Prorrogada data de divulgação do Prêmio Inclusão Social

A pedido dos integrantes da Comissão Julgadora do Prêmio Inclusão Social, foi prorrogado o prazo para divulgação dos resultados dos trabalhos vencedores e, consequentemente, a premiação do Prêmio Inclusão Social. O grupo que analisa as propostas fará uma reunião para conclusão dos trabalhos nos dias 29 e 30 de janeiro. Nessa ocasião serão definidas as novas datas de divulgação dos resultados e da premiação.

Promovido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em parceria com o Laboratório de Estudos em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o prêmio contemplará experiências de inclusão social de usuários e familiares em projetos econômico-sociais, Organizações Não Governamentais (ONGs) e em equipes interdisciplinares da Rede de Atenção Psicossocial de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, em diversas categorias, como arte, cultura, trabalho e economia solidária. Os trabalhos enviados, de experiências individuais e coletivas, possibilitam recriar novas formas de relações sociais e de convívio com as diversidades.

Serão premiadas as experiências coletivas e individuais de usuários e familiares nas categorias arte-cultura (música, teatro, literatura, artes plásticas e audiovisuais) e experiências interprofissionais ou intersetoriais com participação de psicólogas (os) na inclusão de usuários no trabalho.

Denúncia não confirmada de massacre de índios Yanomami na Venezuela preocupa CFP

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e sua Comissão de Direitos Humanos (CDH) aguardam com preocupação o resultado das investigações que estão sendo realizadas pelos governos do Brasil e da Venezuela em torno da denúncia de massacre que teria sido perpetrado por garimpeiros brasileiros contra os Yanomami na fronteira do Brasil com a Venezuela, em julho deste ano e divulgada na última terça-feira (28/8). O número de mortos é incerto e os governos de ambos os países ainda precisam investigar os fatos. A denúncia partiu da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam), que reúne 13 organizações indígenas da Venezuela.

Enquanto aguarda o desfecho de mais uma denúncia,  o CFP e a CDH lamenta desde já o que vem se tornando para nós, psicólogas e psicólogos, a naturalização da violência contra povos indígenas.  Com tristeza, lembramos episódio semelhante, ocorrido em 1993, que ficou conhecido como o massacre de Haximu, no qual 16 Yanomami  foram trucidados -esquartejados e degolados – por garimpeiros.

Preocupa o fato de que a região de fronteira entre Brasil e Venezuela, onde se situa a Terra Indígena Yanomami, é sistematicamente invadida por garimpeiros, provocando conflitos e violência contra os seus habitantes. Em meados dos anos 1980, a invasão garimpeira em Roraima foi responsável por dizimar 15% da população Yanomami.

Diante da gravidade dos fatos apelamos para que o governo brasileiro em conjunto com a República Bolivariana da Venezuela, por meio de esforço de cooperação bilateral entre os dois países, tomem medidas urgentes no sentido de que as autoridade venezuelanas tenham acesso imediato ao local do crime e possam coletar evidências do que aconteceu para permitir a devida investigação e punição dos responsáveis.