CFP destaca incidência da Psicologia  no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, nos dias 25 e 26 de fevereiro, da primeira reunião ordinária de 2026 do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI). O encontro marcou a primeira participação da conselheira federal Socorro Pimentel, representante do Plenário 2.0 do CFP no colegiado.

Durante o encontro, esteve em destaque o Planejamento Estratégico do Conselho  e um balanço da 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CONADIPI), realizada em dezembro passado em Brasília/DF.

Na avaliação de Socorro Pimentel, a participação do CFP no CNDPI garante  um olhar atento da Psicologia brasileira às subjetividades e às múltiplas velhices. “Defendemos que a Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa não seja apenas um fluxo de denúncias, mas uma rede de cuidado real, capaz de enfrentar o impacto psicossocial do idadismo e das violências estruturais”, pontuou. 

A conselheira também defendeu que a eficácia da proteção à pessoa idosa  depende de uma escuta qualificada e intercultural, que respeite a dignidade de pessoas idosas indígenas, negras, quilombolas, LGBTQIA+ e periféricas. “O CFP reafirma: proteção integral só existe com bem-viver emocional e vínculos comunitários fortes”, ressaltou Socorro Pimentel.

Controle social das políticas públicas

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI) é um órgão colegiado, paritário e deliberativo vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Sua função principal é formular, supervisionar, acompanhar e avaliar a Política Nacional da Pessoa Idosa, de modo a  garantir os direitos dessa população  e propor aperfeiçoamentos legislativos, bem como apontar diretrizes e fiscalizar ações que assegurem os direitos das pessoas idosas em todo o Brasil, em conformidade com o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003). 

O CNDPI atua ainda no enfrentamento à violência contra a pessoa idosa, na promoção do envelhecimento ativo e na organização de conferências nacionais. Sua composição se dá de maneira paritária entre representantes governamentais e da sociedade civil, na qual se insere o Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Orientações para a categoria

Em novembro de 2025, durante a programação oficial do 7º Congresso Brasileiro  Psicologia: Ciência e Profissão (CBP), o CFP realizou o lançamento das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) junto a Pessoas Idosas nas Políticas Públicas.

O documento, produzido no âmbito do Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) (), serve como guia orientador para que profissionais de todo o País possam oferecer um atendimento qualificado, humanizado e pautado em práticas exitosas.

A publicação é considerada um marco no reconhecimento do trabalho desenvolvido com pessoas idosas, ao destacar a importância do aprimoramento contínuo do conhecimento, da qualificação das práticas, da conscientização social e da efetivação de direitos.

Nota de pesar – Manoel Rocha Reis Neto

É com profundo pesar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) recebe a notícia do falecimento do psicólogo Manoel Rocha Reis Neto, em 17 de fevereiro,  última terça-feira.

Reconhecido por sua trajetória na construção de uma prática profissional comprometida com a escuta ética, o cuidado e a promoção da saúde mental, Manoel também teve a carreira marcada pelo engajamento na luta antirracista, contribuindo para o fortalecimento de debates e práticas alinhadas à justiça social e à equidade racial.

Graduado em Psicologia pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Manoel Rocha Reis Neto também tinha pós-graduação em Saúde da Família pelo programa de residência multiprofissional da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Também foi aluno do Programa de Mobilidade Internacional da UFRB no curso de Educação Social do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal. 

O falecimento de Manoel Neto representa uma perda  na luta antirracista, para a Psicologia brasileira e para a defesa dos direitos humanos. Neste momento de consternação, o Conselho Federal de Psicologia se solidariza com a família, círculos de amizade, colegas de trabalho e todas as pessoas que conviveram com o psicólogo baiano.

CFP lança Manual de Orientação de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) disponibiliza  a toda a categoria o Manual de Orientação de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos, lançado durante o 7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (CBP).

A produção de registros e documentos constitui uma das atividades centrais da atuação de psicólogas e psicólogos em diferentes contextos. Trata-se de  instrumentos que materializam o trabalho desenvolvido, comunicam processos de cuidado e subsidiam decisões institucionais, jurídicas e sociais. “Essa tarefa exige rigor técnico, objetividade na linguagem, responsabilidade ética e atenção permanente aos direitos humanos e à legislação vigente”, ponderam as(os) autoras(es) na publicação.

O Manual, além de orientar quanto à obrigatoriedade e às finalidades dos registros documentais e prontuários, aprofunda-se nas diferentes modalidades de documentos psicológicos – declaração, atestado, relatório, relatório multiprofissional, laudo e parecer –, descrevendo suas características, finalidades e estruturas. 

São apresentados ao longo dos capítulos quadros comparativos, exemplos e recomendações sobre linguagem, validade, guarda, descarte e contextos específicos de produção, como nos serviços-escola, estágios, sistema de justiça, políticas públicas, entre outros. 

Importância para a categoria

Para a vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Izabel Hazin, o manual surge da constatação da pesquisa feita pela Secretaria de Orientação e Ética (SOE) e a Ouvidoria do CFP, das queixas e dos processos éticos relacionados à elaboração de documentos. “Vimos a necessidade de compilar as duas resoluções que tratam da elaboração de documentos escritos, os relatórios, prontuários e os documentos escritos, declaração, atestado, parecer e laudo,trazendo um documento de orientação, com exemplos  e, também, reflexões e orientações sobre documentos que são escritos em contextos específicos, como a questão da justiça, como a questão escolar, como a questão de estágios”, explica.

A conselheira federal ressalta ainda que o manual é importante para enfrentar as fragilidades identificadas nos processos disciplinares éticos, uma vez que os documentos escritos constituem uma materialidade do exercício profissional de psicólogas e psicólogos, e de orientação para que a categoria produza materiais e seus documentos escritos com  excelência e rigor técnico e ético.

Além de Izabel Hazin, participaram da construção do documento as pesquisadoras Ediana Gomes e Patrícia Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Acesse aqui o Manual de Orientação de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos.

CFP lança referência técnica para atuação de psicólogas junto a pessoas idosas

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou em novembro, durante a programação oficial do 7º Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão (CBP),  as Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) junto às pessoas idosas nas políticas públicas.

Produzido pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop) do CFP, o documento surge em um contexto de profundas transformações demográficas e sociais, tanto no Brasil quanto no mundo, exigindo da Psicologia um olhar ampliado para as questões que envolvem a saúde mental, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas.

De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que até 2050 mais de 30% da população brasileira será composta por pessoas com 60 anos ou mais, impondo desafios significativos para as políticas públicas e para os profissionais que atuam diretamente com esse público.

Neste cenário, a publicação destaca como imprescindível  o papel da(o) psicóloga(o)  garantir intervenções qualificadas, humanizadas e pautadas em práticas exitosas. “A complexidade do envelhecimento demanda uma atuação que considere as múltiplas dimensões da velhice, integrando aspectos biopsicossociais, culturais e econômicos, com atenção especial para as intersecções de território, raça, etnia, classe, geração, deficiências, identidades e expressões de gênero, que são marcadores sociais de diferenças e impactam de forma distinta o processo de envelhecer”, ponderam as(os) autoras(es).

Marco na Referência

O documento é considerado um marco no reconhecimento do trabalho desenvolvido com pessoas idosas, ao destacar a importância do aprimoramento contínuo do conhecimento, da qualificação das práticas, da conscientização social e da efetivação de direitos. Esses elementos, segundo a publicação, são fundamentais para a implementação eficaz de  políticas públicas e para o enfrentamento dos desafios que ainda persistem nesse campo.

O material, seguindo a metodologia dos relatórios técnicos desenvolvidos pelo Crepop, organiza-se em quatro eixos temáticos, que buscam orientar a atuação das(os) psicólogas(os) no campo das políticas públicas. Nesse sentido, essa estrutura tem como objetivo sistematizar os principais desafios e diretrizes para a prática profissional, considerando a interface entre os marcos legais, os princípios ético-políticos da Psicologia e as especificidades do envelhecimento humano. 

O documento ainda destaca, no entanto, que a Psicogerontologia é um campo  interdisciplinar e multifacetado, cujas bases teóricas e práticas ultrapassam os eixos citados.

A conselheira do CFP Rosana Figueiredo aponta que a publicação fornece diretrizes à categoria que vem desenvolvendo ações junto às pessoas idosas em diferentes contextos e segmentos. “O material fornece subsídios para a formação de novos profissionais e indica caminhos para a construção de novas políticas públicas para as pessoas idosas.Fundamentalmente, contempla todas as orientações pautadas na Declaração dos Direitos Humanos, complementa. 

Acesse aqui a íntegra da publicação.

Sobre o Crepop

O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Política Pública (Crepop) integra a experiência prática de psicólogas(os) à revisão da literatura científica, abordando questões fundamentais para a prática profissional.

Nos últimos anos, o CREPOP passou por um processo de revisão e publicação de Referências Técnicas, com o número de títulos disponíveis saltando de 13, em 2013, para 26, em 2025, inclusive com edições traduzidas para o espanhol, como forma de disseminar o conhecimento produzido pela Psicologia Brasileira.

CFP lança edição especial da Revista PCP sobre Formação e Internacionalização da Psicologia

Quais são os desafios enfrentados por instituições e pesquisadoras(es) do Sul Global no processo de internacionalização? Como a Psicologia pode internacionalizar-se mantendo sensibilidade e respeito às realidades locais? Essas e outras questões são discutidas na edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) do CFP, lançada durante o XI Congresso da Associação Latinoamericana para a Formação e o Ensino da Psicologia (ALFEPSI). O material coloca em evidência os diferentes contextos na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa.

A edição eletrônica do periódico já está disponível (confira aqui) na plataforma da SciELO para acesso.

A conselheira-tesoureira do CFP e editora da Revista PCP, Neuza Guareschi, explica que o fascículo foi pensado a partir das  ações estratégicas do XIX plenário do Conselho Federal de Psicologia. Dentre elas, a conselheira federal destaca o movimento de internacionalização da Psicologia brasileira e as incidências no campo da formação profissional.

De acordo com Neuza Guareschi, em encontros do CFP com colégios de psicólogos e psicólogas de vários países da América Latina, ficou evidenciada uma série de desafios relacionados à formação e ao exercício profissional. “Assim como no Brasil, outras nações também têm enfrentado diferentes circunstâncias que preocupam a formação. Então, o que a gente pensou, foi esse número especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão sobre formação e internacionalização. Esse número tem início com uma entrevista concedida pelo presidente da IUPSIM, o psicólogo German Gutierrez, e depois a gente passa a debater e refletir  sobre a formação na América Latina”, relata.

Também compõem o material questões relacionadas a práticas profissionais, ao estágio, à avaliação psicológica e à Neuropsicologia. “Outras questões importantes da formação estão presentes nesse número, principalmente a defesa da formação  presencial e os desafios associados à inteligência artificial”, destaca a editora da Revista PCP.

Sobre a PCP

Criada por meio da Resolução CFP 26/1979, a Revista Psicologia: Ciência e Profissão é uma publicação científica de excelência internacional, classificada com a nota A2 no sistema Qualis de avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.

Sua principal missão é contribuir para a formação profissional da(o) psicóloga(o) brasileira(o), assim como disseminar  o conhecimento produzido por aquelas(es) que pesquisam e/ou atuam na área da Psicologia.

Saiba mais:

Leia a edição especial da Revista PCP sobre Formação e Internacionalização da Psicologia

Leia os artigos da Revista PCP publicados este ano.

Saiba como publicar na Revista PCP.

Psicologia reafirma compromisso com os direitos das mulheres e a democracia na 5ª CNPM

A delegação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) marcou presença ativa e plural na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro de 2025, em Brasília/DF. Convidadas e delegadas eleitas na conferência livre promovida em agosto pela Autarquia representaram a Psicologia contribuindo com propostas, moções e ações que reafirmam o compromisso da categoria com os direitos das mulheres, da infância e com a democracia.

A presidenta do CFP, Alessandra Almeida, destacou a importância da participação da Psicologia em um espaço considerado histórico e plural, que reuniu a potência das mulheres brasileiras em suas diversidades — negras, indígenas, quilombolas, com deficiência, LGBTQIA+, ciganas, infantojuvenis, idosas, do campo, das cidades e das águas.

“Nossa participação na 5ª Conferência representa o compromisso ético com a vida das mulheres, com a proteção das infâncias e com a construção de políticas públicas que enfrentem, de forma estruturante, as violências e desigualdades que atravessam o cotidiano feminino”, ressaltou Alessandra Almeida.

Durante a plenária, a presidenta do CFP propôs uma moção de apoio ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e à Resolução nº 258/2024 — conhecida como “Criança Não é Mãe”. A moção foi aprovada e será publicada integralmente no relatório final da 5ª CNPM. O texto reafirma que a maternidade compulsória de meninas vítimas de violência sexual constitui tortura e que nenhuma criança pode ser invisibilizada ou obrigada a gestar.

“Rechaçamos toda iniciativa de ataque ou retrocesso que vise barrar a vigência dessa normativa. Criança não é mãe, e essa é uma responsabilidade ética e coletiva do Estado e da sociedade”, afirma o documento.

Na plenária final, a conselheira do CFP Marina Poniwas, vice-presidenta do CONANDA, assinou ao lado da ministra das Mulheres e da presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) uma Resolução conjunta sobre violência vicária — a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher.

“Estamos aqui para afirmar que essa Resolução é um marco de proteção à vida e à dignidade de crianças, adolescentes e de suas mães. Nenhuma criança deve ser usada como instrumento de vingança ou controle. Nenhuma mãe deve ser punida por proteger seus filhos e filhas”, pontuou Marina Poniwas.

Orientação profissional

Além de contribuir com propostas e moções, o Conselho Federal de Psicologia também distribuiu uma série de publicações às delegadas da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM). Entre elas, destacam-se as Referências Técnicas voltadas à atuação de psicólogas(os) junto a diversos grupos sociais, como povos quilombolas, população LGBTQIA+, povos indígenas, mulheres em situação de violência, pessoas idosas e povos tradicionais. Também foram entregues referências técnicas sobre a atuação profissional em Políticas Públicas de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, bem como nos Programas e Serviços de IST/HIV/aids.

Obras como os livros Psicologia Brasileira na Luta Antirracista (volume 1), I Germinário Mulheres, Psicologia e Enfrentamento às Violências, e a Nota Técnica nº 25 sobre a atuação profissional da Psicóloga com mulheres em situação de violências também compuseram a ação de mobilização.

Democracia e participação social

A atuação da Psicologia na 5ª CNPM teve como base a Conferência livre: saúde integral de todas as mulheres, pelo direito ao bem-viver, realizada em setembro pelo CFP em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS). O encontro credenciou mais de 230 participantes e debateu temas como saúde mental, saúde sexual e reprodutiva e assédio no trabalho. Ao final, foram eleitas três delegadas titulares e três delegadas  suplentes, bem como elaboradas propostas que foram incorporadas à etapa nacional.

Organizada pelo Ministério das Mulheres e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, com apoio da Fiocruz, a 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres reuniu mais de 3.800 mulheres credenciadas. Segundo a organização, desde abril, mais de 156 mil mulheres participaram das etapas preparatórias — municipais, regionais, estaduais, distrital e livres.

O encontro reafirmou o compromisso do Estado com a cidadania, a democracia participativa e a construção coletiva de políticas públicas para as mulheres. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou: “Somos mais de 110 milhões de mulheres no Brasil, e queremos protagonismo, liberdade, respeito e dignidade. Queremos estar livres de qualquer forma de violência. A 5ª CNPM é o espaço para reafirmar essa luta”.

As propostas aprovadas vão compor as diretrizes do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, fortalecendo o protagonismo feminino e o enfrentamento às violências e desigualdades.

Confira aqui a galeria de imagens.

Nota de Pesar – Maria da Conceição Diniz Pereira de Lyra

É com pesar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) recebeu a notícia do falecimento da psicóloga Maria da Conceição Diniz Pereira de Lyra, carinhosamente conhecida como Maninha. Renomada pesquisadora em Psicologia cultural e desenvolvimento humano, Lyra dedicou sua vida a promover o conhecimento e  inspirar alunos e colegas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

Maria da Conceição era psicóloga formada pela Universidade Católica de Pernambuco (1972). Obteve ao longo de sua carreira Mestrado em Psicologia no ano de 1975 (Cornell University) e doutorado em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (1988), além de concluir Pós-doutorado na North Carolina University e na Utah University – Visiting Scholar (pesquisadora sênior CNPq).

A pesquisadora criou, em 1989, o Laboratório de Comunicação e Linguagem na Primeira Infância (LabCom), na Universidade Federal de Pernambuco, voltado para estudos sobre processos/aspectos dinâmicos do desenvolvimento no início da vida e mantendo, sobre este tema, diversas interações. Desde então, merecem destaque as cooperações com Jaan Valsiner, Cynthia Lightfoot e Alan Fogel. 

A psicóloga desenvolveu também o modelo teórico e metodológico EEA,  que estuda a emergência e o desenvolvimento da comunicação mãe-bebê, considerando-a como um sistema dinâmico auto-organizado para descrever e compreender essa comunicação.

Desde 2011, Maria da Conceição ampliou os estudos do desenvolvimento inserido na cultura, o que transformou o LabCom da UFPE no Laboratório de Estudos do Desenvolvimento na Cultura: Comunicação e Práticas Sociais. 

A Professora Maninha deixou um importante legado para a Psicologia cultural, tendo contribuído tanto nacional quanto internacionalmente. 

À família, amigas, amigos e à comunidade acadêmica, o Conselho Federal de Psicologia expressa suas mais sinceras condolências.

Nota de Pesar – Daniela Bezerra Rodrigues 

É com profundo pesar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lamenta o falecimento da psicóloga Daniela Bezerra Rodrigues.

 Daniela foi conselheira-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP-RN – 17ª Região) no período de 2016 a 2019.

Também foi coordenadora estadual do Programa Fazendo Justiça do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU) no Rio Grande do Norte e Paraíba, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A ex-presidente do CRP-RN era graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999). Mestre em Psicologia no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFRN. Membro do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do RN (2017 a 2019). Membro do Grupo de Pesquisa Marxismo & Educação e do do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência da UFRN (OBIJUV).

Em sua trajetória, Daniela dedicou-se ao fazer da Psicologia em contextos de atendimento à vítima de violência e violação de direitos; Justiça Juvenil e sistema Prisional; metodologias participativas de diagnóstico comunitário; geração de renda em comunidades urbana e rural.

O CFP expressa suas condolências à família, colegas de trabalho e amigas(os), reafirmando o legado e as contribuições de Daniela Bezerra Rodrigues à Psicologia brasileira.

Nota de Pesar: Maritza Montero

É com pesar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) recebeu a notícia do falecimento da psicóloga venezuelana Maritza Montero, uma das mais notáveis referências da Psicologia na América Latina. Sua trajetória intelectual e humana deixa um legado imensurável para a Psicologia Social, Comunitária e Política, marcado por um compromisso ético e transformador com a justiça social e a libertação dos povos oprimidos.

Maritza Montero foi pioneira na construção de uma Psicologia genuinamente latino-americana, crítica e comprometida com a realidade de nossas comunidades. Sua obra, profundamente influenciada por autores como Paulo Freire, Ignacio Martín-Baró e Orlando Fals Borda, inspirou gerações de pesquisadoras e pesquisadores a “fazer para transformar”. A práxis psicopolítica e comunitária que desenvolveu rompeu com modelos dominantes, ao colocar o conhecimento a serviço da emancipação e da participação ativa das populações em seus processos de mudança.

Sua contribuição à sistematização teórica e metodológica da Psicologia Comunitária foi fundamental para a consolidação do campo em toda a América Latina e além. Maritza foi também uma voz crítica e ativa na Psicologia Política, destacando-se por propor uma psicologia voltada à denúncia da opressão, à construção de cidadania e ao fortalecimento da democracia.

Sua partida representa uma perda irreparável, mas seu legado seguirá vivo nas práticas, pesquisas e sonhos daqueles que lutam por uma Psicologia comprometida com a transformação social, com a equidade e com a dignidade humana.

À família, amigas, amigos e à comunidade acadêmica latino-americana, nossa solidariedade neste momento de luto.

CREPOP disponibiliza para consulta pública Referências Técnicas para atuação junto às pessoas idosas nas Políticas Públicas

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), inicia nesta segunda-feira (9) a consulta pública para que psicólogas e psicólogos de todo o país possam contribuir para a futura publicação que irá abordar a atuação da categoria junto às pessoas idosas no âmbito das políticas públicas.

Essa é uma das etapas que antecedem o lançamento de uma referência técnica para orientar profissionais da Psicologia em todo o território nacional e tem como  objetivo consultar psicólogas(os) de todo o país para aprimorar o documento, tornando o processo de elaboração mais democrático e participativo. 

Passo a passo da Consulta Pública

Para participar da consulta pública é preciso seguir as seguintes orientações:

Acesse aqui e confira a versão preliminar do texto destinado à consulta pública – acesse aqui o documento.

Em seguida, acesse o link do formulário aqui e faça suas contribuições, considerando cada eixo que organiza a Referência Técnica.

Atente-se ao prazo: a consulta pública ficará disponível até 13 de julho de 2025. Após o término desse período, as contribuições ao texto preliminar serão enviadas à comissão de especialistas, que trabalhará para a construção da versão final para publicação.

Para mais informações, acesse crepop.cfp.org.br. Participe! 

Sobre o Crepop

O Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) é uma iniciativa do Sistema Conselhos de Psicologia voltada à promoção da qualificação da atuação profissional de psicólogas e psicólogos que atuam nas diversas políticas públicas.

Além de um papel técnico, o CREPOP tem um importante papel ético e político. Ético no que tange à qualificação profissional, orientando um fazer alinhado com a garantia de direitos e a transformação de vidas. Político por se tratar de um espaço que demarca as contribuições da Psicologia para o campo das políticas públicas, voltadas para a transformação social.

Confira as Referências Técnicas já lançadas.