi

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) torna público, nesta quarta-feira (12), no Diário Oficial da União (DOU), o resultado do Edital de Chamada Pública 02/2018 para pareceristas ad hoc do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi). A chamada tem como objeto a seleção de parecerista ad hoc para formação de um banco de avaliadoras(es) de testes psicológicos submetidos ao Satepsi. Ao todo, 37 psicólogas(os) foram selecionadas(os).

As inscrições iniciaram-se no dia 10/10/2018 e ficaram abertas até o dia 11/11/2018 pelo seguinte link: http://satepsi.cfp.org.br/edital/2018/parecerista/.

A (o) participante teve de preencher formulário eletrônico, bem como atender aos seguintes pré-requisitos: Ter título de psicóloga (o) reconhecido pelo Ministério da Educação; Ter título de doutora(or) em Psicologia e/ou áreas afins, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Ter publicado, no mínimo, cinco artigos científicos em revistas classificadas com qualis A1, A2, B1 ou B2, na área de Psicologia, nos últimos cinco anos. Dentre os artigos, ao menos um deve estar relacionado à área de avaliação psicológica e/ou fundamentos e medidas em Psicologia.

Os itens acima foram avaliados pela Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica (CCAP) do CFP.

Responsabilidade

Segundo o edital, confere às (aos) pareceristas ad hoc aprovadas (os) avaliar instrumentos submetidos ao Satepsi, respeitando seus prazos legais e suas orientações normativas, guardando o devido sigilo sobre o processo avaliativo. A atuação cada parecerista ficará limitada a, no máximo, três instrumentos ao ano. Ao término do período de participação o CFP conferirá declaração de parecerista ad hoc do Satepsi.

Mais informações acesse o Edital de Chamada Pública 002/2018

Confira os nomes das (os) aprovadas (os) para pareceristas do Satepsi.

ANA KARLA SILVA SOARES http://lattes.cnpq.br/0755911963095862
ANGELO BRANDELLI COSTA http://lattes.cnpq.br/5392717364543465
CAMILA ROSA DE OLIVEIRA http://lattes.cnpq.br/6532978866871255
CARMEN WALENTINA AMORIM GAUDENCIO BEZERRA http://lattes.cnpq.br/9578405957302211
CAROLINA ROSA CAMPOS http://lattes.cnpq.br/6401036421894772
CAROLINA VILLA NOVA AGUIAR http://lattes.cnpq.br/9371613885539602
CAROLINE DE OLIVEIRA CARDOSO http://lattes.cnpq.br/6514600499237798
CLARISSA PINTO PIZARRO DE FREITAS http://lattes.cnpq.br/0204151320806316
EMMY UEHARA PIRES http://lattes.cnpq.br/6389610616100719
ESTEFANEA ÉLIDA DA SILVA GUSMÃO http://lattes.cnpq.br/0562517703484129
EVERSON CRISTIANO DE ABREU MEIRELES http://lattes.cnpq.br/5658200314529778
FABIANO KOICH MIGUEL http://lattes.cnpq.br/8404130543685490
FLÁVIA DE LIMA OSÓRIO http://lattes.cnpq.br/6512875289654532
HENRIQUE PINTO GOMIDE http://lattes.cnpq.br/6230665865154742
HUGO FERRARI CARDOSO http://lattes.cnpq.br/9043800166191561
IRAI CRISTINA BOCCATO ALVES http://lattes.cnpq.br/4535137099031680
JOICE DICKEL SEGABINAZI http://lattes.cnpq.br/7645573299735572
JOSÉ AUGUSTO EVANGELHO HERNANDEZ http://lattes.cnpq.br/3533988543300433
JULIANA OLIVEIRA GOMES VALÉRIO http://lattes.cnpq.br/9010329141249759
KAREN CRISTINA ALVES LAMAS http://lattes.cnpq.br/5151237778542687
LAISS BERTOLA DE MOURA RICARDO http://lattes.cnpq.br/5690502675345728
LARIANA PAULA PINTO http://lattes.cnpq.br/0743685047770673
LEOGILDO ALVES FREIRES http://lattes.cnpq.br/3579221899361775
LISANDRA BORGES VIEIRA LIMA http://lattes.cnpq.br/1143154748301729
LIVIA MARIA BEDIN TOMASI http://lattes.cnpq.br/0828906713131179
MARLENE ALVES DA SILVA http://lattes.cnpq.br/5770865965282550
MONALISA MUNIZ NASCIMENTO http://lattes.cnpq.br/9444899939943716
PATRICIA SILVA LUCIO http://lattes.cnpq.br/1034049862664412
PEDRO PAULO PIRES DOS SANTOS http://lattes.cnpq.br/4055072572287569
RODOLFO AUGUSTO MATTEO AMBIEL http://lattes.cnpq.br/5057292997836738
SILVANA ALBA SCORTEGAGNA http://lattes.cnpq.br/9463987594630746
SONIA REGINA PASIAN http://lattes.cnpq.br/6176372094603202
TÁRCIA RITA DAVOGLIO http://lattes.cnpq.br/2439637978619617
TATIANA DE CASSIA NAKANO PRIMI http://lattes.cnpq.br/8092049870780985
TATIANA QUARTI IRIGARAY http://lattes.cnpq.br/6869267799544611
THATIANA HELENA DE LIMA http://lattes.cnpq.br/8893474219361074
TIAGO JESSÉ SOUZA DE LIMA http://lattes.cnpq.br/4218157922864908

 

 

CFP participa de oficina de classificação indicativa

O Ministério da Justiça retomou, em 2018, as atividades do Comitê de Acompanhamento pela Sociedade Civil para a Classificação Indicativa – Classind do Ministério da Justiça. Algumas das discussões realizadas pelo Comitê dizem respeito às Portarias MJ nº 1.189 e MJ nº 253/2018, que alteram algumas normas da Política de Classificação Indicativa. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), que integra o Comitê, busca a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente no âmbito desses debates.

Durante o ano de 2018, o Ministério da Justiça realizou oficinas visando ampliar o debate e informar sobre o Guia Prático de Audiovisual da Classificação Indicativa. Uma em outubro, no Rio de Janeiro/RJ (dias 30 e 31), e três em novembro: Porto Alegre/RS (dias 6 e 7), Recife/PE (dias 13 e 14) e Manaus/AM (dias 20 e 21).

Segundo a conselheira do CFP Iolete Ribeiro, que participou da oficina em Manaus, o evento teve a finalidade de apresentar o novo Guia Prático de Classificação Indicativa para Audiovisual que vai ser usado como referência, bem como a Portaria 1.189/18, que regulamenta o processo de classificação indicativa. Iolete também apontou que outro objetivo da oficina foi discutir com as (os) profissionais e movimentos sociais ligados a artes visuais algumas ideias iniciais para a construção de guia específico para artes visuais na classificação indicativa. “Nós entendemos que essa política da classificação indicativa protege crianças e adolescentes e é um recurso importante para as famílias poderem ter uma referência e tomarem decisão do que os filhos podem assistir”, ressaltou.

Ribeiro aborda ainda que a Psicologia tem muito a responder sobre o tema, pois, segundo ela, os estudos sobre os processos de desenvolvimento humano contribuem para a análise dos materiais que podem contribuir ou comprometer o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Na classificação indicativa, temas como violência, drogas e sexo são avaliados. “Esses são os parâmetros analisados para definir a classificação, e para a Psicologia ajuda a pensar como esses conteúdos podem estar presentes nos materiais de audiovisual e artes visuais disponibilizados pelas crianças, nos produtos que elas têm contato e o quanto podem ajudar ou se constituir numa interferência prejudicial ao desenvolvimento. É de extrema importância dar acesso às obras audiovisuais e artes visuais, mas ao mesmo tempo proteger a criança e o adolescente em face de conteúdos que podem prejudicar sua saúde e o seu desenvolvimento”, complementa.

O que são as Portarias 1.189 e 253 de 2018

A Portaria 1.189 de 3 de agosto de 2018 regulamenta o processo de classificação indicativa, abordado no artigo 74 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o art. 3º da Lei nº 10.359, de 27 de dezembro de 2001, e o art. 11 da Lei nº 12.485, de 12 de setembro de 2011.

A portaria 253 de 2018 do Ministério da Justiça instituiu um grupo de trabalho formado por 14 membros titulares e suas (seus) respetivas(os) suplentes com atribuição de elaborar proposta de guia específico para as artes visuais, em especial para museus e exposições de arte.

Diálogo Digital debate sobre Psicoterapia e formação

Ampliar o debate para desenvolver critérios comuns que permitam o reconhecimento de uma(um) psicoterapeuta. Essa e outras questões serão objetos do próximo Diálogo Digital “Conversando sobre psicoterapia e a formação da(o) psicoterapeuta”, a ser realizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) nesta sexta-feira, 7 de dezembro, a partir das 15 horas, com transmissão ao vivo pelo site www.cfp.org.br .

O objetivo do Diálogo Digital é compartilhar a iniciativa da Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP) com o Grupo de Formadores de Psicoterapeutas no sentido de desenvolver critérios comuns que permitam o reconhecimento de psicoterapeuta. Esses critérios podem permitir o credenciamento tanto das(os) psicoterapeutas como dos programas de treinamento que contenham requisitos básicos para assim garantir o rigor e as práticas de qualidade em Psicoterapia.

Participe do Diálogo Digital. O evento, realizado na sede do CFP, em Brasília, será transmitido ao vivo via site, Facebook e Youtube. Você também pode enviar perguntas pelas redes sociais do CFP: pelo Youtube; no evento do Facebook; e twitter. Envie sua dúvida com a hashtag #DialogosCFP. Questionamentos também podem ser transmitidos para o e-mail comunica@cfp.org.br.

Conheça os participantes desta edição:

Ana Sandra Fernandes Arcoverde Nóbrega (Coordenadora do debate)

Psicóloga Clínica. Conselheira Vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia. Professora do Curso de Psicologia do Unipe.

Ângela Hiluey

Psicóloga, psicoterapeuta de casal e família, com pós-doutorado em Terapia Familiar pela Universidade Autônoma de Barcelona. Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Psicoterapeuta de Crianças e Adolescentes pelo IPPIA- Instituto de Psiquiatria e Psicoterapia da Infância, Adolescência e Família. Presidente da ABRAP- Associação Brasileira de Psicoterapia, gestão 2017-2019. Diretora, docente e supervisora do CEF- Centro de Estudos da Família Itupeva, em cursos de pós-graduação de especialização e aperfeiçoamento, escola associada a Relates – Rede Europeia e Latino-Americana de escolas sistêmicas e parceira da FACON- Faculdade de Conchas.

Roberto Rodrigo Guerreiro

Com graduação em Psicologia e mestrado na área clínica, pela Universidade São Marcos, é professor e supervisor da Universidade Ibirapuera, leciona as disciplinas de Psicopatologia, TTP (Teorias e Técnicas Psicoterápicas) e Ética. Supervisiona os estágios em Psicopatologia e Psicoterapia Psicanalítica. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Intervenção Terapêutica, atuando principalmente nos seguintes temas: Psicanálise, voltado às relações humanas, Intervenções e Consultas Psicoterapêuticas. Atende em consultório particular. É membro da Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP).

Iraní Tomiatto

Psicóloga, especialista, mestre e doutora em Psicologia Clínica, com longa experiência como professora, supervisora clínica e coordenadora de cursos de graduação e pós-graduação, e de serviços-escola de Psicologia. Autora do livro “Psicoterapia Breve Infantil: planejamento do processo”. Foi membro da diretoria, docente e supervisora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicoterapia Breve. Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia nas gestões 2011-2013, 2013-2015 e 2017-2019. Representante da ABEP na Câmara Técnica da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho do Conselho Nacional de Saúde.

 

Grupo de Trabalho discute a Atuação da Psicologia no Sistema Prisional

O Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF) “Atuação da Psicologia no Sistema Prisional” realizou encontro na última segunda-feira (26), em Brasília, para ampliar a discussão da atuação da Psicologia no campo da execução penal, analisando e propondo encaminhamentos relativos à prática da(o) psicóloga(o) no sistema prisional. Na reunião, também foi discutido a realização de um levantamento dos fazeresdessas(es) profissionais e contribuir para a atualização  das Referências Técnicas do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas, lançada em 2012.

Além das(os) participantes do GT, que são conselheiras(os) do Conselho Federal de Psicologia(CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), o evento também contou com a participação de psicólogas(os) que trabalham no sistema prisional e também de pesquisadoras(es)  na área da Justiça e Sistema Prisional, convidadas(os) pelo CFP e Regionais para contarem experiências e projetos realizados nos estados com o objetivo de aproximar o Sistema Conselhos de Psicologia desse segmento da categoria, uma das demandas da APAF para esse GT.

Segundo a coordenadora do referido colegiado, a conselheira Márcia Badaró, do CFP, o encontro foi importante, principalmente diante da atual conjuntura política do país, de muitas  incertezas  no campo da política penitenciária,  que vem se delineando ser de maior  recrudescimento  nas ações repressoras, em detrimento de ações  garantidoras dos direitos previstos nas legislações nacionais e internacionais para as pessoas privadas de liberdade, o que certamente agravará ainda mais as já tão degradantes condições de encarceramento.

Badaró destacou ainda o objetivo maior como os relatos das(o) profissionais. “Eu acho que o objetivo maior do GT foi trazer pessoas que estão na ponta, no campo, para conhecer suas realidades de trabalho,  favorecendo assim  uma aproximação  com gente aqui  para que, juntos, busquemos estratégias de orientação, qualificação e fortalecimento das(os) psicólogas(os), porque não é fácil trabalhar lá dentro do sistema prisional, principalmente quando se tem profissionais contratados temporariamente por empresas terceirizadas, em média por dois anos, vulnerabilizando  e precarizando  as relações de trabalho. É importante, portanto, que os Conselhos Regionais sejam um espaço de discussão e de acolhimento das demandas dessas (es) psicólogas (os)”.

Nesse sentido, a conselheira do CFP abordou que nem todo Conselho Regional tem uma Comissão, um Núcleo ou um Grupo de Trabalho de psicólogas (os) que atuam no sistema prisional. Destaca que, em não havendo, que pelo menos essa pauta seja tratada nas Comissões de Direitos Humanos existentes em cada Regional.

Destaca ainda que a gestão do sistema prisional se difere entre os estados em razão de suas diferentes inserções na estrutura organizacional dos estados, o que, por sua vez, diferencia a origem das(os) psicólogas(os) que trabalham nas prisões, como, por exemplo, no Distrito Federal, onde as(os) psicólogas(os) que trabalham na assistência à saúde das pessoas presas são funcionárias(os) da Secretaria de Saúde que prestam serviço nas unidades prisionais. Já no Estado do Rio Grande do Norte, segundo relato do conselheiro do CRP-RN, sequer há psicólogas(os) no Sistema Prisional. “Você tem uma Lei de Execução Penal, que exige a presença de, no mínimo, um psicólogo para a realização do exame criminológico. Essa é uma realidade que preocupa, assim como também preocupa a realidade de uma população carcerária de 3.500 presos para cada uma (um) ou duas (dois)  psicólogas (os). Então estamos vivendo uma realidade de precarização total”, relata.

Crepop

Márcia Badaró destacou que, com as anulações de resoluções do CFP por parte da Justiça, o GT agora tem pensado nos parâmetros que irão nortear o trabalho das (os) psicólogas (os) no Sistema Prisional. Nesse sentido, “além dessas conversas que estamos fazendo com as (os) profissionais da Psicologia no Sistema Prisional, também estamos revisando as referências técnicas do Crepop, pois a publicação foi lançada em 2012, e, de lá para cá, houve novas  normativas nacionais, como por exemplo a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (Portaria Interministerial Nº210/2014); a Lei Nº 13.434/2017 que veda o uso de algemas em mulheres grávidas; as Regras de Bangkok, de 2010 e a Resolução Conjunta do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação – CNCD/LGBT , de 2014, que estabelece os parâmetros de acolhimento de LGBT em privação de liberdade no Brasil, dentre outros. Essas normativas precisam estar contempladas das Referências Técnicas para subsidiar o trabalho das(os) psicólogas(os) no sistema prisional e nos demais órgãos da execução penal.

Pesquisa

Em junho passado, o GT da APAF “Atuação da Psicologia no Sistema Prisional” lançou um questionário dirigido a profissionais da Psicologia que atuam na execução penal nos poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, em suas esferas federal e estadual. O documento, que atualmente encontra-se na análise qualitativa dos dados, servirá com subsídio para atualização das referências técnicas do Crepop.

Badaró destacou que, com esses dados analisados, a ideia é realizar um debate no 1ª semestre de 2019 sobre a prática da(o) psicóloga(o) no sistema prisional e demais órgãos da execução penal,  visando a atender a uma das tarefas estabelecidas pela APAF  para o GT.

Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas no PA

O Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP/PA-AM, 10ª Região) realizará, de 3 a 5 de dezembro, no Auditório Básico Setorial II da Universidade Federal do Pará (UFPA), o III Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas da Região Norte. O evento conta com o apoio e a participação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estará representado pela conselheira Jureuda Guerra.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email estagio.cotec@crp10.org.br com direito a emissão de certificado.

O objetivo do encontro é servir de espaço de interlocução horizontal entre profissionais da Psicologia e Povos Indígenas. Mas o evento também se propõe a dialogar com profissionais e não-indígenas que possam auxiliar nesse processo de troca de experiências, articulação e construção de saberes sobre Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas na Amazônia.

No encontro, estão previstas atividades como minicursos temáticos e oficinas, rodas de conversa, mesas redondas e programações culturais. Para mais informações acesse: http://www.crp10.org.br/noticia/crp_10_realiza_iii_encontro_de_psicologia_direitos_humanos_e_povos_indigenas_da_regiao_norte  

Serviço

III Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas da Região Norte

Data: 3 a 5 de dezembro de 2018

Local: Auditório Básico Setorial II Universidade Federal do Pará (UFPA)

Relatório do Encontro dos 30 anos da Carta de Bauru é lançado

A comissão organizadora do “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”, lançou, nesta terça-feira (20), o relatório final das discussões e propostas apresentadas no evento, realizado em dezembro de 2017. A solenidade ocorreu durante o 1º Seminário de Saúde Mental organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), no Hotel Carlton, em Brasília. O seminário é preparatório para a para a 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8), que será de 4 a 7 de agosto de 2019.

Encontro de Bauru: “30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios” foi realizado nos dias 8 e 9 de dezembro de 2017 e reuniu mais de 2 mil pessoas, na Universidade Sagrado Coração, na cidade de Bauru (SP). Em dezembro de 1987, trabalhadores da saúde mental reunidos em Bauru escreveram o manifesto que marca o início da luta antimanicomial no Brasil e representa um marco no combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave. Com o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, o congresso discutiu as formas de cuidado com os que apresentam sofrimento mental grave e representou um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial, inaugurando nova trajetória da Reforma Psiquiátrica brasileira.

O relatório de 81 páginas é dividido em 11 tópicos, entre os quais a apresentação do documento, a lista das 37 entidades participantes, homenagem aos militantes da luta antimanicomial, programações culturais desenvolvidas durante o evento, bem como a plenária final com as proposições aprovadas.

Na apresentação, o documento destaca que o “relatório expressa o enorme esforço, empreendido pelo coletivo responsável por sua produção, de refletir e registrar a riqueza desse Encontro. Das imagens, que pretendem traduzir a potência dos muitos momentos e reencontros vividos em Bauru, ao registro das discussões realizadas e das deliberações políticas construídas na ocasião, encontram-se, na tradução sob a forma de Relatório, elementos que, ao final, podem aparecer como fragmentos diante da intensidade das relações, afetos e experiências que constituíram o Encontro de Bauru em dezembro de 2017”.

Para a integrante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), eleita recentemente como representante da autarquia no Conselho Nacional de Saúde (CNS), conselheira Marisa Helena Alves, a apresentação do relatório no 1º Seminário de Súade Mental é importante diante dos sucessivos ataques e desmontes que a política de saúde mental vem sofrendo nos últimos anos. Segundo ela, o objetivo da apresentação do referido documento no seminário é levar propostas para a 16ª Conferência Nacional de Saúde. “Então, essa junção do Relatório de Bauru com essa proposição do Seminário vem enriquecer as contribuições que nós podemos levar para a Conferência, e, ainda mais, vem consolidar a saúde mental neste momento em que ela se encontra fragilizada pelos ataques que vêm ocorrendo pela política do governo atual”, reforçou.

Apresentação do relatório

A apresentação do relatório foi feita por integrantes da Comissão Sistematizadora de Propostas, criada durante o Encontro de Bauru em 2017. A psicóloga e militante da Luta Antimanicomial, Marta Elizabeth de Souza, fez um relato da organização do encontro e agradeceu ao coletivo composto por 37 entidades, entre elas o CFP. “Agradecer ao Conselho Federal de Psicologia, na figura do presidente Rogério Giannini, pelas contribuições dadas tanto no Encontro de Bauru quanto no relatório”, ressaltou.

O conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP, 6ª Região), Rodrigo Pressoto, destacou que o relatório é um marco, diante dos sucessivos retrocessos que a política de saúde mental vem sofrendo nos últimos anos. Pressoto disse que o trabalho para a sistematização do referido documento foi bem detalhado e agradeceu o CNS pela oportunidade em apresentá-lo.

Adilson Lopes, representante do Fórum Paulista da Luta Antimanicomial, reforçou os agradecimentos a todas as entidades, em especial as entidades da Psicologia, que, segundo ele, são as mais engajadas na defesa dos direitos humanos e na reforma psiquiátrica na luta antimanicomial.

Ana Paula Guljor, professora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Owaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que esse relatório é um registro para ficar na história da luta antimanicomial diante da construção de um documento com entidades com pautas das mais diversas, mas em comum a luta antimanicomial.

Mário Alexandre Moro, militante da Luta Antimanicomial, abordou a dificuldade tanto para a realização do encontro de Bauru quanto do relatório final. Mário destacou o crescente número de usuários, nos últimos anos, que vêm acompanhando de forma ativa e participando das discussões das políticas de saúde mental no Brasil e os desafios para manutenção dessas conquistas. “Temos que reforçar essa luta para manter o que conseguimos, pois não será fácil, diante dos retrocessos que estão por vir”.

1º Seminário de Saúde Mental

O 1º Seminário de Saúde Mental, organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro em Brasília, no Hotel Carlton. O objetivo do encontro foi reforçar a participação social diante da Política Nacional de Saúde Mental. O encontro contou com a presença de 150 ativistas do controle social brasileiro, que foram selecionados mediante convocatória pública.

Confira a íntegra do relatório do Encontro de Bauru: “30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”.

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