Grupo de Trabalho discute a Atuação da Psicologia no Sistema Prisional

O Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF) “Atuação da Psicologia no Sistema Prisional” realizou encontro na última segunda-feira (26), em Brasília, para ampliar a discussão da atuação da Psicologia no campo da execução penal, analisando e propondo encaminhamentos relativos à prática da(o) psicóloga(o) no sistema prisional. Na reunião, também foi discutido a realização de um levantamento dos fazeresdessas(es) profissionais e contribuir para a atualização  das Referências Técnicas do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas, lançada em 2012.

Além das(os) participantes do GT, que são conselheiras(os) do Conselho Federal de Psicologia(CFP) e dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), o evento também contou com a participação de psicólogas(os) que trabalham no sistema prisional e também de pesquisadoras(es)  na área da Justiça e Sistema Prisional, convidadas(os) pelo CFP e Regionais para contarem experiências e projetos realizados nos estados com o objetivo de aproximar o Sistema Conselhos de Psicologia desse segmento da categoria, uma das demandas da APAF para esse GT.

Segundo a coordenadora do referido colegiado, a conselheira Márcia Badaró, do CFP, o encontro foi importante, principalmente diante da atual conjuntura política do país, de muitas  incertezas  no campo da política penitenciária,  que vem se delineando ser de maior  recrudescimento  nas ações repressoras, em detrimento de ações  garantidoras dos direitos previstos nas legislações nacionais e internacionais para as pessoas privadas de liberdade, o que certamente agravará ainda mais as já tão degradantes condições de encarceramento.

Badaró destacou ainda o objetivo maior como os relatos das(o) profissionais. “Eu acho que o objetivo maior do GT foi trazer pessoas que estão na ponta, no campo, para conhecer suas realidades de trabalho,  favorecendo assim  uma aproximação  com gente aqui  para que, juntos, busquemos estratégias de orientação, qualificação e fortalecimento das(os) psicólogas(os), porque não é fácil trabalhar lá dentro do sistema prisional, principalmente quando se tem profissionais contratados temporariamente por empresas terceirizadas, em média por dois anos, vulnerabilizando  e precarizando  as relações de trabalho. É importante, portanto, que os Conselhos Regionais sejam um espaço de discussão e de acolhimento das demandas dessas (es) psicólogas (os)”.

Nesse sentido, a conselheira do CFP abordou que nem todo Conselho Regional tem uma Comissão, um Núcleo ou um Grupo de Trabalho de psicólogas (os) que atuam no sistema prisional. Destaca que, em não havendo, que pelo menos essa pauta seja tratada nas Comissões de Direitos Humanos existentes em cada Regional.

Destaca ainda que a gestão do sistema prisional se difere entre os estados em razão de suas diferentes inserções na estrutura organizacional dos estados, o que, por sua vez, diferencia a origem das(os) psicólogas(os) que trabalham nas prisões, como, por exemplo, no Distrito Federal, onde as(os) psicólogas(os) que trabalham na assistência à saúde das pessoas presas são funcionárias(os) da Secretaria de Saúde que prestam serviço nas unidades prisionais. Já no Estado do Rio Grande do Norte, segundo relato do conselheiro do CRP-RN, sequer há psicólogas(os) no Sistema Prisional. “Você tem uma Lei de Execução Penal, que exige a presença de, no mínimo, um psicólogo para a realização do exame criminológico. Essa é uma realidade que preocupa, assim como também preocupa a realidade de uma população carcerária de 3.500 presos para cada uma (um) ou duas (dois)  psicólogas (os). Então estamos vivendo uma realidade de precarização total”, relata.

Crepop

Márcia Badaró destacou que, com as anulações de resoluções do CFP por parte da Justiça, o GT agora tem pensado nos parâmetros que irão nortear o trabalho das (os) psicólogas (os) no Sistema Prisional. Nesse sentido, “além dessas conversas que estamos fazendo com as (os) profissionais da Psicologia no Sistema Prisional, também estamos revisando as referências técnicas do Crepop, pois a publicação foi lançada em 2012, e, de lá para cá, houve novas  normativas nacionais, como por exemplo a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (Portaria Interministerial Nº210/2014); a Lei Nº 13.434/2017 que veda o uso de algemas em mulheres grávidas; as Regras de Bangkok, de 2010 e a Resolução Conjunta do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação – CNCD/LGBT , de 2014, que estabelece os parâmetros de acolhimento de LGBT em privação de liberdade no Brasil, dentre outros. Essas normativas precisam estar contempladas das Referências Técnicas para subsidiar o trabalho das(os) psicólogas(os) no sistema prisional e nos demais órgãos da execução penal.

Pesquisa

Em junho passado, o GT da APAF “Atuação da Psicologia no Sistema Prisional” lançou um questionário dirigido a profissionais da Psicologia que atuam na execução penal nos poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, em suas esferas federal e estadual. O documento, que atualmente encontra-se na análise qualitativa dos dados, servirá com subsídio para atualização das referências técnicas do Crepop.

Badaró destacou que, com esses dados analisados, a ideia é realizar um debate no 1ª semestre de 2019 sobre a prática da(o) psicóloga(o) no sistema prisional e demais órgãos da execução penal,  visando a atender a uma das tarefas estabelecidas pela APAF  para o GT.

Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas no PA

O Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP/PA-AM, 10ª Região) realizará, de 3 a 5 de dezembro, no Auditório Básico Setorial II da Universidade Federal do Pará (UFPA), o III Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas da Região Norte. O evento conta com o apoio e a participação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estará representado pela conselheira Jureuda Guerra.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email estagio.cotec@crp10.org.br com direito a emissão de certificado.

O objetivo do encontro é servir de espaço de interlocução horizontal entre profissionais da Psicologia e Povos Indígenas. Mas o evento também se propõe a dialogar com profissionais e não-indígenas que possam auxiliar nesse processo de troca de experiências, articulação e construção de saberes sobre Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas na Amazônia.

No encontro, estão previstas atividades como minicursos temáticos e oficinas, rodas de conversa, mesas redondas e programações culturais. Para mais informações acesse: http://www.crp10.org.br/noticia/crp_10_realiza_iii_encontro_de_psicologia_direitos_humanos_e_povos_indigenas_da_regiao_norte  

Serviço

III Encontro de Psicologia, Direitos Humanos e Povos Indígenas da Região Norte

Data: 3 a 5 de dezembro de 2018

Local: Auditório Básico Setorial II Universidade Federal do Pará (UFPA)

Relatório do Encontro dos 30 anos da Carta de Bauru é lançado

A comissão organizadora do “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”, lançou, nesta terça-feira (20), o relatório final das discussões e propostas apresentadas no evento, realizado em dezembro de 2017. A solenidade ocorreu durante o 1º Seminário de Saúde Mental organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), no Hotel Carlton, em Brasília. O seminário é preparatório para a para a 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8), que será de 4 a 7 de agosto de 2019.

Encontro de Bauru: “30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios” foi realizado nos dias 8 e 9 de dezembro de 2017 e reuniu mais de 2 mil pessoas, na Universidade Sagrado Coração, na cidade de Bauru (SP). Em dezembro de 1987, trabalhadores da saúde mental reunidos em Bauru escreveram o manifesto que marca o início da luta antimanicomial no Brasil e representa um marco no combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave. Com o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, o congresso discutiu as formas de cuidado com os que apresentam sofrimento mental grave e representou um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial, inaugurando nova trajetória da Reforma Psiquiátrica brasileira.

O relatório de 81 páginas é dividido em 11 tópicos, entre os quais a apresentação do documento, a lista das 37 entidades participantes, homenagem aos militantes da luta antimanicomial, programações culturais desenvolvidas durante o evento, bem como a plenária final com as proposições aprovadas.

Na apresentação, o documento destaca que o “relatório expressa o enorme esforço, empreendido pelo coletivo responsável por sua produção, de refletir e registrar a riqueza desse Encontro. Das imagens, que pretendem traduzir a potência dos muitos momentos e reencontros vividos em Bauru, ao registro das discussões realizadas e das deliberações políticas construídas na ocasião, encontram-se, na tradução sob a forma de Relatório, elementos que, ao final, podem aparecer como fragmentos diante da intensidade das relações, afetos e experiências que constituíram o Encontro de Bauru em dezembro de 2017”.

Para a integrante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), eleita recentemente como representante da autarquia no Conselho Nacional de Saúde (CNS), conselheira Marisa Helena Alves, a apresentação do relatório no 1º Seminário de Súade Mental é importante diante dos sucessivos ataques e desmontes que a política de saúde mental vem sofrendo nos últimos anos. Segundo ela, o objetivo da apresentação do referido documento no seminário é levar propostas para a 16ª Conferência Nacional de Saúde. “Então, essa junção do Relatório de Bauru com essa proposição do Seminário vem enriquecer as contribuições que nós podemos levar para a Conferência, e, ainda mais, vem consolidar a saúde mental neste momento em que ela se encontra fragilizada pelos ataques que vêm ocorrendo pela política do governo atual”, reforçou.

Apresentação do relatório

A apresentação do relatório foi feita por integrantes da Comissão Sistematizadora de Propostas, criada durante o Encontro de Bauru em 2017. A psicóloga e militante da Luta Antimanicomial, Marta Elizabeth de Souza, fez um relato da organização do encontro e agradeceu ao coletivo composto por 37 entidades, entre elas o CFP. “Agradecer ao Conselho Federal de Psicologia, na figura do presidente Rogério Giannini, pelas contribuições dadas tanto no Encontro de Bauru quanto no relatório”, ressaltou.

O conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP, 6ª Região), Rodrigo Pressoto, destacou que o relatório é um marco, diante dos sucessivos retrocessos que a política de saúde mental vem sofrendo nos últimos anos. Pressoto disse que o trabalho para a sistematização do referido documento foi bem detalhado e agradeceu o CNS pela oportunidade em apresentá-lo.

Adilson Lopes, representante do Fórum Paulista da Luta Antimanicomial, reforçou os agradecimentos a todas as entidades, em especial as entidades da Psicologia, que, segundo ele, são as mais engajadas na defesa dos direitos humanos e na reforma psiquiátrica na luta antimanicomial.

Ana Paula Guljor, professora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Owaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que esse relatório é um registro para ficar na história da luta antimanicomial diante da construção de um documento com entidades com pautas das mais diversas, mas em comum a luta antimanicomial.

Mário Alexandre Moro, militante da Luta Antimanicomial, abordou a dificuldade tanto para a realização do encontro de Bauru quanto do relatório final. Mário destacou o crescente número de usuários, nos últimos anos, que vêm acompanhando de forma ativa e participando das discussões das políticas de saúde mental no Brasil e os desafios para manutenção dessas conquistas. “Temos que reforçar essa luta para manter o que conseguimos, pois não será fácil, diante dos retrocessos que estão por vir”.

1º Seminário de Saúde Mental

O 1º Seminário de Saúde Mental, organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), aconteceu nos dias 19 e 20 de novembro em Brasília, no Hotel Carlton. O objetivo do encontro foi reforçar a participação social diante da Política Nacional de Saúde Mental. O encontro contou com a presença de 150 ativistas do controle social brasileiro, que foram selecionados mediante convocatória pública.

Confira a íntegra do relatório do Encontro de Bauru: “30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”.

Saiba mais sobre o Encontro de Bauru: “30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”:

Aos 30 anos, Carta de Bauru vira tema de entrevista na TVT

Encontro de 30 anos da luta antimanicomial reúne 1,8 mil participantes em Bauru

Rodas de conversa em Bauru: do cuidado em liberdade à geração de trabalho renda

Nova Carta de Bauru inclui temas da juventude e da infância

CFP recebe prêmio de direitos humanos sobre diversidade sexual e de gênero

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi vencedor do “Prêmio Direitos Humanos 2018” na categoria “Diversidade sexual e de gênero (LGBTI)”, por conta das Resoluções 01/99 e 01/2018, reconhecidas como importantes instrumentos de promoção e garantia dos Direitos Humanos da população LGBTI. A cerimônia de premiação ocorrerá em Brasília (DF), no dia 21 de novembro, às 10h, na sede do Ministério dos Direitos Humanos.

O Prêmio Direitos Humanos é uma honraria concedida, desde 1995, pelo Governo Federal a pessoas e organizações cujos trabalhos em prol dos direitos humanos sejam merecedores do reconhecimento e destaque por toda a sociedade. No ano de 2018, a concessão desta honraria coincide com o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada em 10 de dezembro de 1948, que estabeleceu, pela primeira vez, os direitos e liberdades fundamentais inerentes a todas as pessoas.

O CFP será representado pelo presidente Rogerio Giannini, vice-presidente Ana Sandra Fernandes Arcoverde Nóbrega, conselheiro Pedro Paulo Bicalho, conselheiro do CFP e do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Paulo Roberto Maldos, além da coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do CFP, Ana Luiza de Castro.

Acompanhe ao vivo na página do Facebook do CFP https://www.facebook.com/conselhofederaldepsicologia/

Audiência Pública discute jornada de 30 horas para a Psicologia

Qualificar o trabalho da(o) psicóloga(o) para a sociedade, bem como gerar mais qualidade de vida. Esse foi o discurso dos presentes na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, que discutiu o PLS 511/2017, que trata da jornada de trabalho de 30 horas para psicólogas(os), nesta segunda-feira (12), em Brasília.

A audiência, presidida pelo senador Hélio José (PROS/DF), contou com as participações do presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério Giannini, da presidente do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi/SP), Fernanda Magano, e do secretário de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), Walkes Jacques Vargas.

No dia 15 de outubro, representantes do CFP e da Fenapsi participaram, em Brasília, de reunião com o senador Paulo Paim para tratar da jornada semanal de trabalho de psicólogas e psicólogos. Paim é relator do PLS 511/2017 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tramita a matéria.

Qualidade no atendimento

Durante a audiência, o senador Hélio José se posicionou favorável à aprovação do Projeto de Lei, abordando que a proposta visa não apenas proteger, mas qualificar o trabalho da(o) profissional da Psicologia. Hélio, na condição de servidor público de carreira, destacou que as 30 horas visa conjugar trabalho e qualificação profissional. “Com o crescimento das doenças mentais, o trabalho da psicóloga se torna ainda mais importante, por isso, precisamos dar também uma qualidade de vida e trabalho para essa profissional”, ressalta.

O presidente do CFP fez um resgate histórico da luta em torno das 30 horas, citando que essa é uma reivindicação da categoria desde os anos 1990. Rogério Giannini destacou a tramitação do PL 3338/2008, que institui 30 horas semanais para psicólogos(as) sem redução salarial, mas que foi vetado.

Para Giannini, a matéria não visa dar privilégios para as(os) psicólogas, mas sim pensar na melhoria da qualidade dos atendimentos dessas(es) profissionais para a sociedade. “A ideia das 30 horas é uma proteção para o trabalho da psicóloga e uma proteção aos serviços para a sociedade brasileira. Estamos propondo, em última análise, visando a qualidade do trabalho para a sociedade brasileira”, reforça.

Fernanda Magano, presidente do SinPsi/SP, abordou o apoio da Psicologia com outras profissões da saúde no trabalho multiprofissional. Magano citou que várias profissões da saúde como Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Serviço Social já têm jornadas de trabalho de 30 horas. A sindicalista ainda fez uma relação dos trabalhos das(os) psicólogas(os) com as(os) assistentes sociais.

Fernanda Magano apontou as vantagens da jornada de 30 horas, como melhor qualidade de atendimento, maior tempo para busca por melhor formação tanto no serviço público quanto na iniciativa privada, reorganização dos ambientes de trabalho.

Em consonância aos discursos de Giannini e Magano, Walkes Jacques reiterou que a proposta de 30 horas não é apenas para beneficiar as(os) psicólogas(os), mas para melhorar os serviços públicos e privados e atendimento às pessoas. “Não é proposta corporativa, mas para melhorar a qualidade no atendimento nos serviços públicos e privados/empresariais em que a nossa categoria, que atua principalmente no atendimento ao sofrimento, e, um profissional que trabalha 40 horas nesse tipo de atendimento, com certeza também passará por esse sofrimento, por isso usamos um mote que as 30 horas servem para a saúde de quem cuida da saúde das pessoas ”, reforça. 

Experiências nos CRPs

Representantes dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs), presentes na audiência pública em Brasília, destacaram experiências de vida e de trabalho sobre as 30 horas para psicólogas(os).

O presidente do Conselho Regional de Psicologia do Piauí (CRP-PI, 21ª Região), Eduardo Moita, destacou a articulação do órgão com deputadas(os) federais e senadoras(es) do seu estado para discussão e aprovação de projetos de interesse da categoria. Moita destacou, ainda, que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que a questão das 30 horas é assunto de competência dos conselhos de profissão.

Semiramis Amorim, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR, 8ª Região), relatou sua experiência como psicóloga da Prefeitura de Lapa/PR, cuja jornada de trabalho já é de 30 horas semanais. Ela destacou que a articulação daquele Regional com o Sindicatos de Psicólogos do Paraná (Sindypsi/PR) e prefeituras municipais já tem gerado resultados. “Atualmente, em 74 municípios do Paraná, profissionais da Psicologia já atendem 30 horas semanais”, destacou.

Tramitação

Atualmente, há dois projetos que versam sobre 30 horas para psicólogas(os) que estão tramitando no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, um mais antigo, PL 769/2015. O projeto é de autoria do deputado federal Felipe Bournier (PSD/RJ), já teve parecer aprovado pela deputada Laura Carneiro (PMDB/RJ) na Comissão de Seguridade Social e da Família e aguarda deliberação daquele colegiado.

No Senado Federal, desde dezembro de 2017, tramita o PLS 511/2017, que se encontra na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), cujo relator da matéria é o senador Paulo Paim (PT/RS).

 

Psicologia do Esporte em pauta

Atualizar as referências utilizadas para a elaboração das provas para concessão de título de especialista em Psicologia do Esporte foi tema de reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia das Políticas da Administração e das Finanças (APAF) de Psicologia do Esporte, que também tratou dos informes e orientações sobre a tramitação do PL 7683/2017. A reunião do GT ocorreu em Fortaleza, aproveitando o II Encontro Norte e Nordeste de Psicologia do Esporte, na Universidade de Fortaleza (Unifor), realizado de 31 de outubro a 1º de novembro.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi representado pela conselheira Beth Lacerda. Além dela, participaram os seguintes conselheiros regionais: Cristianne Carvalho (CRP 22, Maranhão), Giane S.S. Souza (CRP 10, Pará e Amapá), Fabricio Antonio Raupp (CRP 12, Santa Catarina), Murilo Calafange (CRP 02, Pernambuco), Tassia Ramos (CRP 11, Ceará), Yghor Gomes (CRP 04, Minas Gerais).

 

Atualização

Segundo a conselheira Beth Lacerda, o grupo discutiu a necessidade de atualização das referências utilizadas para a elaboração das provas para concessão de título de especialista em Psicologia do Esporte. “Todos os integrantes do GT ficaram responsáveis por fazer um levantamento e após consolidação e análise dos dados, apresentar sugestão daquelas que deverão ser adotados nos próximos concursos”, ressaltou.

Sobre este ponto, Lacerda destacou que foi reafirmada a importância de aproximar ainda mais as instituições, organizações e associações afins, para que possam, juntos, ampliar a visão das áreas de atuação da(o) psicóloga(o) do Esporte, que já demonstra resultados efetivos em áreas como: psicodiagnóstico esportivo; diferentes programas de intervenção junto a atletas de qualquer modalidade esportiva, equipes esportivas e comissões técnicas; acompanhamento de indivíduos e grupos que praticam atividade física; participação em projetos sociais que utilizam esporte e atividade física em suas intervenções.

O GT também fez um levantamento de informações sobre a tramitação do PL 7683/2017, que trata da garantia de assistência psicológica continuada aos atletas profissionais, bem como sobre a apresentação das ações realizadas pelo CFP, junto ao relator da matéria, a fim de defender, argumentar e reafirmar o posicionamento da Psicologia – Ciência e Profissão.

Audiência pública discute 30 horas para a Psicologia

A Jornada de Trabalho dos Profissionais de Psicologia será tema de audiência pública no próximo dia 12, às 9h, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, em Brasília. O evento é resultado de articulação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e demais entidades da Psicologia para discussão do PLS 511/2017, que trata da jornada de trabalho de 30 horas para psicólogas(os).

Para a audiência, pela Psicologia, participarão o presidente e a vice-presidente do CFP, Rogério Giannini e Ana Sandra Fernandes; a presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo (Sinpsi/SP), Fernanda Magano; e o secretário de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), Walkes Jacques Vargas.

No dia 15 de outubro, representantes do CFP e da Fenapsi participaram, em Brasília, de reunião com o senador Paulo Paim para tratar da jornada semanal de trabalho de profissionais da Psicologia. Paim é relator do PLS 511/2017 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tramita a matéria. 

Acompanhe

A participação na Audiência Pública pode ser presencial ou pela internet. A audiência será interativa e estará disponível para participação do público, dois dias antes do evento. O CFP convoca a categoria para defender a proposição e enviar suas perguntas para: https://www12.senado.leg.br/ecidadania. Já a transmissão ao vivo será pelo Canal da TV Senado no Youtube. 

Serviço

Audiência Pública: A jornada de trabalho dos profissionais de Psicologia

Data: 12 de novembro de 2018

Horário: a partir das 9h

Local: Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, Plenário Nº 6, Ala Senador Nilo Coelho, Brasília-DF. Evento será transmitido ao vivo pela TV Senado e pelo Canal da TV Senado no Youtube.

CFP debate Psicologia Organizacional e do Trabalho

Integrantes das comissões de Psicologia Organizacional e do Trabalho do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e de 19 Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) se reuniram no dia 25 de outubro, em Brasília, para discutir, em conjunto com especialistas, temas relacionados ao campo da Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), às transformações do mundo do trabalho, bem como aproximar essas Comissões para debater as demandas da área, tendo como referência as deliberações do último Congresso Nacional de Psicologia (CNP), realizado em 2016.

A representante do CFP na reunião, conselheira Elizabeth Lacerda Barbosa, avaliou o encontro como produtivo e essencial para que as ações cabíveis sejam efetivadas, respeitando as deliberações do 9º CNP, da Apaf e, sempre que necessário, as demandas regionais. Destacou também o envolvimento e comprometimento dos CRPs presentes, frente às novas questões que envolvem o binômio Ser Humano e Trabalho.

“Eu acho que foi um marco importante para as atividades da POT dentro do Sistema Conselhos de Psicologia. Vemos com satisfação um aumento do número de pessoas para cuidar desta pauta dentro do Sistema, e isso é muito oportuno, pois problemas relacionados à saúde mental dos trabalhadores têm crescido em progressão geométrica e o nexo causal nem sempre é identificado”, reforça.

Na primeira parte do evento, foi realizada uma análise reflexiva da conjuntura atual, das transformações do mundo do trabalho e seus impactos na área.  As inquestionáveis mudanças neste campo de atuação, propiciaram um “status” diferenciado à POT no mundo corporativo, contudo, ainda longe do lugar que poderia ocupar, se as dimensões invisíveis na relação entre a(o) trabalhadora(o) e a atividade laboral recebessem a atenção devida.

À tarde, foi discutida a importância da união dos CRPs e da necessidade de interlocução com instituições afins para estudar e debater estratégias que influenciam na maior humanização das condições de trabalho, na melhoria dos estilos de gestão e, principalmente, na compreensão mais ampla e genérica das relações entre o trabalho e a saúde/doença das(os) trabalhadoras(es).

O CFP apresentou, também, as ações desenvolvidas em defesa da Psicologia, referentes ao Projeto de Lei do Senado de número 439/2015, que dispõe sobre o exercício de atividades nos campos da Administração, bem como os trabalhos desenvolvidos pelo GT da Apaf, que dizem respeito ao Coaching.

CFP divulga vencedores do Prêmio Profissional: Avaliação Psicológica

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou nesta segunda-feira o resultado do Prêmio Profissional: Avaliação Psicológica direcionada a Pessoas com Deficiência. O documento encontra-se no Diário Oficial da União (DOU) de 1º de novembro de 2018 e no site do CFP.

O prêmio teve como objetivo estimular profissionais de Psicologia a elaborar produções científicas que versem sobre o tema, de modo que gerem reflexões teóricas sobre modelos e práticas em consonância com o século XXI.

A iniciativa faz parte das ações comemorativas dos 15 Anos do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi). Destaca-se que o interesse do CFP é conhecer e difundir a práxis de psicólogas e psicólogos para inclusão de diferentes populações nas atividades relacionadas à avaliação psicológica, de modo a levar a categoria a pensar e a agregar novas formas de ação inclusiva na sua prática profissional.

A premiação foi dividida em duas categorias: Categoria Profissional/ Trabalho Individual e Categoria Profissional/ Trabalho em equipe (no máximo quatro autores). Os prêmios são de R$ 1.000.00 a R$ 3.000,00 e ampla divulgação no site e nas redes sociais do CFP. A premiação será realizada no V Congresso Brasileiro de Psicologia (CBP), em São Paulo, de 14 a 18 de novembro, com transmissão ao vivo do site do CFP.

Confira as(os) vencedoras(e)s:

Categoria Profissional/ Trabalho Individual: Relato de experiência de ensino de avaliação psicológica para estudantes com deficiência visual – Ingrid Luiza Neto – 1o. lugar.

Categoria Profissional/ Trabalho Individual: Avaliação psicológica de crianças com lesão cerebral: contribuições de uma prática ecológica em psicologia hospitalar – Carolina Alves Rezende Alcântara – 2o. lugar.

Categoria Profissional/ Trabalho Individual: Avaliação psicológica de pessoas com deficiência: reflexões para práticas inclusivas – Leonardo de Oliveira Barros – 3o. lugar.

Categoria Profissional/ Trabalho Individual: Avaliação psicológica e deficiência: desafio na formação e prática profissional do psicólogo no século XXI – Tatiana de Cássia Nakano – Menção Honrosa.

Categoria Profissional/ Trabalho Individual: Desenvolvimento de itens para testagem adaptativa sob a perspectiva da Testagem Universal – Cassandra Melo Oliveira – Menção Honrosa.

Categoria Profissional / Trabalho em equipe: Formação em Psicologia: reflexões a partir do ensino de avaliação psicológica às pessoas com deficiências –Tatiane Oliveira Zanfelici e Raquel Pondian Tizzei – 1o. lugar.

Categoria Profissional / Trabalho em equipe: Avaliação, inclusão e promoção de autonomia – Ísis Teixeira Faria e Mônica da Silva Mollins – 2o. lugar.

Categoria Profissional / Trabalho em equipe: Estimulação cognitiva na Paralisia Cerebral como estratégia de inclusão à luz da teoria de Piaget: experiência de um Centro de reabilitação em Teresina- PI – Maria Andréia Bezerra Marques, Ana Carolina Pinto Soares e Marta Maria Brito Soares – 3o. lugar.

O 10º CNP vem aí!

Já está no ar o site do 10º Congresso Nacional de Psicologia (CNP). O encontro ocorrerá de 30 de maio a 2 de junho de 2019, em Brasília-DF, com o tema “O (im)pertinente compromisso social da Psicologia na resistência ao Estado de exceção e nas redes de relações políticas, econômicas, sociais e culturais”.

O CNP é a instância máxima de deliberação do Sistema Conselhos de Psicologia. No congresso, são definidas as diretrizes que devem nortear as próximas gestões do CFP e dos CRPs para os próximos três anos. Desta forma, é um amplo processo de debates, que se inicia bem perto de cada psicóloga(o), nos Conselhos Regionais, Subsedes ou Seções, com os Eventos Preparatórios, Pré-Congressos (Pré-Coreps) e Congressos Regionais (Coreps).

Para participar, psicólogas e psicólogos interessados devem buscar informações com seus Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs). Toda(o) psicóloga(o) inscrita(o) e adimplente pode ser delegada(o).

Nos site do CNP, constam informações como: Temas e Eixos, Como Fazer as Propostas, Cronograma (Pré-Coreps, Coreps e CNP), Regulamento.

Para mais informações, acesse o site do 10º CNP: https://10cnp.cfp.org.br/