Nota de pesar – Sylvia Leser de Mello

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) lamenta o falecimento da filósofa Sylvia Leser de Mello, intelectual e docente que dedicou grande parte da sua vida e obra ao desenvolvimento da Psicologia Social.

Sylvia era professora do Departamento de Psicologia Social (PST) do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), promovendo a intersecção entre filosofia, literatura e a Psicologia. Entre suas linhas de estudo, estão a Interação Social, O Homem no Trabalho e Economia Solidária.

Sylvia Leser nasceu em São Paulo, em 8 de abril de 1935. Seu caminho acadêmico começou com o curso de Filosofia na USP, concluído em 1961. Mas foi na França que seus passos se cruzaram com o caminho da Psicologia Social, a partir de um estágio na então chamada École Pratique des Hautes Études (EPHE).

De volta ao Brasil, começou a lecionar na Universidade de São Paulo (USP). Em 1970, com a criação do Instituto de Psicologia, Sylvia passou a ministrar aulas. Em seus trabalhos, Sylvia Leser mesclou e criou a partir da relação entre a Psicologia e as diferentes áreas do saber, como a Literatura e a Filosofia.

Sylvia Leser possui diversos artigos e livros publicados, além de ter colaborado em muitos outros. Entre suas publicações na Psicologia Social, estão as que tratam da relação do trabalho com o homem. “O trabalho é central na vida dos homens. Essa atividade concentra grande parte da sua vida útil, ela define o lugar que ele ocupa na sociedade” afirma Sylvia.

Entre os livros que publicou, está o chamado “Trabalho e sobrevivência: mulheres no campo e na periferia de São Paulo”. De 1988, a obra trata da relação das mulheres com o trabalho. As relações familiares também são outro assunto constante em seus textos.

Na USP, a docente foi fundadora do Laboratório de Estudos da Família, Relações de Gênero e Sexualidade (LEFAM), em 1993; criadora da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), em 1998; e a fundadora do Núcleo de Economia Solidária (NESOL).

Em 2011, a Revista Ciência e Profissão, editada pelo Conselho Federal de Psicologia, publicou artigo em homenagem à Sylvia Leser. Em 2003, ela recebeu do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-06/SP) o título de reconhecimento pelo seu compromisso social com a Psicologia no Brasil.

Em sua trajetória pessoal e profissional, Sylvia Leser inspirou muitas pessoas com sua coragem, sensibilidade e sua incansável luta pelos Direitos Humanos e pelo desenvolvimento de uma Psicologia crítica e com comprometimento político e social.

Sylvia Leser de Mello, presente!

 

CFP toma posse em nova gestão do Conselho Nacional dos Direitos Humanos

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) deu posse às novas conselheiras e conselheiros eleitos para o biênio 2020-2022. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) segue com representação no colegiado, desta vez representado pelo ex-presidente do CFP, Rogério Giannini, como segundo suplente do CNDH. Desde 2014, esta é a quarta vez que o CFP tem representação no CNDH.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos é um órgão do estado brasileiro, desvinculado ao governo e com independência funcional. É um órgão colegiado de composição paritária entre poder público e sociedade civil que tem por finalidade a promoção e a defesa dos direitos humanos no Brasil através de ações preventivas, protetivas, reparadoras e sancionadoras das condutas e situações de ameaça ou violação desses direitos, previstos na Constituição Federal e em tratados e atos internacionais ratificados pelo Brasil.

Ao assumir assento no CNDH, o Conselho Federal de Psicologia cumpre sua função precípua de autarquia federal que deve servir de órgão consultivo em matéria de Psicologia.

Conselho Nacional dos Direitos Humanos

De acordo com o texto da Lei 12.986/14, o CNDH terá 22 membros. Destes, onze serão da sociedade civil – nove representantes eleitos, um da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos estados e da União. Outros onze serão representantes do Poder Público. Todas(os) as(os) conselheiras(os) terão mandato de dois anos. Saiba mais sobre o processo eleitoral

Acompanhe ao vivo a APAF virtual de dezembro de 2020

A Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia (Apaf) virtual acontece nesta sexta (11), dia todo, e sábado (12), pela manhã. Os dois dias da reunião serão transmitidos em tempo real, a partir das 9h, pelo site e redes sociais (Youtube e facebook) do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Realizada pelo menos duas vezes ao ano, a Assembleia do Sistema Conselhos é composta por conselheiros federais e regionais de Psicologia. O CFP tem até três delegados e o número de representantes regionais varia de um a três, dependendo do número de profissionais inscritos no CRP.

A Apaf foi criada durante o II Congresso Nacional da Psicologia (CNP), em 1996, como instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia. Entre suas atribuições, a Apaf toma decisões que influenciam as ações na gestão do Sistema Conselhos e também delibera acerca de ações estratégicas para a Psicologia e para a sociedade.

AO VIVO APAF – Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças – 11/12/2020 – Manhã

 

AO VIVO APAF – Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças – 11/12/2020 – Tarde

AO VIVO APAF – Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças – 12/12/2020 – Manhã

Saúde Mental da População Negra: um olhar para uma Psicologia Antirracista

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) promove, no dia 15 de dezembro, às 17h, a live sobre o tema “Saúde Mental da População Negra: um olhar para uma Psicologia Antirracista”, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do CFP.

É recorrente o estado de violência, injustiça e desigualdade provocadas pelo racismo e por seus distintos mecanismos. Sendo assim, o evento tem como objetivo mobilizar psicólogas e psicólogos para o enfrentamento ao racismo. Pretende-se, ainda, fomentar discussões sobre os efeitos e as consequências do racismo na saúde mental da população negra, com foco no fazer da Psicologia.

A atividade será mediada pela presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes (CRP 13/5496), e contará com a participação da psicóloga (CRP 02/10078) Maria Conceição Costa, da Coordenação Geral da Articulação Nacional de  Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras(es) (ANPSINEP) e do psicólogo (CRP-06/122044) Igo Ribeiro, também integrante da ANPSINEP.

A transmissão terá início às 17h e poderá ser acompanhada pelas redes sociais do CFP.

Conheça as(os) participantes:

Ana Sandra Fernandes
(CRP 13/5496)

Atual presidente do CFP, foi vice-presidente do Conselho na gestão 2016/2019. É
psicóloga clínica e professora do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ).

Maria Conceição Costa
(CRP-02/10078) 

Psicóloga integrante da ANPSINEP.  Doutoranda de psicologia clínica Unicap e pesquisadora da clínica antirracista e mestra em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Igo Ribeiro
(CRP-06/122044)

Psicólogo e mestre em Psicologia e Sociedade pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e integrante da ANPSINEP.

CFP pela Saúde Mental da População Negra

Em 2002, o CFP lançou a  Resolução 018/2002, que define que profissionais da Psicologia devem atuar segundo os princípios éticos da profissão contribuindo com seu conhecimento para refletir sobre o preconceito e para eliminar o racismo.  A resolução diz, ainda, que profissionais não devem utilizar instrumentos ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas, estereótipos ou discriminação racial. 

Em novembro de 2018, a campanha “Todo racismo é uma forma de violência”, foi lançada pelo CFP, com o intuito de dar voz às populações negra, cigana, quilombola e indígena. Veja as peças da campanha (banner, cartaz, adesivos e folder).

O CFP está no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), durante o biênio 2019/2020. O CNPIR é órgão colegiado, de caráter consultivo, com a missão de propor políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira vulnerabilizados pelo racismo e a discriminação.

Em junho de 2020, o CFP realizou um ato virtual para discutir o papel da Psicologia no enfrentamento ao racismo. A atividade compôs a programação da Marcha Virtual pela Vida, que discutiu a  importância da vida, da democracia, da ciência, do SUS, da solidariedade, do meio ambiente e do respeito à Constituição Federal para a defesa dos direitos humanos, sobretudo diante da pandemia da Covid-19.

Mais recentemente, em outubro deste ano, o CFP assinou o manifesto da ANPSINEP em defesa de uma Psicologia comprometida com a saúde mental da população negra. O manifesto destaca que as crises econômicas, sociais, políticas e democráticas atingem de maneira mais severa a população negra, agravando a desigualdade, o racismo estruturante e suas múltiplas formas de violência. Tudo isso tem impactos na saúde mental da população negra.

E, em breve, o CFP vai lançar uma edição especial da Revista Psicologia: Ciência e Profissão (PCP) sobre o tema “Relações Raciais e a Psicologia Brasileira”, que vai abordar o enfrentamento ao racismo, as políticas de combate ao racismo institucional e, em especial, sobre a interface das relações raciais nas práticas psicológicas e/ou nos processos de trabalho da Psicologia.

 

Nota de pesar: Vera Lúcia Colucci

É com profundo pesar que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) comunica à categoria o falecimento da psicóloga e ex-conselheira Vera Lúcia Colucci, nesta quarta-feira (2). Sua trajetória profissional é marcada pelo comprometimento e luta pela construção da história da Psicologia. É inegável a sua contribuição intelectual e militante para a Psicologia como Ciência e Profissão.

Psicóloga clínica e psicanalista, Vera Lúcia foi conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP) durante duas gestões: IV Plenário (1982-1985) e V Plenário (1985-1988). Também como conselheira, integrou o Conselho Regional de Psicologia da 6a. Região (CRP-6/SP), entre 1979 e 1985.

Vera Lúcia foi graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1972), com mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo- USP (1975). Era doutora em Lingüística, formada pelo Instituto de Estudos de Linguagem (IEL), na Universidade Estadual de Campinas- Unicamp (2009).

Guardaremos sempre na lembrança o sorriso meigo de Vera, assim como suas inquietudes e seu engajamento face à dor do outro, face ao social e ao político.

Vera Lúcia Colucci, presente!

Psicólogas e assistentes sociais nas Escolas já

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou, na terça-feira (20), de audiência promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir a regulamentação da Lei federal 13.935, de 2019. A norma já está em vigor e determina a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica.

Além do CFP, várias entidades civis participaram da audiência para garantir a regulamentação e a implementação da medida em municípios de Minas Gerais e nos demais municípios: o Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-04), a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e o Conselho Federal e o Regional (MG) de Serviço Social.

Mesmo a norma já estando em vigor há quase um ano, poucos estados e municípios fizeram a devida regulamentação e implementação da medida. A conselheira do CFP, Adinete Sousa da Costa Mezzalira, participou da audiência, em que defendeu essa mobilização política para pensar e construir coletivamente estratégias para a regulamentação da Lei. Além disso, a conselheira lembrou a importância da efetiva contratação de psicólogas(os) e assistentes sociais nas redes públicas de ensino por meio de concursos públicos.

“Estamos bastante esperançosas com o diálogo realizado na audiência pública com a participação do poder público, entidades, categorias e sociedade mineira”, afirmou a conselheira do CFP. Além disso, Adinete informou que a atividade servirá como subsídio técnico para o Poder Legislativo de Minas Gerais para garantir as providências necessárias ao cumprimento das disposições previstas na Lei 13.935.

Para o integrante do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-04/MG), Celso Francisco Tondin, que também participou da audiência, sobre o processo de regulamentação da Lei 13.935/2019, em Minas Gerais, o Conselho Regional tem investido esforços pela aprovação de leis municipais e estadual, além dos decretos. “Entendemos que estes dispositivos trazem maior garantia à implementação da lei federal, sendo a audiência pública realizada uma das estratégias nesse sentido”.

Segundo Tondin, a expectativa é que o orçamento de 2021 do estado mineiro inclua recursos para implementação da lei e que seja aprovada uma lei estadual coerente com a lei federal e voltada à realidade local.

Confira o vídeo da audiência, na íntegra:

Mobilização, luta e vitória

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), demais instituições que compõem o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia (FENPB) e o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) realizaram diversas atividades e mobilizações junto aos congressistas pela aprovação do PL. Foram inúmeras conversas e audiências com parlamentares, mobilização que garantiu a aprovação no Congresso Nacional e, depois, a derrubada do veto integral da Presidência da República ao PL nº 3.688/2000.

 

Veja todas as ações de mobilização sobre o tema

CFP debate emergências e desastres em Diálogo Digital no próximo dia 20

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vai promover, na quinta-feira (20), às 16h, o Diálogo Digital sobre o tema “Emergências e Desastres”. O evento vai reunir especialistas, gestoras(es) e comunidade sobre o tema e será transmitido ao vivo pelas redes sociais do CFP (facebookYoutube e Instagram). Participe mandando perguntas para comunica@cfp.org.br.

O debate on-line do próximo dia 20 terá a participação da psicóloga e conselheira do CFP, Marisa Helena Alves; a psicóloga doutora em Psicologia Social, Ângela Elizabeth Lapa Coêlho; a psicóloga integrante da Comissão de Psicologia de Emergências e Desastres e conselheira do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Cristiane Santos de Souza Nogueira; e a psicóloga certificada investigadora de acidentes aeronáuticos e de Fatores Humanos na Aviação, Maria da Conceição Correia Pereira.

Diante das situações cada vez mais recorrentes de calamidades públicas e de desastres no Brasil, como chuvas, secas, incêndios, rompimento de barragens, fluxos migratórios e outros, o CFP e os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) reforçam seu papel de orientar e promover estratégias de atuação que garantam acolhimento para pessoas afetadas por emergências e desastres, bem como orientam a categoria com protocolos de atuação nesses casos.

A Psicologia como ciência e profissão tem mantido, ampliado e aprofundado o compromisso com a temática relacionada às emergências e desastres e vem buscando espaços para contribuir nas políticas públicas de defesa civil, como assistência social, saúde, habitação e outras, ao mesmo tempo que alinha suas referências com a agenda mundial da redução de riscos de desastres nas ações humanitárias, construindo referências de atuação em emergências e desastres calcadas na experiência e no acúmulo teórico sobre o tema.

Desde 2005, o CFP vem atuando na temática Psicologia e Desastres. Recentemente, em 2018, foi formado um grupo de trabalho no CFP com o propósito de articular as ações da autarquia sobre riscos e desastres, ampliando as discussões sobre o tema e promovendo a participação dos CRPs, categoria e movimentos sociais. No mesmo ano, também foi iniciada a elaboração de Referência Técnica sobre atuação da Psicologia em Emergências e Desastres.

Saiba mais sobre as participantes desta edição do Diálogo Digital:

Marisa Helena Alves

Conselheira do CFP, é professora universitária em saúde pública e atuou na área de Saúde Mental em serviços de atenção e gestão. Atualmente, é a conselheira do Conselho Nacional de Saúde (CNS), representando o CFP, e tem assento na Comissão Intersetorial de Saúde Mental (CISM).

Ângela Elizabeth Lapa Coêlho

Foi coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) de 2011 a 2017. Tem experiência em diferentes áreas da Psicologia, como Psicologia Social e da Saúde; em aspectos psicossociais das emergências e dos desastres e desenvolvimento humano em situações de risco
social e individual.

Cristiane Santos de Souza Nogueira

Psicóloga, coordenadora de Saúde Mental de Itaúna, professora universitária, coordenadora da Comissão de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas e integrante da Comissão de Psicologia de Emergências e Desastres do Conselho Regional de Psicologia – Minas Gerais.

Maria da Conceição Correia Pereira

Psicóloga certificada investigadora de acidentes aeronáuticos e de Fatores Humanos na Aviação. É professora do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e da Professor da UNINASSAU – Recife (PE). Tem experiência em temas como aviação, segurança e proteção, gerenciamento de recursos de tripulação, gerenciamento de crises, psicologia das emergências e desastres.

Psicologia em defesa das pessoas com HIV/Aids

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e todos os Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) repudiam as declarações do presidente da República, feitas na manhã do dia 5 de fevereiro, ao dizer que pessoas com HIV/Aids são uma “despesa” para a sociedade. Tal afirmação, irresponsável e inaceitável, reforça o estigma e a discriminação a uma população que, no seu cotidiano, já enfrenta processos de exclusão que ferem a dignidade humana e produzem sofrimento psíquico.

Cabe lembrar que, no enfrentamento à epidemia da Aids, o Brasil, há mais de vinte anos, soube construir uma política de Estado que está acima de governos ou partidos políticos, alicerçada nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e na garantia dos Direitos Humanos, com reconhecimento e destaque internacional. Tal política deve seu êxito ao fato de ter sido elaborada com forte participação dos movimentos sociais, com muita luta contra o preconceito e o fundamentalismo que preferem o silenciamento e a ignorância no lugar do investimento em Saúde e da aposta na vida.

A extinção do departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde nos primeiros meses do atual governo, além de fomentar a invisibilidade da epidemia, veio desarticular a construção histórica de ações e políticas de saúde em torno ao HIV/Aids. A declaração do Presidente, lamentavelmente, soma-se a esse desmonte, desvelando uma política de governo sem embasamento científico, calcada em preconceitos. Denuncia, ainda, a falta de investimento em políticas públicas como a de educação sexual, voltadas à juventude, com foco na prevenção aliada a estratégias intersetoriais.

Como profissionais da Psicologia, é nossa missão promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuir para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, atuando com responsabilidade social e analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural. Manifestamos, assim, nossa repulsa pela abordagem desrespeitosa, preconceituosa e sem conteúdo crítico dispensada às pessoas que vivem com HIV/Aids por parte do governo brasileiro.

O CFP e os CRPs assumem o compromisso de ampliar as ações de orientação e fiscalização junto à categoria, como modo de enfrentamento a qualquer ato que reforce o estigma e a discriminação contra essa população, cujo maior sofrimento decorre, não da doença, mas do preconceito.

A Saúde é um direito de todas e todos e dever do Estado. Significa investimento na população do país que não pode ser tratada como “despesa”.

Respeito é o que cabe às brasileiras e aos brasileiros, sem distinção, a merecerem mais saúde e mais dignidade.

Conselho Federal de Psicologia
Conselho Regional de Psicologia 1ª Região – Distrito Federal
Conselho Regional de Psicologia 2ª Região – Pernambuco
Conselho Regional de Psicologia 3ª Região – Bahia
Conselho Regional de Psicologia 4ª Região – Minas Gerais
Conselho Regional de Psicologia 5ª Região – Rio de Janeiro
Conselho Regional de Psicologia 6ª Região – São Paulo
Conselho Regional de Psicologia 7ª Região – Rio Grande do Sul
Conselho Regional de Psicologia 8ª Região – Paraná
Conselho Regional de Psicologia 9ª Região –Goiás
Conselho Regional de Psicologia 10ª Região – Pará e Amapá
Conselho Regional de Psicologia 11ª Região – Ceará
Conselho Regional de Psicologia 12ª Região – Santa Catarina
Conselho Regional de Psicologia 13ª Região – Paraíba
Conselho Regional de Psicologia 14ª Região – Mato Grosso do Sul
Conselho Regional de Psicologia 15ª Região – Alagoas
Conselho Regional de Psicologia 16ª Região – Espírito Santo
Conselho Regional de Psicologia 17ª Região – Rio Grande do Norte
Conselho Regional de Psicologia 18ª Região – Mato Grosso
Conselho Regional de Psicologia 19ª Região – Sergipe
Conselho Regional de Psicologia 20ª Região – Amazonas e Roraima
Conselho Regional de Psicologia 21ª Região – Piauí
Conselho Regional de Psicologia 22ª Região – Maranhão
Conselho Regional de Psicologia 23ª Região – Tocantins
Conselho Regional de Psicologia 24ª Região – Rondônia e Acre

CFP participa de atividades em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans

Durante a semana que marca o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro) o Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou de atividades promovidas pelos Conselhos Regionais de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-05/RJ), do Paraná (CRP-08/PR) e do Distrito Federal (CRP-01/DF).

No dia 29, a conselheira federal Marisa Helena participou de atividade promovida pelo CRP-01 (DF), em que falou sobre a responsabilidade das(os) psicólogas(os), enquanto profissionais da área da saúde mental, de “afirmar e defender a legitimidade da existência de pessoas trans que, por sua identidade de gênero, foram relegadas a condições menores ao longo do tempo”. A conselheira lembrou a importância da Resolução CFP n°01/2018, resultado de intenso trabalho de pesquisa, estudo e diálogo, publicada por decisão unânime de todos os Conselhos Regionais de Psicologia.

A Resolução CFP nº 01/2018 orienta psicólogas e psicólogos a atuar, no exercício da profissão, de modo que as travestilidades e transexualidades não sejam consideradas patologias, e de forma a contribuir para a eliminação da transfobia.

No CRP-05 (RJ), a conselheira do CFP Dalcira Ferrão participou, no dia 29, da mesa de abertura do evento Memória Trans, em homenagem e memória ao psicólogo trans João Nery. Entre as(os) participantes da mesa estavam presentes, pelo CRP-05 (RJ), o presidente Pedro Paulo Bicalho e a conselheira Céu Cavalcanti. A título de reparação, durante a atividade, a esposa de João Nery recebeu a carteira profissional simbólica do psicólogo, que perdeu seu diploma profissional quando retificou seu nome e gênero na época da ditadura.

A conselheira Dalcira ressaltou a importância histórica e simbólica deste ato no Dia da Visibilidade Trans, de “apresentar qual o papel e as mudanças de nossa ciência e profissão, no que tange o cuidado das pessoas travestis e trans e reafirmar nosso compromisso com a despatologização destas identidades”.

Na sexta-feira (24), a conselheira do CFP Marina Poniwas participou do lançamento regional do livro “Tentativas de Aniquilamento das Subjetividades LGBTIs”, promovido pelo CRP-08 (PR), em sua sede. A conselheira apresentou como foi o processo de construção da publicação, já que ela era integrante da Comissão de Direitos Humanos à época da elaboração do livro. Publicada pelo CFP, a obra reúne depoimentos anônimos de pessoas ao redor do país, mostrando as violências perpetradas por familiares, profissionais e sociedade contra as diversidades de gêneros e sexualidades.

Para a conselheira, a publicação afirma uma postura de despatologização das identidades, expressões de gênero e orientação sexual e “reafirma o compromisso ético-político do CFP na defesa dos direitos humanos”.

 

 

CFP assina nota sobre educação a distância na área da Saúde

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem acompanhado e participado de ações em prol da formação qualificada na área da Saúde e é signatário de nota pública do Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde (FCFAS) contra a Portaria MEC 2117/2019, que aumenta de 20% para até 40% a carga horária por Ensino a Distância (EaD) permitida nos cursos presenciais na área da Saúde. O CFP e os demais conselhos de saúde solicitam a imediata revogação da referida portaria.

O CFP participa do FCFAS, representado pela conselheira Marisa Helena Alves, que compõe a Comissão de Educação do fórum e acompanhou a elaboração e assinatura da nota.

O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde é composto por 14 profissões da área da Saúde e foi criado para discutir e deliberar sobre assuntos de interesse das profissões da saúde no Brasil.

Em dezembro do ano passado, o CFP divulgou nota de repúdio ao aumento da oferta da carga horária na modalidade EaD, elaborada pela Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) do Sistema Conselhos de Psicologia, em consonância com a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP), o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB) e diversos conselhos profissionais da área da Saúde.

Confira a nota do Sistema Conselhos de Psicologia sobre o tema