Retratos da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social

Representantes da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (Conpas) e dos Conselhos Regionais de Psicologia se encontraram, dias 11 e 12 de maio, em Brasília, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), para fazer um balanço da Campanha de Combate ao Preconceito contra Usuárias e Usuários do Sistema Único de Assistência Social (Suas) nos estados e também monitorar as atividades planejadas para 2018. Na reunião, que contou com  representantes de 20 Conselhos Regionais de Psicologia e teve como propósito estreitar o diálogo com os regionais, iniciou-se, ainda, o planejamento da Mostra de Práticas de Psicologia no Suas, prevista para 2019.

 

 

 

 

Contra a inclusão do Sistema Socioeducativo no Susp

16 de maio. Este é o novo prazo para que os defensores da socioeducação e das políticas destinadas à infância e à juventude pressionem os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Na data, os senadores voltam a discutir o PLC 19/2018, que disciplina a organização e o funcionamento dos órgãos de segurança pública, cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) e institui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) considera a inclusão do Sistema Socioeducativo no Susp uma ameaça à consolidação do campo socioeducativo e das políticas destinadas à infância e à juventude. Qualquer medida legislativa que busque retirar a gestão do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo da pauta de direitos humanos da criança e do adolescente e sua vinculação direta com o Susp deve ser combatida.

Outras entidades, como a Comissão Permanente da Infância e da Juventude do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH), o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) também condenaram a inclusão do Sistema Socioeducativo no PLC 19/2018.

O GNDH, vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados, do Distrito Federal e Territórios e da União (CNPG), declarou em nota ser lamentável que estejam tentando com a proposição “travestir uma política essencialmente de direitos humanos em política de segurança pública”.

Também em nota, o Conanda reforçou a necessidade de diferenciar o atendimento ao adolescente que pratica ato infracional dos adultos que cometem infrações penais. Marcos normativos internacionais e nacionais propõem que ao adolescente ou jovem em cumprimento de medida socioeducativa, sejam aplicadas medidas de responsabilização, “mas também propõe a oferta de uma proposta de atendimento pedagógica socioeducativa adequada à condição de pessoa em desenvolvimento”.

A declaração do FNDCA tem o mesmo tom. A entidade declarou acreditar em um Sistema de Garantia de Direitos no qual o processo de responsabilização do adolescente possa adquirir um caráter educativo, “com o objetivo de reinstituir direitos, interrompendo a trajetória infracional e promovendo [sua] inserção social, educacional, cultural e profissional“.

Assim como o CFP, o GNDH, o Conanda e o FNDCA, várias entidades são contrárias ao PLC 19/2018. Leia a nota pública coletiva sobre o PLC 19/2018 assinada por 13 delas. Pressione o seu senador. Ligue ou escreva para ele. Acesse a lista de senadores da CCJ.

Diretriz Curricular da Psicologia construída coletivamente

O Encontro Nacional do Ano da Formação em Psicologia, ocorrido nesse sábado (5), reuniu formadoras e formadores, psicólogas e psicólogos, trabalhadoras e trabalhadores e estudantes da Psicologia para discutir as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Psicologia. A etapa nacional ocorreu após 118 reuniões preparatórias e cinco encontros regionais.

Trinta e três propostas foram aprovadas. A partir delas, vai ser redigida uma minuta que será submetida à consulta nacional, por meio dos canais das entidades nacionais coordenadoras do processo de discussão – o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep) e a Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi).

O Presidente do CFP, Rogério Giannini, chamou a atenção para a profunda crise das instituições no Brasil e destacou a importância da psicologia na defesa da democracia “sem democracia não há politicas públicas”, concluiu.

A representante da Abep, a professora Ângela Soligo, afirmou estarmos vivendo ataques à educação em todos os níveis, inclusive à superior. “É nossa tarefa e dever resistir e fazer o contraponto.” Para ela, no caso da formação em Psicologia, é dever da categoria dizer qual a Psicologia que eles querem construir. “Cabe a nós defendermos uma formação de qualidade, eticamente orientada, comprometida com a realidade social, com os direitos humanos e com a diferença, nas suas múltiplas possibilidades.”

Além disso, Soligo reforçou a ideia de que é muito importante entender que o processo de revisão das diretrizes é uma proposta de avanço e aperfeiçoamento do que já existe. “Nós produzimos avanços nas diretrizes de 2004 e de 2011. Então, esse é um movimento de construção e isso precisa ser entendido e valorizado”.

Já Fernanda Magano, da Fenapsi, lembrou que todo o esforço de aprimoramento das diretrizes foi feito sob a orientação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), de rever as diretrizes curriculares de todos os cursos da Saúde regulamentadas – são 14 profissões, conforme resolução do CNS, de 1998. Também salientou a importância de cada um dos atores presentes no aperfeiçoamento do debate das políticas públicas, nos avanços do campo de inserção dos psicólogos e na perspectiva da formação. “Foi um grande desafio cumprir as tarefas desse ano da formação num prazo tão pequeno.”

Dinâmica – Dispostos em sete grupos de trabalho, os participantes da etapa nacional discutiram os temas “perfil do egresso”, “licenciatura”, “concepção geral da formação”, “estágios”, “pesquisa”, “extensão”, “metodologia de ensino e sistema de avaliação”. Agora, a comissão organizadora do Ano da Formação vai elaborar uma minuta técnica com todas as propostas aprovadas no encontro nacional. A minuta seguirá para consulta pública e, depois, será apresentada no CNE.

CNDH manifesta preocupação com intolerância na política

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) publicou, no início de abril, nota de repúdio às ameaças ao estado democrático de direito. No documento, revelou “extrema preocupação com o atual contexto de judicialização da política no Brasil” e fez referência à crescente onda de violência contra os protagonistas que estão na defesa dos direitos sociais (leia a nota).

“Todos esses elementos, como ódio e intolerância, aumentam a preocupação em relação às eleições e as perspectivas dos rumos do país”, explica o conselheiro e integrante da Comissão dos Direitos Humanos, Paulo Maldos. “As ocorrências de agressões e violência geradas por segmentos que exigem privilégios e propagam o ódio, o racismo e a intolerância intensificam o clima de radicalização social.”

Para Maldos, há um acirramento da violência, com aumento no número de assassinatos no campo, de sem-terras, indígenas e quilombolas. Nas cidades, o genocídio é contra jovens negros. “Esse clima de ódio e intolerância crescentes são como uma autorização à violência física e ao anonimato”.

Para o conselheiro, é preciso buscar um ambiente de respeito à diversidade cultural, social, étnica, ideológica e política e reconstruir um ambiente de subjetividades livres para se expressar e para representar nosso mosaico de rica diversidade, influenciando umas às outras, de forma positiva e plena. “O respeito, o diálogo, o reconhecimento do valor do outro, em vez do medo, da intolerância, do ódio e da agressão, para a construção de uma sociedade mais justa.”

Estado de violência

No Brasil de hoje, as violências às quais os povos indígenas e outros segmentos sociais vulnerabilizados estão submetidos evidenciam uma realidade de negação de seus direitos, como a garantia e a preservação da integridade física e cultural, a permanência em seus territórios, a liberdade e a igualdade a todos os povos e indivíduos.

A situação de violência vem crescendo e atingindo populações como as indígenas, quilombolas e povos tradicionais. Impossível não recordar do assassinato do índio Galdino, há 21 anos, em Brasília, no qual o ódio, a intolerância e o desprezo ao diferente foram evidenciados, como um anúncio do que estava por vir. Exemplos recentes são a morte do menino Kaingang nos braços de sua mãe, em Imbituba (SC), em 2015, e o assassinato da liderança Marcondes Namblá, que morreu espancado em Penha, no mesmo estado, em 2018.

Para unificar as lutas em defesa dos direitos originários dos povos indígenas, o Acampamento Terra Livre (ATL) vai reunir em Brasília, entre 23 e 27 de abril de 2018, povos e organizações indígenas de todas as regiões do país, unidos sob a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Para o conselheiro Paulo Maldos, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o ATL deve ser reconhecido e valorizado como espaço de preservação dos direitos dos povos indígenas, da diversidade étnica e cultural brasileira, de forma a “favorecer um clima de respeito em nosso país de convivência pacífica de todos os diferentes”.

Sistema Conselhos de Psicologia discute soluções em TI

O Grupo de Trabalho (GT) em Tecnologia da Informação do Sistema Conselhos de Psicologia se reúne nos dias 16 e 17 de abril, no Conselho Federal de Psicologia (CFP), em Brasília, para dar continuidade a elaboração de uma proposta de Tecnologia da Informação (TI) para o Sistema Conselhos, a qual será submetida à aprovação da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf), que acontece nos dias 25, 26 e 27 e maio. As ideias propostas pelo GT serão apreciadas e, se aprovadas pela Apaf, serão implementadas com o objetivo de aprimorar sistemas e unificar padrões em tecnologia em todo o Sistema Conselhos de Psicologia.

O GT de TI do Sistema Conselhos, composto por representantes do CFP e dos CRPs 1 (DF), 4 (MG), 5 (RJ), 6 (SP), 7 (RS), 8 (PR) e 15 (AL) e de técnicos, está estudando as melhores soluções em TI como o desenvolvimento de um novo sistema cadastral financeiro; a definição de recursos tecnológicos que serão utilizados na criação da nova Carteira de Identidade Profissional (CIP); a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e Sistemas Administrativos nos CRP, tais como a digitalização e informatização dos documentos dos cadastros de profissionais da Psicologia em todos os Conselhos Regionais.

Segundo a conselheira-tesoureira do CFP, Norma Cosmo, essas medidas buscam atender ao anseio que existe há anos no Sistema Conselhos de Psicologia, concretizado por meio do trabalho do GT de TI , criado na Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (Apaf), realizada em dezembro de 2017.“Essas novas soluções em tecnologia serão unificadas e aplicadas em todo o Sistema Conselhos, respeitando a diversidade de cada um”.

Integrantes da Conpas participam de Seminário de Políticas Públicas da Região Norte

Integrantes da Comissão Nacional de Psicologia na Assistência Social (Conpas), as psicólogas Rafaela Palmeira, do Pará, e Solange Leite, do Paraná, participaram, entre 5 e 6 de abril, em Belém (PA), da etapa Norte do IX Seminário de Nacional de Psicologia e Políticas Públicas. O objetivo do encontro foi problematizar a conjuntura política, conhecer e aperfeiçoar as práticas da Psicologia nas políticas públicas, considerando as realidades da região Norte.

As representantes da Conpas participaram da Roda de conversa e resistência: “Psicologia e Assistência Social”. A psicóloga Rafaela Palmeira debateu questões relacionadas à atuação no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em relação aos desafios dos territórios amazônicos, como a extensão territorial, a presença de povos e comunidades tradicionais, conflitos agrários, grandes projetos, questões ambientais, entre outros. Para ela, “é fundamental conhecer a história e a cultura de cada território e comunidade, compreendendo como se constroem as situações de desigualdade e violação de direitos que marcam os povos na região amazônica, e que vêm se acirrando na atual conjuntura”.

A psicóloga Solange Leite falou sobre os impactos das reformas do governo Temer no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Para ela, estamos vivendo de forma avassaladora o desmonte dos sistemas públicos estatais e das políticas de defesa de direitos. “É no atendimento cotidiano, na condição de trabalhadores e trabalhadoras, que nós, profissionais da Psicologia do SUAS, sentimos os efeitos da conjuntura econômica e política e seus impactos nas políticas sociais, nas condições de trabalho e nos direitos sociais.”

Ainda segundo a psicóloga, a categoria tem o desafio de construir uma outra forma de resistência, legítima aos interesses da classe trabalhadora. “Devemos assegurar a busca da unidade, orientada para a transformação radical da nossa sociedade, envolvendo a categoria na articulação em torno de uma agenda de mudanças estruturais e nos unirmos, organizando nossas pautas, discutidas e aprovadas democraticamente.”

Etapa Norte – Durante dois dias, palestras, mesas-redondas e rodas de conversa e resistência reuniram profissionais e estudantes da Psicologia, da Pedagogia, da Sociologia e de áreas afins no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. O evento foi realizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), pelos Conselhos Regionais de Psicologia (CRP) 10, 20 e 23, por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop).

O papel da Psicologia nas políticas públicas da Região Norte

Entre 5 e 6 de abril, a capital paraense recebeu a etapa Norte do IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas. Profissionais e estudantes da Psicologia e de outras áreas se reuniram em Belém para debater a atuação do psicólogo diante da realidade política brasileira. O objetivo do encontro foi problematizar a conjuntura política, conhecer e aperfeiçoar as práticas da Psicologia nas políticas públicas, considerando as especificidades da região, como extensão territorial e comunidades quilombolas e indígenas.

Durante dois dias, palestras, mesas-redondas e rodas de conversa e resistência reuniram cerca profissionais e estudantes da Psicologia, Pedagogia, Sociologia e áreas afins no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. O evento foi uma realização do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Conselhos Regionais de Psicologia (CRP) 10, 20 e 23, por meio do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop).

Para a conselheira Jureuda Duarte, do CFP, o seminário foi uma forma de reunir pessoas que querem discutir a Amazônia e “os processos da Psicologia para além da Psicologia”. Para ela, o intercâmbio entre os estados do Norte permitiu o contato entre profissionais de diferentes áreas para debater o cenário de desmonte de direitos construídos desde a Constituição de 1988.

A psicóloga Isabel Fernandes, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), indagou sobre “a função do psicólogo em um cenário de um milhão de pessoas subnutridas no Brasil” na palestra sobre “Psicologia e Políticas Públicas”. Para ela, a avaliação sobre a atuação do psicólogo não pode estar desvinculada da conjuntura nacional. “Não podemos deixar de considerar, principalmente, o cenário político atual”.

Para falar sobre a conjuntura política atual e os impactos em políticas públicas, o psiquiatra Paulo Amarante, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), trouxe ao debate a temática da luta antimanicomial e a necessidade de se pensar estratégias atuais de resistências para o futuro, já que ele considera o momento favorável. “Quando começamos esse movimento [antimanicomial], tínhamos um quadro muito sério. Então, pensar esse novo modelo não é negar a Psiquiatria, mas ter uma relação crítica com a ciência.”

Um dos eixos centrais do seminário, a “Atuação do psicólogo na realidade amazônica e em comunidades quilombolas e indígenas” também foi debatido por Nita Tuxá, psicóloga e mestranda em Antropologia Social na Universidade Federal de Roraima (UFRN). “Precisamos contribuir para a construção da política de saúde mental indígena e permitir a indigenização da Psicologia. Quando o indígena fala sobre isso, ele começa a se apropriar da Psicologia.” Tuxá falou ainda sobre a necessidade de se transpor o modelo biomédico e reconhecer a medicina e a tecnologia indígenas.

A próxima etapa regional do Seminário de Políticas Públicas 2018 será a Sudeste, e ocorrerá nos dias 7 e 8 de junho, em Minas Gerais. O tema do encontro será os Desafios e Dilemas da Atuação das/os Psicólogas/os nas Políticas Públicas.

Com informações do CRP-10.

 

Etapa Norte do Seminário de Psicologia e Políticas Públicas no PA

A etapa da Região Norte do IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas ocorrerá nos próximos dias 5 e 6 de abril no Auditório José Vicente Miranda, Instituto de Ciências jurídicas (ICJ), na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA). O evento será transmitido on-line pelo Facebook e YouTube do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Acompanhe a transmissão do evento.

O Seminário Norte é o primeiro dos que serão realizados nas cinco regiões do Brasil, com o tema “Conjuntura política e as práticas da Psicologia nas Políticas Públicas”, e tem o objetivo de discutir os impactos da conjuntura nas políticas públicas e como isso afeta o exercício profissional de psicólogas e psicólogos. Organizado pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), o evento é uma realização conjunta do CFP com os CRP 10 (PA/AP), CRP 20 (AM, AC, RO, RR) e CRP 23 (TO).

As políticas públicas representam um campo de trabalho importante para o exercício da Psicologia. A Saúde, Assistência Social, Educação e Justiça estão entre as áreas com maior presença de psicólogas e psicólogos. Por isso, o IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas convoca a categoria a construir uma agenda de enfrentamento ao desmonte das políticas públicas.

Serviço

IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas – Região Norte (Inscrições encerradas)
Data: 5 e 6 de abril de 2018
Horário: 9h às 18h
Local: Belém/PA
Endereço: UFPA – Campus II (Av. Perimetral)
Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ)
Auditório José Vicente Miranda

Inscrições pelo site politicaspublicas.cfp.org.br

Confira a programação do IX Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas:

Dia 5 de abril – Manhã

9h – 10h: Mesa de Abertura (Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia – CRP 10, 20 e 23); – com transmissão ao vivo

10h – 12h: Conferência Magna: “Conjuntura Política e impacto nas Políticas Públicas”
– com transmissão ao vivo. – Prof. Dr. Paulo Amarante.

Dia 5 de abril – Tarde

14h – 16h: Mesa Redonda: Psicologia e Políticas Públicas: desafios da formação e da prática” – Profa. Dra. Isabel Fernandes (UFRN) – com transmissão online

16h-18h: Rodas de Conversa e Resistência

18h: Atividade cultural

Dia 6 de abril – Manhã

9-11h: Mesa Redonda: “A atuação Psi na Amazônia: relato de experiências”
– com transmissão online

11h-12h: Diálogo acerca do Encontro de Povos Indígenas

12-14h: Intervalo

14-17h: Rodas de Conversa e resistência

Dia 6 de abril – Tarde

17-18h: Mesa redonda: “Psicologia, impactos ambientais e direitos humanos na Amazônia”
– com transmissão online

18h-19h: Palestra Profa. Dra. Neuza Guareschi (UFRGS)
– com transmissão online

Luta pela sobrevivência, fluxos migratórios e territórios em disputa

Realidade da vida de pessoas em situação de rua, imigrantes e a questão da moradia no Brasil foram temas das atividades da tenda de Direitos Humanos, no dia 16. O seminário sobre a luta pela sobrevivência, fluxos migratórios e os territórios em disputa teve a mediação de Carla França, da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Paulo Illes, integrante do Fórum Social Mundial de Migrações, explicou a crise dos refugiados e disse que os imigrantes são solução, não o problema: “Questionar os imigrantes é questionar a história da humanidade.” Segundo ele, existem cerca de 740 milhões de migrantes em todo o mundo, entre refugiados e migrantes internos, do campo para a cidade, em sua maioria. No pacto global das migrações, quem “manda” é a governança global. Para eles, os imigrantes são vistos como vulneráveis, uma visão assistencialista. Para ele, é necessário “criar uma agenda afirmativa e positiva, que garanta a participação dos imigrantes nessas estruturas de poder”.

Representante do Movimento Nacional da População de Rua, Maria Lúcia da Silva falou sobre a realidade dos moradores de rua e sua luta diária pela sobrevivência. Lembrou ainda que essa população não é vista nem pelo estado, pois nem é contabilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Marli Carrara, da União Nacional por Moradia Popular, o maior problema da atualidade é o enfrentamento da especulação imobiliária.

Nabil Bonduki, professor de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre habitação popular e políticas públicas e lembrou a complexa relação de um contexto no qual lares são mercadorias geradoras de lucros. Segundo ele, as pessoas precisam constituir um lar que permita se reconhecerem como seres humanos.